Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNquinta-feira, 23 de abril de 2026
Nos 46 anos do 25 de Abril (2020)
quinta-feira, 24 de abril de 2025
Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 24, (re)colhidas em 2025
* Victor Nogueira
24 de abril de 2014 ·
nos 40 anos do 25 de Abril 11 - alguns dos milhares mortos pelos "safanões" de Salazar/Caetano
«Assassinados pela PIDE
Numa altura em que nos querem fazer crer que o fascismo nunca existiu, e que Salazar era apenas "autoritário", numa altura em que querem apagar os poucos vestígios físicos que ainda existem, convém relembrar que o seu braço mais sinistro, a [PVDE]/PIDE-DGS, bem como outros braços armados do fascismo, perseguiram, torturaram e assassinaram muitos portugueses e patriotas africanos, e que os seus responsáveis e agentes nunca foram punidos nem sequer julgados. Para reavivar a memória, voltamos a publicar excertos de um texto da Comissão "Abril Revolucionário e Popular" em 2002, o qual inclui uma lista de mortos pelo fascismo.
9 de Dezembro de 2005
Martinho Júnior No texto faz-se referência e são realçados muitos outros milhares de nomes, de pessoas, muitas dos quais a "história" não regista ou registou. Sem esquecer o poema de Alda Espírito Santo.
11 a
Editado
Graça Maria Teixeira Pinto
Victor Nogueira, não devia existir, pelo menos, uma placa com esses nomes, muitos deles desconhecidos do grande público? Em Paris, é impressionante o número de placas com nomes e descrição dos que tombaram vítimas do fascismo.
11 a
M Conceição Dias
❤
11 a
Victor Barroso Nogueira
Graca Maria Antunes Não creio que haja. Mas há em Lisboa uma com os nomeds de todos os militares portgueses mortos na guerra colonial e em muitas povoações de Portugal lápides com os nomes dos filhos da terra mortos na I Grande Guerra.
10 a
Viriato F. Soares
O fascismo denuncia-se e combate-se sempre. Hoje alastra pela Europa e até já tomou o poder pela força na Ucrânia, avança em França c/ a FN, avança no centro e norte da Europa, e por cá os saudosistas de Salazar põem a cabeça de fora com todo o à vontade, têm liberdade de expressão, liberdade essa que os anti fascistas não tinham antes do 25 Abril. Fascismo nunca mais!
10 a
Mercês Toste
Nunca tinha lido isto,mas gostei do que li e apesar de nâo ser comunista, mas sou portuguesa e sabia que muitos tinham morrido às mâos da PIDE , que tinha ordens para abater quem se manifestasse contra o regime.
Nâo devia ser a matar que se implanta uma ditadura, mas foi assim enquanto durou..
Praticamente tudo gente nova ... tristeza. É pena que quem matou nâo tenha tido a mesma sorte.....o 25 de Abril foi muito brando para eles e havia favores que tinham que ser pagos.....
8 a
Cremilde De La Rosa
Obrigada por este Documento Histórico!
11 a
Elsa Cardoso Vicente
Parabéns pela excelente partilha...importantes documentos históricos, abraço Victor Nogueira
11 a
Luisa Neves
Obrigada pela partilha. Gostei imenso. VIVA O 25 DE ABRIL. Abraço. 😉
11 a
24 de abril de 2019 ·
postal ilustrado - colecção VN - vista aérea do centro histórico da cidade de Vila do Conde, distinguido-se o Convento de Santa Clara e sua Igreja, o Aqueduto e a Igreja Matriz de S. João Baptista O prédio branco perto desta última igreja é de autoria do arquitecto Siza Vieira. No canto inferior direito, a Igreja da Misericórdia e respectiva Casa do Assento. Na margem esquerda do Rio Ave situa-se a Vila de Azurara e cerca de 5 km para sul a freguesia do Mindelo
24 de abril de 2019 ·
em 1967/68 colaborei na linha gráfica e conteúdo dos cartazes da Semana de Recepção aos Novos Alunos, promovida pela Associação dos Estudantes do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa, o que teve como consequência ter sido proposto pela Direcção daquela AE para Director da Secção de Propaganda, tendo sido eleito .
A minha veia publicitária não ficou por aí, espraiou-se em Évora e, em 1994, o STAL utilizou dois slogans meus em efemérides, como a das comemorações dos 20 anos do 25 de Abril: Tempo de Luta, Tempo de Afirmação" e "Tempo de Vida, Tempo de Esperança". Este último serviu para uma ideia minha e da Aldina, para criação dum postal.
