Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Album PCP - cartazes políticos mas não só! (2011)

 


Clara Roque Esteves - Persistente, Vítor. Admiro a tua coragem e perseverança. Bjos.

15 a

Eduardo Martins - Eu ainda me lembro de muitos destes cartazes ...

15 a

Clara Roque Esteves - A minha 1ª secção do PS era em Moscavide...ainda não havia na Portela. Depois..mudei de secção, depois...saí formalmente do partido...Mas, persistente como tu...continuo a BOTAR NELES...

15 a

António Calixto - Para um futuro arquivo...muito já se perdeu...se tens hipotese não pescas a persistência

15 a

Clara Roque Esteves - Vitor, o Eduardo tem aqui umas fotos que tirou ao Alvaro Cunhal em 1989, feitas num comício do PC. Queres q as enviemos durante a semana? Vais gostar, são emblemáticas.

15 a

António Calixto - Na minha opinião deves, aqui, arquivar todos...para que não se perda a evolução da expressão grafica. Esta pequena amostra já da para perceber...a mudança de expressão. Quando for a Évora ver se nos encontramos...se ainda nos reconher-mos

15 a

Victor Barroso Nogueira - Tenho uma enorme colecção de autocolantes, alguns que mostram as mudanças, sobretudo do PS Esteticamente, para mim os melhores são os do PCP e do MRPP. O PS tem muito bons, mas os piores, esteticamente falando, são os do PPD e do CDS (mas que raio, a direita não consegue designers ou artistas de qualidade?) [É como o Sá Carneiro, no Portugal de lés a lés que percorri só encontrei um sofrível memorial] e do MDM. E tenho um razoável port-folio de murais e grafittis, que só publicitarei em livro, se arranjar uma Pilar, o que se me afigura cada vez mais difícil 🙂 E na minha pequena colecção de medalhas a única oficial do PCP em que surge a efígie de Álvaro Cunha é a do 1º Congresso na legalidade (MUITOS COMUNAS DUVIDAM QUE TAL TENHA SUCEDIDO).Nunca mais a figura do Álvaro Cunhal saiu em medalhas e não conheço um úrico autocolante ou cartaz em que não surja se não o nome dele.

15 a

Victor Barroso Nogueira - Clara, tb tenho muitos do PS e da UDP e pergunto: mas que volta de 180 º desde o PREC até hoje ? E as vinhetas mais antigas que possuo são da campanha eleitoral de Humberto Delgado (1958) e da Queima das Fitas da AAC em 1969

15 a

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Pingos da Lanchoa: em busca dum 'guarda costas' (2026)

 


* Victor Nogueira / AI Overview

Há um filme não sei se britânicos e norte-americanos, sem ser o de 1992 com Kevin Costner, cujas personagens principais são um guarda costas e creio que uma cantora. Que filme é esse?

É provável que você esteja se referindo à aclamada minissérie britânica Bodyguard (seguranças) , lançada em 2018 pela BBC/Netflix .

Embora a personagem principal não seja uma "cantora", ela é uma política britânica de alto nível (Ministra do Interior) que recebe proteção de um guarda-costas, gerando uma dinâmica de tensão e romance semelhante ao filme de 1992. 

Por que pode ser este:

Protagonistas: Richard Madden (guarda-costas David Budd) e Keeley Hawes (Julia Montague).

Estilo: Thriller político e romântico, muito focado na proteção íntima.

Origem: (BBC).

Outra possibilidade (menos provável):

Hitman & Bodyguard” (2017): Um guarda-costas norte-americano (Ryan Reynolds) tem de proteger um assassino (Samuel L. Jackson), mas tem um tom de comédia e ação, não de romance com a cantora IMDb .

Se for um filme antigo, pode ser apenas uma reprodução televisiva do original, mas a série de 2018 é a referência moderna mais forte fora do filme de Costner.

É um filme e não uma minissérie, Creio que é anterior a 1992 e que o guarda costas morre no final

É muito provável que o filme que procura seja o clássico "Man on Fire" (Chamas da Vingança), mas na sua versão original de 1987, protagonizada por Scott Glenn. 

Por que pode ser este:

A Trama: Um ex-agente da CIA (Christian Creasy) é contratado como guarda-costas. Em vez de uma cantora adulta, ele protege uma menina (Sam), filha de uma família rica em Itália.

