Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Pingos do Mindelo em 2023 agosto 18

 


Foto victor nogueira (IMG_2817 2023 08 08) - Vila do Conde - Mural na Avenida General Humberto Delgado, executado em 2023


"Quem ama extremamente deixa de viver em si e vive no que ama ....

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Pingos do Mindelo em 2023 janeiro 19

 


Foto victor nogueira - fantasmagorias e reflexos em Azurara, na EN 13 (IMG_2804 2023 08 08)

sábado, 10 de dezembro de 2022

Pingos do Mindelo em fotos de capa - 2022 12 01 a 10

 * Victor Nogueira

Conjunto escultórico alusivo ao Desporto, da autoria de Carlos Barreira. Inaugurado em dezembro de 1999, exibe um «pêndulo», que simboliza o tempo das provas e dos jogos e os «louros» em homenagem aos vencedores.


2022 12 10 - Foto victor nogueira - Vila do Conde by night (MVI_1492_Moment) - 

Acenderam-se finalmente as luzes natalícias nas ruas de Vila do Conde. Já reparara nas armações em dias anteriores, mas esta é a primeira noite em que as vejo com as lâmpadas acesas. Cerca das 17h 30m, a meio do que seria uma tarde de Verão, no Inverno já é noite cerrada. Daqui do mirave do Convento de Santa Clara pouco brilham, ao contrário do que sucede ao percorrer as ruas lá em baixo. O trânsito automóvel é intenso a esta hora, seja qual for a estação do ano, com o regresso de muitas pessoas a suas casas. Estou fatigado por uma longa caminhada a pé e não me apetece ficar a fazer horas para percorrer calmamente as feéricas ruas da cidade, apreciando e fotografando as iluminações, como fiz em anos anteriores. A cavalo no Fiesta II viro a proa a Norte, pela antiga estrada real, para apanhar a A28 e rumar a Sul, com destino ao Mindelo.

Nas minhas deambulações entre  Mindelo e Vila do Conde, neste ano de 2022, tendo reparado numa série de murais, muitos legendados e com personagens da banda desenhada, algumas das quais consegui identificar. Este  é  é o resultado da colecta. Para outra publicação no Kant_O Photomatico ficam os grafitos que tenho fotografado nestes dias.

VER Murais e grafitos 49 - Personagens da BD, em Azurara e Vila do Conde

2022 12 09 - Azurara - pinheiros mansos em contraluz (IMG_1323) Gosto da harmonia que estas frondosas árvores me transmitem, numa simbiose de generosidade, equilíbrio e tranquilidade. Se tivesse espaço aqui no Mindelo teria plantado um pinheiro manso, a par de árvores frutíferas e odoríferas. Mas isto nem minifúndio é, apenas um quintalejo.

2022 12 08 - Foto victor nogueira - Vila do Conde vista de Azurara, com o Rio Ave de permeio (IMG_1313)

No cimo desta estreita, íngreme e tortuosa Rua das Figueiras está o terreno murado com rede de arame, com movimentação de terras na encosta, possivelmente para construção de edifícios que permitirão a privatização das "vistas". Ou será para construção dum "mirave" aberto ao público? A meio desta desta rua  acede-se á azenha quinhentista; mais para cima, paredes meias com a Ermida de Sant'Ana, situa-se desde há anos uma unidade hoteleira, numa zona onde apesar do descampado já existem algumas vivendas, que contrastam com a modéstia das habitações antigas, 


2022 12 07 - Foto victor nogueira - Porto - Largo da estação ferroviária em Campanhã (2022 11 01) IMG_0581.

Em frente a Rua Pinto Bessa e á direita a Rua Justino Teixeira. Á direita o outdoor é do Bloco de Esquerda, contra a inflação e o aumento do custo de vida, reclamando controle dos preços, taxas sobre os lucros abusivos e aumento dos salários.

Defronte o outdoor é do PCP, com as palavras de ordem: «IGUALDADE salários - direitos - futuro».

Por detrás do fotógrafo e defronte da estação ferroviária há um outro outdoor do PCP, mais pequeno, com os dizeres:

«Preços e lucros a aumentar / O povo a pagar / aumentar salários e pensões - fixar preços / garantir serviços públicos - salvar o SNS»

2022 12 06 - Foto victor nogueira - Conversando ao pôr do sol, em Vila do Conde, no local onde termina a antiga Estrada dos Banhos, aberta no final do século XIX, para ligar á praia o Bairro da Burguesia, a partir do Passeio Público, onde se situavam o coreto, o casino e uma unidade hoteleira, hoje em ruína.

