quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

O "carocha" da PIDE em Évora (2011)

 José Eliseu Pinto em 7 de janeiro de 2011

 ·Iniciático...


José Eliseu Pinto

... e medonho. Para que não se perca a memória.

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Fernando Brás

Boa mecânica (embora bêbada), tive um que transformei em buggy.

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Maria Helena Figueiredo

Gosto do post, não do carro, das memórias que faz vir ao de cima e do que simboliza.

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José Eliseu Pinto

Em memória dos inúmeros passageiros, alguns com viagem só de ida.

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Victor Barroso Nogueira

Bem, era um carocha simpático, tal como o Renault 4 e o Dyane, que um colega nosso do Couço conduzia num banco de madeira de 4 pés, pois o original sumira-se. Mas a polícia nunca implicou com ele 🙂

15 a

Victor Barroso Nogueira

E também havia os Triumph da Zé Peixoto e do João Luís, este especialista em gincanas no largo defronte da casa que partilhávamos na Quinta de Santa Catarina !

15 a

Fernando Godinho

Carros à parte, o que me f.... chateia é que ainda por aí devem andar muitos pides, que tiveram uma rica vidinha. Alguns até foram agraciados com pensões no tempo do 1º ministro Cavaco (por exemplo o Oscar Cardoso que disparou sobre o pessoal na Ant Maria Cardoso no dia 25 de Abril).Convém não esquecer!

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Victor Barroso Nogueira

Agora não entendo: que tem a ver o Carocha com a PIDE, salvo ter sido concebido no III Reich Hitleriano ?

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José Espada

Bicho feio.

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Victor Barroso Nogueira

O Carocha? Eu não acho: até era aerodinâmico 🙂 Mas estou fora de algumas "jogadas"/comentários anteriores, que não percebo

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Maria Helena Figueiredo

Para que a memória não se apague é que é importante rever o VW da Pide, aqui em évora

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Victor Barroso Nogueira

Ah! o problema é esse? A PIDE tinha mais marcas de carros. Este era o carro da PIDE em Évora - FE-52-24? Para não esquecer a PIDE em Évora tenho memórias muito mais elucidativas do que o Carro, se alguma vez me der ao trabalho de publicá-las ! Dos PIDES e do posto em Évora, lembro-me, dos carros não

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Eu Antmou

Agora imaginem! E isto é um caso real: - Em 1969 houve uma farsa eleitoral (assim mais ou menos como aquela que vai haver agora em Janeiro para escolher os candidatos que (como agora) já estavam de antemão eleitos. E em Estremoz havia um grupo a quem chamavam de Comunas que resolveu apoiar a candidatura dos pré-derrotados da CDE (assim como agora que também há quem apoia os pré-derrotados). Vai dai os possuidores deste carocha (a quem chamavam PIDES assim como aqueles que agora andam de AUDI e outras marcas que tais, só não sei como lhe chamam - Cá eu chamo-lhes FDP). Atão não é que Eu e outros putos de 16 / 19 anos tapamos o vidro de trás do caroja da PIDE com autocolantes da CDE! Ca granda bronca! Tou cá a pensar quando a Maria vier a Évora tapar-lhe o vidro do carro do cachorro com autocolantes que ainda restam por aí do 25 de Abril. Era Capaz de ser dificil porque o vidro de trás é demasiado grande para lá caber o que resta de 25 de Abril. Mas aí para metade do vidro era capaz de dar! Vamos nessa?

15 a

Fernando Brás

Afinal a matricula estava implícita gostei

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Antonio Casqueira

Não é o mesmo a janela traseira não era esta.

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Maria Sarmento

Os "carochas" são resistentes, tal como as carochas... são uns "insectos" bem difíceis de combater, sobretudo quando já não têm esta marca que os identifica, agora os contornos são mais ténues e multiplicados... Mas eles estão aí, convivem connosco,querem que sejamos nós os "novos carochas", olhó que eles queriam!

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Eugénia Botelho

Comecem a preparar-se que o casal Cavaco, hoje anda por Setúbal. Se lhes dá para descer chegam aí num instante.

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Luis Tobias

BOA ZÉ PINTO.......

é bom que se saiba que muitos andamos naquele carro contra nossa vontade e que aquele bicho era uma visão sinistra nas ruas de Évora.

