Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
Foto Victor Nogueira - Alcácer do Sal - passadiço na vala de irrigação dos arrozais
Quase paralela ao Rio Sado, na margem direita, corria uma vala de irrigação, ao longo da qual um trilho permitia o acesso automóvel desde a Estalagem da Barrosinha até ao Monte da Arouca (Unidade Colectiva de Produção Soldado Luís), intransitável no Inverno. Ao longo do seu percurso a vala tinha alguns passadiços, como o da foto; este seria nas cercanias da referida Estalagem.
Quando o trilho estava intransitável o acesso ao monte fazia-se noutro local, a caminho de Montemor-o-Novo, através duma intrincada rede de trilhos rodoviários, acessíveis apenas a tractores agrícolas, a jipes ou ao Renault 4L
foto victor nogueira - 1978.04 - Monte da Arouca (Unidade Colectiva de Produção Soldado Luís) - os alunos da Celeste.
Este monte/herdade, onde a Celeste deu aulas de 1973 a 1978, uma aldeia nas terras que haviam sido do agrário, ficava na margem direita do Rio Sado, defronte da aldeia de Vale de Guiso, a poucos km de Alcácer do Sal.
Os alunos da Celeste nunca haviam ido à Vila e ficaram admirados com o "monstro" que nunca haviam visto, um comboio , numa visita de estudo a Alcácer do Sal.
Um dos trabalhadores mostrava-se eternamente reconhecido ao agrário porque, tendo partido uma perna ao trabalhar, fora pelo latifundiário levado ao hospital no seu jipe, pois considerava que a tal este não era obrigado.
foto victor nogueira - monte da arouca (unidade colectiva de produção soldado luís)
O catrelas, como diz o zé pinto, em frente à casa do feitor todas iguais, como a da professora e do "mais que tudo" (este nas férias ou aos fins-de-semana) como as dos restantes trabalhadores - telha vã, 3 "quartos" sem portas interiores e paredes a pouco mais de meia-altura, com uma lareira/cozinha, moscas durante o dia e muitos mosquitos dos arrozais, hordas deles, ao cair da tarde. Lama por todo o lado no tempo das chuvas,nuvens de pó nos restantes. Uma "santa" vida, água acartada em bilhas desde a fonte junto ao lavadouro público, um pouco mais adiante, iluminação a petróleo, banhos num enorme alguidar de zinco e necessidades satisfeitas ao ar livre. O avio provinha da aldeia defronte, duas travessias de bote, em cais de palafitas. Avio transportado à cabeça ou naa mão, para quem não tinha senão os pés. Eram os "bons" tempos do latifúndio.
Algumas das casas tinham um alpendre com videira, como as da foto, outras canteiros com flores, como a nossa. O resto eram aridez, ervas, estevas, sardinheiras e cactos, para além dos arrozais, de pinheiros mansos e de sobreiros. Na primavera ficava tudo de verde coberto, com pequenas flores campestres, umas brancas, outras amarelas, como as dos tremoceiros, ou vermelhas,das malvas.
O acesso de carro - o R4 da professora ou o jipe dos agrários - fazia-se por um trilho desde a Barrosinha, paralelo à vala de irrigação, intransitável no inverno, ou através dum labirinto de trilhos não sinalizados a partir da estrada de alcácer do sal a montemor-o-novo.
O agrário, que morava na vila, tinha neste monte uma casa, com mais comodidades, mas fechada. Embora a mulher do agrário e a Celeste fossem ambas professoras e nos encontrássemos por vezes em Alcácer do Sal, só qd começaram as ocupações da Reforma Agrária se lembraram de no-la oferecer, o que nunca haviamos solicitado. A casa viria a ser ocupada por uma família mais numerosa que a nossa, na herdade.
~~~~~~ooo0ooo~~~~~~
Meta Centro Al - Muitos, votando ou não, apelam a esses "bons" tempos do latifúndio... alguns, contra os seus próprios interesses e por pura inconsciência... outro... bem os outros defendem os seus interesses de classe, claro!
