Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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sábado, 31 de janeiro de 2026

Ilustrações para 'Ode à imprensa', de Pablo Neruda

 * Victor Nogueira

Gerar uma imagem que reflita o sentido e o conteúdo do poema 'ode à imprensa', de pablo neruda


*  Imagem criada  -  A verdade e o jornalismo em cena

Guião

Prompt sugerido (em português): Ilustração artística e simbólica inspirada no poema “Ode à Imprensa”, de Pablo Neruda. Uma grande prensa tipográfica antiga no centro, de onde páginas de jornal se transformam em pássaros brancos voando, simbolizando a liberdade de expressão. Ao redor, trabalhadores e jornalistas anônimos, com roupas simples e mãos manchadas de tinta, representando o esforço coletivo da imprensa. Ao fundo, uma cidade latino-americana com contrastes sociais, luz e sombra, esperança e luta. Estilo pintura poética, realismo humanista latino-americano, tons quentes e profundos, atmosfera dramática e sensível, alto nível de detalhe.


*  Imagem criadaLiberdade de imprensa e transformação

Análise de “Ode à Imprensa”, de Pablo Neruda

Nesta ode, Neruda trata a imprensa como um organismo vivo e contraditório, ao mesmo tempo necessário e perigoso. Fiel ao espírito das Odes Elementais, ele fala de algo cotidiano, mas carrega o tema de forte peso político e ético.


1. A imprensa como força viva e material

Neruda personifica a imprensa, dando-lhe corpo, voz e movimento. Ela não é abstrata: nasce do papel, da tinta, das mãos humanas. Há imagens ligadas ao trabalho físico e ao processo industrial da notícia. Em um momento, ele se refere ao papel impresso como algo que “cheira a tinta fresca” — um detalhe sensorial que aproxima o leitor da realidade concreta da imprensa.

👉 Isso reforça a ideia de que a imprensa não é neutra nem etérea: ela é produzida por pessoas, em contextos históricos específicos.


2. Ambiguidade: luz e sombra

O tom do poema é ambivalente. Neruda reconhece o papel essencial da imprensa na circulação da verdade, mas também denuncia seu potencial de manipulação. Ele sugere que a imprensa tanto ilumina quanto ofusca. Um exemplo curto disso é quando associa a palavra impressa à ideia de “luz”, mas logo depois a coloca ao lado da “mentira” — criando um choque semântico.

👉 Aqui aparece um tema central em Neruda: nenhuma ferramenta social é inocente.


3. Dimensão política e social

A ode não é apenas elogio; é também advertência. Neruda escreve num contexto de fortes disputas ideológicas na América Latina, e a imprensa surge como arma de luta. Ele aponta que ela pode servir aos povos, mas também aos poderosos. Ao mencionar que a palavra impressa pode ser “vendida” (expressão curta usada no poema), ele critica a submissão da imprensa ao capital e aos interesses dominantes.

👉 A imprensa, portanto, é apresentada como um campo de batalha.


4. A palavra como responsabilidade

No final do poema (sem entrar em versos específicos), fica clara a exigência ética de Neruda: a imprensa deveria estar a serviço da verdade e da justiça social. A ode funciona quase como um chamado moral aos jornalistas e leitores.

👉 Não é uma condenação absoluta, mas um apelo.


Conclusão

Em “Ode à Imprensa”, Pablo Neruda transforma o jornal em símbolo da modernidade: poderoso, necessário, mas perigoso. Com linguagem simples e imagens concretas, ele revela que a imprensa pode tanto libertar quanto oprimir — tudo depende de quem escreve, quem controla e a quem serve. (chatGPT)

Guião

Perfeito! Podemos criar uma ilustração que capture o espírito crítico e poético do seu texto sobre a “Ode à Imprensa” de Pablo Neruda. Aqui está uma proposta detalhada:


Composição sugerida para a ilustração

Estilo: literário, ligeiramente surrealista, com cores sóbrias e contrastes de luz e sombra — evocando tinta, papel e ideais políticos.

