Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

É um pássaro, é uma flor

* Victor Nogueira
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Uma águia paira no ar.
Correm os rios e as ondas
em espuma se desfazem
A brisa traz o cheiro a maresia
enquanto ouço nesta alvorada
a carícia do teu rosto
no veludo da voz quando despertas
o teu corpo esbelto e apetecido.
Procuro-te na ternura das mãos
enquanto
sequiosos
os lábios murmuram
palavras de silêncio e prazer.
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Gaivotas partem em bandos.

É um pássaro trémulo o silêncio desta flor do mar
E dói esta mágoa do que ficou encoberto
como bosque semeado fora do tempo
como sol arrancado antes de florir.
 .
Ah! quem parasse o escorrer destes dias! 
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Victor Nogueira - Poesia
8605. 043.0 / 2. 020
1986.Maio.01 - Setúbal
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Breves de Natal



Lumife diz:
O tópico foi alterado para DESEJO BOM NATAL E PRÓSPERO 2010 A TODOS OS AMIGOS/AS
24/Dez 13:56
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Victor diz:
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Bom Natal e melhor ano novo, com um abraço
Victor Nogueira
24/Dez 15:33
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paulo diz:
O tópico foi alterado para um mega e super feliz natal para tdos vos...... amigas\os
24/Dez 13:19
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Victor diz:
Um bom Natal e melhor Ano Novo, não para aqueles que muito têem, mas para a imensa maioria que em Portugal e no resto do Mundo ... vegeta.
Victor Nogueira
24/Dez 15:35
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Alentejano diz:
O tópico foi alterado para ...A todos os AMIGOS(AS)...Um Feliz Natal..Tudo de Bom..Abraços para quem é de Abraços..E Beiginhos para quem é de Beiginhos...
24/Dez 12:29
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Victor diz:
Ok! Camarada. Um forte abraço e vamos ver se para o ano já estou em condições de ir a Évora, lá mais para a primavera, quando o Alentejo está coberto de verde manto!
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Victor diz:
O tópico foi alterado para A tratar da alimentação do hi5 e de nove blogs, para o vazio! Quem lê o meu diário no hi5 e os blogs tem presença :-)
20/Dez 1:31
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Alentejano diz:
Eu nunca falho!!
Abraço
22/Dez 8:20
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Victor diz:
O tópico foi alterado para Com frio transmontano ou da raia alentejana! Em Setúbal o clima já não é o que foi. Só falta nevar !
16/Dez 0:25
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Alentejano diz:
Protege-te amigo!!Olha os teus ossos!!
Abraço
19/Dez 22:13
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É Natal, É Natal, É Fatal ! É Natal, É Natal, É Mortal ! É Banal ! (VN)

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Cartaz da Festa dos Finalistas do ISESE - 1973
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Camilo Monteiro
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Ana diz:
Até que enfim ! Que dá sinal de vida !Rsrsrsr... Passei para te desejar um Natal,Feliz ,com saúde e alegria! xuac.
24/Dez 3:41
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KRISTINA diz:
Victor bom Natal...sem banalidades se possivel com doce de banana lolol
24/Dez 12:14
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Quase diário sem sal nem pimenta !



[18-12-2009 21:49:34] Victor Nogueira: Hoje esteve muito frio e chove, mas não está previsto nevar em Setúbal
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[19-12-2009 09:17:21] Victor Nogueira: Por aqui o dia está triste, frio, cinzento e chuvoso
[19-12-2009 09:23:22] Victor Nogueira: Ali a minha estação metereológica caseira marca + 17º em casa, mas desconfio que não mede bem a temperatura :)
[19-12-2009 09:29:00] Victor Nogueira: Vou deitar-me. Estou cheio de frio e gelado. Agora está a vir o sol e o céu a ficar azul com nuvens brancas. Afinal a poluição que avisto no horizonte deve se de Lisboa e Barreiro. pois tirando a Serra dos Barris, no cimo da qual fica o Castelo de Palmela, o terreno é todo planície. Do Castelo de Palmela vê-se Lisboa, embora esteja distante dela uns 30 km.
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[20-12-2009 12:30:00] Victor Nogueira: Por cá o dia está cheio de sol e com céu azul e o  tempo frio. Estou gelado e vou tratar do almoço.
[20-12-2009 12:38:27] Victor Nogueira: A neve é bonita, mas só nas fotos e nos filmes. Nos idos de 1975, quando fomos com os alunos à Serra da Estrela, estava enlameada de castanho e parecia esferovite
[20-12-2009 12:40:44] Victor Nogueira: Em Luanda o Natal era no tempo quente e da praia. Mas fazia-se árvore de natal e presépio, sendo a neve que desconhecíamos substituída por flocos de algodão e mais tarde por um spray. As prendas eram postas pelo «Pai Natal» de madrugada e de manhã era um alvoroço para irmos desembrulhá-las.
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[20-12-2009 19:47:18] Victor Nogueira: Está frio, está chuva e o tempo está triste e eu também
[20-12-2009 19:49:19] Victor Nogueira: Chove dentro do meu carro, pois tentaram assaltá-lo e como já tem 350 000 km tenho de comprar um novo até ao fim do ano para beneficiar dum subsídio do Governo. O meu Ford Fiesta tem 17 anos e já não vale a pena gastar dinheiro nele, embora não me tenha dado muitas despesas até agora
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[20-12-2009 19:59:38] Victor Nogueira: Já deixei os relatórios das electreomiografias ao médico ortopedista e vou consultá-lo no Hospital na próxima 4ª feira de manhã. De tarde vou fazer os testes para o aparelho auditivo.
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[20-12-2009 20:00:25] Victor Nogueira: Amanhã à tarde tenho consulta de psicologia, mas não me serve de muito, pois ando deprimido outra vez
[20-12-2009 20:03:55] Victor Nogueira: Tenho de fazer a contabilidade toda do prédio relativa a 2009, por causa da assembleia de condóminos, que votará o relatório de actividades e as contas de 2009 e definirá o plano de actividades para 2010. Precisamos de pintar o prédio por fora mas o dinheiro no banco não chega. A actual Administração continua e com isto já vou para o 7º ano consecutivo
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[20-12-2009 20:05:40] Victor Nogueira: Costumava fazer a contabilidade no excell, mas este ano comprámos um programa de contabilidade específico, mas ainda não decidi se este ano faço no excell se no novo programa, mas ainda não o experimentei.
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[21-12-2009 07:46:40] Victor Nogueira: Acordei agora. Dói-me muito o ombro esquerdo. O céu está cinzento escuro e as gaivotas passam aqui frente à janela. Hoje deve chover..