12 a
Jose Francisco M Candeias - O cenário está idílico mas há que dar um melhor trato á íingua portuguesa para dar mais ênfase ao espaço
11 a
Victor Barroso Nogueira - Jose Francisco M Candeias O cenário não é idílico, para quem o viveu e nele viveu como eu e dele fala. Quanto à "necessidade de se dar melhor trato à língua portuguesa para dar mais ênfase ao espaço" ... Não percebo 🙂
11 a
Gloria Bfreixo - Como parece a Herdade da Laranjeira......!!
No monte da arouca (unidade colectiva de produção soldado luís), em Vale de Guiso, Alcácer do Sal, nas margens do Rio Sado, cerca de 1975 - junto à fonte de água potável (que abastecia as casas dos trabalhadores) e do tanque colectivo de lavagem da roupa - a Celeste e Eva bebendo água do cocho. À direita e à esquerda, os cântaros para transportar a água, à ilharga ou à cabeça. (Foto Victor Nogueira)
foto victor nogueira - monte da arouca (unidade colectiva de produção soldado luís)
O catrelas, como diz o zé pinto, em frente à casa do feitor todas iguais, como a da professora e do "mais que tudo" (este nas férias ou aos fins-de-semana) como as dos restantes trabalhadores - telha vã, 3 "quartos" sem portas interiores e paredes a pouco mais de meia-altura, com uma lareira/cozinha, moscas durante o dia e muitos mosquitos dos arrozais, hordas deles, ao cair da tarde. Lama por todo o lado no tempo das chuvas,nuvens de pó nos restantes. Uma "santa" vida, água acartada em bilhas desde a fonte junto ao lavadouro público, um pouco mais adiante, iluminação a petróleo, banhos num enorme alguidar de zinco e necessidades satisfeitas ao ar livre. O avio provinha da aldeia defronte, duas travessias de bote, em cais de palafitas. Avio transportado à cabeça ou naa mão, para quem não tinha senão os pés. Eram os "bons" tempos do latifúndio.
Algumas das casas tinham um alpendre com videira, como as da foto, outras canteiros com flores, como a nossa. O resto eram aridez, ervas, estevas, sardinheiras e cactos, para além dos arrozais, de pinheiros mansos e de sobreiros. Na primavera ficava tudo de verde coberto, com pequenas flores campestres, umas brancas, outras amarelas, como as dos tremoceiros, ou vermelhas,das malvas.
O acesso de carro - o R4 da professora ou o jipe dos agrários - fazia-se por um trilho desde a Barrosinha, paralelo à vala de irrigação, intransitável no inverno, ou através dum labirinto de trilhos não sinalizados a partir da estrada de alcácer do sal a montemor-o-novo.
O agrário, que morava na vila, tinha neste monte uma casa, com mais comodidades, mas fechada. Embora a mulher do agrário e a Celeste fossem ambas professoras e nos encontrássemos por vezes em Alcácer do Sal, só qd começaram as ocupações da Reforma Agrária se lembraram de no-la oferecer, o que nunca haviamos solicitado. A casa viria a ser ocupada por uma família mais numerosa que a nossa, na herdade.
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Maria João De Sousa
Muitos, votando ou não, apelam a esses "bons" tempos do latifúndio... alguns, contra os seus próprios interesses e por pura inconsciência... outro... bem os outros defendem os seus interesses de classe, claro!
11 a
Isabel Dias Alçada
Amigo Antonio Carcoleiro, esta partilha é do meu amigo Victor Nogueira, que sempre tem postagens maravilhosas beijos camaradas e amigos
11 a
Jose Francisco M Candeias
O cenário está idílico mas há que dar um melhor trato á íingua portuguesa para dar mais ênfase ao espaço
10 a
Victor Barroso Nogueira
Jose Francisco M Candeias O cenário não é idílico, para quem o viveu e nele viveu como eu e dele fala. Quanto à "necessidade de se dar melhor trato à língua portuguesa para dar mais ênfase ao espaço" ... Não percebo 🙂
10 a
Gloria Bfreixo
Como parece a Herdade da Laranjeira......!!
