Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

.

Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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sábado, 19 de abril de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 19, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira


José Afonso - Os Vampiros (ao vivo no Coliseu)

19 de abril de 2011  · 

Convidem os vampiros Só-Ares e Só-Cretinos com Passes de Coelho e escavaquem-nos (a eles) com cicuta !   

15 de abril de 2012  · 

La sabiduría de Toro Sentado...




19 de abril de 2014  · 

Buddy Longway é um personagem de BD criado por Derib. Trata-se dum western em que um branco caçador de peles casa com uma ameríndia, Chinook, e com ela constitui família. Série dos grandes espaços e da preservação da natureza, é também uma série humanista, contra a intolerância racial e a cupidez dos brancos.

Ao contrário do que sucede na maioria das séries de BD, nesta, tal como em Blueberry, os personagens vão envelhecendo e sofrendo as vicissitudes da passagem do tempo.

~~~~~~~~~

 Jose Diogo

Foi uma das séries mais marcante da minha juventude.

11 a         

       Maria João De Sousa

Outros personagens que não conhecia e que me parecem interessantíssimos até nesse pormenor que descreves, do envelhecimento e do confronto com as pequenas mudanças socais dos novos tempos. Obrigada, Victor Nogueira!

11 a

 Miguel Sampaio

Tomei contacto com Buddy Longway na revista Tintin. Também havia Blueberry e Jonathan, Comanche... Enfim...

11 a

Silvia Mendonça

19 de abril de 2015  ·   · 

Boa tarde! De volta ao Facebook, noto que poucas mudanças acontecem neste espaço. Esta é uma rede social, de relacionamentos e trocas, desde uma simples e singela flor ao mais agressivo manifesto ideológico. Estamos vivendo tempos difíceis, tempos vividos ao contrário. Da antiga prosa - e viola - sentados em frentes às casas, reforçamos a segurança, nos trancamos não apenas fisicamente, e a vida passa a ser aquele momento (ou muitos deles) mergulhados nas redes sociais. O celular, por exemplo, substituiu a gentileza, o olhar nos olhos - o uso desrespeitoso do mesmo, em certos lugares e ocasiões, causa mal estar, afasta as pessoas reais, mantendo cativas as pessoas virtuais. Tecnologia que nos "engole", nos mantém reféns, não de algo lúdico, mas perverso. [S.M.]

[Foto: Busca Google]

Victor Barroso Nogueira
Fico contente por te "ver". É como dizes. As pessoas por falta de tempo, "facilidade" ou pelo receio preferem a virtalidade ao "cara a cara, olhos nos olhos, mão na mão"
INcomunicando
.
Antigamente as pessoas escreviam muito e as cartas eram meio de transmitir notícias e muitas delas, com maior ou menor valor literário, tornaram-se testemunho dos factos, acontecimentos, ideias e sentimentos. Mas hoje, hoje as pessoas telefonam ou encontram-se, devido à facilidade e rapidez dos transportes e das comunicações, e o tempo é pouco, paradoxalmente, devido à sobrecarga do que se gasta em transportes, sentado frente à TV ou em tarefas domésticas.
.
O mesmo sucede com o convívio e a conversação: por vários motivos os cafés e as tertúlias desaparecem, só se conhece o vizinho da frente ou do lado, quando se conhece, e as pessoas metem-se na sua concha, casulo, carapaça ou buraco. Muita gente junta, ao alcance da mão ou da voz, não significa que estejamos mais acompanhados e humanizados". (MMA - 1993.08.19)

19 de abril de 2016  · 

victor desenhado pela Weza em 2016.04.19

19 de abril de 2018  · 

auto retrato no mindelo e mona lisa

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 Carlos Pereira

Em 1954 ....... sorrias 😊

7 a

Victor Barroso Nogueira

Pois ...

7 a

Elisa Fardilha

Sempre triste!

6 a

Victor Barroso Nogueira

My godnes. Não estou triste, estou sério. Quem convive comigo diariamente sabe que sou um pessoa naturalmente sorridente e com sentido do humor.. Mas tu já esqueceste dessa minha faceta LOL


Mona Lisa Song by Nat King Cole

6 a

Mal te conheci, Victor.

6 a

Victor Barroso Nogueira

Ora, mas conheci-te bem embora nesse tempo da nossa juventude nem para mim olhasses 😛

6 a

Elisa Fardilha

A culpa não foi minha...

6 a

Victor Barroso Nogueira

Elisa Fardilha Não há culpas. Aconteceu pk vim para Portugal continuar os estudos que não havia em Angola 😛

6 a

Elisa Fardilha

Sabes???Tudo tem o seu tempo e nada acontece por acaso.

6 a

Victor Barroso Nogueira

Elisa Fardilha Ora, ora, esse fatalismo !

6 a

Elisa Fardilha

É como penso!

6 a

Victor Barroso Nogueira

6 a

Elisa Fardilha

O meu tempo já era...já comecei a minha descida...