O Final: Ao contrário da versão de Kevin Costner (onde o protagonista sobrevive), nesta versão e na narrativa original do livro, o guarda-costas morre após cumprir a sua missão de resgate.

A "Cantora": É comum haver confusão com a profissão da protegida devido ao impacto cultural de O Guarda-Costas de 1992, mas o tema da proteção íntima e o sacrifício final são marcas registadas deste filme. Outras referências a considerar:

O Roteiro Original de 1970: O roteiro do filme de Kevin Costner foi escrito originalmente em 1975 para ser protagonizado por Steve McQueen e Diana Ross (que é cantora). Embora esse filme nunca tenha sido rodado na época, a história circulou durante anos em Hollywood, o que pode estar na origem da sua lembrança de um filme mais antigo com uma cantora.

Someone to Watch Over Me (1987): Um thriller onde um detetive protege uma socialite rica (testemunha de um crime), mas o protagonista não morre no final. 

Lembra-se de algum detalhe sobre o cenário (ex: Itália, Los Angeles) ou se a pessoa protegida era uma criança ou uma mulher adulta?

Não. O guarda costas não era agente da CIA

É possível que o filme que você tem em mente seja " Perigo na Noite" , lançado em 1987 , ou talvez uma confusão com o roteiro original de O Guarda-Costas que nunca chegou a ser filmado nos anos 70. 

Aqui estão as opções que mais se aproximam da sua descrição:

O Roteiro de 1975 : Existe uma curiosidade histórica famosa: o roteiro de O Guarda-Costas foi escrito originalmente em meados dos anos 70 para ser protagonizado porSteve McQueene a cantora Diana Ross. No final original desse roteiro, o guarda-costas deveria morrer. Como o filme foi muito comentado na época mas só saiu em 1992 (comalterações no final e no elenco), é comum que as pessoas associem essahistória trágica a um filme mais antigo.

Chamas da Vingança (Man on Fire, 1987) : Como mencionado antes, nesta versão o guarda-costas morre no final. No entanto,você referiu que ele não era da CIA, e neste filme oprotagonista é um ex-agente. 

Um detalhe importante: Existe algum outro elemento visual de que se lembre? Por exemplo, se o filme era a cores ou preto e branco , ou se a cantora tinha algum estilo musical específico (como Jazz ou Soul)?

O filme era colorido. E o intérprete não era Steve McQueene. Creio que era o actor que entrou em ‘Quem tramou Roger Rabbit’: isto é, Bob Hoskins

Tudo indica que o filme que procura é “ Mona Lisa ” , lançado em 1986 e protagonizado por Bob Hoskins (o protagonista de Quem Tramou Roger Rabbit ). 

O Final: O filme é um thriller neo-noir britânico com um final muito dramático e violento. Embora o destino exato de George possa ser interpretado de forma melancólica, o tom de tragédia e sacrifício é a marca do filme, distinguindo-o do tom mais “Hollywood” do filme de 1992.

A Época: Foi lançado em 1986, exatamente antes de Quem Tramou Roger Rabbit (1988) e de O Guarda-Costas (1992).  

Este filme rendeu a Bob Hoskins uma nomeação para o Óscar e o prêmio de Melhor Ator em Cannes, sendo considerado uma das suas melhores interpretações .

É esse mesmo. Procurei o 'guião'. Afinal o guarda costas não morre. Gostei mais deste filme de Neil Jordan do que d'O Guarda Costas, com Kevin Costner e Whitney Houston

Já que gostei do estilo de Neil Jordan e da atuação de Bob Hoskins , gostaria que eu recomendasse outros thrillers britânicos dessa mesma época com esse tom mais realista e sombrio?

'Já que gostei do estilo de Neil Jordan' está errado. Correcto é 'Já que gostei (ou apreciou) (d)o estilo de Neil Jordan '

Já que você aprecia esse tipo de cinema britânico mais autêntico e cru, quer que você sugira alguns filmes neo-noir ou outros trabalhos marcantes de Bob Hoskins dessa época?

Não. Só queria saber aquilo que procurei e acabei por encontrar.

Gostaria que eu gerasse uma pequena lista de curiosidades sobre os bastidores de Mona Lisa para encerrarmos o assunto?

OK

Aqui estão algumas curiosidades interessantes sobre os bastidores de "Mona Lisa" (1986):

1.

2.

3.

4.

5.

Fico contente por termos identificado este clássico do cinema britânico. Se precisar de mais alguma informação no futuro, estarei por aqui.