Cenário principal:

  • Um jornal antropomorfizado, com mãos humanas segurando rolos de papel e pincéis de tinta, como se estivesse em movimento.

  • O papel impresso aparece flutuando ao redor, com palavras que se transformam em raios de luz e sombreamento negro, simbolizando a ambiguidade da verdade e da mentira.

  • Um balanço visual entre luz e sombra, com alguns jornais iluminando rostos de leitores curiosos, enquanto outros criam silhuetas escuras, mostrando a manipulação ou ocultação de informações.

Detalhes simbólicos:

  1. Tinta fresca: pinceladas visíveis de azul e preto, com cheiro sugerido pelo vapor colorido saindo das páginas.

  2. Dimensão política: pequenas figuras humanas nas páginas, representando poderosos e cidadãos comuns, em uma disputa simbólica pelo controle da palavra escrita.

  3. Palavra como responsabilidade: ao fundo, um farol de luz que emana de um jornal aberto, simbolizando a ética e a função social da imprensa.

Paleta de cores:

  • Tons de sépia e marrom para o papel e a produção industrial da notícia.

  • Azul e cinza para luz e sombra, criando contraste entre verdade e manipulação.

  • Vermelho sutil em detalhes, simbolizando alerta ou perigo político.

Composição final:
Um jornal vivo no centro, com páginas que se transformam em luz e sombra, rodeado por mãos humanas, leitores, e figuras de poder em miniatura. A ilustração deve transmitir força, ambiguidade e responsabilidade ética, tal como o poema de Neruda.

Se quiser, posso gerar uma versão visual dessa ilustração já pronta para análise, no estilo quase onírico-surrealista, para acompanhar o texto do {chatGPT]   sobre a ode.


*

** Estilo surrealista



* *  Estilo Diogo Rivera

Guião

Para capturar a essência da "Ode à Imprensa" de Neruda sob a ótica de Di Cavalcanti, precisamos fundir o lirismo político do chileno com a estética modernista brasileira: as formas robustas, o contraste entre luz e sombra, e a dignidade do trabalho humano.

Aqui está uma interpretação visual e conceitual dividida pelos pontos que você destacou:


1. A Imprensa como Força Viva e Material

Imagine uma composição onde o centro não é a máquina, mas o operário gráfico. Ao estilo de Di Cavalcanti, as figuras teriam mãos grandes e expressivas, sujas de tinta. O papel não flutua; ele tem peso, textura e o brilho úmido da "tinta fresca".

  • Na tela: O azul profundo e o verde esmeralda (típicos de Di) contrastariam com o branco cru do papel saindo das prensas, simbolizando o nascimento físico da notícia através do suor humano.

2. Ambiguidade: Luz e Sombra

A dualidade de Neruda encontra paralelo perfeito no uso que Cavalcanti fazia do claro-escuro.

  • A Luz: Representada por tons de amarelo ocre e rostos iluminados pela esperança da verdade.

  • A Sombra: Representada por silhuetas cinzentas e contornos pesados, sugerindo o que é oculto ou manipulado. A notícia, no quadro, seria uma lanterna que ora ilumina o povo, ora projeta sombras distorcidas nas paredes da cidade.

3. Dimensão Política: O Campo de Batalha

Di Cavalcanti frequentemente retratava a vida urbana e as tensões sociais. Para ilustrar a "imprensa como arma", a composição teria um dinamismo diagonal.

  • De um lado, a imprensa "vendida": figuras em tons frios, rígidas, cercadas por moedas e sombras.

  • Do outro, a imprensa do povo: vibrante, nas mãos de figuras populares e mulatas (tema central de Di), simbolizando a resistência e a circulação da palavra como um bem comum.

