Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Na recta final das ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS (2011)

 


* Victor Nogueira

.20 de janeiro de 2011

Na recta final das ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS, Cavaco o homem que se desloca apenas em carros blindados e com extrema "segurança", arma-se em virgem ofendida e, do alto do seu desdém, diz que era"mísero professor" [universitário além de quadro superior do Banco de Portugal] que amealhou uns patacos graças a uma  grande poupança e que sempre teve uma relação de confiança na Banca. O mesmo não posso dizer eu e muitos dos que me leêm, com as mãos que ela me mete no meu bolso. O homem é tão ingénuo que apesar de poupado nem é consultado acerca das aplicações financeiras da sua "poupança" nem do paradeiro de escrituras de "barracos"

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Fernando Nobre, o candidato a caudilho, anti-partidos,  lança o terror na campanha - depois de dizer que só um tiro na cabeça o faria não chegar a Belém, trombeteia que desde então tem recebido ameaças de morte.  Pois é, quem brinca com o fogo e não toma as precauções de Cavaco .... queima-se.

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Defensor Moura reconhece antecipadamente o malogro da sua candidatura - segurar o eleitorado PS devido à aparente coligação anti-natura BE/PS a Manuel Alegre, o poeta contorcionista.

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Coelho faz o seu papel histriónico de acordo com o menino Alberto João. A Madeira merecia melhor !

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Francisco Lopes , o único que tem um programa alternativo para o país, consegue a proeza de nas sondagens eleitorais ter fracas votações, pese embora alguns comentadores encartados "destacarem" positivamente a sua prestação, o que não merece honras de 1ª página !

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Domingo há eleições. Cavaco continuará o representante do Grande Patronato - basta ver a sua Comissão de Honra - Alegre e Defensor voltarão ao regaço do PS, e Coelho voltará para a toca da Madeira. Para Francisco Lopes e para os comunistas e outros democratas, a luta continua por uma sociedade mais JUSTA, SOLIDÁRIA E HUMANA !

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O voto em branco é um  desperdício. VER CNE http://www.cne.pt/index.cfm?sec=0201000000&NewsID=144

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Sem ofensa, «deixo aqui um poema de Brecht

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O Analfabeto Político

 

"O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,

do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio

dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia

a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,

o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,

pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

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Nada é impossível de Mudar

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"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de

hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem

sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,

de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural

nada deve parecer impossível de mudar."

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Privatizado

.

"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.

É da empresa privada o seu passo em frente,

seu pão e seu salário. E agora não contente querem

privatizar o conhecimento, a sabedoria,


e de Vinicius por Mário Viegas:  Operário em Construção 

e de António Jacinto

Rui Mingas  "Monagambé" 


Victor Barroso Nogueira

O melhor para quem ? Não duvido que Sócrates, Cavaco, Alegre e Soares são os melhores. Mas .... para quem? 🙂

Carlos Rodrigues

" O MELHOR CANDIDATO NÃO É O QUE, ESTATISTICAMENTE, JÁ GANHOU, MAS O QUE SE MANTÉM FIEL AOS SEUS PRINCÍPIOS E AOS SEUS ELEITORES " ( Se ganhasse ).

15 a

Victor Barroso Nogueira

Com sondagens feitas ao telefone, o bombardeamento para o pensamento único em nome da democracia e da liberdade (deles) e a alienação da sua real força por parte de muitos eleitores, ELES podem dormir descansados. Mas ...

Parafraseando Cícero e até que a maioria descubra que o "imperador" vai nú e de rastos:

Qvosque tandem abvtere, Catilina, patientia nostra?

(Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?)

15 a

Carlos Rodrigues

" Abusus non est usus, sed corruptela "

" O abuso não é uso, mas corrupção "

15 a

Victor Barroso Nogueira

Depende, Carlos. O abuso das positividades em benefício de todos não será malefício 🙂

15 a

Carlos Rodrigues

As generalizações são sempre perigosas e claro que o abuso das positividades é quase um " Laissé faire laissé passer " e aí passa-se sempre por cima de alguém.

