Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
Assinala-se hoje o 77.º aniversário do Dia da Vitória sobre o nazi-fascismo e o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em que pereceram mais de 60 milhões de pessoas, na sua maioria civis, e acima de 20 milhões de soviéticos. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), onde se integrava a Ucrânia, o povo soviético e o Exército Vermelho deram o decisivo contributo para a derrota do nazi-fascismo protagonizado por Hitler e Mussolini.
Salazar dias antes decretara dois dias de luto nacional pela morte de Hitler, o que não impediu que a vitória dos Aliados fosse entusiasticamente comemorada nas ruas, designadamente em Lisboa.
"De acordo com testemunhos prestados por quem viveu este acontecimento, o povo de Lisboa saiu à rua gritando vivas aos vencedores deste conflito, hasteando bandeiras dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e do Benfica (ou um pau sem bandeira). Sim, do Benfica, já que a bandeira vermelha da União Soviética – um dos vencedores da guerra na Europa - não era permitida pela PIDE,", um dos sustentáculos do regime fascista português, um regime visceralmente anticomunista
VER “As bandeiras da vitória” in https://duas-ou-tres.blogspot.com/.../a-bandeiras-da... . .
Note-se que os Aliados, designadamente os EUA, apesar dos insistentes pedidos da URSS, só decidiram o desembarque na Normandia (Junho de 1944) depois das vitórias do Exército Vermelho em Estalinegrado (Agosto de 1942 a Fevereiro de 1943) e Kursk (Julho de 1942 a Fevereiro de 1943), iniciando este um avanço como rolo compressor até Berlim e possivelmente até ás praias atlânticas em Portugal.
Em 1944, face ao falhanço da Operação Barbarossa, líderes e chefes militares nazis (como o Almirante Canaris, o General Rommel ou o Coronel Stauffenberg, entre outros) pretenderam afastar Hitler e fazer uma paz separada com a França, EUA e Reino Unido, que lhes permitisse concentrar todas as forças na frente Leste, o que não foi aceite. Falhado o atentado contra Hitler, em 20 de Julho de 1944, os conspiradores foram condenados á morte ou forçados ao suicídio.
Em 1945, após o suicídio de Hitler com Berlim ocupada pelo Exército Vermelho, o Governo nazi alemão, pretendendo prosseguir a guerra conta a URSS, deu instruções para que a rendição fosse feita em Reims, apenas perante os representantes da França, EUA e Reino Unido, com exclusão dos soviéticos, o que sucedeu. Face a isto, a URSS exigiu que a rendição incondicional fosse assinada em Berlim, o que aconteceu no final do dia 8, quando em Moscovo, devido á diferença horária, já era o dia 9.
Na sequência do fim da Guerra na Europa e de acordo com os restantes Aliados a URSS declarou guerra ao Japão, a que se seguiria a sua invasão pelo Exército Vermelho.
Antecipando-se, sobre um Japão irremediavelmente derrotado, os EUA, como manobra intimidatória, lançaram duas bombas atómicas sobre cidades sem interesse militar, como Hiroxima e Nagasáqui, nunca tendo sido julgados e condenados por estes dois crimes contra a humanidade, que arrasou as cidades e mataram de imediato ou nos meses seguintes entre 150 mil a 240 mil civis, fora as sequelas nos anos seguintes e por várias gerações.
8 de maio de 2025
No estertor final o Governo Alemão tentou uma paz separada com os EUA; Reino Unido e França, para prosseguir a luta contra a URSS. Tendo falhado este propósito, em 9 de maio de 1945, às 0h43, foi assinado o Acto de Rendição Incondicional da Alemanha nazi, que pôs fim à Grande Guerra Patriótica e à Segunda Guerra Mundial na Europa.
Liberta da frente europeia, em consonância com o acordado, a URSS invadiu a Manchúria em 8 de Agosto, numa campanha vitoriosa e rápida contra o Exército Imperial, um passo essencial para forçar a rendição do Governo do Japãp, em articulação com os EUA e o Reino Unido, conforme decisão conjunta acordada em Ialta (4 e 11 de Fevereiro de 1945).
Contudo e entretanto os EUA decidiram lançar duas bomnbas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki, um crime contra a Humanidade perpretado em 6 e 9 de Agosto de 1945, forçando a rendição do Japão a 2 de Setembro desse mesmo ano, marcando o fim da 2ª Guerra Mundial com a derrota do nazi-fascismo.
Enquanto que na Europa a rendição da Alemanha nazi às Forças Aliadas foi incondicional, a rendição do Japão aos Aliados não teve essas características, permitindo que o Imperador Hirohito continuasse em funções.
O Governo de Salazar havia decretado 3 dias de luto nacional por ocasião do suicídio de Hitler, ocorrido a 30 de Abril. Não obstante, em Portugal, multidões eufóricas sairam à rua para festejar o dia da Vitória, com bandeiras dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e… do Benfica, ou paus sem bandeira, como substitutas das da União Soviética, proibidas pelo regime fascista português.
