Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Hoje o meu pai comemoraria o 104º aniversário do seu nascimento


* Victor Nogueira

2025 09 04 - Hoje o meu pai comemoraria o 104º aniversário do seu nascimento (Porto 1921 09 04 - Setúbal 2013 06 06)

Aos 80 anos juntou a família mais chegada para festejar a data com um opíparo almoço em Setúbal, prometendo outro para o 100º aniversário. Ficou-se pelo 92º.

Eu há muito deixei de comemorar os meus aniversários, porque o último não foi dia de festa, paz e concórdia, por razões que me ultrapassam.

Será pois em companhia dos meus botões, com refeições por mim preparadas, que celebrarei o meu 80º aniversário, coincidente com o enterrar dos sonhos e das esperanças que Abril abriu e Novembro enterrou palatinamente, até dizer Chega.

Os fascistas ainda afirmavam que Portugal era um país não racista, tolerante e "acolhedor", de acordo com os princípios e piedosos ensinementos da Santa Madre Igreja. Era conversa de treta, que a realidade, a miséria, a emigração e a gurera colonial ou de Libertação (conforme a barricada) desmentiam.

Hoje, os filhotes e netos do fascismo e dos emigrantes, assumem despudoradamente o racismo, a intolerância e a xenofobia que não conheceram nas suas tristes vidas, mas defendem e proclamam com piedosas imprecações a defesa de autos de fé.

Tudo se encaminha para que em 2026 não se comemore o 50º aniversário da Constituição de Abril mas sim o 100º aniversário do golpe fascista de 28 de Maio de 1926. Para desventura da Humanidade!


segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Pingos do Mindelo em 2023 setembro 04

 


O jipe dos Nogueira da Silva, em Luanda, construído pelo Manuel, a partir do chassis dum automóvel. Foi contemporâneo da carrinha Austin Mini Cooper e pelas fotos acompanhou-nos nas vivendas alugadas onde morámos nos Bairros do Maculusso e de S. Paulo, mas já não quando nos mudámos para a Praia do Bispo, cerca de 1956. Lembro-me de assistir à "montagem" da carroçaria mas se não fossem as fotos não me recordaria do seu aspecto.. Pensando bem, talvez tivesse sido este e não o Mini Cooper o primeiro carro dos Nogueira da Silva. Se fosse vivo, o meu pai hoje comemoraria o seu 102º aniversário (Porto 1921 Setúbal 2013)

domingo, 4 de setembro de 2022

Textos em setembro 04

 * Victor Nogueira

2022 09 04 - Foto Victor Nogueira - 4 gerações, contando com o fotógrafo invisível (HPIM3112) Hoje o Manuel comemoraria o seu 101º aniversário (1921 - Porto / 2013 - Setúbal)

2022 09 04 - Os urubus e piolhos não querem que haja um imposto extraordinário sobre os lucros especulativos das grandes empresas nem o controle dos preços. Os urubus e as lêndeas reclamam menos impostos a pagar pelas grandes empresas. Os urubus, as carraças e a piolheira reclamam subsídios estatais por causa da "crise",  abocanhados pelas grandes empresas. 

Os urubus e as araras estão-se borrifando para o Estado Social. E coerentemente, reivindicam taxa de  IVA  a zero % para os bens essenciais. Os urubus, as piranhas, as sanguessugas, a piolheira, os carrapatos, os candirus, os percevejos, os pernilongos, as arararas, os papagaios, os abutres e as hienas actuam no Grande Circo do Neoliberalismo da treta, com as vozes em uníssono, mesmo que se mascarem de cores como rosa e laranja. 

Os lucros especulativos, "imorais", para esta gente, devem ser acarinhados e protegidos, com a conivência activa do PS. O que é "imoral" é que as receitas do Estado aumentem em consequência do aumento   dos lucros imorais e especulativos das grandes empresas que funcionam em regime de monopólo ou oligopólio, com preços cartelizados. 

No meio desta piolheira, onde param e que meios são dados á ASAE ou ás chamadas "Entidades Reguladoras", que na realidade pouco ou nada fiscalizam ou regulam? Ah! Isto é o que convém aos urubus e á piolheira, que sobre isto entram mudos e saiem calados!