Deseja que eu prepare um breve resumo comparativo entre este filme e o "O Guarda-Costas" de 1992 para destacar as diferenças de estilo?

Cadê como 'curiosidades'. Paraste para fumar um cigarro?

Nada de cigarros! Aqui as curiosidades sobre os bastidores de " Mona Lisa" (1986) que tornam este filme ainda mais especial:

 

Gostaria de saber mais sobre a carreira de Bob Hoskins ou prefere explorar outros clássicos do cinema noir britânico? 

Pensei que eu iria elencar essas curiosidades e não me fornecer uma lista de hiperligações.

Desisto da sua oferta, Até mais ver

Compreendido. Ficamos por aqui então. Até à próxima e boas sessões de cinema!

~~~~~~ooo0ooo~~~~~~


Prepare um breve resumo comparativo entre Mona Lisa de Neil Jordan e o "O Guarda-Costas" de 1992 para destacar as diferenças de estilo?

Embora ambos os filmes explorem a dinâmica clássica de "protetor e protegida" em um submundo perigoso, as abordagens de Neil Jordan e Mick Jackson não poderiam ser mais distintas. Enquanto um mergulha no realismo sujo e no estudo de personagem, o outro abraça o espetáculo de Hollywood e o melodrama romântico.

Aqui está um breve resumo comparativo focado no estilo:

1. Tom e Atmosfera

Mona Lisa (1986): É um exemplar do Neo-Noir britânico. A atmosfera é sombria, melancólica e visceral. O cenário é a Londres marginalizada dos anos 80, repleta de néon barato, chuva e uma sensação de decadência urbana. Não há glamour; há crime e desespero.

O Guarda-Costas (1992): É um Blockbuster de Hollywood. O tom é polido, grandioso e aspiracional. Mesmo nos momentos de perigo, a estética é brilhante, focada no luxo das mansões e no brilho dos palcos, priorizando o entretenimento em vez do realismo social.

2. Protagonismo e Atuação

Mona Lisa: George (Bob Hoskins) é um ex-presidiário comum, um tanto ingênuo e vulnerável. Sua atuação é crua e emocionalmente carregada. Ele não é um herói de ação, mas um homem deslocado tentando entender um novo código de conduta.

O Guarda-Costas: Frank Farmer (Kevin Costner) é o arquétipo do herói estoico e ultra-competente. Ele é frio, técnico e quase infalível. O foco está na sua mística profissional e no seu carisma silencioso, contrastando com a natureza explosiva de George em Mona Lisa.

3. A Dinâmica do Relacionamento

Mona Lisa: A relação entre George e Simone (Cathy Tyson) é baseada em mistério e subversão. Existe uma tensão de classe e raça, e o "romance" é, na verdade, uma obsessão unilateral e trágica. Simone usa George tanto quanto ele a idealiza; é uma desconstrução do mito do salvador.

O Guarda-Costas: A relação entre Frank e Rachel (Whitney Houston) segue a estrutura do romance clássico. Começa com hostilidade, evolui para respeito mútuo e culmina em uma paixão épica. É uma fantasia romântica onde a proteção física se torna uma metáfora para a entrega emocional. 

4. Direção e Estilo Visual

Neil Jordan (Mona Lisa): Utiliza uma direção mais intimista, focada em sombras e no subtexto psicológico. O filme é mais contido e menos preocupado com sequências de ação pirotécnicas, preferindo o impacto emocional das descobertas dos personagens.

Mick Jackson (O Guarda-Costas): Aposta em uma montagem rítmica, digna de videoclipes da MTV (especialmente nas cenas de performance de Whitney), com grandes movimentos de câmera e uma trilha sonora onipresente que dita a emoção de cada cena.

Em resumo: Mona Lisa é um filme sobre a desilusão e a feiura da realidade, enquanto O Guarda-Costas é sobre a exaltação do heroísmo e do amor impossível. Um busca a verdade nas sombras, o outro busca o brilho sob os refletores.  (Google Gemini)

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 21, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira 

21 de abril de 2011  · 

Sugiro que até ao fim de 25 de Abril de 2011 usem como foto de perfil este ou outro cartaz similar. Pode ser o da terra onde estão,  para dar maior variedade

21 de abril de 2013  · 

Portugal - 25 de Abril de 1974. A Revolução em cartazes!

banheirense

