Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

.

Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

.

Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
Mostrar mensagens com a etiqueta Natal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Natal. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Um Natal em Paço de Arcos (2019)

 * Victor Nogueira

13 de agosto de 2019

 ·


foto de família- Um Natal em Paço de Arcos

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Presépio (2024 12 28)




* Victor Nogueira  

Outrora, no tempo em que os meus filhos eram crianças e o Natal se celebrava aqui, onde ainda moro, armavam-se a árvore de Natal e o presépio, cada ano diferente. Este era essencialmente construído à base de Leggo e Play Mobil. Mas as crianças cresceram, ter-se-iam tornado adultas, e deixei de me preocupar com tais adereços. A Engrácia e a Mila no entanto preocupavam-se com isso. Mas este ano não tinha as "luzes" ou gambiarras, que dera ao Rui, e não sabia onde parava a caixa com os adereços e não me apeteceu procurá-la. 

Mas Natal sem enfeites não será Natal,  pelo que a Mila, numa destas 2as feiras, resolveu trazer-me as  luzes e outros adereços, incluindo um "menino Jesus" deitado numa almofada e, posteriormente, a prenda de Natal que dela recebi, uma de várias que ao longo do(s) ano(s) me oferece, em prova de estima e de amizade.

Resolvi armar o presépio com bonecada e alguns edificios, com a prenda que me coube. Está explicada a razão de ser desta foto de capa.

Um Bom Ano Novo para todo o pessoal e para cada um de nós, com Humanidade, Paz, Alegria, Fraternidade, Solidariedade, sem esquecer algum dinheiro para os gastos.

 2024 12 29 Foto victor nogueira - Presépio (2024 12 28 IMG_5438)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Pingos do Mindelo, natalícios

* Victor Nogueira

24 de dezembro de 2022

Auto-retrato com patine na véspera dos presentes, presença não virtual. Será desta que para um incréu o anafadíssimo, ubíquo  e atarefadíssimo Saint Klaus, a cavalo num obsoleto trenó puxado por escravizadas renas, uberizado e ajoujado de  sacos, descerá por estreitérrima chaminé, dando  boleia a uma indómita e doce Penélope, que, do vale ou da montanha, neste século XXI, se assuma como veríssima e praticante  porta-estandarte do ideal "socialista" ou "comunista",  universalista, liberta das alienantes peias e amarras da tribo ou do clã? 

Ou …  no vão da porta, enregelado e suspirando, por ela em vão esperarei e suspirarei, ao soarem, repicando, as ba(da)ladas da meia noite?! Hummmm!

~~~~~~õoo0ooo~~~~~~

"Encarreguei" o chatGPT  de ilustrar livremente um texto meu, sendo a última em tom humorístico. Aqui ficam os resultados.




quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Letras empilhadas, ano após ano, em Dezembro, 26, (re)colhidas em 2024

 * Victor Nogueira

26 de dezembro de 2011  · 

O CREDO DE SEMPRE - Acredito nos homens e nas mulheres, acredito na inteligência e capacidades, na igualdade apesar das diferenças. Acredito na força do pé descalço quando se libertar das amarras que o prendem. E acredito no respeito que todos devem merecer, excepto os que querem espezinhar, enganar e esmifrar o próximo para seu proveito e grandeza, mesmo que minúscula e feita de migalhas ou lentilhas, embora todos nasçamos nús e despidos e acabemos comidos pelos vermes, mesmo que embalsamados.

E com as mãos e a inteligência acredito que o pé descalço venha a ser capaz de construir um mundo com base na Liberdade, na Igualdade, na Solidariedade, na Justiça Social, na Paz e na Democracia, no respeito pela Natureza e pelo Meio-Ambiente. Sem necessidade de andar subserviente, de espinha curvada, olhos no chão e chapéu na mão com a outra estendida à Piedade e à Caridade na Esperança duma esmola de quem quer que seja, capataz, cacique, reizinho de paróquia ou patrão. 

