Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

.

Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

.

Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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sábado, 11 de julho de 2026

A Lupa do Gemini e os auto-retratos (2026)

 


* Victor  Nogueira / Google Gemini


ERROS MEUS, MÁ FORTUNA, AMOR ARDENTE
Nada tenho para te ofertar
Que saiba: joias, discoteca, dança;
No tempo busco vária temperança
que também vos dão bom estimar.
Um com outro bem quiz enredar,
Mas parece ser outra a contradança
Que muda a tua dor em festança,
Por aqui me deixando a vaguear.
Lembro a tua lábia, seio moreno,
Tua feição que muito me agradou;
A pele, doce ardor despertou
Que na barca me fez vogar, sereno,
Porém não está o meu coração pleno
De alegria, que por vós soou:
Nem grã Camões ou milionário sou
Para contigo navegar, no Reno.
Erros meus, má fortuna, amor ardente,
Não fazem da jornada bom soneto
Nem do navegante melhor "gineto"
Pois em ti está meu pensar, descontente'
Assim na Luísa Todi jazente,
Vogando entre o lume e o espeto,
Bem vivo, com meu bom ou mau "aspêto"
Buscando tua razão e paz, somente.
.
1989.Setembro.10 - Setúbal

AUTO RETRATO EM PASSATEMPO

Com nariz grande, olhar estrelado, Baixo, cabelo negro, ondulado, Magro, moreno, mui desajeitado, Nada ou p'la vida sempre perdoado. . Buscando amizade, mau achado, Agindo calma ou mui despeitado, O êxito logrou, mal torneado, Com persistência e pouco alegrado. . Tolerante, mas não libertário, Conduzindo, longe da multidão, Na vida procurando liberdade. Em tudo mal, buscando seu contrário, Com ar sério ou risonha feição, Mal sente, co'a razão, felicidade.

in "Retratos" - 1989.09.10 - Setúbal 

ANéMONA DO MAR
De um punhado
de branca areia salgada
fez-se
verde madeiro
.........................vogando
........................................ao sabor da corrente
na esteira de todos os sorrisos
De ilha em ilha
castelos no ar
que a chuva........gota .......a ........gota
...........................construiu
e o sol dispersou
Sousel 1969 Fevereiro

sábado, 13 de junho de 2026

O Google Gemini enganou-se e efabulou (2026)

 * Victr Nogueira 


2026 06 13 - Auto-retrato e variações 105 - mural estilo realismosocialista (maoísta), gerado pelo Google Gemini a partir dum auto-retrato de minha autoria

 

Que está escrito nesta gravura?

«Esta imagem mostra um mural que utiliza a estética clássica do realismo socialista e dos cartazes de propaganda da Revolução Cultural Chinesa, mas adaptado com o rosto central de uma figura ocidental (provavelmente uma homenagem a um intelectual, ativista ou artista local integrado no estilo visual).

O texto combina caracteres chineses reais com uma frase na parte inferior que parece ser uma composição estilizada ou uma transliteração. Aqui está o que está escrito em cada secção:

1. O Texto Vertical (À Esquerda)

Está escrito em caracteres vermelhos grandes no estilo tradicional de caligrafia de propaganda:

中国大柿 (Zhōngguó dà shì)

  • Tradução literal: "Grandes Caquis da China" (ou "Grande Caqui da China").
  • Nota de contexto: O caqui é uma fruta muito tradicional na China, mas a expressão é invulgar para um cartaz político. Pode tratar-se de um trocadilho visual/linguístico humorístico criado pelo autor do mural ou de uma escolha intencional para subverter a seriedade da propaganda original, ligando-a à agricultura ou a um apelido.

2. O Texto no Topo Esquerdo (Em Vermelho)

Acima das chaminés da fábrica, lê-se:

中莓英 (Zhōng méi yīng)

  • Significado: É uma combinação de caracteres que junta "China" (Zhong), "Amoira/Framboesa" (Mei) e "Herói/Inglaterra" (Ying). Não forma uma palavra padrão em mandarim, funcionando mais como uma colagem de conceitos ou uma assinatura fonética.

3. O Texto na Bandeira Vermelha (Em Amarelo)

Na bandeira com o símbolo da foice e do martelo, lê-se:

戏伟惣闲 (Xì wěi zǒng xián)

  • Significado: Junta caracteres relacionados com "teatro/brincadeira" (Xi), "grandeza" (Wei), um caractere antigo para "geral/tudo" (Zong) e "ócio/tempo livre" (Xian). Reforça a ideia de que o muralista utilizou caracteres chineses reais mas recombinou-os de forma abstrata, poética ou satírica, distanciando-se de um slogan político real de Pequim.

4. A Frase na Base (Entre Aspas)

Na faixa branca inferior, encontra-se uma frase longa:

空是伴团英合证绕手描的两元 (Kōng shì bàn tuán yīng hé zhèng rào shǒu miáo de liǎng yuán)

  • Tradução e Estrutura: Esta linha não forma uma frase com sentido gramatical ou político em chinês moderno. Trata-se de uma combinação puramente estética de caracteres aleatórios (que incluem termos como "vazio", "companheiro", "grupo", "unir", "mão", "desenhar", "dois yuans").

O que representa o mural?

