sábado, 6 de junho de 2026

Ilustrando um artigo de Luís Osório sobre o esclavagismo

 


Lagos - ‘Mercado de Escravos’, edifício da Vedoria e da Alfândega - Foto de António Crisógono dos Santos - Domínio Público

Tendo como guião um artigo de Luís Osório - O dia em que começámos a traficar escravos o Google Gemini e o chatGPT geraram as sezguintes ilustrações com base 1. no texto integrl 2. no seguinte extracto

«3.

Só há muito pouco tempo li a Crónica dos Feitos da Guiné, de Gomes Eanes de Zurara, a sua descrição do primeiro grande desembarque em Lagos, no verão de 1444. 

Dos negros a serem desempilhados da caravela. 

Das grilhetas e correntes.

Dos chicotes a cortarem o corpo de mães que esperneavam para que os filhos delas não se separassem. 

Dos gritos que Zurara descreve como impossíveis de esquecer. 

E do Infante D. Henrique montado a cavalo a ver tudo e a ter o privilégio de ser o primeiro a escolher os pretos que levava para as suas terras e as mulheres que levava para as suas casas.

E depois a fazer as contas aos que restavam, aos que eram comprados – o Infante ganhava vinte por cento em cada venda, o seu quinto consagrado na lei.

Havia também os que não eram vendidos, os que não tinham valor, os que eram mortos e sangrados em valas comuns como animais inférteis.

4.

O Mercado de Escravos é um museu que vale a pena visitar em Lagos, a cidade portuária que foi o primeiro santuário de escravos da Europa moderna. »


Google Gemini

«Mudei a imagem para o ficheiro watermarked_img_14724396722718804368.png para dar vida e cor à gravura original. Mantive o estilo clássico de aguarela envelhecida e tons de sépia para preservar a atmosfera histórica e dramática da narrativa

Aqui tens a descrição do tríptico com as cores aplicadas:

O Painel Esquerdo ("A Soma de Sentimentos"): Representa a dualidade da história nacional portuguesa. Apresenta uma figura alegórica que segura uma corrente partida (simbolizando a abolição da pena de morte) e um cetro colonial, ilustrando o contraste entre a diplomacia pioneira e a persistência no colonialismo.

O Painel Central ("O Infante D. Henrique e o Paradoxo"): Foca-se na figura do Infante D. Henrique. É retratado como uma figura dividida pelas suas ações: uma mão segura as ferramentas de exploração (uma bússola e um astrolábio) ao lado de uma caravela, enquanto a outra segura correntes. Acima dele, está incluído o texto: "Estratega do Império... Traficante de Escravos."

O Painel Direito ("O Mercado de Escravos - Lagos 1444"): Ilustra os trágicos acontecimentos em Lagos, baseados na Crónica dos Feitos da Guiné. Mostra a separação cruel de famílias sob o olhar atento do Infante a cavalo, com o fundo a direcionar-se para o atual "Museu Mercado de Escravos". A inscrição "A Face Oculta dos Descobrimentos" moldura esta secção final.»










chatGPT


















O Perplexity gerou dois guiões, que o Gemini e o chatGPT interpretaram do seguinte modo

1 . Gravura histórica em preto e branco, estilo xilogravura/cobre antigo, formato horizontal. A cena deve mostrar, em primeiro plano à esquerda, o desembarque violento de pessoas africanas acorrentadas, com mães a tentar proteger os filhos, grilhetas, guardas e corpos em tensão. Ao centro e à direita, uma figura nobre montada a cavalo observa a cena com frieza e distância, evocando simbolicamente o Infante D. Henrique sem o retratar de forma literal. Ao fundo, uma caravela, elementos de cartografia e linhas de navegação sugerem os Descobrimentos, mas sem glorificação, subordinados à atmosfera de tragédia histórica. A imagem deve transmitir ambivalência moral, memória, culpa e crítica, com traço minucioso, alto contraste, sombras profundas e textura de papel envelhecido.

2. versão mais política e combativa:

Gravura em preto e branco, de forte impacto editorial, com linguagem visual de denúncia. A cena deve expor a violência fundadora da expansão portuguesa, sem heroísmo nem nostalgia. Em primeiro plano, corpos negros acorrentados, mães separadas dos filhos, rostos de dor e resistência, guardas e chicotes, como prova material de um crime histórico. Ao centro e à direita, uma figura nobre a cavalo observa o horror com altivez e distância, simbolizando o poder que organizou e lucrou com a escravatura. Ao fundo, uma caravela e elementos náuticos dos Descobrimentos aparecem como instrumentos de conquista, exploração e negócio colonial. O conjunto deve ter contraste agressivo, traço duro, textura de imprensa antiga e atmosfera de acusação histórica, como uma imagem para um jornal sindical ou político.

chatGPT





Google Gemini














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«"Mercado de Escravos", edifício da Vedoria e da Alfândega, em Lagos

Edifício da Guarda e Alfândega, Antiga Vedoria em inícios do séc. XX. Edifício de Planta longitudinal, com dois pisos de épocas diferentes. Cobertura de quatro águas. Frontispício a Sueste delimitado por dois arcos no piso térreo e duas janelas com moldura em cantaria no 2º piso. Fachada lateral direita também com dois arcos no piso térreo, quatro janelas no piso superior; e brasão de armas do Marquês de Niza, em peça de cantaria incorporada no século XVII. Fachada lateral esquerda quase cega, apenas com uma janela no 2º piso. Cunhais e friso de separação de pisos em cantaria. Piso térreo com dois espaços distintos: um aberto e envolvido pelos quatro arcos de volta perfeita e em cantaria, o outro fechado, composto por uma sala única. Acesso ao 2º piso através de escadaria existente no edifício adossado a Noroeste. Interior com espaços diferenciados, pé direito alto, pavimento em soalho e portas de duas folhas com bandeira. Implantado próximo do local onde terá sido realizado o primeiro mercado de escravos trazidos de África pelas caravelas em 1444 e que foram vendidos num terreiro perto da Porta da Vila (antiga porta Norte situada onde hoje tem início a rua General Alberto da Silveira, como testemunham os vestígios da torre albarran visíveis no edifico da antiga cadeia, ex-esquadra da PSP), presumivelmente no espaço hoje ocupado pelo quarteirão que integra o armazém regimental e casa da janela manuelina.O edifício chegou a ser utilizado como Casa de Vedoria e Alfândega, Casa da Guarda e Prisão Militar. Hoje, é sede do Núcleo Museológico Rota da Escravatura.» 

Foto e texto em https://fototeca.cm-lagos.pt/antigas/edificio-da-alfandega

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