VER em Vila do Conde - o Bairro Balnear ou a burguesia a banhos

2022 12 05 - Foto victor nogueira - Vila do Conde e Capela de N. Sra. do Socorro, ao pôr-do-sol, vistas de Azurara. Em 1º plano a marina, no Rio Ave. (IMG_1206)

Parece mas não é uma cidade islâmica, do norte de África, p. ex. A cúpula pertence a um templo cristão, mandado erguer por um piloto da carreira da Índia. A sua arquitectura, sincrética, foi influenciada pelos contactos deste com novos/outros Mundos, os de Ásia, e outras religiões, como a maometana, estando uma das suas capelas virada a Meca.

2022 12 05 - Que gelo gelidamente gélido! Ontem de manhã choveu copiosamente e o frio enregelava.   Á tarde o tempo amainou e deu para sair. Mas hoje, sem chuva, voltou a nortada polar, apesar do céu se ter mantido azul, entremeado de nuvens brancas. Todas as enferrujadas juntas esqueléticas protestam, incluindo os joelhos, as mãos e a ponta do nariz! 

No campo das traseiras, depois da chuva que tem ensopado a terra acastanhada, esta agora está coberta dum viçoso manto verde. No quintal a vizinha Amélia podou as plantas, ali a monte, em restolho, á espera de serem transportadas para o apropriado contentor, ali no cotovelo que marca o fim da rua. Renascerão e florirão as plantas daqui a uns meses, com  a Primavera! Carregados de limões e tangerinas estão as árvores, os frutos coloridos cambiando do verde até ao amarelo!

2022 12 04 - Foto victor nogueira - pôr do sol em Argival (Vila do Conde) (IMG_0976)

VER Pingos do Mindelo em 2022 11 26

2022 12 03 - Foto victor nogueira - Porto fluvial de Leixões ou a floresta de guindastes, como se fora uma guarda de honra com espadas desembainhadas, á passagem, não dos noivos, mas dos navios! (IMG_0543 - 2022 11 01)


2022 12 02  - Foto victor nogueira - Perafita (Matosinhos) - Centro Comercial ou shoping. Foi o Rui que me chamou a atenção para o design deste centro comercial, imitando contentores, ali a dois passos do porto de Leixões. Para além disto, trata-se dum centro comercial que se estende num único e extenso piso, fazendo-me vir á memória as povoações rurais do interior dos EUA, retratadas em inúmeros filmes e séries televisivas.

Mas se repararmos bem no interior de supermercados em edifícios isolados, estes não são mais que enormes contentores, onde se alinham e cruzam corredores de prateleiras, melhor ou pior disfarçados pela decoração, minimalista ou mais ou menos exuberante

2022 12 02 - Há uma imagem asséptica, romantizada de Veneza, "ilustrada" por inúmeros filmes, tal como sucede nos filmes "medievais" ou na "Bíblia", de John Huston. Mas creio que é em "Morte em Veneza", de Visconti, que tomamos consciência da outra face, decrépita, insalubre, que refere, para lá os circuitos turísticos.

De qualquer modo, se alguma vez tivesse ido a Itália, o meu destino não teria sido Roma, mas a Sicília e Veneza. talvez também Herculano e Pompeia!

2022 12 01 - Foto victor nogueira - Outlet em Vila Chã (Vila do Conde) - Aqui já estiveram um supermercado de bricolage e decoração, um supermercado El Corte Inglês e, presentemente, um supermercado Continente Bom Dia e outro da Radio Popular, como lojas-âncora. Apesar da crise energética não faltam miríades de luzeiros natalícios decorativos, tal como nas ruas em Vila do Conde.

Ao lado há um outro edifício com maior variedade de estabelecimentos comerciais, incluindo restauração.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Textos em dezembro 05

 * Victor Nogueira



2022 12 05 - Que gelo gelidamente gélido! Ontem de manhã choveu copiosamente e o frio enregelava.   Á tarde o tempo amainou e deu para sair. Mas hoje, sem chuva, voltou a nortada polar, apesar do céu se ter mantido azul, entremeado de nuvens brancas. Todas as enferrujadas juntas esqueléticas protestam, incluindo os joelhos, as mãos e a ponta do nariz! 

No campo das traseiras, depois da chuva que tem ensopado a terra acastanhada, esta agora está coberta dum viçoso manto verde. No quintal a vizinha Amélia podou as plantas, ali a monte, em restolho, á espera de serem transportadas para o apropriado contentor, ali no cotovelo que marca o fim da rua. Renascerão e florirão as plantas daqui a uns meses, com  a Primavera! Carregados de limões e tangerinas estão as árvores, os frutos coloridos cambiando do verde até ao amarelo!


