Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
O 25 de Abril é uma data histórica em Portugal e na Itália, tendo ambos de comum celebrarem a queda do fascismo, respectivamente em 1974 e 1945, dia de feriado em ambos os países. Na Itália e em Portugal a Igreja Católica, na generalidade, foi suporte e apoio dos regimes naquelas datas derrubados pelo movimentos popular e de resistência.
Não sei o que sucedeu na imprensa italianas neste ano de 2025. Em Portugal a morte do líder religioso Francisco I serviu de pretexto ao Governo e demais forças da direita revanchista para tentarem impedir ou condicionar as comemorações e celebrações populares da queda do fascismo, do fim da guerra colonial e da instauração da Democracia.
Duas flores, rubras, representam essa data: papoilas em Itália, cravos em Portugal. Uma designada como o Dia da Libertação (Itália), outra como o Dia da Liberdade (Portugal). Duas canções simbolizam o 25 de Abril: "Bella Ciao" (Itália) e "Grandola, vila morena" (Portugal).
Não conseguiram impedir a ampla participação nas comemorações e manifestações, mas a generalidade da comunicação on line tem dado amplo e destacado tratamento à morte e cerimónias fúnebres em Roma, colocando quase em nota de rodapé e praticamente sem cobertura fotográfica as comemorações do 51º aniversário do 25 de Abril e 50º das eleições para a Assembleia Constituinte. Nos noticiários televisivos, as aberturas e destaques noticiosos são em torno de Francisco I.
Em procissão e farisaicamente deslocaram-se a Roma, para as cerimónias fúnebres, a nata do Estado Português, “representado” pelo PR Marcelo de Sousa, pelo PAR Aguiar-Branco e pelo PM Montenegro, para “homenagearem” laudatoriamente quem se situava nos antípodas da sua política: a recusa do neoliberalismo, a defesa da Paz entre os Povos e uma política a favor não dos detentores da riqueza, mas sim dos deserdados da fortuna.
~~~~~~ooo0ooo~~~~~~
Bella Ciao: resistência ao fascismo
Grândola, Vila Morena
"Bella Ciao"é uma canção folclórica italiana que se tornou um hino global de resistência, liberdade e antifascismo. Embora popularizada pela Resistência Italiana (1943-1945), tem raízes em canções de trabalho do final do século XIX. Originalmente associada aos partidários na luta contra o fascismo e à ocupação nazi durante a Segunda Guerra Mundial, a música celebra a coragem e a luta pela libertação, sendo hoje um símbolo de resistência em todo o mundo.
"Grândola, Vila Morena" é uma canção emblemática composta e cantada por José Afonso (Zeca Afonso) em 1971, tornando-se um hino de resistência contra a ditadura em Portugal. Foi escolhido pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) como a segunda senha para o início da Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974. Escrito em 1964: Zeca Afonso escreveu o poema após visitar a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense em Grândola, Alentejo. (AI Overview)
Entre 1974 e 1977 a que organizações pertenciam os presos
políticos?
Entre 1974 e 1977, o perfil dos chamados “presos
políticos” em Portugal mudou bastante em relação ao período do Estado Novo. Já
não se tratava, em geral, de opositores ao regime autoritário, mas sim de
militantes envolvidos em ações revolucionárias ou consideradas subversivas no
contexto turbulento do pós-Revolução dos Cravos e do PREC (Processo
Revolucionário em Curso).
Principais organizações associadas a esses presos:
1. Extrema-esquerda revolucionária
PRP/BR
(Partido Revolucionário do Proletariado / Brigadas Revolucionárias)
Uma
das mais relevantes.
Envolvida
em ações armadas (explosões, sabotagens).
Vários
militantes foram presos ainda em 1974–75.
LUAR
Já
ativa antes do 25 de Abril, manteve alguma atividade depois.
Associada
a ações armadas contra o regime anterior e, pontualmente, no período
revolucionário.
Pequenos
grupos maoístas ou marxistas-leninistas:
MRPP
UDP
(embora sobretudo política, alguns militantes foram detidos em
confrontos)
2. Extrema-direita e contra-revolucionários
MDLP
Ligado
a setores anti-comunistas e a António de Spínola.
Envolvido
em atentados bombistas contra alvos de esquerda.
ELP
Também
anti-comunista e clandestino.
Atuou
sobretudo a partir do estrangeiro (Espanha), com incursões e atentados.