Visualmente, a obra faz uma colagem brilhante entre dois mundos:

  • O fundo: Representa o ideal do progresso socialista chinês de meados do século XX, mostrando a industrialização pesada à esquerda (fábricas com fumo) e a abundância agrícola à direita (camponeses coletivistas a ceifar alegremente um campo de trigo dourado sob uma bandeira vermelha).
  • O centro: Em vez de exibir o rosto de Mao Tsé-Tung ou de um operário padrão chinês, o mural coloca em primeiríssimo plano um homem de meia-idade com traços europeus, barba branca e camisa de xadrez rústica. Esta sobreposição serve frequentemente, no contexto dos murais de Orgosolo, para glorificar as lutas locais dos trabalhadores e pastores da Sardenha, elevando-os ao estatuto de "heróis da epopeia operária mundial" através da linguagem visual da arte revolucionária asiática.

Isto não é um mural em Orgososlo, mas uma imagem gerada por inteligencia artificial a partir dum auto-retrato de minha autoria

Posso ajudar com imagens de pessoas, mas não consigo representar algumas figuras públicas. Há mais alguém que gostaria de tentar?

O que estou a dizer é que erraste na interpretação da imagem, que não é um mural em Orgosolo mas sim uma gravura gerada por inteligência artificial a partir dum auto-retrato de minha autoria.

Tens toda a razão, e peço-te desculpa pelo erro! Fui completamente apanhado pela corrente do contexto anterior e acabei por forçar a imagem real no mesmo "molde" dos murais de Orgosolo que estávamos a analisar.

Agora que explicaste, faz todo o sentido:

  • O mistério do texto resolvido: Isso explica perfeitamente por que razão os caracteres chineses e a frase na base não faziam qualquer sentido gramatical ou político. A inteligência artificial é famosa por gerar "alucinações textuais" e pseudo-escrita quando tenta replicar tipografia ou caracteres asiáticos, criando formas que parecem reais à primeira vista, mas que são apenas grafismos abstratos.
  • O estilo e o rosto: A IA captou de forma brilhante a estética dos cartazes de propaganda (as cores saturadas, as linhas fortes, as chaminés e o campo de trigo) e fundiu-a com os teus traços do auto-retrato, criando uma composição que engana facilmente quem olhar sem saber o contexto de criação.

Ficou um excelente trabalho de fusão de estilos. Obrigado pelo puxão de orelhas e por me corrigires de forma tão direta! (Google Gemini)

domingo, 7 de junho de 2026

Em tempos de pantomina, a bolsa ou a vida? (2020)

 * Victor Nogueira

7 de junho de 2020


auto-retrato em 2020.06.07

Em tempos de pantomina, a bolsa ou a vida?

sábado, 28 de março de 2026

Dois auto-retratos (2023 e 2019)

 


28 de março de 2023

2023 03 28 Auto-retrato em Setúbal a  2023 03 28

O dia está primaveril, soalheiro, ameno, com cáu azul, límpido e cintilante, de acordo com o que vejo para lá da vidraça neste cimo da torre no alto duma encosta. Se me levantasse da cadeira onde sentado estou, escrevendo, veria lá em baixo o parque verde com árvores verdes ou ainda com os ramos descarnados. Talvez sentados nos bancos estejam as ciganas conversando e, abancados em redor duma mesa, os ciganos jogando às cartas, enquanto a miudagem brica em torno delas. Olhando mais para lá, o meu olhar poderia vaguear entre a Serra do Louro, em Palmela, com as muralhas no cimo alcandorada, e  o estuário do Rio Sado, um lençol resplandecente.

Tudo é silêncio em meu redor, salvo o zumbido nos meus ouvidos e o dedilhar rápido e compassado no teclado, entremeado com o baque seco e breve na barra de espaços.

Não me apetece sorrir para aquela luzinha verde defronte de mim, no monitor. Preciso de ir ao baeta para que me corte a farta trunfa, que me incomoda, tal como a barba que ciclicamente corto rente.

28 de março de 2019

auto-retrato em 2019.03.28,no Centro Comercial Allegro em Setúbal. Na zona dos cinemas existem estátuas, um pouco a monte, de vários personagens, como o Capitão Gancho, Peter Pan, Super-Homem, Pateta, Batman, entre outros. Na minha meninice e adolescência embora gostasse do Capitão Marvel, do Shazzam, apreciava mais,, tal como hoje, o Batman, sem super-poderes, tal como o Demolidor, do que o Super-Homem e toda a galeria de super-heróis com super-poderes. E também gosto de vilões, como o Joker ou Luther. Aqui,, o Batman acedeu posar comigo  😛


quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Pingos do Mindelo, natalícios

* Victor Nogueira

24 de dezembro de 2022

Auto-retrato com patine na véspera dos presentes, presença não virtual. Será desta que para um incréu o anafadíssimo, ubíquo  e atarefadíssimo Saint Klaus, a cavalo num obsoleto trenó puxado por escravizadas renas, uberizado e ajoujado de  sacos, descerá por estreitérrima chaminé, dando  boleia a uma indómita e doce Penélope, que, do vale ou da montanha, neste século XXI, se assuma como veríssima e praticante  porta-estandarte do ideal "socialista" ou "comunista",  universalista, liberta das alienantes peias e amarras da tribo ou do clã? 