15 a

Victor Barroso Nogueira

Bem, Carlos, creio que a burguesia revolucionária de 1789 em França proclamava que "só não há liberdade para os inimigos da liberdade", sendo um dos direitos inalienáveis o da propriedade individual.

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E Kissinger, prémio Nobel da Paz em 1973, teria dito:

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* "Não vejo porque precisamos ficar parados e assistir um país tornar-se comunista por causa da irresponsabilidade do seu povo. As questões são muito importantes para deixarmos os eleitores chilenos decidirem por si mesmos."

- Sobre o apoio dos EUA ao golpe que derrubou Salvador Allende, presidente democraticamente eleito do Chile, em 11 de setembro de 1973.

- citado em Richard R. Fagen, "The United States and Chile: Roots and Branches", Foreign Affairs, January 1975.

15 a

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Letras empilhadas, ano após ano, em Dezembro, 27, (re)colhidas em 2024

 * Victor Nogueira  

27 de dezembro de 2011

"Porto" - três significados, duas interpretações

Maria Jorgete Teixeira

Conheço bem estes três significados: o porto de abrigo, o Porto, cidade/sentida pela pena de Carlos Tê e interpretação de Rui Veloso e o Porto Côvo, aldeia onde tantas vezes estive, terra onde fui feliz, mas onde passei também alguns dos dias mais dolorosos da minha vida. Mas sem mágoas já.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Durante muitos anos fiz inquéritos [Inquérito Permanente ao Emprego] para o INE para compensar os meses em que estava como professor sem trabalho e com família constituída, entre 1977 e 1981. Percorri assim todo o Distrito de Setúbal, desde a Margem Esquerda do Tejo até Cercal do Alentejo. Por alguns lugares fiquei apaixonado - Alcochete e a sua marginal, Barreiro Velho, Cabo Espichel, Nossa Senhora da Atalaia, S. Francisco da Serra, Santiago do Cacém ... Mas Porto Covo foi um baque, ao fim daquela estrada estreita e rectilínea, desemboquei naquele largo depurado, então tipicamente alentejano de casas brancas debruadas a azul e um enorme silêncio. Um encanto renovado durante cinco anos, tantos quantos duravam as visitas anuais aos fogos selecionados, findos os quais eram escolhidos aleatoriamente outros. Nunca mais lá voltei !

13 a

27 de dezembro de 2012  · 

A mim o face nada pergunta. Mas tb quem me lê não me lê, de facto. Basta ver as minhas duas últimas fotos da minha cronologia. as do poema "sentir" e do moinho ao nascer do sol.

Nandinha Monteiro

Secalhar não pergunta porque não lhe dizes nada ? hehehhe a mim está sempre a perguntar, como estás? que se passa Nandinha?? lolllllllll

12 a

Victor Barroso Nogueira

Pois ...

12 a

Deolinda F. Mesquita

Só pergunta as meninas.

12 a

Victor Barroso Nogueira

Ah ! Malandreco, o inFaceLock

12 a

Nandinha Monteiro

hehehheh

12 a

Nádia Patricia

LOL

12 a


David Mourão-Ferreira - Abandono (Fado de Peniche), por Amália Rodrigues

27 de dezembro de 2012 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
Abandono ou Fado de Peniche
David Mourão-Ferreira
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.
Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.

Deolinda F. Mesquita
Penso muitas vezes .... os tipos não sabiam ler deixaram passar este poema lindíssimo na tristeza que encerra,
12 a


Rio Grande - Postal dos Correios


António Jacinto - Carta de um contratado

27 de dezembro de 2014  · 

foto victor nogueira -  MARCO DO CORREIO  em Beja e dois poemas - "Postal dos Correios" e "Carta de um Contratado"

 Fernando Lúcio

Recordar é viver, que saudades de receber postais de boas festas, na época natalícia. (Bom Ano Novo.)

10 a 

Bessa-José Bessa

Excelentes mensagens (postal e carta).

Bom Ano Novo. Que nunca se atrase o Correio.