3. Militares envolvidos em tentativas de golpe
Oficiais
ligados a eventos como:
11
de Março de 1975
25
de Novembro de 1975
Após
estas crises, houve detenções de militares de diferentes fações (à
esquerda e à direita).
Síntese
Entre 1974 e 1977, os “presos políticos” pertenciam
sobretudo a:
Grupos
revolucionários de esquerda (especialmente armados, como PRP/BR)
Organizações
contra-revolucionárias de direita (MDLP, ELP)
Militares
envolvidos em confrontos políticos dentro das Forças Armadas
Ou seja, tratava-se de um período de forte polarização
ideológica, em que detenções tinham frequentemente origem em conflitos
políticos ativos, e não num regime repressivo estável como antes de 1974.
Se quiser, posso detalhar casos concretos de presos ou
prisões mais mediáticas desse período.
É possível quantificar por organização política?
Resposta curta: não com rigor estatístico sólido por
organização.
Mas é possível dar ordens de grandeza e aproximações com base em estudos
históricos, arquivos judiciais e trabalhos académicos sobre o PREC.
⚠️ Limitações dos dados
Há três problemas principais:
Definição
ambígua de “preso político” no período 1974–77
Registos
incompletos ou dispersos (tribunais militares, civis, processos
arquivados)
Militantes
que transitavam entre organizações ou não tinham filiação formal
📊 Estimativas por
organização (ordem de grandeza)
Extrema-esquerda
PRP/BR
👉 ~100 a 200 detidos (1974–76)
É
o grupo mais bem documentado
Inclui
detenções após ações armadas e processos judiciais relevantes
LUAR
👉 ~dezenas (20–60)
Já
em declínio após 1974
MRPP
👉 ~centenas (sobretudo detenções
curtas)
Muitas
detenções em manifestações/conflitos de rua
Poucos
processos prolongados
UDP
👉 dezenas
Maioritariamente
detenções episódicas
Extrema-direita / contra-revolucionários
MDLP
👉 ~50–150 detidos
Especialmente
após 1975
Inclui
redes ligadas ao exílio e ações bombistas
ELP
👉 ~dezenas (20–80)
Menos
detidos em Portugal devido à atuação a partir de Espanha
Militares (sem filiação partidária clara)
Após
o 11 de Março de 1975
E o
25 de Novembro de 1975
👉centenas de
detenções temporárias
Difícil
atribuição a “organizações” formais
Inclui
oficiais de várias correntes (spinolistas, gonçalvistas, etc.)
📈 Leitura global (muito
aproximada)
Se agregarmos:
Esquerda
revolucionária: ~300–600 detenções (muitas de curta duração)
Direita
contra-revolucionária: ~100–300
Militares
(eventos políticos): ~200–500
👉 Total possível (com
sobreposição): ~600 a 1.200 pessoas detidas em contexto político
🧭 Conclusão técnica
Só
o PRP/BR permite uma quantificação relativamente consistente
Nos
restantes casos, estamos perante estimativas historiográficas, não
séries estatísticas consolidadas
O
período é melhor analisado em termos de eventos (golpes, atentados,
manifestações) do que por “listas de presos por partido”
Se quiser, posso ir mais fundo e montar uma tabela
cronológica (1974–77) com picos de detenções por mês/evento — isso dá uma
leitura muito mais precisa do fenómeno do que a divisão por organizações.
ok
Perfeito — vou estruturar isso de forma cronológica para dar
uma leitura “operacional” do fenómeno, que é como os historiadores normalmente
o tratam.