6 a             

19 de abril de 2020  · 

Público de 2020.04.19 - 25 de Abril Sempre, Corona Vírus nunca mais - cartoon de Luís Afonso

19 de abril de 2020  · 

Cravo de Abril - Foto victor nogueira 

19 de abril de 2021  · 

auto-retrato do homem covidicus-canisdreadpithecus em 2021.04.18

19 de abril de 2022  · 

Foto victor nogueira - Poderia ser mas não é o nascer do sol mas sim o pôr do chamado astro-rei, com Palmela no horizonte. Visto das varandas no alto da torre no cimo duma encosta o Sol nasce á direita e põe-se á esquerda. (2022 04 17 Canon 203_04)

19 de abril de 2022  · 

Foto em

Associação Nacional dos Partidários Italianos - ANPI Barona Milan

O fascismo não passará - 2 de junho, Dia da República Italiana


19 de abril de 2024  · 

Foto victor nogueira - Setúbal, Av Amália Rodrigues - Mural Palestina Livre (2024 04 16 IMG_4461) Palestina livre já!! Plataforma U.S. Palestina

19 de Abril de 2025

Foto victor Nogueira - arco íris em Seúbal (2025 04 04 IMG_5703)

Este ano a Páscoa foi mais tardia. No Abril das águas mil, estas têm marcado presença, com aguaceiros intermitentes, mais ou menos espaçados, brisas gélidas ou dias temperados, ora cinzentos, ora brilhantes, ora neblinados, ou de céu azul, polvilhado ou não de nuvens brancas, e um arco-íris logo de início.

VER

Goios - a Páscoa numa aldeia minhota (1974)

Comentários em 

Goios - a Páscoa numa aldeia minhota (1974)

Domingo de Ramos em Paço de Arcos

domingo, 13 de abril de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 13, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

 13 de abril de 2013  · 
 
Bloqueado pelo inFaceLock  na partilha de imagens de capa ou de cronologia até salvo erro 24 de Abril.

13 de abril de 2017  · 
 
Foto Isabel CF - Domingo de Ramos em Paço de Arcos ~ Com o trânsito automóvel parado devido à passagem da procissão, silenciosa, sem cânticos nem repicar de sinos, pedi à minha tia Isabel que conduzia que fizesse as fotos, de que esta é parte da sequência, pois não me apeteceu sair para fotografar o cortejo que desfilava à nossa esquerda.. 

Lembro-me duma outra procissão numa povoação  nos arredores de Águeda chamada Aguieira onde dentro do Fiesta aguardei não que a banda passasse mas sim a procissão. Entre uma e outra fotografia,ia tomando notas para o meu "Livro de Viagens" e de quando em quando alguns dos "procissantes" quase enfiavam o nariz dento do meu carro para verem o que estava eu a fazer.

AGUIEIRA  - "(...) Procissão - vários andores levados por raparigas  de calças e/ou braços nus. Chuva de morrinha. Os andores levados pelos homens são mais  pesados. Crianças vestidas “à maneira”entremeiam os andores. Os dois padres caminham sob um páleo seguro por homens de ar grave. Segue-se a banda de música (de Fermentelos) e o povo em grande aglomeração.  As pessoas passam e tentam espreitar para dentro do carro para ver o que escrevo.

O trânsito automóvel retoma  o seu curso. Estralejam foguetes e um jovem GNR tenta descongestionar o trânsito, cassetete a dar a  dar numa das ancas, a pistola  a balouçar na outra.

Um anúncio diz que a “Banda  Pátria, não há outra banda assim” actuará a 14 de Setermbro, i.e, no dia seguinte. O trânsito engarrafou de vez e o povo “comenta” a ineficácia do GNR." (NOTAS DE VIAGEM 1998.09.13)

Como estamos em tempo de Páscoa, podem "lembrar" Goios - a Páscoa numa aldeia minhota (1974) in https://aoescorrerdapena.blogspot.pt/.../goios-pascoa...

sem esquecer a "Procissão", de Lopes Ribeiro, declamada por Joâo Villaret, cuja interpretação merece ser vista.


João Villaret - "A Procissão", de António Lopes Ribeiro (RTP)

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Manuela Vieira da Silva
Lembro-me da procissão do Senhor dos Passos, que a minha mãe insistia em ir. Mas eu não gostava nada. Era tudo tão roxo e triste e as pessoas com semblantes carregado a rezarem o terço interminável em passo lento dos lentos passos. Feliz Páscoa, Victor! Beijinhos
8 a
 
Maria Lisete Almeida
Grata pela partilha Amigo Victor Nogueira! Quando era miúda, aqui em Viseu lá ia eu assistir a essas coisas todas. Lembro-me que era algo que me apavorava. Como seria possível que algo que foi tao "mau" fosse repetido todos os anos. Afigurava-se-me, e ainda não mudei de opinião, um situal sado masoquista. Se "a morte do Senhor" tal como no-la mostravam, foi algo horrendo por que renová-la todos os anos com pompa e circunstância ....!!! Por volta dos oito anos resolvi mandar isso tudo às urtigas e recusei-me a cacompanhar a minha mãe nessas andanças, o que lhe arrancava às escondidas "lágrimas de sangue" e o desabafo "mas que mal fiz eu a Deus para me dar uma filha asssim" ...
8 a
 
Maria Lisete Almeida
Uma Páscoa com muitas amêndoas, folares, ovos de chocolate e tudo o que fôr agradável ao seu palato Amigo Victor Nogueira. Beijinhos.
8 a

3 de Abril de 2018
 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
Querida amiga
O Fernando Pessoa é também um meio de estar contigo, quando o espírito é um turbilhão de cansaços e desejos de partir em busca de algo que não seja esta realidade. Salut, amiga do
Victor Manuel
Évora, 18 NOV 72
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Alberto Caeiro - poema XLVIII
Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade
E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.
Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.
Quem sabe quem os lerá?
Quem sabe a que mãos irão?
Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.
Ide, ide, de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.
Passo e fico, como o Universo.
s.d.
“O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993). - 71.