10 a
20 de maio de 2014
a imaginação ao poder - um pequeno exercício
Este era o desafio. Inicialmente pensara na história do meio cheio ou meio vazio. Claro que pensando melhor, o copo está sempre com duas meias metades ... cheias. Por fim concluí que a resposta certa já fora dada por Magritte num dos seus quadros. Sim, neste ...
isto não é um cachimbo
Os comentários dos leitores (f/m) encontram-se em a imaginação ao poder - um pequeno exercício e e mostram quão contingente é o humano testemunho. Verdadeiramente desconheço o que representa a representação do copo e muito menos qual o seu conteúdo: água, parafina, gin, vodka, alccol, água oxigenada, enfim, uma substância incolor e translúcida. Fátima Mourão seguiu esta linha. Noutra linha, a de Fernanda de Jesus ou Nascimento Maria o copo será visto como meio cheio por um/a optimista e por meio vazio por quem seja pessimista. Já pertencem ao puro mundo da especulação saber se o seu conteúdo está conspurcado ou se é venenoso, se o conteúdo é sólido, líquido ou pastoso e se precisa ou não de gelo. Creio que representa apenas um copo e o seu conteúdo, o resto são ilusões de óptica ou efabulações.
Maria João de Sousa opinou que haveria um depósito no fundo do copo. Eu diria que pode ser mesmo assim, o copo ter um fundo convexo. Qualquer das hipóteses é válida. De realçar os comentários de Lya Tavares, de Maria Jorgete Teixeira e da Margarida Piloto Garcia. A Susana Valente esmerou-se em alternativas, nelas cabendo uma quadra popular. Não sei se António Paiva de Andrade terá razão quanto a um eventual tratamento da imagem com photoshop.
O Carlos Rodrigues teve direito ao "sonho" pela voz de Manuel Freire. Tal como Maria Isabel de Almeida, Maria Márcia Marques. e Valagão Valentim Belinha, como se fossem eu, conseguiram lá meter a política. O que é obra de artista. Tal como a resposta de Jose Deldas.
E por fim, sendo que os/as últimos/as serão os/as primeiros/a, aqui fica a resposta à questão posta por Joana Espanca Bacelar, conjuntamente com beijos para todas as moças e abraços para os moços ! Voltem sempre !
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Graça Maria Teixeira Pinto
Sou optimista.Meio cheio, claro.
11 a
Isabel Dias Alçada
Feliz noite amigo, beijos
11 a
Maria João De Sousa
... a representação do copo, meio cheio ou meio vazio, eu falei disso 🙂 Mas esta representação de um simples copo, tantas foram as vezes que voltei a ele para ir apreciando os comentários, teve o condão de despertar em mim dois sonetos. Ambos "aquáticos" ( "Se me afogo" e "Um mais do que perfeito naufrágio"...... só depois de os publicar consegui fazer a ligação causa efeito... que não é forçada nem citada "para fazer jeito"... obrigada, Victor Nogueira... as ideias também são como as cerejas...
11 a
Luisa Neves
(Y) - Abraço. 😉
11 a
Victor Barroso Nogueira
Menina Maria João de Sousa Eu bem reparara que te inspirara, mas o fruto dela não o colocaste lá no post, apenas aos teus inspirados sonetos fizeste referência. Bem sei que vou receber mais reguadas, mas como o optimo é inimigo do bom, eu sujeito-me à palmatória - acolchoada, pois então 😛
11 a
Susana Valente
Um exercício de "brainstorming" na linha de David de Prado Díez. Gostei Victor Nogueira...
11 a
Maria João De Sousa
Eheheheh...ó Victor Nogueira, se tu sonhasses as condições indescritíveis em que estou a tentar publicar, não te admirarias nada de eu não o publicar no post... o que te admiraria muito seria o facto de eu ainda ter conseguido publicar aqueles dois sonetos e, agora, de vir aqui conversar um bocadinho contigo... são as condições que tenho no computador e o facto de ter piorado muitíssimo eu própria, ontem , depois de apanhar vento e frio para ir ao centro de saúde onde obrigatoriamente teria de me apresentar para requisitar baixa médica... agora estou à espera de que me respondam, pois já a enviei por email e não sossego enquanto me não responderem. Isto não abre nem nos ficheiros mas vou-me esforçar por ver se consigo ir buscar um dos sonetos para to trazer aqui! Abraço grande!
