Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

.

Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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terça-feira, 26 de maio de 2026

Em torno da cadeia de Sintra (2015)

 


* Victor Nogueira

26 de maio de 2015

Foto victor nogueira - Sintra - São 3 as janelas gradeadas com vista soalheira e verdejante, num amplo salão, que me dizem ter sido a cadeia de Sintra, talvez em tempos medievos, atendendo a um arco ogival cuja vetustez não garanto, perto das Escadinhas de Lord Byron (o poeta romântico), e do hotel Lawrence (fundado em 1764) - não o das Arábias e dos "Sete Pilares da Sabedoria", livro cuja leitura vivamente aconselho, onde o deserto surge cheio de vida e diversidade paisagística, nada tendo a ver com o do célebre filme de David Lean interpretado por Peter O´Toole.  

Hoje o que teria sido a cadeia é um local coberto e mal amanhado para estacionamento não de cavalgaduras mas sim de automóveis, através dum estreito acesso, em ruas sinuosas e de calçada irregular, polida pelos passeantes. Se cadeia  foi e se as vistas de então fossem semelhantes às de hoje, não teria o ar soturno e sombrio de outras enxovias, como as do Limoeiro, em Lisboa, ou daquela no Porto em que estiveram  presos Camilo Castelo Branco e Ana Plácido, estes cada um para sua banda porque  para escãndalo já chegavam os seus adúlteros amores e as tragédias do "Amor de Perdição".

Há muitas décadas que não ia a Sintra de comboio e a estação cheia de barreiras para controle de  blhetes dos passageiros já não é o que era. Mas adelante. 

Pela vila e na encosta do Castelo dos Mouros acima  -  que me faz lembrar Coimbra em torno da Sé Velha e da Calçada do Quebra-Costas - pelas estreitas ruas ou pelo amplo largo do Palácio da Vila, acotovelam-se turistas, incluindo brasileiros com seu falar cantante. Num banco um jovem alegre e risonho, colorido nas suas vestes e pele como se fosse uma estátua de bronze, toca viola e amealha uns cobres deixando-se fotografar junto às turistas.

Entramos na Igreja de S. Martinho, templo medieval completamente derrubado pelo terramoto de 1755 e muito descaracterizado. Insólito: pelos bancos algumas pessoas sentadas e duas delas  embrenhadas em ver talvez vídeos em tablets ou smartphones.  Uma placa publicita um Museu de Arte Sacra que não vislumbramos nem nos afadigamos a procurá-lo.

Voltando à "prisão" cuja janela ilustra este post, lembro-me do casarão duma amiga numa vila alentejana (Sousel), remontando aos tempos do senhor D. Manuel I, embora as janelas deste não tivessem grades mas sim uns banquinhos de pedra de cada lado, adossados à parede,  para as damas outrora apreciarem o movimento da ruas, talvez bordando e cavaqueando entre si, resguardadas embora e possivelmente por detrás das janelas com adufas, como  aquelas que ainda existem no Algarve, sobretudo em Tavira, e que foram preservadas nos balcões duma das ruas do centro histórico de Braga.

E se pachorra houver para ler, aqui se fala duma outra cadeia, a de Arraiolos, nos idos de 1973.  - 

Na cadeia e no tribunal de Arraiolos

Esta foto pertence à antiga cadeia de Sintra, perto das Escadinhas de Lord Byron (o poeta romântico), e do hotel Lawrence?

«Sim, precisamente. Esta foto mostra uma das janelas com fortes grades de ferro da ruína da antiga Cadeia Comarcã de Sintra (também historicamente referida como Cadeia Velha).

O edifício em ruínas situa-se precisamente na encosta arborizada junto ao centro histórico, muito próximo das Escadinhas de Lord Byron e a escassos metros do mítico Lawrence's Hotel (o hotel mais antigo da Península Ibérica, onde o poeta britânico e também Eça de Queirós se hospedaram).

