Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

.

Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

.

Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Pessoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Pessoa. Mostrar todas as mensagens

domingo, 9 de agosto de 2026

"Ginja" e "Gazoza" no Quiosque de S. Paulo (2020)

 * Victor Nogueira

9 de agosto de 2020

Foto victor nogueira - Quiosque no Largo de S. Paulo, em Lisboa (2013). O letreiro esclarece que ali se vendem ou venderam bebidas, como  "Ginja" e "Gazoza". 

Em diversos locais de Lisboa,  como na Praça do Comércio, no Largo do Carmo, na Rua das Portas de Santo Antão ou nos Restauradores, há ou existiram pequenos estabelecimentos especializados na venda  de bebidas como a ""ginjinha" 

É conhecida a foto que Fernando Pessoa ofereceu a Ophelia, ao balcão duma loja de bebidas alcoólicas, com a dedicatória "Em flagrante delitro". 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

'Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto' (2019)

* Victor Nogueira

15 de junho de 2019 
Conteúdo partilhado com: Público

Foto victor nogueira em 2019.06.14 - nascer do sol em setúbal, no alto da torre no cimo duma encosta, como se fora uma ave no horizonte, e um poema de alberto caeiro, in O Guardador de Rebanhos
.
Alberto Caeiro - XLIII
.
Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
.
A recordação é uma traição à Natureza.
.
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!
7-5-1914
“O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993). - 66.
“O Guardador de Rebanhos”. 1ª publ. in Athena, nº 4. Lisboa: Jan. 1925

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Um poema de Alberto Caeiro (2018)

 

* Victor Nogueira

13 de abril de 2018
O Fernando Pessoa é também um meio de estar contigo, quando o espírito é um turbilhão de cansaços e desejos de partir em busca de algo que não seja esta realidade. Salut, amiga do
Victor Manuel
Évora, 18 NOV 72
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Alberto Caeiro - poema XLVIII
Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade
E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.
Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.
Quem sabe quem os lerá?
Quem sabe a que mãos irão?
Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.
Ide, ide, de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.
Passo e fico, como o Universo.
s.d.
“O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993). - 71.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Pingos do Mindelo, com sol, sem salero

 


(**)

(*)

(*)

(*)

(**)

Nem dei pelo Carnaval, que aliás não foi tema de reportagens na imprensa on line que leio, se exceptuar notícias de que tinha sido adiado em algumas localidades, devido ao carrossel de tempestades que varreu Portugal. Os dias têm estado cinzentos, embora hoje o tempo continue ameno, de céu azul com desvanecidas nuvens brancas. Ao contrário de anos anteriores, não há voos de pombos ou de gaivotas, aterrando no campo verde em busca de alimento. Os novos métodos de ceifa e debulha mecanizadas terão diminuido a quantidade de grão desperdiçado. Com as ventanias a esmagadora maioria dos limões têm-se desprendido dos ramos, apodrecendo no solo.

Continuo tendo como interlocutor os meus botões, falando apenas com a vizinha Amélia quando aqui vem e hoje com o Paulo, carpinteiro. Ontem telefonou-me a Faia Maria, com a sua voz ridente e juvenil. Outrora telefonava a muitas amizades, mas presentemente não me apetece fazê-lo. Para além da Faia Maria apenas tenho falado telefonicamnte com a Elsa, minha conterrânea da Praia do Bispo, em Luanda. Por escrito, no Messenger, o Rui é com quem mais tenho 'falado'

Fora isso prossigo as minhas pesquisas, leituras e produção de guiões para ilustrar textos meus, como os que encimam esta publicação. Estou quase a terminar a leitura de 'Por Dentro do Chega, A Face Oculta da Extrema-Direita em Portugal', calhamaço de investigação do jornalsta Miguel Carvalho, de quem em tempos lera 'Quando Portugal Ardeu: histórias e segredos da violência política no pós-25 de Abril', dedicado aos ataques da rede bombista de extreama direita que pôs o país  a ferro e fogo, especialmente a norte de Rio Maior. Creio que dele também terei lido 'A Última Criada de Salazar', que relata a história de Rosália Araújo , uma jovem que foi a última empregada doméstica a servir, dos 13 aos 19 anos,  António de Oliveira Salazar no palácio de São Bento, 

Olho para lá da janela e do silêncio que me rodeia. As nuvens acinzentaram-se e cobrem agora quase todo o céu.Abro a vidraça e chove a cântaros, a frialdade invadindo a sala e arrefecendo-me as mãos, enquantos as gotas de água que escorrem do telhado dedilham sons compassados como se fossem prdrinhas saltitando com leveza.