2022 09 04 Censura no Facebook A pimbalhada do Minsitério da Verdade não dá tréguas?




2021 09 04 - PCP 2021 - 100 anos 45 Festas do Avante - Os Lugares da Festa

Lisboa - FIL 1976
Lisboa - Vale do Jamor 1977 / 78
Lisboa - Alto da Ajuda 1979 / 86

Em 1987 não se realizou em consequência de impedimento na utilização dos terrenos no Alto da Ajuda, levantados pela Camara Municipal de Lisboa, liderada por Cruz Abecassis, do CDS, coligado com o PSD.

Loures - 1988 / 89
Seixal - Quinta da Atalaia – desde 1990 



2021 09 04 - Há 5 anos, em 2016, proclamava o hominho, pitonisa de Massamá (falando do Governo minoritário do PS, viabilizado pelo PCP, Bloco e Verdes)


2021 09 04 - 2021 09 04 Foto de Família - Em Luanda, na Praia do Bispo, preparando o embarque no "gasolina". Se fosse vivo, em 4 de setembro o meu pai (1921 / 2013) faria com a família o almoço do centenário que no dos 80 anos a todos prometera. 


2019 08 04 - foto de  família - Na cerca da Direcção Provincial de Obras Públicas, em Luanda, o meu pai, engenhocas, que hoje comemoraria 98 anos, contempla o chassis a partir do qual construíu um jeep, que aparece noutras fotos


2018 09 04 - foto jj castro ferreira - Os Nogueira da Silva, em Luanda, numa das churrasquearas dos arrabaldes, Hoje o Manuel comemoraria 98 anos.

O Manuel com o seu ar enigmático, a Emília sempre sorridente, e os filhos, jovem e adolescente contrariados. Nesta altura eu já decidira sair de casa de meus pais e vir para um país estrangeiro - Portugal - para prosseguir estudos universitários.


2018 09 04 - Auto-retrato no Mindelo

2017 09 04 foto victor nogueira - o "geiser" na Praia Velha de Paço de Arcos, Em 2º plano, a Ponte 25 de Abril e a estátua do Santuário de Cristo-Rei, em Almada


2016 09 04 - foto victor nogueira - Em Paço de Arcos, O Príncipe (Porto 1921 / Setúbal 2013) da Maria Emília (Porto 1920 / Setúbal 2013), com os netos Rui e Susana  os 80 anos o meu pai ofereceu em Setúbal um jantar  à família, que meteu ostras. Dizia que ofereceria outro quando comemorasse os 100. Ficou-se pelos 92. Hoje comemoraria 95.

2016 09 04 - O Público on line consegue o pleno ao citar a "rentrée" política do PS, CDS e BEcom "destaque" para o PSD - Passes de Coelho ("Passos diz que Governo está esgotado mas não está para acabar"), ignorando completamente a Festa do Avante e o discurso do seu Secretário Geral. Aquilo que os jornais  de "reverância" não noticiam, não existe ?


2015 09 04 e 2013 08 24 foto victor nogueira - algures no Alentejo, suponho eu  (Monsaraz)


2015 09 04 - Pablo Neruda


2015 09 04 - foto victor nogueira - Em Setúbal, na Fonte Nova  - Manuel (1921.09.04 Porto / 2013.06.06 Setúbal)

2013 09 04 - O PS - partido socialista - seja com soares, seja com seguro sócrates, é uma treta, profundamente comprometido com a banca e o grande capital, tão comprometido que não quer eleições para que em plenitude de funções pedro e paulo do psd-cda com o apoio de esCavaco prossigam, agora já numa deriva fascizante, a política criminosa e de esbulho contra o povo português
dos jornais

* Santander processa IGCP e Finanças por causa de erros sobre swaps 
* Governo privatiza CTT
* Governo privatiza CGD
* incêndios na floresta - negócio chorudo para empresas  privadas ?
* Seguro prepara-se para eleições, mas não antes de 2015
* Seguro alerta para “mais cortes” depois das autárquicas (2013)


2012 09 04 - Depende do que leêm. Se for a Crónica Feminina ou a TV Guia ou a Gente ou o Povo Livre ou o Portugal Socialista do PS/D ...