As grades de ferro nas janelas rasgadas na pedra, rodeadas pela densa vegetação da Serra de Sintra, são uma marca muito caraterística desse local, evocando o passado prisional daquela estrutura em pleno coração da paisagem romântica.» (Google Gemini 2028 05 26)

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Maio, 28, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

álbum: Teorias sobre a Evolução Humana.

28 de maio de 2011  ·

 Victor Barroso Nogueira

Tive um colega que dizia que devíamos ter as doenças todas enquanto jovens e gozar duma saúde de ferro na velhice, para poder então gozar a vida !

Pois, Yuna, mas Woody é um efabulador e aos efabuladores toda a magia dos gestos, dos dedos, do olhar , dos lábios e das palavras é permitida

... o pior é se,levados nas asas da imaginação, no final não encontram senão pó cinzento e plúmbeo 13 a       




28 de maio de 2013

De Setúbal a Santarém

Este foi um percurso feito inúmeras vezes, durante alguns anos, quando a sede nacional do STAL ([1]) era em Santarém. Conforme as boleias, umas vezes o percurso era por Lisboa, Alverca (onde visitei o Museu do Ar), Vila Franca de Xira, Azambuja e Cartaxo (terra de vinho, onde duma feita fotografei uma fábrica de tijolos de traça original), via AE nº 1 e EN nº 1, outras via Porto Alto, por Pinhal Novo, Atalaia, Passil, Ponte das Enguias, Samora Correia, Benavente, Salvaterra de Magos, Muge, Benfica do Ribatejo e Almeirim. Este último percurso era muitas vezes tornado moroso devido à circulação de tractores agrícolas que no atrelado transportavam carregos de vermelhos tomates, por vezes transbordando para a estreita rodovia que durante infindáveis quilómetros não permite ultrapassagens. No entanto a paisagem, sobretudo a partir de Azambuja, é verdejante e vêm-se muitos vinhedos.

CONTINUA EM    de setúbal a santarém

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Fernanda Manangao

Obrigada amigo e camarada Victor mais uma lição de cultura e turismo, um abraço do tamanho do Mundo

12 a

Cremilde De La Rosa

Obrigada! Segui o percurso todinho! Fiz muitas vezes o mesmo! O meu marido é de Santarém e íamos a casa de um tio,no Cartaxo, beber um branco-caseiro.

12 a

Belaminda Silva

Obrigada camarada. Gostei!!! Desejo que tenhas uma boa noite e um bom despertar. Beijinho ❤ ❤

12 a

Maria Lisete Almeida

Bem haja Amigo pela partilha! Como é bom fazer estes percursos viajando com as palavras. Parabéns! Abraço!

12 a

Graça Maria Teixeira Pinto

A ler com calma...

12 a

Margarida Ourives

Lindo. Obrigado pela partilha

12 a

Judite Faquinha

Victor...gostei deste percurso, com muita saudade... pois conheci toda estes lugares com o meu pai, que era corticeiro!!! E também iamos lá passear...onde faziamos compras na beira da estrada. No ultimo ano que fiz essa volta foi em 1995!!! Por isso eu penso que deve de estar diferente, são lugares lindos e verdejantes que eu adorei...as foto estão espetaculares!!! bjs.

12 a                 


28 de maio de 2014  
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Público

