Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Fevereiro, 03, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

3 de fevereiro de 2012  · 

Se a pobreza atingisse os homens e mulheres "fortes" do PS(D)CDS e se não fossem simples paus mandados do grande capital nacional e transnacional, outros fariam de coveiros da Humanidade. Porque o que é preciso erradicar são os patrões, ocultos mandantes das marionetas 


3 de fevereiro de 2012  · 

Ricardo Jorge Mateus Pina

um programa sobre o abandono de idosos. como sempre muito circular. poemas, vizinhança. estudos sociológicos. inquéritos. não é já tempo de explicar a imensa tristeza dos idosos: depois de uma vida de trabalho. reformas de pobreza. quem gosta de mostrar a pobreza (derrota segundo os que os exploraram)? deixem-se de histórias. aos nossos idosos o fascismo e ocapital comeu-lhes a carne e agora não tem a decência de lhes tratar os ossos. optaram pela incineração.

Com que rima pilar?
Com pila ou com lar /
Philar de amigar ou migrar?
Ou alar com o luar ?
E rimanço ?
Com romance ou rimance
qaadras soltas ao vento
sem bento ?
Com que rima Pilar ?
Com philar,não de filar
mas d' amizade,saudade, bondade,
que não primam com a caridade
mas slim com amizade e claridade?
Ãh, o migrar
emparelha com i ou com e ?
De avinagrar ou de bilhr
remando com brilhar
bilha que pilha ?
Tantas rimas
primas ou não ...
...nas rimas
Trema a rima que não prima mas ...
rema e arrima ?
setúbal 2015.02.03

chamo
e
clamo mas ...
em surdina surda e muda
a chama não inflama
nem declama
setúbal 2015 02 03

quem dá o abraço
laço de aço
que não seja embaraço
de lasso ?
a solidão
da lassidão
com sofreguidão
sem refrigeração ?
setúbal 2015 02 03


3 de fevereiro de 2017  · 

foto victor nogueira - Castelo de Palmela - foto em 2017.01.24 - Torre de menagem, cisterna e Igreja de Santa Maria do Castelo 

Desta torre se avistam vastos horizontes em redor, incluindo Lisboa e Setúbal, Foi no alto das torres do Castelo de Palmela que o Condestável D. Nuno Álvares Pereira, após a vitória na batalha dos Atoleiros (1384), acendeu grandes fogueiras para alertar o Mestre de Avis da sua aproximação, o que, de acordo com o cronista causou grande regozijo entre os sitiados (Fernão Lopes. Crónica de D. João I).

Graça Maria Teixeira Pinto

Aprende-se sempre contigo, Victor! E eu sempre gostei de História. Obrigada.

8 a

Maria Rodrigues

Obrigada Victor pela partilha, é muito lindo, temos no nosso País monumentos históricos lindos, um bom domingo, bjs. da amiga, ❤

8 a


3 de fevereiro de 2021  · 

Foto victor nogueira -  vila real - Mural do PCP (rolo 417 - 1999.09.02)  -  [...] a História e a Luta do Povo / Junta a tua à nossa voz / Vota PCP

3 de fevereiro de 2023  · 

Fotos victor nogueira - Forte de S. João Baptista, em Vila do Conde, e Praia da Gafa, no Mindelo.

Desembarque do Mindelo é a designação dada ao desembarque das tropas liberais a norte do Porto em 8 de Julho de 1832, durante as Guerras Liberais, nome pela qual ficou conhecida a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834). Com efeito, o futuro D. Pedro IV pretendia repor a Constituição que o seu irmão, Miguel, havia abjurado em favor do absolutismo monárquico e da Santa Madre Igreja.

O comandante do Forte de S. João Baptista, em Vila do Conde, não permitiu o desembarque das tropas liberais, pelo que estas rumaram mais a Sul, desembarcando calmamente entra as praias do Mindelo e a dos Ladrões, em Arnosa de Pampelido.