4. Conclusão: O Jornal como Símbolo da Modernidade

A imagem final seria uma síntese: um cidadão sentado em um café (cenário clássico de Di Cavalcanti), segurando um jornal. O jornal não é apenas papel; ele reflete as cores da rua, o movimento das massas e o peso da responsabilidade ética. 

Nota de Estilo: A estética seria marcada por contornos pretos bem definidos e uma sensualidade tropical, humanizando o que Neruda descreve como um "organismo vivo".


** Estilo Di Cavalcanti

Guião

Essa é uma interpretação poderosa. O estilo de Diego Rivera é o veículo perfeito para ilustrar o texto de Neruda, pois ambos compartilham a estética do Realismo Social: a glorificação do trabalho manual, a escala monumental e a crítica ferrenha às estruturas de poder.

Imagine um mural vasto, com cores terrosas vibrantes, onde a composição se divide em ciclos de produção e conflito social:

1. A Engrenagem Humana (A Força Viva)

No centro do mural, veríamos o nascimento físico da notícia. Seguindo o estilo de Rivera em "O Homem Controlador do Universo", grandes rotativas de aço cinza-azulado dominariam a cena.

  • A Imagem: Operários de mãos largas e expressivas alimentam as máquinas com rolos gigantes de papel. O "cheiro de tinta fresca" é representado por nuvens de vapor e pigmento que envolvem os trabalhadores, fundindo o homem à máquina.

  • O Significado: A imprensa não é um milagre divino; é suor e indústria.

2. O Dualismo de Rivera (Luz e Sombra)

Rivera frequentemente usava a simetria para mostrar contrastes. Aqui, a luz e a mentira seriam personificadas.

  • O Lado da Luz: De um lado, jornalistas humildes escrevendo sob a luz de uma única lâmpada, transmitindo as dores do povo. A palavra impressa aqui flui como água clara ou trigo.

  • O Lado da Sombra: Do outro, figuras de cartola e rostos obscurecidos (os donos do capital) manipulando as letras de chumbo para criar manchetes que cegam a população. As palavras aqui tornam-se correntes ou fumaça negra.

3. O Campo de Batalha (Dimensão Política)

Na base do mural, a imprensa se manifesta como uma arma de luta.

  • A Imagem: Vemos o jornal sendo passado de mão em mão entre camponeses e estudantes em barricadas. O papel impresso não é mais apenas informação; é um escudo contra a opressão.

  • O Significado: Como Neruda pontua, a palavra pode ser "vendida", e Rivera ilustraria isso mostrando moedas de ouro pesando sobre as prensas de alguns, enquanto outros imprimem com o próprio sangue.


Síntese Visual

O mural terminaria com um apelo ético: um trabalhador segurando um jornal que brilha como um sol, iluminando o caminho de uma multidão em marcha. A mensagem de Rivera, tal como a de Neruda, é que a técnica (a imprensa) só tem valor se estiver nas mãos de quem busca a justiça.


**  Estilo Diogo Rivera

Guião

Prompt sugerido (em português):

Ilustração artística e simbólica inspirada no poema “Ode à Imprensa”, de Pablo Neruda. Uma grande prensa tipográfica antiga no centro, de onde páginas de jornal se transformam em pássaros brancos voando, simbolizando a liberdade de expressão. Ao redor, trabalhadores e jornalistas anônimos, com roupas simples e mãos manchadas de tinta, representando o esforço coletivo da imprensa. Ao fundo, uma cidade latino-americana com contrastes sociais, luz e sombra, esperança e luta. Estilo pintura poética, realismo humanista latino-americano, tons quentes e profundos, atmosfera dramática e sensível, alto nível de detalhe.