Foto Victor Nogueira - Flores campesinas

no amarelo
singelo
a
flor rima
com ardor e rema
com amor
que trama
e
ateia
a teia
com o andor
ou estupor
de calmaria
ardente sarça
a raça
na barca
embarca
ou
embaraça
com abraços
em baraços aos molhos
laços
nos teus olhos
lassos
abrolhos
abr'olhos
setúbal 2014.05.28
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Judite Faquinha
Victor adorei este poema, e alem do mais eu só gosto do amarelo em flores são lindas e do campo obrigada camarada amigo. Beijokinhas ❤ 11 a Maria João De Sousa Gosto da forma como "brincaste com os fonemas", Victor Nogueira! Obrigada! 11 a Graça Maria Teixeira Pinto Gosto deste poema.Parece que o poeta se deixa enredar nas teias do amor e de repente, pára indeciso...🙂 11 a Isabel Dias Alçada Adorei, adoro flores do do campo, só por isto hoje tem direito a beijos a dobrar 😘 11 a Arminda Griff 🙂 ❤ Agri-doce! 11 a Editado Fatima Mourão lindo ❤ 11 a Olívia Marques Abrir os olhos e rodar sobre os calcanhares. 360.º de olhares! bj. 11 a Elsa Cardoso Vicente Singelas mas lindas, como todas as flores silvestres 11 a Luisa Neves A beleza da simplicidade! Abraço. 🙂 😉 11 a Milu Vizinho Adorei Beijos...❤ 11 a Ana Maria Madail Lindo!! Adorei amigo..Bjs. 11 a Clara Roque Esteves Uma singular forma de expressão poética, feliz no tema, no ritmo e na imagem. Gostei porque gosto ( em regra) daquilo que escreves. Nos conteúdos, na forma e na apresentação gráfica que usas escolher. Obrigada pela partilha, Vítor Nogueira. E as minhas… Ver mais 11 a Editado Alice Coelho bj 11 a Nascimento Maria Lindas flores do campo 11 a Maria Rodrigues ❤ ❤ ❤ 10 a Maria Lisete Almeida Flores simples, singelas ... as mais lindas ... Gostei. Abraço. 10 a Maria Rodrigues (Y) 10 a Milu Vizinho Gosto muito. Obrigado camarada Victor Nogueira pela partilha...❤ ❤ ❤ 10 a

28 de maio de 2014  ·   · 

foto de família (micf ?) - porto, 1971, em casa do meu avô Luís com a camisola feita pela minha tia luísa

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  Clara Roque Esteves

MECINHO, estás com ar de gozo ou a leitura era chata?

11 a

Victor Barroso Nogueira

Não era chata a leitura. à 1ª vista estaria a ler o Expresso, Clara Roque Esteves, mas assim de momento não sei se em 1971 já teria sido fundado. Fui leitor do Expresso desde o 1º nº, mas aí por finais dos annos 70 fartei-me dele e raramente o voltei a comprar ou a ler a não ser on-line LOL

11 a                           



Iznogoud


Asterix e Obelix

28 de maio de 2014  · 

IZNOGOUD ou Cenas da pantomina "QUERO SER CALIFA NO LUGAR DO CALIFAZINHO"  em que se mudam as mosquinhas por moscardos para que tudo continue na mesma. Qualquer semelhança com a realidade será pura coincidência ? 

E que faz o "mexilhão" ? Ah! --- o mexilhão, pois então !

28 de maio de 2014  · 

o programa da pantomina segue dentro de momentos, depois do intervalo, com ou sem outros actores, todos da companhia PS(d)CDS, um elenco com estrelas, de estalo !


 28 de maio de 2014  · 

segundo o inimigo público noticia

«Apoiantes de sempre de Seguro que passaram a ser apoiantes de sempre de Costa ainda não conseguiram tirar as tatuagens que dizem ‘Sócrates sempre’

Paulo Portas à espera de saber se vai para o Governo com Passos Coelho, António José Seguro ou António Costa.

Cavaco, Passos e Portas disponibilizam máquina de propaganda da maioria para garantir que Seguro continua à frente do PS»

FONTE -  http://inimigo.publico.pt/Toon/Index/1607074

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 Victor Barroso Nogueira

menina Isabel  Políticos somos todos nós, mesmo os que dizem não quererem saber da política e os políticos não são todos iguais nem do mesmo calibre 😛

11 a

Gusto Beira

Os comunistas são puros,ou então não são comunistas,Boa tarde que aqui ainda é dia.

