Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Quem se lembra destes ninhos? (2020)

 * Victor Nogueira


foto victor nogueira - ninhos de andorinhas

uem se lembra destes ninhos, construídos em muitos edifícios em Portugal de lés a lés, ninhos de andorinhas que com o seu chilreio anunciavam o regresso cíclico da Primavera?
Quem se lembra dos galos que cocoricavam de madrugada, ao despontar do sol, anunciando um novo alvorecer?
Quem se lembra dos burros, machos e mulas, que durante milénios foram as bestas de carga para transportarem mercadorias e pessoas, puxarem o arado ou a carroça ou fazerem girar as noras e outros aparelhos para extraírem água dos poços?

«Andorinha que vais alta,
Porque não me vens trazer
Qualquer coisa que me falta
E que te não sei dizer?»
s.d.
Quadras ao Gosto Popular. Fernando Pessoa
~~~~~~~~
«Andorinha lá fora está dizendo:
— "Passei o dia à toa, à toa!"
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa...»
Manuel Bandeira
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As Andorinhas de António Nobre, por Casssiano Ribeiro
—Nos
—fios
—ten
sos
—da
—pauta
—de me-
tal
—as
— an/
do/
ri/
nhas
—gri-
tam
—por
—fal/
ta/
—de u-
ma
—cl’a-
ve
—de
—sol
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O Espírito, por Natália Correia
Nada a fazer amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;
E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.
Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:
Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.
Natália Correia, in “Poesia Completa”

terça-feira, 8 de abril de 2025

Em torno de Brecht

 8 de abril de 2012

 
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Aos que vierem depois de nós
Bertolt Brecht
(Tradução de Manuel Bandeira)
Realmente, vivemos muito sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar.
Que tempos são estes, em que
é quase um delito
falar de coisas inocentes.
Pois implica silenciar tantos horrores!
Esse que cruza tranqüilamente a rua
não poderá jamais ser encontrado
pelos amigos que precisam de ajuda?
É certo: ganho o meu pão ainda,
Mas acreditai-me: é pura casualidade.
Nada do que faço justifica
que eu possa comer até fartar-me.
Por enquanto as coisas me correm bem
(se a sorte me abandonar estou perdido).
E dizem-me: "Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!"
Mas como posso comer e beber,
se ao faminto arrebato o que como,
se o copo de água falta ao sedento?
E todavia continuo comendo e bebendo.
Também gostaria de ser um sábio.
Os livros antigos nos falam da sabedoria:
é quedar-se afastado das lutas do mundo
e, sem temores,
deixar correr o breve tempo. Mas
evitar a violência,
retribuir o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, antes esquecê-los
é o que chamam sabedoria.
E eu não posso fazê-lo. Realmente,
vivemos tempos sombrios.
Para as cidades vim em tempos de desordem,
quando reinava a fome.
Misturei-me aos homens em tempos turbulentos
e indignei-me com eles.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.
Comi o meu pão em meio às batalhas.
Deitei-me para dormir entre os assassinos.
Do amor me ocupei descuidadamente
e não tive paciência com a Natureza.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.
No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.
A palavra traiu-me ante o verdugo.
Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes
Se sentiam, sem mim, mais seguros, — espero.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.
As forças eram escassas. E a meta
achava-se muito distante.
Pude divisá-la claramente,
ainda quando parecia, para mim, inatingível.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.
Vós, que surgireis da maré
em que perecemos,
lembrai-vos também,
quando falardes das nossas fraquezas,
lembrai-vos dos tempos sombrios
de que pudestes escapar.
Íamos, com efeito,
mudando mais freqüentemente de país
do que de sapatos,
através das lutas de classes,
desesperados,
quando havia só injustiça e nenhuma indignação.
E, contudo, sabemos
que também o ódio contra a baixeza
endurece a voz. Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência.