[13:51:18] Victor Nogueira: O ombro esquerdo agora já dói menos. Está um dia de sol e acordei agora, de mais um pesadelo. Vou tratar do almoço.
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[22-12-2009 15:33:30] Victor Nogueira: Ainda está uma tarde bonita mas daqui a pouco será noite cerrada. Acabei de almoçar e vou buscar os jornais. Não gosto de Natal. Sempre pensei que teria uma família grande mas não tenho. Vou sair para comprar os jornais. O céu hoje está bonito, com nuvens brancas e as gaivotas voltaram para o mar! Antigamente havia uma árvore enorme junto ao prédio, mas caíu durante uma tempestade, destruindo dois carros. O meu e o da minha mãe escaparam por pouco, pois os ramos ficaram a poucos centímetros deles. Mas essa árvore estava sempre cheia de pássaros a chilrearem (cantarem). Não sei se seriam pardais. Agora já não há pássaros, nem no jardim. As únicas aves que pousam ali no largo são pombos, para comerem os restos de comida, especialmente junto aos contentores do lixo. E são eles e as gaivotas que esvoaçam para lá da janela. Por vezes os pombos pousam na varanda da sala e houve uma vez que fizeram ninho num dos vasos. E pronto, vou sair.
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[22:03:27] Victor Nogueira: Fui às compras: comprei uma impressora, um teclado novo para o PC e um disco externo e mais livros no alfarrabista.
[22:05:40] Victor Nogueira:  Aqui o frio abrandou mas a Meteorologia prevê chuva para amanhã e dias seguintes. Amanhã vou consultar o ortopedista de manhã e à tarde experimentar os aparelhos auditivos.
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[22:55:43] Victor Nogueira: Bem, estive em mudanças. Pus os casacos e calças de verão aqui no roupeiro do escritório e as camisas no camiseiro no quarto da minha mãe, tirando destes armários a roupa de inverno para o roupeiro do meu quarto. Fiquei a suar e vim até aqui dedilhar um pouco. Agora vou alimentar os meus blogs :)
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E pronto, está a «cumbersa» feita. Já é um novo dia, isto é, a madrugada de 23 de Dezembro, antevéspera de Natal. Ainda tenho de fazer os embrulhos para as prendas, mas fica para 5ª feira, véspera de Natal.
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Acabei de ler o romance de António Brito - O Céu Não Pode Esperar - que me prendeu no princípio mas depois tornou-se algo fastidioso, com algumas cenas que me pareceram metidas a martelo como a dos amores do tenente com a freira. Depois comecei a ler um sobre a Guerra Colonial Portuguesa, de Armando Sousa Teixeira, mas pu-lo de lado. Fixei-me agora em «Jerusalém», de Mia Couto, e num de Richard Zimler - Os Anagramas de Varsóvia -  para além de ter retomado o Sven Hassel - Vi-os Morrer - saltitando dum para outro conforme a minha disposição de espírito.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

D'O Natal !


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Rosa diz:
O tópico foi alterado para BOM NATAL! ABRAÇO AMIGO
23/Dez 0:05
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Victor diz:
Bom Natal e Melhor Ano Novo, especialmente para quem dele precisa como pão para a boca !
Bjo do Kant_O :-)
23/Dez 0:30
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Jorgina diz:
O tópico foi alterado para Feliz Natal-Merry Christmas-Feliz Navidad-Békés Ünnepeket-Joyeux Noël-Frohe Weihnachten-Wesołych Świąt-Crăciun fericit-Vesele Vánoce!
22/Dez 19:19
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Victor diz:
By Jove! Um bom ano para todos nós, se possível for.
Bjos do Kant_O :-)
23/Dez 0:34
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Paula Moranguinho diz:
O tópico foi alterado para Procurando equilibrar-me na corda bamba que é a minha vida...
22/Dez 19:07
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Victor diz:
Bjo e uma rede para não caíres :-)
23/Dez 0:37
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Mais um domingo ... menos um dia !

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* Victor Nogueira
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Mais um Domingo, menos um dia na jornada! Mais um dia de inutilidade. Outrora teria saído, agora não. E bem sei que a justificação é apenas isso, uma justificação: o tempo cinzento, frio, chuvoso. Está nortada e sei porque a chuva bate nas vidraças deixando pequenas gotículas que mal escorrem. E porque na varanda da cozinha, onde não pus vidros duplos, o ar que entra pelos interstícios das janelas de correr é uma lâmina gelidamente cortante.
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Às 16:00 a estação meteorológica caseira indicava 15º C dentro de casa. Lá fora, para lá da janela, as gaivotas esvoaçavam ou planavam graciosamente, mas não me apeteceu tentar fotografá-las. Quanto às nossas irmãs plantas, aquelas que necessitam de cuidados especiais,  estão moribundas: o bonzai, a hera ... Bem, esta terá recobrado quando a coloquei na varanda do lado onde o sol não bate directamente e resguardada por um vaso maior. Quanto ao feto, rejuvenesceu, quando o tirei da sala e o coloquei na varanda, ao abrigo do vento! Quanto ao resto, são plantas xerófilas. Mas nada que chegue às dezenas de variedades de cactos e de malvas ou sardinheiras que tínhamos em Évora no amplo terraço como se fora um quintal num 2º andar adjacente à cozinha.
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Gosto de jardinagem, de animais e de  aquários. Mas os dois primeiros não dão para espairecer em minúscula varanda e quanto aos aquários, dão muito trabalho, embora seja repousante ver as evoluções dos peixes. E animais só em casa com quintal.
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Continuo as minhas leituras - agora de António Brito «O céu não pode esperar» um romance histórico. Continuei na faina de alimentar os meus blogs e hoje dediquei-me a pesquisar por Manfred Gregor, descobrindo vídeos sobre o filme «A Ponte», realizado por Bernhard Wicki (1959) (1)Também re-descobri Mário Castrim e Alice Vieira e pesquisei por outro Mário, o Crespo e suas crónicas (2)
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E com esta termino estas linhas.
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(1)
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Books: Child Soldiers - The Bridge por Manfred Gregor
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sábado, 19 de dezembro de 2009

Que escrever ou d'A Contabilidade !