11 a

Victor Barroso Nogueira

Gusto Beira na vida não há "puros"; as revoluções fazem-se com os homens e mulheres com as virtudese defeitos do tempo e lugar em que estão. Em vez de "purezas" prefiro falar em lealdade e fidelidade aos ideiais da igualdade, da fraternidade, da liberdade, da justiça social, da solidariedade e da democracia a todos os níveis.

11 a                      

28 de maio de 2014 
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Público
na fila do califa
a cáfila
não cala e fila
a faca
afia
e
não fia
confia
segue em
em fila
não dorme
o dromedário
medra
com o doce perfume
da rima
e
rio
dando á costa
seguro
e calo
os camelos
com mel e sol
na sombra
pela rédea
adere
duas
e nuas
as dunas
aluvião
de
areia
seca
que seca
a meca
perfilada
e
perfilhada
perfídia
a
28
de
maio
desmaio
ou
saio
com
abril em maio ?
setúbal 2014.05.28

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  Isabel Dias Alçada

Adoro a sua amizade, cada partilha sua ajuda-me a ficar mais culta. Beijos

11 a

Clara Roque Esteves

Um dia cheio de ritmo poético de boa qualidade.

11 a     

 Madalena Mendes

Brilliant! Congratulations for your proficous creativity!

11 a

Benjamim Gomes

o governo Portugues a caminho de bruxelas kakakakakakakaka

11 a    

28 de maio de 2015  · 

foto victor nogueira - Sintra e Castelo dos Mouros alcandorado no cimo da penedia - Lá em cima estive há décadas e no passado milénio, no tempo em que era menino e moço, modo de escrever para tornar distante no tempo o que na história do Universo ou mesmo da desHumanidade não passa de fugaz instante, mais breve que o fugacíssimo lampejo dum fósforo que de imediato se apaga entre os dedos e ao sopro de levíssima brisa. 

Tenho de lá voltar, vencida a inércia em que estou emaranhado, photoandarilhando por aquelas pedras e ruínas, buscando o  horizonte infindo em redor. E talvez dalgum recanto e das penedias e fraguedos (res)surja a moura encantada que o meu desencanto quebre. Bem posso esperar sentado, para não  me cansar, na úmbria, murmuram-me os meus botões e o meu lado racionalista.

Mas ... por falar em descanso: áqueles povoados fortificados defendidos por castelos alpendurados em rudes e pedregosos fraguedos, deveriam chegar com os bofes na boca e tremuras nas pernas e nos braços , os peões de ventre ao sol e os cavaleiros de ferro cobertos para mal das cavalgaduras em que se transportavam, equinos ou mulas, após percorrerem penosamente  estreitos e sinuosos carreiros, levando pelos costados acima com pedregulhos, setas e óleo fervente.  O que hoje nos parece paradísiaco na sua verdejante serenidade seria então a antecâmara do inferno. 

Tão dolorosas as queimaduras que se prolongavam no bailar das chamas e dos tormentos nas profundas do reyno de Belzebu, sem mil virgens que em Cristo amenizassem a glória dos cavaleiros e seuus peões de brega.

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     Arminda Griff

... costumas seguir os conselhos dos teus botões? Obrigada pela nota.bjo.

10 a

Victor Barroso Nogueira

Mana Arminda Griff. Os meus botões sabem histórias de pasmar num incessante vaivém e marulhar, que nem sempre rimam com ... arrulhar LOL

10 a      

        Arminda Griff

... costumas seguir os conselhos dos teus botões? Obrigada pela nota.bjo.

