* Victor Nogueira
Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNdomingo, 8 de dezembro de 2024
NOS 90 ANOS DE MÁRIO SOARES
Letras empilhadas, ano após ano, em Dezembro, 08, (re)colhidas em 2024
* Victor Nogueira
8 de dezembro de 2010 ·
O dia esteve cinzento com várias tonalidades, sem gaivotas nem pombas a voarem. Não está frio, já é noite e chove desalmadamente
Depois dum dia de sol ontem, um dia de nevoeiro cerrado, hoje, encoberto, sem sol nem lua
Victor Nogueira - LOL. Mas a Luna e o Sol podem ver-se da terra, se afastarem as núvens 🙂
13 a
Odete Maria Botelho - Aqui no Porto brilhou o Sol::.)))
13 a
Freeport, Submarinos, Universidade Moderna Independente, Face Oculta, Portucale, Apito Dourado, Isaltino, Judas e Saco Azul de Felgueiras, Braga Parques, Setúbal Connetion, Albarran e Carlucci, Casa Pia, Furacão, Hemofílicos, Melancia e o Fax de Macau, Obriverca, Á La Carte, Vale e Azevedo, Partex, Expo 98, tudo farinha da mesma seita e do mesmo saco ?
Maria Márcia Marques Victor Barroso Nogueira
8 de dezembro de 2013 ·
Para quem já andou pela Beira Alta.....
Bruno Cruz - FotografiaDescobrir PORTUGAL
13 de novembro de 2013 ·
Castelo de Marialva - Marialva, Beira Alta
Victor Nogueira - Cheguei a Marialva já era noite - creio que estava lua cheia - e andei a deambular pelo interior das muralhas. Nessa noite photoandarilhei também por Longroiva e por Meda - nesta um casal de velhotes convidou-nos para comer em casa deles - Tenho de lá voltar, mas de dia. De Marialva para Norte nada visitei 🙂
11 a
8 de dezembro de 2013
3 sonetos sobre o amor mais umas letras
* MUDAM-SE OS TEMPOS, MANTENHA-SE O AMOR * Na terra o amor é uma ideia * É bom ter quem afague nossa vida * FLOR DO MAR sem GUARIDA
* Amoramizade
Sei o que é uma pessoa gostar imenso doutra, pôr nela a esperança e o futuro, sei o que é "subir ao céu e à lua e cobri los de estrelas" quando estamos com ou pensamos na pessoa por quem estamos "enamorados", sei quanto custam a (des)ilusão e o (des)encanto, os sentimentos não correspondidos.
(...) Acho que a amizade é mais serena e compreensiva do que o amor. E o amor (ou a paixão) podem surgir repentinamente, e terem a duração dum fogacho ou dum tempo de verão. Mas também o amor pode surgir aos poucos, hoje por causa duma palavra, amanhã por causa dum sorriso, depois devido a um gesto de carinho ou ajuda. Mas o amor e a amizade, menos este que aquele, não existem por si só para todo sempre, antes têm de ser (re)conquistados no dia a dia.
(...) Por princípio acredito nas pessoas e dou lhes facilmente e sem reservas a minha amizade, desde que a mereçam. Os alentejanos dizem que primeiro as pessoas têm de provar que merecem a amizade. Fruto talvez da minha costela "tripeira" e vivência angolana, eu entendo que é a vida que prova se as pessoas merecem ou não a continuidade da nossa amizade. Talvez por isso é que a minha é uma casa de portas abertas e janelas escancaradas à chuva, ao sol e ao vento e nela não tenho móveis nem caixas nem portas trancadas ou fechadas à chave. (MFP - 1997.01 / 03)
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Maria João De Sousa - Obrigada por esta poética partilha, Victor Nogueira! Uma boa noite de Domingo e os meus votos de boa semana!
11 a
8 de dezembro de 2018 ·
foto victor nogueira - em évora, nas piscinas, o célebre "Junkers" - 1975 - Disse-me em tempos o Zé Pinto que já lá não está.
«Junkers Ju 52 é uma aeronave de fabricação alemã, com três motores radiais e capacidade para 17 passageiros,´produzida entre 1932 e 1945, pela empresa Junkers. Também é conhecida como Tante Ju (Tia Ju) ou Auntie Ju. Foi apelidado pelas tropas aliadas durante a Segunda Guerra Mundial, como Iron Annie. Mais de 4.000 unidades foram produzidas, para uso civil e militar. É um dos modelos mais bem sucedidos na história da aviação européia.» (Wikipedia)
Maria Vitorino - O velho Junker que a Força aérea teve nos anos 40-50.
6 a
8 de dezembro de 2022 ·
Foto victor nogueira - Vila do Conde vista de Azurara, com o Rio Ave de permeio (IMG_1313)
No cimo desta estreita, íngreme e tortuosa Rua das Figueiras está o terreno murado com rede de arame, com movimentação de terras na encosta, possivelmente para construção de edifícios que permitirão a privatização das "vistas". Ou será para construção dum "mirave" aberto ao público?
sexta-feira, 6 de agosto de 2021
Textos em agosto 06
* Victor Nogueira
,Não conheço outros países além de Luanda e Portugal. Escrevo Luanda porque li algures que havia uma Angola cosmopolita, relativamente tolerante e não racista sediada em Luanda, e uma Angola do Mato, com outra vivência, que eu não tive, mais telúrica mas também mais tacanha, pese embora o empreendedorismo de muitos emigrantes e o facto de constar que em Angola quem ganhou as eleições ter sido o General Humberto Delgado.