2012 09 04 Foto Victor Nogueira  - Vila Ruiva (Cuba do Alentejo)


2010 09 04 - Proibido comentar

Pelos vistos ficou ofendida com o meu comentário e bloqueou-me. Se assim é, agradeço-lhe que mo diga para riscá-la da minha lista,  pois de facto não me conhece nem sabe quem sou ! Não sou o Lobo Mau nem ando à procura de Capuchinhos Vermelhos !

Sem acrimónia

Victor Nogueira


2010 09 04 - Sobre a Justiça 

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2010 09 04 - Ainda o processo Casa Pia e dos ciganos 

O importante acima de tudo não é  que se faça justiça  mas sim que se construa uma sociedade onde  a violação dos direitos humanos não sejam espezinhados em favor dum punhado de mandantes encobertos  e com homens de mão e capatazes aliciados por um prato de lentilhas para darem a cara em nome dos Senhores !

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* Victor Nogueira . . #

Mesmo a propósito: uma rede cigana  pedófia ! Como toda a gente sabe quem comanda a invasão do Afeganistão  onde desde então floresce a produção de droga são os ciganos ! Hitler e  os nazis eram todos ciganos, como ciganos eram os implicados nos Ballet  Rose e nos Processos Casa Pia, Freeeort, Apito Dourado e similares.  Ciganos são também todos aqueles políticos e governantes que por esse  mundo fora prometem uma coisa e fazem o contrário, vendendo sraco por  coelho à vara larga ! Ciganos são os grandes banqueiros e accionistas  que embolsam lucros fabulosos no meio da miséria crescente. Todos  ciganos são os mil homens e mulheres mais ricos do mundo . E toda a  gente sabe que a Inquisição era constituída por ciganos para defender o  catolicismo, que eram ciganos os esclavagistas e que Cristo foi  crucificado por ciganos como ciganos são os palestinianos e israelitas !  Não há pachorra !

Victor Nogueira

Em  tempo: Joana, menina pobre, desapareceu e o corpo nunca foi encontrado  mas a mãe e o tio apodrecem na prisão pelo assassinato dela diz o  tribunal. E pelo meio a comunicação social achincalhou-os sem dó nem  piedade! Maddie nunca foi encontrada mas ninguém foi preso e são boas  pessoas, não vão os jornalistas e investigadores levar com um processo  por difamação em cima ou ver o livro proibido, como aconteceu ao Amaral !  Ah! e todos os dias os jornais noticiam violência doméstica e  assassinatos cometidos por brancos cristãos, perdão, por ciganos !

Rectifico - Não se trata duma rede pedófila mas de rapto. E a talhe de foi-se  acrescento que Guantánamo é uma prisão chefiada por ciganos e que são  ciganos os donos da mina onde ficaram soterrados 33 mineiros e que se  preparam para declarar... falência, contristados, assim procurando  escapar ao pagamento de salários e de indemnizações no Chile doutro  cigano que foi Pinochet e seus muchachos. A fuga de petróleo na  plataforma da BP também foi provocada por ciganos. E fico-me por aqui,  que já me doem os dedos de teclar

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Como  esperado, no Processo Casa Pia, quem apanhou a pena maior foi o  mexilhão, sem ofensa a  Carlos Silvino ! Mas por parte dos condenados e  seus advogados o show  continua ! Sá Fernandes, advogado de Cruz, afirma  que as trevas se  abateram sobre a Justiça em Portugal. Mas nenhuma  referência às  cirúrgicas alterações às leis penais para aliviar penas,  como se opina   no Correio da Manhã, nem a casos de corrupção que acabam  em nada !

Publicada por Victor Nogueira   em Sexta-feira, Setembro 03, 2010 no Mu(n)do Phonographo

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Processo Casa Pia 

* Victor Nogueir

É difícil mas a Justiça num estado demo-crático tem um  cunho de  classe, hoje ou no tempo da outra senhora, onde nos Ballet Rose  havia  peixe graúdo, ao contrário destes, jaquinzinhos para entreter !  Os  tubarões, esses continuam à solta !