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Guiões do chatGT
Imagens do chatGPT (*) e Google Gemini (ªª)
 

domingo, 4 de setembro de 2022

Textos em setembro 04

 * Victor Nogueira

2022 09 04 - Foto Victor Nogueira - 4 gerações, contando com o fotógrafo invisível (HPIM3112) Hoje o Manuel comemoraria o seu 101º aniversário (1921 - Porto / 2013 - Setúbal)

2022 09 04 - Os urubus e piolhos não querem que haja um imposto extraordinário sobre os lucros especulativos das grandes empresas nem o controle dos preços. Os urubus e as lêndeas reclamam menos impostos a pagar pelas grandes empresas. Os urubus, as carraças e a piolheira reclamam subsídios estatais por causa da "crise",  abocanhados pelas grandes empresas. 

Os urubus e as araras estão-se borrifando para o Estado Social. E coerentemente, reivindicam taxa de  IVA  a zero % para os bens essenciais. Os urubus, as piranhas, as sanguessugas, a piolheira, os carrapatos, os candirus, os percevejos, os pernilongos, as arararas, os papagaios, os abutres e as hienas actuam no Grande Circo do Neoliberalismo da treta, com as vozes em uníssono, mesmo que se mascarem de cores como rosa e laranja. 

Os lucros especulativos, "imorais", para esta gente, devem ser acarinhados e protegidos, com a conivência activa do PS. O que é "imoral" é que as receitas do Estado aumentem em consequência do aumento   dos lucros imorais e especulativos das grandes empresas que funcionam em regime de monopólo ou oligopólio, com preços cartelizados. 

No meio desta piolheira, onde param e que meios são dados á ASAE ou ás chamadas "Entidades Reguladoras", que na realidade pouco ou nada fiscalizam ou regulam? Ah! Isto é o que convém aos urubus e á piolheira, que sobre isto entram mudos e saiem calados!


2022 09 04 Censura no Facebook A pimbalhada do Minsitério da Verdade não dá tréguas?




2021 09 04PCP 2021 - 100 anos 45 Festas do Avante - Os Lugares da Festa

Lisboa - FIL 1976
Lisboa - Vale do Jamor 1977 / 78
Lisboa - Alto da Ajuda 1979 / 86

Em 1987 não se realizou em consequência de impedimento na utilização dos terrenos no Alto da Ajuda, levantados pela Camara Municipal de Lisboa, liderada por Cruz Abecassis, do CDS, coligado com o PSD.

Loures - 1988 / 89
Seixal - Quinta da Atalaia – desde 1990 



2021 09 04 - Há 5 anos, em 2016, proclamava o hominho, pitonisa de Massamá (falando do Governo minoritário dPS, viabilizado pelo PCP, Bloco e Verdes)


2021 09 04 - 2021 09 04 Foto de Família - Em Luanda, na Praia do Bispo, preparando o embarque no "gasolina". Se fosse vivo, em 4 de setembro o meu pai (1921 / 2013) faria com a família o almoço do centenário que no dos 80 anos a todos prometera. 


2019 08 04 - foto de  família - Na cerca da Direcção Provincial de Obras Públicas, em Luanda, o meu pai, engenhocas, que hoje comemoraria 98 anos, contempla o chassis a partir do qual construíu um jeep, que aparece noutras fotos


2018 09 04 - foto jj castro ferreira - Os Nogueira da Silva, em Luanda, numa das churrasquearas dos arrabaldes, Hoje o Manuel comemoraria 98 anos.

O Manuel com o seu ar enigmático, a Emília sempre sorridente, e os filhos, jovem e adolescente contrariados. Nesta altura eu já decidira sair de casa de meus pais e vir para um país estrangeiro - Portugal - para prosseguir estudos universitários.


2018 09 04 - Auto-retrato no Mindelo

2017 09 04 foto victor nogueira - o "geiser" na Praia Velha de Paço de Arcos, Em 2º plano, a Ponte 25 de Abril e a estátua do Santuário de Cristo-Rei, em Almada


2016 09 04 - foto victor nogueira - Em Paço de Arcos, O Príncipe (Porto 1921 / Setúbal 2013) da Maria Emília (Porto 1920 / Setúbal 2013), com os netos Rui e Susana  os 80 anos o meu pai ofereceu em Setúbal um jantar  à família, que meteu ostras. Dizia que ofereceria outro quando comemorasse os 100. Ficou-se pelos 92. Hoje comemoraria 95.

