* Victor Nogueira
7 de junho de 2020
Em tempos de pantomina, a bolsa ou a vida?
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
.
Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
.
Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VN* Victor Nogueira
7 de junho de 2020
Em tempos de pantomina, a bolsa ou a vida?
.
1 de maio de 2020 ·
1º de maio 2020, em Lisboa
Nuno Vinha - CGTP rejeita "bazuca" de apoios vinda da Europa e quer que Portugal abandone o euro
Já na fase de arrumação das celebrações do 1 de Maio, em Lisboa, a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, concretizou – em declarações à Rádio Observador – a que empresas se referia quando disse, no seu discurso, que há entidades que estão a receber apoios do Estado que não precisam de apoio nenhum. E que até deviam estar a contribuir para apoiar a economia.
“Os trabalhadores é que estão a pagar esta fatura e ainda são violadas os seus direito. (…) Eu posso nomear, elas são públicas. Então requereram lay-off empresas como o Grupo Pestana [Hotelaria], a Bosch, a FNAC, a Renault, a Visteon, várias empresas de têxteis de grande porte e que não estão em situação difícil. Tudo empresas com milhões e milhões de euros de lucros que entraram em lay-off, em que a Segurança Social, que é dos trabalhadores, a oagar 70% dos dois terços do salário dos trabalhadores”, disse Isabel Camarinha.
1/5
15:43
Beatriz Ferreira
Ouve-se o Hino Nacional na Alameda
Na Alameda, em Lisboa, ouve-se agora o Hino Nacional. As várias centenas de sindicalistas que estão no relvado erguem as bandeiras da CGTP ou dos respetivos sindicatos. Vários populares juntaram-se à ação e cantam também.
Às 15:44 os sindicalistas reunidos para celebrar o Dia do Trabalhador perto da Fonte Luminosa, em Lisboa, desmobilizaram – tal como tinha pedido Libério Domingues, da organização. Minutos depois, já as filas estavam desertas outra vez.
1/5
15:32
Beatriz Ferreira
Pandemia "mostra bem a quem servem os vínculos precários dos trabalhadores a desempenhar funções permanentes"
Isabel Camarinha denuncia ainda que a atual pandemia “mostra bem a quem servem os vínculos precários dos trabalhadores a desempenhar funções permanentes”. “Estes são os primeiros a ser despedidos, quer tenham contrato a termo, trabalhem para empresas prestadoras de serviços, laborem com um falso recibos verde ou estejam no período experimental, ficando em situações de maior fragilidade e com uma reduzida proteção social.”
Os trabalhadores com vínculos precários “são brutalmente penalizados” nos salários, “que são, em média 30% inferiores aos dos trabalhadores com vínculo permanente a desempenhar a mesma função”.
1/5
15:32
Nuno Vinha
CGTP critica e rejeita "bazuca" de apoios vinda da Europa. E quer que Portugal abandone o euro
Isabel Camarinha considera que os apoios vindos de Bruxelas, que no total para os 27 podem chegar a 1,5 biliões de euros, para ajudar na recuperação económica, apelidada de “bazuca” pelo primeiro-ministro, vem com um talão de preço. E por isso não a quer. Nem quer Portugal no euro, uma reivindicação recorrente da Intersindical. “Estamos de novo reféns de uma ‘bazuca’ vinda de Bruxelas, mas nós sabemos que dali, as ‘bazucas’ são sempre rápidas para atacar direitos, deixar o país mais dependente e nunca se assumiram como elemento de libertação, de progresso ou de crescimento. Para crescer de forma coesa, quer social, quer territorialmente, o país precisa de recuperar os instrumentos da política monetária e o governo tem de a obrigação de empreender esforços nesse sentido”.
1/5
15:28
Rita Dinis
Jerónimo rejeita "mau exemplo" por ter 73 anos. "A idade não é critério absoluto"
Questionado sobre as medidas de segurança, Jerónimo de Sousa diz que a distância de segurança está assegurada na manifestação que se realiza esta tarde na Alameda, em Lisboa. "Era preciso afirmar maio, eu sou do tempo em que fazer maio era difícil, não havia vírus, mas havia prisão, repressão", diz, afirmando que naquele tempo era mais difícil. E questionado sobre o mau exemplo que pode estar a dar por estar na rua, naquele evento de celebração d 1º de maio, com 73 anos de idade, Jerónimo de Sousa nega essa interpretação. "A idade não é um critério absoluto, há idosos infetados, institucionalizados, e no meu caso concreto nada disso acontece. E continuo a dizer que coragem era sair à rua há 47 anos com a certeza de que se ia para o primeiro de Maio com o risco de se ser preso, marcado com tinta azul, com todas as consequências que daí decorriam. Mas nunca desistimos do 1º de maio, mesmo nas condições mais difíceis", diz.