10 a


27 de dezembro de 2016  · 

foto victor nogueira - felina inspecionando as prendas na noite de Natal em casa da Teresa

27 de dezembro de 2020  · 

foto victor nogueira - Praça de Bocage, em Setúbal, na gélida noite de 2020.12.25, com raros transeuntes, mais ou menos vagarosos, e com a esplanada dum antigo café, o único aberto, cheia de clientes.  Gabo-lhes a bizarria, apesar de alguns estarem no seu interior, aconchegados da frialdade externa.

27 de dezembro de 2022  · 

Foto victor nogueira - Rua do Freixo, no Porto (2022 11 01 IMG_0570)

Ampliando a foto, descobri que nela, à esquerda,  aparece um “Café Amarantino”. Pesquisando, verifiquei que se localiza na Rua do Freixo, nº 1695. 

Ao contrário do que sucede por exemplo em Setúbal, o Porto tem ruas com extensões quilométricas mantendo a mesma denominação, partindo do princípio que a cada metro corresponde um número de polícia.

Pela foto o estabelecimento nada aparenta de notável, mas na sua página na internet aparentemente desmente as aparências. Valerá a pena acreditarmos na auto publicidade?

«’Se estiver à procura dum café acolhedor para passar uma tarde relaxada, passe por cá. O nosso café Café Amarantino tem um atendimento simpático, uma belíssima atmosfera e muito espaço para tomar café, comer qualquer coisa ou embrenhar-se no seu livro favorito. Sinta-se em casa! Excelente café com uma ampla seleção de bebidas.

Será um prazer brindá-lo com iguarias tradicionais e portuguesas preparadas na hora pela nossa equipa. Somos famosos pelos nossos ótimos pratos locais e pelos nossos diversificados pratos regionais. Sinta-se bem no nosso espaço e saboreie os nossos pratos de tapas saborosos com uma chávena de café boa – temos todo o gosto em ajudar na escolha. 

As nossas tortas confecionadas com carinho ou os nossos deliciosos bolos vão seduzir os nossos convidados em momentos de pausa. Saboreie o seu pequeno-almoço connosco! Wi-Fi gratuita para que os nossos clientes possam navegar comodamente na Internet. Temos uma área especial onde pode fumar com toda a tranquilidade. Estamos à sua espera! Apareça quando quiser

27 de dezembro de 2022  · 

Auto-retrato no Mindelo, numa soalheira manhã com amena temperatura, vislumbrando o céu entre o azul e o cinzento, sobre os campos verdejantes para lá da vidraça, rodeado pelo silêncio, depois de ouvir o Concerto nº1 para piano, de Tchaikovski, no leitor de CD's, em 2022 12 27. 

Regressaram as aves, que em voos planados passam no horizonte. É tempo de ir almoçar:, estufado de coxas de frango ou de galinha  com arroz de tomate.  Para o jantar ficará a sopa de abóbora, produto ali do quintalejo.

Para o almoço a companhia musical será mais serena: dois dos imoromptus ou improvisos de Schubert, para piano.

EM TEMPO – Tchaikowski surge nas minhas cartas do meu exílio em évoraburgomedieval.

*** A tarde está tristonha. Dos alto-falantes do gira discos saem as notas da "Rapsódia Húngara" de Liszt. .

Não há dúvida que o piano é um instrumento agradável de ouvir. E a Rapsódia Húngara nº 6?!  Dá uma sensação de afirmação persistente, que nunca se quebra. Mas uma das minhas composições preferidas é o "Concerto para piano, nº 1", de Tchaikowski.  (NSF - 1970.03.21)

À "Rapsódia Húngara" de Liszt (o piano é maravilhoso!) junta-se o chilrear dos pássaros no telhado, o ronronar duma avioneta pelos ares e o ruído abafado do trânsito na Praça do Giraldo, aqui a dois passos. (NSF - 1970.05.17)»

