Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Goios - a Páscoa numa aldeia minhota (1974)

  * Victor Nogueira


7 de abril de 2012  

Goios - a Páscoa numa aldeia minhota (1974)

Neusa Monteiro

Nossa viajei no tempo! Muito lindo. Parabéns poeta e obrigada por me presentear com estas pérolas. abraço

13 a

Francisco Santos

Eu Passei parte da minha mocidade nas terras nortenhas, pois a minha mão era de perto de Viseu , tive oportunidade de assistir a esses rituais próprios da Páscoa,hoje com esta tua narração, veio me há memória esses longínquos e belos tempos... Obrigado Victor.

13 a

Belaminda Silva

Belo retrato da Páscoa amigo aqui no Norte o compasso ainda passa mas nada como antigamente beijinhos amigos e obrigada por tão bela partilha.

13 a           

 Ana Roque

Gostei imenso deste "Retrato" Victor Nogueira! Boa Páscoa, Abraço:)

13 a

Aristides Silva

Realmente tu tens uma capacidade muito natural para escrever sobre o quotidiano que te envolve. É impressionante a tua escrita. Adoro os teus textos!

13 a

Yolanda Botelho

Que bonito...Ggostei tanto de ler este texto....Tens uma alma muito sensível.....meu esquerdista preferido. Obrigada por este momento.bj

13 a 

Manela Pinto

tens k escrever um livro, adorei a tua narrativa, só nao entendi se sempre beijaste a cruz e se de crente nada és hahahha beijos. tem um bom domingo. da minhs páscoa dos outros tempos no meu alentejo a única coisa boa k me lembro é que a minha mae tinh… Ver mais

13 a

Carlos Rodrigues

Pegaste o compasso com faena de joelhos, Victor ? Boa Páscoa.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Carlos Rodrigues Sim, fiz a vontade ao meu avô e beijei a imagem sem lhe tocar. O mesmo panito limpava a imagem desde o início do compasso e após cada "ósculo", o que mesmo para um crente não seria muito sedutor, quanto mais para um incréu. LOL

13 a

Victor Barroso Nogueira

Em tempo - não, não me devo ter ajoelhado, mas disso não reza a crónica

13 a

Manela Pinto

hahahhahaha

13 a

Ver tradução

Maria Lúcia Borrões

Eu fui «convidada a sair» dos escuteiros porque me recusei a ir beijar o Menino Jesus na altura do Natal... Acatei a expulsão porque reconheci o não cumprimento do dever de obediência... Se o meu avô me tivesse pedido "de mansinho" que o fizesse, se calhar, ainda hoje lá estaria ;))...

13 a

Lia Branco

Retratos e retalhos, meu querido amigo e camarada. Beijinhos

13 a

Carlos Rodrigues

Medida de segurança ou sanitária perfeitamente compreensível, Victor, mas beijar seja o que for, sem lhe tocar, é que é muito difícil, Victor, gostava de ter visto esse número de magia infantil. LOL. Abraço.

13 a

Victor Barroso Nogueira

LOL Nessa altura, Maria Lúcia Borrões, já era ateu, para grande desgosto do ramo católico da família, e o meu avô sabia pois deixara de rezar o terço diário em casa dele e de ir à missa. O ramo católico era o da minha mãe e o ateu o do meu pai. Mas par… Ver mais

13 a

Victor Barroso Nogueira

Carlos Rodrigues, o céptico - nessa altura já tinha 28 anos LOL

13 a

Carlos Rodrigues

Ah, bom, não tinha percebido isso, julguei que fosses mais novo na altura.Olha, esses antagonismos e contradições familiares não me surpreendem nada, não está escrito em lado nenhum que um Padre, por exemplo, não possa ser Antifascista, aliás muitos o foram. Abraço.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Antes do 25 de Abril o meu avô não se pronunciava, o que só sucedeu depois daquela data. Quanto ao meu avô paterno, Carlos Rodrigues., esse já antes daquela data não perdoava aos aliados terem permitido que os bolcheviques tivessem entrado em Berlim an… Ver mais

13 a

Maria Lúcia Borrões

Tu já eras maior e vacinadíssimo. Eu naquela altura andava pelos meus 15 aninhos, altura em que comecei a pensar pela minha cabeça, a pôr em causa e a contestar muitos dos dogmas em que tinha sido educada... Verdade seja dita que, em casa, apesar de de… Ver mais