Publicada por Victor Nogueira   em Sexta-feira, Setembro 03, 2010  no Mu(n)do Phonographo


Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

 Borralho em tempo de verão 

* Victor Nogueira

Há  um filme norte americano cujo nome me não ocorre de momento em que há  um show mediático em torno da salvação dum soterrado, cuja duração se  faz esticar para gáudio das audiências e da publicidade que enche os  bolsos não me lembro se à custa dos radio-ouvintes se dos  telespectadores. Assim se prepara um show mediático para esta  sexta  feira, em que ao fim  de oito anos será ou não lida a sentença dos   arguidos do Processo Casa Pia. Outro show mediático relaciona-se com o  moroso processo de salvamento dos 33 mineiros soterrados no Chile, por   causa do nebuloso acidente de re-abertura duma mina sem condições de  segurança, apesar de acidentes anteriores que levaram ao seu  encerramento. Contristados, os donos da mina preparam-se para abrir  falência, deste modo escapando ao pagamento de indemnizações e de  salários. Não há dúvida que as vidas de pescador e de  mineiro são muito  dolorosas !

Os  incêndios continuarão com mais gravidade pois este ano há casas e  povoações destruídas pelo fogo. É todos os anos a mesma "seca" !  Lembro-me que uma tal fundação cujo nome não posso precisar ofereceu ao  Governo quatro helicópteros para apagar fogos mas dois despenharam-se  pelo que a outra metade não chegou a levantar  voo. Terão sido comprados  no refugo, como sucede com os autocarros de transportes públicos das  ineficientes empresas privadas ?

Outra  saga é à volta do treinador da Selecção Nacional de Futebol, agora  suspenso por seis meses por alegadas ofensas aos agentes anti-doping.  Claro que Queirós não é Scolari nem leva uma Madonna para garantir a  vitória nem mandou encher as janelas e varandas com a bandeira  portuguesa, num autêntico negócio da China ! Parece-me que Scolari terá  esmurrado um jogador, em 2007 mas isso não terá sido  uma falta grave !  Mistérios dos meandros do Futebol.

Maddie  volta à cena. Não terá morrido, acidentalmente ou não,  mas raptada  para venda ! Sobre a sua homóloga Joana, nada mais se soube: a mãe e o  tio estão presos, como aliás a maioria dos pedófilos com excepção dos  arguidos no Processo Casa Pia, peixe miúdo em comparação com os  implicados no Caso Ballet Rose do tempo da salazarenta figura que por aí  terá deixado sementes !

Marcelo ado de Marcello predica para que Cavaco quebre o tabu e para que  todo o PSD o apoie na sua re-eleição na Presidência da República. O  Sonho de Sá Carneiro está realizado mas é preciso levantar alguma poeira  para o terno: uma maioria no Parlamento, um Presidente, um Governo!  Nada como uns passes de Coelho não vá comprar-se gato por lebre ! Os  esfolados são sempre os carneiros, mas desses não reza a História !

Amanhã é sexta feira, dia 13 menos 1

Publicada por Victor Nogueira   em Quinta-feira, Setembro 02, 2010 no Mu(n)do Phonographo


A Justiça ...


... e o borralho !

Carmen Rosário Montesino

Quando faço uma boa leitura o tempo voa! Bela nota, tudo nas doses certas! Um abraço e até amanhã camarada 🙂

12 ano(s)

João Paulo Fonseca

Hoje, milhares de pessoas rejubilam com a promessa de uma migalha de justiça. É bom lembrar que o abuso sexual tem uma relação estatística com a pobreza extrema. Que em Lisboa, como em todo o país, há crianças e jovens que se continuam a prostituir, que milhares de mulheres continuam a ser atiradas para a prostituição. Sobretudo, não devemos esquecer que quando um destes miúdos ou uma destas mulheres é violada, ou forçada pelas circunstâncias, há três tipos de pessoas envolvidas: a vítima, o violador e aqueles que com o seu voto ou a sua acção política mantêm os este país no estado miserável em que está.Ver mais

12 ano(s)

Ana Teresa Dionisio

olha gostei de ler essa nota mas ja nao era sem tempo sair esse julgamento esperado ha anos como a justiça portuguesa trabalha em camera lenta e assim e vai ser sempre eu sou portuguesa mas imigrada nos estados unidos aqui nao e assim fez pagou logo não há anos a espera gostei amigo uma boa noite

12 ano(s)