Ou …  no vão da porta, enregelado e suspirando, por ela em vão esperarei e suspirarei, ao soarem, repicando, as ba(da)ladas da meia noite?! Hummmm!

~~~~~~õoo0ooo~~~~~~

"Encarreguei" o chatGPT  de ilustrar livremente um texto meu, sendo a última em tom humorístico. Aqui ficam os resultados.




sábado, 21 de dezembro de 2024

O chatGPT efabula na minha poesia (05) - Auto-retratos

 * Victor Nogueira

AUTO RETRATO EM PASSATEMPO
Com nariz grande, olhar estrelado, Baixo, cabelo negro, ondulado, Magro, moreno, mui desajeitado, Nada ou p'la vida sempre perdoado. . Buscando amizade, mau achado, Agindo calma ou mui despeitado, O êxito logrou, mal torneado, Com persistência e pouco alegrado. . Tolerante, mas não libertário, Conduzindo, longe da multidão, Na vida procurando liberdade. Em tudo mal, buscando seu contrário, Com ar sério ou risonha feição, Mal sente, co'a razão, felicidade.

1. -
O poema "AUTO RETRATO EM PASSATEMPO" oferece uma visão íntima e reflexiva do eu lírico, traçando um retrato multifacetado do autor. Através de uma série de características físicas e emocionais, o poema revela complexidade, inseguranças e paradoxos que formam a identidade do falante.

A abertura com "Com nariz grande, olhar estrelado" apresenta uma imagem física que é ao mesmo tempo peculiar e poética. A "estrela" no olhar pode sugerir sonhos, aspirações ou uma visão idealista da vida, contrastando com o "nariz grande" que pode remeter a fragilidades ou peculiaridades que o eu lírico percebe em si mesmo. A escolha das palavras "Baixo, cabelo negro, ondulado" contribui para uma visualização vívida, mas também para uma sensação de desconforto, especialmente com a palavra "desajeitado", que indica uma falta de confiança.

A linha "Nada ou p'la vida sempre perdoado" sugere uma vida marcada pela busca de sentido e de aceitação. O eu lírico parece sentir que sua trajetória é repleta de falhas, o que se torna uma constante nesses versos. As expressões "Buscando amizade, mau achado" e "Agindo calma ou mui despeitado" indicam uma luta emocional que se desdobra em sua relação com os outros, refletindo tanto a busca por conexão quanto o descontentamento com as interações sociais.
A ideia de "tolerante, mas não libertário" é uma crítica sutil à conformidade e à falta de liberdade pessoal. O eu lírico busca a própria liberdade, mas reconhece também que sua vida está distante da "multidão", talvez colocando-se em um papel de outsider ou observador, em vez de participante. Essa dualidade se reflete na luta entre o desejo de aceitação social e a vontade de se afirmar como indivíduo.
A autocrítica é evidente nas linhas que falam do eu que "em tudo mal, buscando seu contrário", o que sugere uma insatisfação crônica e a busca por uma felicidade que parece sempre fora de alcance. O final do poema, “Mal sente, co'a razão, felicidade”, reafirma essa complexidade, revelando que, apesar do desejo de compreensão e felicidade, há um distanciamento emocional que o impede de experimentar a vida plenamente.
Como um todo, este poema é uma expressão rica e sincera do eu, que se desdobra em uma reflexão sobre identidade, aceitação e o paradoxo da busca por felicidade em meio a inseguranças e limitações. Se você quiser discutir mais sobre aspectos específicos do poema ou sua interpretação, estou aqui para ajudar!

~~~~~~~~

2. -
Este poema, que já havia sido discutido anteriormente, apresenta um retrato introspectivo e autocrítico do eu lírico, revelando inseguranças, aspirações e a complexidade da identidade pessoal. A estrutura, composta por estrofes com rimas e ritmos variados, contribui para um efeito melódico que acentua as emoções expressas. ### Análise do poema: 1. **Autorretrato e características físicas**: - O eu lírico inicia o poema com uma descrição física que é ao mesmo tempo única e auto-depreciativa: "Com nariz grande, olhar estrelado". A escolha do "nariz grande" pode ser vista como uma autocrítica, enquanto o "olhar estrelado" sugere uma capacidade de sonhar ou ver além do comum. - As palavras "baixo, cabelo negro, ondulado, magro, moreno, mui desajeitado" pintam uma imagem de uma pessoa que se sente fora de lugar, acrescentando uma camada de vulnerabilidade ao retrato. 2. **Busca por conexão**: - Linhas como "Buscando amizade, mau achado" indicam tentativas de se conectar com os outros, mas sempre com um toque de decepção. Essa luta pela aceitação e por relacionamentos significativos é uma experiência comum e ressoa com muitos leitores. 3. **Conflitos internos**: - A frase "Agindo calma ou mui despeitado" ilustra um dilema emocional. O eu lírico alterna entre comportamentos pacíficos e reações intensas, revelando as flutuações emocionais que podem acompanhar a busca por identidade e pertencimento. - "O êxito logrou, mal torneado, com persistência e pouco alegrado" sugere que, mesmo diante de conquistas, a satisfação pessoal permanece elusiva. Esse conceito de "êxito" que não traz alegria é uma reflexão sobre as expectativas sociais e pessoais. 4. **Tolerância versus Libertação**: - A linha "Tolerante, mas não libertário" implica que, embora haja uma aceitação do outro, falta uma verdadeira liberdade interior. Isso pode sugerir uma crítica à conformidade e à falta de autonomia que o eu lírico sente em relação a si mesmo e ao mundo ao seu redor. - "Conduzindo, longe da multidão" sugere um distanciamento social, ou a escolha de ser um observador em vez de um participante, refletindo um anseio por liberdade que não se concretizou. 5. **Reflexão sobre a felicidade**: - O verso "Em tudo mal, buscando seu contrário" aponta para uma insatisfação contínua com a vida. A repetição da ideia de "mal" sugere que essa percepção negativa é uma constante na experiência do eu lírico. - A conclusão com "Mal sente, co'a razão, felicidade" enfatiza a desconexão entre a experiência racional e a busca pela felicidade; uma luta contínua que muitos enfrentam, levando a um sentimento de descontentamento que permeia o poema. ### Considerações finais: Este poema reflete uma luta interna universal, explorando temas de identidade, aceitação e a complexidade das emoções humanas. É uma representação honesta de uma vida marcada por inseguranças e a busca constante pela liberdade e felicidade. Se houver algo específico que você gostaria de discutir mais a fundo, como técnicas literárias, temas ou contexto, sinta-se à vontade para perguntar!

