Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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domingo, 14 de junho de 2026

O Mundo nos séculos XV e XVI (2026)


* Victor Nogueira / AI
 

Que doenças foram introduzidas pelos europeus nos incas, maias e astecas, a que estes não seriam imunes? E os amerídios no norte do México e no Canadá tiveram mais resistência a essas doenças?

As civilizações Maia, Asteca e Inca foram ditas por doenças trazidas pelos colonizadores europeus, contra as quais não possuíam imunidade natural. [1]

Estas foram as principais doenças:

  • Varíola: A mais devastadora, responsável por dizimar situações inteiras.
  • Sarampo e Gripe (Influenza): Altamente contagiosas e letais para os nativos.
  • Tifo, Peste Bubónica e Coqueluche: Outras infecções introduzidas nas Américas.
  • Salmonela: Investigadores superficialmente que estirpes desta bactéria europeia causaram uma epidemia letal conhecida localmente como "cocoliztli" . [1, 2, 3, 4]

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Centro Histórico de Évora, cartografado por António Couvinha (1991)

 


ntónio CouvinhaVictor Barroso Nogueira

16 de junho de 2012  · 

Mapa de Évora, por António Couvinha

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António Couvinha

Peço desculpa pela "invasão" Victor, mas aqui vai um mapa de Évora em perspectiva axonométrica que desenhei e pintei em 1991.

Abraço.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Faço muito gosto na tua partilha, António Couvinha Gosto deste mapa que figura num dos livros que referi. Tinha um outro, que com pena não encontro, duma representação medieval de évora, "capa" dum breve folheto turístico do tempo da outra senhora. Um dos livros do Túlio Espanca que tenho é de 1966 ou por aí, editado pelo Nazareth e meu guia em évoraburgomedieval. Devo ter feito alguns dos circuitos turísticos do Túlio com ele, embora só encontre nos meus escritos uma breve referência a uma visita a duas igrejas. Gostei dos teus desenhos de évora que vi pela primeira vez numa das ocasiões em que andei a passear pela tua página no InFaceLock. A propósito, apesar da ajuda do Google, continuo a não conseguir "visualizar"/recordar a Igreja de Santo Antão, a cuja sombra morámos de 1975 a 1981, ao topo da Serpa Pinto, vista a partir do Jardim Público

13 a

António Couvinha

Nesta imagem a Igreja de Stº Antão está ligeiramente à esquerda do centro da pintura em frente aquele pequeno circulo com água que é a fonte da Praça do Giraldo. à esquerda desce a Rua Serpa Pinto.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Sim, eu sei. Muitas vezes fiz o circuito do Jardim Público entrando junto ao chamado Palácio D. Manuel e, depois de atravessar a mata, saindo ao fim da Rua do Raimundo, donde nunca terei procurado "ver" a Igreja de Santo Antão. Talvez por isso a minha não-memória.

Mas já agora esclarece-me. No Google e agora no teu mapa, a W do mercado, está um edifício em forma de U de que me não recordo. É novo? Já existia? Em caso afirmativo, que era ali nos anos '60 e '70 ?

A Sul e foia das muralhas ficava um parque infantil (entrada paga) e um campo de mini-Golfe e, do outro lado da estrada, junto a Praça de Touros, um Café Parque, que surgirá nas minhas cartas a partir do último trimestre de 1973.

13 a

Victor Barroso Nogueira

É interessante o desafogo na zona da Sé / templo romano e o da Praça do Giraldo. Noutras cidades que tenho visitado o "Rossio" (no caso a Praça que veio ser a do Giraldo) e a zona da Sé só conseguiram o seu "falso desafogo" à custa do derrube de construções antigas, designadamente nas obras de "restauro" do Estado Novo. Uma força que os senhores de Braga (os Bispos), nunca conseguiram totalmente, apesar de ao longo dos séculos terem tentado "desafrontar" a sua Sé e Palácios.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Aliás numa das tuas fotos ilustras o "afrontamento" nas traseiras da Sé de Évora !