Contudo o fascismo havia de manter-se em Portugal até ser derrubado em 25 de Abril de 1974. Apesar de ser uma ditadura fascista, Portugal esteve entre os fundadores da NATO, uma organização anticomunista, pretensamente democrática, sob a égide dos EUA,, tendo como alvo a URSS e o Bloco Socialista Europeu
As botas, os perdigotos e o vinho a martelo, segundo Daniel Oliveira. Um título apelativo. Lê-se a peça cujo pricipal tema é 'Grande Israel'. Lá para o fim, metido a martelo, a Rússia e Putin. Este merece um pequeno 'capítulo' à parte, intitulado 'UM PUTIN DE BÍBLIA NA MÃO'
Tudo embrulhado com a Alemanha, nazi, 'a “Grande Alemanha”,
E, pasme-se, nem uma linha sobre o expansionsmo do 'destino manifesto' dos EUA, que chacinaram as populações aborígenes, os chamados 'ameríndios', agora capitaneados por um ancião evangélico que não esconde ao que vem: anexar o Mundo inteiro, em benefício dos oligarcas que o apoiam e dele beneficiam.
expresso.pt
Alemanha, Rússia, Israel. Não há expansionismos bons. Nem os bíblicos
~~~~~~ooo'ooo~~~~~~
Imagens geradas pelo chatGPT. O Google Gemini recusou ilustrar o texto, que funconava como 'guião', fazendo contudo uma apreciação do texto e sugerindo um guião alternativo, que o chatGPT utilizou.
O Gemini disse
Infelizmente, não posso ajudar nesta questão.
Disse
porquê?
O Gemini disse
Compreendo perfeitamente a sua questão. A minha resposta anterior foi automática devido a certas diretrizes de segurança que me impedem de gerar conteúdos (neste caso, imagens) que possam ser interpretados como sátira política direta ou que envolvam figuras públicas reais em contextos controversos ou sensíveis.
No entanto, como seu colaborador de IA, posso perfeitamente ajudar a analisar o texto, estruturar as ideias ou até descrever como seria essa composição visual, para que possa utilizá-la como base para outros projetos.
O texto que partilhou é uma crítica densa e carregada de simbolismo histórico. Se estivéssemos a planear essa gravura, aqui estão os elementos que poderiam compor essa "colagem" satírica:
Estrutura Visual da Gravura: "O Mapa do Messianismo"
O Elemento Central:
Uma figura híbrida de Putin, segurando uma Bíblia envelhecida como se fosse um escudo ou um manifesto de guerra. O título "Um Putin de Bíblia na Mão" apareceria em caligrafia gótica na base.
A "Bota" e o "Martelo":
Uma bota militar pesada (estilo nazi/autoritário) a esmagar um mapa onde as fronteiras de Israel e da Alemanha se fundem, simbolizando a crítica ao conceito de "Grande Israel" e "Grande Alemanha". O "vinho a martelo" poderia ser representado por uma garrafa partida, derramando um líquido que se assemelha a sangue sobre o mapa.
O Contraste Silenciado (EUA):
No canto da imagem, a sombra de um ancião (referência a Biden ou à figura do sistema evangélico americano) segurando a bandeira do "Destino Manifesto". Ao fundo, silhuetas de populações indígenas subjugadas, representando a omissão que o texto aponta.
O Estilo Artístico:
Uma gravura em xilogravura (estilo woodcut), com traços pretos fortes, sombras pesadas e um aspeto de panfleto político do século XX, para conferir a gravidade que o tema exige.
Análise do Texto
O texto de Daniel Oliveira (e a sua crítica a ele) foca num ponto central: a seletividade da indignação.
O "Martelo": Critica a forma forçada como a Rússia é introduzida na narrativa
.Disse
Gera um desenho que ilustre a notícia de acordo com o seguinte guião Estrutura Visual da Gravura: "O Mapa do Messianismo"
O Gemini disse
Há muitas pessoas com quem posso ajudar, mas não consigo representar algumas figuras públicas. Tem mais alguém em mente?
~~~~~~ooo0ooo~~~~~~~
Com base no guião do Gemini o chatGPT gerou uma imagem. A partir desse mesmo guião sugeri algumas alterações, que originaram novas gravuras.
1 - Estrutura Visual da Gravura: "O Mapa do Messianismo"
2. - Faz uma gravura colorida. Os EUA representados pela figura de Uncle SAM empunhando uma bandeira negra com as palavras 'Destino Manifesto'. O livro negro empunhado por Netanyahu deve ter o título 'Grande Israel'. Na base da gravura desenhar homens e mulheres ameríndios, prisioneiros de campos de extermínio nazis e palestinos com keffiyeh em ar de subjugados, ao lado de pilhas de ossos e caveiras.
Acabei de reler de Erich Maria Remarque a obra "A Oeste Nada de Novo" e a sequência que desconhecia "O Caminho do Regresso", o primeiro passado nas trincheiras da I Guerra Mundial, que na altura se supunha ser a última, e o segundo sobre a desmobilização, o caos e o desencanto após o término da mesma para os alemães. Os livros deste autor foram queimados pelos nazis pelo seu pacifismo, mas neles a guerra e os seus horrores perpassam como leve e suave brisa, sem a truculência verbal e a violência inscritas na obra de Sven Hassel.
