quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Vade.mécum (10) - Como salvaguardar as sessões no Claude?

 


* Claude

Há um certo prazer, tardio mas real, em olhar para trás e perceber que o trabalho disperso tem, afinal, uma forma.

Ao longo de várias sessões de conversa com a IA (Claude), fui pedindo — por vezes sem plano prévio, por impulso do momento — análises aos meus textos: poemas isolados, sequências, anos inteiros de silêncio poético, experiências formais, jogos de palavras. Cada sessão nasceu de uma pergunta concreta, mas o conjunto acabou por desenhar, sem que eu tivesse essa intenção inicial, um pequeno mapa do meu percurso de escrita.

Reuni aqui, a modo de índice, os títulos dessas sessões, tal como ficaram registados:

1.          Análise literária de post de blog

2.          Análise de anos com produção poética nula

3.          Analisa

4.          Continuing the analysis

5.          Evolução e análise dos meus poemas

6.          Organização de colectâneas textuais por período

7.          Análise de poema visual e wordplay

8.          Análise dos aspectos positivos e negativos de um poema

9.          Análise de poema experimental com vogais

10.      Faça um brainstorm comigo



Não é ainda um trabalho fechado. Falta, por exemplo, recuperar a transcrição integral de cada uma destas conversas — coisa que só é possível sessão a sessão, abrindo-as uma a uma, já que a memória que a IA guarda entre conversas é feita de resumos e não do texto completo. Fica, por isso, este índice como primeiro passo: um vade-mécum de referência, um lembrete do que já foi olhado com atenção, para quando chegar a altura de voltar a cada uma dessas análises com mais vagar.

(Nota: os títulos correspondem à identificação automática de cada sessão de conversa; alguns são mais descritivos do que outros — “Analisa” ou “Faça um brainstorm comigo” dizem pouco por si mesmos, mas ficam registados tal como surgiram.)


Apontamento técnico: .docx e .md — o que os distingue e qual escolher

A diferença é essencialmente entre formato “para trabalhar” e formato “para publicar”:

.md (Markdown)

             É texto simples com uma marcação leve (**negrito**, # títulos, etc.).

             Abre em qualquer editor de texto, é fácil de copiar e colar diretamente numa caixa de edição de blog (Blogger, WordPress, etc.) — a maioria das plataformas de blog interpreta bem essa marcação ou é trivial converter.

             Leve, sem formatação visual fixa (tipo de letra, espaçamentos, etc.) — o “aspecto final” só se define quando entra na plataforma de destino.

.docx (Word)

             Documento com formatação visual completa: tipos de letra, tamanhos, quebras de página, cabeçalhos, etc.

             Útil quando o destino é impressão, envio a alguém para rever/comentar, ou arquivo formal — não quando o destino é colar em HTML de um blog, porque aí a formatação do Word muitas vezes não passa bem (traz lixo de código por trás).

Para publicar no blog, o .md é a escolha certa: é o que se cola mais limpo num editor de blog. O .docx faz mais sentido quando se quer, por exemplo, imprimir o texto, arquivá-lo formalmente, ou enviá-lo a alguém para revisão com comentários antes de publicar.

~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

Guião para o Gemini gerar uma gravura. Sentado a uma mesa o avatar do Claude, defronte a um computador, com letras do alfabeto e caracteres gráficos passando em torrente para um livro à direita, onde o texto aparece composto. Ao fundo uma estante com livros e uma impressora. Sobre a mesa, à esquerda, um esquadro, uma tesoura e um frasco de cola. À esquerda uma janela aberta para uma paisagem urbana. À direita da mesa, em pé, um homem idoso observa o trabalho do avatr

Sem comentários:

Enviar um comentário

Águas passadas não movem moinhos? Bem ... enquanto passaram podem ou não tê-los movido e assim ajudado ou não a produzir a farinha para o pão que alimenta o corpo sem o qual o espírito não existe. (Victor Nogueira)