Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma outra Luanda - o antes e o agoramente ou o impossível retorno

*  Victor Nogueira




Ainda para Maria e Kalinka


Esta foto, actual, representa a ilha do Cabo, de novo unida, e a linha amarela corresponde à antiga Avenida Marginal da Praia do Bispo e o assoreamento do braço de mar que a separava da ilha, que se foi assoreando, A casa dos meus pais deixou de estar junto ao mar e passou para o interior. Nos terrenos «conquistados» ao mar construiu-se um bairro de lata, tal como na ilha, onde outrora havia uma pequena aldeia de pescadores, de casas de pau a pique com paredes e tecto de folhas de palmeira. Uma dessas casas fora comprada pelo meu pai, engenheiro civil, e nela passávamos os fim de semana com montes de amigos, antes do meu pai «emigrar» para a Ilha do Mossulo, mais a sul, onde iniciou a construção duma casa melhor. Em qualquer dos casos os barcos com motor fora de borda eram construídos pelo meu pai no quintal, com a ajuda dum carpinteiro, segundo modelos e plantas retirados da Popular Mechanics



Esta foto é mais antiga (1962) e nela se vê a Ilha do Cabo. cortada quase defronte da fortaleza de S. Miguel, no morro homónimo. e as Avenidas marginais da Praia do Bispo e a de Paulo Dias de Novais, esta um dos ex-libris da cidade.
Vista actual da Praia do Bispo e dos bairros de lata construídos defronte à antiga marginal da Praia do Bispo e na ilha do Cabo. Ao fundo, a mancha branca é a fortaleza de S. Miguel, agora com bairros de lata no sopé do morro.


Uma outra vista dos bairros de lata ou musseques que se construíram defronte ds antiga marginal da Praia do Bispo



Vista da marginal da Praia do Bispo. Defronte ao mar havia palmeiras e coqueiros do lado das vivendas. Ao fundo, encoberto, o morro de S. Miguel e no cimo a fortaleza homónima
 (autor - alguém da família)



Preparação do embarque (a minha mãe, o meu irmão Zé Luís e o escriba destas notas). Á esquerda o paredão que evitava que as marés vivas (calemas) destruíssem a marginal e as casas. Ao cima do morro e nas traseiras fica e ficava o Palácio que outrora foi dos Governadores Gerais, sucessivamente alterado na sua traça ao longo dos tempos. A casa dos meus pais era à esquerda da segunda vivenda. (autor - alguém da família). Muito disto é referido no meu poema RAÍZES




A casa dos meus pais era a parte esquerda da vivenda (autor - alguém da família)





Vista da marginal da Praia do Bispo, tirada a partir da Fortaleza de S. Miguel. Ao fundo o morro da Samba


Fotos de autores não identificados

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Espécies em vias de extinção ...

Joao Pereira
Cada vez se veem menos...nesses confins de Portugal.
há cerca de uma hora ·
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Carlos Rodrigues E é pena...bem bonitos.
há 50 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira É como os burros, que tão úteis foram, e agora são uma espécie em vias de extinção sem as preocupações que cercam o lince da Malcata e outras espécies em vias de desaparecimento!

.v

Nunca fui pescador ...

Caxinas - Igreja
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* Victor Nogueira
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Nunca fui pescador pois nem paciência tenho para pescar à linha mas admiro muito os pescadores e lamento a sua vida dura, como os de Vila do Conde (Caxinas, com uma igreja que parece a proa dum navio), Póvoa de Varzim e Nazaré, tantas vezes  notícia nos jornais. E Setúbal, tal como Portimão e Matosinhos, já foram grandes centros industriais de conserva de peixe !
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Memórias da Amareleja e arredores