15 a

Victor Barroso Nogueira

Música para amenizar


The Beatles - Revolution


The Beatles - With A Little Help From My Friends

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Victor Barroso Nogueira

a) o Comentador do Kant_O invisível

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Victor Barroso Nogueira

Desculpem lá a minha ignorância acerca do carocha da foto, mas as mensagens devem ser perceptíveis e não apenas para "iniciados". Zé, não me devias ter enviado a foto, pois a malta fica a pensar que eu era um betinho acomodado e não incomodado nem incómodo LOL

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Maria Helena Figueiredo

Luis és mesmo mal agradecido. Os senhores, tão simpáticos, a dar boleia à malta prá R. da Ladeira e tu ainda a refilar...

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José Eliseu Pinto

Era este mesmo. Modelo de 1964/65, resistiu até 1974, pelo menos.

Victor, só não tiveste o "privilégio" de viajar nele. De resto, não falhaste nenhuma.

15 a

Victor Barroso Nogueira

Mas à saída do Garcia de Resende o Agante foi abordado pela Pide para ir ao Posto para explicar uma revista subversiva que trazia debaixo do braço e a malta acompanhou-o ao posto, onde o chefe da PIDE dizia que podíamos ir embora descansados, pois nada aconteceria a nosso colega, que estava só a prestar umas declarações, pois "a delicadeza era o timbre da corporação", ao que lhe respondi, "pois, pois, mas só saímos daqui com o nosso colega", enquanto ele com um sobretudo cor de camelo andava na sala dum lado para o outro. E perante a nossa atitude lá deu ordem de soltura ao Agante, que salvo erro tinha comprado a revista por baixo do balcão numa livraria do António, na Rua Serpa Pinto, onde a malta se "abastecia"

15 a

José Eliseu Pinto

A papelaria do Zé António. A secção "escaldante" era ao fundo, passado um corredor ziguezagueante. Também aí havia algo que nunca mais vi: livros com aprumadas encadernações e... nada impresso. Nada. Folhas em branco. Vendiam-se ao metro linear para "compor" estantes domésticas, quando vagas. As estantes e os proprietários.

15 a

Antonio Casqueira

Tenho cá alguns lá comprados.

Salvo erro assistimos lá a declamação de poesia da Natália Correia

15 a

Victor Barroso Nogueira

O António qd era empregado Nazareth contou-nos duas histórias de agrários. Numa chegou lá um que queria comp'rar não sei quantos metros de livros e vendera-lhe a velharia toda que lá estava. Outro chegou com uma resma de livros de variados tamanhos para encadernar a preceito, todos pela mesma medida, para caberem nas estantes LOL

15 a

Luis Tobias

a declamação de que falas era de uma peça de teatro curta e chata escrita pela Natália de Brito.... amiga da Maria Alice da Quadrante

Nada que fizesse moça ao sistema......!

15 a

José Espada

( Ajuda à reconstrução do cenário da livraria do Zé António )...

Não esquecer a presença do enorme cofre de modelo antigo onde "dormiam" alguns livros.

15 a

José Luís Pacheco

Quem não se lembra também do belo BMW 1602, propriedade do chefe Melo?

15 a

José Eliseu Pinto

Lembro-me bem da Maria Alice (+ caniche irritante) e da Quadrante, onde expunha o Chico Bellizzi, quando o conheci. Outro, cujo paradeiro se tornou misterioso. A última vez que soube dele andava por bandas de Odemira, já lá vai um par de anos muito jeitoso.

SONETO DE ANIVERSÁRIO, por Matos Serra (2022)

 


