* Victor Nogueira
13 de agosto de 2019
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No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VN* Victor Nogueira
Outrora, no tempo em que os meus filhos eram crianças e o Natal se celebrava aqui, onde ainda moro, armavam-se a árvore de Natal e o presépio, cada ano diferente. Este era essencialmente construído à base de Leggo e Play Mobil. Mas as crianças cresceram, ter-se-iam tornado adultas, e deixei de me preocupar com tais adereços. A Engrácia e a Mila no entanto preocupavam-se com isso. Mas este ano não tinha as "luzes" ou gambiarras, que dera ao Rui, e não sabia onde parava a caixa com os adereços e não me apeteceu procurá-la.
Mas Natal sem enfeites não será Natal, pelo que a Mila, numa destas 2as feiras, resolveu trazer-me as luzes e outros adereços, incluindo um "menino Jesus" deitado numa almofada e, posteriormente, a prenda de Natal que dela recebi, uma de várias que ao longo do(s) ano(s) me oferece, em prova de estima e de amizade.
Resolvi armar o presépio com bonecada e alguns edificios, com a prenda que me coube. Está explicada a razão de ser desta foto de capa.
Um Bom Ano Novo para todo o pessoal e para cada um de nós, com Humanidade, Paz, Alegria, Fraternidade, Solidariedade, sem esquecer algum dinheiro para os gastos.
2024 12 29 Foto victor nogueira - Presépio (2024 12 28 IMG_5438)
* Victor Nogueira
24 de dezembro de 2022
Auto-retrato com patine na véspera dos presentes, presença não virtual. Será desta que para um incréu o anafadíssimo, ubíquo e atarefadíssimo Saint Klaus, a cavalo num obsoleto trenó puxado por escravizadas renas, uberizado e ajoujado de sacos, descerá por estreitérrima chaminé, dando boleia a uma indómita e doce Penélope, que, do vale ou da montanha, neste século XXI, se assuma como veríssima e praticante porta-estandarte do ideal "socialista" ou "comunista", universalista, liberta das alienantes peias e amarras da tribo ou do clã?
Ou … no vão da porta, enregelado e suspirando, por ela em vão esperarei e suspirarei, ao soarem, repicando, as ba(da)ladas da meia noite?! Hummmm!
"Encarreguei" o chatGPT de ilustrar livremente um texto meu, sendo a última em tom humorístico. Aqui ficam os resultados.
* Victor Nogueira
26 de dezembro de 2011 ·
O CREDO DE SEMPRE - Acredito nos homens e nas mulheres, acredito na inteligência e capacidades, na igualdade apesar das diferenças. Acredito na força do pé descalço quando se libertar das amarras que o prendem. E acredito no respeito que todos devem merecer, excepto os que querem espezinhar, enganar e esmifrar o próximo para seu proveito e grandeza, mesmo que minúscula e feita de migalhas ou lentilhas, embora todos nasçamos nús e despidos e acabemos comidos pelos vermes, mesmo que embalsamados.
E com as mãos e a inteligência acredito que o pé descalço venha a ser capaz de construir um mundo com base na Liberdade, na Igualdade, na Solidariedade, na Justiça Social, na Paz e na Democracia, no respeito pela Natureza e pelo Meio-Ambiente. Sem necessidade de andar subserviente, de espinha curvada, olhos no chão e chapéu na mão com a outra estendida à Piedade e à Caridade na Esperança duma esmola de quem quer que seja, capataz, cacique, reizinho de paróquia ou patrão.
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Claude Boyer
este é o meu credo
13 a
Maria Odete Pais Gonçalves
Grande pensamento! Grande opinião,da qual partilho! Boa sorte para a Humanidade,sem os desumanos! Bjão e haja esperança e garra p vencermos!
