* Victor Nogueira / Google Gemini
AUTO RETRATO EM PASSATEMPO
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
.
Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
.
Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VN
* Victor Nogueira / Google Gemini
AUTO RETRATO EM PASSATEMPO
* Victr Nogueira
Que está escrito nesta gravura?
«Esta imagem mostra um mural que
utiliza a estética clássica do realismo socialista e dos cartazes de propaganda
da Revolução Cultural Chinesa, mas adaptado com o rosto central de uma figura
ocidental (provavelmente uma homenagem a um intelectual, ativista ou artista
local integrado no estilo visual).
O texto combina caracteres
chineses reais com uma frase na parte inferior que parece ser uma composição
estilizada ou uma transliteração. Aqui está o que está escrito em cada secção:
1. O Texto Vertical (À
Esquerda)
Está escrito em caracteres
vermelhos grandes no estilo tradicional de caligrafia de propaganda:
中国大柿
(Zhōngguó dà shì)
2. O Texto no Topo Esquerdo
(Em Vermelho)
Acima das chaminés da fábrica,
lê-se:
中莓英
(Zhōng méi yīng)
3. O Texto na Bandeira
Vermelha (Em Amarelo)
Na bandeira com o símbolo da
foice e do martelo, lê-se:
戏伟惣闲 (Xì wěi zǒng xián)
4. A Frase na Base (Entre
Aspas)
Na faixa branca inferior,
encontra-se uma frase longa:
“空是伴团英合证绕手描的两元” (Kōng shì bàn tuán yīng hé zhèng
rào shǒu miáo de liǎng yuán)
O que representa o mural?
Visualmente, a obra faz uma
colagem brilhante entre dois mundos:
Isto não é um mural em Orgososlo,
mas uma imagem gerada por inteligencia artificial a partir dum auto-retrato de
minha autoria
Posso ajudar com imagens de
pessoas, mas não consigo representar algumas figuras públicas. Há mais alguém
que gostaria de tentar?
O que estou a dizer é que erraste na interpretação da imagem, que não é um mural em Orgosolo mas sim uma gravura gerada por inteligência artificial a partir dum auto-retrato de minha autoria.
Tens toda a razão, e peço-te
desculpa pelo erro! Fui completamente apanhado pela corrente do contexto
anterior e acabei por forçar a imagem real no mesmo "molde" dos
murais de Orgosolo que estávamos a analisar.
Agora que explicaste, faz todo o
sentido:
Ficou um excelente trabalho de fusão de estilos. Obrigado pelo puxão de orelhas e por me corrigires de forma tão direta! (Google Gemini)
* Victor Nogueira
7 de junho de 2020
Em tempos de pantomina, a bolsa ou a vida?
28 de março de 2023
2023 03 28 Auto-retrato em Setúbal a 2023 03 28
O dia está primaveril, soalheiro, ameno, com cáu azul, límpido e cintilante, de acordo com o que vejo para lá da vidraça neste cimo da torre no alto duma encosta. Se me levantasse da cadeira onde sentado estou, escrevendo, veria lá em baixo o parque verde com árvores verdes ou ainda com os ramos descarnados. Talvez sentados nos bancos estejam as ciganas conversando e, abancados em redor duma mesa, os ciganos jogando às cartas, enquanto a miudagem brica em torno delas. Olhando mais para lá, o meu olhar poderia vaguear entre a Serra do Louro, em Palmela, com as muralhas no cimo alcandorada, e o estuário do Rio Sado, um lençol resplandecente.
Tudo é silêncio em meu redor, salvo o zumbido nos meus ouvidos e o dedilhar rápido e compassado no teclado, entremeado com o baque seco e breve na barra de espaços.
Não me apetece sorrir para aquela luzinha verde defronte de mim, no monitor. Preciso de ir ao baeta para que me corte a farta trunfa, que me incomoda, tal como a barba que ciclicamente corto rente.