.Mas Portugal é uma terra em inho, de medos ancestrais, como diria O'Nelll, um país de bufozinhos, de invejosinhos, de vistas curtinhas, de desenrascansozinho, de anomimatozinho, tudo bem aproveitadinho para esconder a grande criminalidade e gatunagem, encoberta durante séculos pela bufaria da Santa Inquisição, da PIDE ou de certa Partidocracia, como aquela que levou um certo Coelho a afirmar que quem se mete com o PS leva, um certo Pepe Sócrates a auto-definir-se como um animal feroz ou um certo Portas a defenestrar Freitas do Amaral e entregar a fotografia deste na sede do Rato !
Pois o Portas lá voltou outra vez a ser o bombo da festa, para dar descanso ao mano Sócrates. Depois da história dos submarinos envoltos em luvas, surge a venda por tuta e meia duma pistola metralhadora concebida em portugal e que na onda das privatizações lá se foi, dando proveitosos lucros a quem a comprou ao preço da uva mijona.
Logo os opinion makers de bancada on line, desta vez no Correio da Manha, opinaram, alguns em defesa de Portas e, não tendo lido o texto da notícia em papel, perorava um deles que se tinha sido vendida era porque não prestava.
Estes comentadores de bancada normalmente escondem-se atrás dum nick - "anónimo" - e um deles, a propósito de Portugal ser o País da União Europeia com mais contratos a prazo, opinava que os bons trabalhadores não precisavam de ter medo porque o patronato os sabe distinguir ! Este ou é capacho ou patrão, mas no 1º caso a hora dele soará!
São do mesmo calibre daquele que afirmava que os sindicalistas e comunistas são uma corja de madraços e calões, que nada querem fazer a não ser destruir as empresas.
Um dia destes o Provedor do Leitor do Público, subsidiado beneméritamente pelo Tio Belmiro, dava conta do facto das pessoas se esconderem por detrás do anonimato, de usarem nicks de outros leitores e de muitas vezes comentarem a mesma noticia com nicks diferentes mas que o sistema de livre opinião instituído não permitia controlar ou evitar estas anomalias. Prometendo voltar ao assunto, o Provedor descansou !
Estou a ler uma obra em dois volumes da autoria de J. M. Campos (quem será?), editada pelos Amigos do Livro e intitulada - "Opressão e Repressão - Subsídios para a História da PIDE". Uma das memórias mais antigas que tenho é a duma fotografia do caixão do General Carmona, publicada num jornal de Luanda. Pois aquele velhinho de ar sereno, bondoso e aristocrático que nunca aparece a fazer a saudação fascista ao contrário de Salazar, no tempo em que empalmou Mendes Cabeçadas e Gomes da Costa, como Presidente do Ministério assinou legislação que decidia o julgamento sumário e fuzilamento de todos os civis que fossem encontrados com armas ou bombas. Afinal, no tempo da benemérita Ditadura Militar, a pena de Morte foi reintroduzida em Portugal, embora a Constituição de 1933 a prescrevesse, apesar de haver malandros que posterior e maldosamente se punham ao alcance dos disparos acidentais da PVDE/PIDE,/DGS da GNR e da PSP, como Dias Coelho, Catarina Eufémia, Alfredo Dinis ou o General Humberto Delgado, entre muitos outros!!! Isto para não falar nos indígenas das ex-colónias, seres primitivos mergulhados nas trevas da escuridão a que o homem branco se propunha arrancar, devagar, devagarinho!
.Publicado no Mu(n)do Phonographo
Continua no D'Ali e D'Aqui
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Portugal na Poesia de Alexandre O'Neill (excertos)
PARA QUE A MEMÓRIA E A HUMANIDADE NÃO ESQUEÇAM NEM PERDOEM
1945.08.06 - 2013.08.06 - 68º aniversário
Depois da barbárie nazi-fascista e na sequência do extermínio dos ameríndios e das populações africanas, uma nova escalada na barbárie dos crimes contra a humanidade, esta perpetrada pelos EUA - a 1ª bomba nuclear - lançada a 6 de Agosto de 1945 sobre objectivos civis - para intimidar a então URSS cujo contributo fora determinante para a vitória dos Aliados e para estudar os efeitos das radiações. Feito repetido a 9 de Agosto, sobre Nagasaki. Feito que o General Mc Arthur tentou repetir anos depois na Guerra da Coreia, para evitar a derrota dos EUA pelos guerrilheiros coreanos.
As estimativas do primeiro massacre por armas de destruição maciça sobre uma população civil apontam para um número total de mortos a variar entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, sendo algumas estimativas consideravelmente mais elevadas quando são contabilizadas as mortes posteriores devido à exposição à radiação. As duas únicas bombas nucleares lançadas até ao momento foram-no pelos EUA.
2016 08 06 Foto victor nogueira - em Lisboa 1963 09 10
Em 1963/64 estive um ano a estudar no Porto e assisti à inauguração da Ponte da Arrábida, sobre o Rio Douro. Por essa altura, no Verão, com o meu avô Luís, passámos parte das Férias Grandes nas Termas de Monte Real com final em Lisboa. É dessa altura esta foto que tirei do Castelo de S. Jorge, ainda a Ponte sobre o Rio Tejo estava a ser construída. Em 1966 estava de novo em Portugal, para frequentar o curso de Economia, tendo então e pela TV assistido à sua inauguração. Sobre a Ponte 25 de Abril "falo" em




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