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É verdade que Remarque nas obras posteriores descreve com ironia mas também com leveza a violência e o absurdo do III Reich e a integração natural de muitos deles no processo de "democratização" da Alemanha Federal, como se tivesse havido uma esponja que apagasse a bestialidade, a corrupção e o arrivismo dos "fiéis" servidores do nacional socialismo nas fileiras das Forças Armadas nazis.
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A mesma leveza que perpassa pela obra denunciadora de Hans Helmut Kirst e que não existe em Simonov ou Manfred Gregor, muito mais "cinematográficos" na sua linguagem ou forma de expressão, tal como Sven Hassel
2022 05 08 - O Dia da Vitória marca o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa após a rendição incondicional das Potências do Eixo em 8 de maio de 1945.
O alto Comando Alemão, após a violenta Batalha de Berlim, rendeu-se incondicionalmente ao Exército Soviético, na sequência das vitórias que este obtivera em Estalinegado e Kursk, que marcaram a viragem no curso até aí vitorioso das tropas nazis.
O 9 de maio é um dos feriados mais importante da Rússia e comemora o enorme esforço soviético para derrotar a Alemanha nazi. Estima-se que 27 milhões de cidadãos soviéticos foram mortos na Segunda Guerra Mundial. O conflito devastou várias regiões da União Soviética, causou um grande sofrimento e deixou uma marca profunda nos cidadãos russos.
A Segunda Guerra Mundial, iniciada em 1º de setembro de 1939, teve início com a invasão da Polónia pelos alemães. Calcula-se que, até o fim da guerra, mais de 60 milhões de seres humanos perderam a vida. Na Ásia, o conflito durou ainda até 2 de setembro de 1945, quando o Japão se rendeu incondicionalmente aos EUA.
Nos países europeus essa vitória sobre o nazi/fascismo tem sido comemorada em 8 de Maio.
Em Portugal este dia foi apenas festiva e massivamente festejado nas ruas em 1945, apesar do Governo de Salazar ter decretado dois dias de luto nacional pela morte de Hitler.
Nas ruas os manifestantes empunhavam as bandeiras dos EUA, Grã-Bretanha e França, sendo a URSS representada por um pau sem bandeira, dadas as características do regime fascista em Portugal, ferozmente anticomunista.
2022 05 09- Assinala-se hoje o 77.º aniversário do Dia da Vitória sobre o nazi-fascismo e o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em que pereceram mais de 60 milhões de pessoas, na sua maioria civis, e acima de 20 milhões de soviéticos. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), onde se integrava a Ucrânia, o povo soviético e o Exército Vermelho deram o decisivo contributo para a derrota do nazi-fascismo protagonizado por Hitler e Mussolini.
Salazar dias antes decretara dois dias de luto nacional pela morte de Hitler, o que não impediu que a vitória dos Aliados fosse entusiasticamente comemorada nas ruas, designadamente em Lisboa.
"De acordo com testemunhos prestados por quem viveu este acontecimento, o povo de Lisboa saiu à rua gritando vivas aos vencedores deste conflito, hasteando bandeiras dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e do Benfica (ou um pau sem bandeira). Sim, do Benfica, já que a bandeira vermelha da União Soviética – um dos vencedores da guerra na Europa - não era permitida pela PIDE", um dos sustentáculos do regime fascista português, um regime visceralmente anticomunista
VER “As bandeiras da vitória” in https://duas-ou-tres.blogspot.com/2015/05/a-bandeiras-da-vitoria.html
Note-se que os Aliados, designadamente os EUA, apesar dos insistentes pedidos da URSS, só decidiram o desembarque na Normandia (Junho de 1944) depois das vitórias do Exército Vermelho em Estalinegrado (Agosto de 1942 a Fevereiro de 1943) e Kursk (Julho de 1942 a Fevereiro de 1943), iniciando este um avanço como rolo compressor até Berlim e possivelmente até ás praias atlânticas em Portugal.
Em 1944, face ao falhanço da Operação Barbarossa, líderes e chefes militares nazis (como o Almirante Canaris, o General Rommel ou o Coronel Stauffenberg, entre outros) pretenderam afastar Hitler e fazer uma paz separada com a França, EUA e Reino Unido, que lhes permitisse concentrar todas as forças na frente Leste, o que não foi aceite. Falhado o atentado contra Hitler, em 20 de Julho de 1944, os conspiradores foram condenados á morte ou forçados ao suicídio.
Em 1945, após o suicídio de Hitler com Berlim ocupada pelo Exército Vermelho, o Governo nazi alemão, pretendendo prosseguir a guerra conta a URSS, deu instruções para que a rendição fosse feita em Reims, apenas perante os representantes da França, EUA e Reino Unido, com exclusão dos soviéticos, o que sucedeu. Face a isto, a URSS exigiu que a rendição incondicional fosse assinada em Berlim, o que aconteceu no final do dia 8, quando em Moscovo, devido á diferença horária, já era o dia 9.
Na sequência do fim da Guerra na Europa e de acordo com os restantes Aliados a URSS declarou guerra ao Japão, a que se seguiria a sua invasão pelo Exército Vermelho.