13 a

Victor Barroso Nogueira

Sabes, Lúcia, o que o Pároco de Santa Isabel em Lisboa me dizia em resposta às minhas interrogações- enquanto estudante de Económicas - não me convencia, nem estava em acordo com o Centro de Estudantes Católicos da Universidade de Luanda, progressista e dirigido por jesuítas, de que fiz parte e de que me acabei por afastar. Mas já desde adolescente me causava perplexidade que a família ateia do meu pai, que eu "adorava" - pai, avós e tios - fossem para o inferno pk não eram católicos, que as crianças não baptizadas fossem para o limbo e que a salvação estivesse apenas ao alcance dos católicos praticantes, minoria no conjunto da população mundial. Para mim era um absurdo, que sendo Deus tão Omnipotente, criando o homem à sua imagem e semelhança, o tivesse feito tão imperfeito e sujeito ao sofrimento, à guerra, à fome, à doença, à ignorância, à miséria ... E foram grandes as minhas pegas nas aulas de Direito Natural, no 1º ano do ISESE, se te lembrares - acho que fui o 1º estudante no ISESE a abandonar uma aula (a de Direito Natural) - face à pesporrência, sobranceria, autoritarismo e sectarismo do Pe. Marques (não jesuíta), que nos tratava como atrasados mentais, que é referido num dos textos de memórias que contigo partilhei, Maria Lúcia Borrões 🙂

13 a

Victor Barroso Nogueira

Maria Lúcia Borrões Na aula de Direito Natural que abandonei perguntara-lhe em que basearia o Direito Natural se Deus não existisse, ao que ele respondia repetindo apenas "Cala-te, Victor, cala-te e senta-te". Numa aula anterior no final havia-me chamado à secretária para me dizer que quando tivesse dúvidas a pôr lhas pusesse particularmente, para não perturbar os espíritos jovens que me ouviam . Naturalmente que só tive 10 no exame final, tal como em Psicologia Social, que ele também lecionava, apesar da minha sabedoria e pk creio que foi impedido de reprovar-me pela Direcção do ISESE LOL

13 a

Carlos Rodrigues

Nunca tive Direito Natural, mas sim Religião e Moral, onde a prova mais evidente da existência do Criador se baseava no axioma ou dogma, se quiseres, que não existe " Relógio sem Relojoeiro ", ora tendo eu pelo menos um primo relojoeiro na família, com… Ver mais

13 a

Carlos Rodrigues

Estava-te a flar do meu primo Relojoeiro, porque em Religião e Moral a prova mais sólida que nos era dada na altura da existência do Criador era que " Não havia relógio sem relojoeiro " e então, para mim o meu primo era Deus, mas alguém aqui achou que o comentário era " inapropriate " e o cortou, não sei se era Jesuíta ou só contra a liberdade de expressão, mas como sou teimoso, volto a inserir, parte da história. Um abraço, Victor.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Em tempo, Maria Lúcia Borrões Num curso posterior ao nosso houve outro colega nosso, o Carlos Mota de Oliveira, que também abandonou as aulas de Direito Natural pelos mesmos motivos, mas esse escreveu uma contundente carta à Direcção do ISESE acerca do professor e das aulas daquela cadeira. E no nosso curso de 68/69 se te lembras a esmagadora maioria dos estudantes de Doutrinas Sociais deixou de comparecer às aulas a meio do capitalismo, tendo sido acordado com o professor assinar o ponto do início de cada aula, para não perdermos o ano por faltas, abandonando de seguida a sala de aulas. Mas antes do início da Doutrina Social da Igreja o Pires Lopes afixou um aviso em que revogava a sua decisão, voltando a ser obrigatória a assistência às aulas. Após algumas reuniões a maioria resolveu acatar a decisão do professor pelos que os recalcitrantes tiveram também de "render-se", sob pena de perderem o ano por faltas. De modo que na primeira aula de DSI depois do prof entrar levantei-me e disse que ele havia faltado à palavra dada e que as aulas continuavam do mesmo estilo e sem qualquer interesse para mim e que era obrigado a assistir as mesmas para não reprovar.. Disse e sentei-me. Sucessivamente levantaram-se o Viegas e o Pingarilho que declararam "Faço minhas as palavas do Victor" sentando-se de sequida. E assim venceu o Piricas. LOL

13 a

Maria Lúcia Borrões

Já não me lembrava dos episódios que referiste, mas assim que comecei a ler, veio-me tudo imediatamente à memória, tanto do «Cabecinha de Rôla» (como lhe chamávamos) como do padre P. Lopes. Lembras-te de que, mais tarde fizemos o mesmo com as aulas de … Ver mais