Bertolt Brecht nasceu em Augsburg, Alemanha, em 1898. Em 1917 inicia o curso de medicina em Munique, mas logo é convocado pelo exército, indo trabalhar como enfermeiro em um hospital militar. Aquele que iria se tornar uma das mais importantes figuras do teatro do século XX, começa a escrever seus primeiros poemas e cedo se rebela contra os "falsos padrões" da arte e da vida burguesa, corroídas pela Primeira Guerra. Tal atitude se reflete já na sua primeira peça, o drama expressionista "Baal", de 1918. Colabora com os diretores Max Reinhardt e Erwin Piscator. Recebe, no fim dos anos 20, instruções marxistas do filósofo Karl Korsch. Em 1928, faz com Kurt Weill a "Ópera dos Três Vinténs". Com a ascensão de Hitler, deixa o país em 1933, e exila-se em países como a Dinamarca e Estados Unidos da América, onde sobrevive à custa de trabalhos para Hollywood. Faz da crítica ao nazismo e à guerra tema de obras como "Mãe coragem e seus filhos" (1939). Vítima da patrulha macartista, parte em 1947 para a Suíça — onde redige o "Pequeno Organon", suma de sua teoria teatral. Volta à Alemanha em 1948, onde funda, no ano seguinte, a companhia Berliner Ensemble. Morre em Berlim, em 1956.
O poema acima foi extraído do caderno "Mais!", jornal Folha de São Paulo - São Paulo (SP), edição de 07/07/2002, tendo sido traduzido pelo grande poeta brasileiro Manuel Bandeira.

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Maria Amélia Martins
tinha que ser um homem bom...só um homem bom escreve isto!
13 a

Victor Barroso Nogueira
Para os fascistas e para os defensores do capitalismo era não um homem bom mas um homem a abater, como comunista que era.
13 a

Maria Jorgete Teixeira
Grande Brecht! Sempre atual!
13 a

Maria Lúcia Borrões
Flagrante a coincidência com os princípios do cristianismo.
13 a

José Inácio Leão Varela
Como Marx defendia teorias comunistas, ou melhor marxistas, que,embora nas suas épocas tivessem alguma aplicação prática pela realidade que então se vivia (revolução industrial), hoje estão completamente ultrapassadas,aliás, tal como o capitalismo selvagem. Hoje o materialismo histórico e a teoria do "valor" defendidos pelo marxismo/comunismo estão cientificamente ultrapassados. Contudo, os seus escritos e teorias devem continuar, ainda hoje, a ser documentos históricos de análise e estudo, e apenas isso. Cliquei gosto, apenas porque, embora não seja seu seguidor nem ache qq coincidência de fundo com o Cristianismo (a não ser no ponto em que condenava a exploração do homem pelo homem, coisa que o comunismo - se alguma vez houve comunismo - não se cansou de fazer na prática), acho que Brecht, tal com Marx, deve ser lido e estudado sob o ponte vista meramente histórico....
13 a
José Inácio Leão Varela
...histórico e de análise...