13 de abril de 2020  · 

Foto victor nogueira - 'DO ART, NOT WAR' é o slogan neste  grafito na Rua Luís Sá, uma rua desolada onde abundam corroídos pelo tempo. Presumo que o homenageado por esta artéria seja o dirigente do PCP falecido em 1999.


13 de abril de 2020  · 

Em tempos de desumanidade e solidão em que os gestos de ternura, amor e amizade ou a convivência social são interditos ou criminalizados, em tempos que que nos querem fazer aceitar como de "normalidade" em nome dum pretenso combate a um vírus e pandemia que seriam o covid 19 mas que é na realidade para tentar salvar o capitalismo. Destrutivo, auto-fágico e predador, nada como voltar ao nacional-cançonetismo, com Toni de Matos.


Só Nós Dois - Tony de Matos

segunda-feira, 7 de abril de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 07, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

7 de abril de 2012  · 

                 
Erzsébet Judit Bobály
É verdadeira....
13 a
Victor Barroso Nogueira
As verdadeiras amizades persistem 🙂
13 a
Jeronimo Franco
Verdadeira amizade ? Então existe falsa amizade ? E persistem ? 2 grandes amigos adolescentes, por contingências da vida um emigra. Reencontram-se ao fim de 40 anos. Fazem uma grande festa , tentam reatar a amizade mas , quem partiu já não é o mesmo e … Ver mais
13 a
Victor Barroso Nogueira
Jerónimo. O que me sucede é que muitas vezes, mesmo após décadas de silêncio, reencontro velhas amizades (m/f) como se a ausência fosse apenas da véspera. Outros reencontros são um ploff. Às primeiras chamo as verdadeiras amizades, as que perduram. As outras foram-no enquanto duraram e deixaram de sê-lo, nem verdadeiras nem falsas, apenas não resistiram à usura do tempo e da ausência 🙂
13 a
Jeronimo Franco
Opiniões são isso mesmo e, como se costuma dizer , valem o que valem , incluindo as minhas . A amizade é SEMPRE verdadeira . . . enquanto durar !
13 a
Jeronimo Franco
A despropósito : A miséria causa tristeza e infelicidade mas , alguns ,porque são menos miseráveis do que aqueles que os rodeiam , ficam alegres e felizes . É constatável ! Não estou a inventar
13 a
Jeronimo Franco
Nós marcamos os nossos percursos mas , esses mesmos percursos também nos marcam Não ? ! Está bem , pronto !
13 a

7 de abril de 2012  · 

Enfim, se todos ficassem em 1º era um amontoado . Um abraço aos restantes resistentes LOL


Marcha do Futebol Clube do Porto - Maria Amélia Canossa

7 de abril de 2012  

Goios - a Páscoa numa aldeia minhota (1974)

Neusa Monteiro

Nossa viajei no tempo! Muito lindo. Parabéns poeta e obrigada por me presentear com estas pérolas. abraço

13 a

Francisco Santos

Eu Passei parte da minha mocidade nas terras nortenhas, pois a minha mão era de perto de Viseu , tive oportunidade de assistir a esses rituais próprios da Páscoa,hoje com esta tua narração, veio me há memória esses longínquos e belos tempos... Obrigado Victor.

13 a

Belaminda Silva

Belo retrato da Páscoa amigo aqui no Norte o compasso ainda passa mas nada como antigamente beijinhos amigos e obrigada por tão bela partilha.

13 a           

 Ana Roque

Gostei imenso deste "Retrato" Victor Nogueira! Boa Páscoa, Abraço:)

13 a

Aristides Silva

Realmente tu tens uma capacidade muito natural para escrever sobre o quotidiano que te envolve. É impressionante a tua escrita. Adoro os teus textos!

13 a

Yolanda Botelho

Que bonito...Ggostei tanto de ler este texto....Tens uma alma muito sensível.....meu esquerdista preferido. Obrigada por este momento.bj

13 a


7 de abril de 2013  · 

Foto jj castro ferreira  - (1962) - Victor Nogueira no Rio Lucala actualmente Quedas de Kalandula - quedas então designadas do "Duque de Bragança" (Angola)

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   Clara Roque Esteves

Regresso ao passado. Mais um. É difícil esquecer África e os bons momentos ali passados. Nunca ali fui.

12 a

   Maria Jorgete Teixeira

"Tão jovem, que jovem era..." 🙂

12 a

Victor Barroso Nogueira

Maria Jorgete Teixeira menos meio século e o mundo e a vida e a esperança à minha frente LOL

12 a

Maria Jorgete Teixeira

E à minha, amigo, isso tudo...

12 a

Victor Barroso Nogueira

Ah ! Maria Jorgete Teixeira tu ainda és uma teenager com um sorriso no olhar e eu ... eu sou um cota embaciado LOL

12 a

Graça Maria Teixeira Pinto

Victor Nogueira: tendo crescido nestas belas paisagens, só poderias ser poeta.

12 a

Maria Jorgete Teixeira

Ai, Victor, Victor! Tem dias, tem dias e hoje não é um deles...

12 a

Victor Barroso Nogueira

Pronto, Maria Jorgete Teixeira Deixo-te, "menina que estás à janela", aves a esvoaçarem      


Menina estás à janela-Vitorino

Maria Jorgete Teixeira
Merci!!!