* Victor Nogueira (texto)
* VN e Celeste Gato (fotos)
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Amareleja
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Situada perto da ribeira do Ardilaxe, possui moinhos de água nas margens do Guadianaxe O cemitério espelha um costume característico, cuja razão desconheço, com as campas ao cimo da térra, onde ninguém é enterrado. (Memórias de Viagem, 1997)
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Esta é uma terra como poucas, aldeia, grande embora, mas com... postais turísticos. (1) E bem povoada de mirones nas esquinas. O Largo do Regato é o Giraldo do sítio, com muita gente conversando, acima do qual existe um jardim. Dois cafés: o dos ricos... e o dos pobres, como não podia deixar de ser. Tal como sucede com as duas Sociedades [Recreativas]. (MCG - 1972.10.17)(...)
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A acreditar [no sr. Coelho], entre outras coisas, os(as) amarelejenses são libérrimos em matéria de relações e tolerância ("Tudo boa gente e amiga de receber") Ah! Ah! Ah! ("Mas parece‑me que lá pela Amareleja não apreciam muito a M.  " [ao que me responde: "Bem as pessoas não vêm com bons olhos que ela meta o namorado lá em casa a qualquer hora, mas ninguém liga que vá com ele para qualquer lado, de carro ou que vão passear pelo campo, como vocês fazem". Ah! Ah! Ah! (MCG - 1973.03.09)
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O quarto onde tenho dormido em casa do senhor Cachopo - o da frente - é barulhento. Toda a noite se ouvem motorizadas roncando e homens cantando com todas as cordas vocais desafinadas. Numa das vezes ouvi cantar os versos duma das canções dos "ensaiados", no Carnaval. (MCG - 1973.04.02)
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(...) Para não falar nas "cowboyadas" e fotonovelas [na RTP] mais os filmes à quarta‑feira na Casa do Povo. (MCG - 1973.07.03)
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 (...)   Podia falar te da tristeza sem sentido desta vida que levo. Da necessidade de agarrar o presente com ambas as mãos. Do nenhum entusiasmo ao avistar anteontem à noite as luzes de Évora. A viagem [de regresso da Amareleja] foi rápida, com minutos de silêncio, outros de conversa animada e outros de busca desesperada de palavras, no negrume da noite, com a estrada deslizando sob nós, o rádio transmitindo música e as pontes aparecendo bruscamente na curva da estrada, dois parapeitos brancos, esguios, varridos pelos faróis do automóvel. Chegados ao burgo, deixada a Marília e [outro] em casa, foi a busca dum lugar para estacionar. As aulas recomeçaram, mas ... quero ir me embora. É quase uma obsessão. Évora e o Instituto não são apenas o negativo.   (MCG - 1973.11.20)
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(...) Nos arredores da Amareleja  existe um castelo arruinado. Falou‑me dele a Ana Maria, que disse que o acesso de automóvel era difícil. O Castelo está isolado e não me ocorre o nome [Noudar]. Quanto ao Monte da Estepa diz que nada de especial tem para ver. (MCG - 1973.11.21)
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Fui ontem aquela cidade‑mumificada (-museu, reza a propaganda turística!). Nem queiras saber como fiquei doente, como estive doente nas horas que estive naquela terra, que me parece um pesadelo, longe que dela estou. (...) Em Évora encontrei montes de malta: eram olás! hellos e bons dias quase pegados. Até encontrei o cobrador da camioneta da Amareleja! (MCG - 1973.09.08)
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O Diogo apareceu‑me hoje ao meio dia aqui pelo quarto, com o seu ar desempenado e sorridente, naquele seu jeito característico e uma grande bacalhoada. Fazia‑lo pela Amareleja, mas pelos vistos , segundo ele, os ares por lá davam pouco rendimento, de modo que se veio aprochegando para o exame de Matemática. (MCG - 1973.06.28 B)
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Ajoujado de sacos de viagem, ele apeia‑se no largo da aldeia, circundado de casas de dois pisos, feias como não são as que conhece doutras terras alentejanas. É um rapaz moreno, em cujo rosto avulta um enorme bigode. Olha em volta e a cara ilumina‑se (ou antes, as guias do bigode permanecem imóveis, enquanto o rosto se abre). Seguimos o seu olhar enquanto ele atravessa a praça e entra no largo [do Regato], cheio de homens gozando a aragem quente do entardecer, falando em todas as coisas sem interesse: a última história do velho sargento mai‑la professora (aquilo é que foi um forrobodó!), (2) de olhinhos "concupiscentes" e língua ferina - guardado estava o bocado.... Mas estas e outras histórias não as ouve o moço que agora atravessa o largo, algo atrapalhado pela multidão - forasteiro em terra estranha - até pousar os sacos e abraçar, com muito carinho, a rapariga que se aproximara dele. Os homens do largo abaixam‑se para apanhar os queixos que tinham entretanto deixado cair ao chão e recolhem os olhos às órbitas. Houve um, coitado, a quem eles saltaram com tal força e rapidez que as lunetas ficaram apenas em cacos de lentes agarrados aos aros (como irá ele logo ver o teleteatro?)