11 a
Maria João De Sousa
MAIS DO QUE PERFEITO NAUFRÁGIO
11 a
Maria João De Sousa
(Soneto em decassílabo heróico)
Poema que vieste e me abraçaste
E logo, sem pedir, te deste inteiro,
Não saberei dizer se me és primeiro,
Ou se, depois de eu ser, de mim brotaste
Porque, se em mim, crescendo te firmaste,
Por ti me fiz, mais tarde, o teu estaleiro,
Ou mão que lança a rede e marinheiro
Das vagas que, incansável, navegaste,
Pois sei que, no momento derradeiro
Desta nossa odisseia, companheiro,
Depois do breve porto a que aportaste,
No mar que me abraçar, serei ribeiro
Que em tua foz se extingue, ó meu veleiro
Que tão perfeitamente naufragaste….
Maria João Brito de Sousa – 18.05.2014 – 21.24h
11 a
Nascimento Maria
Perfeito
10 a
20 de maio de 2018 ·
foto jj castro ferreira - Luanda vista geral a partir das barrocas ; a meio o Palácio do Comércio e ao fundo a Baía, a fortaleza de S. Miguel, e a Ilha do Cabo
20 de Maio de 2018
Ciranda a Évora entre mim e o Rui deambulando pela casa, por vezes com a sua cama e cobertor atrás. Um dia destes enquanto via uma das minhas séries policiais apercebi-me de movimentos ao meu lado: era ela tentando e conseguindo tapar-se com o cobertor. Não gosta que a fotografem e levanta-se e segue-me mesmo que pareça adormecida. Por vezes senta-se ao lado da cadeira em que estou sentado e fica a olhar para a TV. Que verá ela? Em que pensará, tão sossegada?
20 de maio de 2020 ·
Foto victor nogueira - Oleiros (Vila Nogueira de Azeitão - coreto (2017 07 23)
Entre Oleiros e Aldeia de Irmãos -
Oleiros é povoação muito antiga, cujo nome resulta da existência duma pequena olaria em torno da qual se desenvolveu o povoado. O primeiro documento que se lhe refere é uma carta do Rei D. Pedro I, de 1366, pela qual concede que Azeitão tenha juiz. Nesse documento diz-se assim: «...tenho por bem e mando que aia hy hu~ juiz... que o dito juiz q~ for morador em azeitão ouça hy e determine todollos fetos dos moradores da dita comarca e daqueles que som e forem moradores daagua doleyris q~ tra pallmela e pelo cume da serra das portelas q~tra conna a nova.»
Para além da Capela de S. Marcos (1676) merece referência o "Solar" da Quinta das Baldrugas ou do Cabral, que pertenceu ao morgadio da Quinta da Torre dos Condes de Povolide, para além de outros edifícios, incluindo a Fonte, azulejada e com duas "figuras de convite". Possui a aldeia um coreto desengraçado, em cimento e sem cobertura.
20 de maio de 2021 ·
fotos victor nogueira (montagem) - No Bairro da Liberdade ou da Cova do Canastro, uma das zonas de barracas e habitações precárias que o Projecto SAAL, post 25 de Abril, reconverteu, encontram-se estes dois murais, um no logradouro dum edifício socialmente polivalente (esquina da Rua dos Salgueiros com a Rua Adriano Correia de Oliveira) e outro numa escadaria (Praceta da Sociedade Arqueológica Lusitânea), ambos executados em 2017 pelo Explicit Citizens Colectivo no âmbito do Projecto Setúbal Mais Bonita. O primeiro, com os Simpsons, personagens de filmes de animação, é dedicado ao LATI (Liga dos Amigos da Terceira Idade)
20 de maio de 2023 ·
Foto Victor Nogueira - Setúbal - estação ferroviária da Praça do Brasil (IMG_2068 2023 04)
A linha do caminho de ferro chegou a Setúbal em 1861, situando-se a estação nos arrabaldes, naas cercanias do Convento de S. João. havendo um serviço de diligências que a ligava à cidade.