*** «Ouço o Concerto nº 1 para piano, de Tchaikowski. Os sons desprendem-se em cavalgada, saem do piano pelo alto-falante, umas vezes de mansinho, outras violentamente, elevam-se, envolvem-nos, penetram em nós e arrebatam-nos. Neste momento os violinos dialogam com o piano, tentam impor-se-lhe, este assemelha-se a um riachozito saltitante. A voz daqueles eleva-se, tentam emudecê-lo. Os violinos perdem a sua delicadeza, tornam-se autoritários. Abafam o piano, o frágil, quem diria, piano! Veio a calma. Lentamente, a medo, uma flauta tenta quebrar o silêncio. Outras vozes vão-se-lhe juntando. Violinos e piano restabelecem o diálogo, secundados por outros elementos. Há uma quietude no ambiente. Uma voz grave, que não identifico, surge. O piano saltita pelo riacho, de pedra em pedra, apressa-se, corre ligeiramente pelos prados. Os outros seguem-no. Os sons misturam-se, elevam-se em cascata. O diálogo repete-se serenamente, em espiral. Termina mais uma cena.

Silêncio. Violência. Brusquidão. Violinos e piano defrontam-se de novo. Implacavelmente o piano tenta impôr-se. Consegue, com alguma luta. Os violinos aceitam a derrota e rendem-lhe homenagem. Ele aceita-la do alto da sua vitória. Os sons ora dialogam, ora competem entre si. Os violinos são os árbitros. Parece que nada mais pode deter o piano, soltito, com ternura, com delicadeza, umas vezes, com altivez, outras. Ah! os outros silenciaram-no.  Mas ele debate-se, liberta-se, corre, surdo à majestade dos violinos. Está sozinho. É perseguido, tenta fazer-se ouvir. Mas é tarde! Este final soberbo, empolgante, arrebatador! (NSM - 1969.01.23)

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Joana Espanca Bacelar

Adoro Schubert! Oiço muitas vezes....

Estás com ar satisfeito! 👌

2 a

Victor Nogueira

Joana Espanca Bacelar Agora já consegui ultrapassar as minhas inibições e já consigo "representar", olhando em frente, desassombradamente, para a cintilante luzinha verde do PC (entenda-se, personal computer)

2 a

Joana Espanca Bacelar

Victor, a experiência faz milagres.... 😄😄

2 a

Victor Nogueira

Joana Espanca Bacelar Tinha dez anos em Luanda quando fui designado para interpretar o "Príncipe das mãos vazias," um texto do livro de leitura, na récita da 4ª classe, e parece-me que nos ensaios desempenhava bem o papel. Mas, quando chegou o dia da representação pública deu-me uma branca e esqueci as minhas falas. Fiquei imensamente aborrecido por todos me aplaudirem, apesar do meu fiasco clamoroso.

Remeti-me ao silêncio até que decorridos 10 anos pedi a palavra num plenário de estudantes, em Económicas, em Lisboa. Meti os pés pelas mãos, não dise coisa com coisa e calei-me com uma enorme frustração:

Depois disso ganhei calo e passei a ser capaz de "enfrentar" audiências de largas centenas de pessoas, por vezes aplaudido pela assistência LOL.

2 a

Joana Espanca Bacelar

Victor Barroso, só te conheci quando já eras um grande comunicador e com sucesso. Um líder...

Desconhecia até, das tentativas falhadas 😄

2 a

Victor  Nogueira

Joana Espanca Bacelar Gracias pela gentileza 🙂

2 a

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Textos em janeiro 24

 * Victor Nogueira




2021 01 24 Na Escola do 1º de Maio as filas eram pequenas, os eleitores usavam máscara e cumpriam a distância de segurança. Na mesa onde votei não havia fila, foi entrar, identificar-me, receber o boletim, sacar da caneta, fazer a cruzinha bem dentro do quadrado, entregar o boletim, receber o cartão de cidadão e ala a despachar  saindo por outro percurso, devidamente assinalado. Como fui de carro, pois já me custa fazer grandes distâncias a pé, verifiquei que os super e minimercados estavam abertos, sem filas à porta. 


O dia tem estado soalheiro, de temperatura amena, com céu azul e límpido.  Se estivesse a chover teria sido um impedimento para muitos/as eleitoras/as aguardarem à chuva. Na hora em que votei, embora houvesse muitas pessoas idosas, a maioria eram jovens.

