Ao (es)correr da pena e do olhar
Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine)
Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNquinta-feira, 23 de abril de 2026
A poesia em Abril 23 (2016)
Tarde soalheira entre o Cais das Colunas e a Ribeira das Naus, em Lisboa (2017)
* Victor Nogueira
23 de abril de 2017
foto Victor Nogueira em Lisboa, numa tarde soalheira e luminosa, hoje, enquanto passava de carro. Quem é não sei, apena "mulher de branco ao telefone e à beira-tejo, na avenida da Ribeira das Naus."
2017 04 23 Foto victor nogueira - Tarde soalheira entre o Cais das Colunas e a Ribeira das Naus, em Lisboa
Nos 46 anos do 25 de Abril (2020)
terça-feira, 21 de abril de 2026
Nos 49 anos do 25 de Abril (2023)
* Victor Nogueira
o candeeiro na escuridão. (2025)
* Victor Nogueira
21 de abril de 2025
Uma rua estreita, perto do castelo, e uma candeia, lá no alto, que pouco alumia. O passante, talvez com ânimo que assim esfria, ou não! Depende do objectivo e motivo do seu pass(e)ar
2025 04 21 Foto victor nogueira - Torres Vedras - o candeeiro na escuridão F1070051
segunda-feira, 20 de abril de 2026
A neblina do tempo e da(s) memória(s) (2023)
* Victor Nogueira
21 de abril de 2023
A neblina do tempo e da(s) memória(s) - “O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes) - Foto MNS - Parque do Bonfim, em Setúbal, c 1982
sábado, 18 de abril de 2026
No Mone da Arouca (2019)
* Victor Nogueira
18 de abril de 2019
No monte da arouca (unidade colectiva de produção soldado luís), em Vale de Guiso, Alcácer do Sal, nas margens do Rio Sado, cerca de 1975 - junto à fonte de água potável (que abastecia as casas dos trabalhadores) e do tanque colectivo de lavagem da roupa - a Celeste e Eva bebendo água do cocho. À direita e à esquerda, os cântaros para transportar a água, à ilharga ou à cabeça. (Foto Victor Nogueira)
A primavera ressurge no Parque Verde da Lanchoa (2016)
* Victor Nogueira
18 de abril de 2016
foto victor nogueira - A primavera ressurge no parque verde da lanchoa - as árvores de folha caduca vão reverdecendo e por entre o relvado aqui e ali sobressaem manchas floridas no branco ou amarelo das pétalas de pequenas flores. E, na base duma única árvore reparo, pela 1ª vez numa "miríade" de cogumelos por entre as nodosas raízes que afloram à superfície, como ilhotas mais ou menos disformes. A tarde, essa está cinzentonha e abafadiça.
foto victor nogueira - A primavera ressurge no parque verde da lanchoa, em Setúbal
quinta-feira, 16 de abril de 2026
A poesia em Abril 16 (2012)
* Victor Nogueira
lavras
de silêncio o caminho
NOS 40 ANOS DO 25 DE ABRIL 04 - O POVO NA RUA (2014)
* Victor Nogueira
16 de abril de 2014
NOS 40 ANOS DO 25 DE ABRIL 04 - O POVO NA RUA - A “maçadoria”, as pensões e os salários e a promessa
Na ditadura do Capital Salazarento o patronato pela voz de Passes de Coelho & Portas Seguro faria as suas "conversas em família" e as suas "narrativas" sem contraditório, com sindicatos atentos, veneradores e agradecidos a V.Exa por obra e graça da polícia política. Mas houve a chatice do 25 de Abril e do povo sair à rua desobedecendo ao MFA.
Os verdadeiros heróis do 25 de Abril não foram Otelos, Spínolas, Salgueiros ou Maias Lourenço. Foi o Povo na rua, cercando e neutralizando três importantes pilares do regime: a PIDE, a GNR e a Cavalaria e seus tanques.
Bem pode a trindade Eanes/Sampaio/Mário Soares, ex-presidentes da República, dizer que o 25 de Abril já não divide a direita e a esquerda, que é consensual a aceitação das suas positividades.
É falso. Eanes/Soares/Maia são homens do 25 de Novembro, o tal que finalmente de mãos dadas com Spínola, após 28 de Setembro e 11 de Março, retirou o Povo da Rua e dos Campos do Alentejo e das Fábricas ocupadas dando origem ao Estado Súcial do súcialismo em Liberdade. A Liberdade do grande Capital económico-financeiro, nacional e transaccional da "Europa Connosco", a d€£€$.
POLÍTICOS somos todos NÓS (2012)
* Victor Nogueira
16 de abril de 2012
POLÍTICOS somos todos NÓS que a cada minuto fazemos POLÍTICA por accão ou por omissão, e não apenas os governantes que a maioria lá "BOTA", em baile mandado e com a maioria sempre para o mesmo. Não são todos os deputados e governantes filhos da mãe mas também e sobretudo do BOTO que os pariu e almenta; a dívida é dos banqueiros que com a ajuda de paus mandados privatizam os lucros e socializam os prejuízos para que especuladores e banqueiros continuem, a comer à tripa forra. COM O VOTO OU ABSTENÇÃO DA MAIORIA mas NÃO COM O MEU nem com o de algumas centenas de milhar
Gaeiras (2020)
* Victor Nogueira
16 de abril de 2020
Gaeiras - A caminho das Caldas, situa-se esta povoação, cujo nome resultaria do facto de nela existirem caieiras ou caiadeiras. A terra é também conhecida pelo célebre vinho com o seu nome.