28 de março de 2019
auto-retrato em 2019.03.28,no Centro Comercial Allegro em Setúbal. Na zona dos cinemas existem estátuas, um pouco a monte, de vários personagens, como o Capitão Gancho, Peter Pan, Super-Homem, Pateta, Batman, entre outros. Na minha meninice e adolescência embora gostasse do Capitão Marvel, do Shazzam, apreciava mais,, tal como hoje, o Batman, sem super-poderes, tal como o Demolidor, do que o Super-Homem e toda a galeria de super-heróis com super-poderes. E também gosto de vilões, como o Joker ou Luther. Aqui,, o Batman acedeu posar comigo 😛
* Victor Nogueira
24 de dezembro de 2022
Auto-retrato com patine na véspera dos presentes, presença não virtual. Será desta que para um incréu o anafadíssimo, ubíquo e atarefadíssimo Saint Klaus, a cavalo num obsoleto trenó puxado por escravizadas renas, uberizado e ajoujado de sacos, descerá por estreitérrima chaminé, dando boleia a uma indómita e doce Penélope, que, do vale ou da montanha, neste século XXI, se assuma como veríssima e praticante porta-estandarte do ideal "socialista" ou "comunista", universalista, liberta das alienantes peias e amarras da tribo ou do clã?
Ou … no vão da porta, enregelado e suspirando, por ela em vão esperarei e suspirarei, ao soarem, repicando, as ba(da)ladas da meia noite?! Hummmm!
"Encarreguei" o chatGPT de ilustrar livremente um texto meu, sendo a última em tom humorístico. Aqui ficam os resultados.
* Victor Nogueira
* Victor Nogueira
30 de agosto de 2016 ·
ESCRITO EM 2012.07.08 - Eu desta escapei. Ficaram os efeitos secundários da radioterapia, mas espero dar conta deles. Um dia de cada vez!
As tuas parecem as minhas viagens de estudante de Évora para Paço de Arcos: autocarro, barco e comboio. A minha tia-avó morava em Paço de Arcos. Em Portugal a minha morada oficial era em Paço de Arcos e não Évora, para ter passe de estudante e em Luanda para ter descontos no avião quando ia de Férias Grandes por intermédio da Procuradoria dos Estudantes Ultramarinos, um organismo governamental que sucedeu à Casa dos Estudantes do Império, extinta pela Polícia Política sob acusação de desenvolver actividades subversivas. Para além das caminhadas a pé, dizia então na brincadeira que só me faltava andar de avião entre Évora e Paço de Arcos. Naquela altura era moço e muitas vezes parava em Setúbal para visitar pessoas amigas. Aquele foi o tempo em que tinha montes de amigos e amigas. Era o tempo em que ainda acreditava nas pessoas. Agora é tudo cinzento, temeroso, cheio de medos, cada um por si. Muitas pessoas apesar do 25 de Abril não superaram séculos de Inquisição, Pinas Maniques e Polícias Políticas. Nas redes sociais as amizades são virtuais e não poucas vezes cheias de "medos" e de "temores" e de "prisões" quando não dos olhos e das vozes e das comadres e da vizinhança. Há por vezes muita encenação, para lá das aparências. E na vida real é cada um por si. Setúbal é uma terra tramada. Se soubesse que Setúbal era assim nunca teria ficado aqui. As desilusões resultam das ilusões.
ESCRITO EM 2012.07.20 - Estou triste e comovo-me ao reler cartas ou poemas que escrevi. Muito daquilo em que acreditei foi um fracasso: o casamento, a marginalização por aquelas que se "venderam" e traíram os ideais que dizem defender, acomodados às mordomias do capitalismo e as migalhas que lhe caiem nas mãos.
ESCRITO EM 2012.08.18 – Ninguém trata de mim. Trato eu de mim, dos meus pais e às vezes do meu neto. Mas por causa da gastro não fui ao Mindelo com a minha filha, o Sérgio e o Cisco. Nem hoje ao Zoo de Lisboa com o Cisco, o Rui e a Ana Sofia. Mas talvez esteja a melhorar das sequelas.