Em consequência o designer Jorge Caria (Sueca) desenvolveu a ideia e apresentou 3 propostas, tendo a Direcção Regional de Setúbal do STAL escolhido esta por maioria,
24 de abril de 2020 ·
foto victor nogueira- murais - Torre da Marinha (Seixal) 1979 05
25 de Abril sempre! / Reformados, uma luta de todos
24 de abril de 2020 ·
associação 25 de Abril - cartaz comemorativo do 42º aniversário do 25 de Abril e 40º aniversário da Constituição da República Portuguesa
24 de abril de 2021 ·
Foto victor nogueira - Setúbal - Monumento ao 25 de Abril e ás Nacionalizações (2017.05.19 Cannon 141_05)
Ao centro da rotunda da Praça de Portugal, em Setúbal, ergue-se o Monumento ao 25 de Abril e às Nacionalizações. É constituída por um cubo, pintado a azul, que simboliza a solidez e estabilidade das estruturas do Estado, e por um conjunto de lâminas vermelhas que evocam a força e a criatividade laboral.
O monumento resulta de três mil horas de trabalho voluntário dos operários dos Estaleiros Navais da Setenave para financiar a criação artística dos escultores Virgílio Domingues e António Trindade e do arquitecto Rodrigo Ollero, inaugurada a 1 de outubro de 1985. A escultura ostenta no topo a palavra “Abril”.
24 de abril de 2021 ·
Foto Victor Nogueira -1974-75 - cartazes e murais de abril 06 - Moita (1984) (pormenor)
Abril vencerá
24 de abril de 2022
Hiroshima e Nagasaki, dois crimes dos EUA Contra a Humanidade
24 de abril de 2024 ·
1974 / 2024 - 50 anos do 25 de Abril e 48 da Constituição da II República
«A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.
A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.
A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.
A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa:» (Do Preâmbulo)
24 de Abril de 2025
Cinquenta anos do 11 de Março, das Nacionalizações, da Reforma Agrária, do Controle Operário e das Eleições para a Assembleia Constituinte.
Quatro canções e a Poesia está na rua!
GRÂNDOLA VILA MORENA # VENHAM MAIS CINCO # CANTO MOÇO (Filhos da madrugada) # TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM
quarta-feira, 23 de abril de 2025
Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 23, (re)colhidas em 2025
* Victor Nogueira
23 de Abril de 2015
foto victor nogueira - Cravo de Abril
Maria Manuela
Linda foto tempo de Esperança e o cravo do 25 de Abril vou partilhar Amigo Victor beijinhos Boa Noite . Viva o 25 de Abril e haja sempre Esperança .
5 a
23 de abril de 2016 ·
foto Victor Nogueira (1997) - Gilberto de Oliveira e o Campo de Concentração do Tarrafal
Eu e Gilberto de Oliveira fomos amigos e visitei-o muitas vezes na sua casa, na Ajuda, em Lisboa, na Rua Dom Vasco.. Foi membro do Comité Central do PCP e prisioneiro no Campo de Concentração do Tarrafal, sobre o qual publicou nas Edições Avante a “Memória Viva do Tarrafal “ (1ª edição 1987). Já cego, ajudei-o a compilar e a fixar o texto da sua poesia. Na efeméride da criação do chamado “Campo da Morte Lenta” partilho a sua poesia anterior e coeva das suas prisões, a 1ª das quais aos 18 anos. Gilberto de Oliveira, já falecido, nascera em 1915.
23 de abril de 2017 ·
foto Victor Nogueira em Lisboa, numa tarde soalheira e luminosa, hoje, enquanto passava de carro. Quem é não sei, apena "mulher de branco ao telefone e à beira-tejo, na avenida da Ribeira das Naus."
23 de abril de 2018 ·
DIA MUNDIAL DO LIVRO
«Ler é uma das formas mais fáceis de ser livre e torna-nos, de facto, mais livres. O que em vésperas de 25 de Abril só pode ser salutar.»