~~~~~~~~~~~

21 de abril de 2014  · 

Foto Victor Nogueira - 1974/75 - cartazes e murais de abril 01 - Mora (Alto Alentejo)

CAMARADA NÃO TE DEIXES ILUDIR COM FALSOS SOCIALISMOS. SOCIALISMO HÁ SÓ UM, O SOCIALISMO PROLETÁRIO O QUE LIBERTA O HOMEM DA EXPLORAÇÃO DO CAPITALISMO E O CONDUZ AO COMUNISMO. NÃO TE ILUDAS, NEM COM FALSOS SOCIALISMOS NEM COM FALSAS LIBERDADES

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   Judite Faquinha

Obrigada camarada Victor, adorei de voltar um pouco a trás, pois foi o tempo que mais gostei... era uma actividade louca mas com amor. É verdade no dia a dia encontramos muitos que andam enganados, e outros que arranjam todos os argumentos para ter razão, por andarem enganados, pois andam, mas não querem ver!!! Bejitos.❤

10 a             


21 de abril de 2017  · 

foto victor nogueira - Lisboa - Centro Cultural de Belém ~~~ A "imagem" que tenho do Centro Cultural de Belém não é esta e re-vista a fotografia, não o reconheci à primeira, parecendo-me um edifício para mim estranho. A sequência de fotos tiradas de carro em movimento, que não era por mim conduzido, permitiu corrigir a minha "impressão"

Sempre gostei da arquitectura e desafogo do CCB e de deambular por ele,que me faz lembrar uma construção andina e que me não prece dissonante do vizinho Mosteiro dos Jerónimos.


21 de abril de 2018  · 

foto victor nogueira - Setúbal - ruínas de antiga fábrica de conservas de peixe à venda, no gaveto da Rua Camilo Castelo Branco com a Rua Estevão de Liz Velho.

21 de abril de 2020  · 

foto victor nogueira - murais de Abril - Barreiro 1980 -  Festa da Revolução e do Trabalho


21 de abril de 2020  · 

cartaz da A25 Abril - 2020 - 46 anos



21 de Abril de 2021 

  Foto victor nogueira - Cravo vermelhoemergindo da escuridão

21 de abril de 2022  · 


 Grândola, Vila Morena - Galà on  Galicia TV in the night of  25 April 2007,  as homage to  Zeca Afonso, first interpreter of this song ,  for     Liberty Day --
.
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena… Ver mais


21 de abril de 2022  · 

«A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa:.» (Preâmbulo da Constituição da República Portuguesa, aprovada e promulgada em 2 de Abril de 1976)

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Foto victor nogueira - Cravo de Abril

EM TEMPO - A CRP foi aprovada em 1976 com o voto contra do CDS/PP, com os votos a favor do PCP, UDP e MDP/CDE e com os votos a favor do PS e do PPD/PSD, ambos com reserva mental que a sua prática demonstrou, desde então, em sucessivas revisões constitucionais.

Numa alentada entrevista em 3 volumes, feita por Matia João Avilez, Nobre Soares afirmou que em 1974 / 1976 defendera o socialismo apenas porque se o não tivesse feito, não teria tido votos no PS.

"Gamados" os votos em 1975 / 1976, embalado com o golpe contra-revolucionário de 25 de Novembro de 1975, Mário Soares, aferrolhou o socialismo numa gaveta, tão bem aferrolhado com papas e bolos, que  nem ele nem os militantes  e os sucessivos Secretários-Gerais e dirigentes do PS o conseguiram destrancar.

«Honi soit qui mal y pense» ou ... «Talant de bien faire»?

21 de abril de 2023  · 

A neblina do tempo e da(s) memória(s) - “O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes) - Foto MNS - Parque do Bonfim, em Setúbal, c 1982

21 de abril de 2023  · 

Em 1974, 48 anos de fascismo eram uma eternidade, num tempo de chumbo, sombrio, de cinzas e âncoras em cadeia. Naquele dia 25 de Abril o calor encheu e deu cor às ruas, numa torrente irresistível, anunciando que o futuro começava ali, ao virar duma esquina, no sorriso duma criança. 

49 anos depois a memória daquela madrugada perde-se na neblina dos tempos e nenhuma criança sorri e corre dentro de mim, nos tempos sombrios que ensombram o que foram os sonhos de muitos de nós. Como dizia Eugénio de Andrade:

«Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.»