O actual edifício, actualmente inserido na malha urbana, insere-se no conceito de "casa portuguesa", do arqº Raúl Lino, tinha uma ampla escadaria de acesso, que foi eliminada pelas recentes obras de renovação e requalificação, tornando desgraciosa a vista a partir da Praça do Brasil, que lhe fica defronte.
20 de Maio de 2025
Valham-nos a Senhora da Agrela e São Bonifácio. O Mestre André, escorreito à saída de Belém, sem sequelas, de fala firme entremeada com as charlas, estilo “tu cá tu lá”, que terá tido com Marcelo de Sousa, em Belém. Nenhum sinal da malfazeja esofagite gástrica que o acometeu na recta final, garantindo-lhe longos directos atestados de nada, nos caneiros televisivos. Mestre André ufana-se de ser o líder da oposição, mandatado pelo voto popular, que vai pôr cobro a 50 anos de bandalheira e corrupção em Portugal, com elevado sentido de estado, pondo também cobro à imigração e à subsidiodependência dos que “mamam” à custa de quem trabalha. Poderá dormir descansado o Grã-Patronato face ás bravatas do Valente, emulo de Traga-Muros? Pelo meio o André vai afirmando o desejo de ajustar contas com a imprensa que o tem denegrido e ao Chega de Ventura.
Em Belém e em nota de roda-pé - Andrè surge remoçado, escanhoado, ladeado por duas carinhas simpáticas e fotogénicas. Que terá sucedido ao rotundo e rubicundo Pedro Pinto?
De nada adiantou a Santini fazer-se de morto viabilizando todas as políticas do Governo de Montezero & Mello, em vez de se afirmar e ao PS como alternativa de esquerda. Mas isso seria conseguir a quadratura do circo a quem desde 1969 nada mais tem sido senão a ponta de lança do capital, que agora o descarta em benefício do Chega.
Cegos como baratas tontas, já se perfilam no horizonte, batendo as asas com pés de veludo, os que defendem como sempre os encostos ao PPD/PSD, agora como agentes liquidatários do PS rumo ao refugo no caixote do lixo da história: Carneiros, Seguros, Porfírios, Cisco Assis, Pintos, Brilhantes, Belezas, Leões & Comandita. «Ave, Cæsar, morituri te salutant»
De nada valeu a “moderação” de Santini, para tentar cativar e prender as camadas intermédias. A desindustrialização de Portugal, o abate da frota pesqueira e a terceirização da economia, com sectores de baixos salários e baixo valor acrescentado, desde a adesão à “União Europeia” levou paulatinamente à transferência do eleitorado do PCP para o PS e, em 2025, de abrupto, deste para o Chega.
Rejubila toda a tralha anticomunista e o lumpen do capital. Rejubilam com os tempos negros que se avizinham neste decadente «ocidente alargado» Portugal deixoude estar na cauda da Europa. Agora prepara-se ufano para marchar lado a lado com o resto da Europa rumo aos anos ’30 do passado milénio!?
Gravura - Os 4 cavaleiros do Apocalipse, de Albrect Durer
O capital financeiro passou a assaltante, sem máscara - já não lhe chegam os juros, as comissões e mil e um malabarismos - agora é o saque sem pudor sobre o dinheiro que lhe está confiado pelos depositantes que o não sejam em off-shore. É um fartar, vilanagem. É a brutalidade sem máscara, impiedosa, dos senhores do dinheiro ... e das nossas vidas! Não há saída dentro do capitalismo, intrinsecamente predador e destrutivo.