2016 09 04 - O Público on line consegue o pleno ao citar a "rentrée" política do PS, CDS e BEcom "destaque" para o PSD - Passes de Coelho ("Passos diz que Governo está esgotado mas não está para acabar"), ignorando completamente a Festa do Avante e o discurso do seu Secretário Geral. Aquilo que os jornais  de "reverância" não noticiam, não existe ?


2015 09 04 e 2013 08 24 foto victor nogueira - algures no Alentejo, suponho eu  (Monsaraz)


2015 09 04 - Pablo Neruda


2015 09 04 - foto victor nogueira - Em Setúbal, na Fonte Nova  - Manuel (1921.09.04 Porto / 2013.06.06 Setúbal)

2013 09 04 - O PS - partido socialista - seja com soares, seja com seguro sócrates, é uma treta, profundamente comprometido com a banca e o grande capital, tão comprometido que não quer eleições para que em plenitude de funções pedro e paulo do psd-cda com o apoio de esCavaco prossigam, agora já numa deriva fascizante, a política criminosa e de esbulho contra o povo português
dos jornais

* Santander processa IGCP e Finanças por causa de erros sobre swaps 
* Governo privatiza CTT
* Governo privatiza CGD
* incêndios na floresta - negócio chorudo para empresas  privadas ?
* Seguro prepara-se para eleições, mas não antes de 2015
* Seguro alerta para “mais cortes” depois das autárquicas (2013)


2012 09 04 - Depende do que leêm. Se for a Crónica Feminina ou a TV Guia ou a Gente ou o Povo Livre ou o Portugal Socialista do PS/D ...


2012 09 04 Foto Victor Nogueira  - Vila Ruiva (Cuba do Alentejo)


2010 09 04 - Proibido comentar

Pelos vistos ficou ofendida com o meu comentário e bloqueou-me. Se assim é, agradeço-lhe que mo diga para riscá-la da minha lista,  pois de facto não me conhece nem sabe quem sou ! Não sou o Lobo Mau nem ando à procura de Capuchinhos Vermelhos !

Sem acrimónia

Victor Nogueira


2010 09 04 - Sobre a Justiça 

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2010 09 04Ainda o processo Casa Pia e dos ciganos 

O importante acima de tudo não é  que se faça justiça  mas sim que se construa uma sociedade onde  a violação dos direitos humanos não sejam espezinhados em favor dum punhado de mandantes encobertos  e com homens de mão e capatazes aliciados por um prato de lentilhas para darem a cara em nome dos Senhores !

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* Victor Nogueira . . #

Mesmo a propósito: uma rede cigana  pedófia ! Como toda a gente sabe quem comanda a invasão do Afeganistão  onde desde então floresce a produção de droga são os ciganos ! Hitler e  os nazis eram todos ciganos, como ciganos eram os implicados nos Ballet  Rose e nos Processos Casa Pia, Freeeort, Apito Dourado e similares.  Ciganos são também todos aqueles políticos e governantes que por esse  mundo fora prometem uma coisa e fazem o contrário, vendendo sraco por  coelho à vara larga ! Ciganos são os grandes banqueiros e accionistas  que embolsam lucros fabulosos no meio da miséria crescente. Todos  ciganos são os mil homens e mulheres mais ricos do mundo . E toda a  gente sabe que a Inquisição era constituída por ciganos para defender o  catolicismo, que eram ciganos os esclavagistas e que Cristo foi  crucificado por ciganos como ciganos são os palestinianos e israelitas !  Não há pachorra !

