domingo, 26 de abril de 2026

25 de Abril - Itália (1945) e Portugal (1974) (2025)

 

Victor Nogueira

26 de abril de 2025

O 25 de Abril  é uma data histórica em Portugal e na Itália, tendo ambos de comum celebrarem a queda do fascismo, respectivamente em 1974 e 1945, dia de feriado em ambos os países. Na Itália e em Portugal a Igreja Católica, na generalidade, foi suporte e apoio dos regimes naquelas datas derrubados pelo movimentos popular e de resistência.

Não sei o que sucedeu na imprensa italianas neste ano de 2025. Em Portugal a morte do líder religioso Francisco  I  serviu de  pretexto ao Governo e demais forças da direita revanchista  para tentarem impedir ou condicionar as comemorações e celebrações populares da queda do fascismo, do fim da guerra colonial e da instauração da Democracia.

Duas flores, rubras, representam essa data: papoilas em Itália, cravos em Portugal. Uma designada como o Dia da Libertação (Itália), outra como o Dia da Liberdade (Portugal). Duas canções simbolizam o 25 de Abril: "Bella Ciao" (Itália) e "Grandola, vila morena" (Portugal). 

Não conseguiram impedir a ampla participação nas comemorações e manifestações, mas a generalidade da comunicação on line tem dado amplo e destacado tratamento à morte e cerimónias fúnebres em Roma, colocando quase em nota de rodapé e praticamente sem cobertura fotográfica as comemorações do 51º aniversário do 25 de Abril e 50º das eleições para a Assembleia Constituinte. Nos noticiários televisivos, as aberturas e destaques noticiosos são em torno de Francisco I.

Em procissão e farisaicamente deslocaram-se a Roma, para as cerimónias fúnebres, a nata do Estado Português, “representado” pelo PR Marcelo de Sousa, pelo PAR Aguiar-Branco e pelo PM Montenegro, para “homenagearem” laudatoriamente quem se situava nos antípodas da sua política: a recusa do neoliberalismo, a defesa da Paz entre os Povos e uma política a favor não dos detentores da riqueza, mas sim dos deserdados da fortuna.

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Bella Ciao: resistência ao fascismo


Grândola, Vila Morena

"Bella Ciao" é uma canção folclórica italiana que se tornou um hino global de resistência, liberdade e antifascismo.  Embora popularizada pela Resistência Italiana (1943-1945), tem raízes em canções de trabalho do final do século XIX. Originalmente associada aos partidários na luta contra o fascismo e à ocupação nazi durante a Segunda Guerra Mundial, a música celebra a coragem e a luta pela libertação, sendo hoje um símbolo de resistência em todo o mundo. 

"Grândola, Vila Morena" é uma canção emblemática composta e cantada por José Afonso (Zeca Afonso) em 1971, tornando-se um hino de resistência contra a ditadura em Portugal. Foi escolhido pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) como a segunda senha para o início da Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974. Escrito em 1964: Zeca Afonso escreveu o poema após visitar a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense em Grândola, Alentejo. (AI Overview)

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