📅 Cronologia das
detenções políticas (1974–1977)
1974 — Pós-Revolução dos Cravos (Abril–Dezembro)
Abril–Junho 1974
Libertação
massiva de presos do regime anterior
Primeiras
detenções pontuais:
Agentes
da antiga polícia política (PIDE/DGS)
Elementos
associados ao regime deposto
👉 Natureza: “expurgos”
do antigo regime, não conflito ideológico novo
Verão–Outono 1974
Crescente
agitação política e social
Primeiras
detenções de militantes:
PRP/BR
MRPP
👉 Natureza: confrontos de
rua, ocupações, ações simbólicas
1975 — Ano crítico (pico absoluto)
Janeiro–Fevereiro 1975
Radicalização
crescente
Detenções
ainda dispersas (esquerda e direita)
Março 1975 — após o 11 de Março de 1975
👉Primeiro grande pico
de detenções
Prisões
de:
Militares
ligados a António de Spínola
Civis
associados à direita
📊 Ordem de grandeza: centenas
de detenções
Primavera–Verão 1975 (PREC no auge)
👉Detenções
frequentes, mas fragmentadas
Militantes
de:
PRP/BR
(ações armadas)
UDP
MRPP
Conflitos:
Greves
Ocupações
de terras e fábricas
Violência
política localizada
📊 Muitas detenções, mas:
curta
duração
difícil
contabilização cumulativa
Verão–Outono 1975 — terrorismo político
👉 Intensificação de ações
da direita:
MDLP
ELP
👉 Resultado:
Prisões
seletivas
Investigação
de atentados bombistas
Novembro 1975 — 25 de Novembro de 1975
👉Segundo grande pico
de detenções (talvez o maior)
Alvos
principais:
Militares
da esquerda radical
Paraquedistas
e setores próximos do COPCON
📊 Ordem de grandeza:
centenas
de detenções imediatas
muitas
libertações semanas depois
1976 — Normalização institucional
Entrada
em vigor da nova Constituição
Redução
acentuada da instabilidade
👉 Detenções passam a ser:
mais
judicializadas
menos
massivas
Casos
ligados a:
PRP/BR
(processos ainda em curso)
Redes
da direita clandestina
📊 Número global: dezenas
a poucas centenas no ano inteiro
1977 — Fim do ciclo revolucionário
Situação
já próxima de normalidade democrática
Detenções
residuais:
👉 Associadas a:
julgamentos
pendentes
desmantelamento
de redes clandestinas
📊baixo volume
📊 Síntese dos picos
Período
Tipo de detenções
Intensidade
Abril 1974
Antigo regime
Alta (transitória)
Março 1975
Golpe falhado
🔺 Muito alta
Verão 1975
Conflito político difuso
Média
Nov 1975
Crise militar
🔺🔺 Máxima
1976
Normalização
Baixa
1977
Residual
Muito baixa
🧭 Leitura analítica
O
fenómeno não é linear → é pulsado por eventos críticos
Dois
momentos dominam:
11
de Março de 1975
25
de Novembro de 1975
A
maioria das detenções:
foi
temporária
não
resultou em condenações prolongadas
Se quiser dar um passo mais técnico, posso cruzar isto com:
tipos
de crime (terrorismo, insubordinação, ocupações)
ou
duração média das detenções por grupo
Isso já entra numa análise quase “forense” do PREC.
No perríofo em causa quantos membros da PIDE/DGS e da LP e
quantoss membros do Governos anteriores foram preso?
A quantificação aqui é mais sólida do que no caso das
organizações revolucionárias, mas mesmo assim continua a depender de fontes
dispersas (processos judiciais, comissões de saneamento, estudos académicos).
Ainda assim, há ordens de grandeza relativamente consensuais.
📊 1) Membros da PIDE/DGS
Após o 25 de Abril de 1974
Detenção
imediata de agentes e dirigentes
Inclui:
Inspetores
Informadores
relevantes
Quadros
superiores
👉Estimativa global:
~1.000
a 1.500 detidos nos meses após a revolução
Evolução:
Muitos
libertados entre 1974–1976
Alguns
julgados em processos longos (Tribunal Militar / tribunais plenários
adaptados)
👉 Condenações efetivas:
algumas
dezenas a poucas centenas, dependendo do critério (penas efetivas vs.
suspensas)
📊 2) Membros da Legião
Portuguesa
Organização
muito mais ampla e heterogénea
A
maioria dos membros não foi presa
👉 Detenções focaram-se
em:
Dirigentes
Elementos
envolvidos em repressão ativa
👉Estimativa:
~100
a 300 detidos
📊 3) Membros de governos
do Estado Novo
Inclui ministros, secretários de Estado e figuras de topo
associadas a:
Marcelo
Caetano
Fase
final do regime
Situação típica:
Muitos
foram:
detidos
temporariamente
ou
colocados sob vigilância
👉Estimativa:
~20
a 50 figuras governativas detidas (na maioria por períodos curtos)
Nota importante:
Casos
de longa prisão foram raros
Vários
acabaram:
exilados
ou
afastados da vida pública
📊 Síntese global
Grupo
Detidos (estimativa)
Observações
PIDE/DGS
~1.000 – 1.500
Maior número, ação imediata pós-revolução
Legião Portuguesa
~100 – 300
Foco em dirigentes
Governos anteriores
~20 – 50
Detenções curtas na maioria
🧭 Interpretação técnica
O
maior volume de detenções não está no PREC ideológico (1975), mas
sim:
👉 no momento inicial de rutura com o
regime anterior (1974)
A
lógica foi:
neutralização
rápida dos aparelhos repressivos
seguida
de:
libertações
progressivas e judicialização parcial
Comparando:
PIDE/DGS
→ alvo principal e massivo
Legião
Portuguesa → secundário
elite
governativa → simbolicamente visada, mas pouco encarceramento
prolongado
~~~~~~ooo0ooo~~~~~~
Durante o período conhecido como "Verão Quente" de 1975, no contexto do Processo Revolucionário em Curso (PREC) após 25 de Abril de 1974, as principais organizações terroristas de extrema-direita que operaram em Portugal foram:
MDLP (Movimento Democrático de Libertação de Portugal): Fundado em maio de 1975, era liderado por figuras como o general António de Spínola e envolvia figuras da direita radical como Fernando Pacheco de Amorim. O grupo foi responsável por uma vasta campanha de bombardeios e violência política, focada principalmente no Norte do país, envolvendo sedes do PCP e outras organizações de esquerda.