Pedro Cordeiro (Expresso 23/04/18)
(Foto de Victor Barroso Nogueira)
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Victor Barroso Nogueira
Ahhhhhhhhhhh Essa foto tem autor- dois volumes da revista Panorama, do séc XIX ,e o Dicionário da História de Portugal, edição da Livraria Figueirinhas, adquirido a prestações em 1980 pela módica quantia de 8 800$, oferta de Natal, da Celeste, ao fotógrafo. Imediatamente à esquerda mas fora da foto o livro Les Héros du Travail, de Gaston Tissandier, edição de 1882, oferta duma outra amiga do fotógrafo.(Ana Caldeira) 🙂
7 a
Maria Lúcia Borrões
Deves tê-la postado na minha cronologia, porque carreguei-a daí. Vou referir em cima com a devida vénia ao autor!
7 a
23 de abril de 2020 ·
foto victor nogueira - 1974/75 - cartazes e murais de abril 02 - Porto 1975 - O 28 de Setembro de 1074
Em 25 de Abril de 1974 à noite Spínola tentou em vão assenhorar-se do golpe militar e mandar o MFA para casa. Tendo falhado, tentou o chamado Golpe Palma Carlos, com a conivência do ppd/sá carneiro. Falhado o golpe com a demissão do I Governo Provisório, Spínola tentou com o apoio de sá carneiro/ppd e freitas do amaral/cds a chamada "manifestação da maioria silenciosa". Falhada esta,Spínola demitiu-se da Presidência da República. Todos estes golpes, tal como o de 11 de Março, tinham como objectivos adiar as eleições para a Assembleia Constituinte, plebiscitar Spínola como Presidente da República com amplos poderes, dissolver o MFA e inverter o processo de descolonização, sobretudo em Angola, mas também em Moçambique. A mobilização popular e o MFA fizeram abortar todos estes golpes spinolistas, que se veio a aliar a redes bombistas e anti-comunistas, de extrema direita, como o elp/mdlp..
Este mural no edifício da Câmara Municipal do Porto comemora a derrota de spínola a 28 de setembro de 1974. Spínola veio a ser posteriormente homenageado e reabilitado depois do golpe militar 25 de Novembro de 1975. Com efeito, a 5 de Fevereiro de 1987 foi designado pelo então Presidente Mário Soares Chanceler das Antigas Ordens Militares Portuguesas, sendo também condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (a segunda maior insígnia da principal ordem militar portuguesa), pelos «feitos de heroísmo militar e cívico e por ter sido símbolo da Revolução de Abril e o primeiro Presidente da República após a ditadura».
23 de abril de 2020 ·
A percepção da duração do tempo é relativa e dependerá da vivência de cada um de nós. Em 1973, os 48 anos do fascismo pareceriam uma eternidade para quem nesse tempo tivesse vivido ou vegetado. Em 2015 falar nos 41 anos de Abril, para quem o vivenciou, é falar dum tempo que para muitos foi ainda ontem, ao virar da esquina ao alcance da mão e da voz, no sorriso duma criança, é falar dum tempo que nasceu das lutas, do inconformismo, da solidariedade, da generosidade e do sonho.
Letra para um hino, por Manuel Alegre (do tempo em que Alegre ainda era uma das vozes da Resistência, hoje acomodada)
23 de abril de 2020 ·
23 de abril de 2021 ·
foto victor nogueira - Lisboa - Monumen nos 25 anos do 25 de Abril, por João Cutileiro
O monumento comemorativo dos 25 anos da Revolução de Abril fica situado no cimo do Parque Eduardo VII, em Lisboa. Concebido a partir do pedestal destinado à estátua equestre do Santo Condestável, este conjunto escultórico é constituído por fragmentos de pedra, por vezes em bruto. Quer a partir do núcleo vertical, quer sobre as traves corre a água de uma fonte aí instalada. O núcleo desdobra-se por outros pedaços de pedra que se dispersam pelo espelho de água, onde a obra se localiza. Em frente a este núcleo, sobre um plinto em dois patamares, encontra-se um outro elemento cuja coloração e discurso formal o aproxima da estilização de um cravo.
23 de abril de 2021 ·
Foto Victor Nogueira (pormenor) - Setúbal - Mural presumivelmente executado pelos alunos da EB nº 2 do 1º Ciclo - Quinta do Freixo, num muro de suporte à Via Rápida (EN 10), na Rua de Mormugão (foto em 2018.02)
23 de Abril de 2022
Bombas atómicas dos EUA sobre Hiroshima e Nagasaki - Crimes contra a Humanidade








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