1/5
15:26
Beatriz Ferreira
CGTP pede retribuição por inteiro a quem está em layoff
Defende Isabel Camarinha que “está em marcha uma ampla campanha ideológica, que pretende incutir que os direitos dos trabalhadores são inimigos da recuperação económica do país”.
A CGTP exige “a proibição dos despedimentos e a reversão dos que já aconteceram nos últimos meses” — uma reivindicação que, diz, teria “impedido a perda de emprego para mais de 350 mil trabalhadores”. “Exigimos que se garanta a retribuição por inteiro, acabando com o corte de um terço dos salários” para quem está em layoff.
https://observador.pt/.../gnr-ja-comecou-operacoes-de.../
* Victor Nogueira
26 de Abril de 2012
Cartaz do 1º de Maio (CGTP) - Contra a exploração e empobrecimento / Mudança de Púlíticas / Emprego | Direitos | Salário | Serviços Públicos
26 de abril de 2014 · ·
NOS 40 ANO$ DO 25 DE ABRIL 12 - A "UNANIMIDADE", os CONSENSOS e a "UNIÃO NACIONAL" e as juntas de "SALVAÇÃO NACIONAL" ou gato escondido com rabo de fora
Não, não se trata de socialismo envergonhado do ps(d)cds / Soares Carneiro Amaral Trata-se de fraude e mentiras deliberadas como Mário Nobre Soares reconheceu em alentada entrevista em 3 volumes: "se não defendessem o socialismo não teriam votos" em 1974/76. Não se trata do "Socialismo em Liberdade" mas da "Liberdade do Súcialismo". Verdadeiramente, ao Estado Social que dizem defender, o que apadrinharam foi o "Estado Súcial".
40 anos depois de abril, as fraudes vão-se desvendando, mas o voto e a escolha do eleitorado - afastado o "poder na rua", da populaça cheirando a suor e catinga - vão para a abstenção ou para os pinóquios do costume ou para as manifestações "inorgânicas" e "apartidárias", contra o Grande Capital nacional e transnacional bem organizado e unido.
Os heróis do 25 de Abril, para a classe dominante, são salgueiro maia, o "puro" que não se meteu na política, regressando ao quartel, mas que esteve no 25 de novembro com spínola (outro que se reclamava da "pureza" do 25 de Abril), vasco lourenço e jaime neves, ou otelo, o incontinente verbal que em 1975 dizia que punha todos os contra-revolucionários na Praça de Touros (embora se recusasse a norte de rio maior a pôr termo ao terrorismo bombista do elp/mdlp/cónego melo/spínola aliados ao ps(d)cds) ou que se fosse hoje não faria o 25 de abril, depois de em 25 de novembro se ter fechado em parte incerta e abandonado as "suas" tropas na rua. Otelo que se candidatou a presidente da república para anos depois dizer que votara não nele próprio mas em Eanes, porque "a democracia estava consolidada". Se assim pensava, porque concorreu, dividindo o eleitorado e a unidade da esquerda ?
40 anos depois de Abril, nas comemorações do "branqueamento" e do "consenso", soares eanes sampaio balsemão otelo dão-se as mãos, tal como seguro sócrates escavaco barroso passes de coelho portas por lebre. Faltam lá os já falecidos marcelo sá carneiro e spínola, este por soares considerado o símbolo do 25 de Abril.
Nas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, porque será que os do "consenso" não falam em Vasco Gonçalves, Costa Gomes, Rosa Coutinho ou mesmo em Melo Antunes ? Será porque estes defendiam o socialismo ou se opuseram à ilegalização dos comunistas ou contra spínola soares carneiro promulgaram em 1976 a Constituição que defendia o socialismo, o poder das classes trabalhadoras e uma sociedade sem classes ?
