Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNsábado, 22 de outubro de 2016
Ir buscar mais um bocadinho de dinheiro às pensões sociais?
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Temos mesmo que salvar a pureza ideológica do PS?
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Temos mesmo que salvar a pureza ideológica do PS?
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
O ALCOVITEIRO
* Victor Nogueira
Por Francisco Louçã
O jornalista que enoja o jornalismo e a decência
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
SOBRE A ENTREVISTA DO JUIZ CARLOS ALEXANDRE
terça-feira, 31 de maio de 2016
a infinita saga de josé rodrigues dos santos, o cordel e a guita
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quinta-feira, 3 de março de 2016
o raposo e o alentejo
1. - Para além da publicidade gratuita ao livro, de que Alentejo fala Raposo? O dos sem terra e dos malteses, o das aldeias e montes, o das praças da jorna, ou o dos terra-tenentes e seus homens e mulheres de mão, feitores e capatazes ? Não há um Alentejo apenas, assim como não há um Minho ou uma Beira Interior unidimensionais.
2. - Em tempo - Vivi muitos anos no Alentejo e em muitos alentejanos (m/f) - sobretudo do campo e dos montes - encontrei a capacidade que tinham de se rirem com e re-contarem as "anedotas" sobre si mesmos. Para além do valor da amizade, dada a quem provasse merecê-la. E também a solidariedade, do caminhar lado a lado ou na taberna, em coro, ondulante, como nas searas agitadas pela brisa campesina, para além da solidez dos sobreiros.