13 a
Maria Amélia Martins
só não compreendi as migalhas ou lentilhas...um adoro um prato de lentilhas
13 a
Victor Barroso Nogueira
Amélia -- Migalhas são aquilo que fca para os rafeiros paus mandados dos verdadeiros e ocultos mandantes multimilionários. Lentilhas - vender-se por um prato de lentilhas ou por dez reis de mel coado LOL
13 a
26 de dezembro de 2012 ·
Foto Victor Nogueira - Paço de Arcos - Por do sol na Tapada do Mocho
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Deolinda F. Mesquita
Belo por do sol.
12 a
Graça Maria Teixeira Pinto
Entardecer...Faltam cortinas nas janelas e tb uma flor a alegrar a vista e a vida. 🙂
12 a
Victor Barroso Nogueira
Graca Maria Antunes A janela tem cortinas mas afastei-as para a foto. E as flores estão na/pela sala e não na janela LOL
12 a
Margarida Piloto Garcia
Muito interessante mas para mim o reflexo da lâmpada tirou aluma magia da foto.
12 a
Lia Branco
Bonita foto. Beijinhos 🙂
12 a
Graça Maria Teixeira Pinto
Mea culpa 🙁
12 a
Ver tradução
Mia Pires Griff
A foto é isso mesmo.Adoro esta paz... Obrigada Victor!Bjo.
12 a
Victor Barroso Nogueira
Margarida Piloto Garcia O reflexo da lâmpada foi propositado para introduzir uma dissonânca LOL
12 a
Margarida Piloto Garcia
Pois Victor acredito mas para mim é dissonante ...em demasia 🙂
12 a
Belaminda Silva
Bela foto amigo, beijinhos 🙂
12 a
Manuela Vieira da Silva
Gosto da dissonância sem cortinas. Vejo uma lâmpada a sair de uma nuvem a atravessar o estore. e se não conhecesse esta luz, diria que foste visitado por uma nave extraterreste com o Pai Natal lá dentro. Bjos.🙂 Boas Festas!
12 a
Judite Faquinha
O por do sol seja de que angulo seja...é sempre lindo pela paz que transmite, e se for junto ao mar...é de sonhos bjs
11 a
26 de dezembro de 2012 ·26 de dezembro de 2013 ·
Espaço para que registem os vossos votos e os partilhem, se quiserem 🙂
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Vitor Correia
Há que regá la.....sempre.
11 a
Ana Maria Madail
Adorei esta árvore!!! Um ano de 2014, com muita Paz Amor e Saúde.. Bjss.
11 a
Rui Miguel Torres
Que em 2014 as nossas LUTAS sejam ainda mais profícuas,GRANDE abraço a todos 😃
11 a
Viriato F. Soares
Votos que as lutas em 2014 tenham êxito, façam cair o governo e que possamos preparar a alternativa patriótica e de esquerda!
11 a
Clara Roque Esteves
Muitos beijinhos, Vítor. E desculpas pelo atraso na resposta.
11 a
Isabel Maria
Saúde Victor,é o que eu mais desejo,bjs
11 a
Maria Jorgete Teixeira
Saúde, paz e amor...
11 a
Fatima Mourão
muita saúde,é o que mais desejo
11 a
Manuela Vieira da Silva
Giro. Vou fazer antes do fim do ano. Obrigada, Victor Nogueira. Bjo. ❤
11 a
Judite Faquinha
FELIZ NOVO ANO, COM MUITA SAÚDE, PAZ, E AMOR!!! QUANTO AO ANO 2014, VEREMOS... MAS A LUTA CONTINUA BIJOCAS.❤
11 a
Graça Maria Teixeira Pinto
Saúde e paz!
11 a
Milu Vizinho
Muito giro Amigo Victor. Desejo-lhe UM FELIZ ANO NOVO DE 2014...Mas a luta continua...Bj<3
11 a
Margarida Piloto Garcia
Que esta seja uma árvore dos desejos. Como os meus são bons distribuo por todos . 🙂
11 a
Deolinda F. Mesquita
Obrigada Victor 🙂
11 a
Maria João De Sousa
Não faço a menor ideia de como isso se possa fazer, Victor Nogueira... parece que só "funciono" bem na poesia... mas reforço os meus votos de um melhor 2014!!!