ELP (Exército de Libertação de Portugal): Criado a 6 de janeiro de 1975, era uma organização terrorista com ligações à antiga PIDE/DGS (criada por Barbieri Cardoso, ex-subdiretor da PIDE), com base e direção em Madrid. O ELP também foi responsável por ações violentas e bombistas na mesma época.
Principais características e contexto:
Vaga Terrorista: Estas organizações foram responsáveis por centenas de ações violentas (entre maio de 1975 e abril de 1977, estimam-se cerca de 600 ações, incluindo bombas, assaltos a sedes e agressões), com o objetivo de travar a influência comunista e a revolução em curso.
Anticomunismo: Mais de 70% das ações ocorreram no Norte, especificamente o PCP (34% das ações).
Rede de Apoio: As redes terroristas de direita tiveram apoio na zona de Braga, com envolvimento de setores conservadores da Igreja Católica, e fizeram parte de uma estratégia golpista que, em 1975, levou o país à beira de uma guerra civil.
É importante notar que, embora o MDLP e o ELP tivessem objetivos comuns anticomunistas, por vezes operavam de forma distinta, mas durante o "Verão Quente" de 1975, as suas ações contra o avanço da extrema-esquerda confundiram-se na luta armada.
🛡️ Características Principais do 'Mara da Fonte'
Apoio Institucional: Foi organizado por figuras como o Cónego Eduardo Melo Peixoto (Braga) e reforçado por Arcebispo de Braga, D. Francisco Maria da Silva.
Nome Histórico: O nome foi inspirado na Revolução da Maria da Fonte de 1846 , evocando uma revolta popular e tradicionalista contra o governo central.
📉 Impacto no PREC
Barreira Geográfica:
Dividiu Portugal efetivamente em dois: o Sul (revolucionário, com ocupações de terras) e o Norte (reacionário e conservador).
Criou "zonas libertadas" onde o governo central de Lisboa e o COPCON (de Otelo Saraiva de Carvalho) não conseguiam exercer autoridade.
Mobilização de Massas:
Uso de sinos das igrejas para convocar populações rurais para “defender uma religião” contra o “ateísmo comunista”.