~~~~~~~~~~

Claude Boyer

este é o meu credo

13 a

Maria Odete Pais Gonçalves

Grande pensamento! Grande opinião,da qual partilho! Boa sorte para a Humanidade,sem os desumanos! Bjão e haja esperança e garra p vencermos!

13 a

Maria Amélia Martins

só não compreendi as migalhas ou lentilhas...um adoro um prato de lentilhas

13 a

Victor Barroso Nogueira

Amélia -- Migalhas são aquilo que fca para os rafeiros paus mandados dos verdadeiros e ocultos mandantes multimilionários. Lentilhas - vender-se por um prato de lentilhas ou por dez reis de mel coado LOL

13 a     



26 de dezembro de 2012  · 

Foto Victor Nogueira - Paço de Arcos - Por do sol na Tapada do Mocho

~~~~~~~~~

   Deolinda F. Mesquita

Belo por do sol.

12 a

Graça Maria Teixeira Pinto

Entardecer...Faltam cortinas nas janelas e tb uma flor a alegrar a vista e a vida. 🙂

12 a

Victor Barroso Nogueira

Graca Maria Antunes A janela tem cortinas mas afastei-as para a foto. E as flores estão na/pela sala e não na janela LOL

12 a

Margarida Piloto Garcia

Muito interessante mas para mim o reflexo da lâmpada tirou aluma magia da foto.

12 a

Lia Branco

Bonita foto. Beijinhos 🙂

12 a

Graça Maria Teixeira Pinto

Mea culpa 🙁

12 a

Ver tradução

Mia Pires Griff

A foto é isso mesmo.Adoro esta paz... Obrigada Victor!Bjo.

12 a

Victor Barroso Nogueira

Margarida Piloto Garcia O reflexo da lâmpada foi propositado para introduzir uma dissonânca LOL

12 a

Margarida Piloto Garcia

Pois Victor acredito mas para mim é dissonante ...em demasia 🙂

12 a

Belaminda Silva

Bela foto amigo, beijinhos 🙂

12 a

Manuela Vieira da Silva

Gosto da dissonância sem cortinas. Vejo uma lâmpada a sair de uma nuvem a atravessar o estore. e se não conhecesse esta luz, diria que foste visitado por uma nave extraterreste com o Pai Natal lá dentro. Bjos.🙂 Boas Festas!

12 a

Judite Faquinha

O por do sol seja de que angulo seja...é sempre lindo pela paz que transmite, e se for junto ao mar...é de sonhos bjs

11 a   

26 de dezembro de 2012  · 


a mim o inFaceLock nada pergunta e não copio abraços. Quem quiser que me telefone ou envie um sms ou partilhe algo que seja pessoal. Ora vamos lá ver o que vale quem diz ser meu/minha amigo/amiga. Ah! The last but not the least - também pode passar por minha casa e será por princípio bem recebido!

~~~~~~~~~~
 Clara Roque Esteves
Amigo, foi o que eu fiz. Já não entendo este FB e acabaram com as NOVAS OPORTUNIDADES, fico-me com a minha ignorância.
12 a
Judite Faquinha
LINDO VICTOR ADOREI... MUITO SIMPLES, MAS MUITO FORTE BJS!!!!!!!!!!!!!!!!
12 a
Deolinda F. Mesquita
Poema muito bonito Victor amigo, bjs 🙂
12 a
Maria Márcia Marques
Sentir uma voz que nos bate à porta e nos provoca, sentir uma risada que nos conforta, dizer um olá...como estás???
12 a
Maria Rodrigues
(Y) lindo é uma poesia lindissima,adorei,parabéns...
11 a