13 a

Victor Barroso Nogueira

LOL. Maria Lúcia Borrões Lembro-me disso do Mesquita. Embora me tivesse pegado de ponta pk recusei um emprego que me arranjara no Estado, [ele soubera que eu andava à procura de emprego] pk não queria compromissos com a ANP - o partido marcelista - teve de dar-me 15 valores no exame final pois eu sabia mais que ele. Aliás tivemos outra pega com o professor de Legislação Internacional do Trabalho ou de Relações e Organismos Internacionais, o Cabral, do INTP - Instituto Nacional do Trabalho e Previdência - que ia para a aula ler a sebenta e a nada respondia. Na véspera da marcação do exame final passei a noite inteira sem dormir a ler a Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, pelo que entrei na aula cheio de speed e disse ao prof que não lhe reconhecíamos competência para avaliar os nossos conhecimentos pois ele era ignorante da matéria que lecionava. Ele até era boa pessoa, ao contrário dos outros de que falei, e tive pena ao desancá-lo. Tal como em Direito Corporativo e em Legislação do Trabalho, esta tb leccionada pelo Amílcar Mesquita, o meu exame final foi uma tourada. Mas qualquer deles reconheceu a minha sabedoria pelo que tive 15 a Legislação Internacional, 15 a Relações Internacionais, 15 a Direito Corporativo e 14 a Legislação do Trabalho Em todos estes exames do júri fazia também parte o Director do ISESE, ou o Craveiro da Silva, sj, ou o António da Silva, tb da Companhia de Jesus LOL

13 a

Victor Barroso Nogueira

Aliás o Director do ISESE creio que fazia parte dos júris de exame das cadeiras cujos professores eram contestados pelos alunos (uns 4 ou 5, incluindo o Mesquita, o Cabral e o "Rola" sendo apenas escritos os exames deste último e de dois dos jesuítas contestados, o Borges, de Economia I, e o Pires Lopes - em Doutrinas Sociais mas não em Gestão de Empresas I.

13 a

Maria Lúcia Borrões

Lembro-me perfeitamente do Cabral, também tive 15 com ele. Aquilo era uma »chachada». Ele tinha um estribilho, lembras-te?: »Não sei se... está bem?» . A Suzete eu e a Dídia era só como o tratávamos... Chumbou a Dídia porque no exame ele começava por nos dar a escolher o tema que mais nos tivesse interessado. Toda a gente preparava mto bem um capítulo e explanava-o o mais possível, para ficar pouco tempo para outras perguntas que ele fizesse. A Dídia não se deu ao trabalho de preparar nada em especial e qdo ele lhe deu a escolher, ingenuamente, disse que podia ser tudo o que ele quisesse menos o último fascículo da sebenta pq nem lhe tinha tocado. O fulano foi aos arames, pq "passava ele os seus ricos fins-de-semana a fazer a sebenta para haver alunos que se davam ao luxo de nem olhar para alguns capítulos" (sic). Resultado: só lhe fez perguntas sobre aquela parte. Nós ainda a encorajámos a protestar porque aquilo representava para aí 1/6 da matéria, mas sabes como era a Dídia, não esteve para chatices. Só uma vez, a reboque de mim, e com o apoio do Abílio Fernandes, é que consegui que assinasse uma carta que escrevemos à Direcção, por causa duma confusão em relação ao exame de Análise de Balanços, que nós já tínhamos feito e que dp se lembraram que não poderia ter sido naquela data e queriam anulá-lo. Mas ganhámos!!! Estes histórias são mesmo como as cerejas ;))

