* Victor Nogueira
Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNdomingo, 15 de fevereiro de 2026
Pingos do Mindelo, no Carnaval de São Valentim, sem Valentina
quinta-feira, 3 de abril de 2025
Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 03, (re)colhidas em 2025
* Victor Nogueira
3 de abril de 2013 ·
Goios - a Páscoa numa aldeia minhota
Carlos Rodrigues
Já tinha lido, voltei a ler. Gostei muito da reportagem sobre as voltas do Compasso e da tua barba de infiel do Sul, com ancestrais clérigos e das tuas calças à boca de sino. Obrigado Vitor. Boa Páscoa.
10 a
3 de abril de 2015
6ª feira santa
Margarida Piloto Garcia
Victor este poema é absolutamente brilhante. Do melhor que já escreveste. Já vi a data : 1969 e penso que todas as fogueiras ardiam em ti.
10 a
3 de abril de 2020 ·
foto victor nogueira - uma "visão" da cidade a partir do cimo da torre no alto duma encosta com um parque verde ao sair da porta do edifício, em 2020.04.01
3 de abril de 2021 ·
foto victor nogueira - em Torres Vedras, a ilusão de percepção e as esculturas
3 de abril de 2022 ·
Fotos Victor Nogueira - Setúbal, duas vistas da Praça do Bocage (HPIM3449 HPIM3453 c 2013)
A Praça de Bocage era o antigo Largo do Sapal, circunvizinho do Largo do Sapalinho. O centro cívico na altura situava-se na antiga Praça da Ribeira Velha, com o pelourinho que o Marquês de Pombal, no séc. XVIII, mandou substituir e foi reerguido no actual Largo do Marquês de Pombal, por causa da ligação aos banidos Duques de Aveiro, acusados de envolvência o atentado ao rei José I.
No Largo do Sapal mandou o rei Manuel I erguer uma nova Casa da Câmara, que um incêndio destruiu de 4 para 5 de Outubro de 1910, altura em que em Setúbal foi proclamada a República. O actual edifício, de traça similar ao anterior, é de autoria do arq. Raúl Lino, concluído em 1938.
Aqui situava-se a Fonte do Sapal, mandada construir em 1697, no século XX transferida para a Praça Teófilo Braga (antigo Largo da Anunciada).
Na mesmo local foi erguida a estátua de Bocage (1765 / 1805), cujo autor é o escultor Pedro Carlos dos Reis, inaugurada em 1871. Ladeando a praça, encontram-se alguns edifícios com valor histórico, como a Casa do Corpo da Guarda (fséc. XVII), o Palácio Salema, com um brasão da família Miranda Henriques; a casa do morgado Bandeira (Visconde de Montalvo), também brasonada e a Igreja de São Julião.
O primitivo templo teria sido erguido no séc. XIIII, sendo reconstruído por ordem de Manuel I, no séc. XV, edificado de 1516 e 1520, com risco atribuído a João de Castilho. Este mestre tem obra relevante em Portugal, com destaque para o Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa) e o Convento de Cristo (Tomar), Teve também intervenção no Mosteiro de Alcobaça, no Mosteiro da Batalha e na construção da fortaleza de Mazagão. Alguma das suas obas estão classificadas como Património da Humanidade.
O templo sofreu danos na sequência dos terramotos de 1531 e de 1755, o que obrigou á sua reconstrução no final do século XVIII. Da reconstrução manuelina restam o portal principal (oeste), o ricamente lavrado portal lateral virado a norte e a porta da torre sineira.
Centro cívico da cidade, pedonal, com múltiplas esplanadas, o actual piso é de autoria do arq.º Sérgio Dias, executado em 1988.
3 de abril de 2023 ·
Foto vicor nogueira - (2023 03 31 IMG_2123) mural num quintal
De passagem pela estrada que liga Setúbal a Palmela, de relance, apercebi-me dum mural. Numa passagem posterior estacionei o Fiesta. Afinal o mural estava no quintal arrelvado duma residência, junto a uma pequena piscina,
A pintura representa um rio ou baía,, azul, marginado por verdejantes montes ou montanhas, com o nosso olhar dirigido para um aberto horizonte, onde a água e o céu se confundem.
3 de Abril de 2925
Este era um campo agríola, no Pote de Água, então no extremo leste da cidade, onde o Município então liderado pelo PCP projectara construir um parque verde. Contudo, entretanto o PS desalojou o PCP, em 1985, na sequência de eleições autárquicas. O novo Presidente, que ficou para a história como o Manuel do Alcatrão, em declarações publicada na imprensa local, afirmou que o projecto era uma loucura dos técnicos do Urbanismo, para esquecer. Contudo a freguesia de S. Sebastião, então de maioria PCP, defendeu o projecto que seguiu avante, embora amputado de cerca de 1/3 da área inicialmente prevista, destinada a habitação que, em consequência, foi construída posteriormente. Na foto em baixo e ao centro, vê-se a Escola Primária 1º de Maio, na altura em construção.
A árvore e uma nora não resistiram ás obras de terraplanagem então avançadas pela referida Junta de Freguesia, a maior da cidade, concentrando cerca de 50 mil habitantes e metade dos eleitores do Município.
domingo, 23 de abril de 2023
Textos em abril 23
* Victor Nogueira
2023 04 23 Vasco Gonçalves (1921-2005) - um General na Revolução, derrotada em 25 de Novembro de 1975 pelo PS-PSD-CDS, pelos spínolistas e pelo Grupo dos 9, incluindo Ramalho Eanes, Lourenço, Ramalho Eanes e Salgueiro Maia, que declararam na altura o estado de sítio na Região Militar de Lisboa, para impedir movimentações populares em defesa da Revolução.