     Notícias do Bloqueio II

        Estão suspensas as palavras
        Proibidos os gestos
                   de ternura, amizade e amor.
         O silêncio invade as ruas
                   entra nas casas
                   senta-se á mesa da gente.
         Que sentido tem dizer
                   amor
                   amiga
                   camarada
                   companheiro?
         Que sentido tem
                   abrir as mãos e os olhos
                   e perguntar qual o significado do
                   que vemos, ouvimos, entendemos e sentimos?
         Gaivotas loucas, alvoraçadas, enchem os ares
         de movimento e ruído
         enquanto a vida escorre pelos dedos
                   indiferente
                   medíocre
                   submissa. 

(Setúbal, 1985.10.02 )

Continua em em torno do silêncio

Ijustrações do chatGPT (*) e do Google Gemini (**) segundo guiões de minha autoria

Desenha 1. Á esquerda um campo verde, com um cacto candelabro, um imbondeiro, uma palmeira, um pinheiro manso, uma laranjeira com laranjas, uma oliveira. No ar esvoaçam águias, pombos e andorinhas No campo um elefante, uma zebra, um boi e uma ovelha. 2. Ao centro no areal duma praia, está em destaque um homem idoso, apoiado numa bengala, olhando em frente. Junto a ele está uma gaivota. 3. Á direita é o mar, cintilante, levemente ondulado. As ondas morrem em rendilhados de espuma na praia. No mar dois golfinhos. 4. No horizonte o céu é azul com nuvens brancas. Á direita um  sol vermelho espreita por entre as nuvens,As nuvens estão com tons avermelhados   5. No campo desenha girassóis, papoilas  e craveiros Desenho realista

~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

Anoiteceu completamente. Para lá da jsanela, no horizonte, tremulizam luzes, como se fosem pirilampos ou estrelas a anos-luz. Não sei se o ruído que ouço é dos aviões, da ventania ou de chuva a cair. São 22:10. Assomo à janela, abro a portada e tudo é calmaria neste momento. Não chove, mas está um frio miudinho, como se gotículas fossem, colando-se-nos à pele, Se fosse Verão, seriam gotículas de suor. Ouve-se o troar dum avião, cada vez mais distante. Afinal não será o vento. Daqui a pouco deverá outra aeronave  sobrevoar o 'meu' espaço aéreo..  Meto-me para dentro e feccho a janela. Parafraseando Alberto  Caeiro, n'o gardador de rebanhos', não me despeço da Lua, invisível, pois começou hoje a fase Crescente, a caminho da Lua Cheia, que na sua plenitude ocorrerá a 3 de Março.

XLIX

 

Meto-me para dentro, e fecho a janela.

Trazem o candeeiro e dão as boas-noites.

E a minha voz contente dá as boas-noites.

Oxalá a minha vida seja sempre isto:

O dia cheio de sol, ou suave de chuva,

Ou tempestuoso como se acabasse o Mundo,

A tarde suave e os ranchos que passam

Fitados com interesse da janela,

O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,

E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,

Sem ler nada, sem pensar em nada, nem dormir,

Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito,

E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme.

domingo, 15 de junho de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Junho, 15, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