13 a

Victor Barroso Nogueira
Bem, Varela José Inácio, aqui não dá para debater. Mas o capitalismo é por natureza intrínseca desumano, "selvagem", genocida, auto-fágico e predador e apenas na Europa, desde o fim da 2ª guerra mundial até à implosão do Bloco socialista, foi forçado a assumir um rosto pretensamente humano, ao contrário da miséria que instaurou nas colónias portuguesas, holandesas, britânicas, belga, francesas, espanholas, alemãs e italianas nas Américas, Ásia e África, aniquilando povos e culturas e respectivas economias e sociedades. São cerca de 500 anos de intolerância, rapina e genocídio. Hoje estamos perante uma crise mundial cuja saída é a derrota do capitalismo ou a destruição da vida humana na terra ou a regressão à pré-história. A análise marxista não está ultrapassada e a experiência socialista numa URSS invadida desde 1917 até à barbárie nazi - invasão apoiada pela Grâ Bretanha, EUA e França mais ou menos veladamente até às vitórias do Exército Vermelho em Estalinegrado e Kursk. Um bloco cercado e sujeito à ameaça nuclear depois dos crimes contra a humanidade perpetrados pelos EUA em Hiroshima e Nagasaki, num país já derrotado, para amedrontar a URSS e experimentar os efeitos da bomba atómica. E pergunto - É de rosto humano e não selvagem o capitalismo nos EUA e agora na União Europeia, cujos efeitos da crise se fazem sentir e Portugal ? Hoje o capitalismo não se baseia na produção mas na pura especulação bolsista com "dinhero" que não tem qualquer equivalência na esfera da produção. Os EUA emitem notas que nem valem o papel em que são impressas, desde o fim do Padrão Ouro por Nixon no início dos anos setenta do século passado, que pôs fim aos acordos de Bretton-Woods. A teoria marxista do valor-trabalho, cujos antecessores foram Adam Smith e David Ricardo está ultrapassada? Ultrapassada em quê e porquê? Em tempo - Marx nunca foi marxista mas a sua análise do capitalismo continua válida. E o capitalismo talvez seja de facto o fim da história, não por bondade sua mas pk as saídas da crise situam-se a um nível crescentemente mais elevado em termos de guerra e destruição. E a próxima guerra, como disse, significará o fim da humanidade ou a sua regressão à idade das cavernas.
e de Brecht

Perguntas de um Operário Letrado
Quem construiu Tebas, a das sete portas?… Ver mais
 
Privatizado
Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.… Ver mais
 
Se os Tubarões Fossem Homens
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13 a

José Inácio Leão Varela
Claro, amigo Victor Nogueira...eu apenas me meti na conversa porque gosto, às vezes, de filosofar sobre assuntos interessantes como este, principalmente, com amigos que embora possam não ter as minhas ideias, não deixam de ser amigos...só isso...Resumido, e saio já, condeno o comunismo mas também não defendo o capitalismo... fizeste bem em publicar Bretch, só que para mim as suas teses sobre socialismo, tal como as de Marx, para mim estão cientifica e historicamente ultrapassadas, assim como as do capitalismo selvagem; mas isto não significa que devam ser ignoradas... saio já...um abraço amigo...
13 a

Victor Barroso Nogueira
Varela José Inácio Em Doutrinas Sociais, no ISESE, na intragável sebenta do Pires Lopes sj que parágrafo sim parágrafo não a propósito e sobretudo a despropósito desancava no Marx (mais tolerantes eram o Vaz de Carvalho sj em História das Teorias Políticas ou em Teorias Sociológicas ou o Augusto da Silva, sj, em Sociologia II), a súmula era "o capitalismo tem algumas coisas más, o socialismo algumas boas mas a verdade está na Doutrina Social da Igreja" e assim se formavam os quadros dirigentes das grandes empresas capitalistas e da Administração Pública, para geri-las com abertura e rosto humano. Eu recusei-me a fazer o exame de Doutrinas Sociais [cadeira do 2º ano] nos moldes do professor da mesma, o Pires Lopes, sj, em que se media apenas a capacidade acrítica de encornanço, e fui deixando a cadeira para trás até que no 5º ano disse ao Augusto Silva sj que me recusava a fazer o exame nos moldes fixados pelo professor pelo que não poderia terminar o curso pelo que, em alternativa, propunha-me fazer um trabalho escrito sobre um tema à minha escolha e a defendê-lo num exame oral. A Direcção do ISESE contrapopôs-me fazer um exame escrito sobre a matéria da cadeira e apresentar um trabalho escrito com um tema por mim escolhido, sem provas orais. Entreguei a prova escrita em branco e o trabalho foi sobre A Doutrina Social da Igreja e a Paz no Mundo, em que questionava a Guerra Colonial Portuguesa.

Naturalmente fui aprovado com apenas dez valores. Mas voltando atrás, desde há umas décadas, tudo o que aprendemos para "suavizar"e "almofadar" as relações entre patrões e não patrões não tem qualquer aplicação na "Europa com Eles", teorias "subversivas" pois o gado está ali à espera com o ferrete do desemprego para aceitar trabalhar como burro amarrado à nora. E o gado ou aceita ou morre se não tiver engenho e arte para mudar o estado súcial das nações.