* Victor Nogueira
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Sim, que escrever? Escrever porquê e para quem? Interessa escrever  sem «feed-back»? Quem me lê, se eu já não tenho tempo para ler os blogs «amigos»? Na Contabilidade do deve-haver, o meu saldo é negativo e a moeda de troca é a mesma - nada! E como a caixa nunca pode ter saldo negativo, enchêmo-la de ... letras, melhor ou pior avalizadas
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Escrever é «gastar» tempo e tempo é dinheiro, numa sociedade onde tudo é a contado para uns e a descontado para a maioria. Sem cobertura, contabilisticamente falando, a falência e o arresto são quase certos. Para que tal não suceda é preciso ter cobertura, sobretudo em paraísos fiscais e na hermética Suiça,.
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Sim, que isto da contabilidade tem que se diga: Por falta de preparação no Liceu, a malta em Economia tinha dois anos de Propedêutica Comercial e em Évora dois de Contabilidade Geral. Ao professor desta devia fazer-lhe espécie num curso superior estar a ensinar  bê-à-bá da contabilçidade de qualquer escola comercial, pelo que no 1º ano tínhamos de gramar em Contabilidade I a chatérrima teorização acerca da ... fiosofia da contabilidade ! Um pouco como o Direito Comercial, em que o 1º semestre era dado a discutir as várias interpretações do artº 2º, que definia o que era um acto comercial. Farto de tanta discussão e teoria, um dia perguntei ao Sertório, o professor, porque não revogava o Governo o tal artº 2º, escrevendo um outro de fácil interpretação. Santa ingenuidade a minha, que recebi como resposta que se assim não fosse de que viveriam os advogados e jurisconsultos?
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Pelo que registo que ontem choveu e o dia esteve cinzento, enquanto hoje esteve cheio de sol com céu azul e brilhante.
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Das minhas apreciações políticas darei contas no Mu(n)do Phonographo.
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E «prontus», a escrita está em dia! Daquoi a pouco será um novo dia, o dia do Senhor!.
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E graças à Judite, termino com um ar de erudição:
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Amicus certus in re incerta cernitur.Latim


Provérbio
Provérbio
Amicus certus in re incerta cernitur.
Língua
Latim
Como é que eu digo que, em ...?
Inglês
A friend in need is a friend indeed.
Francês
Au besoin on connaît l'ami.
Alemão
Den Freund erkennt man in der Not.
Italiano
Nei pericoli si vede chi d'amico ha vera fede.
Latim
Amicus an nomen habeas, aperit calamitas.

Draugą nelaimėje pažinsi.
Polaco
Prawdziwych przyjaciół poznaje się w biedzie.
Russo
Друзья познаются в беде.
Espanhol
En chica casa y en largo camino se conoce el buen amigo.
,.
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http://pt.wikiproverbs.com/index.php/Amicus_certus_in_re_incerta_cernitur.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

D'A Sabedoria e da Fortaleza !



vitor diz:
O tópico foi alterado para Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada! Sigmund Freud. (Por favor ,ninguém me enfraqueça...)
18/Dez 11:30
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Victor diz:
Força, Força, Companheiro Vítor, nós seremos a correia d'aço !
Abraço e amizade deste Kant_O :-)
18/Dez 16:27
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vitor diz:
O tópico foi alterado para É melhor ser ignorante de alguma coisa do que aprendê-la mal.
13/Dez 12:37
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Victor diz:
É através dos erros que se aprende ou não!
Abraço
Victor Nogueira
13/Dez 18:17
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Lia no Kant_O



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Lia diz:
O status foi alterado para Se quiseres partir amanhã eu paro o mundo, com facilidade assim com esta mão, e então descobriremos o mais profundo fundo que há no mundo...
18/Dez 15:45
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Victor diz:
'mbora, Lia :-)
Quando partimos?
Bjo e amizade deste Kant_O
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Lia diz:
O status foi alterado para AQUI ME FALTA UMA LUZ, AQUI ME FALTA UMA ESTRELA...
21/Nov 20:07
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Victor diz:
Não sou luz, não sou estrela, sou Victor, nogueira ou silva, mas estou aqui, ao (es)correr da pena e do olhar, no Kant_O_XimPI, Ao Sabor do Olhar, Kant_O Photomático !
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De negro vermelho

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* Victor Nogueira
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De negro vermelho
Em campo aberto mal fechado
pela paz em construção
pelo pão que se não faz
pela liberdade sem caridade ...
Coisas belas só de vê-las
uma criança em contradança
com imaginação no coração
esperança e alegria
pedra a pedra no dia-a-dia
da cidade em democracia.
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Não há criação sem mim, diz o patrão
amigo da servidão
de porrete na mão !
Quem assola o sossego de quem teme o povo demente
seja ou não terra-tenente
com o zé povão em baraço ?
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Mas poderá haver outra inspiração
poderá um homem dizer sim ou não
deixando de ser solidário
com quem tem mau solário
quando lhe pesam a fome
a sede e
a opressão
de quem não tem pão no meio da escuridão ?!
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1991.06.25 | 1992.03.12|
Setúbal
Victor Nogueira 
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Quadro - O 4ª Estado - Volpedo
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Sismo em Portugal - 2009.12.17

 2009.12.17 (Skype)
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[01:46:31] Victor Nogueira: Acabou agora mesmo um tremor de  terra aqui em Setúbal, com o chão e a casa a tremerem violentamente e com algum ruído, mas já passou. O último grande terramoto que  vivi foi em 1969, estava então em Évora. Como nada adianto em ficar acordado, faço como então: vou dormir
[01:46:34] Victor Nogueira: Bjos mil
[01:46:42] Victor Nogueira: Vic
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No dia 19 de Dezembro de 1962 houve  um tremor de terra, que atingiu maior intensidade em Lisboa. (Diário III - pag. 137)
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Anteontem houve um tremor de terra, mas aqui no Porto parece que só se abriram brechas num prédio. Em Lisboa é que o sismo teve maior intensidade, tendo abatido alguns telhados e rachado as paredes de muitos prédios. (...) Já estou a gostar um bocado mais do Porto. Contudo não modifiquei a minha opinião: é uma cidade triste e velha. (NSF - 1962.12.21)
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Vi nevar pela 1ª vez quando ia para casa do avô Luís, e à tarde, quando fomos ao café Astória. (1963.01.13 - Diário III)
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Enviei vos há dias um telegrama, horas depois do violento abalo sísmico que se fez sentir em Évora e em todo o país. Muita gente, especialmente as miúdas, anda desde então com os nervos em frangalhos. O eles terem se repetido nestes últimos dias, embora com uma intensidade muito menor - nem sequer os sinto pois durmo beatificamente a essa hora - muito deve contribuir para isso. 
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Estava eu muito bem a dormir, quando dei por mim num estado de semi sonolência. Pensei: "Isto é um camião". Não sei porquê senti que não podia ser, acendi o candeeiro da mesa de cabeceira e levantei me! A luz apagou se, o chão vibrava assustadoramente e eu pensei "Esta merda (do chão) vai abaixo e eu atrás". Pensei em pôr me junto da parede, para o caso do tecto ruir, mas o problema do chão persistia. Assim optei por pôr me junto à janela - talvez influências subconscientes dos quadros existentes no Castelo de S. Jorge, em Lisboa, mostrando aspectos daquela cidade após o terramoto de 1755. Tudo isto foi feito instantaneamente. Foram 60 segundos intermináveis, angustiosos (tive a nítida sensação de impotência perante algo contra o qual nada poderia fazer senão aguardar, aguardar). Como se sentirão os condenados à morte quando na câmara de gás, ouvindo o PLOFF das cápsulas?! Bem, calcei as pantufas, enfiei o roupão e desci ao piso inferior. Todos se encontravam bem. Lá estivemos todos na sala de jantar. Os ressuscitados. Bem, liguei o rádio, nesse momento o Rádio Clube Português retomava as emissões - eram 4 h 30 m - e às cinco, num segundo noticiário, tivemos conhecimento da extensão do sinistro. Partindo do princípio que a coisa se não repetiria, enfiei me debaixo dos lençóis e acordei às 6 horas com o estridente tocar da campainha do telefone. Desci as escadas a correr: era o maninho duma das miúdas a saber notícias. (NSF - 1969.03.05)
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.Inquérito geofísico a que respondi de madrugada, antes de voltar a deitar-me
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Dados Pessoais
Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário
Nome: Victor Nogueira
 