15 de junho de 2012  · 

Foto Victor Nogueira - Marina de Faro

~~~~~~~~~~

     Victor Barroso Nogueira

Isabel Reis Do Algarve e digitalizadas só tenho meia dúzia de fotos más, todas de Faro

13 a

Isabel Maria

Más!!! não acredito...boa noite:)))

13 a

Victor Barroso Nogueira

Esta é das algarvias que digitalizei, salvo as de aljezur, a menos má. Tenho muitas outras do algarve que percorri e no qual me apaixonei, Isabel Reis por Tavira, Silves, Alcoutim e a serra, que poucos percorrem

13 a

Isabel Maria

Para a maioria o Algarve é praia querem lá saber da serra...também gosto da praia fluvial de Alcou tim que fica fora do Algarve mais turístico Tavira é um encanto e por aí fora...oh tinha-mos muito que falar

13 a

Victor Barroso Nogueira

Eu ando à procura duma co-pilota, navegadoraa, co-fotógrafa e script girl LOL Já escrevi aqui mas não houve candidaturas,Isabel Reis LOL

13 a

Isabel Maria

Eu não estou desempregada...

13 a

Victor Barroso Nogueira

Se não candidatavas-te ? LOL

13 a

Lia Branco

Gosto Muito 🙂 Beijinhos

13 a

Margarida Piloto Garcia

Andas a fazer entrevistas para um emprego Victor? :-)))

13 a

Victor Barroso Nogueira

Aceitam-se candidaturas, Margarida Piloto Garcia LOL

13 a

Belaminda Silva

Gostei muito. Obrigada amigo. Tem uma linda noite e um bom despertar! Beijinhos ♥♥

13 a  

15 de junho de 2012  · 

Foto Victor Nogueira - Aljezur (parte antiga)

~~~~~~~~~~

  José Inácio Leão Varela

Conheço...e gosto, obrigado. Boa tarde amigo... como estás? Prazer em ver-te por aqui..eu passei por aqui rápido..logo à noite estarei com um bocadinho de mais tempo... abraço amigo.

13 a

Alice Coelho

excelente perspectiva..... obrigado!!! bjs

13 a

Susana Silva

Cuidado!!! vai cair...(ou então) Endireita a máquina, pá!!!

13 a

Victor Barroso Nogueira

Mas,Susana Silva A vila é que se estende ao longo da encosta LOL Fizemos lá férias/campismo com o Manuel Salazar, não te lembras ?

13 a

Margarida Piloto Garcia

Muito bonita esta vila em escadaria

13 a

Susana Silva

sim, claro que me lembro! bons tempos! tenho lá voltado várias vezes!

13 a

Belaminda Silva

Que lindo,,,não conheço,,, mas acho que se habita-se " aqui" ia-me sentir no paraíso,,, obrigada amigo. Tem um resto de tarde feliz. Beijinhos ♥♥

13 a

Victor Barroso Nogueira

Belaminda Silva Tal como sucede em muitas povoações no cimo de montes (Monsaraz, Torres Vedras, Tomar, Lamego, Covilhã, Monsanto, Montemor-o-Novo, Montemor-o-Velho ...) os habitantes abandonaram a parte velha, em torno do castelo e dentro das muralhas, fixando-se na planície :-)*

13 a

Belaminda Silva

Sim amigo, aqui bem perto mais propriamente em Valença do Minho também aconteceu o mesmo, mas o castelo foi reaproveitado para comercio de produtos regionais e restauração.

13 a

Thatalyscal Scaldelai

Muito linda,adorei essa!!!Obrigada! 😊

13 a

Yolanda Botelho

mais uma para juntar ás outras,lindas todas as fotos.Bj

13 a

Manela Pinto

k vadio me saiu este homem iiiiiiiii

13 a

Isabel Maria

É mesmo Manuela!!! um dia oferece-nos fotos do norte, do centro,alentejo faltava o algarve...logo pela costa Vicentina..este azul !!! até faz doer a vista

13 a

Fatima Mourão

conheço bastante bem,obrigado pela partilha!

11 a

Judite Faquinha

Linda foto, parabéns ao fotografo, pela vista panoramica maravilhas de Portugal... mas este cantinho eu não conheço, mas é lindo. Obrigada Victor, bjinhos.