Em Direcção de Empresas I, lecionada também pelo Pies Lopes sj, no 1º ou 2º anos, também só tive a brilhante nota de 10 valores pois na oral o Pires Lopes defendia que o Director de Pessoal numa empresa podia humanizar as relações de trabalho e eu contrapunha-lhe que o Director de Pessoal era um assalariado como os restantes trabalhadores e ou cumpria as orientações da Administração ou era despedido. Naturalmente nenhum de nós convenceu o outro mas ele tinha o poder de me reprovar ou dar apenas... 10 valores no exame final, o que fez LOL Abraço, Varela
13 a

Victor Barroso Nogueira
Em tempo, Varela José Inácio No nosso curso de 68/69 a esmagadora maioria dos estudantes de Doutrinas Sociais deixou de comparecer às aulas a meio do capitalismo, tendo sido acordado com o professor assinar o ponto do início de cada aula, para não perdermos o ano por faltas, abandonando de seguida a sala de aulas. Mas antes do início da Doutrina Social da Igreja o Pires Lopes sj afixou um aviso em que revogava a sua decisão, voltando a ser obrigatória a assistência às aulas. Após algumas reuniões a maioria resolveu acatar a decisão do professor pelos que os recalcitrantes tiveram também de "render-se", sob pena de perderem o ano por faltas. De modo que na primeira aula de DSI depois do prof entrar levantei-me e disse que ele havia faltado à palavra dada e que as aulas continuavam do mesmo estilo e sem qualquer interesse para mim e que era obrigado a assistir as mesmas para não reprovar. Disse e sentei-me. Sucessivamente levantaram-se o Viegas e o Pingarilho que declararam "Faço minhas as palavas do Victor" sentando-se de sequida. E assim venceu o Piricas. LOL
13 a

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Letras empilhadas, ano após ano, em Dezembro, 13, (re)colhidas em 2024

 

Textos em dezembro 13

 * Victor Nogueira

2010 12 13 - Boletim meteorológico: Hoje o dia esteve quente, com sol e céu azul e as gaivotas esvoaçavam elegantes e rápidas para lá da janela. Agoreaé noite e até  ao horizonte, em terra, brilham mil luzes como se estrelas fossem ! Tudo é silêncio, salvo o dedilhar no teclado!

13 de dezembro de 2010  ·

Histórias de João Bimbelo


Histórias de João Bimbelo

7. E João Bimbelo caminhava pelos caminhos da vida em busca de coisa nenhuma. Pensava nela por vezes com uma grande ternura e acordava no silêncio da madrugada com um desejo sufocante do ouvir o seu sorriso, ver a sua voz, sentir a carícia do seu corpo de mulher apetecida. Mas os seus dedos e os seus lábios não a encontravam e a madrugada era um poço sem fundo e o tempo cada vez mais curto. 

Nas suas longas caminhadas João por vezes entrevia uma janela aberta, uma porta mal fechada, uma luz para além da curva da estrada. E o coração de João vestia-se com os melhores fatos e o seu andar tornava-se leve e fresco e as palavras eram um rio a cantar. Mas era tudo uma ilusão, porque a imaginação dos homens não tem limites e os gestos e as palavras ora são límpidos como cristal translúcido, ora um cristal multifacetado, ora um espelho baço de mil imagens e sons, mesmo se adornado com as cores do arco íris.

E João procurava Aquela Cujo Nome Se Não Desvenda, volúvel como o vento, contrastante como o dia é da noite sem luar, e perante o seu silêncio e as suas fugas em redondel, ficava João sem norte como navio no mar alto em dia de tempestade, como frágil pardal de asas cortadas sem nada de águia altaneira, como cana agitada pela mais leve brisa sem a solidez do roble centenário. Estados de alma que se não perdoam a guerreiros vestidos com suas armaduras que nunca devem despir, mesmo se cansados da guerra, mesmo quando perdidos ou cavalgando no meio das quentes areias do deserto (porque os cavaleiros não andam pelos gelados desertos polares).