13 a

Victor Barroso Nogueira

Eu tinha as faltas controladas e tapava nas cadeiras que me não interessavam. Qual não foi o meu espanto ao ver que não podia apresentar-me ao exame final de Contabilidade I - para o qual estava mais que preparado, com notas elevadas nas frequências - porque segundo a pauta eu excedera ... 1 falta. Fui conferir com o Veladas e ele enganara-se e comunicara 1 falta a mais. Fui falar com o Augusto da Silva sj e o Veladas reconheceu o erro, mas o Silva dizia-me que a pauta já estava afixada, pelo que me deveria apresentar na 2ª época em Outubro. Recalcitrei e o Silva acabou por permitir que fizesse o exame na 1ª época, onde passei com 16 valores. O professor de Contabilidade I (que não era senão a Contabilidade Geral das escolas comerciais, tal como Contabilidade II, mas que não tínhamos nos curriculos do secundário - aliás em Económicas tb havia uma cadeira de Propedêutica Comercial I e II, para suprir as insuficiências curriculares do Liceu), pois dizia eu que o professor de Contabilidade I tinha um trauma qualquer e a primeira parte do curso era a dissertar sobre a ... filosofia da Contabilidade. Uma seca. Como uma seca era em Direito Comercial o Sertório Barahona que dissertava e expunha as opinião de abalizados juristas - a nossa era a sebenta da Faculdade de Direito de Lisboa - sobre o que era um "acto comercial". Um dia, farto, disse-lhe eu pk não clarificava de vez o Governo o malfadado artº 2º, ao que ele retorquiu "Então, se não fosse assim, de que viveriam os jurisconsultos ?! " Também em Económicas a sebenta de Direito Civil era também a da Faculdade de Direito só que o professor desancava na malta porque não utilizávamos uma linguagem jurídica, não se comovendo qd lhe disse que estávamos em Economia e Finanças e não em Direito. Um dia, Lúcia, conto-te o balde de água fria que foi a 1ª aula de Matemáticas Gerais em Económicas, quando do Liceu Salvador Correia em Luanda só cinco dos 20 da alínea g) tínhamos feito Matemática logo à primeira, 4 rumo a Lisboa e outro à Faculdade de Economia do Porto. Ainda estive 1 semana matriculado na Faculdade de Economia do Porto mas incomodado com a linguagem vicentina dos meus colegas tripeiros - eu que na altura nem "merda" dizia - pedi a transferência para Lisboa. LOL

13 a

Maria Lúcia Borrões

Tem graça que a Matemática, que sempre foi o calcanhar de Aquiles da área de ciências, era também a minha disciplina preferida no 7º ano, quase a par com o Inglês. Era tão «despassarada» nos meus 15 anos acabados de completar que, posta de parte a ideia de ir para a f) devido à nódoa de professor que tive a C. Naturais no 5º ano, escolhi a alínea g) por ser a única que juntava cadeiras de Ciências com cadeiras de Letras, nomeadamente Matemática e Inglês...

13 a

Maria Lúcia Borrões

Quanto à linguagem vernácula usada pelos nossos amigos tripeiros, não me admiro que não gostasses, eu na altura tb era mto púdica... E as mihas amigas igualmente, nem entre nós usávamos termos que não se pudessem dizer em público. Lembro-me que qdo nos queríamos referir a uma asneira pesada dita por 3º, dizíamos que a pessoa tinha dito «o maior palavrão que a gente conhece» ...😉

13 a

Victor Barroso Nogueira

Eu queria seguir engenharia - civil "impunha" o meu pai, para lhe suceder no gabinete, embora electromecânica ou geofísicas fosse o meu desejo. Mas eu queria sair de casa e o meu pai disse que me não pagava engenharia em Portugal pois havia cursos de engenharia na Universidade de Luanda (ainda estive uns 15 dias matriculado na alínea f). Como não me interessava ir para Letras nem ser professor, a alínea g) era a única saída, pois combinava cadeiras de que gostava - História, Matemática e Geografia. De modo que o reitor do liceu que era visita da casa dos meus pais convenceu o meu pai do futuro promissor da Economia e lá vim tirar um curso que nem sabia o que era e que se revelou uma autêntica desilusão, não só pk o Liceu não nos preparava em conhecimentos fundamentais como as aulas eram magistrais, para exibicionismo da maioria dos professores, que pretendiam ascender à cátedra, e dadas em turmas teóricas superlotadas (250 alunos em Matemáticas Gerais, 500 em Direito Civil) Nós os das colonias ao fim de semanas estávamos fartos de Portugal, pequenino, mesquinho e de vistas curtas. Pelo que se tivesse seguido engenharia teria logo voltado para Luanda. Assim, para não voltar ao Liceu para fazer as cadeiras da alínea f) que me faltavam e depois de ponderações várias fui desemcomboiar em Évora LOL

13 a

Victor Barroso Nogueira

Pois ... numa das escolas em que dei aulas uma vez na sala dos professores algumas colegas minhas comentavam os dislates dos alunos e diziam qualquer coisa como "pois, ele disse vai à éme" e o outro respondeu "pê que te pê" LOL

13 a

Maria Lúcia Borrões

Ipsis verbis!!! Dizíamos exactamente assim ;))