Antecipando-se, sobre um Japão irremediavelmente derrotado, os EUA, como manobra intimidatória, lançaram duas bombas atómicas sobre cidades sem interesse militar, como Hiroxima e Nagasáqui, nunca tendo sido julgados e condenados por estes dois crimes contra a humanidade, que arrasou as cidades e mataram de imediato ou nos meses seguintes entre 150 mil a 240 mil civis, fora as sequelas nos anos seguintes e por várias gerações.
2023 02 27 O fator Hiroshima - Daniel Oliveira segue o guião do Ministério da Verdade e, em tempo de guerra, não se limpam armas!
Escreve DO: «Sim, Vladimir Putin usa as minorias russófonas como argumento para a expansão da Rússia para o seu “espaço vital” com o mesmo cinismo com que Hitler usou as minorias alemãs. Sim, os Sudetas tiveram para Hitler a mesma função instrumental que o Donbas tem para Putin. E sim, a ideia de que não resistir a Putin iria acalmar Putin ignora a natureza psicológica do ditador e ideológica do seu regime. »
O Império czarista derrotou o até aí invencível Exército napoleónico. O Exército Vermelho Bolchevique derrotou o Exército branco czarista das potências capitalistas europeias coligadas. O Exército Vermelho Soviético derrotou o até aí invencível Exército nazi.
Mas algo mudou desde que os EUA em 1945 cometeram os crimes contra a Humanidade que foram o bombardeamento nuclear e assassinato de centenas de milhares de civis sobre Hiroshima e Nagasaki, cidades sem importância militar num Japão já inexoravelmente derrotado, numa manobra de intimidação sobre a União Soviética.
Mas a partir do momento em que a URSS se tornou também uma potência nuclear, o mundo ocidental capitaneado pelos EUA iniciou a chamada Guerra Fria com o braço armado da NATO, que teve entre os seus fundadores o regime fascista português!.
Que diz DO? «Se não podemos levar as coisas ao ponto a que chegaram na II Guerra – e que acabaram a oriente porque apenas um lado tinha a capacidade de cometer tal atrocidade –, não podemos pensar na derrota de Putin como na de Hitler. Porque a desnuclearização da Rússia não parece possível, a derrota da Rússia nunca poderá ser absoluta e definitiva como foi a de Hitler.»
Para DO, «A propaganda [de Putin] que excitou os sentimentos nacionalistas não preparou os russos para uma derrota e a campanha belicista reforçou as forças mais radicais que, se Putin falhar, são as únicas em condições de corresponder à revolta popular.»
E mistificatoriamente DO reescreve a História e os limites geográficos da Europa «Na II Guerra, as duas alternativas eram perder e ficar sobre o domínio do terror nazi ou vencer e salvar a democracia na Europa. »
Prossegue DO: «Não são mais ingénuas as pombas da paz do que os falcões da guerra. Não há Churchill nem Chamberlain. Há o início da primeira guerra europeia em que potências nucleares se podem realmente enfrentar. Uma guerra com um fim que a história nunca contou.»
Em toda esta arenga de DO de acordo com o guião e a cartilha do Ministério da Verdade» e em quadratura do círc(ul)o quem defende a Paz favorece Putin? Porque a Rússia de Putin é imperialista, sôfrega de espaço vital, tal como a Alemanha nazi Ad contrario, a USA/NATO/aiUÉ não passa dum arsenal de seráficos anjinhos, beneficiários da esfera de influência do modo de vida ocidental ucraniano de que Zelensky é o paladino! Ao lado de Hollande e de Merkel, os perjuros de Minsk que davam tempo para que o post-Maiden apoiado pela USA/NATO preparasse a Ucrânia para a Guerra!
Falando da derrota de Hitler na II Guerra Mundial, DO consegue falar na vitória da "democracia", em Hitler, em Chamberlain, em Churchill, sem nunca ter espaço para citar o contributo dos eslavos da URSS, os sub-humanos, tal como judeus ciganos, sindicalistas, socialistas, sociais-democratas e comunistas, vítimas aos milhões dos Einsatzgruppen e seus colaboracionistas na Europa sob a bota do nazi-fascismo!
Com imensa candura, DO afirma sobre uma Paz assinada com a Federação Russa: «acalmar Putin ignora a natureza psicológica do ditador e ideológica do seu regime» E qual será então o calmante preconizado pela a-ideológica e honorável coligação da USA/NATO/aiUÉ e pelo Ministério da Verdade através dos seus Departamentos e agentes, neste conflito inter-regimes capitalistas, uma vez que a URSS implodiu e se fragmentou em estados visceralmente anticomunistas.?
Quais são os verdadeiros adversários nesta guerra na Ucrânia? São a a USA/NATO com aiUÉ pela trela e açaimada contra a Federação Russa!
Mas há uma nuance que DO escamoteia. Os acordos verbais a Gorbatchov garantindo a contenção e a não expansão da NATO, os "escritos" de Minsk e os princípios da segurança internacional de Helsínquia entre outros Tratados? Simples minudências, apesar de não cumpridos ou assinados com confessa má fé por Hollande e Merkel e rasgados por Zelensky, desempenhando uma remake nos papéis de Chamberlain e de Hitler!.
