* Victor Nogueira
8 de janeiro de 2018
Há um ano regressara eu do Norte, onde está parte da minha família, os Barroso, os Nogueira da Silva e os Castro Ferreira para além de muitas amizades algumas com décadas, .Na minha vida há outras famílias. algumas outras delas perdidas como os Martins e os Gomes Pereira.
Há um ano a minha tia Luísa era viva. Há um ano era viva a minha amiga e confidente de sempre, e que conheceu muitos dos meus amigos e amigas ou colegas de Luanda. de Económicas em Lisboa ou de Évora, que sempre mas recebeu em casa dela, e que se lembram dela como se lembram da minha mãe. que também conheceram.
Há um ano as casas dos meus tios José João e Maria Luísa e da minha tia-avó Esperança eram mais do que a casa dos meus pais.
Há um ano sem que o previsse que seria tão cedo faltavam 72 dias para que me tornasse o único sobrevivente.
Há um ano e umas semanas iniciou-se - após meio século - o processo de Paço de Arcos deixar de ser a minha terra e porto de abrigo, depois de perder Luanda após a independência de Angola e o Porto.na sequência da morte dos meus avós Luís e António.
"Malhas que o Império tece / jaz morto e apodrece / o menino da sua mãe", na terra da gente dum país pequenino com muitas aldeias com teias, peias e tolhida generosidade e abertura. numa compartimentação não na Humanidade mas apenas e contabilísticamente num ultrapassado e sem retorno estádio do clã e da tribo..,
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Maria Jorgete Teixeira
Neste preciso ano tens ainda os teus filhos e neto!
8 a
Victor Barroso Nogueira
Pois ...
8 a
Victor Barroso Nogueira
Malhas que o Império tece / jaz morto e apodrece / ...
8 a
Helena Sousa
o menino de sua mãe.
8 a
Rui Silva
Pois
8 a
Graça Maria Teixeira Pinto
Olhando p/ trás, quantos rostos a morte levou? Agarremo-nos ao presente, que também é futuro... 🙂
8 a
Clara Roque Esteves
Vitor, todos nós já perdemos Avós, Pais, Tios muito queridos. Grandes Amigos. Hoje, nas nossas idades, temos o privilégio de estarmos vivos, com saúde, com filhos e netos. Irmãos, sobrinhos.
Um abraço grande.
4 a
Victor Barroso Nogueira
Clara Roque Esteves e tutti quanti - Do que se fala neste meu texto de 2018 é dum modo de vida., de estar na vida. O texto foi escrito em 2018 e não vivo no passado, vivo no presente olhando o futuro, que se projecta tendo em consideração, em cada momento, o presente que, em cada tempo, existe. Tem piada que falam nos filhos, nos netos, e não nas amizades, nos amigos e amigas . Ao longo da vida tenho perdido famiiares mas também amigos e amigas, que já partiram para a terra do nunca. Sobre alguns deles tb tenho escrito em textos que ao longo dos anos aqui tenho partilhado.
Escrever sobre este tema de se reduzir a vida a uma "tribo" ou "clã" e não alargá-la e projectá-la na humanidade, não egoisticamente individualista mas colectivamente solidária, daria pano para mangas e para isso não serve o inFaceLocked 😛
4 a
Maria Amélia Marques Martins
Victor Barroso Nogueira mas Victor...do passado falas muito na família.....
4 a
Victor Barroso Nogueira
Opiniões. Mas isso não invalida o que escrevi. Fruto da terra em que nasci e fui criado, para mim a família são os amigos e nem todos nas famílias que se nos vão ajuntando ao longo da vida são amigos. Aliáas, no texto não refiro apenas a familia, mas também as amizades.
4 a
Clara Roque Esteves
Victor Barroso Nogueira , que bom termos amigos, para além do clã. E sorte a nossa quando existe paz dentro do clã.
4 a


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