10 a
Alice Coelho
❤
10 a
Donzilia Conceiçao
Como se faz isto Victor? Eu desejo o melhor para todos e para ti também, bom ano de 2014, beijos
10 a
Isabel Dias Alçada
Liberdade,que acabe esta opressão ao povo...Feliz note amigo bjs
10 a
Maria Rodrigues
❤
10 a
26 de dezembro de 2019 ·
Hoje a Mariana celebra 6 meses de vida e descobertas no chamado Planeta Azul, que esperemos seja Verde e colorido de Paz, Alegria,Amizade Humanidade e Solidariedade pelos próximos séculos, se não milênios
26 de dezembro de 2020 ·
foto victor nogueira - Setúbal e a tradicional árvore de Natal na Avenida Luísa Todi, em 2020.12.25
A árvore de Natal desde há quatro anos que é erguida na placa central da Avenida Luísa Todi, em frente ao arco da Ribeira Velha, antigo postigo na muralha medieval. No corrente ano tem 37 metros de altura com a novidade da estrela ser suspensa.
No seu interior a exposição de 2020 é dedicada a João Samina, intitulada «Setúbal, cidade-mar II», autor que já tem obras suas no Centro Comercial Allegro, nesta mesma urbe.
A ceia da Consoada seria bacalhau assado, acompanhado com puré de batata e ovo cozido, refeição comedidamente regada com Porta da Ravessa e coroado por um Porto, “Velhotes”.
Uma refeição simples, sem a complexidade e dias prévios de preparação como os da festa de despedida de Babette (1). Mas acabei por decidir-me por uma refeição fast-food, com uma pizza de atum, preparada ali no forno eléctrico.
Para o almoço do Dia de Natal hesitei entre frango assado no forno ou massada de marisco. Decidi-me por esta última.
Desta vez havia comprado o marisco separado: bivalves, sobretudo mexilhão, e camarão “selvagem” grande. Não ficou tão saborosa esta refeição como uma anterior, de que falei num dos “Pingos do Mindelo”. Afinal o molho que da outra vez acompanhava a embalagem tinha razão de ser.
Algumas pessoas lembraram-se de mim. Telefonaram-me a Susana, a Faia Maria, a Salta-Pocinhas, o vizinho Geraldo, as minhas tias Isabel e Teresa. Sem esquecer a vizinha Amélia. Recebi mensagens de Virgílio Campos, do Fernando Pratas e das Lyudmila I e II.
Não tendo ido prévia e antecipadamente Maomé à montanha, esta também não veio até Maomé! Sem ovos não se fazem omeletes!
Ontem e hoje o dia esteve cinzentonho e chuviscoso, não incentivando saídas de casa!
EM TEMPO - Entretanto, com o correr das horas, já houve oportunidade de falar com a Susana, Sérgio, Rui Pedro, Francisco, João e Mariana, para além de mensagem da "Princesa".
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(1) A “Festa da Babette” é um conto de Karen Blixen, adaptado ao cinema, numa realização de Gabriel Axel, em 1987. Babette é uma cozinheira duma casa nobre francesa, que se refugia numa recôndita e austera aldeia piscatória dinamarquesa, para evitar ser executada na sequência da repressão àos revoltosos da Comuna de Paris, em 1871. Tempos depois, ao dar-se conta de que fora localizada pela polícia francesa, resolve partir de novo, depois de preparar uma opípara refeição aos frugais e austeros aldeões que a tinham acolhido, refeição como as da casa nobre onde servira.
Sobre pizzas e cinema. Em tempos vi um filme chamado “Pizza, Amor e Fantasia” (Mystic Pizza), realizado por Donald Petrie, em 1988. A história passava-se nos Estados Unidos, pretensamente numa colónia de emigrantes portugueses que tinham um restaurante especializado em ... pizzas deliciosas, com ingredientes cujo segredo passava de geração em geração desde uma avó algarvia!