13 a

António Couvinha

É diferente ver a cidade de cima, foi o primeiro entre uns vinte e tal destes mapas que fiz e percebo a dificuldade.

Se estou a perceber bem, esse edifício em forma de U a W do mercado era um quartel do exercito, há muito reconvertido num polo da Universidade de Évora, Física, Matemática, Arquitectura.

O Parque infantil, onde havia o mini golf, é logo abaixo do edifício em U.

Um edifício desenhado aparentemente na vertical por baixo do mercado, no jardim é o Palácio D. Manuel.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Na altura o parque infantil ficava fora da muralha e junto ao baluarte que bordejava a Rua da República. Mas vendo o Google tudo me parece mais arborizado que no tempo em que aí vivi.

13 a

António Couvinha

É difícil ver neste desenho devido à fraca resolução, mas de facto o parque infantil fica fora da muralha baluarte mas com acesso através da mata do jardim por escadas passando por uma porta na muralha.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Sim, lembro-me disso. Quando estava farto da poluição do Arcada, no tempo ameno, ia ler para o Jardim Público, quer junto ao coreto (por vezes a banda tocava), na mata ou no Parque infantil, onde depois íamos muitas vezes com a nossa filha Susana Silva Nessa altura o Rui Pedro ainda não tinha nascido (foi nascer de propósito a Évora, embora seja de facto Setubalense e não alentejano, como penso que ele se considera. ) No ano em que ele nasceu deixámos definitivamente a casa onde morávamos ao cimo da Rua de Alconchel

13 a

António Couvinha

Caro amigo, se publicar alguns destes textos em livro e que tenho seguido na maior parte em silêncio ou outros e que me parecem memórias a nunca perder, estou disponível para ilustrações e capa de livro caso seja necessário e desejável.

Abraço.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Registo e não esquecerei, para além de agradecer, António Couvinha pela tua inquestionável mais-valia 🙂

13 a

sábado, 1 de setembro de 2018

Memórias do Algarce

há 2 anos




Nas vezes em que permaneci no Algarve e foram 4, quer no Verão, quer na Primavera e Outono", estive em várias praias, de Aljezur a Lagos e Portimão e fiquei seduzido pela Serra, de Silves a Alcoutim e pelo litoral de Faro e Tavira a Castro Marim. Se tivesse de escolher uma terra para viver, seria Silves ou Tavira.

há 2 anos

Nas vezes em que permaneci no Algarve e foram 4, quer no Verão, quer na Primavera e Outono, estive em várias praias, de Aljezur a Lagos e Portimão e fiquei seduzido pela Serra, de Silves a Alcoutim e pelo litoral de Faro e Tavira a Castro Marim. Se tivesse de escolher uma terra para viver, seria Silves ou Tavira.


Foto Victor Nogueira - m Tavira

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

As cheias de 1967 na Grande Lisboa




* Victor Nogueira

Em 1967, as Associações de Estudantes estiveram lá, dinamizando a cadeia de solidariedade e ajuda às vítimas, informando os estudantes e as populações, apesar da censura e da repressão da PIDE. Como director da Secção de Propaganda da AEISCEF integrei a "Comissão Local de Apoio às Vítimas das Cheias"

***

Sábado choveu bastante aqui em Lisboa; isso pouco me afectou se não considerar que cheguei a casa completamente encharcado: calças, sapatos, casaco, enfim, de manhã tomara banho de chuveiro, de tarde banho de chuva! De assinalar um relâmpago enorme que iluminou a noite, cerca das 19 horas, seguido dum enorme estrondo. Deduzo que foi o que caiu sobre o edifício da Rádio Renascença, Às 7 da manhã de domingo um estrondo enorme que me parece ter abalado a casa - soube depois que tinha explodido um paiol nos arredores de Lisboa (1). E pela leitura dos jornais  tomei consciência da extensão e gravidade do temporal: avultados prejuízos materiais e - segundo os jornais, dezenas e dezenas de mortos. Felizmente e porque Campo de Ourique não teve grandes prejuízos, nada sofri. O tempo serenou e arrefeceu. (NSF - 1967.11.27) (...)