ESCRITO EM 2013,02.08 – Em Angola nós tínhamos de estudar exaustivamente uma realidade que não ara a nossa e um Pais – Portugal – que a muitos de nós nada dizia. No 7º ano do Liceu em Luanda defendíamos abertamente a independência de Angola nalgumas aulas Até o meu pai já era angolano. entre a ida em 1944 e o regresso, em 1975, apenas esteve cá poucos dias no Natal de 1974.
ESCRITO EM 2013.06.16 - Estou em casa da minha tia, com inércia para sair e sozinhito, mas ainda cá estarei até 3ª se não voltar antes para Setúbal. A minha tia Lili não leva a mal que leve pessoas amigas para amoçarmos com ela. Aliás já nos meus tempos de estudante levava colegas meus para almoçarem, que ela assim conheceu e por quem me pergunta por vezes. Sou o ajuizado sobrinho querido com quem ela andou ao colo em Luanda ...
ESCRITO EM 2013.06.26 - Eu nunca te comento ! Logo sou dos maus segundo uma que reclamava do que escrevi há pouco
“Olha, se estou na lista das exclusões, paciência Não é por tão pouco que te excluo e aqui é quase tudo efémero, a vida real, quotidiana, essa é que conta: a mão, a voz, o sorriso, a gargalhada cristalina, as lágrimas de verdade, o brilho no olhar, o suave perfume ... “
“Dizem que os livros são os nossos melhores e maiores amigos. Mas os livros não se sentam nossa beira, nem têm olhos, nem sorriem nem nos abraçam, nem connosco passeiam pela rua, pelo campo. Nada podemos dar aos livros senão as letras dos nossos pensamentos ou um pouco de nós para que chegue aos outros.” Os livros têm os olhos que nós temos. E os seus lábios são os nossos lábios. Porque se os livros tivessem olhos e lábios e mãos e dedos seriam talvez pessoas, mas nunca livros. Victor Nogueira (1969) em évoraburgomedieval»
ESCRITO EM 2013,06.27 - Estou de greve, i.e., solidário com ela. Hoje não fiz compras, nem mesmo o Avante. Fi-las ontem.
Já tinha amizades noutras redes sociais como o msn, o hi5 ou dos chats no mIRC. Ou dos blogs. Muitas estão no FB. E depois os camaradas e antigas amizades e colegas, que nos vamos descobrindo mutuamente. Dizem-me que há quem me queira conhecer pessoalmente - até no Brasil - devido ao que escrevo - e nada de especial escrevo. Algumas d "elas", após conhecerem o escriba em carne e osso, zarpam a grande velocidade e não regressam. Devem imaginar um príncipe de olhos azuis, atlético, louro e sai-lhes este
Com nariz grande, olhar estrelado,
Baixo, cabelo negro, ondulado,
Magro, moreno, mui desajeitado,
Nada ou p'la vida sempre perdoado.~
Buscando amizade, mau achado,
Agindo calma ou mui despeitado,
O êxito logrou, mal torneado,
Com persistência e pouco alegrado.
Tolerante, mas não libertário,
Conduzindo, longe da multidão,
Na vida procurando liberdade.
Em tudo mal, buscando seu contrário,
Com ar sério ou risonha feição,
Mal sente, co'a razão, felicidade.
1989.09.10 – Setúbal
Perguntam-me que lhes faço. Que lhes faço ? Se calhar a pergunta certa seria "que quereriam ou esperariam elas que eu lhes fizesse" ?
Há muito que em Setúbal não vou ao Mercado do Livramento. Salvo Ah! na verdade fui muitas vezes, quando havia greves, para a difícil tarefa de convencer os comerciantes a aderirem ou participando nos piquetes de greve.