12 a
Manuela Vieira da Silva
Aqui o Victor já deu o passo da coragem (em relação à foto onde está pensativo), saltou de uma pedra para a outra. Afinal, estava a avaliar os riscos.🙂
12 a

7 de abril de 2016  ·

Évora - malta do isese e do (Café) Arcada no Jardim dos Colegiais, junto a um troço da muralha medieval - Carlos Pereira, Joao Garcia, Lídia, Camilo Monteiro  e Victor Nogueira. -  Foto de Luis Tobias (anos 70 do século XX)

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 Maria Lúcia Borrões

Tens razão, João, é o Carlos Nunes da Ponte. O Henrique e a Dídia é que já não vivem no Porto. Há 2 ou 3 anos ele reformou-se e vieram viver com a filha para a linha do Estoril.

9 a

Victor Barroso Nogueira

João Gonçalves O Carlos Pereira é o Nunes da Ponte. Os outruos entraram depois de tu teres saído ou eram caloiros na altura

9 a

Maria Lúcia Borrões

João Gonçalves Tanto quanto sei, nem um nem outro estão no Face 🙁 . Antigamente vinham com bastante frequência a Évora, mas problemas de ordem familiar fizeram com que há uns anos a esta parte, tenham deixado de vir e por isso também não os vejo desde essa altura. O Camilo Monteiro (na fotografia não parece ele) é do nosso tempo. Ou era do ano a seguir ao nosso o do seguinte, já não me lembro bem.

9 a

José Inácio Leão Varela

Bons amigos...velhos tempos. Abraço

9 a

Maria Lúcia Borrões

Varela, agora ando muito menos por aqui, mas há eras que não deparava contigo! Está tudo bem? Abraço

9 a

Victor Barroso Nogueira

Bons olhos te "vejam", Maria Lúcia Borrões

9 a

Luis Tobias

Caro Vitor, obrigado por teres trazido esta memória.

Foi numa tarde solarenga que fomos alugar uma câmara que mais parecia um caixote....🙂 e o fotógrafo de serviço (eu) teve oportunidade de imortalizar aquele tempo da nossa juventude. É sim, à esquerda o Carlos Nunes da Ponte, logo a seguir o João Luís Garcia, no meio a Lídia Cascalho (minha namorada na altura) depois e à sua direita o Camilo e finalmente tu meu caro Vitor. Grande abraço.

9 a

Victor Barroso Nogueira

Olá, Luis Tobias Já não me lembrava do história da máquina; Supunha que tivesse sido a minha ""geringonça"da altura, muito fraqiunha LOL

Esta abaixo e as subsequentes são a memória desses dias, no meu álbum dedicado à malta do isese mas não só. Abraço

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4696500695866&set=a.4696410853620.2158662.1394553665&type=3&theater

9 a

Luis Tobias

Oh Vitor eu posso estar baralhado mas repara que as fotos são 6x6, o que me leva a crer que era um caixote alugado ali numa chafarica, cujo preço incluía o filme (120), mais a revelação e provas.

9 a

Victor Barroso Nogueira

Luis Tobias Não estou a pôr em caisa que a máquina tivesse sido alugada. Mas como me não lembrava desse pormenor e como eu tinha uma maquineta pensei que tivesse sido a minha.

Aliás na altura o dinheiro não me dava para fazer muitas fotos e preferia as coloridas. 🙂

9 a

José Eliseu Pinto

Já tinhas aqui publicado, há algum tempo, uma outra fotografia desta série, com alguém do grupo a amarinhar pela parede do "buraco" dos colegiais.

9 a             

7 de abril de 2017  · 

foto victor nogueira - Lisboa - Praça do Comércio (antigo Terreiro do Paço), Arco da Rua Augusta e estátua  equestre de D- José I

7 de abril de 2018  · 

foto victor nogueira - palácio dos Cabedos, em Setúbal - sic transit gloria mundi - A presença da família Cabedo, de origem francesa e radicada em Portugal desde o século XV, deixou marcas significativas, quer ao nível patrimonial, através dos palácios urbanos - como ocorreu em Setúbal  e Lisboa -, quer na herdade do Zambujal, e em Ourém, onde possuíram outras “moradas de casas”, quer ao nível da memória urbana, através dos topónimos rua do Chanceler Mor Jorge de Cabedo, do Jardim do Quebedo, na Praça homónima (ambos em Setúbal) e rua do(s) Cabedo(s) (Lisboa)

Ocupando posições profissionais de destaque junto da corte, mas também no mundo literário - área onde se distinguiram -, os Cabedo começaram por fixar o seu “solar” em Setúbal, vila administrativamente adstrita a Lisboa, alternando a sua morada, a partir do início do séc. XVIII, entre a vila e a capital do Reino.

Localizada no extremo este da muralha da cidade, intramuros, na actual praça do Quebedo (antiga praça de S. Bernardo do arrabalde de Palhais), resulta do que foi a articulação de um conjunto de corpos, de que remanescem: um quadrangular, possivelmente mais antigo, e os restantes, rectangulares, de feição seiscentista, articulados entre si.

Esse conjunto, que cresceu paulatinamente, transformou-se ao sabor da vontade de alargamento da propriedade junto à igreja de Santa Maria da Graça e à cintura de muralha da então vila.

Este domínio fazia ainda confrontação com o lugar de Palhais, através da antiga muralha da cidade, sendo trespassado pela antiga porta de São Jorge, aberta em 1697 para facilitar a entrada na vila de pessoas e veículos e fechada em 1924-

Parcialmente encostado à muralha medieval, uma parte – a sul - teria sido cedida à Confraria do Corpo Santo, actual Museu do Barroso, para nele serem instaladas a Casa do Despacho e a Capela. 