Carlos Rodrigues

Bom dia, Amigos. O Julgamento do Processo Casa Pia está feito e é certo que as vítimas mereceram ouvir pela primeira vez chamar os bois pelo seu nome. Aqui acho que ninguém falou em ciganos e, finalmente, os ofendidos foram tratados como tal e assim é que tem de ser. Pena que o Processo se tivesse arrastado por tanto tempo, pior ainda que os recursos possam ainda fazer com que muita coisa prescreva, mas é a Lei que temos. Quanto ao facto de a propósito de tudo e de nada se lançar as culpas ao cigano, ao africano, aos do Leste, aos amarelos e outros, isso é do foro dos estudos sociológicos e psicológicos, porque é preciso explicar os porquês do horror às diferenças étnicas e sociais. A verdade é que em vez de se dizer que a culpa é do " cigano ", é muito mais difícil admitir que a culpa é de todos nós e é afinal entre nós e os outros que se deve procurar a verdade do mundo que vivemos.

Um abraço

12 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Carlos - O artigo é sobre a Justiça em Portugal ou o estado a que ela chegou após um breve interregno a seguir o 25 de Abril. Portanto, em vez de "chegou" eu deveria ter escrito "voltou" A referência aos ciganos resulta duma notícia da imprensa sobre o caso Maddie, uma nova manobra de diversão a favor duns pais no mínimo "descuidados" mas nórdicos. A propósito, alguém mais ouviu "falar" no alemão que teria assassinado a amante negra e a filha de ambos? Em momentos de crise, como aquele que se vive pelo mundo e cujo final não se sabe qual possa vir a ser e pode ser mesmo a destruição da vida na Terra, os ciganos ou o outro são julgados sem apelo nem agravo e condenados como responsáveis por tudo e mais alguma coisa. Em relação aos ciganos temos em Portugal o exemplo de autarquias, que os expulsam para as vizinhas, às claras, ou sub-repticiamente como a da Amadora, que adquire casas na de Sintra para alojar os seus desalojados. Anote-se que em Portugal e no tempo do fascismo os ciganos foram perseguidos pela GNR e na Europa pelos nazis e assassinados nos campos de concentração (onde não foram também eliminados apenas judeus, mas ciganos, opositores políticos, especialmente comunistas, prisioneiros de guerra soviéticos, homossexuais, deficientes mentais ...) Mas as pessoas, formatadas, só falam nos judeus e nos goulags e no Muro de Berlim, esquecendo o muro que separa o México dos EUA ou Israel dos Colonatos em território da Palestina, ou o muro "virtual" resultante do Acordo de Schengen ou Guantánamo e outras prisões que nada ficam a dever ao Campo de Concentração do Tarrafal e outros, incluindo os nazis !

Abraço

12 ano(s)

Carlos Rodrigues

De acordo, Victor. Aliás podes acrescentar aí que para além dos Judeus, dos Ciganos e dos Comunistas, no Holocausto também existiram vítimas Árabes, de que evidentemente ninguém fala.

Quanto às injustiças em Guatanamo e sobre os próprios Mexicanos também é um facto conhecido. Acredita-se que o Obama possa por cobro ao escândalo, nessa parte do mundo, se tiver força para tanto.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

o sobrevivente


* Victor Nogueira

O que são as memórias? Um escrito? Uma photo? Uma lembrança burilada ou afeiçoada nas brumas do tempo e da memória?  Uma recordação, uma atrás das outras, impetuosas ou em meandros como o rio que se espraia pela planície? Qual é a verdade das memórias?
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Hoje - a 4 de setembro - farias 92 anos; daqui a 4 meses faria a Maria Emília 94, como o Zé Luís teria feito 62 em 29 de Maio, tantos quantos  a Celeste a 7 desse mesmo mês. Não comemorarás o centenário com a família, parte da família, como desejavas,  num lauto banquete como o que ofereceste aos 80, de convites personalizados. Na juventude pensei que seria o patriarca duma grande família, espalhada por várias gerações. Mas os meus tios de "sangue" não casaram, o meu irmão morreu, os divórcios e separações mesquinhamente e com frequência apartam águas.