E eu a pensar que as pizzas eram uma especialidade italiana. Nada como estas histórias americanas para melhor ficarmos a conhecer este Portugal á beira-mar plantado. É verdade que durante o filme só se falava inglês e que as únicas palavras portuguesas constavam dos cartazes turísticos nas paredes do referido restaurante. Ah! mas não haja desesperos, porque deram a festa de casamento duma das três meninas luso mericanas do filme e durante a mesma os espectadores foram brindados com duas canções em português castiço e mau sotaque: a Sapateia açoriana e um fado lisboeta, que já não me lembro bem se era aquele da morte da andorinha que não põe termo à Primavera.
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Parece que você está compartilhando uma reflexão sobre suas experiências gastronômicas e algumas referências culturais e cinematográficas, tudo isso envolvido pelo espírito das festividades de Natal. Vou destacar algumas partes para dar uma ideia do que está sendo narrado:
1. **Ceia de Consoada e suas alternativas**: Você descreve uma refeição tradicional de Natal, com bacalhau assado, purê de batata e ovo cozido, acompanhados por vinhos portugueses. Essa refeição parece ser simples, mas cheia de tradição. No entanto, você decidiu optar por uma pizza de atum, preparada no forno elétrico, mostrando como a tradição pode ser flexível e adaptável.
2. **Almoço de Natal e a escolha do prato**: Para o almoço do Dia de Natal, você estava indeciso entre frango assado e massada de marisco, e acabou optando pela última. No entanto, você notou que a refeição não ficou tão saborosa quanto uma outra experiência anterior, onde o molho que acompanhava o marisco tinha feito a diferença.
3. **Lembranças e mensagens**: Durante esses dias, você recebeu telefonemas e mensagens de várias pessoas, como amigos e familiares, que lembraram de você durante as festas. Isso adiciona um toque de calor humano e conexão social à narrativa, mostrando como as tradições de Natal também envolvem esses gestos de carinho e afeto.
4. **Reflexão sobre o clima e o espírito do dia**: O clima cinzentonho e chuviscoso fez com que as saídas de casa não fossem tão convidativas, o que também contribui para o tom mais introspectivo do relato.
5. **A "Festa da Babette" e o filme "Pizza, Amor e Fantasia"**: Você faz uma referência ao conto de Karen Blixen e ao filme "Festa da Babette", que mostra a preparação de uma refeição opípara como um gesto de generosidade. Você também menciona o filme "Pizza, Amor e Fantasia", que se passa em uma colônia de emigrantes portugueses nos Estados Unidos, embora a história seja contada em inglês, e a pizza seja retratada como uma especialidade que passa de geração em geração.
No conjunto, você reflete sobre como a comida, o Natal e as tradições podem ser flexíveis, ao mesmo tempo em que busca lembrar as histórias que marcam a vida. A combinação de elementos gastronômicos e cinematográficos mostra como a cultura alimenta não só o corpo, mas também a memória e as relações humanas.
Posso ajudá-lo com mais alguma coisa sobre essas reflexões ou outros assuntos?
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* Victor Nogueira
25 de dezembro de 2010 ·
Na treta do Natal, grato a quem me "visitou" 😛
25 de dezembro de 2011
25 de dezembro de 2017 ·
foto victor nogueira - Setúbal - pormenor da estátua do actor setubalense Carlos Rodrigues (Manuel Bola), da autoria do escultor Jorge Pé Curto, inaugurado em 2016.12.11
25 de dezembro de 2018 ·
foto victor nogueira - Lisboa vista do Rio Tejo, destacando-se a Igreja de S. Vicente de Fora e o Panteão Nacional de Santa Engrácia
25 de dezembro de 2020 ·
Porto, Natal em 1975, na Rua dos Bragas - António, Manuel, Maria Emília, Celeste, Victor Manuel e Zè Barroso
25 de dezembro de 2020 ·
foto MNS - Natal em Setúbal, nos anos '80 - Victor Manuel, Celeste, José João, Maria Emília, João Gonçalves, Maria Luísa, Esperança Luís, Maria da Conceição
25 de dezembro de 2020 ·
foto MCG - Natal em Setúbal, anos '80 - Victor Manuel, Susana, Rui Pedro
foto victor nogueira - visita do Pai Natal a Setúbal, em 1984
25 de dezembro de 2020 ·
foto victor nogueira - New Look - Saint Klaus e seu ajudante, em Setúbal - Rui Pedro e Cisco Kid
25 de dezembro de 2020 ·
Montagem a partir de fotos de victor nogueira no Natal 2017
22 de dzezembro de 2022
Fotos victor nogueira - A ceia da Consoada seria bacalhau assado, acompanhado com puré de batata e ovo cozido, refeição comedidamente regada com Porta da Ravessa e coroado por um Porto, “Velhotes”.