(1) Tratava-se do Paiol do Carrascal, em Linda-a-Velha, onde estava guardado armamento destinado à guerra colonial (cf. https://www.publico.pt/2017/11/26/sociedade/noticia/fujam-fujam-todos-o-paiol-vai-rebentar-1793754?page=/&pos=9&b=feature_d)

As Associações de Estudantes de Lisboa [e a JUC - Juventude Universitária Católica] resolveram solidarizar-se com as populações sinistradas, prestando os estudantes o auxílio que puderem, [desobstrução de casas e caminhos, distribuição de alimentos e vestuário, vacinações, etc.] formando-se em cada Escola três subcomissões com actividades específicas: Mobilização, Donativos e Propaganda (JCF - 1967.11.28)











NewsPresss - Publicado a 16/06/2009


ODIVELAS SLIDESHOW - Publicado a 29/03/2015


Histórias de Vida - Publicado a 08/05/2016

Uma história da vida de Elisabete Aguardela, escrita e realizada pela Ana Santos.
Em Novembro de 1967, na noite de 25 para 26, Algés e a região de Lisboa em geral sofreram chuvas intensas. Os dados oficiais apontaram para 250 vítimas mortais, mas provavelmente o número foi ainda mais elevado. Fica aqui uma história.


Lisbon Floods Disaster (1967)
British Pathé - Publicado a 13/04/2014

http://cdn.impresa.pt/973/b8d/11558867


Alda Baptista Eu tinha 8 anos e lembro o terror que goram esses dias

Responder21 h


Manuela Mané Ajuda Nunes E a polícia, em vez de ajudar a remover gente e corpos e tarecos do meio da lama e dos escombros, andava a ver quem tirava fotos e a arrebanhar-nos as máquinas fotográficas ! Nunca se saberá, ao certo, quantas Pessoas morreram. E querem saber? a maior força da chuva bateu no Estoril, onde, como é óbvio, ninguém se magoou. Morreram os mais pobres, os que viviam em casebres encarrapitados nas encostas, mas o grande pulha do salazar não queria que se soubesse a cruel miséria em que vivia tanto Povo. Lembro-me bem, E nunca esquecerei.
COMENTÁRIOS EM 
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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Andarilhando pela Ilha da Madeira



* Victor Nogueira

Estive na Madeira duas vezes, a 1ª tinha três anos, em 1949, quando a minha mãe veio de Angola a Portugal. Viajávamos no paquete Mouzinho de Albuquerque e apenas me lembro do desembarque de bote ou lancha, pois ainda não havia cais acostável; recordo-me de ir com a mão na água. Nesse tempo ainda havia como meios de transporte os carros de cesto, puxados por tracção humana e as tipoias, sendo as ligações aéreas estabelecidas apenas por hidro-avião-

A 2ª vez foi de avião e fez-me impressão os solavancos ou sacolejar da aeronave ao aterrar, com os para quedas abertos e os cabos de aço da pista para travar a aterragem e evitar que no final da mesma se despenhasse no mar. Hoje já se percebe o linguajar dos madeirenses, apesar do sotaque característico, mas outrora era quase uma língua incompreensível; em Luanda em nossa casa esteve a trabalhar um operário e muito dificilmente conseguíamos entendê-lo.

E por deambulações, um fim de semana destes, no final de Abril, fui até à Madeira, à terra do "menino" Alberto João (Jardim), como lá é conhecido. Tirei algumas fotografias e comprei alguns postais; visitei a ilha quase toda, que em muitos sítios me fazia lembrar terras do continente: aqui as Serras do Gerês ou de Sintra, além a linha do Estoril, acolá a Serra da Arrábida ou os socalcos dos vinhedos do Rio Douro.