Dados Sismo
Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário
Data/hora local: 2009-12-17 01:45
Zona: Portugal Continental
Distrito: Setúbal
Concelho: Setúbal
Freguesia: São Sebastião
C.P.: 2910 - 378 Setúbal
Nome local: Setúbal

Efeitos sobre pessoas
Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário
O Sismo foi sentido?
   Sim

Onde estava?
   Dentro de casa em ambiente muito sossegado

Se estava num edifício, qual era o tipo de estrutura?
   Betão

Em que piso se encontrava (0 igual a rés-do-chão)?
   9

O que sentiu?
   Estremecimento forte ou abanão do edifício, divisão, mobilia, etc.

Teve dificuldade em manter-se em pé?
   Não

Assustou-se?
   Não

Fugiu para o ar livre?
   Não

Efeitos em objectos e na natureza
Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário
Objectos suspensos?
   Não observado

Loiças e vidros?
   Observado, mas não houve nenhum efeito perceptível

Portas e janelas?
   Observado, mas não houve nenhum efeito perceptível

Objectos?
   Observado, mas não houve nenhum efeito perceptível

Líquidos?
   Não observado

Móveis?
   Observado, mas não houve nenhum efeito perceptível

Os animais?
   Não observado

O madeiramento rangeu?
   Não se aplica

Houve danos em edíficios (ex: fissuras, fendas, queda de estuque, danos em chaminés, telhas deslocadas, queda de telhas, etc)?
   Não

Observações


.[A minha mãe e outra pessoa amiga referiram que as respectivas camas oscilaram muito. Posteriormente em casa não dei por nada fora do sítio, embora o abalo fosse intenso e com grande oscilação do prédio onde moro. Não dei pelas réplicas subsequentes, de menor intensidade, por encontrar-me a dormir]
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ao escorrer do tempo



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* Victor Nogueira
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Para não variar começo falando do tempo: de 6ª a 2ª feiras estiveram dias de sol, luminosos. 6ª fui às compras com o Rui, ao Jumbo, que estava praticamente vazio, sem as enchentes de outros anos em época natalícia. Bem pode o Governo dizer que estamos em deflacção,com malabarismos estatísticos,  que as bolsas dementem-no e a prenda para muitos é o desemprego.
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Já é noite de novo. Ando deprimido e sem vontade de sair ou de estar com as pessoas. Passei o fim de semana a dormir ou a ler, quer papel, quer no monitor. Ou a dormir, agora que desde 2ª feira veio uma onda de frio. tendo já chovido hoje.
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Cada vez se utilizam mais palavras em inglês por causa da informática. Muitos programas têm nomes ridículos mas em português parecem sonantes:
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software=programas de informática
mouse=rato
link=hiper-ligação
drive=compartimento
windows=janelas
access=acesso
works=palavras
paint shop = loja de pintura
paint brush= pincel de pintura
file=ficheiro
note pad = bloco de notas ou de apontamentos
browser=navegador
firewall = Barreira/muro de fogo
spam = lixo electrónico
e-mail = correio electrónico
firefox = raposa de fogo
etc
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Ao jantar era para cozinhar entrecosto de porco estufado com massa, ervilhas e pimentos, mas como já tinha costeletas descongeladas estas substituíram aquelas no domingo, frotas e com ovos estrelados. Como não me apetecia cozinhar, na 2ª à noite trouxe do pronto-a-comer empadão de carne e carne de porco à portuguesa.
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De noite noite arrefece muito e tenho de na cama substituir a colcha por um edredão. Hoje o dia esteve frio e tempo de chuva, cinzento. As gaivotas esvoaçam para lá da janela. Há um ditado/provérbio português que diz "Gaivotas em terra, tempestade no mar».
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Também ontem passei pela livraria Culsete, para comprar o livro do Medeiros, que o autografou, e nos intervalos cavaqueámos, ficando a saber onde ainda existem ninhos de andorinhas em Setúbal, donde praticamente desapareceram desde há anos com o seu chilrear na Primavera. O Medeiros é uma figura típica, sempre com o chapéu que nunca tira e o cachecol ao pescoço.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um pouco de mim - Victor Nogueira


01 - Nome?  

Victor Manuel Nogueira de Aragão Avis e Calatrava  :-)

02 - Quantidade de velas no teu último aniversário?
63

03 - Tatuagens?
nenhumas

04 - Piercings?
nenhuns

05 - Já foi à África?
Vivi em Angola 16 anos mais 8 nas férias de verão. E duas férias grandes (de Verão em Portugal, pk nas colónias portuguesas a sul do Equador Julho a Setembro correspondiam ao "cacimbo", pino da estação fria) em Pointe Noire (na altura África Equatorial Francesa)

06 - Já ficou bêbado?
Várias vezes mas passou-me definitivamente a bebedeira das bebedeiras

07- Já chorou por alguém?
Sim, de alegria, de  tristeza e de raiva. E de imensa alegria, quando ouvi na rádio a proclamação da independência do meu País – Angola !

08 - Já esteve envolvido em algum acidente de carro?
Vários, mas só um grave, ao entrar  numa auto-estrada, a do Estoril, com pedaços do meu carro e dos da frente a voarem, pois a minha velocidade e o pouco espaço de manobra só permitiram que o embate fosse lateral e apenas com prejuízos materiais. Durante meses forcei-me a continuar a conduzir pois via sempre pedaços de chapa a irem pelos ares.

09 - Peixe ou carne?
Peixe, carne, verduras, fruta ...

10 - Música preferida?