.Abraços, ambos entram em casa e aqui o escriba interroga‑se se não deverá retirar‑se discretamente, não vá perturbar a sua (deles) intimidade. Mas tal discrição é desnecessária, porque a D. Maria, senhora muito simpática (quando não está com a mosca) lá está ao cimo das escadas, para zelar pela moral e bons costumes. Portanto continuamos a seguir o parzinho que vai retirando da mala livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros,... bolas, chega! Eles riem‑se às gargalhadas e dão‑se mais outro beijinho.
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No dia seguinte, ela aparece roufenha, quase afónica, tossindo cavernosamente, enfim, parecem o espelho um do outro. Os homens no largo têm mais uma história e um vale de lágrimas corre pelas escadas abaixo e a toda a presa vêm barquinhos que passeiam pelas ruas da Nova Veneza, em noites de luar com alvoreceres de rouquidão! (MCG - 1973.08.02)
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Conheci a Ana SorRiso dos Olhos Grandes[Ana Maria Caldeira] e o João Honrado naquela aldeia grande que é a Amareleja, onde existe um Largo do Regato que se não vislumbra e morava a Maria Papoila, no 1º andar por cima duma loja, numa casa sem portas interiores. No tempo da outra senhora era aquela uma aldeia aberta, com os bailes na Sociedade e os longos passeios dos casalinhos ao longo das estradas que dela partiam ou para ela convergiam. Tinha a Amareleja muita gente conhecida: a Marília (muito bonita) e o tio, o sr. Coelho (da oposição ao regime e dono da farmácia), o Diogo (meu colega na pensão da D. Vitória), a Adélia, o sr. Guerreiro (regedor da aldeia) e a D. Marcelina (pais do Diogo e da Adélia), a Ivone (muito faladora,,a D. Manuela (dona de uma loja e, como a anterior, professora), para além do casal velhote com a mercearia, [o senhor Cachopo] no largo da igreja arruinada, em cuja casa ficava aos fins de semana, com o motorista da camioneta da carreira. Seguramente que havia mais gente, como a minha colega do Instituto, simpática, cujo nome esqueci e que por vezes me dava boleia [Ana], ou o Francisco (Lucas] Honrado, que também fora meu colega. (AMC) (3)
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Safara


Aldeia modesta, onde existe um largo com a torre do relógio, a igreja, cafés e as duas colectividades tradicionais nas povoações alentejanas: a dos ricos e a dos pobres. A casa da Bia Almeida, de dois pisos, com um quintal grande. Mora no 1º andar, ao qual se ascende através duma escadaria exterior de pedra, que desemboca numa varanda-galeria com colunas. Todos os quartos estão ligados entre si e situam-se em redor dum salão central, para o qual todos têm portas.




Barrancos


Na raia, ao fundo da estrada, surge Barrancos,  pequena e pouco populosa vila alentejana espraiando se pela encosta duma pequena elevação, de casas brancas e telhados vermelhos, as ruas estreitas confluindo para a praça. Neste lugar isolado fala se uma mistura de português e castelhano, o barranquenho. Do outro lado da fronteira fica Encinasola e perto, sobranceiro ao rio, o Castelo de Noudar do século XIII. Em Barrancos se lidam touros de morte, apesar da proibição das leis portuguesas, uma vez por ano, no terreiro central, à sombra dos edifícios da Câmara e da Igreja, numa "praça" improvisada. (Memórias de Viagem, 1997)








Santo Amador


O rádio transmite uma entrevista  sobre o Festival da Canção de sábado, que em Santo Amador dever ser noite de povo reunido [na rua], olhos especados no pequeno ecrã, [pois quase ninguém tem televisão.] Como será quando chove? (MCG - 1972.03.23)
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Santo Amador fica num desvio da estrada para Safara. É uma aldeia pequena, onde as casas tradicionais coexistem e vão sendo substituídas pelas "mansões" dos emigrantes. Creio que é uma terra de pequenos seareiros, com os seus cafés (tabernas), a igreja e a sociedade recreativa. Nos arredores improvisa se um cercado para as corridas de touros, que num certo ano ruiu. As mulheres permanecem em casa, às vezes na má-língua, enquanto os homens convivem de taberna em taberna, convidando-se mutuamente para copos de vinho, chegando ao fim do dia bêbedos a casa. Depois... os copos acabaram por ser substituídos por chávenas de chá. Ao fim do dia os cérebros teriam deixado de estar toldados, mas os nervos talvez ficassem mais á flor da pele. (Memórias de Viagem, 1997.08.20)

Pequena aldeia alentejana, de ruas empedradas, ladeadas por casas térreas, brancas. Situa se num desvio da estrada para Safara. Terra de pequenos proprietários agrícolas, conhecida pelos seus meloais, os montes em redor foram sendo abandonados. Tal como na margem esquerda do rio Guadianaxe , para os quintais acede se por um largo e característico portão, mo meio de alto muro. (Memórias de Viagem, 1997)
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1- Amareleja e Aldeia Nova de S.Bento, também no Alentejo, eram aldeias muito populosas, tanto ou mais que muitas vilas e algumas cidades de Portugal
2 - Esta expressão vem das festas grandiosas dadas pelos Condes de Farrobo no seu Palácio das Laranjeiras, em Lisboa.


ver também
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Malfica Benfica !

mais do que cumprida!!!! :-)

MISSÃO CUMPRIDA!!!
Estugarda 0-2 SLBENFICA (1-4)
Rapazes da Luz quebram barreira histórica e vencem finalmente em solo germânico!
Mais uma grande exibição. mais um golo de Salvio, mais um jogo em que as redes encarnadas ñ se agitaram...