10 a

Victor Barroso Nogueira

Mana Arminda Griff. Os meus botões sabem histórias de pasmar num incessante vaivém e marulhar, que nem sempre rimam com ... arrulhar LOL

10 a        

Manuela Miranda

Nunca fui a Sintra mas dizem que é um lugar belo tenho lá um Sobrinho a viver, claro que já vi fotos e na tv . Victor Amigo já sabes que aquilo que apresentas é bom quer escrito quer em fotos, mas Parabéns Obrigada Amigo Este lugar transmite-me Paz Amigo Obrigada também por isso. Gosto da tua Amizade Bom fim de Semana beijinhos Calor no Norte beijinhos

10  a


28 de maio de 2018  · 

AS "pérolas" d'entre as brumas da memória:

1. - PCP & CDS, sejam amiguinhos mas deixem a minha morte sossegada. «Separados à nascença, unidos pela vida: PCP & CDS. A união de facto é linda, e quem sou eu para me meter na vossa intimidade. Da mesma forma, quem são vocês para se meterem na minha?» (Alexandra Lucas Coelho)

2. - Igreja, eutanásia e PCP - De repente, talvez por hoje ser 28 de Maio, dei por mim a pensar no que diria o Botas se lesse uma frase destas! : «Bispo do Porto elogia posição do PCP.» (Joana Lopes)

3. - Cavaco apela ao voto contra a eutanásia. «Será que o PCP pode ter esperança de receber o voto deste ex-PR?» (Joana Lopes)

4. - Metam-se na vossa morte. «Entretanto, o PCP já veio afirmar que vai votar contra a despenalização da eutanásia. Para o PCP, o sofrimento faz parte da vida, daí o apoio ao regime do Maduro. Segundo o PCP, despenalizar a eutanásia "não corresponde a uma necessidade prioritária para a sociedade", a não ser que entretanto o Sindicato dos Profissionais do sector funerário se manifeste por falta de trabalho.» (João Quadros)

5. - PCP e Eutanásia. «PCP vota contra, eutanásia em risco. Sem qualquer surpresa. E nem sou capaz de acrescentar «infelizmente», porque é importante saber com quem se conta e para quê. PCP = Partido conservador de esquerda forever.» (Joana Lopes)

EM TEMPO - Mas o que as transcrições acima mostram são um profundo egocentrismo e uma profunda desonestidade intelectual de gente que não sofre de iliteracia e se diz progressista e de "esquerda", alguma da qual que foi ou é católica quando Cristo terá vindo anunciar a Vida e não a Morte ?.

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 Victor Barroso Nogueira

Mas o que as transcrições acima mostram são um profundo egocentrismo e uma profunda desonestidade intelectual de gente que não sofre de iliteracia e se diz progressista e de "esquerda"alguma da qual que foi ou é católica quando Cristo terá vindo anunciar a Vida e não a Morte?

7 a

Vitor Durão

São as superficialidades.

7 a

Mário Morais  Mostra mais que isso. Mostra que pessoas que alguns têm como progressistas e que, segundo é mostrado normalmente por ele(a)s mesmo(a)s, não sofre de iliteracia não estão isentos de imbecilidade. A desonestidade na nossa sociedade, intelectual e não só, é uma constante que raras excepções só confirmam a regra.

7 a                

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Maio, 26, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

26 de Maio de 2012

em évoraburgomedieval - Retratos

Eu bem sei que isto aqui nas redes sociais e na blogosfera é o mundo do fast write, fast read and discard. Eu bem sei porque mo dizem que escrevo muito, demasiadas linhas. E por isso talvez seja abuso meu partilhar o que talvez não interesse e não desperta grandes comentários nem partilhas de retorno nos comentários. Enfim, sejam ousados (m/f) ... usem o "não gosto", se for caso disso LOL

Uma boa vida # A miúda e a matrona # O miúdo e o carrossel # Dia de S. Pedroç # Um homem na Lua #  Uma sessão cultural em Évora # A Bela e o Monstro #  A fúria do Zé do Casarão  #  Ai que mataram a Maria! #  O raio da tinta pega se à pele #  Daqui desta terra

VER em évoraburgomedieval - Retratos e comentários

26 de Maio de 2013

Torres Vedras e Sobral de Monte Agraço

Torres Vedras # Bombarral # Sobral de Monte Agraço # Sapataria

VER Torres Vedras e Sobral de Monte Agraço

Maria Mamede

Um coreto iluminado
naquela praça vazia
na noite negra, de breu;
a luz fraca alumiando
as arcadas de ninguém
e tudo o que lá havia
era a história passando
n’alma viva de alguém;
e não mais que de repente
sem uma estrela no céu
da minha mão que tremia
o instantâneo nasceu!...