E João procurava de novo pôr a máscara, erguer as muralhas, tapar as fendas e os interstícios nela abertos por onde entravam em golfadas crescentes a fragilidade, o desamparo e a tristeza que afogam o coração mesmo dos mais fortes se não mudarem de rumo em busca de portos e marés onde os dias sejam tudo menos uma noite cinzenta, fria, triste e sem esperança. 

Escrito no milénio passado - Foto VN - Nuvem antropomórfica

2011 12 13

1. - Alguém escreve no inFaceLock  "Partilho a sua simpatia (...) mas não por Ang(u)ela Merkle, espírito limitado pela educação comunista e luterana, fortemente conservadora e nada aberta para a realidade europeia. Por alguma razão, ainda hoje, passados vinte anos sobre a queda do muro de Berlim, (..)
.
2. - Victor Nogueira Merckl moldada pelo espírito/educação comunista ? Uma sucessora na concretização da agenda de Hitler - ontem e hoje a de sempre: a do grande capital alemão, britânico e estado unidense americano do norte, financiadores do nacional-socialismo, pesem as contradições internas ? 
.
A facilidade com que a despropósito se salta da jardinagem para zurzir no - dizem - defunto comunismo ! Ou os espectros e fantasmas . apesar de "enterrados" - ainda assustam as almas inocentes ? LOL

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2011 12 13 - Com passes de coelho sócretinos querem é transformar-nos em carneiros a balirem inocentes a caminho do altar das hienas, abutres, polvos, vampiros  e tubarões. Vai sair raia !? 

2013 12 13 - "coutado" do seguro; Sócrates convidou Passes de Coelho por alturas do PEC IV e levou uma facada nas costas, Balsemão levou o menino tózé a Bilderberg mas soares dos santos e cavaco querem um governo musculado, ps(d), para dez anos, mas o menino pedrinho faz uma nega e convida o portas sempre em pé para a coligação deixando seguro a ver ... submarinos.

Zéguro, qual barata tonta em volta do pote de mel, a tudo se sujeita, atento, venerador e, não obrigado, mas de boa-vontade. Noblesse oblige !

Foto no blog O Tempo das Cerejas, de Vítor Dias


2013 12 13 A quem tem dado pela minha falta, um abraço  e um aceno neste dia de inverno, desagradável  apesar do sol e por causa da gripe e duma cortante dor de dentes. como se  lâmina fosse,o corpo informe. Da cama para a computador ou para a cozinha, lendo jornais ou artigos on line e devorando livros sobre o liberalismo em Portugal, no século XIX, de Oliveira  Martins a Oliveira Marques passando por Victor de Sá e Flausino Torres e também Rui Ramos. ++ São perspectivas diferentes e complementares.

15 dias «fechado» em casa é obra !

Em tempo  Ah! e tb vou jogando um jogo estilo Tetris - Aztec

Foto Victor Nogueira -  Setúbal

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Clara Roque Esteves
Lindo, estamos velhos, é isso. Por aqui as coisas também não têm estado fáceis. Como sou invejosa, estou com uma moínha num dente. Acreditas que nunca tive tal coisa???Pois é. PDI! Pelo menos leste, escreveste e descansaste. Mas é bom ter-te de volta à casa dos segredos. Bjo.
12 a
Ana Estrela
faz o favor de ser feliz mesmo atendendo ás circutâncias
12 a
Yolanda Botelho
Meu esquerdista preferido não te quero saber doente..está muito frio,cuida-te,gosto muito de ti.Bj
12 a
Paulo Sarmento
Adorava comer agora um gelado Olá:::::::::
12 a
Manuela Vieira da Silva
De roupão, bem resguardado, tens sempre o horizonte do Sado na tua varanda, Victor Nogueira. E já deves estar bastante melhor, ao fim de 15 dias, por isso apareceste. Mais 8 para a consolidação... mais um pouco de paciência para que fiques bem curado e possas passar um bom Natal. Bjos.🙂
12 a
Maria Célia Correia Coelho
Desejo as melhoras, Victor! Vem aí o Natal e tem de apreciar os docinhos!