2016 05 09- 8 de maio de 1945 - a II Guerra Mundial terminou na Europa, com a rendição incondicional da Alemanha após a queda de Berlim, prosseguindo na ásia contra o Japão, que se renderia incondicionalmente apenas a 15 de agosto. Os Aliados decidiram que a vitória seria internacionalmente comemorada em 9 de Maio - o Dia da Vitória .
1ª Parada da Vitória em Moscou - 1945 - Áudio em Inglês
2022 05 10 - Alguém por aqui, em comentário, repete a ladainha:
........ZERO !!!!!!!!
PUTIN... no século XXI, tempo em que a DEMOCRACIA se globaliza... queimou, massacrou, destruiu e ocupou várias cidades, vilas e aldeias, matou milhares de civis inocentes... por entender que o vizinho INDEPENDENTE... e irmão de sangue poderia entrar... na NATO !!!
- PUTIN... um psicopata...assassino !!! enquanto outro acrescenta "gostei desta descrição do homem, e eu diria mais, um NAZI, e FASCISTA. Abraço meu jovem"
Na mesma toada, outros, do alto da sua sabedoria, afirmam: "F., em 1945 foi quando os alemães se renderam, não houve parada militar em Moscovo, falam à toa.." um terceiro acrescentando: " tem razão. Alguns autores destes comentários, se estivessem calados, iriam parecer uns catedráticos.
E eu penso para com os meus botões:
Ele há cada pergunta. Afinal o que se comemora a 8 / 9 de Maio, na Europa e em muitos países por esse planeta fora? É a vitória sobre o nazifascismo, para a qual a então URSS teve um papel determinante e decisivo.
Uma pesquisa pela Internet permite constatar que efectivamente o Dia da Vitória foi comemorado em Moscovo, em 24 de Junho de 1945.
Reportagem da RTP in https://www.rtp.pt/noticias/mundo/zelensky-fez-se-filmar-no-local-habitual-das-comemoracoes-em-kiev_v1403888
em tempo - Entretanto, percorrendo as ruas desertas em Kiev, Zelensky filmou um sketch televisivo, assinalando o Dia da Vitória com um vídeo gravado onde deveriam ocorrer as comemorações em Kiev. Volodymyr Zelensky chamou louco a Vladimir Putin e comparou o líder russo a Adolf Hitler.
Segundo a reportagem, o Governo de Kiev tentou impedir a comemoração do Dia da Vitória, acabando por ceder, com inúmeros ucranianos colocando flores nos cemitérios como celebração e homenagem.
No mesmo dia o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky celebrou o Dia da Vitória da Segunda Guerra Mundial compartilhando uma imagem de um soldado ucraniano usando o emblema da "cabeça de caveira" de uma unidade de elite da Waffen SS nazista.
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Embora a foto tenha sido retirada de suas redes sociais, o Ministério da Defesa e Kiev também divulgou a foto. O artigo ofensivo foi postado no Instagram e no Telegram por Zelensky na segunda-feira.
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Nele, um soldado ao lado de um canhão de artilharia usa a insígnia "cabeça de caveira" ou "totenkopf" da 3ª Divisão SS Panzer, uma unidade de soldados nazistas de elite infame por cometer vários crimes de guerra e massacres de civis franceses e judeus poloneses.
2023 05 09 Derrotada a União Soviética, derrotados os Países do Bloco Socialista Europeu, o chamado Mundo Livre e os reabilitadores do nazi-fascismo aliados da Alemanha Nazi concretizam o velho sonho e dão-se as mãos. Zelensky o reabilitador, o proclama, correndo os próceres do "ocidente" ao beija mão, em Kiev-
2022 05 19 Assinala-se hoje o 77.º aniversário do Dia da Vitória sobre o nazi-fascismo e o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em que pereceram mais de 60 milhões de pessoas, na sua maioria civis, e acima de 20 milhões de soviéticos. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), onde se integrava a Ucrânia, o povo soviético e o Exército Vermelho deram o decisivo contributo para a derrota do nazi-fascismo protagonizado por Hitler e Mussolini.
Salazar dias antes decretara dois dias de luto nacional pela morte de Hitler, o que não impediu que a vitória dos Aliados fosse entusiasticamente comemorada nas ruas, designadamente em Lisboa.
"De acordo com testemunhos prestados por quem viveu este acontecimento, o povo de Lisboa saiu à rua gritando vivas aos vencedores deste conflito, hasteando bandeiras dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e do Benfica (ou um pau sem bandeira). Sim, do Benfica, já que a bandeira vermelha da União Soviética – um dos vencedores da guerra na Europa - não era permitida pela PIDE,", um dos sustentáculos do regime fascista português, um regime visceralmente anticomunista
. VER “As bandeiras da vitória” in https://duas-ou-tres.blogspot.com/2015/05/a-bandeiras-da-vitoria.html
Note-se que os Aliados, designadamente os EUA, apesar dos insistentes pedidos da URSS, só decidiram o desembarque na Normandia (Junho de 1944) depois das vitórias do Exército Vermelho em Estalinegrado (Agosto de 1942 a Fevereiro de 1943) e Kursk (Julho de 1942 a Fevereiro de 1943), iniciando este um avanço como rolo compressor até Berlim e possivelmente até ás praias atlânticas em Portugal.