Uma refeição simples, sem a complexidade e dias prévios de preparação como os da festa de despedida de Babette (1). Mas acabei por decidir-me por uma refeição fast-food, com uma pizza de atum, preparada ali no forno eléctrico.
Para o almoço do Dia de Natal hesitei entre frango assado no forno ou massada de marisco. Decidi-me por esta última.
Desta vez havia comprado o marisco separado: bivalves, sobretudo mexilhão, e camarão “selvagem” grande. Não ficou tão saborosa esta refeição como uma anterior, de que falei num dos “Pingos do Mindelo”. Afinal o molho que da outra vez acompanhava a embalagem tinha razão de ser.
Algumas pessoas lembraram-se de mim. Telefonaram-me a Susana, a Faia Maria, a Salta-Pocinhas, o vizinho Geraldo, as minhas tias Isabel e Teresa. Sem esquecer a vizinha Amélia. Recebi mensagens de Virgílio Campos, do Fernando Pratas e das Lyudmila I e II.
Não tendo ido prévia e antecipadamente Maomé à montanha, esta também não veio até Maomé! Sem ovos não se fazem omeletes!
Ontem e hoje o dia esteve cinzentonho e chuviscoso, não incentivando saídas de casa!
EM TEMPO - Entretanto, com o correr das horas, já houve oportunidade de falar com a Susana, Sérgio, Rui Pedro, Francisco, João e Mariana, para além de mensagem da "Princesa".
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(1) A “Festa da Babette” é um conto de Karen Blixen, adaptado ao cinema, numa realização de Gabriel Axel, em 1987. Babette é uma cozinheira duma casa nobre francesa, que se refugia numa recôndita e austera aldeia piscatória dinamarquesa, para evitar ser executada na sequência da repressão àos revoltosos da Comuna de Paris, em 1871. Tempos depois, ao dar-se conta de que fora localizada pela polícia francesa, resolve partir de novo, depois de preparar uma opípara refeição aos frugais e austeros aldeões que a tinham acolhido, refeição como as da casa nobre onde servira.
Sobre pizzas e cinema. Em tempos vi um filme chamado “Pizza, Amor e Fantasia” (Mystic Pizza), realizado por Donald Petrie, em 1988. A história passava-se nos Estados Unidos, pretensamente numa colónia de emigrantes portugueses que tinham um restaurante especializado em ... pizzas deliciosas, com ingredientes cujo segredo passava de geração em geração desde uma avó algarvia!
E eu a pensar que as pizzas eram uma especialidade italiana. Nada como estas histórias americanas para melhor ficarmos a conhecer este Portugal á beira-mar plantado. É verdade que durante o filme só se falava inglês e que as únicas palavras portuguesas constavam dos cartazes turísticos nas paredes do referido restaurante. Ah! mas não haja desesperos, porque deram a festa de casamento duma das três meninas luso mericanas do filme e durante a mesma os espectadores foram brindados com duas canções em português castiço e mau sotaque: a Sapateia açoriana e um fado lisboeta, que já não me lembro bem se era aquele da morte da andorinha que não põe termo à Primavera.