Nos comentários no post de PN alguém tras à baila os "crimes" do socialismo. A Comuna de Paris durou cerca de 1 mês e foi afogada em sangue, a da URSS durou cerca de 72 anos e as das restantes países socialistas muito menos e as suas economias estão agora na s mãos de redes mafiosas que compraram a preço de saldo as empresas estatais e conduziram os respectivos povos â miséria e degradação. Por via eleitoral a esquerda ganhou as eleições no Chile e na Espanha, mas foram derrubadas por golpes fascistas financiados pela CIA/EUA no 1º caso Recorde-se tb o que resultou da santa aliança anti-comunista de EUA, Austrália e Indonésia. onde o General Suharto liquidara 500.000-600.000 indonésios entre os quais pelo menos cerca de 100 mil comunistas http://pt-pt.facebook.com/note.php?note_id=184121778296007 O Capitalismo, autofágico e predador, desde o século XVII começou a expandir-se nos países nórdicos e nas repúblicas Italianas de Veneza, Génova e Florença, iniciando a sua expansão a partir da Revolução Industrial no Reino Unido mo século XIX. Desde os tempos pré capitalistas tem saqueado, pilhado e destruído povos inteiros em sangrentos genocídios, como a dos Ameríndios no território dos Estados Unidos e os aborígenes da Austrália, tem feiro repressões sangrentas em nome da "democracia" e apoiando tudo quanto é regime ditatorial que sirva os interesses do Capital e tentando derrubar tudo quanto pretenda pô-lo em causa. Os EUA em Dresden, no Japão e no Vietname levaram a cabo acções de genocídio ou praticaram crimes de guerra ou c ontra a Humanidade, recusando-se a aceitar a jurisdição do Tribunal Penal Internacional. E as almas sensíveis não responsabilizam nem culpabilizam o PS(D)CDS pelos crimes de guerra, contra a Humanidade, genocídio e violação dos Direitos Humanos e da Carta da ONU perpetrados pelo "amigo" americano e seus "livres" aliados, pk satélites da URSS eram os outros, que agora gozam da "liberdade" e dos benefícios da civilização cristã e ocidental, curiosamente todos a Leste do "amigo americano" Itonias da Geografia e do local onde se situam o centro e o farol da desHUMANIDADE
14 a
11 de abril de 2014 ·
A PROPÓSITO D'a narrativa comunista, segundo pedro silva pereira, do PS
Não há pachorra para tanta falta de memória e desonestidade intelectual. Que bom e paradisíaco seriam Portugal e o Mundo sem "comunistas", entregue apenas aos seráficos "socialistas". Pois não foi o PS que em 1974/75 encheu alamedas e avenidas em manifestações em defesa da "democracia" e do "Socialismo em Liberdade" e agora foge de eleições como o diabo da cruz, para além de nunca ter referendado a adesão à UE e os sucessivos tratados ou Pactos Orçamentais ?
Nas suas "narrativas" ou charlas em família já sócrates esclareceu que foi traído no PEC IV por Passes de Coelho, cujo PSD aprovara os anteriores, tal como as revisões constitucionais, ao contrário do PCP, que votou contra os mesmos PEC's. E eu a pensar que havia sido a banca a retirar o apoio ao ps/sócrates, estando por explicar aquele diferendo entre Sócrates e Teixeira dos Santos. A verdade é que o PS desde Abril foi a ponta de lança para que se mudassem apenas as moscas, como Marcelo e Spínola pretendiam. Estando as moscas de novo a varejar e em força, considerarão elas o PS descartável e dispensável ? O episódio segue dentro de momentos ! Com outros actores, alguns reciclados e outros na sombra.
Sempre forçado pelos "mauzões" dos comunistas, tadinhos dos PS's, em lágrimas e contrariados, o coração sangrando, sempre aliados e de facto com o apoio declarado ou encoberto do psd/cds, mesmo nas autarquias, coligando-se entre si para nas autarquias "varrerem" com o PCP.
Não há pachorra para tanta falta de memória e desonestidade intelectual. Tal como nos tempos do fascismo, assim em "democracia" e pela mão do PS se vê a força do PC, que em França ou na Alemanha obrigam a social-democracia a guinar à direita, depois de em Portugal terem obrigado o Mário a arrumar o socialismo na gaveta, tão bem aferrolhado que desde então o PS não conseguiu encontrar a chave do blindado armário dos esqueletos ?
Eu não sou muito entendida em politica Apesar de me revoltar Em muitas situaçôes ~Mas admiro o seu desempenho a percistência na política acho bem que haja pessoas assim .obrigada por lutar pelos mais desfavorecidos Bem haja Victor Nogueira
11 a
Clara Roque Esteves
Que exagero, homem....Nem tanto ao mar....nem tanto ao ar...
11 a
Victor Barroso Nogueira
ora menina Clarinha, aka Clara Roque Esteves sugiro que a mocinha vá ler este post e os comentários ao mesmo. E depois falamos LOL
O capitalismo sempre foi genocida, auto-fágico e predador. Agora fez regressar à europa o genocídio dela erradicado no séc xx, mas que sempre mantivera no resto do mundo por ele esmifrado (Victor Nogueira)
2 de abril de 2013
1 - 2 - 3 ... poemas de Brecht + Vinicius de Morais
Brecht - Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. # Elogio da Dialéctica # Dificuldade de governar
Operário em Construção texto de Vinicius de Moraes, Declamação Mario Viegas, Edilson Edilson Almeida
~~~~~~~~~~
Belmira Patrício
Nada é impossível de mudar! certo amigo, grata.
12 a
Maria Amélia Martins
pois é...mas isto parece que custa a entrar...