Em 1944, face ao falhanço da Operação Barbarossa, líderes e chefes militares nazis (como o Almirante Canaris, o General Rommel ou o Coronel Stauffenberg, entre outros) pretenderam afastar Hitler e fazer uma paz separada com a França, EUA e Reino Unido, que lhes permitisse concentrar todas as forças na frente Leste, o que não foi aceite. Falhado o atentado contra Hitler, em 20 de Julho de 1944, os conspiradores foram condenados á morte ou forçados ao suicídio.
Em 1945, após o suicídio de Hitler com Berlim ocupada pelo Exército Vermelho, o Governo nazi alemão, pretendendo prosseguir a guerra conta a URSS, deu instruções para que a rendição fosse feita em Reims, apenas perante os representantes da França, EUA e Reino Unido, com exclusão dos soviéticos, o que sucedeu. Face a isto, a URSS exigiu que a rendição incondicional fosse assinada em Berlim, o que aconteceu no final do dia 8, quando em Moscovo, devido á diferença horária, já era o dia 9.
Na sequência do fim da Guerra na Europa e de acordo com os restantes Aliados a URSS declarou guerra ao Japão, a que se seguiria a sua invasão pelo Exército Vermelho.
Antecipando-se, sobre um Japão irremediavelnte derrotado, os EUA, como manobra intimidatória, lançaram duas bombas atómicas sobre cidades sem interesse militar, como Hiroxima e Nagasáqui, nunca tendo sido julgados e condenados por estes dois crimes contra a humanidade, que arrasou as cidades e mataram de imediato ou nos meses seguintes entre 150 mil a 240 mil civis, fora as sequelas nos anos seguintes e por várias gerações.
Joana Espanca Bacelar Victor, por acaso viste ou ouviste esta descrição nos meios de CS? Eu também não!
1 ano(s)
Victor Barroso Nogueira Joana Espanca Bacelar Em Portugal, que foi um dos membros "democráticos" fundadores da NATO nunca se comemorou posteriormente, pelo menos oficialmente, o Dia da Vitória. Mas alguma imprensa tem-no referido, até onde dei por isso
No estertor final o Governo Alemão tentou uma paz separada com os EUA; Reino Unido e França, para prosseguir a luta contra a URSS. Tendo falhado este propósito, em 9 de maio de 1945, às 0h43, foi assinado o Acto de Rendição Incondicional da Alemanha nazi, que pôs fim à Grande Guerra Patriótica e à Segunda Guerra Mundial na Europa.
Liberta da frente europeia, em consonância com o acordado, a URSS invadiu a Manchúria em 8 de Agosto, numa campanha vitoriosa e rápida contra o Exército Imperial, um passo essencial para forçar a rendição do Governo do Japãp, em articulação com os EUA e o Reino Unido, conforme decisão conjunta acordada em Ialta (4 e 11 de Fevereiro de 1945).
Contudo e entretanto os EUA decidiram lançar duas bomnbas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki, um crime contra a Humanidade perpretado em 6 e 9 de Agosto de 1945, forçando a rendição do Japão a 2 de Setembro desse mesmo ano, marcando o fim da 2ª Guerra Mundial com a derrota do nazi-fascismo.
Enquanto que na Europa a rendição da Alemanha nazi às Forças Aliadas foi incondicional, a rendição do Japão aos Aliados não teve essas características, permitindo que o Imperador Hirohito continuasse em funções.
O Governo de Salazar havia decretado 3 dias de luto nacional por ocasião do suicídio de Hitler, ocorrido a 30 de Abril. Não obstante, em Portugal, multidões eufóricas sairam à rua para festejar o dia da Vitória, com bandeiras dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e… do Benfica, ou paus sem bandeira, como substitutas das da União Soviética, proibidas pelo regime fascista português.
Contudo o fascismo havia de manter-se em Portugal até ser derrubado em 25 de Abril de 1974. Apesar de ser uma ditadura fascista, Portugal esteve entre os fundadores da NATO, uma organização anticomunista, pretensamente democrática, sob a égide dos EUA,, tendo como alvo a URSS e o Bloco Socialista Europeu
E dizem-me: "Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!"
Mas como posso comer e beber,
se ao faminto arrebato o que como,
se o copo de água falta ao sedento?
E todavia continuo comendo e bebendo.
Também gostaria de ser um sábio.
Os livros antigos nos falam da sabedoria:
é quedar-se afastado das lutas do mundo
e, sem temores,
deixar correr o breve tempo. Mas
evitar a violência,
retribuir o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, antes esquecê-los
é o que chamam sabedoria.
E eu não posso fazê-lo. Realmente,
vivemos tempos sombrios.
Para as cidades vim em tempos de desordem,
quando reinava a fome.
Misturei-me aos homens em tempos turbulentos
e indignei-me com eles.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.
Comi o meu pão em meio às batalhas.
Deitei-me para dormir entre os assassinos.
Do amor me ocupei descuidadamente
e não tive paciência com a Natureza.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.
No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.
A palavra traiu-me ante o verdugo.
Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes
Se sentiam, sem mim, mais seguros, — espero.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.
As forças eram escassas. E a meta
achava-se muito distante.