11 a    

15 de junho de 2012  · 

Foto Victor Nogueira - Alcácer do Sal e Rio Sado

~~~~~~~~~~~

Thatalyscal Scaldelai

Muito lindo o lugar!!!Obrigada! 😊

13 a

Yolanda Botelho

bela........

13 a

Odete Maria Botelho

Fantástica esta paisagem...Obg. Victor..um feliz fim de semana!!!

13 a

Alice Coelho

Espectacular!!! bom dim de semana....bjs

13 a

Francisco Santos

Alcácer do Sal,lindo, vou lá muitas vezes, tenho lá familiares, obrigada Victor, bom fim de semana , abraço.

13 a

Belaminda Silva

Bela foto amigo, obrigada por a partilhares. Beijinhos amigo e um bom fim de semana ♥♥

13 a

Isabel Maria

Não faço ideia quando tiras-te esta foto mas pela imagem devia ser quando eu fui muito feliz nas margens do Sado...gostei

13 a

Victor Barroso Nogueira

Foi tirada qd a Celeste dava aulas no Monte da Arouca (Vale de Guiso), depois Unidade Colectiva de Produção Soldado Luís (morto em 11 de Março de 1975) A Foto será pois de entre 1974 e 1976 (teria de ir ver ao álbum), Isabel Reis

13 a

Isabel Maria

Eu estive lá em 78...

13 a

Victor Barroso Nogueira

Creio que em '78 já tínhamos deixado Alcácer do Sol e cada um de nós em terras diferentes e eu de escola em escola encontrando-nos apenas nas férias e aos fins de semana na casa que mantivémos em Évora até 1981, Isabel Reis

13 a

Ana Estrela

linda paisagem.gostava de conhecer

12 a

Isabel Maria

Ai ai !!! vida de professor Victor...

12 a

Victor Barroso Nogueira

Nunca gostei de sê-lo, foi o que arranjei depois de terminar o curso e larguei logo que possível, Isabel Reis

12 a

Lia Tonicher

Alcácer do sal é um sitio especial.

7 a    

15 de junho de 2017  · 

foto victor nogueira - setúbal - recuperação do palácio feu guião no largo da fonte nova - A ilusão de óptica (pormenor do tapume das obras)


15 de junho de 2019 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
foto victor nogueira em 2019.06.14 - nascer do sol em setúbal, no alto da torre no cimo duma encosta, como se fora uma ave no horizonte, e um poema de alberto caeiro, in O Guardador de Rebanhos
.
Alberto Caeiro - XLIII
.
Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
.
A recordação é uma traição à Natureza.
.
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!
7-5-1914
“O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993). - 66.
“O Guardador de Rebanhos”. 1ª publ. in Athena, nº 4. Lisboa: Jan. 1925

15 de junho de 2020  · 

foto victor nogueira - farolim da Doca da Pesca, em Setúbal 

Existem em Setúbal vários farolins, o mais importante dos quais é o da Doca da Pesca ou dos Pescadores, no Bairro do Troino, cujo alinhamento com o Farol da Azeda permite a entrada na barra do Rio Sado e no Porto fluvial de Setúbal.

Também existem farolins na Doca de Recreio do Clube Naval e na Doca das Fontaínhas.

15 de junho de 2020  · 

foto victor nogueira - facho da Senhora da Guia, na foz do Rio Ave, em Vila do Conde.

Esta capela da Senhora da Guia, da devoção dos marítimos, teve outrora duas outras funções: defesa da barra antes da construção do Forte de S. João Baptista, e como orientação para a entrada na mesma. Presumo que na construção  encimada por uma cruz seria colocado o facho, antes da edificação do farolim que actualmente existe no molhe que daqui se avista.Nesta foto vê-se também uma das canhoneiras.


15 de junho de 2021  · 

Foto victor nogueira - Rua do Moinho, na Belavista, em Setúbal - Na parede exterior da Associação Cristã da Mocidade (Young Men's Christian Association) encontra-se um extenso e diversificado mural executado por diferentes artistas.

O desta foto, executado em 2011, contém a frase "Não deixes que a pobreza se torne paisagem". Embora tenha fotografado o mural em 2018.01, voltei a fazê-lo em  2021 06 10 (Canon 193_06)

15 de junho de 2021  · 

Foto victor nogueira - Grafito na Estrada da Graça em Setúbal, com a inscrição "We are the robots" (Foto em 2021 05 26 IMG_4126 Canon 192_05)

15 de Juknho de 2025

Foto victor nogueira   - Cenas do largo - aparando a relva  (2025 06 07 IMG_4772)

Assomo a uma das varandas e lá em baixo um trabalhador apara a relva, à soalheira. Pouco depois, por alguns instantes, alguém fica vendo o trabalho, especado à sombra da frondosa árvore. Havia outra árvore,, mas um dos moradores do prédio em frente não a deixou crescer, por lhe ensombrar o apartamento. 

Mais para a esquerda, na zona calcetada, que faz a ligação ao parque verde persistem apenas duas, retorcidas, inclinadas para o solo  pela acção constante da brisa mais  ou menos ventosa  mas nenhuma delas dá sombra ao banco onde as mulheres, os jovens  e as crainças se sentam, à soalheira, para darem à língua ou aquecerem o corpo. Houve mais árvores, que foram arrancadas ou se partirm e nunca foram substituídas desde há longos anos.

Por vezes  as mulheres trazem cadeiras de casa, que colocam defronte ao banco corrido. Também os homens por vezem trazem também cadeiras,  abancando em torno duma mesa, para jogos de cahtas. As crianças, essas andam de bicicleta ou jogam à bola.



domingo, 25 de maio de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Maio, 25, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

25 de Maio de 2013

Não quero este Governo!

25 de maio de 2013  · 

Foto Victor Nogueira - Rio Maior (nocturno)