Victor Nogueira

Em  tempo: Joana, menina pobre, desapareceu e o corpo nunca foi encontrado  mas a mãe e o tio apodrecem na prisão pelo assassinato dela diz o  tribunal. E pelo meio a comunicação social achincalhou-os sem dó nem  piedade! Maddie nunca foi encontrada mas ninguém foi preso e são boas  pessoas, não vão os jornalistas e investigadores levar com um processo  por difamação em cima ou ver o livro proibido, como aconteceu ao Amaral !  Ah! e todos os dias os jornais noticiam violência doméstica e  assassinatos cometidos por brancos cristãos, perdão, por ciganos !

Rectifico - Não se trata duma rede pedófila mas de rapto. E a talhe de foi-se  acrescento que Guantánamo é uma prisão chefiada por ciganos e que são  ciganos os donos da mina onde ficaram soterrados 33 mineiros e que se  preparam para declarar... falência, contristados, assim procurando  escapar ao pagamento de salários e de indemnizações no Chile doutro  cigano que foi Pinochet e seus muchachos. A fuga de petróleo na  plataforma da BP também foi provocada por ciganos. E fico-me por aqui,  que já me doem os dedos de teclar

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Como  esperado, no Processo Casa Pia, quem apanhou a pena maior foi o  mexilhão, sem ofensa a  Carlos Silvino ! Mas por parte dos condenados e  seus advogados o show  continua ! Sá Fernandes, advogado de Cruz, afirma  que as trevas se  abateram sobre a Justiça em Portugal. Mas nenhuma  referência às  cirúrgicas alterações às leis penais para aliviar penas,  como se opina   no Correio da Manhã, nem a casos de corrupção que acabam  em nada !

Publicada por Victor Nogueira   em Sexta-feira, Setembro 03, 2010 no Mu(n)do Phonographo

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Processo Casa Pia 

* Victor Nogueir

É difícil mas a Justiça num estado demo-crático tem um  cunho de  classe, hoje ou no tempo da outra senhora, onde nos Ballet Rose  havia  peixe graúdo, ao contrário destes, jaquinzinhos para entreter !  Os  tubarões, esses continuam à solta !

Publicada por Victor Nogueira   em Sexta-feira, Setembro 03, 2010  no Mu(n)do Phonographo


Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

 Borralho em tempo de verão 

* Victor Nogueira

Há  um filme norte americano cujo nome me não ocorre de momento em que há  um show mediático em torno da salvação dum soterrado, cuja duração se  faz esticar para gáudio das audiências e da publicidade que enche os  bolsos não me lembro se à custa dos radio-ouvintes se dos  telespectadores. Assim se prepara um show mediático para esta  sexta  feira, em que ao fim  de oito anos será ou não lida a sentença dos   arguidos do Processo Casa Pia. Outro show mediático relaciona-se com o  moroso processo de salvamento dos 33 mineiros soterrados no Chile, por   causa do nebuloso acidente de re-abertura duma mina sem condições de  segurança, apesar de acidentes anteriores que levaram ao seu  encerramento. Contristados, os donos da mina preparam-se para abrir  falência, deste modo escapando ao pagamento de indemnizações e de  salários. Não há dúvida que as vidas de pescador e de  mineiro são muito  dolorosas !

Os  incêndios continuarão com mais gravidade pois este ano há casas e  povoações destruídas pelo fogo. É todos os anos a mesma "seca" !  Lembro-me que uma tal fundação cujo nome não posso precisar ofereceu ao  Governo quatro helicópteros para apagar fogos mas dois despenharam-se  pelo que a outra metade não chegou a levantar  voo. Terão sido comprados  no refugo, como sucede com os autocarros de transportes públicos das  ineficientes empresas privadas ?

Outra  saga é à volta do treinador da Selecção Nacional de Futebol, agora  suspenso por seis meses por alegadas ofensas aos agentes anti-doping.  Claro que Queirós não é Scolari nem leva uma Madonna para garantir a  vitória nem mandou encher as janelas e varandas com a bandeira  portuguesa, num autêntico negócio da China ! Parece-me que Scolari terá  esmurrado um jogador, em 2007 mas isso não terá sido  uma falta grave !  Mistérios dos meandros do Futebol.