26 de dezembro de 2013  · 

Espaço para que registem os vossos votos e os partilhem, se quiserem 🙂

~~~~~~~~~~

 Vitor Correia

Há que regá la.....sempre.

11 a

Ana Maria Madail

Adorei esta árvore!!! Um ano de 2014, com muita Paz Amor e Saúde.. Bjss.

11 a

Rui Miguel Torres

Que em 2014 as nossas LUTAS sejam ainda mais profícuas,GRANDE abraço a todos 😃

11 a

Viriato F. Soares

Votos que as lutas em 2014 tenham êxito, façam cair o governo e que possamos preparar a alternativa patriótica e de esquerda!

11 a

Clara Roque Esteves

Muitos beijinhos, Vítor. E desculpas pelo atraso na resposta.

11 a

Isabel Maria

Saúde Victor,é o que eu mais desejo,bjs

11 a

Maria Jorgete Teixeira

Saúde, paz e amor...

11 a

Fatima Mourão

muita saúde,é o que mais desejo

11 a

Manuela Vieira da Silva

Giro. Vou fazer antes do fim do ano. Obrigada, Victor Nogueira. Bjo. ❤

11 a

Judite Faquinha

FELIZ NOVO ANO, COM MUITA SAÚDE, PAZ, E AMOR!!! QUANTO AO ANO 2014, VEREMOS... MAS A LUTA CONTINUA BIJOCAS.❤

11 a

Graça Maria Teixeira Pinto

Saúde e paz!

11 a

Milu Vizinho

Muito giro Amigo Victor. Desejo-lhe UM FELIZ ANO NOVO DE 2014...Mas a luta continua...Bj<3

11 a

Margarida Piloto Garcia

Que esta seja uma árvore dos desejos. Como os meus são bons distribuo por todos . 🙂

11 a

Deolinda F. Mesquita

Obrigada Victor 🙂

11 a

Maria João De Sousa

Não faço a menor ideia de como isso se possa fazer, Victor Nogueira... parece que só "funciono" bem na poesia... mas reforço os meus votos de um melhor 2014!!!

10 a

Alice Coelho

❤

10 a

Donzilia Conceiçao

Como se faz isto Victor? Eu desejo o melhor para todos e para ti também, bom ano de 2014, beijos

10 a

Isabel Dias Alçada

Liberdade,que acabe esta opressão ao povo...Feliz note amigo bjs

10 a

Maria Rodrigues

❤

10 a   



26 de dezembro de 2015 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
foto victor nogueira - grafitti em setúbal
ano novo
Bom solário !
com
letras sem tretas
e
prosa sem espinhos
no ovo
a flor sem dor
sem pesadelo no pelo
e o apelo singelo
sonho não bisonho
e
alegria sem azia
com fantasia
o beijo em desejo
com laços
os lassos abraços
dó re mi
fá sol
Setúbal 2015.12.27
Manuela Miranda
Que lindo Victor O desenho animado fez-me lembrar os desenhos do Vasco Granja tantos anos e o Poema lindo Bom fim de Ano e Boas entradas e Saúde e Paz Obrigada Amigo Beijinhos ❤~
9 a

26 de dezembro de 2017  · 

Foto victor nogueira - chicossaurio e a dança ou chuva dos presentes

26 de dezembro de 2017  · 

foto victor nogueira . Janicas fotógrafo fotografado

26 de dezembro de 2019  · 

Hoje a Mariana celebra 6 meses de vida e descobertas no chamado Planeta Azul, que esperemos seja Verde e colorido de Paz, Alegria,Amizade Humanidade e Solidariedade pelos próximos séculos, se não milênios


26 de dezembro de 2020  · 

foto victor nogueira - Setúbal e a tradicional árvore de Natal  na Avenida Luísa Todi, em 2020.12.25

A árvore de Natal desde há quatro anos que é erguida na placa central da Avenida Luísa Todi, em frente ao arco da Ribeira Velha, antigo postigo na muralha medieval. No corrente ano tem 37 metros de altura com a novidade da estrela ser suspensa.

No seu interior a exposição de 2020 é dedicada a João Samina, intitulada «Setúbal, cidade-mar II», autor que já tem obras suas no Centro Comercial Allegro, nesta mesma urbe.



26 de dezembro de 2022


 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
