
Deste modo e em sua substituição escolho o poema
(Para a Domingas e o Francisco)
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Publicado em Tuesday, June 19, 2007
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No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VN
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Fui indicado para o 'PRÉMIO CANETA DE OURO - POESIA 'IN BLOG' 2007", idealizado por ANDRÉ L. SOARES e RITA COSTA. Clique AQUI
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A nomeação para a Caneta de Ouro 2007 foi uma gentileza de Vieira Calado pelo meu poema Veramente Vero, também publicado em Ao Sabor do Olhar . Gracias!
AÍ VEM A AURORA ...
Quando penso na última viagem
E meu cabelo se agita, pela aragem
Que se levanta na espera de embarcar
Uma lágrima furtiva desce o rosto
E meu coração é fogo posto
Pela saudade dos que vou deixar...
E minha barca ao longe, se agiganta!
E eu choro e minha alma canta
Belas canções antigas, de embalar
Ó céus, ó mares, ó ventos, penedias
Adeus, adeus, que se findam meus dias
Na doce aurora que me vai levar...
Adeus ó fontes, regatos, ribeiras
Adeus vinhedos, campinas, ceifeiras
Adeus ó gente, meu povo, meu lar
Adeus aldeia, ó casa dos meus
Adeus amigos queridos, adeus
Aí vem a aurora para me levar!...
Maria Mamede
De Amor e de Terra
Era uma pedra pequenina
Que mal se via ou sentia
Esquecida na [sua] rotina
E em tudo o que existia.
De acanhada dimensão
Estava lá [ninguém negava]
Sem hora nem pretensão
Apenas a curiosidade legava.
E de tal tamanho exíguo
Se acabou por ignorar
O tempo a [em] si contíguo
Até o espaço [se] minorar.
E de pequena se fez adulta
A pedra [quase grão parecia]
E depressa cresceu ultra
Alargando forma que merecia
[Porque há alturas em que crescemos por dentro...]
efeneto*
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Sábado, 18 de Agosto de 2007
Insónia
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Insónia...
Porque me persegues?
De vigia
Ao meu lamentar?
Nesta hora não consegues
Que eu pare de caminhar
Sou filha da planície
Ah! - Saudade que me fazes evocar
Searas multicolores
Cigarras a cantar
Sob os meus pés
Uma tela acabada de pintar
Com as cores...
Só no meu Alentejo
Consigo vislumbrar!
Aspiro aromas...
Que me fazem anestesiar.
E ela... A insónia
Afasta- se devagar.
Sente que foi uma intrusa
Pronta para me afrontar
Combati-a!
Sinto as minhas pálpebras
A quebrar...
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Nada saberei do tempo, das palavras, do horizonte, de ti... Nada me entranha a alma se nunca passar por aqui. Nada me move nas marés se souber que fugi... Ou apenas parto com dor, outra vez me despi... Nada cantarei dentro de mim, de novo jardim... Nada de cor, de janela aberta ao fim...Nada de tudo entre nós na crueldade de ser assim...
Nada que cale, a vontade de te olhar, enfim...
Das palavras que nos unem
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PARA APRECIAREM CONVENIENTEMENTE OS POEMAS
NOMEADOS POR MIM DEVEM CLICAR NOS RESPECTIVOS TÍTULOS
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Esta nomeação foi uma gentileza de Cláudia Perotti
http://cordedentro.blogspot.com/
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pelo meu Poema “Fingedor”.
a quem encarecidamente agradeço.
Eis os poemas e poetas que eu indico:
1 Poema “Como as espigas” de Albano Martins
http://encostadomar.blogspot.com/
2 Poema “Eu bebo veneno...” de Rogel Samuel
http://literaturarogelsamuel.blogspot.com/
3 Poema “Eros e Bacchus” de João Costa Filho
http://espelhodesombras.blogspot.com/
4 Poema “Palavras ao vento” de Baby
http://mar-la-vento.blogspot.com/
5 Poema “Veramente vero” de Victor Nogueira
http://osabordolhar.blogspot.com/
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A 2ª nomeação veio de Milla Loureiro
http://cafecomcreme.blogspot.com
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pelo meu “Poema a uma Deusa Terrena”.
Um grande beijinho de agradecimento.
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Eis os poemas e poetas que eu indico:
1 Poema “Sei que és um Búzio…” de Maat
http://vivaosol.blogspot.com/
2 Poema “Solidão” de Lia Noronha
http://budacompaixao.blogspot.com/
3 Poema “Ausentando-me” de Helena F. Monteiro
http://linhadecabotagem.blogspot.com/
4 Poema “O empréstimo” de Mofina Mendes
http://o-murmurar-das-pedras.blogspot.com/
5 Poema “Lá fora” de Cláudia Perotti
http://cordedentro.blogspot.com/
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O prémio foi idealizado por ANDRÉ L. SOARES
http://poemasdeandreluis.blogspot.com/ e
RITA COSTA http://ritacosta-almadepoesia.blogspot.com/.
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Para conhecer as regras desse evento clique em: http://poemasdeandreluis.blogspot.com/2007/08/prmio-caneta-de-ouro.html#links