O desembarque foi rápido e não encontrou qualquer tipo de resistência, sendo, de imediato, tomados os pontos estratégicos da região, permitindo que as forças liberais tomassem a cidade do Porto no dia 9 de julho de 1832, apanhando de surpresa o exército miguelista, que haveria de submetê-las ao prolongado Cerco do Porto (1832 / 1833).

D. Miguel acabou por capitular em 1834, com a Convenção de Évora Monte, abrindo caminho ao triunfo da Revolução Liberal e à implantação definitiva do Liberalismo.

As tropas liberais ficaram conhecidas como os "Bravos do Mindelo", com vários memoriais, um dos quais em Vila do Conde,  nas cercanias do referido forte, com a inscrição "Padrão comemorativo das primeira tentativa de desembarque da esquadra liberal em 8 de Julho de 1832”

Na Praia da Gafa um memorial atesta «Mindelo, um mar de liberdade».

3 de fevereiro de 2024  · 

Foto victor nogueira - Mindelo - Minimercado S. José (2024 01 23 IMG_4001)

Fica este estabelecimento na Rua da Praia, chamando a atenção de quem vem da Gafa pelo mostruário de víveres à porta, "guardado" por um enorme galo de Barcelos, reproduzido num painel que cobre uma das montras. Duas outras, laterais, na Rua da Taloca, estão entaipadas com motivos minhotos e ditos populares, como se vê nesta foto.

O estabelecimento está bem fornecido e o dono sorridente. Neste dia, espontaneamente, um dos clientes ajudou-me a levar as compras até à bagageira do Fiesta II, como aliás doutra feita me sucedeu no minimercado do Cruzeiro.

Perto deste último, na Rua da Fonte, resvés com o "Canto do Pão" situa-se um outro minimercado, de que me falara a vizinha Amélia.

Denominado "Mercadinho da Fonte", a designação condiz com o interior, exíguo e com pouca variedade de produtos. ^Da fonte encontro apenas o registo toponímico, mas onde se localizava, desconheço.

À porta, duas mulheres de meia-idade conversam, uma delas fixando-me com insistência. Não a reconhecendo, pergunto-lhe cordialmente se nos conhecemos; a mulher fica algo embraçada, fazendo um gesto com a mão enquanto me diz: "Por aí!"

Entro, enquanto elas continuam possivelmente na baldroguice, talvez tendo como tema o forasteiro delas desconhecido que chegou à aldeia. Junto à caixa registadora uma jovem não tira os olhos e os dedos do smartphone, não correspondendo à minha saudação. Pergunto-lhe onde estão os sacos de plástico para a fruta e, sem mudar de atitude, responde, indicando-mos com a mão. Dou uma rápida uma volta, avio um ou dois produtos, pago e saio, sem vontade de voltar.

Dum modo geral as pessoas no Mindelo (e em Vila do Conde) são prestáveis e simpáticas, embora haja excepções. Mas sentir-me ou ser descaradamente olhado como forasteiro, foi a primeira vez que me sucedeu no Mindelo.

É como naquelas aldeias  do Alentejo, nos dias de canícula, em que passando por uma rua, estavam desertas as janelas e soleiras das portas, sem que vislumbrasse vivalma. Voltando-me repentinamente, para diversão minha, logo as comadres que me espreitavam se recolhiam apressadamente para dentro.

Mas há uma outra história sobre comadres. Em Setúbal, do outro lado da Avenida, há um Mini Preço, com freguesas habituais, atendidas com mais simpatia e muita conversa com a menina da caixa. 

Uma vez, estando eu pacientemente na fila, esperando para pagar, uma mulher mete-se à minha frente. Reclamo e digo-lhe que há fila e se ponha no fim da mesma. A mulher recalcitra, que tem pressa, pois tem de ir para casa fazer o almoço para o homem. Digo-lhe que também tenho pressa, pois tenho de ir fazer o meu almoço e não tenho quem o faça por mim. 