O ex-comediante especialista em tocar piano com o margalho está num mundo paralelo, em roda livre, julgando-se o dono disto tudo, ou é apenas um bonifrate que papagueia o que o dono lhe sopra mais ou menos em surdina? Merece credibilidade quem se desdiz continuamente, excepto para exigir armas, mais armas., e dinheiro, cada vez mais dinheiro, a fundo perdido, e á custa dos povos da Europa?
Dizem-lhe e ele acredita que é o Maior, o Homem do Ano, o laureado com o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento,, apesar na Ucrânia perseguir e bombardear os ucranianos russófonos, de proibir e queimar todas as obras de expressão russa, de reabilitar e glorificar os descendentes dos colaboracionistas genocidas da Alemanha nazi, de proibir 13 partidos políticos num amplo leque desde liberais a comunistas, incluindo socialistas, com o argumento de serem russófilos, de proibir a organização sindical, de estabelecer uma férrea censura á comunicação social...
É este ex-comediante especialista em tocar piano com o margalho, que é levado ao colo pela maioria dos deputados do chamado Parlamento Europeu e pela USA/NATO/aiUÉ, é este alegado Servo do Povo que exige a expulsão da Rússia dos organismos internacionais, incluindo a ONU e suas agências, aplaudindo as iníquas declarações de que a Federação Russa é um Estado terrorista?
«Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?
Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?
A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?
Nem a guarda do Palatino,
nem a ronda noturna da cidade,
nem o temor do povo,
nem a afluência de todos os homens de bem,
nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado,
nem a expressão do voto destas pessoas, nada disto conseguiu perturbar-te?
Não te dás conta que os teus planos foram descobertos?
Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem?
Quem, dentre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, onde estiveste, com quem te encontraste, que decisão tomaste?
Oh tempos, oh costumes!»
— Marcus Tullius Cicero



26 de dezembro de 2023 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
O Natal dos simples!


Homem só, meu irmão!
Letra e música de Luiz Goes.
Do álbum "Canções do Mar e da Vida" (1969).
HOMEM SÓ, MEU IRMÃO
Tu, a quem a vida pouco deu,
que deste o nada que foi teu
em gestos desmedidos...
Tu, a quem ninguém estendeu a mão
e mendigas o pão dos teus sentidos,
homem só, meu irmão!
Tu, que andas em busca da verdade
e só encontras falsidade
em cada sentimento,
inventa, inventa amigo uma canção
que dure para além deste momento,
homem só, meu irmão!
Tu, que nesta vida te perdeste
e nunca a mitos te vendeste
-- dura solidão --
faz dessa solidão teu chão sagrado,
agarra bem teu leme ou teu arado,
homem só, meu irmão!
***
 

26 de dezembro de 2024


Pai Natal new look e dois poemas de Jorge de Sena

Natal – 43, por Jorge de Sena

Nos aviões que o mar imenso cruzam,
para que as ondas desçam das alturas
à terra em que se espraiam, ninguém vai.
Quais pássaros, se os move o coração,
ficou na primavera a esperança do regresso.
Descem com a noite, pousam no arvoredo,
e, afinal, mais longe é que pousaram…

Não há já folhas secas, este ano;
o vento frio leva papéis velhos
sobre a terra húmida… E as ervas
encurvam-se, e levantam-se manchadas
de alguma tinta: como a humanidade.
Em toda a parte, os mortos se demoram,
os feridos se recordam… Será sangue, então.

“Há dois mil anos…” – dizem várias vozes,
e várias letras, várias forças de hábito.
No entanto, quem nasceu foi um segredo,
um querer encher de nomes uma ausência
e de confiança as mães que nos embalam.
… … … … … … … … … … … … …

Crianças se sumiram no incêndio…
Que rósea aurora as ressuscitará?


27/12/43
~~~~~~~~~~
NATAL, de Jorge de Sena