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18 de março de 2013 ·
O capital financeiro passou a assaltante, sem máscara - já não lhe chegam os juros, as comissões e mil e um malabarismos - agora é o saque sem pudor sobre o dinheiro que lhe está confiado pelos depositantes que o não sejam em off-shore. É um fartar, vilanagem. É a brutalidade sem máscara, impiedosa, dos senhores do dinheiro ... e das nossas vidas! Não há saída dentro do capitalismo, intrinsecamente predador e destrutivo.
Fernando Pires
os ladrões de hoje não usam mascáras nem pistolas... usam gravata e canetas parker com aparo de ouro...
12 a
Jose Ferreira
É curioso que, enquanto a faca foi metida nos trabalhadores atráves dos impostos, gritavam baixinho. Agora quando foram diretamente ao bolso da burguesia não financeira, desatam a gritar "agarra ladrão!".
12 a
Victor Barroso Nogueira
Olá, Jose Ferreira Creio que tu tal como eu há muito que dizemos "Acabem-se com estes ladrões (de fraque)" e não apenas "Agarrem que é ladrão". LOL
12 a
Jose Ferreira
Olha, um trabalhador com um salário de 700 euros perdeu, no Chipre 7% do que lhe restava do salário na conta. Um trabalhador português na mesmas condições perdeu 14% do seu salário anual.
Um médio empresário em Portugal perdeu dois terços dos seus clientes. Um médio empresário cipriota perdeu 10% do seu fundo de maneio.
12 a
Jose Ferreira
Um especulador em Portugal não perdeu nada. Um especulador cipriota perdeu 10% do seu dinheiro parado.
12 a
Victor Barroso Nogueira
Jose Ferreira As pessoas têm de receber as reformas e muitas o ordenado pela banca e esta, como os valores de muitas reformas são baixos, afinfa-lhes desde há muito com despesas de comissão e de gestão. E nas contas de D/O que não tenham depósitos de ordenados ou pensões, não só deixaram de pagar juros como cobram despesas de gestão.
Os especuladores e as grandes fortunas escapam sempre ao saque que é feito a favor deles.
A mim o que me interessa é por fim a este sistema capitalista, tão mafioso, criminoso e a favor da classe dominante como foram os anteriores modos de produção.
12 a
Graça Maria Teixeira Pinto
Victor: recebo (e não é a 1ª vez...) aviso nas notificações q partilhaste comigo 1 publicação e vou ao meu mural e nada. 🙁
12 a
Victor Barroso Nogueira
Graca Maria Antunes Há mais quem tenha feito reparos idênticos e será que as minhas partilhas não passam no crivo duma eventual censura ? Talvez. Não acredito em bruxas, como escrevia Cervantes, mas que as há, há. São os passes de coelho por lebre escavacada de sócretinos e seguros ! Bjo
12 a
Manuela Vieira da Silva
Com a corrida aos levantamentos, os bancos fecharam até hoje e o OE do Chipre não passou. E depois não venham dizer que as manifestações e este tipo de atitudes não dão resultado. Se os deixassem fazer seria tudo legal e pela Pátria. A Igreja Ortodoxa é proprietária de dois terços do Chipre, além de uma avultada fortuna. Estou chocada. Assim como em Portugal, vamos tentar a ver se pega, e o povo é obrigado a sacrificar tudo, até a saúde e a alimentação para tapar buracos que outros abriram, e esses continuam bem. Alguns já se preparam para o assalto de novo ao poder, sem ética, princípios alguns. É a selva.
11 a
José Barata Moura - É a valsa da Burguesia
18 de março de 2014 ·
E siga a roda - depois de sócrates seguro passes de coelho: a narrativa é a mesma, apenas mudam (alguns) figurantes e os abraços dados por angela.
18 de março de 2014 ·
" A função dos socais democratas na Alemanha" - cartoon de "Arquivo Nacional" nº 93 - 1933.10.20 no artigo "A Alemanha ameaça a Paz no Mundo". Qualquer semelhança com a actualidade é pura coincidência !
18 de março de 2014 ·
foto victor nogueira - vila do conde e rio ave- uma cidade equilibrada com dimensão humana. A foto parece-me uma aguarela.