2022 12 05 - Pontes (40) - Vila do Conde vista de Azurara   

Nos tempos medievais Azurara terá sido mais importante que Vila do Conde, pois não estava sujeita ao entrave que era o senhorio do Convento de Santa Clara  A burguesia vila-condense, ligada ao tráfego marítimo, ao comércio com o ultramar e á construção naval logrou autonomizar-se, mas o poderio das freiras impediu durante séculos a construção duma ponte que ligasse as duas povoações, pois era rendimento seu o imposto sobre as barcas que asseguravam o trânsito entre as duas margens. 

Este obstáculo apenas foi superado na sequência das revoluções liberais do século XIX e a consequente extinção das ordens religiosas, que marcou uma nova etapa no desenvolvimento de Vila do Conde em detrimento de Azurara. .

Dois templos religiosos marcam a afirmação simbólica das duas classes que então se defrontavam: o medieval Convento de Santa Clara (1318), onde professavam as filhas da Alta Nobreza, dominando a área circundante na colina onde se situara o castelo, e a Capela de Nossa Senhora do Socorro (1598 / 1603), numa elevação a cota mais baixa mas dominando a vila da burguesia e os estaleiros navais. 

Em qualquer dos templos repousam os respectivos fundadores, em memória perpétua. Na Igreja do Convento  estão Afonso Sanches (filho bastardo do rei D. Dinis) e Teresa Martins, sua esposa) entre outros nomes ligados á alta nobreza. Na capela do Socorro encontram-se os túmulos de Gaspar Manuel, "piloto-mor da carreira da Índia, China e Japão que custeou as obras" , e de sua esposa, Bárbara Ferreira d’Almeida.


2022 12 05 - Foto victor nogueira - Vila do Conde e Capela de N. Sra. do Socorro, ao pôr-do-sol, vistas de Azurara.  Em 1º plano a marina, no Rio Ave. (IMG_1206)

Parece mas não é uma cidade islâmica, do norte de África, p. ex. A cúpula pertence a um templo cristão, mandado erguer por um piloto da carreira da Índia.  A sua arquitectura, sincrética, foi influenciada pelos contactos deste com novos/outros Mundos, os de Ásia, e outras religiões, como a maometana, estando uma das suas capelas virada a Meca.



2022 12 05 - A normalização da (a)normalidade. As grandes parangonas são resultante de queixas do Chega, de Ventura, que se lamentou por ser discriminado por Ricardo Araújo Pereira no seu programa humorístico, em plena campanha eleitoral. Um ano depois, a ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social deu-lhe razão, deveria ter sido convidado para o programa "Isto é gozar com quem trabalha" e por isso a SIC deve compensar o Chega, embora reconheça que aquele não é um programa de informação mas de entretenimento, nao abrangido pela Lei Eleitoral. 

Não diz nem esclarece como deve ser feita a compensação, mas acautelem-se: em períodos eleitorais, devem dar antenas a todos os partidos, seja qual for o  programa? É verdade que no dia a dia da comunicação social  há partidos e correntes políticas trazidos ao colo, com especial relevo para o Chega e seu líder, enquanto outros são discriminados negativamente, incluindo a deturpação dos seus programas e posições políticas, como está estatisticamente comprovadíssimo.  

Mas isso não preocupa a ERC. Não se metam com o Chega de Ventura, compensado ad nauseam! Como  agora, com esta "sugestão" ou "recomendação", no mínimo dos mínimos, abstrusa. Pode pois a ERCC voltar para a soneca dos justos!77
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Que diz a ERC segundo noticia a comunicação social? « “a necessidade de compensar, se necessário, na restante programação, os desequilíbrios gerados num determinado programa em matéria de igualdade de oportunidades e de tratamento das diversas candidaturas, assegurando o pluralismo político-partidário nas suas emissões”, tal como está consagrado na Constituição.

A deliberação lembra que num programa em que a política se cruza com o entretenimento, “em que os candidatos convidados para o programa beneficiam de grande visibilidade para apresentar os seus programas eleitorais, convicções e personalidade, a escolha de determinados entrevistados, com a exclusão de outros, deve ser objeto de especial ponderação, de modo a respeitar os princípios que enformam a atividade dos órgãos de comunicação social durante o período eleitoral”.