12 a
Victor Barroso Nogueira
Antonio António Barrenho Os cadernos (de utilização obrigatória) da escola primária em angola luanda tinham numa das capas uma série de máximas de salazar, uma delas era essa do "preferir obedecer toda a vida" e outra de que me lembro ainda era "casa onde todos mandam todos ralham e ninguém tem razão" LOL
12 a
Victor Barroso Nogueira
Pois, António Barrenho O "súcial democrata" lia e lê pela mesma cartilha do salazar LOL
12 a
Maria Márcia Marques
Casa onde não há pão todos ralham e não têm razão, assim está melhor....digo eu
12 a
Victor Barroso Nogueira
Maria Márcia Marques A frase não me soava bem. Sim, é como a escreves, salvo que me parece ser "ninguém" em vez de "não" !
12 a
Judite Faquinha
Ditado da minha avó... casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão!!! Tempo Salazarista, AMEM!
12 a
Judite Faquinha
VICTOR!!! FALTA DE PÃO, É DO TEMPO SALAZARISTA!!! AMEM, É DO BISPO CERGEIRA O SEU CONCELHEIRO MOR!!!!!!!!!!!!!!
12 a
Manela Pinto
obg pela partilha, advinhaste k andava à procura deste poema, jokinhas
12 a
Maria Rodrigues
(Y) Vitor bem haja é tudo verdade o que está escrito até parece um testamento,e n unca irá mudar,tantas desgraças tem acontecido depois disto tudo estar na situação que está.........
12 a
Aniki Bóbó [1942] - Filme de Manuel de Oliveira
2 de abril de 2015 ·
Este terá sido o 1º filme de Oliveira que vi, salvo erro no Cine-Clube Infantil de Luanda, que me encantou, tal como dois outros de Lamorisse: "O Balão Vermelho" e "Crina Branca"
2 de abril de 2015 ·
foto victor nogueira - setúbal - convento de jesus - 1ª obra do estilo chamado manuelino, foi fundado em 1490 por Justa Peres, ama do rei Manuel I, para nele terminar os seus dias A sua Igreja tem risco de Mestre Boitaca, autor de outros edifícios como o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, as chamadas Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha, a Sé da Guarda e a Igreja do Convento de Santa Cruz, em Coimbra.
Com a extinção das ordens religiosas pelas Revoluções Liberais do século XIX, nas suas dependências, até 1961, funcionou o Hospital da Misericórdia e posteriormente o Museu da Cidade, que nas últimas décadas tem sofrido obras de manutenção ao estilo de Santa Engrácia". Parte do seu recheio, sobretudo a valiosa colecção. de "primitivos" está exposta na Galeria Municipal de Exposições, nas antigas instalações do Banco de Portugal.
~~~~~~~~~~
Judite Faquinha
Meu querido camarada amigo Victor, eu li a História do nosso Distrito que adorei...quanto a perssonagens que fiseram parte desta mesma História li toda a parte do Bocage, maravilhoso, da Luiza Tódi, tanto teve de felicidade como de amargura e também de Calafate, cantor de Setúbal , e poeta analfabeto... poderia te dizer que li tudo mas não foram estes três nomes mais sonantes para mim... porque são nomes que eu conhecia, mas claro do Calafate não sabia nada sobre a sua Hitória, adorei a Hitória do nosso Distrito, te agradeço amigo beijokinhas ❤
10 a
2 de abril de 2016 ·
NOS 40 ANOS DA CONSTITUIÇÃO QUE FOI DE ABRIL
3 + 1 TEXTOS DE VICTOR NOGUEIRA
* [2001] A Revolução e as Conquistas dos Trabalhadores in http://aoescorrerdapena.blogspot.pt/.../a-revolucao-e-as...
* [2004] Ainda a VI Revisão Constitucional in http://aoescorrerdapena.blogspot.pt/.../ainda-vi-revisao...
* [2006] A mulher e o mundo do trabalho - igualdade por cumprir in http://aoescorrerdapena.blogspot.pt/.../victor-nogueira...
* 1926 a 1974 - 48 anos sem direitos in http://aoescorrerdapena.blogspot.pt/.../1926-1974-48-anos...
2016 é o dos 40 anos da Constituição da República Portuguesa. (CRP) «Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa»,diz o preâmbulo da Lei Fundamental aprovada em 2 de Abril de 1976, na sequência de amplas e participadas movimentações e reivindicações dos Trabalhadores e do Povo Português. A CRP acolheu e consagrou assim importantes direitos e conquistas e fixou como objectivos do Estado a construção duma sociedade socialista, com base no exercício do poder pelas classes trabalhadoras e participação activa das populações.