12 a
Maria Luisa Antunes Antunes
Olá!!!!!!!!!!! pode ser da Olá! Bjos.
12 a
Maria Luisa Antunes Antunes
ahahaha estive a falar com o Uly!!!!!
12 a
Judite Faquinha
Meu amigo e camarada Victor!!! Eu não tenho tido tempo de dar por falta de amigo ou camaradas...dentro mais ou menos nesses dias andei numa anciédade louca minha nora grávida de risco, no Hospital S. Maria e eu andando de um lado para o outro não dei p… Ver mais
12 a
Nádia Patricia
um enorme abraço vitor.isto não anda facil nao...
12 a
Margarida Piloto Garcia
Tenho dado pela falta sim mas julguei-te nos teus afazeres. Espero que o pior já tenha passado. Beijinhos e as melhoras.
12 a
Maria Márcia Marques
Precisas de olhar o mar e respirar a maresia...
12 a
Carlos Rodrigues
Olá, Vicitor, já tinha dado por tua falta há mais tempo. Dor de dentes é Obra, Dentista uma chatice, mas sempre pões as leituras em dia. Rápidas melhoras e cuidado com os doces.
12 a
 

13 de dezembro de 2013  · 

"coutado" do seguro; Sócrates convidou Passes de Coelho por alturas do PEC IV e levou uma facada nas costas, Balsemão levou o menino tózé a Bilderberg mas soares dos santos e cavaco querem um governo musculado, ps(d), para dez anos, mas o menino pedrinho faz uma nega e convida o portas sempre em pé para a coligação deixando seguro a ver ... submarinos. 

Zéguro, qual barata tonta em volta do pote de mel, a tudo se sujeita, atento, venerador e, não obrigado, mas de boa-vontade. Noblesse oblige !

Foto no blog O Tempo das Cerejas, de Vítor Dias
13 de dezembro de 2013 
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Público
um interessante post sobre estratégias comerciais e as curvas da oferta e da procura ou o que se vende é optimo desde que muito se venda e enquanto for vendável

2013 12 13  Foto Victor Nogueira - Setúbal - baluarte da conceição (antigo Quartel do Regimento de Infantaria 11) - auto-retrato

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Graça Maria Teixeira Pinto
Auto retrato entre grades.Gosto das sombras e da foto.Bom fim de semana, Victor.
11 a
Margarida Piloto Garcia
A vida é feita de dualidades. Sombras e claridades.
11 a 
Deolinda Silva 
a vida por vezes tem momentos dificeis mas há sempre uma luz no fundo de um tunel
11 a
Isabel Maria
Sombras!!!perfeito...bom fim de semana
11 a
Manuela Vieira da Silva
Simetrias. Gosto.🙂
11 a
Judite Faquinha
Está lindo a tua sombra Victor, e a sombra da grade do teu lado esquerdo está espectacular parece uma espiral esta lindo. beijokinhas camarada !!!
11 a
1. - Alguém escreve no inFaceLock  "Partilho a sua simpatia (...) mas não por Ang(u)ela Merkle, espírito limitado pela educação comunista e luterana, fortemente conservadora e nada aberta para a realidade europeia. Por alguma razão, ainda hoje, passados vinte anos sobre a queda do muro de Berlim, (..)
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2. - Victor Nogueira Merckl moldada pelo espírito/educação comunista ? Uma sucessora na concretização da agenda de Hitler - ontem e hoje a de sempre: a do grande capital alemão, britânico e estado unidense americano do norte, financiadores do nacional-socialismo, pesem as contradições internas ? 