Maddie  volta à cena. Não terá morrido, acidentalmente ou não,  mas raptada  para venda ! Sobre a sua homóloga Joana, nada mais se soube: a mãe e o  tio estão presos, como aliás a maioria dos pedófilos com excepção dos  arguidos no Processo Casa Pia, peixe miúdo em comparação com os  implicados no Caso Ballet Rose do tempo da salazarenta figura que por aí  terá deixado sementes !

Marcelo ado de Marcello predica para que Cavaco quebre o tabu e para que  todo o PSD o apoie na sua re-eleição na Presidência da República. O  Sonho de Sá Carneiro está realizado mas é preciso levantar alguma poeira  para o terno: uma maioria no Parlamento, um Presidente, um Governo!  Nada como uns passes de Coelho não vá comprar-se gato por lebre ! Os  esfolados são sempre os carneiros, mas desses não reza a História !

Amanhã é sexta feira, dia 13 menos 1

Publicada por Victor Nogueira   em Quinta-feira, Setembro 02, 2010 no Mu(n)do Phonographo


A Justiça ...


... e o borralho !

Carmen Rosário Montesino

Quando faço uma boa leitura o tempo voa! Bela nota, tudo nas doses certas! Um abraço e até amanhã camarada 🙂

12 ano(s)

João Paulo Fonseca

Hoje, milhares de pessoas rejubilam com a promessa de uma migalha de justiça. É bom lembrar que o abuso sexual tem uma relação estatística com a pobreza extrema. Que em Lisboa, como em todo o país, há crianças e jovens que se continuam a prostituir, que milhares de mulheres continuam a ser atiradas para a prostituição. Sobretudo, não devemos esquecer que quando um destes miúdos ou uma destas mulheres é violada, ou forçada pelas circunstâncias, há três tipos de pessoas envolvidas: a vítima, o violador e aqueles que com o seu voto ou a sua acção política mantêm os este país no estado miserável em que está.Ver mais

12 ano(s)

Ana Teresa Dionisio

olha gostei de ler essa nota mas ja nao era sem tempo sair esse julgamento esperado ha anos como a justiça portuguesa trabalha em camera lenta e assim e vai ser sempre eu sou portuguesa mas imigrada nos estados unidos aqui nao e assim fez pagou logo não há anos a espera gostei amigo uma boa noite

12 ano(s)

Carlos Rodrigues

Bom dia, Amigos. O Julgamento do Processo Casa Pia está feito e é certo que as vítimas mereceram ouvir pela primeira vez chamar os bois pelo seu nome. Aqui acho que ninguém falou em ciganos e, finalmente, os ofendidos foram tratados como tal e assim é que tem de ser. Pena que o Processo se tivesse arrastado por tanto tempo, pior ainda que os recursos possam ainda fazer com que muita coisa prescreva, mas é a Lei que temos. Quanto ao facto de a propósito de tudo e de nada se lançar as culpas ao cigano, ao africano, aos do Leste, aos amarelos e outros, isso é do foro dos estudos sociológicos e psicológicos, porque é preciso explicar os porquês do horror às diferenças étnicas e sociais. A verdade é que em vez de se dizer que a culpa é do " cigano ", é muito mais difícil admitir que a culpa é de todos nós e é afinal entre nós e os outros que se deve procurar a verdade do mundo que vivemos.