O actual aspecto do edifício resulta da ampliação feita em 1952, já por outros proprietários, que encerraram a Porta de S. Jorge e ergueram um 2º piso. Com efeito os Cabedos no final do século XIX haviam alienado o Palácio em Setúbal.

In Os palácios dos barões e viscondes de Zambujal em Setúbal e Lisboa, por Maria João Pereira Coutinho (2016) 

7 de abril de 2019  · 

foto victor nogueira - "Casa do Leão", na avenida luísa todi, um dos poucos exemplares "arte nova" em setúbal, embora já adulterado.


7 de abril de 2019  · 

neste domingo de primavera, agora soalheiro, com céu azul e núvens brancas como flocos de algodão, está um frio de rachar! É mesmo um sol de inverno nada primaveril. Um sol gélido, que não aquece, mas arrefece até ao tutano dos ossos.

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e a automóvel

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 Elisa Fardilha

Hummmmm... adoro dias assim... uma lareira é um sonho!!! 😋

6 a

Victor Barroso Nogueira

Pois ... Posso ir aquecer-me e ver bailar as chamas na tua lareira ? Só tenho aquecedores a óleo, que dão menos trabalho mas não me aquecem a alma e o coração LOL

6 a

Elisa Fardilha

Victor Barroso Nogueira não tenho lareira, mas adoro o seu conforto...

6 a

Victor Barroso Nogueira

Elisa Fardilha Ahhhhhhhhhhh Lareiras só no monte no alentejo onde a celeste deu aulas e na aldeia do meu avô, nos arredores de Barcelos. Mss .... pensando melhor, algumas das minhas amizades têm lareiras onde já me aqueci em dias de inverno 😛

6 a

Elisa Fardilha

Victor Barroso Nogueira... Também já me aqueci em algumas... 😋😋😋

6 a          


7 de abril de 2020  · 

foto victor nogueira - Mindelo - Cruzeiro no Largo da Igreja - 1983 08 (rolo 72)

À esquerda era um campo de milho, entre a Igreja de S. João Evangelista e o Cemitério, onde regularmente se realizava um pequeno mercado ao ar livre. 

Actualmente nesse campo foi edificado um edifício de apartamentos, com lojas no piso térreo, e uma placa relvada defronte, com parque infantil e algumas árvores. 

O cruzeiro foi deslocado e implantado nesse espaço, defronte da Igreja Paroquial.



7 de abril de 2021  · 

foto victor nogueira - Lisboa, Rua Saraiva de Carvalho  -  Talho Américo Brás   (rolo 232 - 1998.02) - O talho ainda existe em 2021, no mesmo local.

Nos meus tempos de Económicas nos idos de '60 residi em quartos alugados na Rua de Santo Anrónio à Estrela (Casa de Santa Zita) e na Rua S. João Nepomuceno, sendo Campo de Ourique uma zona que então frequentava, quer porque perto desta rua se encontravam uma estação dos CTT e o Cinema Paris , quer porque aqui residiam dois dos meus amigos, o António Lampreia, caloiro como eu, e o Nuno, pré-finalista.

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 Carlos Barradas Teixeira

Tem o símbolo da farmácia por cima da montra!!

4 a

Victor Barroso Nogueira

Sim, mas pelo menos desde 1998 não há qualquer farmácia nem consegui saber nas pesquisas que fiz qual o seu nome. Abraço, C Manuel B Teixeira

4 a

Carlos Barradas Teixeira

Victor Barroso Nogueira deve ter sido originalmente uma Farmácia!!

4 a

Victor Barroso Nogueira

Claro, mas desde pelo menos 1998 e até hoje é um talho 🙂

4 a

         

7 de abril de 2022  · 

Foto victor nogueira - Em Palmela (Aires) - Parece um insecto, mas será mesmo? Ouço e reconheço um ruído compassado, matraqueado, que de imediato confirmo ao pesquisar com o meu olhar o espaço por cima de mim. Com relativa lentidão um helicóptero cruza os ares e disso fica este registo fotográfico.  (2022 04 05 Canon 203_04)

Goios - a Páscoa numa aldeia minhota (1974)

  * Victor Nogueira


7 de abril de 2012  

Goios - a Páscoa numa aldeia minhota (1974)

Neusa Monteiro

Nossa viajei no tempo! Muito lindo. Parabéns poeta e obrigada por me presentear com estas pérolas. abraço

13 a

Francisco Santos

Eu Passei parte da minha mocidade nas terras nortenhas, pois a minha mão era de perto de Viseu , tive oportunidade de assistir a esses rituais próprios da Páscoa,hoje com esta tua narração, veio me há memória esses longínquos e belos tempos... Obrigado Victor.

13 a

Belaminda Silva

Belo retrato da Páscoa amigo aqui no Norte o compasso ainda passa mas nada como antigamente beijinhos amigos e obrigada por tão bela partilha.

13 a           

 Ana Roque

Gostei imenso deste "Retrato" Victor Nogueira! Boa Páscoa, Abraço:)

13 a

Aristides Silva

Realmente tu tens uma capacidade muito natural para escrever sobre o quotidiano que te envolve. É impressionante a tua escrita. Adoro os teus textos!

13 a

Yolanda Botelho

Que bonito...Ggostei tanto de ler este texto....Tens uma alma muito sensível.....meu esquerdista preferido. Obrigada por este momento.bj

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Manela Pinto

tens k escrever um livro, adorei a tua narrativa, só nao entendi se sempre beijaste a cruz e se de crente nada és hahahha beijos. tem um bom domingo. da minhs páscoa dos outros tempos no meu alentejo a única coisa boa k me lembro é que a minha mae tinh… Ver mais

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Carlos Rodrigues

Pegaste o compasso com faena de joelhos, Victor ? Boa Páscoa.