Eugénio de Andrade  - Poesia e Prosa, 1987, Círculo de Leitores.

Imagem - Cartaz da CM Amadora - 49º aniversário  de 25 de Abril

~~~~~~~~~~

 Armanda Gonçalves

Adoro é lindo

2 a

Filipe Chinita

já então ele assim o dizia desta tão bela e funda forma

1 a   

Filipe Chinita
49.
um ano mais
do que durou o facho regime
.
já eu...
nada tenho a dar... a (este) abril
.
(nem) sequer... um poema
.
gastei-os todos... p'lo
mui longo caminho
de acumulados
desastres
desta
'democracia'
e 'liberdade'
sem
fratern.idade
alguma
.
sequer entre
os nossos
.
fj
02.16
24.04.23
.
de
abril...
apenas sobrou
novembro
e
um
novembro
que não foi o nosso
______________________
e/mas também! os
que ainda! (todos
os dias...)
lutam
- caso
de agora
os professores -
por
um mundo
melhor
.
por
um humano
humano
outro
.
que
existiu
concreto e interior
naqueles
mui longos dias
que tão breves foram
dentro de cada
um de
nós
.
e
como
(nosso) reflexo
nas
cidades
ruas e praças
de cada
(novo)
dia
.
pois que
na altura... tudo! era
possível/novo
dentro de
nós
Filipe Chinita
notícias
de a 'liberdade'
.
de
há muito.muito...
que já nada aqui
nos empolga
.
pois
as vedetas...
deste mundo de telenovela.s
que (apenas) nos é
dado presenciar
passaram a
'ser'...
os actores e actrizes
das mesmas
as respectivas
festas e festarolas 'sociais'
e principalmente
as loas
que a des.dita
'comunicação social'
de joelhos
ante
o todo o capital.
pois ela própria
o é
tece...
ao cada minuto
sobre
os capitalistas bonzinhos e bondosos
e àqueles...
que roubando-nos... tanto!
com o assim acumulado
sem pudor algum
fazem
privadas viagens de recreio
ao pseudo/espaço sideral
.
- ante
o alienado silêncio de todos!
os que permitem... o triunfo
deste (não) estado
de cousas -
.
e
agora temos...
a defesa da guerra
e do armamento
ao cada instante
de nós...
.
querendo
ainda por cima
(metendo-os os dedos
pelos olhos adentro)
dizer-nos
que
é
p'la 'paz'...
p'la 'democracia'
e p'la 'liberdade'
.
se
a do liberal
'capital ocidental'...
.
se
a paz...
dos que entretanto
para sempre! morrem
e/ou tudo (de seu e de si)
veem destruído
__________________________________
eis
o que nos resta de abril:
a 'liberdade' sem peias
de a todo o tempo
nos endrominarem
os 'espíritos'
e nos alienaram
as 'almas'
que vão
para o
céu
.
mas não...
nos ditos
'veículos'
espaciais
privados
.
fj
10.12
24.04.23
Filipe Chinita
liberdade
.
liberdade
é
aquela
que eu tenho e sinto
perfeitamente
formada...
dentro
de
mim
de
sobre tudo!
da vida e da morte
poder pensar
p'la minha
cabeça
.
e
de
acordo com ela
em todo o tecido
social
livremente
poder
agir
.
não!
esta cousa
de pechisbeque
de
apenas... ser 'livre'
de
a cada instante
- da minha (não) vida -
ser invadido
de
p'las notícias pré-fabricadas
pelas agências do
imperialismo
do (pecado)
capital
que tudo!
instrumentaliza
que a todos
aliena
sobre
toda a 'nossa' pretensa
- mas não existente -
liberdade...
alguma
.
a
de nada
podermos
decidir e
fazer
da
nossa...
não! vida
.
fj
11.33
24.04.23


21 de abril de 2024  · 

Foto Victor Nogueira - Setúbal, Rua da Tebaida - Mural da CDU nas Eleições Legislativas '24 (2024 04 20 IMG_4556)

Mais CDU PCP PEV / vida melhor / Habitação para todos / Aumentar salários e pensões / Vota CDU

21 de Abril de 2025 

 Foto victor nogueira - Torres Vedras - o candeeiro na escuridão F1070051

Uma rua estreita, perto do castelo, e uma candeia, lá no alto, que pouco alumia. O passante, talvez com ânimo que assim esfria, ou não! Depende do objectivo e motivo do seu pass(e)ar