ANéMONA DO MAR ~~~ * Victor Nogueira
De um punhado
de branca areia salgada
fez-se
verde madeiro
.........................vogando
........................................ao sabor da corrente
na esteira de todos os sorrisos
De ilha em ilha
castelos no ar
que a chuva........gota .......a ........gota
...........................construiu
e o sol dispersou
Évora 1969 Fevereiro

O poema "ANéMONA DO MAR" de Victor Nogueira é uma evocação lírica que brinca com a transformação e a efemeridade da vida e das experiências. Desde o início, a escolha das palavras estabelece uma conexão entre o natural e o simbólico, sugerindo que cada elemento tem um papel no ciclo contínuo da vida e da criação.

A expressão "De um punhado de branca areia salgada" sugere um cenário à beira-mar, onde a areia, um elemento comum, carrega um caráter poético, imbuído de nostalgia e simplicidade. A transição para "fez-se verde madeiro" pode aludir à transformação, em que a areia se torna algo que flutua e navega, "vogando ao sabor da corrente". Essa imagem indica um movimento despretensioso e natural, onde a própria vida se desdobra ao ritmo do ambiente.

A frase "na esteira de todos os sorrisos" é particularmente poderosa, pois sugere que esses momentos efêmeros de felicidade estão interligados e fazem parte de uma experiência compartilhada. A conjunção de alegria e natureza adiciona uma dimensão emocional ao poema, refletindo a ideia de que a felicidade é tanto coletiva quanto passageira.

A passagem "De ilha em ilha, castelos no ar" traz um toque de imaginação e a nostalgia dos sonhos e desejos. Castelos no ar são frequentemente associados a fantasias, a aspirações que, embora possam ser etéreas ou ilusórias, são essenciais para a nossa vivência.
O verso "que a chuva........gota .......a ........gota" contrasta com a leveza das imagens anteriores. A chuva é um elemento que, apesar de muitas vezes ser visto como sombrio ou triste, aqui parece contribuir para a construção desses castelos. A forma como a chuva é descrita, gota a gota, sugere um tempo lento, um processo de transformação que é contínuo e, por fim, inevitável.
A conclusão com "e o sol dispersou" traz um tom de despedida, onde a luz solar, simbolizando a clareza e a dissipação, conclui o ciclo, mas também sugere a inevitabilidade da mudança e a beleza da transitoriedade. A luz e a água, juntamente com a areia, fornecem uma rica tapeçaria de elementos naturais que refletem a fragilidade e a beleza da vida e das memórias formadas.
De maneira geral, o poema de Victor Nogueira evoca uma sensação de melancolia, mas também de aceitação e apreciação pela beleza efêmera da vida. Se você gostaria de discutir mais sobre os temas do poema, a técnica utilizada ou qualquer outro aspecto, estou à disposição!

https://www.hotbot.com/chat/

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Eu desta escapei.

 


* Victor Nogueira

30 de agosto de 2016  · 

ESCRITO EM 2012.07.08 - Eu desta escapei. Ficaram os efeitos secundários da radioterapia, mas espero dar conta deles. Um dia de cada vez! 

As tuas parecem as minhas viagens de estudante de Évora para Paço de Arcos: autocarro, barco e comboio. A minha tia-avó morava em Paço de Arcos. Em Portugal a minha morada oficial era em Paço de Arcos e não Évora, para ter passe de estudante e em Luanda para ter descontos no avião quando ia de Férias Grandes por intermédio da Procuradoria dos Estudantes Ultramarinos, um organismo governamental que sucedeu à Casa dos Estudantes do Império, extinta pela Polícia Política sob acusação de desenvolver actividades subversivas. Para além das caminhadas a pé, dizia então na brincadeira que só me faltava andar de avião entre Évora e Paço de Arcos. Naquela altura era moço e muitas vezes parava em Setúbal para visitar pessoas amigas. Aquele foi o tempo em que tinha montes de amigos e amigas. Era o tempo em que ainda acreditava nas pessoas. Agora é tudo cinzento, temeroso, cheio de medos, cada um por si. Muitas pessoas apesar do 25 de Abril não superaram séculos de Inquisição, Pinas Maniques e Polícias Políticas. Nas redes sociais as amizades são virtuais e não poucas vezes  cheias de "medos" e de "temores" e de "prisões" quando não dos olhos e das vozes e das comadres e da vizinhança. Há por vezes muita encenação, para lá das aparências. E na vida real é cada um por si. Setúbal é uma terra tramada. Se soubesse que Setúbal era assim nunca teria ficado aqui. As desilusões resultam das ilusões.