* Victor Nogueira

7 de janeiro de 2022 
Conteúdo partilhado com: Público
No Porto (Travessa da Carvalhosa, 44), em 1949, e no Mindelo (Praia da Gafa), nos anos '80 do passado milénio.
Foram mais duma centena as pessoas que me felicitaram pelo meu aniversário, a maioria através do inFaceLocked, algumas pelo Messenger ou sms, outras telefonicamente. Através dum vídeo a Susana, o Cisco Kid e o Janicas cantaram-me os "Parabéns a Você", O mesmo fez o Rui, num telefonema.
Foram múliiplas as formas de expressão e, na impossibilidade de todas reproduzir, delas destaco um soneto e uma quadra, partilhados respectivamente pelo Matos Serra e pelo Elias Quadros.
Elias Quadros
Olá, Víctor: Parabéns!
«Haveis de subir na vida
Por umas escadinhas brancas
Qu ´inda tendes p´ra gozar
Felicidades tantas, tantas»
FELIZ ANIVERSÁRIO
Vida plena de venturas!
Feliz Ano Novo
~~~~~~~~~~~~~~~~
Matos Serra - JANEIRO
Jano era um deus com muito poder sobre o tempo e o espaço e, por isso, com as suas duas cabeças, olhava e vigiava em todas as direções do espaço e do tempo… presidia a todos os inícios e mudanças, tendo grande poder no destino dos seres humanos e da Humanidade em geral, em termos do espaço e do tempo, e tinha o poder de controlar o passado, presente e futuro…
Já no calendário de Numa Pompílio, o primeiro calendário romano de que temos memória, organizado sob supervisão desse rei etrusco… Jano tinha um papel importante em termos de controlo do espaço e do tempo…e Ele está aí para a festa dos vossos aniversários…
SONETO DE ANIVERSÁRIO:
Hoje, sob os auspícios do Deus Jano…
aquele deus, do tempo, tão antigo,
não quis deixar de estar, aqui, contigo…
ao somares, à idade, mais um ano!!!
Eu desejo que aquele deus romano,
que pôs o próprio tempo ao seu abrigo
te venha proteger… traga, consigo
seu poder protetor e soberano!!!
Podendo olhar em todos os sentidos,
que ELE seja teu guarda e protetor…
e proteja, também, teus entes queridos…
Que, Jano, em seu poder, te traga amor
e momentos alegres, divertidos
e, que ELE…hoje, se ponha ao teu dispor!!!!
Matos Serra

AUTO RETRATO EM PASSATEMPO (2023)



* Victor Nogueira

2023 01 06 - A todos e todas que me felicitaram por mais um aniversário nesta terrena jornada, o meu aceno de gratidão. Na foto, 1965 janeiro 04 / 05 - Em Luanda, na Praia do Bispo, comemoração do 19º aniversário meu e 45º da minha mãe - na foto João Seabra, Noémia e Jorge Castelo, os Coimbra, os Sequeira, os Antunes, os Orquídio Silva, os Fardilha, Armindo Gonçalves e Maria José, os Martins e o contabilista das Obras Públicas e família.
No telheiro no quintal das traseiras, onde normalmente almoçávamos, jantávamos ou jogávamos, vendo-se o quadro preto para estudos e que o meu irmão utilizava para os seus desenhos.

AUTO RETRATO EM PASSATEMPO

Com nariz grande, olhar estrelado,
Baixo, cabelo negro, ondulado,
Magro, moreno, mui desajeitado,
Nada ou p'la vida sempre perdoado.
Buscando amizade, mau achado,
Agindo calma ou mui despeitado,
O êxito logrou, mal torneado,
Com persistência e pouco alegrado.
Tolerante, mas não libertário,
Conduzindo, longe da multidão,
Na vida procurando liberdade.
Em tudo mal, buscando seu contrário,
Com ar sério ou risonha feição,
Mal sente, co'a razão, felicidade.
1989.09.10 - Setúbal

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

NATUREZA iMORTAL (2024)


* Victor Nogueira

Tudo é silêncio
Inaudível o dedilhar no teclado
As persianas, brancas, escondem o negrume da noite,
para lá das vidraças que nada reflectem
Com lentidão uma incómoda mosca surdiu do nada e volteia pela sala,
enquanto dos altifalantes se evolam lentos acordes de piano,
entre o silêncio, a majestade ou saltitante leveza
- nada de empolgante que afaste esta dormência ou sonolência!