13 a

Victor Barroso Nogueira

LOL A Celeste voltou a casar e os nossos filhos diziam ao meio-irmão, mais novo "Jorge, diz merda" e ele retorquia "Essa é uma palavra feia que se não diz", e não dizia. Pelo que o Rui e a Susana davam a volta e perguntavam "Jorge, qual e a palavra muito feia que se não diz?" e ele na sua inocência ingénua respondia "merda" 🙂

13 a

Maria Lúcia Borrões

O meu filho, sempre muito contestário e acutilante nas questões que nos colocava, tinha os seus 4/5 anos, perguntava: « Então se as palavras feias não se podem dizer, para que é que as inventam???» :))

13 a

domingo, 30 de março de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Março 30, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

30 de março de 2013  

CLICAR EM 6ª feira Santa  

 Belmira Patrício

Jesus de Nazaré, era incómodo, foi assassinado, o resto são estórias (digo eu...), ❤ Palestina ❤

12 a

Sofia Champlon de Barros

Belo e imagintaivo. Muito bom, este teu texto, Victor Nogueira 🙂 Beijos.

12 a

Margarida Piloto Garcia

Boa Páscoa amigo, ou bom fim de seman festivo conforme queiras. Vou voltar para reler e comentar com mais propriedade,

12 aIsabel Maria

Gostei da tua Epístola!!!mas à 2000 mil anos o Coelho ainda não era nascido...

12 a

Odete Maria Botelho

Fiquei apaixonada por este texto..todas as palavras que Jesus proferiu foram assassinadas...Feliz Domingo de Páscoa amigo..Beijinhos<3 ❤

12 a

Maria Jorgete Teixeira

Pensei que era atual, o texto, não era...pois ele tem a ironia e a lucidez de um ser adulto, sarcástico e amargo às vezes, mas de vez em quando sensível, ou sempre sensível, porque o sarcasmo é fruto da sensibilidade também... partindo da figura de Cristo, dá a volta ao catolicismo, com todos os seus atropelos, hipocrisias, repressões...entendo tudo e tudo aceito como acertado, embora me fascine a parte do homem, ainda que (re)criada pelo próprio ao longo dos tempos...bjs ❤

12 a                         


30 de março de 2013

CLICAR EM   Goios - a Páscoa numa aldeia minhota (1974)

 Maria Márcia Marques

Como as recordações fazem bem à alma....fazem, também, visualizar os rituais que aconteciam em quase todas as casas deste País, de brandos costumes e onde a religiosidade se decretava nas famílias ditas de bem....

12 a

Belmira Patrício

memórias... grata amigo.

12 a

Margarida Piloto Garcia

Como sempre extasiada, eu diria mesmo, extasiadíssima com estas crónicas. Dariam por certo longas conversas. Tanta história de vida, tão bem descrita e relembrada! Quanto ao livro de viagens...que pecado Victor, o mesmo não ser dado à luz.

12 a

Joaquim Carmo

... por terras onde "a tradição ainda é o que era"! Feliz Páscoa, Victor! Abraço

12 a

Manela Pinto

reli gosto destes registos de vida

12 a

Maria Rodrigues

(Y) lindo as coisas antigas tinham outro significado,adorei vêr

12 a

30 de março de 2013  · 

Foto Victor Nogueira - Setúbal - estuário do rio sado

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Manuela Vieira da Silva

Bonito. Mas tenho duvidas onde colocar a cabeça da ave, se do lado direito ou do esquerdo Se for do lado direito mais parece um pato, se do lado esquerdo uma ave de amplas asas 🙂.      


                  

30 de março de 2014  · 

Kirk era sargento no 7º Regimento de Cavalaria dos EUA,  que no post Guerra Civil é forçado a participar no massacre de Ameríndios. Por isso deserta e passa a criador de cavalos, com amigos como Maha, um indiozito sobrevivente duma tribo massacrada, El Corto, um regenerado ladrão de cavalos, e Forbes, um médico que fora alcoólico, o “narrador” das histórias. São personagens como que à margem, no mundo que os rodeia. Essencialmente um “homem bom”, Kirk caracteriza-se pela tolerância e humanismo, mesmo para com os seus inimigos.

Criada pelo argentino Héctor Germán Oesterheld, o seu 1º desenhador foi Hugo Pratt, sendo posteriormente ilustrada por outros.