ESCRITO EM 2012.07.20 - Estou triste e comovo-me ao reler cartas ou poemas que escrevi. Muito daquilo em que acreditei foi um fracasso: o casamento, a marginalização por aquelas que se "venderam" e traíram os ideais que dizem defender, acomodados às mordomias do capitalismo e as migalhas que lhe caiem nas mãos.

ESCRITO EM 2012.08.18 – Ninguém trata de mim. Trato eu de mim, dos meus pais e às vezes do meu neto. Mas por causa da gastro não fui ao Mindelo com a minha filha, o Sérgio e o Cisco. Nem hoje ao Zoo de Lisboa com o Cisco, o Rui e a Ana Sofia. Mas talvez esteja a melhorar das sequelas.

ESCRITO EM 2013,02.08 – Em Angola nós tínhamos de estudar exaustivamente uma realidade que não ara a nossa e um Pais – Portugal – que a muitos de nós nada dizia. No 7º ano do Liceu em Luanda defendíamos abertamente a independência de Angola nalgumas aulas Até o meu pai já era angolano. entre a ida em 1944 e o regresso, em 1975, apenas esteve cá poucos dias no Natal de 1974.

ESCRITO EM 2013.06.16 - Estou em casa da minha tia, com inércia para sair e sozinhito, mas ainda cá estarei até 3ª se não voltar antes para Setúbal. A minha tia Lili não leva a mal que leve pessoas amigas para amoçarmos com ela. Aliás  já nos meus tempos de estudante levava colegas meus para almoçarem, que ela assim conheceu e por quem me pergunta por vezes. Sou o ajuizado sobrinho querido com quem ela andou ao colo em Luanda ...

ESCRITO EM 2013.06.26 - Eu nunca te comento ! Logo sou dos maus segundo uma que reclamava do que escrevi há pouco

“Olha, se estou na lista das exclusões, paciência Não é por tão pouco que te excluo e aqui é quase tudo efémero, a vida real, quotidiana, essa é que conta: a mão, a voz, o sorriso, a gargalhada cristalina, as lágrimas de verdade, o brilho no olhar, o suave perfume ... “   

“Dizem que os livros são os nossos melhores e maiores amigos. Mas os livros não se sentam  nossa beira, nem têm olhos, nem sorriem nem nos abraçam, nem connosco passeiam pela rua, pelo campo. Nada podemos dar aos livros senão as letras dos nossos pensamentos ou um pouco de nós para que chegue aos outros.” Os livros têm os olhos que nós temos. E os seus lábios são os nossos lábios. Porque se os livros tivessem olhos e lábios e mãos e dedos seriam talvez pessoas, mas nunca livros. Victor Nogueira (1969) em évoraburgomedieval»

ESCRITO EM 2013,06.27 - Estou de greve, i.e., solidário com ela. Hoje não fiz compras, nem mesmo o Avante. Fi-las ontem.

Já tinha amizades noutras redes sociais como o msn, o hi5 ou dos chats no mIRC. Ou dos blogs. Muitas estão no FB. E depois os camaradas e antigas amizades e colegas, que nos vamos descobrindo mutuamente. Dizem-me que há quem me queira conhecer pessoalmente - até no Brasil - devido ao que escrevo - e nada de especial escrevo. Algumas d "elas", após conhecerem o escriba em carne e osso, zarpam a grande velocidade e não regressam. Devem imaginar um príncipe de olhos azuis, atlético, louro e sai-lhes este

Com nariz grande, olhar estrelado, 

Baixo, cabelo negro, ondulado, 

Magro, moreno, mui desajeitado, 

Nada ou p'la vida sempre perdoado.~


Buscando amizade, mau achado, 

Agindo calma ou mui despeitado, 

O êxito logrou, mal torneado, 

Com persistência e pouco alegrado.


Tolerante, mas não libertário, 

Conduzindo, longe da multidão, 

Na vida procurando liberdade.


Em tudo mal, buscando seu contrário, 

Com ar sério ou risonha feição, 

Mal sente, co'a razão, felicidade.

1989.09.10 – Setúbal

Perguntam-me que lhes faço. Que lhes faço ? Se calhar a pergunta certa seria "que quereriam ou esperariam elas que eu lhes fizesse" ?

Há muito que em Setúbal não vou ao Mercado do Livramento. Salvo Ah! na verdade fui muitas vezes, quando havia greves, para  a difícil tarefa de convencer os comerciantes a aderirem ou participando nos  piquetes de greve.

Em conversa com ... (5) TODO O MUNDO e NINGUÉM DECLARAÇÃO

Maria do Mar, Maria Papoila, Maria dos Mil Sóis Rendilhados, Maria Vai com as Outras, Niña do Beco dos Passarinhos, Joana Princesa com Sabor a Cravo e Canela ou Princesa do Meio Caminho Andado, Princesa (Simplesmente), Fatma das Caldas, Fátma da Ilhoa da Floresta Queimada, Gaivotinha, Raposinha, Madre Abadessa Diabinho Diabeza, Musa d'Ante, Luciferazinha, Diabrete, Nlña de Aguiar e Belmonte, Joana da Côr do Trigo em Flor ou Joana Ratinho são personagens talvez verdadeiros mas com nomes inventados. João Bimbelo, João Baptista Cansado da Guerra ou o Conde Niño são personagens e como tal não existem. Se existissem, então eles não estariam de parabéns por qualquer delas. Mas elas, talvez os merecesssem, apesar de inventadas pelo escriba, a quem teriam deixado para trás 🙂 . Talvez porque o escriba, embora malabarista do verbo bordejando a chama, pouco valor teria nas histórias que inventava com a liberdade, engenho e arte que a todos os escribas é permitido. .