Em conversa com ... (5) TODO O MUNDO e NINGUÉM DECLARAÇÃO
Maria do Mar, Maria Papoila, Maria dos Mil Sóis Rendilhados, Maria Vai com as Outras, Niña do Beco dos Passarinhos, Joana Princesa com Sabor a Cravo e Canela ou Princesa do Meio Caminho Andado, Princesa (Simplesmente), Fatma das Caldas, Fátma da Ilhoa da Floresta Queimada, Gaivotinha, Raposinha, Madre Abadessa Diabinho Diabeza, Musa d'Ante, Luciferazinha, Diabrete, Nlña de Aguiar e Belmonte, Joana da Côr do Trigo em Flor ou Joana Ratinho são personagens talvez verdadeiros mas com nomes inventados. João Bimbelo, João Baptista Cansado da Guerra ou o Conde Niño são personagens e como tal não existem. Se existissem, então eles não estariam de parabéns por qualquer delas. Mas elas, talvez os merecesssem, apesar de inventadas pelo escriba, a quem teriam deixado para trás 🙂 . Talvez porque o escriba, embora malabarista do verbo bordejando a chama, pouco valor teria nas histórias que inventava com a liberdade, engenho e arte que a todos os escribas é permitido. .
Victor Nogueira aka Kant_O_XimPi.Manog .
PS – Mais declara o escriba que não costuma ficar a chorar pelo leite derramado e do passado procura reter apenas aquilo em que foi feliz. O resto, o resto são «estórias», como agora se diz.
Foto victor nogueira Aldraba ou batente numa porta
Publicada por Victor Nogueira à(s) Domingo, Dezembro 09, 2007
* Victor Nogueira
Fernando Pessoa - Do vale à montanha,
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados,
Por quinta e por fonte,
Caminhais aliados.
.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.
.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por plainos desertos
Sem ter horizontes,
Caminhais libertos.
.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por ínvios caminhos,
Por rios sem ponte,
Caminhais sozinhos.
.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.
24-10-1932
* Victor Nogueira
Nos tempos da escola primária e talvez dos primeiros anos no Salvador Correia, o Carnaval era um dos temas para a "redacção" (nessa altura não se falava em "texto livre").
As minhas veleidades literárias terminaram quando uma professora de Português me riscou uma redacção, alegando que não fora escrita por mim, quando dera asas à minha imaginação, descrevendo o que via da janela da nossa casa na Praia do Bispo, com o mar-oceano defronte e o Brasil para lá do horizonte.
Portanto, nesse tempo, a ladainha era sobre a origem do termo Carnaval", enfarta-brutos para entrar em jejum no tempo de cinzas e penitência até à gloriosa Páscoa da Ressurreição.
Nunca fui grande apreciador das partidas de Carnaval, embora gostasse de assistir ao desfile dos corsos dos chamados indígenas pelas ruas de Luanda, que foram liminarmente proibidos após o início da Guerra Colonial, em 1961.
Creio que em Portugal não assisti senão a um desfile, na Moita, com a Julieta, em dia cinzento, frio e pluvioso, com as meninas "descascadas", em biquini, meneando-se em cima dos carros. Um passeio por Oeiras com outra amiga minha terminou depois de lhe atiraram com ovos que lhe estragaram o penteado e o vestuário.
Pois este ano, em catadupa, por todo o país, corsos carnavalescos foram cancelados, por água abaixo, devido à previsão da queda de chuva a potes. Afinal, pelo menos aqui por Vila do Conde, a chuva resguardou-se, restando apenas um dia cinzentonho e frio, pouco convidativo a saídas, para desafiar este relativo mau tempo.