E NINGUÉM PÁRA O CAMPEÃO.

Por: SLBENFICA SUPPORTERS
  
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Alice Coelho
mais do que cumprida!!!! :-)
há 25 minutos
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Alice Coelho ♥ BENFICA ♥
há 33 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira Alix - Estás bem do coração ? Cuidado com o ritmo cardíaco. Não quero que algo de mal te aconteça com tantas emoções !
há 10 minutos · GostoNão gosto
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Alice Coelho as emoções boas nao me matam....só as más!!!!
por isso estou lindamente victor...obrigado
♥ BENFICA ♥
há 8 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira De nada. è que fiquei um pouco preocupado pois o campeão ainda é o Porto ! E depois aquele "finalmente" em "Rapazes da Luz quebram barreira histórica e vencem finalmente em solo germânico!" estará um pouco deslocado ? É que a língua portuguesa é tão traiçoeira :-)
há 2 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira Mas aqui fica uma beijoca do Kant_O do Dragão, que lá perdeu ! Mas um dia não são dias :-)
há 3 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
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Alice Coelho ‎:-)))
há alguns segundos · Não gostoGosto · 1 pessoa
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Memórias da Amareleja

Amareleja Terra Linda
Fotos retiradas de Amareleja, terra linda

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Porque é que continuam abusivamente a transitar no regato?
Adicionado há 20 horas
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(...)
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Victor Nogueira
Durante muitos anos fui à Amareleja aos fins de semana, uma aldeia grande e desempoeirada, no tempo em que o senhor Guerreiro era o Regedor da freguesia. Ia muitas vezes àquilo que chamam Largo do Regato onde morava a professora minha namorada, que nunca largo me pareceu. Já passaram muitos anos mas a minha memória das ruas leva-me a crer que o "Largo" faz a ligação entre vários pontos da aldeia. Mas mesmo que assim não seja, parece-me que a discussão é de lana caprina pk nada vejo na foto que mostre que o "largo" seja uma zona aprazível de lazer e de estar, pois apenas vejo as pedras da calçada. Lembro-me que havia uma rua larga com uma placa ajardinada a meio, mas aqui nada disso de vê. E a Igreja em ruínas, em frente à mercearia onde dormiam o homem da camioneta da carreira e esta pessoa, ainda existe ou foi transformada em polo de atracção turística ?
(...)
Alice Marques O srº Victor Nogueira deve ser muito antigo 50 e... tenho eu e não me lembro de ver nenhuma Igreja em ruinas no regato !!estamos a falar do mesmo regato ??
(...)
Victor Nogueira Alice - Eu não escrevi que a igreja era no Largo do Regato mas sim "E a Igreja em ruínas, em frente à mercearia onde dormiam o homem da camioneta da carreira e esta pessoa, ainda existe ou foi transformada em polo de atracção turística ?"
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Se a memória me não falha era uma rua que seguia do Largo do Regato para a direita do prédio de esquina da foto e que ficava depois uma sociedade, salvo erro a "sociedade dos ricos" ! E também se a memória me não falha havia duas outras professoras amarelejenses: a D Manuela e a D. Ivone. E um farmacêutico da oposição [o senhor Coelho] que tinha uma sobrinha, salvo erro a Marília, para além duma colega minha em Évora, a Ana !
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Mas para vós sou um estranho e parece-me que a Amareleja deixou de ser acolhedora para os estranhos ! É a vida !
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Ficam-me as fotos da altura que tirei !
há 14 minutos · GostoNão gosto
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Vista parcial
Adicionado a 29 de Setembro de 2010
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Victor Nogueira Na foto aérea De Amareleja Terra Linda vista do céu · 1 de 8 lá está a igreja de que falo atrás. Nesse prédio da esquina morava a professora com quem vim a casar e " largo" nada tem de largo ou praceta nem qualquer mobiliário urbano que convide as pessoas a lá estarem na lazeira ! Se a memória me não falha a seguir à escola primária ficava o bairro dos pobres !
há 6 minutos
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Inês Simão Santana
Oh, meu amigo Victor eu sei que a Amareleja é uma terra cativante e difícil de esquecer, principalmente as pessoas ou melhor as moças...as professoras que tanto ficaram na sua memória...mas estamos nós com um problema grave de civismo e o meu amigo sendo sociólogo em vez de nos ajudar a encontrar uma solução, fala-nos de uma igreja em ruínas???Mas não querendo que fique com a ideia que as pessoas da Amareleja já não são acolhedora para com os estranhos fica aqui o convite para uma visita à nossa Linda terra, talvez nessa altura a situação do Largo do Regato esteja resolvida e transformado numa "zona aprazível de lazer e de esta"r! Já agora a Igreja de que fala deve ser a Torre do Relógio! Um abraço
há 29 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoaFilipe Coelho Fachadas gosta disto.
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Victor Nogueira Já verifiquei que era a torre do Relógio que já não é um baldio em frente à tal mercearia que alugava quartos a mim e ao motorista dos Belos. É natural que conhecesse as professoras, pois a minha namorada de então, com quem casei, era professora. Mas também convivia com o senhor Guerreiro e família - o Diogo e a Adélia estavam em Évora hospedados na mesma "pensão que eu - e tb falo na Marília, na Antónia, no farmacêutico, e creio que tb era da Amareleja o João Honrado ! E tb havia o dono duma mercearia que era o pai da Ana Maria com quem o João Honrado casou.
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(...)
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Victor Nogueira FRANCISCO - Por acaso os alentejanos e algarvios têm muito sangue Árabe, uma civilização superior e avançada, científica, literária e tecnologicamente, e religiosamente mais tolerante que a dos guerreiros e Cruzados de Afonso Henriques e seus seguidores !
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Zona centro da Vila
Adicionado a 29 de Setembro de 2010
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Zona da Torre do Relogio
Adicionado a 29 de Setembro de 2010
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Igreja Matriz
Adicionado a 29 de Setembro de 2010 ·
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Torre do Relogio
Adicionado a 22 de Outubro de 2010
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Adicionado a 13 de Outubro de 2010  
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s