É dia de Reis, pese embora vivamos ou vegetemos numa democracia republicana onde,
- como sempre,
os terratenentes são quem mais orden(h)a.
Em breve pausa uma leitura:
"O rio triste", de Fernando Namora,
entremeado com "A casa do Diabo", de Mafalda Ivo Cruz.
Descobri que para além do bolo-rei há o bolo-rainha, um com fruta cristalizada, o outro com frutos secos.
Ergo-me desta dormência e … que transmite o leitor de cd’s? Ah! Pois então! De Ravel o que tenho estado a ouvir é …
…. “Pavane pour une infante défunte”
A “Princesa”, uma de Velasquez, e a pavana não deveria ser entendida como fúnebre,
esclarece-me uma breve pesquisa na internet.
Mas … que é uma pavana? Nova e rápida pesquisa esclarece-me que é uma “dança espanhola, grave e séria e movimentos pausados”.
Prontus, mais uns miligramas de sabedoria!
Mais 40 minutos e começarei a comemorar ou vivenciar o 2º dia na casa dos 78 anos,
a caminho do suspiro final.
Um aceno à pequena multidão que me felicitou pela ultrapassagem desta barreira de transição!
Um aceno a quem me escreveu ou telefonou, com parcas ou trabalhadas palavras, mais ou menos rendilhadas!
Um aceno a quem me acolheu na véspera dos Reis!

Mindelo 2024 01 06
Maria Márcia Marques Dormência, sonolência é o que sentimos quando o sol se esconde nas montanhas que nos rodeiam e a noite nos pesa, mas sobra sempre a esperança de um novo dia, com sol ou sem ele, há, pelo menos, claridade que nos incita a viver.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Maria Emília (1920/ 2013)


2026 01 04 maria emília - fases da vida ou as marcas do tempo (fotos de estúdio) - Porto 1920.01.04  Setúbal 2013.04.17

* Victor Nogueira

Se fosse viva, teria comemorarado o 106º aniversário do seu nascimento. Fazem-me falta os meus pais e os meus tios José João, Esperança e Lili, embora não me esqueça doutros antepassados, meus amigos, também importantes na minha vida! Que sempre respeitei e me respeitaram.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Eles (não) são democratas

 * Victor Nogueira




A capa de hoje  era para ser dedicada aos "Meninos do Huambo". Mas logo pela manhã tomei conhecimento do brutal ataque dos "amaricanos"   e de Trump, o homem da gávea, contra a Venezuela, para despudoradamente rapinar as riquezas daquela país, como fizeram aos ameríndios na América do Norte, com os seus descendentes, confinados em reservas pelas sucessivas vagas de imigrantes, sobretudo provenientes da Europa. 

Amanhã serão outros países latino-americanos, a Gronelândia, o Canadá e o mais que vier à rede. Incluindo os Açores, se o Governo português tiver algums réstea de honra e decência. Venturra, o patrriota dos 3 Falazares,  esse apoia incondicionalmente o padrinho "amaricano".

Para ilustrar o meu poema "Eles são democratas" o chatGPT e o Google Gemini geraram imagens a partir dele ou de guiões meus. Nenhums dos desenhos preenche completamente o que pretendia. Na banda desenhada, o desenho do Gemini, embora carecendo de ajustes, é "melhor", mais conseguido,  que o do chatGPT.  Contudo, os títulos atribuídos por este a cada uma das imagens geradas nada têm a ver com o o conteúdo do poema.  De seguida o poema, as imagens obtidas e os guiões fornecidos.

Eles são democratas
Amigos de Plutocratas
Com cidadania
De enguia
bem esguia !
Escorre-lhes dos dedos, dos lábios e da caneta ou do «computador»
Arrogância
Jactância!
Vestem bem e cheiram melhor
Para esconder o pior
perfume da sarjeta
Muitos vivem da gorjeta
Esquecidos que em pó se transformarão ,
acumulado num saco de ossos
em fossos, na fossa
Por isso não são dos nossos.
São sim democratas
Plutocratas
Aristocratas
Autocratas
Convencidos que são reis!
Mesmo em terra de cegos o «imperador» vai nú
Numa palavra sem palavra
Na família das piranhas
São PIRATAS

2006.06.26