Depende do estado de espírito, desde que não seja da pesada como era a da banda de garagem do Rui Pedro

11- Champanhe?
Nunca bebi do verdadeiro. Gostava de uísque e rum, mas já não gosto!

12 - Metade cheio ou Metade vazio?
Depende do que for, mas como filosofia de vida .... metade cheio se mais não puder ser :-)

13 - Lençóis de cama lisos ou estampados?
Estampados mas discretos

14 - Filme preferido
Um dicionário deles

15 - Flores?
Todas as que tenham bom cheiro, incluindo as pequenas campestres. Se tiver de escolher alguma – papoilas e gira-sóis

16 - Coca-Cola simples ou com gelo?
Com gelo. Mas só Coca-Cola. As outras Colas não se entranham, estranham-se apenas pelo mau gosto :-)

17 - Quem dos teus amigos vive mais longe?
Judite, na Hungria

18 - Quem você acha que vai responder a esse e-mail mais rápido?
Ninguém, pois não tenciono re-enviá-lo

19- Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender?
O fixo ao 5º toque passa para o voice-mail e o télélé é quase secreto e atendo logo se estiver ao alcance da mão e do ouvido, excepto  se for a conduzir

20 - Qual a figura do tapete do seu rato?
Um calendário da CDU das eleições autárquicas de ... 2002. É resistente e continua com bom aspecto :-)

21 - Pior sentimento do mundo?
 Depende da situação e do contexto. Em termos genéricos, o espírito mesquinho e tacanho, a cobardia, a sabujice, a mentira, a subserviência.

22 - Melhor sentimento do mundo?
A Paz na Humanidade, Amoramizade, Solidariedade, Felicidade, Inteligência, Sensibilidade, Franqueza

23 - Ultima coisa que faz antes de dormir?
Apago a luz do candeeiro

24- Qual o primeiro pensamento ao acordar?
Depende. Dava um romance descrevê-los :-)

25- Qual o último pensamento antes de dormir?
idem, aspas

26 - Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?
Sou o que sou e o que de mim a vida, as circunstâncias, e outrem foram moldando, a meu gosto ou contra-gosto

27 - O que você nunca tira?
Nada tenho de externo ao meu corpo que não tire

28 - O que você tem debaixo da cama?
Os sapatos, as sandálias, os chinelos ou pantufas e por vezes poeira :-)
[E claro e sempre - o soalho]

29 - Qual a pessoa que talvez não te responda?
Ninguém vai responder porque só a quem me envia respondo e não re-passo!

30 - Aquele que com certeza vai te responder?
Prejudicada pela resposta anterior

31 - Quem gostarias que te respondesse?
Se repassasse, a meia dúzia do costume  da galeria de 88 retratos no hi5 [2011 - e as poucas pessoas que me correspondem no Facebook, algumas já vindas do mIRC e do hi5]

32 - Qual é o livro que estás a ler?
Vários simultaneamente. Mas assim de momento «Capitão de Abril,  Capitão de Novembro», de Sousa e Castro, «Camaradas de Guerra», de Sven Hassel, «Hitler, Ascensão Irresistível», de Kurt Gossweiler  e «A Viagem do Elefante», de José Saramago, para além da poesia que me enviam e publico no meu blog D'Ali e D'Aqui e a que vou descobrindo nas minhas deambulações pela Internet. Para além das news-letters e da imprensa on line, diariamente

33 - Uma saudade?
Luanda, que já não é ! E também os meus familiares e amigos, que já morreram ou se dispersaram porque em muitas terras vivi intensamente ! Mas se tivesse que mencionar alguém, dos que morreram,em 1º lugar,  a Celeste, mãe do Rui e da Susana e o meu irmão caçula Zé Luís, e depois os meus avós António Barroso e Zé Luís ,a minha tia-avó Esperança e os meus tios José João e José Barroso, a minha cunhada Teresinha [Gato], a minha colega Isabel Pimentel [que morreu aos 20 anos porque o para-quedas não se abriu]. E muitas pessoas que conheci na Internet e  «desapareceram» como a Manariana, a Gabi e o Suave Perfume do Lis, a minha amiga Fátima da Madeira, ou a minha colega de Económicas de quem perdi o rasto depois de se reformar, a Emília. [E também gostaria de reencontrar o Jorge Zamith e o José Carlos Abranches de Figueiredo e a Maria José Morgado e a Rita, estas minhas colegas em Évora, bem como a Bia de Safara e a Florinda] E sempre, a minha mana e doce Clarisse !

34 - Uma característica tua:
Não pregar rasteiras e assumir a responsabilidade do que faço e de quem me está subordinado, mas se um inimigo meu tropeçar ao cimo da escada nada faço para detê-lo. Se for um(a) amigo/a, deito-lhe a mão  para tentar evitar que caia. Sentido do humor e da ironia fina (dizem-me)  e uma grande capacidade de rir-me de mim mesmo e dar quase sempre  por cima) a volta às situações.

35 - Decepções que tiveste na vida...
Muitas. A maior - Joana Princesa, que me inspirou muitos e belos poemas e deixou um vazio dentro de mim.

36 - Lugares em que morei.
Por mais de de cinco anos: Luanda (antiga S. Paulo da Assunção de Luanda - Angola), Évora, Lisboa, Setúbal,  Porto, UCP Soldado Luís (Monte da Arouca – Vale de Guiso),  Paço de Arcos,
De um a três anos: Uíge (antiga Carmona - Angola), Amareleja, Santo Amador (Moura),  Barreiro, Alcácer do Sal, Salvada (Beja), Caldas da Rainha, Mindelo (Vila do Conde), Vila do Conde, Póvoa de Varzim,
De uma a várias semanas: Huambo (antiga Nova Lisboa - Angola), Caála (antiga Vila Robert Williams - Angola), Pointe Noire (antiga África Equatorial Francesa), Beringel (Beja),  Santiago do Cacém,  Viana do Castelo, Tavira, Lagos, Aljezur, Vila Nova de Mil Fontes, Portimão, Beja, Covilhã. Lamego, Mirandela, Braga, Leiria, Coimbra, Cascais, Pateira de Fermentelos (Águeda), Goios (Barcelos), Canha (Vendas Novas), Santarém, Cartaxo,  Funchal (Ilha da Madeira), Óbidos

37 - Programas de TV que assistias quando criança [e adolescente]
Não havia televisão em Luanda. Mas  era frequentador assíduo de cinema, incluindo o Cine Clube de Luanda, e de todas as raras temporadas de ópera.