A freguesa mantém-se na sua, eu digo à menina da caixa que não pode atendê-la antes de mim, a menina da caixa, embaraçada, não ata nem desata, o mesmo fazendo o gerente da loja. Não é caso para chamar a polícia e digo à empregada que atenda e despache a freguesa.

Quando saio, encontro a mulher, numa grande calma, sem qualquer afobação, os sacos pousados no passeio, numa grande conversa com outra comadre, já sem pressas nem almoço para cozinhar.

sábado, 16 de novembro de 2024

Letras empilhadas, ano após ano, em Novembro, 16, (re)colhidas em 2024 - Parte I

 * Victor Nogueira


16 de novembro de 2011  · 

Da cor do trigo em flor foi a brisa do teu olhar, rosa branca branca rosa saltitante do mar, com ida sem voltar 

16 de novembro de 2010  · 

Pois, tudo isto é muito lindo mas eu estou aqui mudo e quedo a ver os comboios passarem LOL Vou para outra freguesia, pôr as leituras em dia  pk neste apeadeiro ninguém pára para conversar. Estão ali 19 luzinhas verdes mas nenhuma pisca para esta banda.Voltarei mais logo pk o Nada Infindo é a realidade da vida e da  virtualidade.

16 de novembro de 2010  · flores  · 

Vamos ver quantas recebo de volta. Normalmente dois dedos chegam para contá-las e ver a realidade da virtualidade i.e., pouco mais que o Nada Infindo 🙂

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Regala Flores

Pois, tudo isto é muito lindo mas eu estou aqui mudo e quedo a ver os comboios passarem LOL Vou para outra freguesia, pôr as leituras em dia pk neste apeadeiro ninguém pára para conversar. Voltarei mais logo
14 a



16 de novembro de 2012  · 

Foto Victor Nogueeira - Guimarães - Paço Ducal

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José Eliseu Pinto - Para que raio serviria tanta chaminé?

12 a

Victor Nogueira - Oh Zé Jose Eliseu Pinto ! Aquilo eram salas enormes, despidas e gélidas - tapeçarias nas paredes, tapetes no chão, archotes fumegantes para iluminar, camas de dossel, uma mesa comprida para os banquetes, com os cães a roerem os ossos atirados ao chão, arcas e cadeiras e pouco mais. E querias que os duques morressem de frio? Cada chaminé ... uma lareira LOL

12 a

José Eliseu Pinto - A bem da nobreza, faço votos para que as lareiras aquecessem em conformidade... com a desconformidade das chaminés. 😉

12 a

Ana Estrela - faz-me lembrar os contos de fadas...

12 a

Manuela Vieira da Silva - No século XV já se faziam belíssimos telhados.🙂

11 a

Victor Nogueira - Isto é assim, Manuela Silva Das casas dos pobres, presumivelemete com telhados de colmo, nada ficou. E das casas dos ricos, recuperadas pela DG dos Monumentos Nacionais, no tempo do fascismo, o que resta são "invenções" que na maioria dos casos nada têm a ver com a realidade de então. Depois de ver inúmeras fotos para tentar perceber como teria sido o Mosteiro dos Jerónimos, desisti LOL

11 a

Judite Faquinha - Esta Arquitétura é muito rica, e em beleza também. bjs.

11 a

16 de novembro de 2013 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
É buraco sem fundo
numa cova profunda
do tamanho do mundo;
leste que se afunda
A rima num poema,
poesia sem magia,
é fraco teorema
tecido na vazia.
O cego por não ler
não tem sol nem lua;
pois caminhando vai
sem que saias p'rá rua.
São letras sem sentido
as que alinhadas vão;
o tino despartido
em má assombração.
Jogando, interditos,
noite e dia, sem parar;
são jogos malditos
que banem o amar.
Amar vem de amor
e a rima da flor;
armar multicolor
que rema sem dolor !
Setúbal 2013.11.16


