segunda-feira, 6 de julho de 2026

Urinóis públicos (2020)

 


* Victor Nogueira

6 de julho de 2020

Este quiosque/urinol no Porto, exemplar da arqutectura do ferro, se encontra no Passeio Alegre, um espaço verde junto ao Rio Douro, a caminho da Foz.

Os urinóis públicos, isolados ou integrados em edifício próprio, desapareceram paulatinamente das cidades. Muito poucos sobrevivem, como no Jardim de Paço de Arcos. Hoje são os cafés e outros estabelecimentos de restauração que mais ou menos "abertamente" ou gratuitamente desempenham essa função. A alternava nalguns sítios são uns cilindros, hermeticamente fechados que se auto higienizam, que podem ser utilizados desde que se tenha a moedinha apropriada para inserir na ranhura e ter acesso ao seu interior.

In illo tempore os guardiães eram um homem e uma mulher idosos, que deste modo e com as gorjetas asseguravam a sua sobrevivência. Naquele tempo a gorjeta, uma espécie de esmola de valor ao arbítrio do cliente, era o complemento ou única fonte de rendimentos na velhice ou em muitas profissões: empregados de café e restaurante, engraxadores, moços de fretes, taxistas ...

(rolo 357 - 1998.06.14)

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Águas passadas não movem moinhos? Bem ... enquanto passaram podem ou não tê-los movido e assim ajudado ou não a produzir a farinha para o pão que alimenta o corpo sem o qual o espírito não existe. (Victor Nogueira)