Na zona onde moro revoadas de pombos enchem os ares, enquanto as gaivotas planam com elegância. em voos rápidos ou batendo asas ou descansam nos beirais dos prédios.

Prontus, este é o meu testemunho  🙂




2015 01 24 A violência doméstica é transversal a todas as classes e camadas sociais e graus de instrução. Nuns casos essa violência é física, da que deixa marcas, noutras é psíquica, insidiosa, mas não menos virulenta e destrutiva. E tanto a sofrem homens como mulheres, pais, filhos, avós e netos ... (m/f)

Mas a violência doméstica não é a única forma de violência nesta sociedade. Há outras não menos graves. Que é perpetuada no dia-a-dia, com a negação dos direitos e da liberdade.

2011 01 24 Até quando, senhor Silva, teremos de vos suportar e à vossa companha?

Ganharm ainda desta vez a calmaria e a paz. A paz dos cemitérios. A paz de nos comerem até ao tutano dos ossos. Até que a maioria se reveja e aja como o operário em construção de Vinícius de Morais


António Jacinto - Monangambé, por Rui Mingas



Cartoon - Zé de Oliveira

VER Na recta final das ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS por Victor Nogueira

Ana Albuquerque

Calma! Este é o seu último mandato. E não será pacífico. Quem diz que, "foi a vitória da verdade sobre a calúnia" ou que, "a honra venceu a infâmia", acabará mesmo por ter de se explicar!...

12 ano(s)

Clara Roque Esteves

Subscrevo a Ana. Não me adianta manter uma atitude diferente, né?

Abraço para todos. Vão-se portando bem! Bjos.

12 ano(s)

Lia Branco

Talvez eu esteja enganada, oxalá que sim, mas vai ser sim um mandato pacífico. Porque são todos farinha do mesmo saco. Mete lá o Passos Coelho e governam na sua santa paz.... para nosso inferno. Beijos, Amigo Victor 🙂

12 ano(s)


terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Textos em dezembro 27

 * Victor Nogueira


2022 12 27 - Foto victor nogueira - Rua do Freixo, no Porto (2022 11 01 IMG_0570)

Ampliando a foto, descobri que nela, à esquerda, aparece um “Café Amarantino”. Pesquisando, verifiquei que se localiza na Rua do Freixo, nº 1695.
Ao contrário do que sucede por exemplo em Setúbal, o Porto tem ruas com extensões quilométricas mantendo a mesma denominação, partindo do princípio que a cada metro corresponde um número de polícia.
Pela foto o estabelecimento nada aparenta de notável, mas na sua página na internet aparentemente desmente as aparências. Valerá a pena acreditarmos na auto publicidade?
«’Se estiver à procura dum café acolhedor para passar uma tarde relaxada, passe por cá. O nosso café Café Amarantino tem um atendimento simpático, uma belíssima atmosfera e muito espaço para tomar café, comer qualquer coisa ou embrenhar-se no seu livro favorito. Sinta-se em casa! Excelente café com uma ampla seleção de bebidas.
Será um prazer brindá-lo com iguarias tradicionais e portuguesas preparadas na hora pela nossa equipa. Somos famosos pelos nossos ótimos pratos locais e pelos nossos diversificados pratos regionais. Sinta-se bem no nosso espaço e saboreie os nossos pratos de tapas saborosos com uma chávena de café boa – temos todo o gosto em ajudar na escolha.
As nossas tortas confecionadas com carinho ou os nossos deliciosos bolos vão seduzir os nossos convidados em momentos de pausa. Saboreie o seu pequeno-almoço connosco! Wi-Fi gratuita para que os nossos clientes possam navegar comodamente na Internet. Temos uma área especial onde pode fumar com toda a tranquilidade. Estamos à sua espera! Apareça quando quiser.»

