* Victor Nogueira
15 de junho de 2025
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Assomo a uma das varandas e lá em baixo um trabalhador apara a relva, à soalheira. Pouco depois, por alguns instantes, alguém fica vendo o trabalho, especado à sombra da frondosa árvore. Havia outra árvore,, mas um dos moradores do prédio em frente não a deixou crescer, por lhe ensombrar o apartamento.
Mais para a esquerda, na zona calcetada, que faz a ligação ao parque verde persistem apenas duas, retorcidas, inclinadas para o solo pela acção constante da brisa mais ou menos ventosa mas nenhuma delas dá sombra ao banco onde as mulheres, os jovens e as crainças se sentam, à soalheira, para darem à língua ou aquecerem o corpo. Houve mais árvores, que foram arrancadas ou se partirm e nunca foram substituídas desde há longos anos.
Por vezes as mulheres trazem cadeiras de casa, que colocam defronte ao banco corrido. Também os homens por vezem trazem também cadeiras, abancando em torno duma mesa, para jogos de cahtas. As crianças, essas andam de bicicleta ou jogam à bola.
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