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Adicionado a 13 de Outubro de 2010 
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Praceta Dr Agostinho Caro Quintiliano
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Adicionado a 13 de Outubro de 2010


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ver também
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

John Lennon - Woman by Alix !


www.youtube.com
Video realizzato da Keishia Woman I can hardly express, My mixed emotion at my thoughtlessness, After all I'm forever in your debt, And woman I will try express, My inner feelings and thankfullness, For showing me the meaning of succsess, oooh well, well, oooh well, well, Woman 
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há 36 minutos · GostoNão gosto · 

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Stefano Federici gosta disto.
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Victor Nogueira Tu não dormes, moça ? Eu estou num intervalo entre vir de e voltar para Vale de Lençóis e os braços de Morfeia :-)
há 23 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
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Alice Coelho durmo!!!!! claro....
há 23 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira Durante o dia? Não me digas que és vigilante nocturna !
há 22 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
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Alice Coelho ahahahhahahah
tu és gro!!!!
há 21 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira
Não, estou já reformado e tenho o tempo todo por minha conta. Mas sempre fui morcego de em novo dormir só 4 ou 5 horas, mas agora preciso de mais pelo peso da veneranda idade que já carrego em cima do esqueleto. Mas tu ainda és uma viçosa
...teenager ! :-)Ver mais
há 18 minutos · GostoNão gosto
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Alice Coelho ehehehehehhe
obrigado amigo :-)))))
eu adoro a noite!!!!!
há 17 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira LOL. Morcega do Malfica que ontem benficou :-)*
há 16 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
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Alice Coelho o meu benfica é o maior!!!!
amo o meu benfica:-)
há 15 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira Ainda torci pelos lagartixas, tadinhos, mas Alá não me ouviu e malfiquei :-)
há 14 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
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Victor Nogueira Que seria da vida sem sonhos? Quem o malfica ama benfica resta ! LOL
há 11 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
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Alice Coelho claro que nao eras ouvido....oensas que nós somos o quê?
aiiiiiiiiiii
há 11 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira Nops. Tenho de ter cuidado não vá aparecer aí um daqueles doentes sem inteligência nem sentido de humor que em cada duas palavras dizem um palavrão :-(
há 8 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira O sol está quase a nascer para lá da janela e um cão ladra. É estranho, pois a esta hora é tudo silêncio, salvo o dedilhar nas teclas !
há 7 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
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Alice Coelho pois...... e está na hora de ir dormir....
tem uma boa 3ª feira....bjs
há 6 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira Apesar do ruído ser abafado pelos vidros duplos e pelas árvores do parque verde entre a torre em que moro e a avenida lá ao fundo Bons son(h)os :-)*
há 4 minutos

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Eduardo Martins - Sabem o que era um...pirolito????