Fim… Não se sabe donde sopra o vento…
As terras e o mar olham com espanto
a extensão afogada em desencanto,
em falsa verdade, em legal tormento.

Houve, dizem, em tempos um momento…,
Deves saber, de sacrifício santo…
se houve… nós fizemos do teu manto
o inverno deste nosso pensamento.

Sim… Procura ter dentro da bondade
um sentimento de oportunidade
e vê na lama… a cor azul que é linda…

E vê que nunca a noite foi tamanha…,
nem houve tantos, em torno da montanha,
olhando o céu, esperando a tua vinda…


24/12/38

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Efabulações do CHATGPT (10) em torno duma ceia de Natal

 


A ceia da Consoada seria bacalhau assado, acompanhado com puré de batata e ovo cozido, refeição  comedidamente regada com Porta da Ravessa e  coroado por um Porto, “Velhotes”. 

Uma refeição simples,  sem a complexidade e dias prévios de preparação como  os da festa de despedida de Babette (1).  Mas acabei por decidir-me por uma refeição fast-food, com uma pizza de atum, preparada ali no forno eléctrico.

Para o almoço do Dia de Natal hesitei entre frango assado no  forno ou massada de marisco. Decidi-me por esta última. 

Desta vez havia comprado o marisco separado: bivalves, sobretudo mexilhão, e camarão “selvagem” grande. Não ficou tão saborosa esta refeição como uma anterior, de que falei num dos “Pingos do Mindelo”. Afinal o molho que da outra vez acompanhava a embalagem tinha razão de ser.

Algumas pessoas lembraram-se de mim. Telefonaram-me a Susana, a Faia Maria, a Salta-Pocinhas, o vizinho Geraldo, as minhas tias Isabel e Teresa.  Sem esquecer  a vizinha Amélia. Recebi mensagens de Virgílio Campos, do Fernando Pratas e das Lyudmila I e II.

Não tendo ido prévia e antecipadamente Maomé à montanha, esta também não veio até Maomé! Sem ovos não se fazem omeletes!

Ontem e hoje o dia esteve cinzentonho e chuviscoso, não incentivando saídas de casa!

EM TEMPO - Entretanto, com o correr das horas, já houve oportunidade de falar com a Susana, Sérgio, Rui Pedro, Francisco, João e Mariana, para além de mensagem da "Princesa".

~~~~~~~~~~

(1)  A “Festa da Babette” é um conto de Karen Blixen, adaptado ao cinema, numa  realização de  Gabriel Axel, em 1987. Babette é uma cozinheira duma casa nobre francesa, que se refugia numa recôndita e austera aldeia piscatória dinamarquesa, para evitar ser executada na sequência da  repressão àos revoltosos da Comuna de Paris, em 1871. Tempos depois, ao dar-se conta de que fora localizada pela polícia francesa, resolve partir de novo, depois de preparar uma opípara refeição aos frugais e austeros aldeões que a tinham acolhido, refeição como as  da casa nobre onde servira.

Sobre pizzas e cinema. Em tempos vi um filme chamado “Pizza, Amor e Fantasia” (Mystic Pizza), realizado por Donald Petrie, em 1988. A história passava-se nos Estados Unidos, pretensamente numa colónia de emigrantes portugueses que tinham um restaurante especializado em ... pizzas deliciosas, com ingredientes cujo segredo passava de geração em geração desde uma avó algarvia!

E eu a pensar que as pizzas eram uma especialidade italiana. Nada como estas histórias americanas para melhor ficarmos a conhecer este Portugal á beira-mar plantado. É verdade que durante o filme só se falava inglês e que as únicas palavras portuguesas constavam dos cartazes turísticos nas paredes do referido restaurante. Ah! mas não haja desesperos, porque deram a festa de casamento duma das três meninas luso mericanas do filme e durante a mesma os espectadores foram brindados com duas canções em português castiço e mau sotaque: a Sapateia açoriana e um fado lisboeta, que já não me lembro bem se era aquele da morte da andorinha que não põe termo à Primavera.