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A facilidade com que a despropósito se salta da jardinagem para zurzir no - dizem - defunto comunismo ! Ou os espectros e fantasmas . apesar de "enterrados" - ainda assustam as almas inocentes ? LOL

13 de dezembro de 2013

o domingo na poesia segundo vários escritores - 20 - textos de victor nogueira 02

* Nota Prévia (reeditada) * 2º Retrato do pessoal da pensão de Évora * A malta e cenas do Arcada   * Auto retrato II, em évoraburgomedieval, no exílio * A Maria Antónia * Um Natal em Beja * A Bita que irrita * Viagens e dispersos * o início da guerra em angola, a 4 de Fevereiro de 1961

Nota Prévia (reeditada)

Nas nossas vidas o que é o domingo ? Antes de tudo, o dia de ir à missa, dia de religião mas também de convívio, de vestir o fato de ver-a-Deus. Especialmente em Luanda, dia de ir à praia na estação quente ou de na estação fresca (cacimbo) almoçar num dos restaurantes dos arredores (frango assado ou bacalhau assado ou bife com ovo a cavalo e batatas fritas) - não me lembro se na estrada do Cacuaco, se na da Catete. Dia do passeio dos tristes, sobretudo em Portugal - pela linha do Estoril (com os meus padrinhos), em Lisboa, pela Estrada da Póvoa (de Varzim) ou a Matosinhos ou à Foz do Douro e Castelo do Queijo, se no Porto (com os meus avós). Ou de ir a Goios e conviver com os meus primos e primas. Também havia em Luanda o passeio dos tristes, de ir até à ponta da Ilha do Cabo (com lanche numa cervejaria), ou ao Cacuaco ou à barra do rio Dande,

Em Portugal  era também para muitos portugueses/as o dia do namoro, no jardim, não poucas vezes com a banda a tocar no coreto. Era de sábado para domingo também o dia (ou a noite) dos bailaricos, nas sociedades recreativas, as miúdas sob o olhar atento das mães, das  tias ou dos irmãos mais velhos. E também o dia das bebedeiras dos homens nas tabernas. Ou da ressaca. E era também para muita gente o dia da ida ao cinema, fossem de estreia, fossem de "reprise", estes com dois filmes diferentes. 

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Maria João De Sousa
É sempre gratificante encontrarmo-nos com momentos da nossa juventude, Victor Nogueira! Obrigada pela partilha, amigo!
11 a
Viriato F. Soares
Amigo Victor, só digo, gosto de ler o que partilha e acho que deve continuar. Obrigado!
11 a
Luisa Neves
Boa tarde Victor! Gostei imenso. Abraço e um excelente fim de semana. 😉 🙂
11 a
Graça Maria Teixeira Pinto
Confesso que ainda não li tudo, VIctor, mas esses domingos, essas "Bitas" essa vida de Évora, deviam ser um sufoco para um "menino" vindo das Áfricas e com o espírito, como dizer? Arejado....Ri-me um bocadinho... Bom fim de semana.🙂
11 a


2015 12 13 foto victor nogueira - Mindelo - "Olá ! Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde sem Alarde e Boa Noite, sem Açoite E Viva a Vida com Humor/Amor, Alegria e Fantasia, sem esquecer algum dinheiro para os gastos" (VN dixit)

Manuela Miranda
Gosto tanto de Gelados e destes....mas como mais dos de copo de vários sabores Mas há deste ainda do Olá ? Agora apetece-me e está frio, Amigo Victor Obrigada Beijinhos Boa Tarde de Domingo ❤ Saúde 🙂
8 ano(s)
Carlos Rodrigues
Também acho Vitor, Olá, é mesmo o mais indicado para a Estação, melhor que vacina para a gripe. Boa noite e Boas Festas. Abraço.
8 ano(s)
Maria Lisete Almeida
Um geladinho vai sempre bem em qualquer altura do ano. Grata. Votos de uma óptima semana. Abraço.
8 ano(s)
Judite Faquinha
OLÁ... camarada amigo Victor, estou feita pois não gosto de gelados mas te agradeço, na mesma maneira, pela gentileza do convite, boa noite com sonhos lindos, e uma boa semana beijokinhas ❤
8 ano(s)
Isabel Maria
Com este frio? Esquece!