~~~~~~~~~~

 Manuela Vieira da Silva

Vejo pelo menos uma poupança de energia. E gosto da calçada. Onde é?

12 a   

   Victor Barroso Nogueira

Manuela Silva Esquecera-me de identificar a foto. Já lá está - Rio Maior 🙂

12 a

Judite Faquinha

Sona muito antiga... estive neste largo, em Março, e gosto desta sona jinhos

12 a

Manuela Vieira da Silva

Quando era miúda vivi em Rio Maior e posso dizer que conhecia todos os cantos ou quase dessa terra. Conheci muito bem a zona antiga, mas já lá vão quase 40 anos. Havia uma igreja e antes a praça. Não sei se ainda existem, Será para esses lados?

12 a

Arminda Griff

Não conheço...mas sei como marcam certos lugares ❤ Bigada,amigo.Bjocas.


12 a

Maria Mamede

O CANDEEIRO DA PRAÇA
Com dois braços levantados
preso ao chão desta calçada
e as duas lâmpadas dele
uma acesa, outra apagada
espalhando luz no lajedo…
a casa, na frontaria
mostra ter sido importante
mas agora, até faz medo
olhar o ar que ela tem;
é dona de algum segredo
mas não o conta a ninguém.
25/Maio/2013
Maria Mamede

   Yolanda Botelho

Muito bela esta foto,meu esquerdista preferido....bjs

12 a

Maria Rodrigues

(Y) 😃

12 a

Ver tradução

Belaminda Silva

Muito linda esta foto, Obrigada camarada pela partilha e carinho.

Feliz começo de semana para ti Victor. beijinho 😉

12 a

Alice Coelho

beijo e obrigado 😘

11 a

Judite Faquinha

Victor, eu conheço esta praceta, a casa muito antiga, até o ladrilho deve de ter tantos anos como a casa, mas eu adoro antiguidades...eu passo lá quando vou a um centro de cuidados paliativos visitaruma senhora de 97 anos, em Rio Maior!!!

11 a

            

25 de Maio de 2013

Olá!

~~~~~~~~~~

   Ana Porfirio

Olá!!!

11 a

Victor Barroso Nogueira

bom dia, Ana Ana Porfirio, apesar da chuva e do frio 🙂

11 a

Ana Porfirio

pois, não fazia cá falta nenhuma!!

11 a

Victor Barroso Nogueira

as trocas da troika já puseram o clima em regime de austeridade LOL

11 a

Anita Vieira

lol

11 a

Gabriela Conceição

OLáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa:)

11 a

Margarida Ourives

Gostei

11 a

Cremilde De La Rosa

É fresquinho!

11 a

Ana Porfirio

Olá

11 a

José Manuel Marques

Marketing????

AIsabel Maria

Um corneto de chocolate sff....

11 a

25 de maio de 2013  · 

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (VN em 1974)

E tu, sabes mesmo ler ou juntas apenas sílabas ? (VN em 2013)