 
~~~~~~ooo0ooo~~~~~~




Guiões

1. - Desenho colorido, em linhas simples, que ilustre o texto "Eles são democratas".  Imagem criada: A crítica da aristocracia decadente

2. - Desenho colorido, em linhas simples, considerando o texto anterior No lado esquerdo coloca homens e mulheres bem vestidos, com sacos de ouro aos pés, Alguns e algumas envergam fatos como se fossem esqueleros, como sucede no dia dos Mortos, no México. Alguns brindam.Tudo isto num terreiro engalanado. No lado direito, homens, mulheres e crianças, pobremente vestidos, empunham bandeiras vermelhas e bandeiras negras. Alguns e algumas caminham de braço dado, como os homens nos coros alentejanos. Entre ambos, uma pilha de ossos. O cenário à esquerda mostra no subsolo pilhas de esqueletos. No horizonte um sol luminoso desponta por entre as montanhas.O céu é azul, com núvens branças. No terreiro à direita bailam alguns piratas. Imagem criada: Dia de los Muertos contrastante

3. - Refaz o desenho ChatGPT Image 3_01_2026, 22_04_57- No lado esquerdo elimina as bandeiras e mantendo as pessoas .que já lá estão, coloca também os piratas. No lado direito elimina os piratas. No lado direito uma pomba branca, com um ramo de oliveira no bico, sobrevoa as pessoas. No lado esquerdo dois abutres sobrevoam os ares. No lado direito o chão é coberto de relva verde, No subsolo à esquerda manter os esqueletos. No subsolo à direita os personagens devem ser mineiros, que procuram alcançar a superfície.  Imagem criada: Desigualdade e luta enterradas no passado

4. - Ilustra o poema estilo banda desenhado, em 6 quadros, que o ilustrem e sintetizem.  Imagem criada: Saudação aos aristocratas e piratas

5. - Mantém o desenho anterior (2) com apenas estas alterações As pessoas à direita devem ser mais numerosas, algumas empunhando bandeiras vermelhas, outras bandeiras negras. Devem representar diversas etnias: nórdica, negra, indostânica, branca, chinesa, palestina. Na mina do lado direito deve haver uma abertura que permita às pessoas ascenderem ao solo verde e juntarem-se às de cima-.  Imagem criada: Desigualdade e resistência em contraste

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Pingos do Mindelo, em tempos chuviscosamente cinzentescos

 


* Victor Nogueira

Foram luminosos, lílmpidos, de céu azul nas cristãs festas natalícias,entre o solstício de inverno e o chamado ano novo, que varia conforme o calendário adoptado (gregoriano, islâmico, hebraico, hindu, chinês ....)

O tempo das festas cristãs natalícias esteve pois soalheiro, apesar da frialdade, de céu límpido e azul, dissonante das 51 anteriores semanas, prenúncio talvez dum 2026 onde a Humanidade, a Paz, a Solidariedade, a Justiça Social, a Fraternidade ... fossem a nota dominante. Mas, o 1º de Janeiro foi cinzento, chuviscoso, frígido, deprimente, como mau augúrio.


Prevê a meteorologia que os primeiros dias de 2026 serão frios, nebulentos, cinzentonhos, chuviscosos ...

Mas, como diz o poeta espanhol António Machado, em "Cantares" (do livro Campos de Castilla , 1912):

“Caminhante, são os teus passos o caminho, e nada mais;
Caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.”


E, dizem, como dos fracos não rezam as crónicas, considerando os meus guiões, o chatGPT ilustrou o "Canto moço", de José Afonso.


Canto moço, por José Afonso

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flôr no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não pensamos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de manhã clara

Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que vem
Lá do cimo de uma montanha

Onde o vento curto amarramos
Largaramos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca

Pingos do Mindelo ao dealbar de 2026

 * Victor Nogueira























11. Desenho simples, colorido, que descreva e capte o sentido / significado do poema Natal dos Simples, de José Afonso 


Canto moço, por José Afonso

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flôr no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não pensamos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de manhã clara

Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que vem
Lá do cimo de uma montanha

Onde o vento curto amarramos
Largaramos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca


10. Desenho colorido, simples, que ilestre a capte o essencial deste poema interpretado por Rui Mingas, um cantautor angolano: "Meninos do Huambo" Imagem criada: Contos sob as estrelas de Huambo

Com fios feitos de lágrimas passadas
Os meninos de Huambo fazem alegria
Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas
E no céu descobrem estrelas de magia

Com os lábios de dizer nova poesia
Soletram as estrelas como letras
E vão juntando no céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Com os sorrisos mais lindos do planalto
Fazem continhas engraçadas de somar
Somam beijos com flores e com suor
E subtraem manhã cedo por luar

Dividem a chuva miudinha pelo milho
Multiplicam o vento pelo mar
Soltam ao céu as estrelas já escritas
Constelações que brilham sempre sem parar

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Palavras sempre novas, sempre novas
Palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo

Assim contentes à voltinha da fogueira
Juntam palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo


Meninos do Huambo. Cantado por Ruy Mingas. Letra de Manuel Rui Monteiro.