No largo de S. Marcos encontramos um coreto, casas modestas e duas casas senhoriais, uma delas a Quinta da Ermida e a outra a Quinta das Gaeiras, similar a um solar francês, pintada de amarelo ocre, tal como a pequena ermida de S. Marcos; a côr amarela é a marca dos seus proprietários, os Pinto Basto, e encontramo la noutras casas de habitação, mais modestas, num fontenário, numa degradada casa de dois pisos num largo arborizado e, mais adiante, nas instalações vinícolas.
Mais adiante a modesta Igreja de N. Sra. da Ajuda, onde encontramos a sra. D. Clarisse, professora primária aposentada e de ar senhorial embora filha de motorista dos senhores da terra, que nos conta histórias da terra e dos seus donos.
Perto, numa rua estreita, alguns edifícios de dois pisos são-nos referenciados como um antigo hospital, com doze camas, hoje transformado em casas de habitação.
Nos arredores, à entrada de quem vem de Óbidos, perto da casa rural da Quinta das Janelas, visitamos as ruinas do Convento de S. Miguel das Gaeiras, cujos frades inicialmente estavam em Peniche donde vieram por temor dos assaltos dos piratas, sem que por isso desistissem das oferendas forçadas dos pescadores e doutras mordomias, tudo para glória de Deus. Na fachada do edifício devassado, de cujo interior têm roubado painéis de azulejos, sobressaem uma imagem do Arcanjo S. Miguel e dois outros painéis de azulejos, um representando S. Roque e outro S. Barnabé, encimados por uma imagem de S. Miguel, colocada em nicho.
É impossível penetrar no edifício, com aberturas emparedadas, pelo que me limito a rodeá-lo; tem uma aprazível mata e nas traseiras um arco, uma fonte monumental e uma casa de fresco, tudo muito degradado, com incrustações e azulejos vandalizados.
Da toponímia registo as ruas da Bomba de Água, do Vale dos Ventos, das Escolas, da Ermida, do Lugar de Além e Principal, bem como a travessa da Rua Principal. (Notas de Viagem, 1998.01.14 e 1998.02.07)
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Em Luanda, no Bairro do Maculusso (2020)
* Victor Nogueira
15 de abril de 2020
Foto de família - em Luanda, no Bairro do Maculusso, depois do triciclo e do carro de pedais, esta foi a minha 1ª bicicleta, de que me não lembraria se não fosse esta foto. Mais tarde, já na Praia do Bispo, os meus pais ofereceram a mim e ao meu irmão uma bicicleta, para cada um de nós.
Depois disso, embora nunca tenha deixado de saber andar de bicicleta, nunca mais tive uma, ao contrário do meu irmão que já adulto em Lisboa teve uma. Faz-me impressão e não consigo andar de bicicleta no meio do trânsito automóvel citadino.
Aprendi a equilibrar-me num dia, no Parque Florestal da Ilha do Cabo, em Luanda. Cheguei ao fim desse dia esfolado e com nódoas negras das quedas, mas levei a minha avante.
NOS 40 ANOS DO 25 DE ABRIL - 03 - A CENSURA PRÉVIA DA IMPRENSA (2014)
* Victor Nogueira
15 de abril de 2014
NOS 40 ANOS DO 25 DE ABRIL - 03 - A CENSURA PRÉVIA DA IMPRENSA - ouve o Noticiário RTP do dia 25 de Abril de 1974 em
Tivesse o povo de Lisboa obedecido às instruções do MFA, não tivesse saído à rua e cercado o quartel-general da GNR no Carmo e a sede nacional da PIDE e spínola e os seus oficiais teriam mandado o MFA recolher aos quartéis, recebendo o poder de Marcelo para que este não caísse na rua e se tivessem mudado apenas algumas moscas. Mas o povo que saíu à rua e deu os primeiros passos para a tomada do poder foi mais sábio que o MFA e o seu Posto de Comando. Para desespero de Spínola e de Marcelo Caetano. E do Capital !.
O República foi o 1º jornal a ser publicado sem visto da censura prévia após 48 anos de fascismo, repressão e ausência de liberdades e 13 de guerra colonial.. Durante esses 48 anos apenas a imprensa clandestina, como o Avante, do PCP, eram publicados sem submissão à censura prévia, distribuídos e lidos "clandestinamente. A publicação, distribuição e leitura dos livros "proibidos" e da imprensa clandestina como o Avante eram punidos com a detenção pela Pide para averiguações, com a prisão e mesmo a tortura.
terça-feira, 14 de abril de 2026
A poesia em Abril 14 (2015)
ª Victor Nogueira





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