Um abraço

12 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Carlos - O artigo é sobre a Justiça em Portugal ou o estado a que ela chegou após um breve interregno a seguir o 25 de Abril. Portanto, em vez de "chegou" eu deveria ter escrito "voltou" A referência aos ciganos resulta duma notícia da imprensa sobre o caso Maddie, uma nova manobra de diversão a favor duns pais no mínimo "descuidados" mas nórdicos. A propósito, alguém mais ouviu "falar" no alemão que teria assassinado a amante negra e a filha de ambos? Em momentos de crise, como aquele que se vive pelo mundo e cujo final não se sabe qual possa vir a ser e pode ser mesmo a destruição da vida na Terra, os ciganos ou o outro são julgados sem apelo nem agravo e condenados como responsáveis por tudo e mais alguma coisa. Em relação aos ciganos temos em Portugal o exemplo de autarquias, que os expulsam para as vizinhas, às claras, ou sub-repticiamente como a da Amadora, que adquire casas na de Sintra para alojar os seus desalojados. Anote-se que em Portugal e no tempo do fascismo os ciganos foram perseguidos pela GNR e na Europa pelos nazis e assassinados nos campos de concentração (onde não foram também eliminados apenas judeus, mas ciganos, opositores políticos, especialmente comunistas, prisioneiros de guerra soviéticos, homossexuais, deficientes mentais ...) Mas as pessoas, formatadas, só falam nos judeus e nos goulags e no Muro de Berlim, esquecendo o muro que separa o México dos EUA ou Israel dos Colonatos em território da Palestina, ou o muro "virtual" resultante do Acordo de Schengen ou Guantánamo e outras prisões que nada ficam a dever ao Campo de Concentração do Tarrafal e outros, incluindo os nazis !

Abraço

12 ano(s)

Carlos Rodrigues

De acordo, Victor. Aliás podes acrescentar aí que para além dos Judeus, dos Ciganos e dos Comunistas, no Holocausto também existiram vítimas Árabes, de que evidentemente ninguém fala.

Quanto às injustiças em Guatanamo e sobre os próprios Mexicanos também é um facto conhecido. Acredita-se que o Obama possa por cobro ao escândalo, nessa parte do mundo, se tiver força para tanto.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

O MENINO PERDIDO


* Pablo Neruda (1904-1973)


Lenta infância de onde como de um pasto comprido
Cresce o duro pistilo, a madeira do homem.
Quem fui? O que fui? O que fomos?
Não há resposta. Passamos.
Não fomos, Éramos. Outros pés, outras mãos, outros olhos.
Tudo foi mudando folha por folha na árvore.
E em ti? Mudou a tua pele, o teu cabelo, a tua memória.
Aquele não foste.
Aquele foi um menino que passou
Correndo atrás de um rio, de uma bicicleta,
E com o movimento foi-se a Tua vida com aquele minuto.
A falsa identidade seguiu os teus passos.
Dia a dia as horas se amarraram,
Mas tu já não foste, veio o outro,
O outro tu, e o outro até que foste,
Até que te arrancaste do próprio passageiro,
Do trem, dos vagões da vida, da substituição, do caminhante.
A máscara do menino foi mudando,
Emagreceu a sua condição enfermiça,
Aquietou-se o seu volúvel poderio:
O esqueleto se manteve firme,
A construção do osso se manteve,
O sorriso, o passo, o gesto voador,
O eco daquele menino nu que saiu de um relâmpago,
Mas foi o crescimento como um traje!
Era outro o homem e o levou emprestado.
Assim aconteceu comigo.
De silvestre cheguei a cidade, a gás,
A rostos cruéis que mediram a minha luz
E a minha estatura, cheguei a mulheres que em mim
Se procuraram como se a mim tivesem perdido,
E assim foi sucedendo o homem impuro,
Filho do filho puro, até que nada foi como tinha sido,
E de repente apareceu no meu rosto um rosto de estrangeiro
E era também eu mesmo: era eu que crescia,
Eras tu que crescias, era tudo,
E mudamos e nunca mais soubemos quem éramos,
E às vezes recordamos aquele que viveu em nós
E lhe pedimos algo, talvez que se recorde de nós,
Que saiba pelo menos que fomos ele,
Que falamos com a sua língua,
Mas das horas consumidas
Aquele nos olha e não nos reconhece.