Boa noite Amigo.
8 ano(s)

2016 12 13 foto victor nogueira ~- Mindelo - super-lua cheia e avião preparando-se para aterrar no Aeroporto de Pedras Rubras em 2016.12.13

Sobre a Super Lua Nova falei em post anterior. Ocorreu em 14 de Novembro e 14 Dezembro e só voltará a verificar-se daqui a 18 anos, em 25 de Novembro de 2034.PARA VER Novos nocturnos e poentes em Vila do Conde e, por acidente, a super Lua (Cheia), em 
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Nádia Silva
Que saudades de Mindelo! Beijinhos Vitor
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Victor Nogueira
Quando quiserem digam e apareçam. Não é preciso eu estar cá- As minhas portas estão sempre abertas para as amizades do coração que muito estimo, Nádia Silva 🙂
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Nádia Silva
Obrigada Vitor o meu pai ia adorar mas como sabes ele já não conduz!
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Victor Nogueira
Nádia Silva Há comboio e a estação do metro de superfície fica a uns 200 m aqui de casa. Um abraço aos teus pais
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Nádia Silva
Vou falar nisso. Ele agora está doente mas no verão podiam ir ai passar um fim de semana. Amanha já lhe digo! Beijocas e obrigda
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Ana Sofia Pereira
E apanhou um OVNI? 😊
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Victor Nogueira
Olá, Ana Sofia Pereira Não é um OVNI mas um avião atroando os ares e piscando as luzes 🙂
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Ana Sofia Pereira
Ficou excelente, belo timing. E fico contente que tenha uma horta, acho que faz muito bem!
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Manuela Vieira da Silva
Victor, Foi e será sempre Super Lua CHEIA, amiguito. A Nova nunca se vê 🙂
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Victor Nogueira
Tens razão. Foi um lapso. Na melhor lua cai a nódoa. Vou rectificar 🙂
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Manuela Vieira da Silva
Vamos fazer competição de luas. Também tenho de hoje que ainfa não postei. As nuvens hoje estão lindas! Boa noite
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Isabel Maria
Espetáculo!
Tens mesmo olho de fotógrafo!
Bj
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2022 12 13 - Foto victor nogueria - Há quem junto á linha férrea se  entretenha a ver passar os comboios. Alias, "O homem que via passar os comboios" é o título dum romance de Georges Simenon (1903 / 1989), mais conhecido por ter criado o Comissário Maigret, um fleumático polícia, humanizado, que procura entrar na mente dos criminosos, na maioria gente do povo,  mergulhando no "bas-fond" para entende-los e por quem - não poucas vezes  e empaticamente - nutre uma certa "compreensão".

Neste caso os prédios estão em construção com ampla vista para a auto-estrada. 

CONTINUA EM Há quem junto á linha férrea se entretenha a ver passar os comboios 



2024 12 13 Foto victor nogueira - Setúbal Praça Marquês de Pombal - a travessia na passadeira (2024 09 28 IMG_5154) Num ameno fim de semana, uma esplanada vazia, a da "Estrela Brilhante" e dois poemas, de Manuel Bandeira e de John Keats.

A Estrela, de Manuel Bandeira

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.

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"Bright Star", de John Keats,1795-1821, traduzido por Alex Raymundo)

Estrela brilhante, fosse eu como tu és constante -
Não em solitário esplendor no alto do céu pendurado
E com as eternas pálpebras abertas vigilante,
Como um eremita da natureza paciente e acordado,

As águas movendo-se em sua tarefa sacerdotal
De pura ablução nas praias da terra inteira
Ou observar a máscara virginal
da neve sobre cada charneca e cordilheira -

Não - apesar de ainda constante, imutável ainda,
Acomodado sobre o seio maduro da minha amada linda,
Sentir para sempre seu suave subir e descer,

Despertar para sempre em doce desassossego,
Ainda, ainda ouvir seu delicado ofego,
E viver para sempre - ou então na morte desfalecer.