~~~~~~~~~~

Manuela Miranda

a professora a marcar o trabalho de casa, ou exercício para os alunos fazerem, seria escola de adultos. Minha Mãe andou, como a pessoa não tem bata. lembrou-me e deu-me uma certa saudade, porque eu ia com ela, era à noite. A minha Mãe tinha a 3ª e foi fazer a 4ª classe para ensinar os filhos. Obrigado Amigo bjs

12 a              

Maria Lisete Almeida

Grata Amigo pela partilha! Óptimas estas campanhas. Abraço.

12 a

Victor Barroso Nogueira

Manuela Silva Trata-se duma operária que aprendeu a ler nas campanhas de alfabetização logo a seguir ao 25 de Abril

12 a

Manuela Vieira da Silva

Não sei se esse comentário seria para mim, Victor Nogueira, se calhar era para a Manuela Miranda. Em todo o caso, como ainda não tive a oportunidade de comentar, faço-o agora. Antes do 25 de Abril, a escolaridade obrigatória era até aos 14 anos. Fizess… Ver mais

12 a

Arminda Griff

Será que escrever hoje,bem ou mal,serve de algo,agora,quando a mente não sabe "soletrar"?

12 a

Manuela Vieira da Silva

Claro que serve, Arminda Griff, não imagina o que é uma pessoa não saber ler nem escrever. Está totalmente dependente dos outros até para escrever uma simples carta ao Ministério das Finanças LOL

12 a

Arminda Griff

Entendo,Manuela Silva... comentei,pensando nos letrados que não "sabem" escrever!

12 a

Manuela Vieira da Silva

Eu percebi, Arminda 🙂 Nesse aspecto, por razões profissionais, conheço mais do que gostaria... nem imagina a quantidade de «novos letrados» versus licenciados, mestrandos, doutorados, «saídos do forno» que nem gramática sabem, quanto mais «soletrar». Por outro lado há muitos por aí que apenas sabem soletrar, cujo conteúdo do que soletram é totalmente vazio.

12 a

Arminda Griff

Sem dúvida ,Manuela. 😉

12 a

Victor Barroso Nogueira

Manuela Silva Tens razão; a destinatária é a Manuela Miranda Arminda Griff - há muito quem não me saiba "ler" LOL By the way - repararam no vídeo e na letra da canção dos Beatles ? Nops 🙂

12 a

Manuela Vieira da Silva

Estou aqui, amigo ❤ ❤

12 a

Victor Barroso Nogueira

http://letras.mus.br/the-beatles/189/

The Beatles - With A Little Help From My Friends

 12 a

Arminda Griff

Sim,Victor...."li" bem a letra dos Beatles.

12 a

Manuela Vieira da Silva

O meu comentário anterior é exactamente. Estou aqui, amigo ❤

12 a

Victor Barroso Nogueira

olá, nela, tb conhecida por Manuela Silva, a revisionista. Olá, Arminda Griff a bi-facetada de perfil LOL

12 a

Manuela Vieira da Silva

Estás à procura de um «cafunezinho», é?

12 a

Victor Barroso Nogueira

estou a precisar de companhia para viajar e aliviar o peso do dia a dia 😛 Mas o inFaceLock é tramado. OPs corações solitários ou estão acorrentados ou navegam por outras águas ou assustam-se depois de conhecerem ao vivo a criatura que eu sou LOL

12 a

Arminda Griff

Está na hora,Manuela. E para ambos,uma noite serena. ❤

12 a

Manuela Vieira da Silva

Boa noite, Arminda.🙂

12 a

Victor Barroso Nogueira

A Arminda Griff zarpou para outras ilhas LOL

12 a

Manuela Vieira da Silva

Como sabes, sou uma escrava do trabalho, além de tratar de toda uma família de perto de 60 elementos, sem falar nas flores, Victor Nogueira. Faz uma boa viagem, respira.🙂