You've hit the free plan limit for image generations requests. You can create more images when the limit resets in 21 hours and 28 minutes.

13. Desenhar a cores, linhas simples. Uma rua arenosa, com casas pobres ao longo dela. No terreiro dfronte delas está uma mesa, com rabanadas, pão e copos e taças com vinho tinto. Em torno da mesa homens, mulheres e crianças pobres, de várias etnias (nórdica, latino-americana, indiana, chinesa, negra, palestina. Pela rua em direcção ao terreiro homens e mulheres, de várias etnias. Uns tocam viola, outros dançam, outros tocam tambor, outros caminham de mãos dadas. São homens e mulheres, jovens e velhos, algumas crianças. Na janela da casa em primeiro plano, à direita do terreiro, assomam uma rapariga jovem e uma mulher idosa. No ar estraleja fogo de artifício.- No horizonte uma sérir de montes, alguns com neve nos cumes. Céu azul com núvens brancas, onde esvoaçam andorinhas pretas  Imagem criada_ eelebração vibrante com amigos e família


Canto moço, por José Afonso
***  Guiões

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O problema! (2012)

 * Victor Nogueira

1 de janeiro de 2012

O maior problema não são as reformas, altas ou baixas. O problema é a banca, apesar da crise, a ter 45 € de lucros por minuto e ser ela a causadora e beneficiária da crise. O problema é o governo proteger a banca e as grandes superfícies comerciais, beneficiárias da liquidação de milhares de pequenas e médias empresas e de milhares de postos de trabalho. O problema é que as alterações dos horários de trabalho rumo à escravatura beneficiarem as grandes superfícies comerciais, que de mão beijada e com custos inferiores vão aumentar lucros e liquida outros tantos milhares de postos de trabalho. O problema é destruir o serviço nacional de saúde com benefício das Misericórdias e outras Unidades Privadas de saúde, cujo único objectivo é maximizar o lucro. O problema é que há 27 anos que a maioria dos eleitores votam sempre cada vez pior pelos mesmos, em círculo masoquista e vicioso.O problema são as manobras de engenharia financeira e as fugas aos impostos dos milionários portugueses e das grandes empresas. O problema é os órgãos de comunicação social estarem nas mãos do grande Capital que "filtra" a realidade de acordo com os seus egoístas interesses. O problema são as televisões e seus noticiários e programas na maioria abjectos e cretinizantes. O problema é a maioria das pessoas distraírem-se com o acessório e deixarem passar o essencial, como convém a abutres, hienas, chacais, tubarões e polvos que se querem assenhorar-se do poder reduzindo a Humanidade à escravatura e descartabilidade


Pingos do Mindelo, em ano novo, envilecido à nascença?

 * Victor Nogueira

2026 01 01 - Os vampiros, de José Afonso, ilustrados pelo chatGPT e Google Gemini AI

O tempo das festas cristãs natalícias esteve soalheiro, apesar da frialdade, de céu límpido e azul, dissonante das 51 anteriores semanas, prenúncio talvez dum 2026 onde a Humanidade, a Paz, a Solidariedade, a Justiça Social, a Fraternidade ... fossem a nota dominante. Mas, o 1º de Janeiro foi cinzento, chuviscoso, frígido, deprimente, como mau augúrio.

Pelo que a foto de capa neste 1º de Janeiro não terá como tema o "Canto moço", de José Afonso, mas sim os "vampiros", que sanguinariamente esvoaçam pelos céus cinzentos, assombrando a Humanidade.

O chatGPT e o Gemini tiveram como guião apenas o poema de José Afonso, que ilustraram de modos diferentes, dos quais escolhi os que constituem esta foto de capa.


A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas

Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada

Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

São os mordomos do universo todo
senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei

Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada 
Ver menos