Eduardo Martins
na sexta-feira ·
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2 pessoas gostam disto.
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Eduardo Martins Sabem o que era um...pirolito????
Sábado às 0:35 · GostoNão gosto
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Joao Pereira ja poucos sabem o que era essa delicia...e ate a "lexivia" do Lá-Vai.
Sábado às 4:50 · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
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Carlos Rodrigues Olha, maravilha, um Pirolito ! E ainda tem um guelas lá dentro ?
Sábado às 12:11 · GostoNão gosto
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Susana Garcia huum , acho que eram uns chupas de caramelo,embrulhados em papel em forma de cone.
Sábado às 14:00 · GostoNão gosto
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Carlos Rodrigues Era uma gasosa,com um berlinde lá dentro, Juventude perdida dos caramelos chupa-chupa...lol
Sábado às 14:05 · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
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Victor Nogueira A gasosa do berlinde é ainda mais antiga que eu. É da geração dos meus pais. Eu sou da geração Coca Cola, em Angola mas não em Portugal, onde era proibida LOL !
Sábado às 18:24 · GostoNão gosto
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Victor Nogueira E também da cerveja Cuca e Nocal, pois em Angola não se podia produzir vinho para não tirar o naco de pão a 1 milhão de portugueses, que no Puto os bébés já eram alimentados a sopas de cavalo cansado !
Sábado às 18:27 · GostoNão gosto
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Carlos Rodrigues Pois era, Victor, mais popular da geração anterior mas eu ainda apanhei umas poucas de Berlinde, não me lembro se custava 25 tostões. A Cuca e a Nocal, em Angola 66, ainda apanhei sim. Sopas de cavalo cansado, não.
Sábado às 18:43 · GostoNão gosto
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Eduardo Martins Pirolito ...era a bebida perfeita !!!!
Sábado às 19:30 · GostoNão gosto
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Eduardo Martins A bebida nacional!!!!!
Sábado às 19:31 · GostoNão gosto
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Carlos Rodrigues Ó Eduardo, só era bebida nacional dos Betinhos e dos meninos, não havia Coca cola. Mais tarde a bebida Nacional era e é tinto.
Sábado às 19:32 · GostoNão gosto
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Eduardo Martins A qual ,foi proibida porque as multinacionais apareceram e a célebre BB tinha de ocupar
Sábado às 19:33 · GostoNão gosto
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Eduardo Martins O espaço de mercado existente ...e importa lembrar que uma mezinha para travar a diarreia era: Pirolito misturado com capilé .
Sábado às 19:35 · GostoNão gosto
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Eduardo Martins Mais saboroso que a coca
Sábado às 19:36 · GostoNão gosto
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Eduardo Martins cola...está bem de ver !!!!
Sábado às 19:39 · GostoNão gosto
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Carlos Rodrigues Acho que a primeira Cola que apareceu foi a SPUR, ( Era cola sem cola ou menos cafeína ou coisa assim ) mas posso estar enganado.
Sábado às 19:41 · GostoNão gosto
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Eduardo Martins creio que nem estás.
Sábado às 21:44 · GostoNão gosto
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Eduardo Martins Quanto ao pirolito estou a pensar fazer uma série ,com uma garrafa e dar-lhe a roupagem "nacionalista",que é o mesmo que dizer o Zé povinho" a beber um pirolito ou o pai natal de pirolito na mão ...
Sábado às 21:47 · GostoNão gosto
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Victor Nogueira LOL
Sábado às 21:48 · GostoNão gosto
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Eduardo Martins Estou numa fase da minha vida que nada tenho a perder...porque hei-de arrochar com o parece mal e etc,?
Sábado às 21:50 · GostoNão gosto
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Eduardo Martins Importa acabar com os imperialismos todos ,sejam eles sacralizados ou profanos
Sábado às 21:51 · GostoNão gosto
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Eduardo Martins Aposto no sentir e no ser humano ,enquanto "bom selvagem"...puro ,embora sem ter de ser escravo ou burro
Sábado às 21:53 · GostoNão gosto
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Maria Clara Roque Esteves jean jacques rousseau....do séc XXI...
Sábado às 22:13 · GostoNão gosto
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Eduardo Martins SE CALHAR REENCARNEI...
Sábado às 23:10 · GostoNão gosto
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Carlos Rodrigues Ou Aldous Huxley, Dona Clara, não era dele o Bom Selvagem do " Admirável Mundo Novo " ?
há 15 horas · GostoNão gosto
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Victor Nogueira Sim, em Angola havia montes de colas, uma delas a spur, outra creio que era a cola drink (talvez da Canada Dry), talvez também a pepsi, mas a coca cola é a melhor, para mim. Como dizia o Pessoa, "primeiro estranha-se e depois entranha-se" :-)
há 9 horas · GostoNão gosto
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Victor Nogueira LOL Começámos na foto, passámos aos pirolitos, mergulhámos de cabeça na Coca e demos uma lambuzadela na economia, passámos de lado nas sopas de cavalo cansado (pão embebido em vinho para "adormecer" os bébés) donde saímos bons selvagens re-incarnados (mas não vermelhos), debicámos a literatura incluindo Pessoa publicitário e agora quem dá as cerejas para coroar o bolo ?
há 8 horas · GostoNão gosto
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Maria Clara Roque Esteves Então vamos a contas: Carlinhos, Aldoux Huxley e "o admirável mundo novo"; J.Jacques Rousseau e o "beau sauvage". Che guevera tb tentou e quase conseguiu...e o Vitor bate-me. A cocacola do eduardo está guardada no barreiro. Aqui, na Figueira, tenho ainda coca-cola trazida de Moçambique. Para o Vitor, cá estamos, com chuva e frio. Para ambos, se quiserem passar por cá... e xiis. Boa semana.
há 5 horas · GostoNão gosto
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Carlos Rodrigues Com todas essas misturas com pesada herança colonial e mental ( não estou a falar do Huxley nem do Che como é óbvio ) admira-me que ninguém tivesse falado de uma outra conhecida mistela bebível, chamada Catembe, mistura de Coca cola ou Canada Dry com vinho, se não estou em erro, nunca provei, mas era muito popular em Luanda.
há 5 horas · GostoNão gosto
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Maria Clara Roque Esteves Claro, que eu bebia em Moçambique. Qdo cá vierem a casa ( na Fig da Foz) verás a colecção de bebidas dessa época. Tempo da treta, por aqui...
há 4 horas · GostoNão gosto
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Eduardo Martins também havia um "diluente mictante" que era feito de cerveja preta e vinho tinto com rodelas de limão e açucar mascavado
há 4 horas · GostoNão gosto
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Eduardo Martins Absolutamente horrível
há 4 horas · GostoNão gosto
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Maria Clara Roque Esteves Reli estes comentários todos: Conversa de loucos...Todos nós. E enquanto vocês bebem a Catembe ( Carlos este nome, como sabes, deriva de uma belíssima praia em frente de maputo), eu vou jantar. xiis para Almada e Setúbal, daqui deste Figueira à beira mar plantada.
há 4 horas · GostoNão gosto
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Carlos Rodrigues O pior era quando essas mistelas eram feitas com vinho de palma. Cinco anos a bebir essa droga davam para cegar um homem.
há 4 horas · GostoNão gosto
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Maria Clara Roque Esteves Eu estou novinha em folha....mas sou mulher...Xiis.
há 4 horas · GostoNão gosto
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Carlos Rodrigues Deixa-te de tretas, tu nunca bebeste vinho de Palma, nem eu...
há 4 horas · GostoNão gosto
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No meu tempo, pirolitos era isto - Susana Garcia