30 de março de 2014  · 


Bem-aventurados os pobres, em mansidão, porque deles será o reino dos céus, sentados à direita de Deus_Pai Todo Poderoso, depois do Inferno na Terra, que os redime das luxurias dos ricos, os tais que descerão às profundas dos infernos sem passarem pelo buraco da agulha depois de terem gozado com maior ou menor soberba o paraíso na terra.

em tempo - depois de séculos a ameaçarem os pecadores e os ricos (m/f) com o fogo do inferno, João Paulo II afirmou que o inferno não existe. E esta, hein !? Ah!  Mas logo o seu sucessor, Bento XVI,   afirmou que o inferno é um local físico que existe e não está vazio, ao contrário do que seu antecessor, João Paulo II, dizia. "O inferno, de que se fala pouco neste tempo, existe e é eterno", já havia afirmado o pontíficie.. Sendo assim .. a  infalibilidade papal, que é feito dela ?

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Francisco Gentil Apolónio
Pois! Mas o problema não é lá em cima! É cá em baixo! Como fazer deste planeta o paraíso? Esse é que é o desígnio!!!
11 a
Victor Barroso Nogueira
Pois, menina Margarida Piloto Garcia, esse lapso foi corrigido. Vê lá que nem me apercebera que Bento XVI desmentira o seu antecessor  
11 a
Editado
Margarida Piloto Garcia
🙂
11 a
Victor Barroso Nogueira
Ora, ficou o teu registo para a posteridade, Margarida Piloto Garcia 😛
11 a
Victor Barroso Nogueira
Francisco Gentil Apolonio De acordo. Mas o meu texto é irónico. Os deuses, com ou sem pés de barro, são criações do ser humano, para explicar o "inexplicável" ou para que se gere a "mansidão" 🙂
11 a
Graça Maria Teixeira Pinto
parece-me, Victor, q anda por aí ( Na Igreja...) muito pecado de soberba.😛
12 a
Victor Barroso Nogueira
Francisco Gentil Apolonio De acordo. Mas o meu texto é irónico. Os deuses, com ou sem pés de barro, são criações do ser humano, para explicar o "inexplicável" ou para que se gere a "mansidão" 🙂
11 a
Graça Maria Teixeira Pinto
parece-me, Victor, q anda por aí ( Na Igreja...) muito pecado de soberba.😛
11 a
Maria Amélia Martins
e este Papa até diz que os ateus vão para o Céu...o melhor é nem ligar ao que eles dizem...
11 a
Isabel Lourenço
Anda... anda... Graça Maria Antunes, mas quem anda por aí na igreja não espanta que saiba orações. O meu espanto vai para aqueles que não acreditam, nunca lá vão e proferem 1 infinito numero de mantras durante as 24 horas do dia !!!! Isso é que eu acho estranho.
11 a
Maria João De Sousa
Obrigada, Victor Nogueira! Não acredito nesse "local físico" no Éter a que se convencionou chamar "inferno" e, neste aspecto, não aceito opiniões ou imposições seja de quem for. Pode haver - e há! - quem saiba muito, muitíssimo mais do que eu sobre o que já foi dito, discutido e escrito sobre inferno mas, na realidade, sobre a existência desse local, ninguém sabe mais do que eu própria, tu, a vizinha do lado ou mesmo o meu gato. Ninguém!!!
11 a
Victor Barroso Nogueira
Maria João De Sousa o meu texto é irónico, iconoclasta, desmistificador. 🙁
11 a
Maria João De Sousa
Eu vi, Victor Nogueira! Eu e a minha mania dos pontos de exclamação! Desculpa se ficaste com a impressão de que falava directamente contigo... não era, garanto-te. É a própria afirmação que me provoca este efeito... pareci zangada?
11 a
Maria João De Sousa
Se pareci, foi com a afirmação! Vi bem que o teu texto era irónico, mas a frasezinha já tinha "mexido comigo"...
11 a
Barbara Lima
Dante - e sim, há infra mundos e não deve ser um lugar mas um estado de ser . Imagino que uma prisão super lotada deve ser um infra mundo , assim como imagino que um lugar onde há crianças a brincar e a sorrir seja um tipo de céu , assim como quem sofre de inveja vive num infra mundo assim como quem é muito consumista vive também num infra mundo. Dante colocou como poderia ter colocado isso na época - mas acho que são estados de ser , e claro, buscando por Beatriz, a musa ( os valores da alma) , alcança-se a vitória mesmo que se esteja no pior lugar do inferno . Alma aqui = psiquê e não coisa religiosa.
11 a
Victor Barroso Nogueira
Não interpretei que estivesses zangada, Maria João De Sousa, mas sim que me terias tomado a sério, isto é, como crente no que escrevera. Bjos 🙂
11 a
Maria João De Sousa
Claro que há... por aqui mesmo.
11 a
Rogério V Pereira
Não há enganos, Inferno é este local físico onde estamos!
11 a
Maria João De Sousa
Exactamente! E com o grande capital a espevitar as chamas a cada dia que passa!
11 a
Maria João De Sousa
🙂 Desculpa! Tenho de controlar ,melhor estas minhas "explosões", Victor Nogueira...
11 a
Victor Barroso Nogueira
Oh Maria João De Sousa Nada tens de controlasr aos comentários que me faças. Ai, ai, ai, que me zango LOL
11 a
Maria João De Sousa
🙂 Não zangues!!! 🙂 Pronto, eu continuo a descontrolar-me... mas olha que é mesmo muito raro, embora, como costumo dizer, tenha o coração na ponta dos dedos... 🙂
11 a
Manela Pinto
prantes ja sei k vou parar direitinha ao inferno que mansidao nao tenho nenhuma ahahah
11 a
Victor Barroso Nogueira
António Garrochinho Como dizia o outro "Eu graças a Deus sou ateu" LOL
11 a
                 