12 a

Victor Barroso Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=WZWcpEgJZAY

Chico Buarque - A Banda - Ilustrado

12 a

Manuela Vieira da Silva

Pois... dá-me música, pois então.🙂

12 a

Victor Barroso Nogueira

http://www.youtube.com/watch?v=szkPizJdNlE

Festival RTP 1974 - Paulo de Carvalho - E Depois Do Adeuss

12 a

Arminda Griff

Victor... nada disso! Não tinha lido seu coment. Todos aqui navegam para o mesmo lado:procuram companhia,sim e muita conversa.É o que faço sempre.Hoje ainda ficou muito p escrever,(aprendi)mas amanhã tenho levantar cedo...Já fiz a minha despedida no meu mural. Beijocas p si.(essa última frase,n percebi)!

12 a

Victor Barroso Nogueira

Arminda Griff Apenas disse que sairas do infacelock, metaforicamente falando LOL Uma noite com bons son(h)os 😛

12 a

Manuela Vieira da Silva

Ok. Victor Nogueira, estás a despedir-te. Quando voltares terás uma bela surpresa nas tuas notas que ainda não li por falta de tempo. Volta logo, vou sentir a tua falta, não penses, lá porque não tenho comentado, que não a vou sentir. ❤

12 a

Victor Barroso Nogueira

Vou deitar-me e ler um pouco. Fica para amanhã concluir um novo artigo para um novo nº d jornal. Bjos, Manuela Silva

12 a

Manuela Vieira da Silva

Dorme bem, Victor Nogueira, que a tua companhia (leitura) seja boa e a serenidade te traga.🙂

12 a

Belaminda Silva

Muito bom estas campanhas! Obrigada camarada pela partilha. Beijos 🙂

12 a

Isabel Dias Alçada

Feliz final do dia amigo, e estes desgovernantes que temos agora não se importavam nada que os filhos dos pobres não tivessem acesso á escola, está mais que visto que são desumanos. Beijos amigo

11 a

Manuel Leonardo Horta Nova

Eu sou devedor à terra. A terra me está devendo. Que a terra me pague em vida. Eu pago à terra em morrendo. É penso eu da autoria de Eugénio de Castro e, levado a Viana pelo pintor Júlio Resende, deve ter-se inspirado nas agruras ndos rurais alentejanos, só que, os grupos corais agora dizem. aterra paga-me em vida. Era bom, mas o poeta escreveu: QUE a terra me pague em vida O que é uma incerteza.

11 a


The Beatles - With A Little Help From My Friends

25 de Maio de 2014

poesia de alberto caeiro

Não tenho  na vida a simplicidade de caeiro nem a minha filosofia é a dele. Na minha juventude - homem da cidade e da beira-mar que sou, do espaço sem fronteiras e  do movimento - preferia álvaro de campos. Mas por vezes gosto de ler caeiro como se fosse eu defronte de mim mesmo.

«O discurso lógico trai a manifestação dos sentimentos; "as palavras são (redes) de dois gumes..." e o discurso lógico uma corrente que nos arrasta para onde não queremos. Um olhar, a mão que se levanta para acariciar um rosto, os dedos entrelaçados, o corpo que sentimos junto ao nosso, a simples presença, o saber-te aqui nesta sala ou na outra, não entendes que tudo isto, na sua simplicidade, diz mais e responde e/ou acalma mais interrogações que todas as palavras? É preciso saber ler para além das palavras ou não recusar essa leitura. Lembro-me dum poema do Alberto Caeiro, cuja humildade e simplicidade me atraem, humildade e simplicidade perante as pessoas e as coisas que talvez nunca sejam minhas. Levanto-me e vou ali á estante buscá-lo. Escolho o poema que trancreverei. Hesito na escolha. Será este!

XLV

Um renque de árvores lá longe, lá para a encosta.

Mas o que é um renque de árvores? Há árvores apenas.

Renques e o plural árvores não são coisas, são nomes.