Susana Garcia
No meu tempo, pirolitos era isto :
no sábado
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2 pessoas gostam disto.
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Victor Nogueira Esse não sabia Mas pirolitos eram também aqueles mergulhos repentinos no mar provocados pelos outros e que muitas vezes nos faziam engolir água
Sábado às 23:32 · GostoNão gosto
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Susana Garcia verdade
Ontem às 0:21 · GostoNão gosto
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Maria Clara Roque Esteves Susanita, no meu tempo também. Mas noutro tempo tb meu, antes de tu nasceres ( ainda eu pp era menininha) havia umas garrafinhas com 1 bebida com " bolinhas" a que chamavam pirolitos. Um dia conto-te tudo...
Ontem às 0:32 · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
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Carlos Rodrigues Não era uma bebida com bolinhas, era uma soda, uma gasosa, com um berlinde lá dentro. Maria Clar és uma jovem se não te lembras disso. E os pirolitos salgados do Vitor também sempre existiram. Pirolitos Chupa-chupa, isso já são da geração da Susana e dos meus filhos.
há 3 horas · GostoNão gosto
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Susana Garcia pois era dos meus tempos do ciclo ,os chupas,vendiam à porta da escola,isso e as famosas pastilhas de alcatrão e mais coisas que não me lembro.
há 30 minutos · GostoNão gosto
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Maria Clara Roque Esteves
Ponto de ordem à mesa, antes de eu ir dormir. Havia ( há??)3 (ou mais)espécies de pirolitos. Os que o Vitor refere, os da garrafa do Eduardo e que o Carlos muito bem descreve, e os da Susana. Sendo eu " quase" tão NOVA quanto eles, os pirolitos de que melhor me lembro são os da Susana. No meu liceu, em Moçambique, vendiam-nos aos portões. Grandes, em forma de cone, de cores: verde, vermelho e amarelo. Vinham enrolados em papel vegetal, muito higienicamente. Presumo que eram feitos de açúcar com corante e vinham presos por um pau, quase um palito gigante. Ptt, cada um tem o seu palito, todos levam a taça. Eu prefiro os meus, mais parecidos com os da Susana. Perguntem à malta que estudou em Lourenço marques no liceu salazar.
há 16 minutos · Gosto
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Breve elegia para o mês de Janeiro - António Sousa Homem