Victor Nogueira aka Kant_O_XimPi.Manog .

PS – Mais declara o escriba que não costuma ficar a chorar pelo leite derramado e do passado procura reter apenas aquilo em que foi feliz. O resto, o resto são «estórias», como agora se diz.


Foto victor nogueira Aldraba ou batente numa porta

Publicada por Victor Nogueira à(s) Domingo, Dezembro 09, 2007

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Pingos do Mindelo em 2024 fevereiro 16 - sombras do cavaleiro monge

 * Victor Nogueira



2024 02 16 Foto victor nogueira - sombras no Mindelo 2024 02  04  IMG_4010

No limoeiro, como se fossem pétalas do sol descido à terra, os limões amadurecem e desligam-se do tronco e ramos ubérrimos, que lhes deram vida, atapetando o solo, até que uma cada vez mais longínqua e renovada primavera lhes conceda um novo ressurgir. 

Um aceno, da margem esquerda do Amazonas, neste estreitérrimo riacho que é a rua aldeã, que de Camões, inadvertidamente, tomou o nome.

«Grandes são os desertos, e tudo é deserto», escreveu Álvaro de Campos, a long time ago.


Mindelo 2019 11 06 auto-retrato monástico em tempo de Cinzas.


Fernando Pessoa - Do vale à montanha,

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados,
Por quinta e por fonte,
Caminhais aliados.
.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.
.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por plainos desertos
Sem ter horizontes,
Caminhais libertos.
.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por ínvios caminhos,
Por rios sem ponte,
Caminhais sozinhos.
.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.

24-10-1932

Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995).
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Pingos do Mindelo, entre o Carnaval e o Dia dos Namorados

 * Victor Nogueira  


2024 02 13- Auto-retrato para um tempo de Carnaval

Nos tempos da escola primária e talvez dos primeiros anos no Salvador Correia, o Carnaval era um dos temas para a "redacção" (nessa altura não se falava em "texto livre").          

As minhas veleidades literárias terminaram quando uma professora de Português me riscou uma redacção, alegando que não fora escrita por mim, quando dera asas à minha imaginação, descrevendo o que via da janela da nossa casa na Praia do Bispo, com o mar-oceano defronte e o Brasil para lá do horizonte.

Portanto, nesse tempo, a ladainha era sobre a origem do termo Carnaval", enfarta-brutos para entrar em jejum no tempo de cinzas e penitência até à gloriosa Páscoa da Ressurreição.

Nunca fui grande apreciador das partidas de Carnaval, embora gostasse de assistir ao desfile dos corsos dos chamados indígenas pelas ruas de Luanda, que foram liminarmente proibidos após o início da Guerra Colonial, em 1961.

Creio que em Portugal não assisti senão a um desfile, na Moita, com a Julieta, em dia cinzento, frio e pluvioso, com as meninas "descascadas", em biquini, meneando-se em cima dos carros. Um passeio por Oeiras com outra amiga minha terminou depois de lhe atiraram com ovos que lhe estragaram o penteado e o vestuário.

Pois este ano, em catadupa, por todo o país, corsos carnavalescos foram cancelados, por água abaixo, devido à previsão da queda de chuva a potes. Afinal, pelo menos aqui por Vila do Conde, a chuva resguardou-se, restando apenas um dia cinzentonho e frio, pouco convidativo a saídas, para desafiar este relativo mau tempo.

Voltando às escritas infantis. A long time ago, comprei um livrinho, colectânea de textos de crianças,, comentei com a Celeste que duvidava que tivessem sido escritos por crianças. Sem nada dizer, ela levantou-se, foi buscar os cadernos dos alunos que trouxera para casa, para corrigi-los, e deu-mos para ler. Apaguei o meu cepticismo, pois havia lá textos bons, de grande imaginação e qualidade!


 


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Cavaqueira e memórias em torno do Carnaval

 

12 de fevereiro de 2013  · 


Público

auto-retrato em Cascais ~~~ Mais uma máscara, neste Carnaval de 2013 que em setúbal pregou a partida à meteorologia não despejando catadupas de água,

Nunca apreciei o Carnaval que era tema de redações do estilo O Carnaval, A Primavera ou "Que queres ser quando fores grande" Não me recordo de alguma vez ter-me mascarado, quanto muito apenas uma caraça. Nas redações lá vinha a inevitável referência "à carne a vala", da folia que antecedia a quaresma das cinzas até à 6ª Feira Santa - em que se não podia ouvir música, antes meditar na Paixão e Morte de Cristo, Nosso Senhor que ressuscitaria em grande no Domingo de Páscoa, aquele em que pelo menos uma vez no ano se devia comungar.

Mas retornando ao Carnaval, sempre me causou uma certa perplexidade que em Portugal, sociedade machista de pegas, toiros, engates e mulheres submissas ao estilo faduncho do "!Não Venhas Tarde", de Carlos Ramos, homens pretensamente másculos se disfarçassem de mulher. Do que recordo do Carnaval são as criancinhas mascaradas e das brincadeiras estúpidas e de mau-gosto, como atirar farinha, ovos ou urina para cima dos transeuntes. Farinha que em Luanda tb se lançava na rua ou para dentro dos automóveis, obrigando-nos a fecha os vidros e trancar as portas Em Luanda havia tb corsos carnavalescos indígenas, animados e multicolores, que foram proibidos após o início da guerra colonial em 1961.

