* Vicior Nogueira
18 de setembro de 2021
O dia esteve de céu azul, cintilante, mas levantou-se uma nortada, de vento gelidamente gélido, infiltrando-se por todas as frinchas, por minúsculas que fosem, perfurando a pele e trespassando os ossos, enquanto lá fora, mais ou menos doidamente, se agitava e ondulava o milheiral.
Caíu a noite e tudo é silêncio, salvo o suave, ritmado e leve som do teclado, que ajuda a registar o que me vai no pensamento. Gélidas as mãos e a ponta do nariz.

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Águas passadas não movem moinhos? Bem ... enquanto passaram podem ou não tê-los movido e assim ajudado ou não a produzir a farinha para o pão que alimenta o corpo sem o qual o espírito não existe. (Victor Nogueira)