sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Pingos do Mindelo - a passagem da tempestuosa Cláudia

 



* Victor Nogueira 

As 17h 30m é quase noite nesta época do ano. Uma trovoada paira sobre o Mindelo, neste fim de tarde cinzentesco, sombrio e gélido. 

Há pouco um relampago deu pálido ar da sua graça, apeasr de encoberto pelas nuvens acasteladas. Deorridos alguns instantes ribombou outro trovão e a casa estremeceu, seguido dum som metálico, como tampas de tahos ou panelas entrechocando-se. 

Terá caído um relampago atraído pelo para-raios colocado na chaminé da cozinha? Pouco tempo decorrido a eletriidade foi-se, não só aqui em casa como lá longe, nos edifícios fabris e da estação de serviço, lá longe, no termo do campo agrícola, mas nem um minuto depois deorrido, retornou, para alívio meu.

Vai lindo o Verão de S. Martinho, sem castanhas nem vinho, devido a passagem lenta da tempestade Cláudia que resolveu estanciar neste jardim a beira-mar prantado durante uma semana, de 2ª feira pasada até ao próximo domingo.

Hoje passou pelo Mindelo, com  rajadas de vento e chuva (quase) contínua, generosa, miúdinha ou em cortina de aguaceiros de grossas bátegas. 

A noite caíu por completo. Tudo é silêncio, quebrado apenas pela música cubana e pelo abafado troar dum avião ou pelo esparso rodar dum automóvel no empedrado da rua. Aabo de esrever isto e a ventania voltou, sonora e tempestuosa.  

(...)

A tempestade rumou para Norte e, para lá da vidraça, muito para lá dela, os raios em breve e silencioso clarão iluminam o céu, transformando o negro em cinzento 

(...) Engano meu. A tempestade tinha rumado a Niorte, para Viana do Castelo, mas inflectiu  e, neste momento, (cerca da meia noite) a trovoada, mais mansa, vai e vem sobre o Mindelo.

Fotos victor nogueira - No Mindelo, para lá da vidraça, em 2025 11 14

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Águas passadas não movem moinhos? Bem ... enquanto passaram podem ou não tê-los movido e assim ajudado ou não a produzir a farinha para o pão que alimenta o corpo sem o qual o espírito não existe. (Victor Nogueira)