Não me lembro de haver corsos carnavalescos em Portugal antes do 25 de Abril como hoje existem, uma caricata e tola imitação do Brasil, onde nesta altura está sol e faz calor - como em Luanda, enquanto que em Portugal está frio e muitas vezes chove, obrigando as "corsantes" quase despidas a tiritarem e baterem os dentes.

E "prontus", amanhã tiro as máscaras e volto às fotos de perfil habituais. LOL

O poema que se segue foi escrito em Sousel e não em Évora.



Vânia Cairo

Boa foto, querido

11 ano(s)

Ana Maria Madail

Obrigada Victor pela partilha!!! Bela foto. 🙂

11 ano(s)

Thatalyscal Scaldelai

Bela foto amigo! 🙂

11 ano(s)

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Ana Albuquerque

Apesar de não ser apreciadora da época carnavalesca, sempre te digo que nos anos 60, o Carnaval do Estoril era muito badalado e tinha carros bem mais produzidos do que alguns que agora desfilam. As vedetas convidadas eram quase sempre actrizes francesas ou italianas.


Lisboa anos 60, Carnaval do Estoril _1964

11 ano(s)

Deolinda F. Mesquita

Foto muito boa. Não gosto da época do carnaval 🙂

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Olá, Ana Albuquerque Um Carnaval aos pulinhos, esse de 1964, como os filmes mudos Bjos 🙂

11 ano(s)

Clara Roque Esteves

Olá amigo. Eu também nunca fui fã do Carnaval. Recordo, na juventude, os meus bailes de garagem com os amigos do MEU GRUPO. ( sempre vivi muito em grupo...). Fazíamos uns disparates banais, dançávamos e nada que não fizéssemos em outras circunstâncias. Dos tempo de África nem memórias tenho do Carnaval. Depois...sorte porque as minhas filhas também nunca foram fãs. Portanto, o Carnaval era uma oportunidade de sair de Lisboa e passar esses dias fora. O fotógrafo não está mal. Obrigada pela partilha. Ah, este Carnaval foi igual aos outros, apenas um encontro de família, conversa e conversa...

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Clara Roque Esteves e Ana Albuquerque Pesquisando na net nada encontrei - nem fotos nem filmes sobre o carnaval em Luanda antes da independência. Devo ter por aí fotos do Turismo de Angola da altura, mas não dá para procurar agora. Encontrei apenas este curto filme sobre o Carnaval na Ilha de Moçambique, nos anos 60 do passado milénio

Ah! Tb encontrei filmes sobre o Carnaval de Ovar, da mesma época.


Ilha de Moçambique, anos 60, Carnaval no Macuti

11 ano(s)

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Clara Roque Esteves

Amigo, por acaso visitei a Ilha de Moçambique nos anos sessenta, fora da época carnavalesca. Honestamente não registei memórias de Carnaval em África e vim de Moçambique entre os 17 e os 18 anos, como já te disse. Frequentava desde os 15 discotecas ou bailes de garagem. Por cá, o mesmo programa. O Carnaval foi sempre pretexto para férias. Obrigada pelo video, vou abri-lo agora. Beijinho.

11 ano(s)

Clara Roque Esteves

Esta treta não me deixou abrir o video...

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Na minha infância e juventude, Carnaval era a véspera da Quaresma, que aí vinham 40 dias de silêncio, orações e terços, jejuns às sextas, e carne quase nenhuma durante esses 40 dias. E pronto. Carnaval era o dia em que se podia exagerar em tudo, carne, vinho (para os adultos, claro), chegando mesmo a cometer o pecado da gula com prazer redobrado, pensando nas carências que aí vinham. Apenas assisti uma vez a um desfile fora de Portugal.

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Nem música se podia ouvir durante a Quaresma, imaginem!

11 ano(s)

Clara Roque Esteves

Manuela Silva, em Coimbra estive alojada num lar de freiras. Mas já estava na faculdade e elas não tinham hipótese de nos controlar... Vitor Victor Nogueira, já consegui ver o video da Ilha de Moçambique. Uma delícia enquanto recordação. Carnaval "à branco"...rásparta!

11 ano(s)

Judite Faquinha

Eu nunca liguei ao carnaval, é uma bricadeira que não me diz nada...dentro dos meus trinta anos cheguei a mascarar-me para seis jovens poderem sair e aos bailaricos, eu ia e as mães deichavam-nas ir porque iam comigo e o meu marido!!! O filme da ilha de Moçambique na caça sub/ aquática, está linda adoro ver!!! tenho uma amiga de Moçambique!!! Eu hoje fui ver o carnaval a Setubal, e ao Pinhal Novo mas, não me diz nada os foliões não lhe acho qualquer graça bjs

11 ano(s)

Margarida Ourives

Gostei. Bjs

11 ano(s)

Maria Mamede

Olá Amigo Victor Nogueira, boa tarde. Ainda não estou em condições de ler, com a devida atenção, o que me enviaste. Comecei a convalescença...daqui a alguns dias, creio estar capaz de voltar. Bj.