38- Programas que assisto hoje:
Reportagens, Entrevistas e Documentários

39 - Lugares em que estive e gostava de voltar
Todos, em especial a Beira Baixa, Coimbra, Castelo Novo, Silves, Sines, Mértola e Tavira.  E sempre - Lisboa [Setúbal para mim já "morreu"]

40 - Formas diferentes que me chamam
Victor, Victor Nogueira, Dr. Victor, Dr. Victor Nogueira, Dr. Nogueira, Camarada Victor, Camarada Victor Nogueira, Camarada, Companheiro, Vizinho  (Setúbal), Amigo (Alentejo), senhor Victor, Vitinho, Vitinha, Vic, Vi, Pai e quando menino – Vitó. [2011 - E para o meu  neto Francisco, com dois anos, sou o  Tó] E como Victor é difícil de pronunciar, Vítaro pelas pessoas de poucas letras. E pelos empregados em Luanda: menino Vitó.


41 - Pessoas que me mandam mails quase todos os dias
Moranguinho Pereira e Flor do Oásis

42 - Comidas Favoritas
Várias e depende da disposição

43 - Lugar em que desejaria estar agora
Num lugar onde pudesse ser feliz


44 - Espero que este ano eu possa..
Que todos nós consigamos dar a volta ao mundo tenebroso, sombrio e desumano em que a esmagadora maioria da Humanidade vegeta

45- Mande um recado para quem te enviou:
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a) Gosto de ti e gostaria que nos encontrássemos para nos conhecermos.
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b) Gosto de ti,  porque és a única pessoa que me telefona para saber de mim, para além dos meus filhos, da minha tia Lili e da Madalena. :-)
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c) Gosto de ti, da poesia que escreves e dos poemas de outrem que partilhas e continuo à espera do cafezinho :-)
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domingo, 13 de dezembro de 2009

Pensamentos em dia 13




Margarida diz:
Status was changed to Os nossos desejos são como crianças pequenas:quanto mais lhes cedemos, mais exigentes se tornam.
13/Dez 13:11
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Victor diz:
É tão pouco o que desejo para mim e para os outros, cada vez mais longínquo o horizonte.
Bjo
deste Kant_O :-)
13/Dez 18:19
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vitor diz:
O tópico foi alterado para É melhor ser ignorante de alguma coisa do que aprendê-la mal.
13/Dez 12:37
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13/Dez 12:45
Victor diz:
É através dos erros que se aprende ou não!
Abraço
Victor Nogueira
13/Dez 18:27
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Paula Moranguinho diz:
O tópico foi alterado para uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma
10/Dez 15:58
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Victor diz:
Uma mão cheia de amizade e outra de poesia, com os beijos deste Kant_O :-)
13/Dez 18:27
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Odete diz:
O tópico foi alterado para Colherás o conteúdo dos teus pensamentos.A tua vida é a melhor comprovação desta verdade.....
13/Dez 0:58
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Victor diz:
Olhe que não, olhe que não, menina Odete :-)
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sábado, 12 de dezembro de 2009

Sorrisos natalícios !

Margarida diz:
Status was changed to Se alguém está tão cansado que não te possa dar um sorriso, deixa-lhe o teu
12/Dez 13:13
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Victor diz:
Apesar do meu enorme e pessoano cansaço, aqui fica um :-)))))))))))))))))))
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KRISTINA diz:
O tópico foi alterado para Prendinhas... pras meninas e pros meninos...Estou cansadita... mas vale a pena!
12/Dez 21:01
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Victor diz:
Cadê a minha prenda, oh (des)almada?
Bjo
Victor
12/Dez 23:47

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O Partido !

http://2.bp.blogspot.com/_oVUVY5i0Ubg/RzJGF-JujlI/AAAAAAAAASA/8qK4bwwwJDk/s320/fernando+abu+ghraib+botero2.jpg
 .
Quadro de Botero -
http://2.bp.blogspot.com/_oVUVY5i0Ubg/RzJGF-JujlI/AAAAAAAAASA/8qK4bwwwJDk/s320/fernando+abu+ghraib+botero2.jpg
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 Quadro de Botero - Fernando Abu Ghraib
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O tópico foi alterado para Para uma vida MELHOR....É com o PCP que podem contar!!!
9/Dez 11:48
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Victor diz:
Pois ... mas a consciência individual e colectiva da força está formatada para a divisão e alienação. O «Partido» é uma abstracção, a realidade são os seus militantes, com as virtudes e defeitos do lugar e tempo em que estão, e as pessoas que nos rodeiam!
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Até sempre, camarada!
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Victor Manuel :-)
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Perplexidade ... Kant_Oiana



irene dias
... pai natal não te esqueças de mim ....nem te esqueças de quem precisa....
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E porque não existe ... Mãe Natal, pergunta-se deste Kant_O (des)almado ?
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A tarde aqui esteve bonita e com sol ...




* Victor Nogueira

A tarde aqui esteve bonita e com sol, mas não saí. Estive a ler e às voltas com os blogs e o hi5. Deixei o Sven Hassel e agora leio um romance do Luís Sepúlveda, chileno. Também gosto dele e é dum estilo diferente, embora fale de coisas sérias com humor  e uma certa leveza, do que me parece der uma característica dos escritores da América do Sul. Ontem fui com, a Susana e o Francisco a um centro comercial em Almada, mas não encontrei o dicionário que procurava. Eu tenho um mas na desarrumação em que estão os milhares de livros da minha biblioteca , após as obras que tive de fazer em casa e que me obrigaram a esvaziá-la e a viver num apartamento alugado durante 4 meses, com a minha mãe,   não o encontro. Comprei um ilustrado para crianças, com 300 vocábulos do dia a dia associados a uma gravura correspondente, e outro para turistas, em inglês e português, com palavras e frases associadas.


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Do Pepetela também comprei  um romance que procurava desde há muito – Maiombe.  Comprei mais outro romance dele e um livro de contos, bem como alguns CD’s e DVD’s e dois livros de banda desenhada.