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Victor Barroso Nogueira

Carlos Rodrigues Sim, fiz a vontade ao meu avô e beijei a imagem sem lhe tocar. O mesmo panito limpava a imagem desde o início do compasso e após cada "ósculo", o que mesmo para um crente não seria muito sedutor, quanto mais para um incréu. LOL

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Victor Barroso Nogueira

Em tempo - não, não me devo ter ajoelhado, mas disso não reza a crónica

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Manela Pinto

hahahhahaha

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Maria Lúcia Borrões

Eu fui «convidada a sair» dos escuteiros porque me recusei a ir beijar o Menino Jesus na altura do Natal... Acatei a expulsão porque reconheci o não cumprimento do dever de obediência... Se o meu avô me tivesse pedido "de mansinho" que o fizesse, se calhar, ainda hoje lá estaria ;))...

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Lia Branco

Retratos e retalhos, meu querido amigo e camarada. Beijinhos

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Carlos Rodrigues

Medida de segurança ou sanitária perfeitamente compreensível, Victor, mas beijar seja o que for, sem lhe tocar, é que é muito difícil, Victor, gostava de ter visto esse número de magia infantil. LOL. Abraço.

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Victor Barroso Nogueira

LOL Nessa altura, Maria Lúcia Borrões, já era ateu, para grande desgosto do ramo católico da família, e o meu avô sabia pois deixara de rezar o terço diário em casa dele e de ir à missa. O ramo católico era o da minha mãe e o ateu o do meu pai. Mas par… Ver mais

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Victor Barroso Nogueira

Carlos Rodrigues, o céptico - nessa altura já tinha 28 anos LOL

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Carlos Rodrigues

Ah, bom, não tinha percebido isso, julguei que fosses mais novo na altura.Olha, esses antagonismos e contradições familiares não me surpreendem nada, não está escrito em lado nenhum que um Padre, por exemplo, não possa ser Antifascista, aliás muitos o foram. Abraço.

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Victor Barroso Nogueira

Antes do 25 de Abril o meu avô não se pronunciava, o que só sucedeu depois daquela data. Quanto ao meu avô paterno, Carlos Rodrigues., esse já antes daquela data não perdoava aos aliados terem permitido que os bolcheviques tivessem entrado em Berlim an… Ver mais

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Maria Lúcia Borrões

Tu já eras maior e vacinadíssimo. Eu naquela altura andava pelos meus 15 aninhos, altura em que comecei a pensar pela minha cabeça, a pôr em causa e a contestar muitos dos dogmas em que tinha sido educada... Verdade seja dita que, em casa, apesar de de… Ver mais

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Victor Barroso Nogueira

Sabes, Lúcia, o que o Pároco de Santa Isabel em Lisboa me dizia em resposta às minhas interrogações- enquanto estudante de Económicas - não me convencia, nem estava em acordo com o Centro de Estudantes Católicos da Universidade de Luanda, progressista e dirigido por jesuítas, de que fiz parte e de que me acabei por afastar. Mas já desde adolescente me causava perplexidade que a família ateia do meu pai, que eu "adorava" - pai, avós e tios - fossem para o inferno pk não eram católicos, que as crianças não baptizadas fossem para o limbo e que a salvação estivesse apenas ao alcance dos católicos praticantes, minoria no conjunto da população mundial. Para mim era um absurdo, que sendo Deus tão Omnipotente, criando o homem à sua imagem e semelhança, o tivesse feito tão imperfeito e sujeito ao sofrimento, à guerra, à fome, à doença, à ignorância, à miséria ... E foram grandes as minhas pegas nas aulas de Direito Natural, no 1º ano do ISESE, se te lembrares - acho que fui o 1º estudante no ISESE a abandonar uma aula (a de Direito Natural) - face à pesporrência, sobranceria, autoritarismo e sectarismo do Pe. Marques (não jesuíta), que nos tratava como atrasados mentais, que é referido num dos textos de memórias que contigo partilhei, Maria Lúcia Borrões 🙂

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Victor Barroso Nogueira

Maria Lúcia Borrões Na aula de Direito Natural que abandonei perguntara-lhe em que basearia o Direito Natural se Deus não existisse, ao que ele respondia repetindo apenas "Cala-te, Victor, cala-te e senta-te". Numa aula anterior no final havia-me chamado à secretária para me dizer que quando tivesse dúvidas a pôr lhas pusesse particularmente, para não perturbar os espíritos jovens que me ouviam . Naturalmente que só tive 10 no exame final, tal como em Psicologia Social, que ele também lecionava, apesar da minha sabedoria e pk creio que foi impedido de reprovar-me pela Direcção do ISESE LOL

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Carlos Rodrigues

Nunca tive Direito Natural, mas sim Religião e Moral, onde a prova mais evidente da existência do Criador se baseava no axioma ou dogma, se quiseres, que não existe " Relógio sem Relojoeiro ", ora tendo eu pelo menos um primo relojoeiro na família, com… Ver mais

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Carlos Rodrigues

Estava-te a flar do meu primo Relojoeiro, porque em Religião e Moral a prova mais sólida que nos era dada na altura da existência do Criador era que " Não havia relógio sem relojoeiro " e então, para mim o meu primo era Deus, mas alguém aqui achou que o comentário era " inapropriate " e o cortou, não sei se era Jesuíta ou só contra a liberdade de expressão, mas como sou teimoso, volto a inserir, parte da história. Um abraço, Victor.

