sábado, 29 de agosto de 2026

à luz da vela (2024)

 * Victor Nogueira

29 de agosto de 2024 ·


Foto victor nogueira - à luz da vela (2024 08 25 IMG_5077)

No início da tarde de 2ª feira, dia 25, a electricidade foi abaixo, quando a empregada de limpeza, a João, passava a roupa a ferro. Aparentemente o quadro não apresentava qualquer anomalia. Contactei um empreiteiro meu amigo, o Rui, para que me indicasse um electricista, mas ele só no dia seguinte me poderia valer. 

Ao anoitecer e pela noite dentro seguir-se-ia pois quase um regresso à idade das trevas e luz da candeia. Com o Fiesta, meu fiel Rocinente, no estaleiro desde Junho pretérito, sem televisão, sem internet,  sem luz, sem electrodomésticos eléctricos, reduzido ao fogão a gaz, sem telemóvel e sem computador, por se terem descarregado as respectivas baterias, que fazer, para não morrer de enfado e tédio? 

Eureka.  "Desenterrei" dois baralhos de cartas, passando a noite até de madrugada à luz de vela, jogando sozinho ao crapaud, até recolher a Vale de Lençóis  e aos braços, não de Morfeia, mas sim aos de Joana Pestana.  O candelabro de barro, esse era uma peça  de artesanato, da Olaria de Almancil (Algarve),  pintada à mão e executado por Paulo, uma sigla como as que os canteiros medievais deixavam em pedras das igrejas que com o seu esforço e trabalho eram eguidas.

Entretetanto, a comida ia descongelando na arca frigorífica.  No dia seguinte tirei-me de cuidados e fui bater à porta da vizinha Francisca, que amavelmente me pôs o TM à  carga, permitindo-me restabelecer o  contacto com o mundo e as pessoas, e, falando acidentalmente com o vizinho Jorge, este veio a minha casa e resolveu-me o problema e indicou-me o modo de restabelecer a corrente electrica, pois havia sido um por mim desconhecido botão que havia disparado

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Águas passadas não movem moinhos? Bem ... enquanto passaram podem ou não tê-los movido e assim ajudado ou não a produzir a farinha para o pão que alimenta o corpo sem o qual o espírito não existe. (Victor Nogueira)