Contigo, para além de na minha meninice e adolescência me teres transmitido os valores da tolerância política e religiosa, da solidariedade, da multi-racialidade, da verticalidade e da não subserviência, da não adesão a castas ou preconceitos de classe, aprendi também que a família é muito mais extensa . Depois disso tivemos muitas desinteligências, não poucas vezes deixaste de falar comigo mas não eu contigo,  porque na família fui o único que te disse não quando entendia dever fazê-lo, sem que a minha firmeza me roubasse as boas-maneiras para contigo, entre-ambos. E só nos voltámos a encontrar nos dois anos antes de morreres. Só então voltaste a libertar a ternura que sempre tiveras pelo teu filho insubmisso, rebelde e contestatário.
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A família … Que é a família? Uma certidão ou conjunto de certidões de nascimento? Uma árvore genealógica a partir destas? E como preencher as lacunas das filiações de pai incógnito, mesmo quando se sabe que este era um estudante de medicina, médico muito rico  numa qualquer terreola do interior ? Uma Foto ? Mesmo que seja mentirosa como aquela em que estás com a mão no ombro do que sempre considerei meu bisavô? Como neto me consideraram o avô Zé Luís, afinal teu padrasto, ou a minha tia-avó Esperança, que sempre nos considerou e nos tratou e à Maria Emília como sobrinhos ! Porque é mentirosa aquela foto que sempre exibiste com orgulho? Um dia perguntei à Lili se o meu bisavô não teria escrito poemas ao Manuel - o Necas -  como fizera aos filhos da Alzira e do Zé Luís ou se estes se haviam perdido. A resposta foi que nunca os havia escrito. Insisti, mas parecem amigos na foto, aquela que o meu pai emoldurou em vários exemplares e me ofereceu e aos irmãos e não sei se ao “pai” dele, adoptivo. E veio a história – por duas vezes o Manuel pousou a mão no ombro do que eu sempre considerei meu bisavô e por duas vezes este sacudiu-a com brusquidão. Mas à 3ª, não houve tempo porque entretanto o fotógrafo disparara.

Na última longa conversa que tivemos, dias antes de morreres, em que falámos de muitas coisas - do passado, do presente, do futuro - [a minha mãe escrevia-me mas tu preferias conversar] , veio à baila a fotografia que estava porque a puseras no teu quarto no lar. E sem acrimónia e com bonomia e com um sorriso ladino contaste a história do garoto que teimosamente rejeitara a rejeição do seu “avô” – a verdade da foto não é/seria a aceitação que não houve mas a teimosia de quem considerava aquela a sua família. Como no teu quarto puseste essa e a foto que te tirei na tua casa em Setúbal, porque mo pediras, numa das mãos uma com a Alzira e o Zé Luís, teus pais, na outra a do teu bisneto Francisco, como se fosses um elo entre gerações.  
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Há da família conceitos que a vida pode ir alargando, cada vez mais compreensiva e extensamente. Há quem fique pela escravidão do “sangue” e da servidão, mesmo que retintamente vermelho e plebeu aquele seja, e há quem alargue o conceito até abranger a humanidade e a vida, toda a humanidade e toda a vida. Há um poema de Eugénio de Andrade que fala disso:

Poema à Mãe

No mais fundo de ti, 
eu sei que traí, mãe 

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido 
no fundo dos teus olhos. 

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora 
e noites rumorosas de águas matinais. 

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe, 
e o nosso amor é infeliz. 

Tudo porque perdi as rosas brancas 
que apertava junto ao coração 
no retrato da moldura. 

Se soubesses como ainda amo as rosas, 
talvez não enchesses as horas de pesadelos. 

Mas tu esqueceste muita coisa; 
esqueceste que as minhas pernas cresceram, 
que todo o meu corpo cresceu, 
e até o meu coração 
ficou enorme, mãe! 

Olha — queres ouvir-me? — 
às vezes ainda sou o menino 
que adormeceu nos teus olhos; 

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas 
como as que tens na moldura; 

ainda oiço a tua voz:  
        Era uma vez uma princesa 
        no meio de um laranjal... 

Mas — tu sabes — a noite é enorme, 
e todo o meu corpo cresceu. 
Eu saí da moldura, 
dei às aves os meus olhos a beber, 

Não me esqueci de nada, mãe. 
Guardo a tua voz dentro de mim. 
E deixo-te as rosas. 