Voltando às escritas infantis. A long time ago, comprei um livrinho, colectânea de textos de crianças,, comentei com a Celeste que duvidava que tivessem sido escritos por crianças. Sem nada dizer, ela levantou-se, foi buscar os cadernos dos alunos que trouxera para casa, para corrigi-los, e deu-mos para ler. Apaguei o meu cepticismo, pois havia lá textos bons, de grande imaginação e qualidade!
auto-retrato em
Cascais ~~~ Mais uma máscara, neste Carnaval de 2013 que em setúbal pregou a
partida à meteorologia não despejando catadupas de água,
Nunca apreciei
o Carnaval que era tema de redações do estilo O Carnaval, A Primavera ou
"Que queres ser quando fores grande" Não me recordo de alguma vez
ter-me mascarado, quanto muito apenas uma caraça. Nas redações lá vinha a
inevitável referência "à carne a vala", da folia que antecedia a
quaresma das cinzas até à 6ª Feira Santa - em que se não podia ouvir música,
antes meditar na Paixão e Morte de Cristo, Nosso Senhor que ressuscitaria em
grande no Domingo de Páscoa, aquele em que pelo menos uma vez no ano se devia
comungar.
Mas retornando
ao Carnaval, sempre me causou uma certa perplexidade que em Portugal, sociedade
machista de pegas, toiros, engates e mulheres submissas ao estilo faduncho do
"!Não Venhas Tarde", de Carlos Ramos, homens pretensamente másculos
se disfarçassem de mulher. Do que recordo do Carnaval são as criancinhas
mascaradas e das brincadeiras estúpidas e de mau-gosto, como atirar farinha,
ovos ou urina para cima dos transeuntes. Farinha que em Luanda tb se lançava na
rua ou para dentro dos automóveis, obrigando-nos a fecha os vidros e trancar as
portas Em Luanda havia tb corsos carnavalescos indígenas, animados e
multicolores, que foram proibidos após o início da guerra colonial em 1961.
Não me lembro
de haver corsos carnavalescos em Portugal antes do 25 de Abril como hoje
existem, uma caricata e tola imitação do Brasil, onde nesta altura está sol e
faz calor - como em Luanda, enquanto que em Portugal está frio e muitas vezes
chove, obrigando as "corsantes" quase despidas a tiritarem e baterem
os dentes.
E
"prontus", amanhã tiro as máscaras e volto às fotos de perfil
habituais. LOL
O poema que se
segue foi escrito em Sousel e não em Évora.
Vânia Cairo
Boa foto,
querido
11 ano(s)
Ana Maria
Madail
Obrigada Victor
pela partilha!!! Bela foto. 🙂
11 ano(s)
Thatalyscal
Scaldelai
Bela foto
amigo! 🙂
11 ano(s)
Ver tradução
Ana Albuquerque
Apesar de não
ser apreciadora da época carnavalesca, sempre te digo que nos anos 60, o
Carnaval do Estoril era muito badalado e tinha carros bem mais produzidos do
que alguns que agora desfilam. As vedetas convidadas eram quase sempre actrizes
francesas ou italianas.
11 ano(s)
Deolinda F.
Mesquita
Foto muito boa.
Não gosto da época do carnaval 🙂
11 ano(s)
Victor Barroso
Nogueira
Olá, Ana
Albuquerque Um Carnaval aos pulinhos, esse de 1964, como os filmes mudos Bjos 🙂
11 ano(s)
Clara Roque
Esteves
Olá amigo. Eu
também nunca fui fã do Carnaval. Recordo, na juventude, os meus bailes de
garagem com os amigos do MEU GRUPO. ( sempre vivi muito em grupo...). Fazíamos
uns disparates banais, dançávamos e nada que não fizéssemos em outras
circunstâncias. Dos tempo de África nem memórias tenho do Carnaval.
Depois...sorte porque as minhas filhas também nunca foram fãs. Portanto, o
Carnaval era uma oportunidade de sair de Lisboa e passar esses dias fora. O
fotógrafo não está mal. Obrigada pela partilha. Ah, este Carnaval foi igual aos
outros, apenas um encontro de família, conversa e conversa...
11 ano(s)
Victor Barroso
Nogueira
Clara Roque
Esteves e Ana Albuquerque Pesquisando na net nada encontrei - nem fotos nem
filmes sobre o carnaval em Luanda antes da independência. Devo ter por aí fotos
do Turismo de Angola da altura, mas não dá para procurar agora. Encontrei
apenas este curto filme sobre o Carnaval na Ilha de Moçambique, nos anos 60 do
passado milénio
Ah! Tb
encontrei filmes sobre o Carnaval de Ovar, da mesma época.