2022 12 27O resultado dos e das tótós inteligentes, modernaços/as ou com a miúfa do Ventura, que deram a maioria absoluta ao PS para que este governasse muito, mas muitíssimo mais à esquerda, mas livre do empecilho e o frete de "negociarem" com o PCP, Bloco e Verdes.  Ah! gand'a Costa, ah! gand'a PS, de manitas dadas com o Montenegro Rabelo do PSD!

Escreve Vítor Dias:  

27 dezembro 2022

É comparar !

 De Espanha também
vem bom vento



2020 12 27 Foto victor nogueira - Praça de Bocage, em Setúbal, na gélida noite de 2020.12.25, com raros transeuntes, mais ou menos vagarosos, e com a esplanada dum antigo café, o único aberto, cheia de clientes. Gabo-lhes a bizarria, apesar de alguns estarem no seu interior, aconchegados da frialdade externa.


2014 12 27 Foto victor nogueira - MARCO DO CORREIO em Beja e dois poemas - 'Postal dos Correios' e 'Carta de um Contratado'


1. - Postal dos Correios - Rio Grande

Querida mãe, querido pai. Então que tal?
Nós andamos do jeito que Deus quer
Entre dias que passam menos mal
Em vem um que nos dá mais que fazer

Mas falemos de coisas bem melhores
A Laurinda faz vestidos por medida
O rapaz estuda nos computadores
Dizem que é um emprego com saída

Cá chegou direitinha a encomenda
Pelo "expresso" que parou na Piedade
Pão de trigo e linguiça pra merenda
Sempre dá para enganar a saudade

Espero que não demorem a mandar
Novidade na volta do correio
A ribeira corre bem ou vai secar?
Como estão as oliveiras de "candeio"?

Já não tenho mais assunto pra escrever
Cumprimentos ao nosso pessoal
Um abraço deste que tanto vos quer
Sou capaz de ir aí pelo Natal.

 
 

Texto António Jacinto,(Angola)  dito por José Ramos, ,com música de Travadinha (Cabo Verde)


2. - Carta de um Contratado, de António Jacinto

Eu queria escrever-te uma carta
amor
uma carta que dissesse
deste anseio
de te ver
deste receio de te perder
deste mais que bem querer que sinto
deste mal indefinido que me persegue
desta saudade a que vivo todo entregue…

Eu queria escrever-te uma carta
amor
uma carta de confidências íntimas
uma carta de lembranças de ti
de ti
dos teus lábios vermelhos como tacula
dos teus cabelos negros como dilôa
dos teus olhos doces como macongue
dos teus seios duros como maboque
do teu andar de onça
e dos teus carinhos
que maiores não encontrei por aí…

Eu queria escrever-te uma carta
amor
que recordasse nossos dias na capôpa
nossas noites perdidas no capim
que recordasse a sombra que nos caía dos jambos
o luar que se coava das palmeiras sem fim
que recordasse a loucura
da nossa paixão
e a amargura nossa separação…

Eu queria escrever-te uma carta
amor
que a não lesses sem suspirar
que a escondesses de papai Bombo
que a sonegasses a mamãe Kieza
que a relesses sem a frieza
do esquecimento
uma carta que em todo Kilombo
outra a ela não tivesse merecimento…

Eu queria escrever-te uma carta
amor
uma carta que te levasse o vento que passa
uma carta que os cajus e cafeeiros
que as hienas e palancas
que os jacarés e bagres
pudessem entender
para que se o vento a perdesse no caminho
os bichos e plantas
compadecidos de nosso pungente sofrer
de canto em canto
de lamento em lamento
de farfalhar em farfalhar
te levasse puras e quentes
as palavras ardentes
as palavras magoadas da minha carta
que eu queria escrever-te amor…

Eu queria escrever-te uma carta…
Mas ah meu amor, eu não sei compreender
por que é, por que é, por que é, meu bem
que tu não sabes ler
e eu – Oh! Desespero – não sei escrever também! 

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2012 12 27 A mim o Face nada pergunta. Mas tb quem me lê não me lê, de facto. Basta ver as minhas duas últimas fotos da minha cronologia. as do poema "sentir" e do moinho ao nascer do sol