2019 12 05 Smile

Sorria!
Diga bom dia, com alegria, boa tarde, sem alarde, boa noite, sem açoite!
E Viva a Vida, com Humor, Amor, Alegría e Fantasia.
Sem esquecer alguns trocos para os gastos.
Cabeça na Lua e pés na Terra e a bissectriz entre a Razão e o Coração.


2017 12 05

O Meu Álbum de Selos 2017 – Viagem de um Colecionador
Maria Inês de Almeida & Micky
Editora: Clube do Coleccionador dos Correios

Este ano, a coleccção de “O Meu Álbum de Selos” apresenta-se com um novo design e uma nova dinâmica transmitida pelas fantásticas ilustrações de Micky, que só por si contam uma história que acompanha a narrativa de Maria Inês de Almeida.
 

2016 12 05 foto victor nogueira - um domingo soalheiro e  primaveril. No Porto, o homem das castanhas, no cruzamento da Rua Formosa com a Rua de Santa Catarina, no breve instante após a abertura do verde no semáforo.

Ficam na voz de Carlos do Carmo o poema de Ary dos Santos - O Homem das Castanhas - e as imagens de Coimbra que ilustram o vídeo.


Carlos do Carmo : O homem das castanhas
Música: Paulo de Carvalho Letra: Ary dos Santos

Na Praça da Figueira,
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.

É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.
Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.

A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa.


2014 12 05 A resposta ao desafio implica que sejam 9 fotos e 3 a 9 convites. É obra para um céptico como eu. Pois a Isabel Reis faz o convite: publicação duma fotografia por dia e durante 3 dias, enviando 3 convites em cada uma para que façam o mesmo. E nesta fornada as nomeações vão para .... Francisco Lanes Bellizzi, Eduardo Martins e Ana Sofia Pereira

foto victor nogueira - setúbal - crianças do bairro azul (belavista) - gosto imenso desta foto, "congelando" um momento - o da fixação na objectiva e a "protecção" ao miúdo central. Nas minhas deambulações fotográficas há pessoas - sobretudo crianças - que me pedem para fotografá-las, algumas dando-me o endereço para que as recebam posteriormente, embora nunca tenham acusado a recepção. Outras, sobretudo os adultos, querem apenas ser fotografadas, apenas por esse motivo, como se a foto significasse que de alguma maneira e deste modo delas ficaria testemunho da sua passagem na terra.


2013 12 05 Foto Victor Nogueira - setúbal - a sombra do neto francisco no baloiço, num parque infantil

 
Maria João De Sousa
... uma sombra que baloiça 🙂 E quem não gosta de um baloiço? Obrigada, Victor Nogueira!
10 ano(s)
Fatima Mourão
(Y)
10 ano(s)
Laura Rijo
Obrigada, e boa noite!!
10 ano(s)
Judite Faquinha
Victor, eu sempre adorei baloiço, e tive um muitos anos numa ALELUIA que tinha em frente da minha porta, no campo claro... como fui sempre tonta já era casada e ainda pela noite ia andar de baloiço, e o meu marido, me dizia não tens mesmo juízo... enfim a costela de criança que mora dentro de nós, a foto está linda com as tuas sombras. Beijokinhas.
10 ano(s)
Graça Maria Teixeira Pinto
Aquele poema do Mário Cesariny, "As sombras têm exaustiva vida própria..."
10 ano(s)
Ana Maria Madail
Maravilhoso.. Gostei muito..
10 ano(s)
Luisa Neves
Bela foto. ❤
9 ano(s)
Alice Coelho
Amei!!!!!!!! 😘
9 ano(s)
Maria Rodrigues
❤
9 ano(s)

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2013 12 05  - Setúbal vista aérea do Forte de S. Filipe

Mas este Forte, construído durante a ocupação castelhana, tinha uma característica inabitual neste tipo de fortificações - ser ameaçador na parte voltada para a vila, que não apoiava os Filipes de Castela. A tal ponto era considerado um símbolo de opressão que as populações locais após a Restauração reclamaram que D. João IV o demolisse, no que não foram atendidas.
10 ano(s)

2010 12 05 - O frio gélido e cortante e o céu coberto de cinza claro persistem, acompanhados de chuva miudinha. Um outono invernal à beira Sado, mas sem neve !

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

pingos do mindelo 03.19 - salteados

* Victor Nogueira


1. - Continuam os dias de sol, hoje de ventania, com a gélida frialdade, como laminas cortantes, infiltrando-se pelas frinchas das janelas e estas batendo nas calhas. No quintal, a roseira está cheia de rosas amarelas, agora desabrochadas, as ramagens bailando doudamente. No ar o cheiro a estrume, com que começam a adubar os campos, preparação para novas sementeiras. Prevêem-se aguaceiros para os próximos dias. Os aviões trovejam pelos ares, ao cruzarem os céus do Mindelo.