11 ano(s)
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Clara Roque
Esteves
Amigo, por
acaso visitei a Ilha de Moçambique nos anos sessenta, fora da época
carnavalesca. Honestamente não registei memórias de Carnaval em África e vim de
Moçambique entre os 17 e os 18 anos, como já te disse. Frequentava desde os 15
discotecas ou bailes de garagem. Por cá, o mesmo programa. O Carnaval foi
sempre pretexto para férias. Obrigada pelo video, vou abri-lo agora. Beijinho.
11 ano(s)
Clara Roque
Esteves
Esta treta não
me deixou abrir o video...
11 ano(s)
Manuela Vieira
da Silva
Na minha
infância e juventude, Carnaval era a véspera da Quaresma, que aí vinham 40 dias
de silêncio, orações e terços, jejuns às sextas, e carne quase nenhuma durante
esses 40 dias. E pronto. Carnaval era o dia em que se podia exagerar em tudo,
carne, vinho (para os adultos, claro), chegando mesmo a cometer o pecado da
gula com prazer redobrado, pensando nas carências que aí vinham. Apenas assisti
uma vez a um desfile fora de Portugal.
11 ano(s)
Manuela Vieira
da Silva
Nem música se
podia ouvir durante a Quaresma, imaginem!
11 ano(s)
Clara Roque
Esteves
Manuela Silva,
em Coimbra estive alojada num lar de freiras. Mas já estava na faculdade e elas
não tinham hipótese de nos controlar... Vitor Victor Nogueira, já consegui ver
o video da Ilha de Moçambique. Uma delícia enquanto recordação. Carnaval
"à branco"...rásparta!
11 ano(s)
Judite Faquinha
Eu nunca liguei
ao carnaval, é uma bricadeira que não me diz nada...dentro dos meus trinta anos
cheguei a mascarar-me para seis jovens poderem sair e aos bailaricos, eu ia e
as mães deichavam-nas ir porque iam comigo e o meu marido!!! O filme da ilha de
Moçambique na caça sub/ aquática, está linda adoro ver!!! tenho uma amiga de
Moçambique!!! Eu hoje fui ver o carnaval a Setubal, e ao Pinhal Novo mas, não
me diz nada os foliões não lhe acho qualquer graça bjs
11 ano(s)
Margarida
Ourives
Gostei. Bjs
11 ano(s)
Maria Mamede
Olá Amigo
Victor Nogueira, boa tarde. Ainda não estou em condições de ler, com a devida
atenção, o que me enviaste. Comecei a convalescença...daqui a alguns dias,
creio estar capaz de voltar. Bj.
11 ano(s)
Manela Pinto
o fotografo e a
maquina desta vez foram eles os fotografados ehehheheh ( benfeta pra ti, esta é
à alentejana)
10 ano(s)
Carlos
Rodrigues
Bom o enterro
do Carnaval já foi no dia 12 e só hoje vi a tua postal fotografado fotografado
em flagrante delito. Já Pessoa, com ou sem Carnaval, foi muitas vezes apanhado
no Martinho da Arcada em " flagrante de Litro "...O Poeta tem
ferramentas que nem a ferramenta sabe. A propósito nem todos os Carnavais
Portugueses são Brasileiros, em Torres Vedras terra de boas cepas ainda se bebe
do puro, quer dizer com matrafonas, caricaturas, Rei e Raínha Nacionais e esse
Carnaval já vem do tempo da outra Senhora, é anterior ao 25 de Abril, a crítica
social e os Corsos não vem de agora. Obrigado e diverte-te, o Carnaval
continua...