11 ano(s)

Manela Pinto

o fotografo e a maquina desta vez foram eles os fotografados ehehheheh ( benfeta pra ti, esta é à alentejana)

10 ano(s)

Carlos Rodrigues

Bom o enterro do Carnaval já foi no dia 12 e só hoje vi a tua postal fotografado fotografado em flagrante delito. Já Pessoa, com ou sem Carnaval, foi muitas vezes apanhado no Martinho da Arcada em " flagrante de Litro "...O Poeta tem ferramentas que nem a ferramenta sabe. A propósito nem todos os Carnavais Portugueses são Brasileiros, em Torres Vedras terra de boas cepas ainda se bebe do puro, quer dizer com matrafonas, caricaturas, Rei e Raínha Nacionais e esse Carnaval já vem do tempo da outra Senhora, é anterior ao 25 de Abril, a crítica social e os Corsos não vem de agora. Obrigado e diverte-te, o Carnaval continua...

10 ano(s)

Maria Rodrigues

(Y)

10 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Arminda Griff Há uns 15 anos LOL

10 ano(s)

sábado, 10 de fevereiro de 2024

AUTO RETRATO EM PASSATEMPO

  10 de fevereiro de 2013

 
Conteúdo partilhado com: Público
Público



Foto de JJCF - como é tempo de Carnaval, hoje ponho uma das minhas máscaras- Texto de VN

~~~
AUTO RETRATO EM PASSATEMPO
Com nariz grande, olhar estrelado,
Baixo, cabelo negro, ondulado,
Magro, moreno, mui desajeitado,
Nada ou p'la vida sempre perdoado.
Buscando amizade, mau achado,
Agindo calma ou mui despeitado,
O êxito logrou, mal torneado,
Com persistência e pouco alegrado.
Tolerante, mas não libertário,
Conduzindo, longe da multidão,
Na vida procurando liberdade.
Em tudo mal, buscando seu contrário,
Com ar sério ou risonha feição,
Mal sente, co'a razão, felicidade.

1989.09.10 - Setúbal

Manela Pinto

vitorrrrrrrrrrrrrrrrrrr tas com uma cabeleira danada querido camarada ahahhah

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Estava, Manela Pinto - o Chagas cortou-me o cabelo a semana passada LOL

11 ano(s)

Manela Pinto

oh pà esse gajo, Carlos Chagas é doido, gosta de cortar cabelos, ja nao percebo nada dele, agora virou artista na arte de desenhar, pintar ou sei la o k eehehheheh boa gosto desse cabeleireiro e tu sabes escolher quem nao estraga cabeças iiiiiiii, beijocas meus lindos

11 ano(s)

Lia Branco

Olha que jeitoso 🙂 beijos

11 ano(s)

Judite Faquinha

Amigo Victor, á quem te conheça pessoalmente... para mim és um amigo virtual, seja qual seja a tua aparência, não tem qualquer importancia, eu messo as pessoas pelo o seu intrior, e não pelo o extrior, vou-te valiando pelo o que escreves, e no seu contiudo... em tudo seja no que for!!! A maneira clara, transparente, com que o fazes, só te digo, és um bom amigo, e de bom caráter, e além disso deves ser uma pessoa doce, beijocas !!!!!!!!!!!!!!

11 ano(s)

Nádia Patricia

11 ano(s)

Deolinda F. Mesquita

Poema muito bonito Victor. as máscaras não importam. Obrigada, bjs.

11 ano(s)

Donzilia Conceiçao

Eis aqui um auto retrato, escrito na perfeição, ou fosses tu poeta. sempre com a verdade bem junto ao coração.. Os amigos nunca se avaliam pela aparência, mas pelo que nos escrevem e como o fazem, assim és tu, mas te vou dizer uma coisa se este és tu parabéns, tens um ar sorridente, bem disposto, transparente, e os olhos sorriem contigo, quando sorriem os lábios e a boca, e depois vale a integridade do que somos e que fazemos, e até o que queremos. e tu és assim um amigo desses que não nos engana não, e ainda temos a sorte de seres nosso amigo do coração. Um beijo Victor.

11 ano(s)

Maria Amélia Martins

o jovem Victor com a sua linda cabeleira, gostei. Do poema tambem. BEIJINHOS AMIGO! :)*

11 ano(s)

Margarida Piloto Garcia

Quantas tens?

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Não entendo a pergunta, Margarida Piloto Garcia

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh Máscaras ? Margarida Piloto Garcia Ali na sala tenho 3 africanas, para além de uma para trabalhos com ferramentas que façam poeira LOL Quero ver se alguém me oferece uma de Trás-os-Montes. De Carnaval, nenhuma . By the way

«All the world's a stage,

And all the men and women merely players;

They have their exits and their entrances,

And one man in his time plays many parts,

His acts being seven ages. (...)»

William Shakespeare

Bjos

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Com sede lança a rede

não de seda com cetim

no caminho

na meda

sem medo

malha a malha

entretece a entretela

Entretém-te !

Victor Nogueira

Setúbal 2013.02.10

11 ano(s)

Carlos Rodrigues

Vitor, ficaste muito bem, pareces o Bocage, que menos Poeta também não serás. Parabéns e Bom Carnaval.

11 ano(s)

Yolanda Botelho

Bjs querido amigo.

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Prefiro máscaras de plástico, ou de madeira ou porcelana...🙂

11 ano(s)

Alice Coelho

Muito bem!!! beijinho 😘

11 ano(s)

Margarida Ourives

Muito bem. Diverte-te. Bjs

11 ano(s)

Judite Faquinha

Victor, desculpa mas não comentei o poema que adorei... amigo poeta beijocas. ❤

10 ano(s)