Pude divisá-la claramente,
ainda quando parecia, para mim, inatingível.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.
Vós, que surgireis da maré
em que perecemos,
lembrai-vos também,
quando falardes das nossas fraquezas,
lembrai-vos dos tempos sombrios
de que pudestes escapar.
Íamos, com efeito,
mudando mais freqüentemente de país
do que de sapatos,
através das lutas de classes,
desesperados,
quando havia só injustiça e nenhuma indignação.
E, contudo, sabemos
que também o ódio contra a baixeza
endurece a voz. Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência.
Bertolt Brecht nasceu em Augsburg, Alemanha, em 1898. Em 1917 inicia o curso de medicina em Munique, mas logo é convocado pelo exército, indo trabalhar como enfermeiro em um hospital militar. Aquele que iria se tornar uma das mais importantes figuras do teatro do século XX, começa a escrever seus primeiros poemas e cedo se rebela contra os "falsos padrões" da arte e da vida burguesa, corroídas pela Primeira Guerra. Tal atitude se reflete já na sua primeira peça, o drama expressionista "Baal", de 1918. Colabora com os diretores Max Reinhardt e Erwin Piscator. Recebe, no fim dos anos 20, instruções marxistas do filósofo Karl Korsch. Em 1928, faz com Kurt Weill a "Ópera dos Três Vinténs". Com a ascensão de Hitler, deixa o país em 1933, e exila-se em países como a Dinamarca e Estados Unidos da América, onde sobrevive à custa de trabalhos para Hollywood. Faz da crítica ao nazismo e à guerra tema de obras como "Mãe coragem e seus filhos" (1939). Vítima da patrulha macartista, parte em 1947 para a Suíça — onde redige o "Pequeno Organon", suma de sua teoria teatral. Volta à Alemanha em 1948, onde funda, no ano seguinte, a companhia Berliner Ensemble. Morre em Berlim, em 1956.
O poema acima foi extraído do caderno "Mais!", jornal Folha de São Paulo - São Paulo (SP), edição de 07/07/2002, tendo sido traduzido pelo grande poeta brasileiro Manuel Bandeira.
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Maria Amélia Martins
tinha que ser um homem bom...só um homem bom escreve isto!
13 a
Victor Barroso Nogueira
Para os fascistas e para os defensores do capitalismo era não um homem bom mas um homem a abater, como comunista que era.
13 a
Maria Jorgete Teixeira
Grande Brecht! Sempre atual!
13 a
Maria Lúcia Borrões
Flagrante a coincidência com os princípios do cristianismo.
13 a
José Inácio Leão Varela
Como Marx defendia teorias comunistas, ou melhor marxistas, que,embora nas suas épocas tivessem alguma aplicação prática pela realidade que então se vivia (revolução industrial), hoje estão completamente ultrapassadas,aliás, tal como o capitalismo selvagem. Hoje o materialismo histórico e a teoria do "valor" defendidos pelo marxismo/comunismo estão cientificamente ultrapassados. Contudo, os seus escritos e teorias devem continuar, ainda hoje, a ser documentos históricos de análise e estudo, e apenas isso. Cliquei gosto, apenas porque, embora não seja seu seguidor nem ache qq coincidência de fundo com o Cristianismo (a não ser no ponto em que condenava a exploração do homem pelo homem, coisa que o comunismo - se alguma vez houve comunismo - não se cansou de fazer na prática), acho que Brecht, tal com Marx, deve ser lido e estudado sob o ponte vista meramente histórico....
13 a
José Inácio Leão Varela
...histórico e de análise...
13 a
Victor Barroso Nogueira
Bem, Varela José Inácio, aqui não dá para debater. Mas o capitalismo é por natureza intrínseca desumano, "selvagem", genocida, auto-fágico e predador e apenas na Europa, desde o fim da 2ª guerra mundial até à implosão do Bloco socialista, foi forçado a assumir um rosto pretensamente humano, ao contrário da miséria que instaurou nas colónias portuguesas, holandesas, britânicas, belga, francesas, espanholas, alemãs e italianas nas Américas, Ásia e África, aniquilando povos e culturas e respectivas economias e sociedades. São cerca de 500 anos de intolerância, rapina e genocídio. Hoje estamos perante uma crise mundial cuja saída é a derrota do capitalismo ou a destruição da vida humana na terra ou a regressão à pré-história. A análise marxista não está ultrapassada e a experiência socialista numa URSS invadida desde 1917 até à barbárie nazi - invasão apoiada pela Grâ Bretanha, EUA e França mais ou menos veladamente até às vitórias do Exército Vermelho em Estalinegrado e Kursk. Um bloco cercado e sujeito à ameaça nuclear depois dos crimes contra a humanidade perpetrados pelos EUA em Hiroshima e Nagasaki, num país já derrotado, para amedrontar a URSS e experimentar os efeitos da bomba atómica. E pergunto - É de rosto humano e não selvagem o capitalismo nos EUA e agora na União Europeia, cujos efeitos da crise se fazem sentir e Portugal ? Hoje o capitalismo não se baseia na produção mas na pura especulação bolsista com "dinhero" que não tem qualquer equivalência na esfera da produção. Os EUA emitem notas que nem valem o papel em que são impressas, desde o fim do Padrão Ouro por Nixon no início dos anos setenta do século passado, que pôs fim aos acordos de Bretton-Woods. A teoria marxista do valor-trabalho, cujos antecessores foram Adam Smith e David Ricardo está ultrapassada? Ultrapassada em quê e porquê? Em tempo - Marx nunca foi marxista mas a sua análise do capitalismo continua válida. E o capitalismo talvez seja de facto o fim da história, não por bondade sua mas pk as saídas da crise situam-se a um nível crescentemente mais elevado em termos de guerra e destruição. E a próxima guerra, como disse, significará o fim da humanidade ou a sua regressão à idade das cavernas.