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Victor Barroso Nogueira

Em tempo, Maria Lúcia Borrões Num curso posterior ao nosso houve outro colega nosso, o Carlos Mota de Oliveira, que também abandonou as aulas de Direito Natural pelos mesmos motivos, mas esse escreveu uma contundente carta à Direcção do ISESE acerca do professor e das aulas daquela cadeira. E no nosso curso de 68/69 se te lembras a esmagadora maioria dos estudantes de Doutrinas Sociais deixou de comparecer às aulas a meio do capitalismo, tendo sido acordado com o professor assinar o ponto do início de cada aula, para não perdermos o ano por faltas, abandonando de seguida a sala de aulas. Mas antes do início da Doutrina Social da Igreja o Pires Lopes afixou um aviso em que revogava a sua decisão, voltando a ser obrigatória a assistência às aulas. Após algumas reuniões a maioria resolveu acatar a decisão do professor pelos que os recalcitrantes tiveram também de "render-se", sob pena de perderem o ano por faltas. De modo que na primeira aula de DSI depois do prof entrar levantei-me e disse que ele havia faltado à palavra dada e que as aulas continuavam do mesmo estilo e sem qualquer interesse para mim e que era obrigado a assistir as mesmas para não reprovar.. Disse e sentei-me. Sucessivamente levantaram-se o Viegas e o Pingarilho que declararam "Faço minhas as palavas do Victor" sentando-se de sequida. E assim venceu o Piricas. LOL

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Maria Lúcia Borrões

Já não me lembrava dos episódios que referiste, mas assim que comecei a ler, veio-me tudo imediatamente à memória, tanto do «Cabecinha de Rôla» (como lhe chamávamos) como do padre P. Lopes. Lembras-te de que, mais tarde fizemos o mesmo com as aulas de … Ver mais

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Victor Barroso Nogueira

LOL. Maria Lúcia Borrões Lembro-me disso do Mesquita. Embora me tivesse pegado de ponta pk recusei um emprego que me arranjara no Estado, [ele soubera que eu andava à procura de emprego] pk não queria compromissos com a ANP - o partido marcelista - teve de dar-me 15 valores no exame final pois eu sabia mais que ele. Aliás tivemos outra pega com o professor de Legislação Internacional do Trabalho ou de Relações e Organismos Internacionais, o Cabral, do INTP - Instituto Nacional do Trabalho e Previdência - que ia para a aula ler a sebenta e a nada respondia. Na véspera da marcação do exame final passei a noite inteira sem dormir a ler a Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, pelo que entrei na aula cheio de speed e disse ao prof que não lhe reconhecíamos competência para avaliar os nossos conhecimentos pois ele era ignorante da matéria que lecionava. Ele até era boa pessoa, ao contrário dos outros de que falei, e tive pena ao desancá-lo. Tal como em Direito Corporativo e em Legislação do Trabalho, esta tb leccionada pelo Amílcar Mesquita, o meu exame final foi uma tourada. Mas qualquer deles reconheceu a minha sabedoria pelo que tive 15 a Legislação Internacional, 15 a Relações Internacionais, 15 a Direito Corporativo e 14 a Legislação do Trabalho Em todos estes exames do júri fazia também parte o Director do ISESE, ou o Craveiro da Silva, sj, ou o António da Silva, tb da Companhia de Jesus LOL

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Victor Barroso Nogueira

Aliás o Director do ISESE creio que fazia parte dos júris de exame das cadeiras cujos professores eram contestados pelos alunos (uns 4 ou 5, incluindo o Mesquita, o Cabral e o "Rola" sendo apenas escritos os exames deste último e de dois dos jesuítas contestados, o Borges, de Economia I, e o Pires Lopes - em Doutrinas Sociais mas não em Gestão de Empresas I.

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Maria Lúcia Borrões

Lembro-me perfeitamente do Cabral, também tive 15 com ele. Aquilo era uma »chachada». Ele tinha um estribilho, lembras-te?: »Não sei se... está bem?» . A Suzete eu e a Dídia era só como o tratávamos... Chumbou a Dídia porque no exame ele começava por nos dar a escolher o tema que mais nos tivesse interessado. Toda a gente preparava mto bem um capítulo e explanava-o o mais possível, para ficar pouco tempo para outras perguntas que ele fizesse. A Dídia não se deu ao trabalho de preparar nada em especial e qdo ele lhe deu a escolher, ingenuamente, disse que podia ser tudo o que ele quisesse menos o último fascículo da sebenta pq nem lhe tinha tocado. O fulano foi aos arames, pq "passava ele os seus ricos fins-de-semana a fazer a sebenta para haver alunos que se davam ao luxo de nem olhar para alguns capítulos" (sic). Resultado: só lhe fez perguntas sobre aquela parte. Nós ainda a encorajámos a protestar porque aquilo representava para aí 1/6 da matéria, mas sabes como era a Dídia, não esteve para chatices. Só uma vez, a reboque de mim, e com o apoio do Abílio Fernandes, é que consegui que assinasse uma carta que escrevemos à Direcção, por causa duma confusão em relação ao exame de Análise de Balanços, que nós já tínhamos feito e que dp se lembraram que não poderia ter sido naquela data e queriam anulá-lo. Mas ganhámos!!! Estes histórias são mesmo como as cerejas ;))

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Victor Barroso Nogueira