O monumento comemorativo dos 25 anos da Revolução de Abril fica situado no cimo do Parque Eduardo VII, em Lisboa. Concebido a partir do pedestal destinado à estátua equestre do Santo Condestável, este conjunto escultórico é constituído por fragmentos de pedra, por vezes em bruto. Quer a partir do núcleo vertical, quer sobre as traves corre a água de uma fonte aí instalada. O núcleo desdobra-se por outros pedaços de pedra que se dispersam pelo espelho de água, onde a obra se localiza. Em frente a este núcleo, sobre um plinto em dois patamares, encontra-se um outro elemento cuja coloração e discurso formal o aproxima da estilização de um cravo.
2020 04 23 A percepção da duração do tempo é relativa e dependerá da vivência de cada um de nós. Em 1973, os 48 anos do fascismo pareceriam uma eternidade para quem nesse tempo tivesse vivido ou vegetado. Em 2015 falar nos 41 anos de Abril, para quem o vivenciou, é falar dum tempo que para muitos foi ainda ontem, ao virar da esquina ao alcance da mão e da voz, no sorriso duma criança, é falar dum tempo que nasceu das lutas, do inconformismo, da solidariedade, da generosidade e do sonho.
É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.
É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre
Em 25 de Abril de 1974 à noite Spínola tentou em vão assenhorar-se do golpe militar e mandar o MFA para casa. Tendo falhado, tentou o chamado Golpe Palma Carlos, com a conivência do ppd/sá carneiro. Falhado o golpe com a demissão do I Governo Provisório, Spínola tentou com o apoio de sá carneiro/ppd e freitas do amaral/cds a chamada "manifestação da maioria silenciosa". Falhada esta,Spínola demitiu-se da Presidência da República. Todos estes golpes, tal como o de 11 de Março, tinham como objectivos adiar as eleições para a Assembleia Constituinte, plebiscitar Spínola como Presidente da República com amplos poderes, dissolver o MFA e inverter o processo de descolonização, sobretudo em Angola, mas também em Moçambique. A mobilização popular e o MFA fizeram abortar todos estes golpes spinolistas, que se veio a aliar a redes bombistas e anti-comunistas, de extrema direita, como o elp/mdlp..
Este mural no edifício da Câmara Municipal do Porto comemora a derrota de spínola a 28 de setembro de 1974. Spínola veio a ser posteriormente homenageado e reabilitado depois do golpe militar 25 de Novembro de 1975. Com efeito, a 5 de Fevereiro de 1987 foi designado pelo então Presidente Mário Soares Chanceler das Antigas Ordens Militares Portuguesas, sendo também condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (a segunda maior insígnia da principal ordem militar portuguesa), pelos «feitos de heroísmo militar e cívico e por ter sido símbolo da Revolução de Abril e o primeiro Presidente da República após a ditadura».
2017 04 23 Foto Victor Nogueira em Lisboa, numa tarde soalheira e luminosa, hoje, enquanto passava de carro. Quem é não sei, apena "mulher de branco ao telefone e à beira-tejo, na avenida da Ribeira das Naus." MAIS FOTOS EM Á beira tejo em tarde luminosa CLICANDO EM
Á beira tejo em tarde luminosa
Eu e Gilberto de Oliveira fomos amigos e visitei-o muitas vezes na sua casa, na Ajuda, em Lisboa, na Rua Dom Vasco.. Foi membro do Comité Central do PCP e prisioneiro no Campo de Concentração do Tarrafal, sobre o qual publicou nas Edições Avante a “Memória Viva do Tarrafal “ (1ª edição 1987). Já cego, ajudei-o a compilar e a fixar o texto da sua poesia. Na efeméride da criação do chamado “Campo da Morte Lenta” partilho a sua poesia anterior e coeva das suas prisões, a 1ª das quais aos 18 anos. Gilberto de Oliveira, já falecido, nascera em 1915.
Milu Vizinho Bem hajas, querido camarada Victor Nogueira, por teres partilhado comigo, estes lindíssimos poemas do nosso querido camarada Gilberto Oliveira, que infelizmente foi torturado pela PIDE
7 ano(s)
Judite Faquinha - Obrigada camarada amigo Victor, por este testemunho do campo de concentração do Tarrafal...vindo do camarada Gilberto Oliveira...os poemas são horripilantes, mas amei ao lê-los...até o bobi foi vitima...obrigada querido amigo mais uma vês.Beijokinhas ❤
6 ano(s) -
Morgana surge em A Balada do Mar Salgado. É meia irmã de Tristan. Educada na América do Sul, não sofreu as regras estritas da educação britânica. Boca Dourada - feiticeira brasileira - instrui-a nas tradições mágicas brasileiras e da macunda,tornando-a numa das suas discípulas.
Boca Dourada controla a Compagnie Financière Atlantique e participa em conspirações políticas. Intervém activamente na revolução dos negros e dos índios no Brasil contra a casta branca esclavagista, , fornecendo-lhes armas e dinheiro.






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