Margarida Piloto Garcia ~Victor Nogueira estes poemas podiam chamar-se "Riddles" [riddle ; riddle n, figurative (mystery), enigma sm ; adivinha sf ; charada sf ] 11 a

16 de novembro de 2013  · 
fmi pede (exige) maio flexibilização das leis laborais. diminuição de salários. paulatinamente vamos passando de trabalhadores a escravos. de colonizadores a colonizadas. possivelmente é aquela 'treta' budista ou  o eterno retorno nietzschiano. tb. pode ser o bem português'cá se fazem cá se pagam'. no fundo é somente a exploração neoliberal a abater-se sobre os países mais fracos economicamente. sem qualquer respeito ou complacência. até quando? (Ricardo Jorge Mateus Pina)

16 de novembro de 2013  · 

Foto Victor Nogueira - Setúbal - lua cheia vista do alto da torre no cimo duma encosta

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Maria João De Sousa - Bela lua, a brilhar sobre Setúbal, Victor Nogueira! Obrigada!

11 a

Manuela Miranda  - Que linda Lua Cheia ao fundo luzes é muito linda a Noite também não é só o dia, A noite também tem sua beleza. Obrigada Victor Amigo beijinhos Resto de Bom Sábado e Boa noite. 🙂 ❤

11 a

Maria Lisete Almeida - Muito belo! Grata Amigo!

11 a

Rosario Nunes Sequeira - Lindo

11 a

Luisa Neves - Lindo! 😉 🙂

11 a

Viriato F. Soares - Esta lua misteriosa que inspira tanta gente...🙂

11 a

Fatima Mourão - muito lindo!bjs

11 a

Maria Márcia Marques 

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

(Cecília Meireles)

11 a

Maria João De Sousa

FASES DA LUA II (poema de rima livre)


Tenho fases (tantas fases...)
Em que fazendo o que faço,
Me esqueço de ser quem sou,
Me dou toda num abraço...
Tenho fases (outras fases...)
Em que me ponho a pensar,
Me esqueço de que me dou,
Fico em "molho de luar".
Tenho fases de saber
E fases de duvidar.
Sou, numas fases, mulher,
Noutras sou o que inventar...
Na maioria das vezes
A fase que me domina
É a fase dos revezes
Em que volto a ser menina.
Faço dos quartos da lua
O meu quarto-de-sonhar,
A minha sala é a rua
Em pura ascese lunar.
Tenho fases de saber
E fases de duvidar.
Sou, numas fases, mulher,
Noutras sou o que inventar...
Mas por mais que me divida
Em quartos lunares, marés,
Por mais que percorra a vida
E o mundo de lés-a-lés,
Só na lua é que descanso,
Só na lua é que me encontro...
Aspiro, neste remanso,
A deixar no mundo um ponto:
Partir sabendo quem és...
Tenho fases de saber
E fases de duvidar.
Sou, numas fases, mulher,
Noutras sou o que inventar...

Maria João Brito de Sousa - Novembro, 2008

11 a

Graça Maria Teixeira Pinto - Irreal...

11 a

Yolanda Botelho - Das melhores fotos de capa que já vi.....bjs querido amigo.

11 a

Judite Faquinha - Belíssima foto Victor... um louvor ao fotografo em ser um mestre na procura dos ângulos em pormenor, para obter este belo resultado adorei!!! beijocas. Boa noite, e sonhos felizes.

11 a

Thatalyscal Scaldelai - Linda imagem! ♥

11 a

Maria Rodrigues - lindissimo adorei (Y)

10 

16 de novembro de 2014  ·   · 

foto de família -Luanda - as amigas e a miudagem - na 1ª fila ao centro  a minha mãe e à esquerda o escriba.e à direita não sei se será o  caçula embora me pareça que não.seja e talvez tenha ficado em casa  por ser bébé. Na foto em pé a D. Noémia, a Beatriz (?), a Bia e a Laura, se os dois miúdos à direita forem a Elsa e o Waldemar. Mas se o miúdo da direita for um dos filhos da Beatriz, então será talvez o Ruca (Rui), que salvo erro  morreu na guerra colonial, e assim não identifico a mocinha. Os miúdos à esquerda serão os outros filhos do Beatriz, um dos quais o Zeca (José). Com a morte da minha mãe foi-se a possibilidade de identificar muitas das fotos do seu espólio  fotográfico.