Eu tinha as faltas controladas e tapava nas cadeiras que me não interessavam. Qual não foi o meu espanto ao ver que não podia apresentar-me ao exame final de Contabilidade I - para o qual estava mais que preparado, com notas elevadas nas frequências - porque segundo a pauta eu excedera ... 1 falta. Fui conferir com o Veladas e ele enganara-se e comunicara 1 falta a mais. Fui falar com o Augusto da Silva sj e o Veladas reconheceu o erro, mas o Silva dizia-me que a pauta já estava afixada, pelo que me deveria apresentar na 2ª época em Outubro. Recalcitrei e o Silva acabou por permitir que fizesse o exame na 1ª época, onde passei com 16 valores. O professor de Contabilidade I (que não era senão a Contabilidade Geral das escolas comerciais, tal como Contabilidade II, mas que não tínhamos nos curriculos do secundário - aliás em Económicas tb havia uma cadeira de Propedêutica Comercial I e II, para suprir as insuficiências curriculares do Liceu), pois dizia eu que o professor de Contabilidade I tinha um trauma qualquer e a primeira parte do curso era a dissertar sobre a ... filosofia da Contabilidade. Uma seca. Como uma seca era em Direito Comercial o Sertório Barahona que dissertava e expunha as opinião de abalizados juristas - a nossa era a sebenta da Faculdade de Direito de Lisboa - sobre o que era um "acto comercial". Um dia, farto, disse-lhe eu pk não clarificava de vez o Governo o malfadado artº 2º, ao que ele retorquiu "Então, se não fosse assim, de que viveriam os jurisconsultos ?! " Também em Económicas a sebenta de Direito Civil era também a da Faculdade de Direito só que o professor desancava na malta porque não utilizávamos uma linguagem jurídica, não se comovendo qd lhe disse que estávamos em Economia e Finanças e não em Direito. Um dia, Lúcia, conto-te o balde de água fria que foi a 1ª aula de Matemáticas Gerais em Económicas, quando do Liceu Salvador Correia em Luanda só cinco dos 20 da alínea g) tínhamos feito Matemática logo à primeira, 4 rumo a Lisboa e outro à Faculdade de Economia do Porto. Ainda estive 1 semana matriculado na Faculdade de Economia do Porto mas incomodado com a linguagem vicentina dos meus colegas tripeiros - eu que na altura nem "merda" dizia - pedi a transferência para Lisboa. LOL

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Maria Lúcia Borrões

Tem graça que a Matemática, que sempre foi o calcanhar de Aquiles da área de ciências, era também a minha disciplina preferida no 7º ano, quase a par com o Inglês. Era tão «despassarada» nos meus 15 anos acabados de completar que, posta de parte a ideia de ir para a f) devido à nódoa de professor que tive a C. Naturais no 5º ano, escolhi a alínea g) por ser a única que juntava cadeiras de Ciências com cadeiras de Letras, nomeadamente Matemática e Inglês...

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Maria Lúcia Borrões

Quanto à linguagem vernácula usada pelos nossos amigos tripeiros, não me admiro que não gostasses, eu na altura tb era mto púdica... E as mihas amigas igualmente, nem entre nós usávamos termos que não se pudessem dizer em público. Lembro-me que qdo nos queríamos referir a uma asneira pesada dita por 3º, dizíamos que a pessoa tinha dito «o maior palavrão que a gente conhece» ...😉

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Victor Barroso Nogueira

Eu queria seguir engenharia - civil "impunha" o meu pai, para lhe suceder no gabinete, embora electromecânica ou geofísicas fosse o meu desejo. Mas eu queria sair de casa e o meu pai disse que me não pagava engenharia em Portugal pois havia cursos de engenharia na Universidade de Luanda (ainda estive uns 15 dias matriculado na alínea f). Como não me interessava ir para Letras nem ser professor, a alínea g) era a única saída, pois combinava cadeiras de que gostava - História, Matemática e Geografia. De modo que o reitor do liceu que era visita da casa dos meus pais convenceu o meu pai do futuro promissor da Economia e lá vim tirar um curso que nem sabia o que era e que se revelou uma autêntica desilusão, não só pk o Liceu não nos preparava em conhecimentos fundamentais como as aulas eram magistrais, para exibicionismo da maioria dos professores, que pretendiam ascender à cátedra, e dadas em turmas teóricas superlotadas (250 alunos em Matemáticas Gerais, 500 em Direito Civil) Nós os das colonias ao fim de semanas estávamos fartos de Portugal, pequenino, mesquinho e de vistas curtas. Pelo que se tivesse seguido engenharia teria logo voltado para Luanda. Assim, para não voltar ao Liceu para fazer as cadeiras da alínea f) que me faltavam e depois de ponderações várias fui desemcomboiar em Évora LOL

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Victor Barroso Nogueira

Pois ... numa das escolas em que dei aulas uma vez na sala dos professores algumas colegas minhas comentavam os dislates dos alunos e diziam qualquer coisa como "pois, ele disse vai à éme" e o outro respondeu "pê que te pê" LOL

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Maria Lúcia Borrões

Ipsis verbis!!! Dizíamos exactamente assim ;))

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Victor Barroso Nogueira

LOL A Celeste voltou a casar e os nossos filhos diziam ao meio-irmão, mais novo "Jorge, diz merda" e ele retorquia "Essa é uma palavra feia que se não diz", e não dizia. Pelo que o Rui e a Susana davam a volta e perguntavam "Jorge, qual e a palavra muito feia que se não diz?" e ele na sua inocência ingénua respondia "merda" 🙂

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Maria Lúcia Borrões

O meu filho, sempre muito contestário e acutilante nas questões que nos colocava, tinha os seus 4/5 anos, perguntava: « Então se as palavras feias não se podem dizer, para que é que as inventam???» :))

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