30 de março de 2014  · 

foto victor nogueira - colheita da cortiça

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 Nádia Silva

Dava um belo padrão para tecidos! Hihihi https://www.facebook.com/PanoDeCostura

11 a

Margarida Piloto Garcia

A foto está espectacular.

11 a

Maria João De Sousa

É muito bonit, a imagem que obtiveste nessa perspectiva, Victor Nogueira! Obrigada!

11 a

João Parelho

Era uma riqueza do País e agora está no bolso de alguns

11 a

Milu Vizinho

Que bonita foto, está espectacular. Camarada Victor Nogueira, Bj...(Y)

11 a

Rogério V Pereira

Quando se despe o sobreiro e empilham as pranchas, no montado, é tal e qual o que nos é mostrado! 🙂

11 a

Maria Odete Gaspar Fernandes

Mas andam a pagar misérias aos produtores.... de tão bom produto.

11 a

Madalena Fialho

Só lamento não ser minha!!!!!!!!!!!!!!!

10 a

Judite Faquinha

Aqui está a cortiça tirada ainda em bruto, depois é que são formadas as pilhas, onde, nos anos 70 era molhada para ficarem mais juntas... para ficarem protegidas do mau tempo!!! eram pilhas enormes... eu ia com o meu pai, que ele era comprador e ia ver,as pilhas e eu ia com ele!!! Eu corri quase todas as herdades do Alentejo e Ribatejo. É lindo este trabalho!!! Obrigada camarada Victor por tão bela foto!!! Feliz noite bjitos.❤

10 a

Luciano De Lucio

so de imaginar,as garrafas de vinhos que serao fechadas por essas obras da natureza da agua na boca

10 a   

30 de março de 2019  · 

de sábado para domingo, não esquecer -  adiantar uma hora

30 de março de 2020  · 

Foto victor nogueira - Lisboa    estação de metro do Chiado 1998 05 05  

Esta estação fica nas profundezas da terra, lá muito em baixo, com acesso por intermináveis escadas rolantes.

30 de março de 2021  · 

foto victor nogueira - sombra despida (Setúbal, Avenida Nennto Jesus Caraça=

30 de março de 2022  · 

Foto victor nogueira  - Setúbal e a Praça de Bocage (antigo Largo do Sapal), com a estátua do poeta Elmano Sadino e os Paços do Concelho. a long tima ago

30 de março de 2024  · 

Foto victor nogueira -  ponte Vasco da Gama, sentido  Norte / Sul  (2023 Verão file372)

Normalmente as pontes têm um traçado rectilínio, mas não esta que, atravessando o Rio Tejo, liga Alcochete e Lisboa, com uma ampla curvatura. 

Com os seus 12,3 km de comprimento é a  segunda mais longa da Europa, após a Ponte da Crimeia, e uma das mais extensas do mundo. Foi inaugurada em 29 de março de 1998, dois meses antes da abertura da Exposição Mundial (Expo '98), comemorando simultaneamente os 500 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia, em maio de 1498.