www.cmjornal.xl.pt
“A partir de certa altura, a vida é um risco inacessível, uma espécie de passeio na falésia. Vigiamos indicadores tão vagos como a espuma das ondas (...)”
GostoNão gosto · · 
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o
Maria Clara Roque Esteves Vitor, a Vida é um risco desde que tu foste gerado. Primeiro, o risco era interno, intrínseco à mãe e ao filho. Quando nasceste passaste a dobrar o tamanho do risco, carrega-lo sozinho ( ou nem tanto pq não és uma ilha). E, quer vás pela falésia quer viajes pela avenida ou deserto, corres riscos. Estar-se vivo é sempre um risco, mas morrer-se é uma inevitabilidade.
há 3 minutos · GostoNão gosto
o
Maria Clara Roque Esteves VERDADE À M de la Palice..
há 2 minutos · GostoNão gosto
o
Victor Nogueira Eu gosto de ler o Sousa Homem. E vi uma série na TV em que se dizia que o 1º passo para a morte é dado ao nascer. Claro que o meu nascimento, por razões que não venhem ao caso, foi uma luta para sobreviver :-)
há alguns segundos

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Amoramizade !

 Monsaraz - Foto VN
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Alentejo, onde aprendi a dizer e ouvir a palavra "amigo", que só é dada a quem a merece 
Foto VN
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Virtudes - Ruínas do antigo convento - Foto VN
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Pôr do Sol no Estuário do Rio Sado - Foto VN

* Victor Nogueira

 


                                  1.        Na tua mão
                                               bate estrangulado
                                               o meu coração.
                                               Preso no teu olhar
                                               bate suave
                                               muito leve
                                               com desejo de voar.
                                               Onde o riso e a palavra
                                               que o façam sossegar?




                                      2.    Com os meu dedos
                                               sigo lentamente o teu olhar
                                               Uma leve brisa agita o teu rosto
                                               e não sei bem se é um pássaro
                                                                              ou uma flor
                                               o sorriso que nasce nos teus lábios.
                                               Será noite
                                               ou uma criança  a navegar?


                              
3.   Nas minhas mãos
         o dia escurece
         e não ouço nelas
         o calor da tua voz a cantar.
         Uma gota cai lentamente no
                                         [ horizonte
         E outra
         E outra
         E mais outra ...
         E as minhas palavras são
                         um novelo em busca do mar!
         O teu rosto,
         o teu rosto é uma linha  a navegar
         onde loucas gaivotas
         querem mergulhar.
         Quem as recolherá
         como um cristal  a brilhar?


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  • Victor Nogueira
  •  
  • Um dia tu virás
  • Enchendo o ar de coralegria
  • E o meu riso terá a cor do mar
  • Liberto em tua cantoria
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Um dia tu virás
E sentirei a tua pele macia
O ardor do teu andar
Com nenhuma apatia
.
Um dia tu virás
E os dias cheios de fantasia
Como água a navegar
Preso na magia
.
Um dia tu virás
E seremos um rio ao luar
ave desperta
rosa aberta
No calor do teu olhar
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Um dia tu virás

Um dia …
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Setúbal, 1989.11.06


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o que amo em ti é a vida

* Victor Nogueira
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O que amo em ti é a vida
são os campos, as encostas verdejantes
a cidade, os carros que passam
os animais, as plantas e as árvores
as montras iluminadas e coloridas
a chuva na vidraça ou no rosto
o sol, o mar, a brisa
o cheiro a maresia
o perfume das flores
.
O que amo em ti é
a verdade
a ternura amor que entre nós é
a camaradagem
o andar que percorre o corpo
sem segredos nem esconderijos
a novidade aventura
o frémito, o prazer, a paz
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Somos milhares somos milhões
...........pelas estradas e pelos atalhos
...........pelos campos e pelos pinhais
...........pelas ruas e pelos becos
na cidade dos homens
................ombro a ombro
................frente a frente
................lado a lado
desencontrados
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____
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Notícias do Bloqueio - II

Estão suspensas as palavras
Proibidos os gestos
de ternura, amizade e amor.
O silêncio invade as ruas
entra nas casas
senta-se à mesa da gente.
Que sentido tem dizer
amor
amiga
camarada
companheiro?
Que sentido tem
abrir as mãos e os olhos
e perguntar qual o significado do
que vemos, ouvimos, entendemos e sentimos?
Gaivotas loucas, alvoraçadas, enchem os ares
de movimento e ruído.
Enquanto a vida escorre pelos dedos
indiferente
medíocre
submissa.
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1985.Outubro.02 - Setúbal