Vou ao quintal e o vento é agreste e desagradável, quase polar, para um homem nascido e criado em clima tropical, de capricórnio..






2. - Por aqui céu azul, campos dourados, frio gélido em casa, quentinho na varanda e na rua. Há hortenses e rosas amarelo-pálido no quintal. Com os meus beijos, um leve e outonal aceno.

3 fotos, 2 poemas musicados e um excerto









Gilbert Bécaud - L'important c'est la rose (1967)


Adriano Correia de Oliveira - Capa Negra, Rosa Negra


Antoine de Saint-Éxupery - "O Principezinho", a raposa e a rosa in O Principezinho - capítulo XXI

3. - Telefonei aqui das plagas mindelenses para ouvir a tua voz, para descansar nela, quando é doce e risonha. 

4. - Hoje liguei os aquecedores e tenho menos dores por quase todo o esqueleto. O almoço ficou saboroso. Fiz para duas ou três refeições. O jantar ficou desenxabido, não saboroso.

5. - Que o domingo e a semana sejam soalheiros, coloridos e sem aguaceiros nem trovoadas.

6. - No jardim sobressaem rosas vermelhas e esvoaçam borboletas. Uma rola pousa no muro mas segue viagem. O sol brilha no céu azul limpido. Esta fresco dentro de casa e quente na rua. Ás 6ªs é dia de mercado semanal em Vila do Conde. Para ti, nas asas do vento, beijos mil e bom dia.

7. - Por aqui veio o sol e o céu azul mas o sol é de inverno e o frio veio para continuar. Na varanda talvez esteja quentinho e na rua também, mas dentro de casa, desligados os aquecedores, impera uma gélida frialdade. 

8. - O destino foi não Vila Chã, mas Azurara, até ao Convento de S. Donato. Está uma tarde soalheira. No regresso, paro para fotografar o por-do-sol para lá dum renque de pinheiros. Resolvo ir até à praia do Mindelo, para uma eventual sessão fotográfica, mas ao passar  pela Rua da Praia verifico que a porta da Capela de S. Pedro está aberta, com fiéis a entrarem. Deve ser hora da missa e como nunca lá entrei, mudo de propósitos. Entro, o templo está quase cheio, o interior é despojado e a torre sineira, no exterior, separada do templo, assemelha-se ao minarete duma mesquita. Não é que não haja aqui pelo Norte igrejas doutras eras com a torre sineira separada, mas essa não fazem recordar uma mesquita






Azurara - Igreja do Convento Franciscano de S. Donato 


Capela de N. Sra das Neves






Mindelo - Capela de S. Pedro


Os dias da chuva tamborilado como se pedrinhas fossem


imagens captadas em 2019.10



domingo, 13 de outubro de 2019

entre o mindelo e caxinas

* Victor Nogueira


A tarde de domingo estava soalheira, a marginal para Póvoa de Varzim cheia de trânsito e carros e as esplanadas plenas de pessoas.

O meu destino era a Igreja do Senhor Jesus dos Navegantes, em Caxinas (Vila do Conde) para fotografar um mural que vislumbrara na antevéspera. No relvado pombas brancas de cauda em leque debicavam grãos, indiferentes aos transeuntes.

Contornando o templo, em forma de barco, um homem de cabeça curvada para o chão, na companhia da sua sombra, seguia lentamente mexendo continuamente os dedos duma das mãos.

Ao passar por ele verifico que esfarelava uma côdea de pão, deixando um rasto de alimento para as pombas que as ignoram. Nos bancos ao longo do mural. dedicado à pesca, velhotes solitários e silenciosos aquecem-se ao sol. Peixes são também o elemento figurativo da calçada à portuguesa.

Verifico que há uma farmácia aberta na deserta rua nas traseiras da igreja e para lá me dirijo para adquirir pensos rápidos e Betadine, aguardando pacientemente que a empregada e uma cliente acabem de pôr em dia o que me parece ser pura calhandrice.

No pára-arranca ao longo do percurso vou registando em fotografia o que vejo em meu redor em certos troços do trajecto.


Azurara









atravessando o Rio Ave






Vila do Conde


Casa-Museu de José Régio

Caxinas



Mural junto ao Mercado Municipal

Igreja do Senhor Jesus dos Navegantes























Vila do Conde




 

Calçada de S  Francisco


fotos em 2019.10.06