18 de março de 2017 ·
FOTO victor nogueira - setúbal - obras num edifício da avenda 5 de outubro ou "a força da natureza" rompe quaisquer barreiras à passagem do photographo
Lili - Há pessoas que me fazem falta, os meus tios José João e Maria Luísa, a minha mãe ...
.
Tivemos divergências mas a nossa sempre foi uma relação de igualdade, foram meus confidentes desde a adolescência, visitávamo-nos e telefonávamo-nos reciprocamente, pudemos sempre contar desinteressadamente uns com os outros.
.
Mais do que a relação de parentesco estavam a amizade, o respeito-mútuo, os gestos de delicadeza, afecto e a entre-ajuda.
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Mas também sinto a falta do meu pai, que no fim da vida conseguiu fazer as pazes com o filho rebelde. Eram para mim o Zé João, a Maria Emília, a Maria Luísa, o Manuel .....
FOTO victor nogueira, no aniversário do Francisco, em Setúbal.
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eugénio de andrade / o lugar da casa
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Uma casa que nem fosse um areal
deserto; que nem casa fosse;
só um lugar
onde o lume foi aceso, e à sua roda
se sentou a alegria; e aqueceu
as mãos; e partiu porque tinha
um destino; coisa simples
e pouca, mas destino:
crescer como árvore, resistir
ao vento, ao rigor da invernia,
e certa manhã sentir os passos
de abril
ou, quem sabe?, a floração
dos ramos, que pareciam
secos, e de novo estremecem
com o repentino canto da cotovia.
18 de março de 2020 ·
fotos victor nogueira - o junker 52, nas piscinas de Évora,c. 1975
18 de março de 2020 ·
Foto MENS - Nas piscinas de Évora em 1973.11
O avião Junkers 52 nas piscinas era uma peça de museu, já não voava
18 de março de 2021 ·
100 Mil Anos de Lutas Mil - Graciliano Ramos, Ferreira de Castro, Fernão Mendes Pinto e João Cabral de Melo Neto
18 de março de 2023 ·
Foto victor nogueira Vila do Conde - Av. Figueiredo Faria - "Drácula", grafito de Ciríaco Sir, artista vilacondense, executado em 2022 11 (Foto em 2022 12 09 IMG_1484)
18 de março de 2024 ·
Foto victor nogueira - Vila do Conde - Av Figueiredo Faria, esquina com a Rua Afonso Costa - mural BD, da autoria de Anke_1 Ekna (2023 file954)
Bom S. João 2023 A vida é um carrossel. Aproveita!
18 de março de 2024 ·
Fotos Victor Nogueira - Monte da Arouca - Unidade Colectiva de Produção Soldado Luís, em 1973
Na margem direita do Rio Sado, neste monte, uma pequena aldeia, deu a Celeste aulas durante alguns anos lectivos. No local donde foi tirada a foto da esquerda, situava-se a casa do agrário, os Lince, desocupada antes da Reforma Agrária, pois o proprietário morava na Vila de Alcácer do Sal.
Na foto à direita vêm-se o galpão, junto ao tanque de rega que a miudagem usava como piscina, e, para lá do pinheiro manso, vê-se o edifício da escola primária.
As casas dos trabalhadores eram de telha vã, sem sanitários ou casa de banho: dois minúsculos quartos e uma sala mais ampla, com lareira e chaminé. Não havia energia eléctrica nem água canalizada. Esta era acartada em bilhas, transportadas à cabeça, a partir da fonte, onde se localizava também o lavadouro comunitário, ao ar livre, junto ao canal de rega dos arrozais. A casa do agrário, mais afastada, tinha outras comodidades.
O acesso era por intrincados caminhos desde a Estrada Alcácer / Montemor-o-Novo, por entre o montado, ou num trilho bordejando o canal de rega desde a Herdade da Barrosinha, intransitável na estação das chuvas.
Defronte do Monte, na margem esquerda, lá no alto, situava-se a aldeia de Vale de Giso, onde era feito o avio das mercadorias e víveres.