10 ano(s)
Maria Rodrigues
(Y)
10 ano(s)
Victor Barroso
Nogueira
Arminda Griff
Há uns 15 anos LOL
10 ano(s)
Manela Pinto
vitorrrrrrrrrrrrrrrrrrr tas com uma cabeleira danada querido camarada ahahhah
11 ano(s)
Victor Barroso Nogueira
Estava, Manela Pinto - o Chagas cortou-me o cabelo a semana passada LOL
11 ano(s)
Manela Pinto
oh pà esse gajo, Carlos Chagas é doido, gosta de cortar cabelos, ja nao percebo nada dele, agora virou artista na arte de desenhar, pintar ou sei la o k eehehheheh boa gosto desse cabeleireiro e tu sabes escolher quem nao estraga cabeças iiiiiiii, beijocas meus lindos
11 ano(s)
Lia Branco
Olha que jeitoso 🙂 beijos
11 ano(s)
Judite Faquinha
Amigo Victor, á quem te conheça pessoalmente... para mim és um amigo virtual, seja qual seja a tua aparência, não tem qualquer importancia, eu messo as pessoas pelo o seu intrior, e não pelo o extrior, vou-te valiando pelo o que escreves, e no seu contiudo... em tudo seja no que for!!! A maneira clara, transparente, com que o fazes, só te digo, és um bom amigo, e de bom caráter, e além disso deves ser uma pessoa doce, beijocas !!!!!!!!!!!!!!
11 ano(s)
Nádia Patricia
❤
11 ano(s)
Deolinda F. Mesquita
Poema muito bonito Victor. as máscaras não importam. Obrigada, bjs.
11 ano(s)
Donzilia Conceiçao
Eis aqui um auto retrato, escrito na perfeição, ou fosses tu poeta. sempre com a verdade bem junto ao coração.. Os amigos nunca se avaliam pela aparência, mas pelo que nos escrevem e como o fazem, assim és tu, mas te vou dizer uma coisa se este és tu parabéns, tens um ar sorridente, bem disposto, transparente, e os olhos sorriem contigo, quando sorriem os lábios e a boca, e depois vale a integridade do que somos e que fazemos, e até o que queremos. e tu és assim um amigo desses que não nos engana não, e ainda temos a sorte de seres nosso amigo do coração. Um beijo Victor.
11 ano(s)
Maria Amélia Martins
o jovem Victor com a sua linda cabeleira, gostei. Do poema tambem. BEIJINHOS AMIGO! :)*
11 ano(s)
Margarida Piloto Garcia
Quantas tens?
11 ano(s)
Victor Barroso Nogueira
Não entendo a pergunta, Margarida Piloto Garcia
11 ano(s)
Victor Barroso Nogueira
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh Máscaras ? Margarida Piloto Garcia Ali na sala tenho 3 africanas, para além de uma para trabalhos com ferramentas que façam poeira LOL Quero ver se alguém me oferece uma de Trás-os-Montes. De Carnaval, nenhuma . By the way
«All the world's a stage,
And all the men and women merely players;
They have their exits and their entrances,
And one man in his time plays many parts,
His acts being seven ages. (...)»
William Shakespeare
Bjos
11 ano(s)
Victor Barroso Nogueira
Com sede lança a rede
não de seda com cetim
no caminho
na meda
sem medo
malha a malha
entretece a entretela
Entretém-te !
Victor Nogueira
Setúbal 2013.02.10
11 ano(s)
Carlos Rodrigues
Vitor, ficaste muito bem, pareces o Bocage, que menos Poeta também não serás. Parabéns e Bom Carnaval.
11 ano(s)
Yolanda Botelho
Bjs querido amigo.
11 ano(s)
Manuela Vieira da Silva
Prefiro máscaras de plástico, ou de madeira ou porcelana...🙂
11 ano(s)
Alice Coelho
Muito bem!!! beijinho 😘
11 ano(s)
Margarida Ourives
Muito bem. Diverte-te. Bjs
11 ano(s)
Judite Faquinha
Victor, desculpa mas não comentei o poema que adorei... amigo poeta beijocas. ❤
10 ano(s)