Maria Mamede



foto victor nogueira - Pôr do Sol no Estuário do Rio Sado


Foto victor nogueira - Alentejo


Foto victor nogueira -  Mindelo - teia de aranha


Foto victor nogueira - Oeiras - Ribeira da Laje

26 de maio de 2014  

entre eros e afrodite 10 - camoneanas de antanho, entre erros e feros ferros

SOSPIROS, CUYDADOS, PAYXOES DE QUERER,

SE TORNAM DOBRADOS, MEU BEM SEM VOS VER (Garcia de Resende)

Sem feitio nem jeito # ERROS MEUS, MÁ FORTUNA, AMOR ARDENTE #  

26 de maio de 2014 
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Público
entre eros e fero ferro
vai vogando, conde niño,
é mal, é vero e não erro
no ermo, sem guarida, sózinho.
não há mal nem bem que resista
nem sol.luar no horizonte
são como pardais sem alpista
mar sem ribeira que se afronte
setúbal 2014.05.26

26 de maio de 2015  · 

foto victor nogueira - Sintra - São 3 as janelas gradeadas com vista soalheira e verdejante, num amplo salão, que me dizem ter sido a cadeia de Sintra, talvez em tempos medievos, atendendo a um arco ogival cuja vetustez não garanto, perto das Escadinhas de Lord Byron (o poeta romântico), e do hotel Lawrence (fundado em 1764) - não o das Arábias e dos "Sete Pilares da Sabedoria", livro cuja leitura vivamente aconselho, onde o deserto surge cheio de vida e diversidade paisagística, nada tendo a ver com o do célebre filme de David Lean interpretado por Peter O´Toole.  

Hoje o que teria sido a cadeia é um local coberto e mal amanhado para estacionamento não de cavalgaduras mas sim de automóveis, através dum estreito acesso, em ruas sinuosas e de calçada irregular, polida pelos passeantes. Se cadeia  foi e se as vistas de então fossem semelhantes às de hoje, não teria o ar soturno e sombrio de outras enxovias, como as do Limoeiro, em Lisboa, ou daquela no Porto em que estiveram  presos Camilo Castelo Branco e Ana Plácido, estes cada um para sua banda porque  para escãndalo já chegavam os seus adúlteros amores e as tragédias do "Amor de Perdição".

Há muitas décadas que não ia a Sintra de comboio e a estação cheia de barreiras para controle de  blhetes dos passageiros já não é o que era. Mas adelante. 

Pela vila e na encosta do Castelo dos Mouros acima  -  que me faz lembrar Coimbra em torno da Sé Velha e da Calçada do Quebra-Costas - pelas estreitas ruas ou pelo amplo largo do Palácio da Vila, acotovelam-se turistas, incluindo brasileiros com seu falar cantante. Num banco um jovem alegre e risonho, colorido nas suas vestes e pele como se fosse uma estátua de bronze, toca viola e amealha uns cobres deixando-se fotografar junto às turistas.

Entramos na Igreja de S. Martinho, templo medieval completamente derrubado pelo terramoto de 1755 e muito descaracterizado. Insólito: pelos bancos algumas pessoas sentadas e duas delas  embrenhadas em ver talvez vídeos em tablets ou smartphones.  Uma placa publicita um Museu de Arte Sacra que não vislumbramos nem nos afadigamos a procurá-lo.