~~~~~~~~~~~~

Parece que você está compartilhando uma reflexão sobre suas experiências gastronômicas e algumas referências culturais e cinematográficas, tudo isso envolvido pelo espírito das festividades de Natal. Vou destacar algumas partes para dar uma ideia do que está sendo narrado:

1. **Ceia de Consoada e suas alternativas**: Você descreve uma refeição tradicional de Natal, com bacalhau assado, purê de batata e ovo cozido, acompanhados por vinhos portugueses. Essa refeição parece ser simples, mas cheia de tradição. No entanto, você decidiu optar por uma pizza de atum, preparada no forno elétrico, mostrando como a tradição pode ser flexível e adaptável.

2. **Almoço de Natal e a escolha do prato**: Para o almoço do Dia de Natal, você estava indeciso entre frango assado e massada de marisco, e acabou optando pela última. No entanto, você notou que a refeição não ficou tão saborosa quanto uma outra experiência anterior, onde o molho que acompanhava o marisco tinha feito a diferença.


3. **Lembranças e mensagens**: Durante esses dias, você recebeu telefonemas e mensagens de várias pessoas, como amigos e familiares, que lembraram de você durante as festas. Isso adiciona um toque de calor humano e conexão social à narrativa, mostrando como as tradições de Natal também envolvem esses gestos de carinho e afeto.


4. **Reflexão sobre o clima e o espírito do dia**: O clima cinzentonho e chuviscoso fez com que as saídas de casa não fossem tão convidativas, o que também contribui para o tom mais introspectivo do relato.

5. **A "Festa da Babette" e o filme "Pizza, Amor e Fantasia"**: Você faz uma referência ao conto de Karen Blixen e ao filme "Festa da Babette", que mostra a preparação de uma refeição opípara como um gesto de generosidade. Você também menciona o filme "Pizza, Amor e Fantasia", que se passa em uma colônia de emigrantes portugueses nos Estados Unidos, embora a história seja contada em inglês, e a pizza seja retratada como uma especialidade que passa de geração em geração.

No conjunto, você reflete sobre como a comida, o Natal e as tradições podem ser flexíveis, ao mesmo tempo em que busca lembrar as histórias que marcam a vida. A combinação de elementos gastronômicos e cinematográficos mostra como a cultura alimenta não só o corpo, mas também a memória e as relações humanas.

Posso ajudá-lo com mais alguma coisa sobre essas reflexões ou outros assuntos?

https://openai.com/index/gpt-4/

Letras empilhadas, ano após ano, em Dezembro, 25, (re)colhidas em 2024

 * Victor Nogueira

25 de dezembro de 2010  · 

Na treta do Natal, grato a quem me "visitou" 😛

25 de dezembro de 2011

A QUADRATURA DO CÍRCULO OU DO CIRCO ?  

 


Fotos Victor Nogueira


 Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010 às 2:19
.
.
È Natal
É fatal:
É peta :
a treta
bem preta
sem teta !

An'ovo
É ovo
do Povo
ou logro !?
.
A fome
não some
No sono
ressono ?
.
Bom tom
sem som
é bom
ou non?

Victor Nogueira 2010.12.29

25 de dezembro de 2017  · 

foto victor nogueira - Setúbal - pormenor da estátua do actor  setubalense Carlos Rodrigues (Manuel Bola), da autoria do escultor Jorge Pé Curto, inaugurado em 2016.12.11

 25 de dezembro de 2018  · 

foto victor nogueira - Lisboa vista do Rio Tejo, destacando-se a Igreja de S. Vicente de Fora e o Panteão Nacional de Santa Engrácia

25 de dezembro de 2019 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
O(s) Muro(s)da Vergonha, de Banksy

Dia de Natal por António Gedeão
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.