Na rua e nos locais de trabalho os trabalhadores e as populações exerceram o poder, conquistando no dia-a-dia a soberania popular, os direitos de petição e de acção popular, o de participação na vida pública, a igualdade perante a lei, as liberdades de organização e de associação, a de consciência, a de religião e de culto, a de expressão e de informação, os direitos e o dever de trabalhar, os direitos à greve e à contratação colectiva, à protecção legal dos representantes dos trabalhadores, à segurança social, à saúde e à habitação, os de reunião e de manifestação, entre outros, como o da protecção à maternidade e paternidade, à criança e à juventude, para além da igualdade de género.
40 anos depois e ao longo destes. PS/PSD/CDS de mãos dadas e em sucessivas revisões constitucionais retiraram o socialismo, os trabalhadores e as populações dos objectivos da Constituição e das práticas governativas, a favor da restauração capitalista..
2 de abril de 2020 ·
Foto victor nogueira - incêndio em Gibalta (Caxias) - 1999.07.17 (rolo 395)
Seguia eu pela estrada marginal, de Paço de Arcos para Lisboa, quando dei com este incêndio que lavrava encosta acima.
2 de abril de 2020 ·
Comemoram-se hoje 44 anos sobre a promulgação da Constituição de Abril. Aprovada na Assembleia Constituinte com o voto contra do CDS, o então Presidente da República, General Costa Gomes, deslocou-se a esta para promulgá-la de imediato e nesse mesmo dia, impedindo que o PS/Mário Soares, o PPD/Sá Carneiro e o CDS/Freitas do Amaral orquestrassem um golpe que a inviabilizasse.
Com efeito desde o Golpe Palma Carlos (https://www.pcp.pt/publica/militant/241/p32.html) que PPD/Sá Carneiro e o CDS/Freitas do Amaral aliados ao então Presidente da República, General Spínola, procuravam impedir o avanço progressista das movimentações populares e da ala progressista do MFA.
Derrotadas esta manobras em 5 de Julho de 1974, em 28 de Setembro de 1974, com a renúncia de Spínola , e em de 11 de Março de 1975 (http://www.pcp.pt/11marco1975), com a fuga de Spínola para o estrangeiro, passou-se para um estádio superior, em que o PS/Mário Soares se aliou às forças derrotadas e a toda a extrema direita, incluindo a spinolista do ELP/MDLP e aos sectores mais reacionários da Igreja Católica, pondo o Norte de Portugal a ferro e fogo, com assaltos, incêndios, assassinatos e ataques bombistas às sedes e militantes do PCP, MDP/CDE e UDP..
Aprovada a Constituição em 1976, desde então foi objecto de sucessivas revisões que limitaram e desvirtuaram parcialmente o seu caracter progressista a favor do Trabalho, revisões essas que contaram com a iniciativa e apoio do PS/PPD-PSD/CDS-PP.
Sintomático é que Mário Soares enquanto Presidente da República tenha "homenageado" com as mais altas condecorações, não Costa Gomes, mas o contra-revolucionário Spínola.
Útil para a história é o livro de Álvaro Cunhal "A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril. (A contra-revolução confessa-se)", disponível em https://www.marxists.org/.../cunhal/1999/verdade/index.htm.
Mas quem entender que este é um testemunho tendenciosos, nada como armar-se de paciência para comprar e ler a alentada entrevista em 3 volumes que Mário Soares deu a Maria João Avillez, onde confessa que em 1974/76 defendia o socialismo apenas porque se o não fizesse ninguém votaria nele e no PS.
2 de abril de 2021 ·
foto victor nogueira - traineira no Estuário do Sado, a caminho do início da faina
2 de abril de 2022 ·
Foto victor nogueira - Palmela (Rua de Damão) - Homem como se fora uma besta de carga, puxando carrinho com placas de madeira. (2022 03 29 Canon 202_03)
2 de abril de 2023 ·
Gravuras de Pablo Picasso - D. Quixote de la Mancha e a Pomba da Paz
"Give Peace a Chance", de John Lennon (1969)
Plastic Ono Band - Give Peace A Chance (1969)
2 de abril de 2024 ·
No Portugal do Minho a Timor havia o livro único e as então chamadas redações, sobre as vaquinhas que dão leite ou a Primavera e as andorinhas. Não me lembro se em Luanda havia andorinhas, mas se as houvesse seguramente que não anunciariam uma estação inexistente, pois havia apenas duas, a quente, de copiosos aguaceiros e assustadoras trovoadas relampejantas, de calor infernal, e a do cacimbo, de temperatura amena e noites orvalhadas (cacimbo). Também não havia burricos ou bois puxando carroças pelas ruas, nem vaquinhas ou ovelhinhas ordenhadas com o leite distribuído ao domicílio. O leite que bebíamos era enlatado, da Nestlé, condensado ou em pó. Portantus, o que o livro único no Portugal do Minho a Timor nos "ensinava" era para muitos uma fantasia, um livro virtual, duma suposta realidade que nada tinha ver com a nossa mundividência.