26 de abril de 2014 ·
foto victor nogueira - 1974/75 - cartazes e murais de abril 04 - Paço de Arcos (1978)
Rumo ao Socialismo / Defendemos a Reforma Agrária / o Controle Operário / Nacionalizações
~~~~~~~~~~
Helder Estêvão Candeias Dordio
Ainda acreditas no Papai Noel?? Zé Pinto. A esperança dos pobres, é a certeza dos Ricos.
11 a
Helder Estêvão Candeias Dordio
Não quer dizer que deixemos de lutar pelo nosso idílico, mas já perdi a fé, a esperança e as forças, sobretudo quando aqueles que estão ao mesmo nível, e em vez de nos ajudarmos, são os que nos atraiçoam mais .....
11 a
Victor Barroso Nogueira
Por acaso, Helder Estêvão Candeias Dordio, o autor da foto e do post sou eu, que aliás há muitíssimos anos deixei de acreditar no Pai Natal e nunca acreditei na senhora de Fátima LOL
11 a
Helder Estêvão Candeias Dordio
não, refiro-me à troca de nomes. As ideias e pensamentos, valem pelo que valem, os Humanos é que as prevertem sempre a favor deles, quando lhes damos o poder.
11 a
Francisca Sepúlveda
Nem um bocadinho de saudades destes tempos. A utopia irrecional...
11 a
Octávio Guedes Coelho
Obrigado pela partilha. Não foram tempos fáceis, mas fazem parte da História recente. Boa noite e excelente domingo. Abraço.
11 a
Elsa Cardoso Vicente
Parte da nossa História, grata pela excelente partilha Victor Nogueira, abraço
11 a
26 de abril de 2016 ·
foto victor nogueira - cabo espichel e enseada da praia dos lagosteiros onde se encontram pegadas de dinossauros
26 de abril de 2017 ·
Não, não são desenhos meus mas "brincadeiras" do meu tio José João, que era arquitecto. Na família, para além dele, desenhavam bem os meus pais e o meu irmão, assim como o meu filho Rui Pedro, embora me diga que não. Quanto a mim, não creio que eu tenha arte para desenhar.
26 de Abril de 2020
26 de abril de 2021 ·
Viva o 1º de Maio!
26 de abril de 2022 ·
Foto victor nogueira - Museu ferroviário na antiga estação ferroviária do Pinhal Novo (202204 21) Carreta ferroviária (railway handcar), accionada a pedal, para verificar o estado da linha férrea.
26 de Abril de 2025
25 de Abril - Itália (1945) e Portugal (1974)
O 25 de Abril é uma data histórica em Portugal e na Itália, tendo ambos de comum celebrarem a queda do fascismo, respectivamente em 1974 e 1945, dia de feriado em ambos os países. Na Itália e em Portugal a Igreja Católica, na generalidade, foi suporte e apoio dos regimes naquelas datas derrubados pelo movimento popular e de resistência.
Não sei o que sucedeu na imprensa italiana neste ano de 2025. Em Portugal a morte do líder religioso Francisco I serviu de pretexto ao Governo e demais forças da direita revanchista para tentarem impedir ou condicionar as comemorações e celebrações populares da queda do fascismo, do fim da guerra colonial e da instauração da Democracia.
Duas flores, rubras, representam essa data: papoilas em Itália, cravos em Portugal. Uma designada como o Dia da Libertação (Itália), outra como o Dia da Liberdade (Portugal). Duas canções simbolizam o 25 de Abril: "Bella Ciao" (Itália) e "Grandola, vila morena" (Portugal).
Não conseguiram impedir a ampla participação nas comemorações e manifestações, mas a generalidade da comunicação on line tem dado amplo e destacado tratamento à morte e cerimónias fúnebres em Roma, colocando quase em nota de rodapé e praticamente sem cobertura fotográfica as comemorações do 51º aniversário do 25 de Abril e 50º das eleições para a Assembleia Constituinte. Nos noticiários televisivos, as aberturas e destaques noticiosos são em torno de Francisco I.
Em procissão e farisaicamente deslocaram-se a Roma, para as cerimónias fúnebres, a nata do Estado Português, “representado” pelo PR Marcelo de Sousa, pelo PAR Aguiar-Branco e pelo PM Montenegro, para “homenagearem” laudatoriamente quem se situava nos antípodas da sua política: a recusa do neoliberalismo, a defesa da Paz entre os Povos e uma política a favor não dos detentores da riqueza, mas sim dos deserdados da fortuna.