Voltando à "prisão" cuja janela ilustra este post, lembro-me do casarão duma amiga numa vila alentejana (Sousel), remontando aos tempos do senhor D. Manuel I, embora as janelas deste não tivessem grades mas sim uns banquinhos de pedra de cada lado, adossados à parede,  para as damas outrora apreciarem o movimento da ruas, talvez bordando e cavaqueando entre si, resguardada Inclua  s embora e possivelmente por detrás das janelas com adufas, como  aquelas que ainda existem no Algarve, sobretudo em Tavira, e que foram preservadas nos balcões duma das ruas do centro histórico de Braga.

E se pachorra houver para ler, aqui se fala duma outra cadeia, a de Arraiolos, nos idos de 1973. Na cadeia e no tribunal de Arraiolos    e dum outro passeio a Sintra  Photoandando por Sintra

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  Maria João De Sousa

Fui ver da cadeia de Arraiolos, mas não posso comentar - por motivos técnicos - nada da Blogspot... esta, de Sintra, assim, abandonada, é quase bela ... obrigada, Victor Barroso Nogueira! Abraço!

10 a           

  Manuela Vieira da Silva

As grades estão melhor conservadas que as paredes que as contêm. Talvez prisão perpétua por crimes passionais, porque há paixões eternas. 🙂

9 a

Isabel Maria

Fabulosa discrição,bjs

9 a    

26 de maio de 2015

 
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Público
GALERIAS E CONVITE DO PHOTOANDARILHO - para a visita clicar nas respectivas hiperligações
1. - ao meu olhar, Porto sentido no antigamente

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Mia Pires Griff
Tá vou ler o Porto,mais tarde.Bjinhos e aproveita o feriado.Bisous.❤.Até logo 😉
9 a
Isabel Maria
A não perder!
Bj
9 a
Viriato F. Soares
Boa tarde Victor, muito interessante a tua partilha fotográfica, obrigado!
9 a
Milu Vizinho
Boa tarde camarada Victor...Obrigada pela partilha
9  a
Madalena Mendes
Excelente reportagem! Adorei as fotos!
9 a
Fatima Mourão
Adorei ❤
9  a
Mia Pires Griff
Já revi,Victor... e sabes que gosto. Vou ficar com a claraboia... ❤ Muaskkkk
9 a
Manuela Vieira da Silva
Perco-me sempre neste blog kantophotomatico, Victor. Tão cheio de cultura e do tudo no olhar para Portugal e das suas riquezas históricas e naturais. Obrigada pela partilha.
9 a
Deolinda F. Mesquita
Victor, só hoje li tudo, excelente! agradeço 🙂
8 a
Luisa Neves
ADOREI. Abraço. 😉
8 a

26 de maio de 2020  · 

foto victor nogueira - Setúbal - coreto na Avenida Luísa Todi

Os coretos surgiram ligados ao florescimento das bandas filarmónicas locais, integrando o movimento nacional de descentralização cultural da música instrumental do século XIX. Nos séculos XIX e XX a Avenida Luísa Todi, antiga Rua da Praia, era um dos passeios públicos de Setúbal. O coreto nele existente, propriedade da Sociedade Musical Capricho Setubalense, foi inaugurado em 1899, substituindo um outro que se erguia no Jardim do Bonfim desde 1880, o então chamado "coreto velho", que, entretanto, foi deitado abaixo, o que ocorreu durante o mandato camarário de António José Baptista.

Existem presentemente  na área do município a Sociedade Musical Capricho Setubalense, a Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense e a Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, esta em Vila Nogueira de Azeitão.


26 de maio de 2021  · 

foto victor nogueira - Mural na Rua António José Baptista, em Setúbal (2017.11.18 Canon 149_11)

Este mural  da AJA - Associação José Afonso na Rua António José Baptista, com as palavras Liberdade / Utopia,  homenageava José Afonso, tendo sido substituído em 2019 por um doutra temática, este executado pelo Colectivo Explicit Citizens  

VER        Murais em Setúbal 24 - José Afonso e Bocage