Mas não gostaria de viver numa ilha, especialmente numa ilha tão alcantilada e sem uma única praia, que só existem na Ilha de Porto Santo, onde não fui. Novidade novidade para mim foi ter estado no interior árido da cratera dum vulcão extinto - o Curral das Freiras - ou ver o mar lá em baixo, a 500 metros, na berma duma estreita e sinuosa estrada ou passar com relativa rapidez da beira‑mar ao cimo do monte, do calor ao frio relativo, serpenteando pelas estradas sinuosas onde nalguns sítios não cabem dois carros lado a lado. Mas o isolamento das várias povoações tem sido ultrapassado pela construção de túneis e viadutos, que encurtam as distâncias mas normalizam os usos e costumes. Vi poucas flores, salvo em Santana e nos jardins do Funchal. De resto a ilha é duma vegetação luxuriante nalgumas zonas e duma enorme aridez noutras.

Quanto às povoações, nada de especial têm quanto ao estilo dos edifícios, que na maioria dos casos se confundem com os de qualquer dormitório de vivendas sem qualidade nos arredores duma qualquer grande cidade do continente. Santana, para turista ver, conserva alguns exemplares das primitivas casas, de alçado triangular como no Norte da Europa, com telhado de colmo e paredes de madeira. Também no centro do Funchal as casas fazem lembrar as do Norte de Portugal, o que indicia que os primeiros povoadores (e os seguintes) teriam vindo lá de cima. À noite esta cidade também é bonita, com as luzes cintilando pela íngreme encosta acima.

Mas nem tudo são belezas; há miséria e gente a pedir em muitas terras do interior e no Funchal os meninos pobres que habitam o alto da encosta descem à cidade para a prostituição e o roubo; aliás aqui há tempos foi exibido nos cinemas e na televisão um filme, que não vi, sobre a vida destas crianças, salvo erro denominado Mário - See You Tomorrow, Mario (1993), de .Solveig Nordlund. (1)  (MMA -1994.06.15)


Por toda a Ilha os beirais das casas possuem imagens de barro vermelho, representando principalmente rostos humanos e pombas, possivelmente com uma função mágica.  Fui bem acolhido no Centro de Trabalho do PCP, que visitei. Contudo no Funchal e lá no cimo da íngreme encosta as ruas são estreitas e a miséria patente. Na Baía creio que transformado em Bar estava fundeado o iate que fora dos Beatles, que se afundou na sequência dum temporal em 2013. Num das noites jantámos numa povoação, salvo erro na Camacha, evento para turista assistir, com exibições de vários ranchos "folclóricos", alguns dos quais me impressionaram pois os dançarinos eram já muito idosos e deveriam precisar daquele ganha-pão.

Havia pensado alugar um carro para percorrer a Ilha mas, felizmente, esta intenção foi precedida duma viagem de autocarro ao Curral das Freiras por estradas estreitas e sinuosas, dum lado encosta íngreme, do outro precipício com o mar lá em baixo, os automóveis a terem de recuar para dar prioridade aos autocarros, até encontrarem uma reentrância. Assim desisti do meu propósito. Duma outra viagem também de autocarro para percorrer o Norte da Ilha lembro Santana e os pedintes de mão estendida aos veraneantes e a Cascata do Véu da Noiva, perto de Porto Moniz.

Os terrenos íngremes das montanhas são integralmente aproveitados para agricultura, praticada em socalcos escavados penosamente pelo homem como na região duriense; por vezes, as vinhas, nalguns locais batidos pelo vento, são protegidas por muros de canas secas.

A cidade do Funchal situa-se numa encosta íngreme, com ruas estreitas e sinuosas, por onde passam os autocarros a grande e a impressionante velocidade. Numa ilha tão pequena, existem várias companhias de autocarros, distinguindo‑se pelas cores e cada uma com a concessão duma parte do território. Os passeios de táxi ficam mais baratos, se quatro viajantes se juntarem para dividirem a despesa do seu aluguer. Gostei do Jardim Botânico, com vistas deslumbrantes e espécimes vegetais de todo o mundo. 

Gostaria de ir à Ilha de Porto Santo, mas não se proporcionou no escasso tempo disponível. Contudo, lá de cima, do avião, avistei as Ilhas Desertas, perdidas no meio do Oceano.(Memórias de Viagem, 1997 e 2017)


Não há fotos da altura pois estão entre os milhares que ainda não digitalizei.