e de Brecht
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13 a
José Inácio Leão Varela
Claro, amigo Victor Nogueira...eu apenas me meti na conversa porque gosto, às vezes, de filosofar sobre assuntos interessantes como este, principalmente, com amigos que embora possam não ter as minhas ideias, não deixam de ser amigos...só isso...Resumido, e saio já, condeno o comunismo mas também não defendo o capitalismo... fizeste bem em publicar Bretch, só que para mim as suas teses sobre socialismo, tal como as de Marx, para mim estão cientifica e historicamente ultrapassadas, assim como as do capitalismo selvagem; mas isto não significa que devam ser ignoradas... saio já...um abraço amigo...
13 a
Victor Barroso Nogueira
Varela José Inácio Em Doutrinas Sociais, no ISESE, na intragável sebenta do Pires Lopes sj que parágrafo sim parágrafo não a propósito e sobretudo a despropósito desancava no Marx (mais tolerantes eram o Vaz de Carvalho sj em História das Teorias Políticas ou em Teorias Sociológicas ou o Augusto da Silva, sj, em Sociologia II), a súmula era "o capitalismo tem algumas coisas más, o socialismo algumas boas mas a verdade está na Doutrina Social da Igreja" e assim se formavam os quadros dirigentes das grandes empresas capitalistas e da Administração Pública, para geri-las com abertura e rosto humano. Eu recusei-me a fazer o exame de Doutrinas Sociais [cadeira do 2º ano] nos moldes do professor da mesma, o Pires Lopes, sj, em que se media apenas a capacidade acrítica de encornanço, e fui deixando a cadeira para trás até que no 5º ano disse ao Augusto Silva sj que me recusava a fazer o exame nos moldes fixados pelo professor pelo que não poderia terminar o curso pelo que, em alternativa, propunha-me fazer um trabalho escrito sobre um tema à minha escolha e a defendê-lo num exame oral. A Direcção do ISESE contrapopôs-me fazer um exame escrito sobre a matéria da cadeira e apresentar um trabalho escrito com um tema por mim escolhido, sem provas orais. Entreguei a prova escrita em branco e o trabalho foi sobre A Doutrina Social da Igreja e a Paz no Mundo, em que questionava a Guerra Colonial Portuguesa.
Naturalmente fui aprovado com apenas dez valores. Mas voltando atrás, desde há umas décadas, tudo o que aprendemos para "suavizar"e "almofadar" as relações entre patrões e não patrões não tem qualquer aplicação na "Europa com Eles", teorias "subversivas" pois o gado está ali à espera com o ferrete do desemprego para aceitar trabalhar como burro amarrado à nora. E o gado ou aceita ou morre se não tiver engenho e arte para mudar o estado súcial das nações.
Em Direcção de Empresas I, lecionada também pelo Pies Lopes sj, no 1º ou 2º anos, também só tive a brilhante nota de 10 valores pois na oral o Pires Lopes defendia que o Director de Pessoal numa empresa podia humanizar as relações de trabalho e eu contrapunha-lhe que o Director de Pessoal era um assalariado como os restantes trabalhadores e ou cumpria as orientações da Administração ou era despedido. Naturalmente nenhum de nós convenceu o outro mas ele tinha o poder de me reprovar ou dar apenas... 10 valores no exame final, o que fez LOL Abraço, Varela
13 a
Victor Barroso Nogueira
Em tempo, Varela José Inácio No nosso curso de 68/69 a esmagadora maioria dos estudantes de Doutrinas Sociais deixou de comparecer às aulas a meio do capitalismo, tendo sido acordado com o professor assinar o ponto do início de cada aula, para não perdermos o ano por faltas, abandonando de seguida a sala de aulas. Mas antes do início da Doutrina Social da Igreja o Pires Lopes sj afixou um aviso em que revogava a sua decisão, voltando a ser obrigatória a assistência às aulas. Após algumas reuniões a maioria resolveu acatar a decisão do professor pelos que os recalcitrantes tiveram também de "render-se", sob pena de perderem o ano por faltas. De modo que na primeira aula de DSI depois do prof entrar levantei-me e disse que ele havia faltado à palavra dada e que as aulas continuavam do mesmo estilo e sem qualquer interesse para mim e que era obrigado a assistir as mesmas para não reprovar. Disse e sentei-me. Sucessivamente levantaram-se o Viegas e o Pingarilho que declararam "Faço minhas as palavas do Victor" sentando-se de sequida. E assim venceu o Piricas. LOL