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Detesto o Natal mas as compras estão quase todas feitas. As lojas estão quase vazias – mas não o Centro Comercial – um espaço fechado cheio de lojas como de fosse um bairro – e os bancos oferecem facilidades de pagamento, para as pessoas gastarem e meterem-se depois em sarilhos. Cerca de 20 % da população esta desempregada e a prenda de natal continua a ser o encerramento de empresas e despedimento de trabalhadores, muitos deles com salários em atraso para receberem. Mas os bancos apresentam lucros crescentes em cada ano que passa. O maior banco privado português – BCP – apresentado como modelo de gestão privada, nada vale, descobriu-se agora, pois oito entidades, duas delas accionistas do próprio banco, constituem 80 % do crédito concedido por ele. Entretanto o Estado continua a injectar dinheiro do único banco do Estado – a Caixa Geral de Depósitos – para evitar a falência do Banco Português de Negócios e vai  deixar ir à falência um outro – o Banco Popular Português, cujos depositantes e investidores ficam sem nada! Quanto aos administradores, esses safam-se com as contas em off-shores ou na Suíça. O Banco de Portugal, que deveria fiscalizar os bancos, fechou os olhos durante anos e o seu Presidente, o Dr. Victor Constâncio, com mordomias e bom salário, só sabe falar da crise e na necessidade de se conterem os salários, enquanto o «Patrão» da associação de bancos – um tal Ulrich – diz que os trabalhadores deveriam voluntariamente …. aceitar diminuir os já magros salários. O capitalismo é uma  forma de organização da sociedade completamente irracional. Já não é a produção de bens que alimenta os lucros, porque os consumidores não têm dinheiro que chegue para as necessidades básicas, como todo o lucro provém de jogadas fictícias com empresas fictícias e cotações na bolsa de valores sem qualquer sustentáculo real. Agora já  se fala em países da União Europeia abrirem ,… falência! Quando estudei economia era impensável que um país abrisse falência … como se fosse uma empresa. Com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa os pequenos países vão ser completamente esmagados pela Alemanha, pela França pela Itália e pela Grã-Bretanha e o que dá lucro são as indústrias de armamento e farmacêutica, bem como o tráfico de droga e de seres humanos (ou sub-humanos, como Hitler considerava os eslavos, os ciganos, os latinos e os judeus!) Aos quais se devem acrescentar os orientais, os ameríndios e os negros!


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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Boa tarde ...



* Victor Nogueira
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Boa tarde, aqui, é uma maneira de dizer, pois o dia está triste, cinzento e chuvoso. O aquecedor a óleo no corredor já está ligado, o que quer dizer que de manhã a  minha mãe deve tê-lo ligado, mas agora ainda está a dormir de novo. Tenho de desligar o aquecedor sempre antes de deitar-me, pois insiste sempre em recomendar-me que o desligue, por causa dos incêndios, apesar de eu dizer-lhe que não há perigo pois agora todas as tomadas de electricidade estão ligadas à terra e o quadro da electricidade dispara automaticamente em caso de curto circuito cortando a energia! Parecem as recomendações das tias ao Henrique da Morgadinha dos Canaviais, do idílico Júlio Dinis, para  aquele apagar a vela da mesa de cabeceira por causa dos incêndios, não deixando o rapaz adormecer com a leitura de um livro !
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Tenho de ir às compras mas com esta chuva não tenho vontade de sair nem de andar em supermercados, tanto mais quanto o banco do condutor do meu Ford deve estar encharcado pois a porta do meu  lado tem um afastamento de cerca de dois dedos, ou porque tentaram roubá-lo ou por represália da miudagem.
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(...)
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Acabei por fazer algum do avio no mini-mercado dos paquistaneses e de passar pela tabacaria para trazer os jornais e livros encomendados. Tenho mas é que começar a arrumar os livros, a pouco e pouco, já que não posso contar com ajudas externas gratuitas.
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Continuo às voltas com a leitura dos romances de  Sven Hassel. Por vezes aborrecem-me aquelas tricas entre o legionário, Portas e Heide, para além doutros personagens secundários, que ora aparecem, ora desaparecem, não estando para me dar ao trabalho de ver de há uma sequência cronológica nos romances, ou se estes servem apenas para «ilustrar» a irracionalidade, a crueldade, a brutalidade e a desumanidade da guerra, dos soldados e do nazismo, entremeados com capítulos inverosímeis, pretensamente jocosos ou metidos a granel para temperar.
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Entretanto passou o sábado e hoje domingo não me apeteceu sair, pois o tempo está triste, cinzento e pluvioso. O arquitecto paisagista e meu ex-colega no Urbanismo que escolheu as árvores não só não plantou  ou aproveitou alguns exemplares que havia por aqui quando era uma quinta descampada com uma nora que derrubaram: sobreiros e oliveira. As árvores plantadas são na maioria de folha caduca, mas só uma está coberta daquele encantador amarelo outonal. As outras passaram quase rapidamente da frondosa copa verde para esguios   ramos compridos levantados para o firmamento.
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Já é segunda feira de madrugada e a descrição do que me rodeia é praticamente e a mesma, salvo terem desaparecido os jornais que se amontoavam aqui à esquerda na secretária e numa das cadeiras da cozinha.
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E «prontus», está feita mais uma jornada ao (es)correr da pena e do olhar.
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sábado, 5 de dezembro de 2009