Boa noite. Eu vou com as aves. 


Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"


Partir com as aves é muitas vezes doloroso, mas tal como o poeta refere em O Lugar da Casa “ (…) crescer como árvore, resistir / ao vento, ao rigor da invernia,/ certa manhã sentir os passos / de abril / ou, quem sabe?, a floração / dos ramos, que pareciam / secos, e de novo estremecem / com o repentino canto da cotovia.”  é  partir com as aves e responder ao canto da cotovia; significa também a capacidade de estender a fraternidade para além do clâ, da seita, da igreja, do clube, do bairrismo, da vizinhança.

Sim, a minha família é muito mais extensa do que aquela que certas leis e certas decisões dizem ser a minha. Muitos não percebem, não compreendem nem aceitam que a minha família, se a explicitasse, englobaria as das mulheres que amei, mesmo que não tivessem sido minhas companheiras: desde a jovem professora - meu amor de sempre, nunca esquecido - que em évoraburgomedieval me despertou para a poesia, até à Maria Papoila, a Florbela, a Fatma, incluindo a Maria do Mar, a Joana Princesa, a Mana Clarisse de Aguiar e Berlmonte, a Maria dos Mil-Sóis Rendilhados, a Julieta dos Espíritos  ... Mas (quase)  tudo passou e morreu, com ou sem aspas, e uma simples passagem no inFaceLock pelas páginas de certas pessoas que sempre conisiderei da minha familia,  leva-me a constatar que eu e os meus filhos  e neto  fomos pura e simplesmente eliminados. A decisão não é minha, nunca seria minha.

“Pai, tu não és deste Mundo ! Tu não vives neste Mundo !”, disse-me a Susana em adolescente. Talvez ! Mas a minha família continuam a ser a Vida e a Humanidade” como o meu pai e a vida me ensinaram. E eu decidi escolher ! Eu escolhi a fraternidade e a igualdade. Eu escolhi o futuro sem esquecer ou renegar/re-escrever o passado. 

Um brinde aos avós, a todos eles, qualquer que seja a geração passada ou futura, com a Dança do Balcão, já a seguir, em:


Virgem Suta - Dança de Balcão @ Nokia On.Live (2009)


Porto - foto de família


Luanda - foto de família


Luanda - foto de família


Natal de 1973 (Rua Fernandes Tomás) - avô Zé Luís (+), Alexandrina, tio Zé Barroso (+), Carlos, tia Teresa, Victor, tia Isabel, Manuel, (+) tia avó Esperança (+), Celeste (+), Maria Emília (+), avô Barroso (+), tio José João (+) (+) já faleceram







Porto - foto de família
Comentários
Isabel Dias Alçada Abraço amigo e uma feliz noite, eu sou uma sobrevivente .....

Donzilia Conceiçao Memórias? O que são as memórias, são o que guardamos da nosso passado, bom ou mau, de meninos ou já adultos, é como a história do nosso país, dele temos muitas memórias!!! e são tantas, tantas porque já os anos passaram por nós e nos deixou recordações...Ver mais

Donzilia Conceiçao Nós somos todos sobreviventes.

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José Pires Somos MEMÓRIAS ! Abraço

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Isabel Magalhães De alguma forma, somos todos sobreviventes.Por vezes, as pessoas são desconhecedoras da verdade dos acontecimentos e das razões de certas atitudes, tomadas pelos seus antepassados. Acontece as pessoas idealizaram para a sua vida uma coisa, mas a vida programar outra. Todavia, não devemos desvalorizar o que de bom nos foi dado, nem ficar amargurados, muito menos desejar vingança nas gerações actuais por algo que nos marcou no passado. Temos obrigação de tentar entender as razões dos vários lados e não só de um, para não sermos injustos, nem egoístas.

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Manuela Vieira da Silva As minhas memórias são traições do presente, não quero viver de memórias porque prefiro viver o presente edificando o futuro. Embora sem grande esperança nele (futuro) é o fazer o presente, livre de traumas ou saudades, que a vida se faz., Bjos.

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Maria Lisete Almeida Grata pela partilha d

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Maria Lisete Almeida dos seus escritos que muito aprecio. Abraço Amigo.