25 de dezembro de 2020  · 

Porto, Natal em 1975, na Rua dos Bragas - António, Manuel, Maria Emília, Celeste, Victor Manuel e Zè Barroso

25 de dezembro de 2020  · 

foto MNS - Natal em Setúbal, nos anos '80  -  Victor Manuel, Celeste, José João, Maria Emília, João Gonçalves, Maria Luísa, Esperança Luís, Maria da Conceição

25 de dezembro de 2020  · 

foto MCG  - Natal em Setúbal, anos '80 - Victor Manuel, Susana, Rui Pedro


 25 de dezembro de 2020  · 

foto victor nogueira - visita do Pai Natal a Setúbal, em 1984

 

25 de dezembro de 2020  · 

foto victor nogueira - New Look - Saint Klaus e seu ajudante, em Setúbal - Rui Pedro e Cisco Kid

25 de dezembro de 2020  · 

Montagem a partir de fotos de victor nogueira no Natal 2017

22 de dzezembro de 2022

Fotos victor nogueira  - A ceia da Consoada seria bacalhau assado, acompanhado com puré de batata e ovo cozido, refeição  comedidamente regada com Porta da Ravessa e  coroado por um Porto, “Velhotes”. 

Uma refeição simples,  sem a complexidade e dias prévios de preparação como  os da festa de despedida de Babette (1).  Mas acabei por decidir-me por uma refeição fast-food, com uma pizza de atum, preparada ali no forno eléctrico.

Para o almoço do Dia de Natal hesitei entre frango assado no  forno ou massada de marisco. Decidi-me por esta última. 

Desta vez havia comprado o marisco separado: bivalves, sobretudo mexilhão, e camarão “selvagem” grande. Não ficou tão saborosa esta refeição como uma anterior, de que falei num dos “Pingos do Mindelo”. Afinal o molho que da outra vez acompanhava a embalagem tinha razão de ser.

Algumas pessoas lembraram-se de mim. Telefonaram-me a Susana, a Faia Maria, a Salta-Pocinhas, o vizinho Geraldo, as minhas tias Isabel e Teresa.  Sem esquecer  a vizinha Amélia. Recebi mensagens de Virgílio Campos, do Fernando Pratas e das Lyudmila I e II.

Não tendo ido prévia e antecipadamente Maomé à montanha, esta também não veio até Maomé! Sem ovos não se fazem omeletes!

Ontem e hoje o dia esteve cinzentonho e chuviscoso, não incentivando saídas de casa!

EM TEMPO - Entretanto, com o correr das horas, já houve oportunidade de falar com a Susana, Sérgio, Rui Pedro, Francisco, João e Mariana, para além de mensagem da "Princesa".

~~~~~~~~~~

(1)  A “Festa da Babette” é um conto de Karen Blixen, adaptado ao cinema, numa  realização de  Gabriel Axel, em 1987. Babette é uma cozinheira duma casa nobre francesa, que se refugia numa recôndita e austera aldeia piscatória dinamarquesa, para evitar ser executada na sequência da  repressão àos revoltosos da Comuna de Paris, em 1871. Tempos depois, ao dar-se conta de que fora localizada pela polícia francesa, resolve partir de novo, depois de preparar uma opípara refeição aos frugais e austeros aldeões que a tinham acolhido, refeição como as  da casa nobre onde servira.

Sobre pizzas e cinema. Em tempos vi um filme chamado “Pizza, Amor e Fantasia” (Mystic Pizza), realizado por Donald Petrie, em 1988. A história passava-se nos Estados Unidos, pretensamente numa colónia de emigrantes portugueses que tinham um restaurante especializado em ... pizzas deliciosas, com ingredientes cujo segredo passava de geração em geração desde uma avó algarvia!

E eu a pensar que as pizzas eram uma especialidade italiana. Nada como estas histórias americanas para melhor ficarmos a conhecer este Portugal á beira-mar plantado. É verdade que durante o filme só se falava inglês e que as únicas palavras portuguesas constavam dos cartazes turísticos nas paredes do referido restaurante. Ah! mas não haja desesperos, porque deram a festa de casamento duma das três meninas luso mericanas do filme e durante a mesma os espectadores foram brindados com duas canções em português castiço e mau sotaque: a Sapateia açoriana e um fado lisboeta, que já não me lembro bem se era aquele da morte da andorinha que não põe termo à Primavera.