* Victor Nogueira
De súbito, de ontem para hoje, o dia esteve muito frio, pluvioso e ventoso, por vezes em rajadas, com o céu pejado de nuvens com várias tonalidades de branco acinzenttado. Amanhã e durante o fim de semana o tempo melhorarámas para 2ª feira, dia programado para retornsr à beira Sado, está previsto o regresso da chuva.
Terminei de ler o volumoso 'Por Dentro do Chega . A face oculta da extrema-direita em Portugal. de Miguel Carvalho. Dizia a publicidade que a sua leitura era um murro no estômago. Na verdade, nada do que lá e exposto é para mim novidade. Com maior ou menor frequência o mesmo sucederá nos partidos da central de negócios e negociatas, embora na agremiação do Mestre André se atinja o 'ground zero', entre miliantes, incluindo fundadores e dirigentes aos vários níveis, com 'facadas', expulsões, subserviências, dissidências, saídas, carreirismo e traições, sem esquecer o crescente culto da personalidade em torno do líder.
O livro divide-se em quatro capítulos, antecedidos dum Prólogo. Cada uma destas cinco partes é antecedida duma foto a preto e branco, em cada uma delas figurando o líder messiânico. Os quatro capítulos são designados de acordo com os lemas do Chega: 'Deus, Pátria, Família e Trabalho'. Supus que cada um dos capítulos reflectisse as posições do partido sobre cada um dos temas, mas isso não é a realidade. Dum modo geral estes capítulos registam os testemunhos de militantes, dirigentes e fundadores, quer no activo, quer em dissidência, bem como alguns dos mais ou menos generosos financiadores. Contrariamente à ideia propalada, há não pouco pessoal com cursos superiores: advogados, engenheiros, professores universitários ... Entre os financiadores estão não poucos agentes imobiliários
Não sei sei serão da chamada 'geração mais qualiicada', que inclui Passos Coelho, Miguel Relvas e José Sócrtates. Mas da velha guarda há no livro o testemunho dum professor universitário catedrático, no ISCSP, António de Sousa Lara, que 'boicotou' a candidatura a um prémio literário do livro "Evangelho Segundo Jesus Cristo" de José Saramago. Sousa Lara era na altura Sub-secretário de Estado da Cultura dumo Governo de Cavaco Silva, que posteriormente, em 2026, o condecorou, enquanto Presidente da República, com a Ordem do Infante D. Henrique,por «serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro»., Em 1992, Sousa Lara havia censurado a obra de José Saramago, atrás referida, impedindo a candidatura da mesma ao Prémio Literário Europeu por considerar que o livro "não representa Portugal". Pois o testemunho de Sousa Lara recolhido por Miuel Carvalho é duma pobreza confrangedora. Sosa Lara foi um dos 'ilustrs' ifrólogos do Chega, até que, eventualmente mensprezacdo, o abandonou em rota de colisão. Tal como posteriormente Gabriel Mirthá Ribeiro, também investigador e professor universitário. Sousa Lara, um dileyante, 'anarquista' pois tem de admnistar a fortuna da família, depositada na Suiça, entre baboseiras consegue dizer algumas aceradas
Mas nas páginas finais do livrro de Miguel Carvalho surgem alguns testemunhos sobre as razões e caracterização do eleitorado do Chega e do seu 'sucesso' e penetração ente a juventude e os 'desildudos' e abandonados pelas políticas do Centrão PS / PSD. Segundo esses testemunhos muitos, atraídos nas redes sociais, valorizam as conquistas de Abril e ao cardápio do Chega vão buscar umas 'ideias' e rejeitar outras, contraditoriamente. Como dizem alguns desses depoientes ostracizar a maioria desses 'seduzidos' e 'enganados' pelo Chega é contraproducente, servindo para acantoná-los'wm trincheiras. Apenas uma outra política que não a do PS/PSD/IL & Chega permitiria 'reconquistá.los'
Morreu António Lobo Antunes. A minha memória já n~so é o que era, mas seguramente li alguns dos seus romances, que figuram na minha biblioteca, em Setúbal, embora não consiga de momento precisar quais. Para além de achar que tinha um ego do tamanho do Mundo, os seus romances eram de leitura não puucas vezes duma leitura difícil- Apreciava deveras as suas Crónicas na imprensa, reclhidas em vários volumes ao longo dos anos. Também o que me ficou de Lobo Antunes foi o despreso por José Saramago e a 'mágoa de não ter sido ele o Nobel da Liberatura, sem esquecer o seu deslumbramento ao receber Prémio Camões em 2007, o galardão literário mais importante da língua portuguesao, o mesmo com que Saramago fora homanageado em 1995
Outros cronistas que aprecio são António Sousa Homem, autor das 'Crónicas do Moledo', e Miguel Esteves Cardoso, especialmente o MEC dos primeiros tempos, e José Eduardo Águalusa.
Sobre os cronistas atrás referidos ver no meu blog D'Aqui e D'ali as etiquetas
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Imagens geradas pelo chatGPT segundo guiões da minha autoria
1. - O texto deste post, que deu origem à gravura seguinte



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