 

Tristes das almas humanas, que põem tudo em ordem,

Que traçam linhas de coisa a coisa,

Que põem letreiros com nomes nas árvores absolutamente reais,

E desenham paralelos de latitude e longitude

Sobre a própria terra inocente e mais verde e florida do que isso! (MCG - 1972.07.14)»

 Verdade, mentira, certeza, incerteza... # XLII Passou a diligência pela estrada, e foi-se; # XVI Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois #  [XIVa] Rimo quando calha # XXXI Se às vezes digo que as flores sorriem # XXI Se eu pudesse trincar a terra toda # IX Sou um guardador de rebanhos. # XLIX Meto-me para dentro, e fecho a janela.

~~~~~~~~~~~

Arminda Griff Tu és um diamante,mas existe algo ainda a ser lapidado por mim! ❤ 😉 Bjocas 11 a


25 de maio de 2018  · 
 
EUTANÁSIA - Mas para lá dos pseudo-argumentos ad hominem (e derivações do género, mas não as sei em latim) o que se discute e debate nas redes sociais, nas caixas de comentários da imprensa on-line e nas ruas ou cafés, para além de preconceituosamente estilo pavloviano: "eu/nós" em bloco somos pela "modernidade” e quem não concorda é estalinista ou reaccionário como o CDS e a Igreja Católica? 
Mas ao menos conhecem na íntegra a argumentação do PCP, disponível on line? Concordam com ela na totalidade ou apenas nalguns pontos? Discordam ? E se discordam, quais são os argumentos face a face?
E a propósito de modernidade: os patrões de empresários passaram a empreendedores ou prestadores de serviços, os assalariados passaram a colaboradores, os clientes a utentes, a pequena burguesia agora é a classe (com “classe”) ou camadas intermédias e o capitalismo aggiornou-se como economia de mercado e o fascismo como neo-liberalismo enquanto o imperialismo passou a globalização. 

Ao chegarem aqui dir-me-ão: mas que tem o c* (a ver com as calças)? By lhe way: à cautela preferi escrever c* não vá alguém e o inFaceLocked bloquear-me por infringir os códigos de conduta do conglomerado de Mark Zuckerberg e Companhia!

25 de maio de 2020  · 

foto victor nogueira -Tuy  - coreto - rolo 349 -(1998.06.07), erradamente identificado como sedo em Tuy. Trata-se do coreto no Jardlim da Cordoaria, no Porto

Por uma ponte de ferro, com trânsito alternado devido à sua pouca largura, já sem posto fronteiriço, passamos para Espanha, para a cidade de Tui, uma povoação de pedra, escura e pesada como são as do húmido Norte, com ruas estreitas e tortuosas, aqui e além um arco atravessando uma ruela. 

Sobressai na lembrança uma imponente e pesada igreja com rosáceas, defronte a um terreiro, e as casas ao longo das ruas, com a elegância dada por varandas salientes, de ferro, envidraçadas, novidade para mim. A igreja é uma catedral fortaleza românico gótica, símbolo da ligação entre os poderes espiritual e temporal, da confusão entre senhorios da Igreja e terratenentes medievais, de que as ordens religiosas e militares são também testemunho. No Paseo de la Corredera, uma das praças da cidade na avenida principal,  encontro um coreto, que fotografo já de noite  (1997.08.21 e 1998.06.07)

25 de maio de 2021  · 

foto victor nogueira - grafito de AW  em Setúbal, na Rua Gil Eanes - "carpe diem"  (2020.04.11 Canon 179_04)

25 de maio de 2021  · 

foto victor nogueira - pormenor dum mural nas Manteigadas.   (fotos em 2018.01.20 Canon 151_01)

Na Rua Carlos Costa e ao longo dum extenso murete fronteiro à Escola Profissional de Setúbal encontra-se este mural, executado em 2013 pelos alunos deste estabelecimento de ensino, no âmbito do Projecto Setúbal mais Bonita.

VER    Murais em Setúbal 21 - Manteigadas 02


25 de Maio de 2025

 Foto victor nogueira - Quitandeira - mulher com cesto à cabeça F1110020

VER   Agostinho Neto - "Quitandeira" e "Kinaxixi"

25 de Maio de 2025

VER   Natália Correia - Ode à Paz