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Graça Maria Teixeira Pinto - O sorriso da senhora tua mãe brilha... 🙂

10 a

Maria Odete Pais Gonçalves  Lindões.... - 10 a


16 de novembro de 2017  · 

Olh'ó passarinho! 

CLIC ! 

Já está!


16 de novembro de 2019  · 

foto victor nogueira - jogo de sombras no mindelo

16 de novembro de 2024 - 

Embora goste de flores e de vaguear pelo jardim, desconheço o nome de algumas das que a vizinha Amélia me planta no quintal, ano após ano, com algumas variações, nos espécimes. Contudo, os jarros vão resistindo, contra a sua opinião e, apesar de mim, os girassóis continuam ausentes.

2024 11 16 - Foto victor nogueira - Mindelo - flores no quintalejo (IMG_9752)

sábado, 20 de maio de 2023

Textos em maio 20

 * Victor Nogueira




2023 05 20    Foto Victor Nogueira -   Setúbal - estação ferroviária da Praça do Brasil (IMG_2068  2023 04)

A linha  do caminho de ferro chegou a Setúbal em 1861, situando-se a estação nos arrabaldes, naas cercanias do Convento de S. João. havendo um serviço de diligências que a ligava à cidade. 

O actual edifício, actualmente  inserido na malha urbana,  insere-se no conceito de "casa portuguesa", do arqº Raúl Lino, tinha uma ampla escadaria de acesso, que foi eliminada pelas recentes obras de renovação e requalificação, tornando desgraciosa a vista a partir da Praça do Brasil, que lhe fica defronte.

VER Ferrovias 13 - Azulejaria CP - Setúbal Praça do Brasil

2023 05 20  Sua Excelsa Excelência, o Excelentíssimo e Venerando Chefe de Estado e Supremo Magistrado da Naçóm, Comentador-Mor do Reyno, mantém-se mudo e quedo com os propósitos de Montenegro, de encabeçar a luta pela erradicação do socialismo, de manitas dadas e a pés juntos  com o Chega de Ventura e a iéle do Cotrim Rocha?

Será um regresso ás origens, para assim e de seguida erradicarem o comunismo, como pretendia a União Nacional da Acção Nacional Popular? Mas, como primeiro passo no regresso as origens, as de Sá Carneiro e Balsemão, em coerência, não deveria acabar antes de mais com o nick de «PSD - Partido Social-Democrata», por detrás do qual se esconde mistificatoriamente um tal PPD – Partido Popular Democrático, barriga de aluguer donde medraram os Chegas e os iéles? Terão  na forja preparar a eliminação da Constituição de 1976, recuperando a de 1933?

E a talhe de foice – Não deveria o Senhor Presidente da República anunciar a condecoração do Senhor Reitor Falcão da UC, sedeado a Norte de Rio Maior, com a medalha da Liberdade, a mesma com que pretende medalhar Zelensky?


2023 05 20  Há dias lera  por aqui que preparava uma sardinhada na Fonte Nova. Porque as voltas das nossas vidas nem sempre coincidiam, íamos sabendo um do outro pelas marcas  no inFaceLocked, por vezes com algumas conversas virtuais. A última vez que nos encontrámos e trocámos algumas palavras foi ao entardecer, ali numa esquina da Avenida Bento Caraça.

Hoje, no feed de notícias do FB, leio uma evocativa homenagem, que lhe é prestada on line.  Aperta-se-me o coração. Vou a página dele e .... é verdade, o Ricardo Pina morreu, há pouco! 