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Fatima Mourão beijinhos gostei muito!

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Deolinda Figueiredo Mesquita Gostei muito e agradeço  Sobre as memórias muito há dizer.... eu vivo bem com as minhas.

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Victor Barroso Nogueira Isabel Magalhães Deolinda Figueiredo Mesquita Manuela SilvaSobre as memórias, sobre a vida, sobre os tempos ... Por mim está tudo escrito com clareza, no que nesta nota escrevi, reproduzi ou transcrevi. Bjos 

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Victor Barroso Nogueira Ao Rui Gato, que atentamente comentou em privado, aquele bjo 

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Victor Barroso Nogueira aos parcos em palavras e ricos em silêncio - grato por me terem lido e deixado a marca 

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Maria Jorgete Teixeira Belíssimo o poema do Eugénio de Andrade, como se sabe, mas belas também as tuas palavras, que não se ficam na beleza e que nos fazem pensar não só no que dizem, mas também na delicadeza, interioridade, verticalidade e humanidade da pessoa que as escreve...

Beijinhos, Victor!

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Margarida Piloto Garcia Esta é para mim, talvez a tua nota mais bela e brilhante. De repente despiste-te de uma armadura e expuseste-te com tudo aquilo que tens de bom e belo. O teu interior está desnudado nas palavras i falam de quem és. Aqui seria possível escrever um romance com personagens ricas de sentido e sentir e tão diversas em personalidade. Na minha mente ficam muitas indagações, ficarão sempre. O poema do grande Eugénio é um dos meus preferidos e nesta nota que fala de família e não só, ele assume importância especial. 

Estando tão perto ainda os últimos acontecimentos tu conseguiste escrever uma nota que sem quaisquer lamechices é im tributo à família de sangue, à de papel passado, à dos afectos nunca esquecidos e a toda a humanidade. 
Os meus aplausos e um beijo.

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Graca Maria Antunes Somos feitos de muitas vivências.A família, os que amámos, os que passaram por nós, os que ficaram (vão ficando...) Engolimos desilusões, carinhos, amores.E o que fica é se calhar uma manta de retalhos a que alguns chamam memórias e outros, vida...Belíssimo este Eugénio."Boa noite,Eu vou com as aves."

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Maria Márcia Marques A família não escolhemos ela entra na nossa vida sem pedir licença e permanece, os amigos escolhemos e selecionamos, até à perfeição, se assim for possível.

Mas é com a família que aprendemos a andar, a crescer, a rir, a chorar, a amar, a odiar...
É no seu seio que criamos raízes, embora as arranquemos para partir e viver por nós, mas ficam sempre pequenos rebentos que florescem na Primavera e nunca se desata o nó, nem se cortam as amarras, voltamos sempre....mas um dia, lentamente, alguém começa a ir com as aves, quer a família, quer os amigos....
Restam as fotos, as cartas escritas, ou por escrever, os objetos, os livros lidos e os que restam ler, os lugares, os espaços, a mesa posta, as lembranças.......

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Yolanda Botelho Lindo...como sabes gosto muito de ti,querido amigo.

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Yolanda Botelho Emocionei-me.....ter-me- ás sempre como amiga.Sem mais palavras.

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Arminda Griff Isso não vale...Sou muito chorona! Agoro-te .. 

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Maria Célia Correia Coelho Uma bela narrativa familiar muito sentida e que nos sensibiliza Victor!

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Carlos Rodrigues Fraternidade e Igualdade, é sempre uma bela escolha. Obrigado, Victor.

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Luisa Neves Belo e emocionante. ABRAÇO.  
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Clara Roque Esteves Um bom texto, como é teu apanágio. Meu amigo Vítor, tenho de te pedir desculpa de novo, assim como a tantos outros amigos que me mimam com presentes destes. O Carlos Rodrigues, a Cecília, a Maria Jorgete, O Osvaldo Pires e tantos outros. Não tenho conseguido entrar na net com excepção dos emails que implicam responsabilidades laborais que ainda detenho em algumas áreas. Um grande beijinho e um bem hajam para todos.

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Ana Wiesenberger Gostei muito. Beijinho.

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Vânia Cairo Adoro teus textos, amigo!!! Bjo

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