(1) Mário, um miúdo de oito anos, vive de pedir esmolas no paraíso turístico da Madeira.
É ainda noite quando acorda. Ele sustenta a família, agora que o pai morreu e a mãe aguarda uma operação no hospital.
Quando for grande, quer ser pescador de baleias. "Mas já ninguém pesca baleias", diz o pescador Carlos, naquela madrugada em que lhe dá boleia até ao Funchal.
Porém, Mário sonha com elas. São grandes.
E grandes são, também, os turistas que, todos os dias, chegam à ilha.
Mário e os amigos dividem a cidade e os turistas entre si...
[Fonte: José de Matos-Cruz, O Cais do Olhar, p.270] -  in  in  http://www.cinept.ubi.pt/pt/filme/3773/At%C3%A9+Amanh%C3%A3,+M%C3%A1rio

sábado, 29 de outubro de 2016

onde fica o Mindelo ?




Fica a cerca de 3 km a sul de Vila do Conde, (41° 18' 52" N 8° 42' 56" O) a 20 km a Norte do Porto, a cerca de 9 km a Norte de Pedras Rubras e a 2 km da praia do Mindelo, na Ponta da Gafa, a partir da estação do metro de superfície. 

O Mindelo figura na História como sendo o local onde em  8 Julho de 1832 desembarcaram as tropas liberais de futuro D. Pedro IV que ficaram conhecidas como os Bravos do Mindelo e marcharam para o Porto onde sofreram o cerco das forças miguelistas de Julho de 1832 a Agosto de 1833.

O Mindelo de Cabo Verde, na ilha de São Vicente, teve origem no Mindelo de Vila do Conde. O nome da povoação na baía do Porto Grande, foi uma decisão do Governo da Metrópole, em 1838, em memória do desembarque do exército expedicionário de D. Pedro IV nas praias desde a Praia de Mindelo até à Praia dos Ladrões, em Arnosa de Pampelido, mais a sul. 

Mas Mindelo de Vila do Conde não é o nome de uma localidade mas sim da freguesia, constituída de vários ""lugares" que o crescimento urbano uniu, desde a EN 13 até à praia, na Ponta da Gafa.  




quinta-feira, 1 de setembro de 2016

as hordas invasoras do Algarve e do al-Ândalus


***
Nas vezes em que permaneci no Algarve e foram quatro, quer no Verão, quer na Primavera e Outono, estive em várias praias, de Aljezur a Lagos e Portimão e fiquei seduzido pela Serra, de Silves a Alcoutim e pelo litoral de Faro e Tavira a Castro Marim. Se tivesse de escolher uma terra para viver, seria Silves ou Tavira. Estive acampado em Lagos e Aljezur e em apartamentos em Portimão e Tavira.

COMENTÁRIO A UM TEXTO DE


fim de Agosto
abalaram os invasores
hordas que desceram por Portugal abaixo 
regressam saciadas
"fui pró algarve" hão-de anunciar no emprego a esquecer a quem não sabe que passaram as férias entre as sandes ao almoço e o jantar combinado em pormenor na praia onde o menu foi tema de conversa durante os quinze dias em que viveram acotovelados num T4 alugado por três famílias, pai mãe filhos noras e netos, e mais os namorados das filhas solteiras que vieram e "arranja-se sempre", dizem
hão-de contar a quem não sabe que estiveram na praia 
a única que conheceram e apenas aquele espaço em que enterravam a cada manhã quatro guarda-sóis e por baixo a tranquitana dos netos e os sacos ajoujados de comida e toalhas e o diabo a quatro
dirão que estiveram no Algarve a quem não sabe que as noites passaram-nas a descer e a subir a mesma rua atafulhada de suores e perfumes desapropriados de gente parecida
eles nus da cintura para cima e elas enroladas em inestéticas saias marroquinas 
(e a falarem alto
na praia e em casa e na rua
a falarem sempre muito alto e ainda assim sem se ouvirem)