A BD foi um dos nossos temas de conversa. Assim, em homenagem de apreço, entre Hugo Pratt e Corto Maltese, que apreciávamos,  e Bob Masterson, escolho deste a dupla Calvin e Hobbes; o menino travesso e o seu felino companheiro de jornada!

2021 05 20 Fotos victor nogueira (montagem) - No Bairro da Liberdade ou da Cova do Canastro, uma das zonas de barracas e habitações precárias que o Projecto SAAL, post 25 de Abril, reconverteu, encontram-se estes dois murais, um no logradouro dum edifício socialmente polivalente (esquina da Rua dos Salgueiros com a Rua Adriano Correia de Oliveira) e outro numa escadaria (Praceta da Sociedade Arqueológica Lusitânea), ambos executados em 2017 pelo Explicit Citizens Colectivo no âmbito do Projecto Setúbal Mais Bonita. O primeiro, com os Simpsons, personagens de filmes de animação, é dedicado ao LATI (Liga dos Amigos da Terceira Idade)

VER   Murais em Setúbal 11 - Bairro da Liberdade

2019 05 20 foto jj castro ferreira - em cojmbra com as minhas tias lili e esperança , cerca de 1975 

2018 05 20 Ciranda a Évora entre mim e o Rui deambulando pela casa, por vezes com a sua cama e cobertor atrás. Um dia destes enquanto via uma das minhas séries policiais apercebi-me de movimentos ao meu lado: era ela tentando e conseguindo tapar-se com o cobertor.  Não gosta que a fotografem e levanta-se e segue-me mesmo que pareça adormecida. Por vezes senta-se ao lado da cadeira em que estou sentado e fica a olhar para a TV. Que verá ela? Em que pensará, tão sossegada?


2014 05 20 Foto victor nogueira - monte da arouca (unidade colectiva de produção soldado luís)

O catrelas, como diz o zé pinto, em frente à casa do feitor  todas iguais, como a da professora e do "mais que tudo" (este nas férias ou aos fins-de-semana) como as dos restantes trabalhadores - telha vã, 3 "quartos" sem portas  interiores e paredes a pouco mais de meia-altura, com uma lareira/cozinha, moscas durante o dia e muitos mosquitos dos arrozais, hordas deles, ao cair da tarde. Lama por todo o lado no tempo das chuvas,nuvens de  pó nos restantes. Uma "santa" vida, água acartada em bilhas desde a fonte junto ao lavadouro público, um pouco mais adiante, iluminação a petróleo, banhos num enorme alguidar de zinco e necessidades satisfeitas ao ar livre. O avio provinha da aldeia defronte, duas travessias de bote, em cais de palafitas. Avio transportado à cabeça ou naa mão, para quem não tinha senão os pés. Eram os "bons" tempos do latifúndio.

Algumas das casas tinham um alpendre com videira, como as da foto, outras canteiros com flores, como a nossa. O resto eram aridez, ervas, estevas, sardinheiras e cactos, para além dos arrozais, de pinheiros mansos e de sobreiros. Na primavera ficava tudo de verde coberto, com pequenas flores campestres, umas brancas, outras amarelas, como as dos tremoceiros, ou vermelhas, das malvas.

O acesso de carro  - o R4 da professora ou o jipe dos agrários - fazia-se por um trilho desde a Barrosinha, paralelo à vala de irrigação, intransitável no inverno, ou através dum labirinto de trilhos não sinalizados a partir da estrada de alcácer do sal a montemor-o-novo.

O agrário, que morava na vila, tinha neste monte uma casa, com mais comodidades, mas fechada. Embora a mulher do agrário e a Celeste fossem ambas professoras e nos encontrássemos por vezes em Alcácer do Sal, só quando começaram as ocupações da Reforma Agrária se lembraram de no-la oferecer, o que nunca havíamos solicitado. A casa viria a ser ocupada por uma família mais numerosa que a nossa, na herdade.