O dia continua triste e cinzento




* Victor Nogueira
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Levantei-me às 17 horas e o dia continuava  triste e cinzento. Cozinhei raviolli (massa com carte), que comprara já embalados, mas a nada sabiam e a carne era em doses microscópicas. O brilho do asfalto na avenida indicava que chovera, A escuridão veio de repente, quase sem crepúsculo, como nos trópicos e em Luanda. Estou cada vez mãos deprimido e não posso nem devo tomar comprimidos para dormir e  que possivelmente aumentam a depressão. Escrevo isto, mas que interessa escrever, que interesso eu aos outros? Eu escrevo todos os dias, cada dia procuro maneira de estar contigo  que me lês, mas, como já  escrevi, nada ou pouco de pessoal vem na volta do «correio», electrónico ou não!  Não  escrevo  à mão porque não tenho uma letra legível Já nada é como antigamente, quando se escrevia à mão e se punha a  carta no marco do  correio, repito, como antigamente se fazia. Escrever é uma maneira de estar com outrem, de saber de outrem e do que nos rodeia.  Encolho os ombros e olho pela janela: no vidro duplo reflectem-se estantes cheias de livros, numa casa cheia de estantes cheias de livros. Seria talvez mais  feliz se não fosse inteligente, lúcido e culto ! Para lá da vidraça o negrume da noite, que transforma a vidraça brilhante num simulacro de espelho, que não capta a minha imagem a dedilhar nas teclas do computador. Mais nenhum som para além do zumbido nos ouvidos e do barulho dum ou doutro automóvel ou bicicleta motorizada lá em baixo na avenida. Há muitos anos que deixei de ouvir musica, de ver filmes, de viajar, de conversar, de acreditar no altruísmo e na generosidade ou solidariedade  nas outras pessoas! Eu não pertenço a esta sociedade, estes não são os meus valores de vida e já estou velho demais para ser outro: egoísta, desonesto, trapaceiro, «cego» e tratando apenas da minha vidinha!
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Esta não é a minha terra e Angola também já não  é. Estou na terra de ninguém! 
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Tenho uma letra difícil de ler. às vezes nem eu sabia o  que escrevera nas reuniões e a minha secretária é que sabia decifrar :-).
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E os meus «vereadores» recusavam-se a ler informações minhas escritas à mão, que as ditasse à minha secretária  Muita gente se queixa da minha letra ser difícil de ler, apesar de bonita, dizem algumas pessoas.
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Agora por causa do acidente escrevo mais legível. Mas naquele tempo só havia máquinas de dactilografar - aliás, enquanto estudante, em economia e sociologia entregava todos os trabalhos escritos à máquina, que o meu pai me dera quando vim para a universidade no «Puto», uma Olivetti Letera 2000. Mas no Urbanismo, quando apareceram os computadores de mesa, toda a gente tinha medo daquilo. 
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Enquanto estudante o supra-sumo eram as réguas de cálculo usadas pelos engenheiros e as ruidosas máquinas de calcular Facit,  de que o meu pai, engenheiro civil,  também me presenteara, embora eu só viesse a utilizar esta última, verde da da cor da tropa, ao contrário das do Instituto, cinzentas claro. No  meu tempo de estudante os computadores eram umas máquinas enormes que conhecemos numa visita ao Instituto Nacional de Estatística, que debitavam cartões perfurados a uma velocidade então vertiginosa mas que hoje seriam a  passo de  lesma reumática e asmática, Só eu e um engenheiro civil usávamos o computador: ele para os cálculos de engenharia, eu para escrever as minhas informações de serviço. Naquele tempo não havia o Windows, era o MS DOS e uma pessoa tinha de encaixar aqueles comandos todos para o pc funcionar. Agora é tudo muito mais fácil. Aquele computador era um 286 que descobríramos abandonado e sem serventia a um canto, exemplar único que ninguém queria, e que  nos vimos à nora para arranjar programas compatíveis, numa altura em que eu já comprara um 386 e o último grito eram os 486 ! Mas na Câmara o último grito eram então e ainda as máquinas de escrever eléctricas Margarida, com uma pequena memória.
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Actualmente com o corrector ortográfico dum processador de texto é fácil corrigir e com o copy and paste  mudar facilmente o texto. Com as máquinas de escrever era mais difícil e se eu queria mudar ou corrigir uma página dum trabalho tinha de conseguir encaixar tudo na mesma folha ou redactilografar tudo. Agora difícil para mim é escrever para o jornal, pois o Carlos  dá-me tantos milhares de caracteres com espaços e  diz que o meu defeito é ter grande facilidade de escrita. Mas com mail para lá mail para cá ele conseguimos reduzir o texto respeitando o meu estilo de escrever, com o seu traquejo de jornalista profissional.
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Mudando de assunto, quando estudava inglês no Liceu a professora elogiava  as minhas traduções. Uma vez até me atrevi a traduzir um bocado dos Contos de Cantuária de Chaucer. Mas a poesia é difícil de traduzir. O Vasco da Graça Moura é muito elogiado pelas traduções que fez  dos Sonetos do Shakespeare e salvo erro de Petrarca, mas eu gosto mais duma tradução mais antiga, numa edição bilingue dos sonetos do Shakespeare, da Sá da Costa. No entanto  ele elogiou imenso a tradução do Rei Lear que o Álvaro Cunhal fez na prisão, apesar de incomunicável. Para além dessa tradução ainda fez os desenhos da prisão - dizem que teria sido um grande artista se não tivesse escolhido a política - para além de escrever um romance - Até amanhã, camarada  - e uma série de contos, entre os quais Cinco Dias, Cinco Noites. Este e o romance deram origem a filmes cujo roteiro ele acompanhou. Como contista não aprecio muito o Álvaro, preferindo os seus textos políticos e sociais.
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E como as palavras são como as cerejas, embora  por vezes o texto como agora fique mal cerzido, não gosto de ver filmes dobrados em português. Agora as telenovelas portuguesas têm muito êxito.  No tempo do fascismo, para além da censura, com proibição ou cortes nos filmes, estes eram legendados em português pois a maioria do povo era analfabeto. Mas ,mesmo hoje a maioria só consegue ler jornais desportivos daí o grande sucesso das telenovelas portuguesas, que têm enredos/argumentos e cenários incríveis. Os programas e as séries culturais passam apenas no 2º canal do Estado (RTP 2) ou nos canais por cabo (mas aí a maioria dos portugueses prefere os desportivos e os pornográficos, que são pacotes pagos à parte) Eu sou assinante da TVCabo mas não sei quantos canais apanha. Costumo ver apenas os de História e do National Geographic.
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No tempo do fascismo e nos primeiros anos a seguir ao 25 de Abril. quer na televisão do Estado quer nas salas de cinema era possível ver cinematografias diversificadas, tal como nos Cine-Clubes. Mas este praticamente desapareceram e  as poucas salas de cinema que resistiam, sobretudo em Lisboa, foram  sendo  encerradas, devido à presença avassaladora e pouco diversificada da cinematografia norte-americana, que tudo arrasa num rolo compressor. Resistem as salas de cinema adquiridas pelos municípios e a Cinemateca Nacional. O mesmo se passa com a música, onde os grupos que pretendiam «ressuscitar» ou «reinventar» a música popular portuguesa, na linha de Giacometti e Lopes Graça ou José Afonso, desapareceram praticamente a favor da música anglo-saxónica das bandas de garagem.
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Depois pelas mãos do PS/PSD abriram-se as privatizações, incluindo os canais  de televisão, que iriam subir a qualidade da programação televisiva. Uma Ova. Tirando a RTP 2 (canal residual do Estado) o que se verifica nos canais do Estado e privados de sinal aberto é um nivelamento pelo futebol, pelo jornalismo tablóide, pela imbecilização das telenovelas e do futebol, pratos forte no nível de audiências. Quanto à esmagadora maioria dos programas políticos contentam-se demo-craticamente com a prata fornecida pelo PS e PSD, com um raminho de CDS mais o Bloco de Esquerda quanto baste. Tal como no tempo do fascismo, o PCP não existe porque dele não se fala ou a ele se dá outro tempo de antena que não o eleitoral, porque as aparências assim o obrigam! Teatro, bailado, música  clássica e programas culturais que se vissem com apelo à inteligência como no tempo do fascismo ainda se viam, desapareceram. Basta lembrar êxitos que foram as «charlas» do escritor Vitorino Nemésio («Se bem me lembro»), os programas de poesia de João Vilaret, o programa de cinema mudo de António Lopes Ribeiro («Museu do Cinema») ou a pedrada do charco que foi o Zip Zip, de Fialho Gouveia ( locutor), Raúl Solnado (actor) e Carlos Cruz (apresentador de Televisão), os dois primeiros já falecidos e o último um excelente entrevistador que dava a ribalta não a  si próprio mas ao entrevistado.
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