Estive a estudar no Porto em 1962/63, no Grande Colégio Universal e deste nada recordo salvo episódios anedóticos, com colegas meus. Um entendia que eu tinha forçosamente de conhecer um qualquer parente dele que residia em Luanda, como se esta fosse uma aldeia e não uma cidade com cerca de 150 mil habitantes. Outro espantava-se quando lhe afirmava que não havia leões a passearem-se por Luanda. Um terceiro admirava-se de eu não ser "preto", pois quem nascesse em África tinha que ser forçosamente "preto" e não "branco", como eu, que lhe dizia que nascera em Angola! Para ele, eu estava a mentir-lhe!
No Portugal de faz-de-conta do Minho a Timor, em Portugal nevava, chovia e fazia frio na época natalícia, enquanto que em Luanda, nos trópicos, a data era pluviosa, infernalmente quente, todo o mundo em mangas de camisa e na praia.
Para celebrar este Abril do cinquentenário, dois poemas, um de Miguel Torga, outro de Alberto Caeiro.
Primavera, por Miguel Torga # Quando vier a Primavera, por Alberto Caeiro
2 de abril de 2024 ·
Fotos victor Nogueira -Lisboa Belém 1978 dois dos quadros num mural do pcp eleições
Povo MFA / 25 de Abril 1974 / Libertação do Povo / Fim da matança colonial / Fim da opressão
25 de Abril / 1975 1976 / Eleições ) Para defesa das nacionalizações / Reforma Agrária / Controlo operário / O Povo votou esquerda
O 25 de Novembro de 1975 representa o triunfo da contrarrevolução, que irmanou o PS liderado por Nobre Soares e a extrema direita bombista dos saudosos do fascismo, entre os quais os apoiantes do General Spínola, que havia sido derrotado no Golpe Palma Carlos, no 28 de Setembro, ambos em 1974 , e no 11 Março de 1975, todos apoiados pela extrema-direita, bombista e terrorista, em suridima mais ou irmanada com o PPD/PSD & CDS-
A componente bombista pretendia instaurar uma ditadura, alçar de novo Spínola como Presidente da República com exterminio dos militantes e dos partidos de esquerda, incluindo o PS, com o PCP à cabeça, rede bombista conluiada com o PS, que pretendia acabar com o controle operário e a reforma agrária, Na verdade, Mário Soares no Verão Quente de 1975, com o Norte de Portugal a ferro e fogo, pretendia que a Constituinte fosse transferida para o Porto, no que não teve apoio das Forças Armadas nem do Presidente da República, defendendo Soaeres uma intervenção da NATO para esmagar o que ele dizia ser a "Comuna de Lisboa" e Setúbal.
Neste contexto, o Presidente da República, o General Costa Gomes, em 2 de Abril de 1976, deslocou-se à Assembleia Constituinte para de imediato promulgar a Constituição que acabara de ser aprovada.
Curiosamente, Nobre Soares, enquanto Presidente da República, reabilitou e homenageou o contrarrevolucionário Spínola, com elevadas honrarias, por ser "o símbolo do 25 de Abril"!
Quando o Chega, o CDS, o PPD/PSD, com Luzito Montenegro & o Moedas de Marcello II, e os Iéles do Cotrim, Rocha & Mayan pretendem que a componente revolucionária do 24 de Abril de 1974, do 11 de Narço de 1975 e do 2 de Abril de 1976 se dilua na contra-revolução triunfante em 25 de Novembo de 1975, quem pretendem eles homenagear? Gosta Gomes? Melo Antunes? Otelo? Vasco Gonçalves? Catarina Eufémia? Dias Coelho? Humberto Delgado? Ou pretemdem homenagear Spínola, Alpoim Calvão, Silva Pais, Barbieri Cardoso, Cónego Melo, e Pacheco Amorim?