sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Pingos do Mindelo ao dealbar de 2026

 * Victor Nogueira























11. Desenho simples, colorido, que descreva e capte o sentido / significado do poema Natal dos Simples, de José Afonso 


Canto moço, por José Afonso

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flôr no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não pensamos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de manhã clara

Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que vem
Lá do cimo de uma montanha

Onde o vento curto amarramos
Largaramos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca


10. Desenho colorido, simples, que ilestre a capte o essencial deste poema interpretado por Rui Mingas, um cantautor angolano: "Meninos do Huambo" Imagem criada: Contos sob as estrelas de Huambo

Com fios feitos de lágrimas passadas
Os meninos de Huambo fazem alegria
Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas
E no céu descobrem estrelas de magia

Com os lábios de dizer nova poesia
Soletram as estrelas como letras
E vão juntando no céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Com os sorrisos mais lindos do planalto
Fazem continhas engraçadas de somar
Somam beijos com flores e com suor
E subtraem manhã cedo por luar

Dividem a chuva miudinha pelo milho
Multiplicam o vento pelo mar
Soltam ao céu as estrelas já escritas
Constelações que brilham sempre sem parar

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Palavras sempre novas, sempre novas
Palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo

Assim contentes à voltinha da fogueira
Juntam palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo


Meninos do Huambo. Cantado por Ruy Mingas. Letra de Manuel Rui Monteiro.

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13. Desenhar a cores, linhas simples. Uma rua arenosa, com casas pobres ao longo dela. No terreiro dfronte delas está uma mesa, com rabanadas, pão e copos e taças com vinho tinto. Em torno da mesa homens, mulheres e crianças pobres, de várias etnias (nórdica, latino-americana, indiana, chinesa, negra, palestina. Pela rua em direcção ao terreiro homens e mulheres, de várias etnias. Uns tocam viola, outros dançam, outros tocam tambor, outros caminham de mãos dadas. São homens e mulheres, jovens e velhos, algumas crianças. Na janela da casa em primeiro plano, à direita do terreiro, assomam uma rapariga jovem e uma mulher idosa. No ar estraleja fogo de artifício.- No horizonte uma sérir de montes, alguns com neve nos cumes. Céu azul com núvens brancas, onde esvoaçam andorinhas pretas  Imagem criada_ eelebração vibrante com amigos e família


Canto moço, por José Afonso
***  Guiões

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Águas passadas não movem moinhos? Bem ... enquanto passaram podem ou não tê-los movido e assim ajudado ou não a produzir a farinha para o pão que alimenta o corpo sem o qual o espírito não existe. (Victor Nogueira)