Fotos victor nogueira - Castelo de Vila da Feira (Santa Maria da Feira) (rolo 370 - 1998 09 11) - Penedono - Castelo e pelourinho (rolo 438 - 1999 10 31)

O de Vila da Feira é muito maior que o de Penedono, mas ambos, com os seus torreões, parecem ser um dos representados em contos de fadas, como os popularizados pelos filmes animados dos Estúdios de Walt Disney. Mas outro aspecto os distingue. O da Feira fica lá no alto duma colina, hoje arborizada, enquanto que o de Penedono ergue-se numa pequena massa rochosa, pouco acima da planura.

As minhas notas no dia em que o visitei registam: «Santa Maria da Feira Castelo lá no cimo da encosta arborizada, frondosa, onde as pessoas deambulam calmamente. No sopé, no Rossio onde outrora se realizava a feira medieval, uma igreja e convento do Elói lá em cima, com acesso por ampla escadaria, com fontanário e cruzeiro cá em baixo. Neste Rossio arborizado se realiza uma importante romaria, a Festa das Fogaças. Aqui se situa um espigueiro junto ao Orfeão da Feira e um quiosque de ferro verde.

O "centro histórico" é pequeno, com uma rua pedonal e um largo com fonte a meio e edifício brasonado, onde também se situa o da Câmara: claro que falamos da Rua Direita e da Praça Velha. » Segundo as minhas Notas de Viagens estive nesta povoação por três vezes: 1998 06 14, 1998 09 12 e 1999 08 25.

Sobre Penedono anotei em 1999 10 31: «Vila medieval, donde era o Magriço dos Doze de Inglaterra. Fotos ao pelourinho e ao castelo; o nevoeiro cerrado não dá para deambularmos pela vila. Foto a interior de igreja.»

sábado, 28 de dezembro de 2024

Letras empilhadas, ano após ano, em Dezembro, 28, (re)colhidas em 2024

 * Victor Nogueira

28 de dezembro de 2012 
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Público
Foto Victor Nogueira - Uma janela, ym postigo
Uma janela, um postigo
bem singela, eu persigo
cravo na lapela, sigo
sem cautela, consigo
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Isabel Maria Não sei porquê esta foto lembra-me a solidão das pessoas idosas . 12 a Fernanda Manangao TAL QUAL A CASA a mim também 12 a Ana Estrela quem viverá dentro ? quantas vidas já viu viver? quantos segredos esconderá? 12 a Yolanda Botelho Adoro janelas....são sempre misteriosas.... 12 a Deolinda F. Mesquita Gosto desta foto, é triste como quase tudo o que envelhece... tem muitas histórias para contar tal como as pessoas velhas. Obrigada Victor. Também gostei do poema, bjs 12 a Manuela Vieira da Silva Agora vejo que o tempo passou e nada mudou na janela e no postigo, e quem lá entrou. Bom Ano 2013, Victor Nogueira. Bjo.🙂 12 a Judite Faquinha Parece uma simples janela, mas com pedra de canteria não é pedra marmore, a pedra de canteria é muito antiga.... o poema está lindo, masesta casa é mais velha do que eu, uns bons anos, de certrza. 12 a Nádia Patricia like:P 12 a Belaminda Silva Uma velha janela que sem duvida terá muito para contar...beijinhos 🙂 12 a Margarida Piloto Garcia Embora se note decadência, quantas histórias se esconderão para lá das cortinas? 12 a Maria Rodrigues (Y) verdade 11 a

Foto Victor Nogueira - Setúbal, estuário do rio sado e serra da arrábida

QUEM ÉS TU, NÃO SEI. E TU, SABES?

28 de dezembro de 2013  · 

quem tu és não sei mas fazes-me falta e o teu silêncio e a tua ausência têm a dimensão do mar-oceano e do universo coalhados de estrelas flamejantes

~~~~~~~~~~

Graça Maria Teixeira Pinto

Belo poema em prosa.

11 a

Maria Orlanda Alfarrobinha

Ser Feliz..É saber amar… Saber viver cada dia;

11 a

Maria Rodrigues

(Y) muito lindo o poema,é feito com grande sentimento ❤

11 a

Maria Amélia Martins

Caramba..! isso é paixão mesmo....

11 a

Anaísa Martinho

Lindo!

11 a   

Vitor Correia

A eterna procura,Vítor .Bom ano para ti.Um abraço

11 a

Ana Wiesenberger

Wow! Adorei a foto.

11 a

Maria Natália Bravo
Dantes... era o Diário de Notícias debaixo do braço e uma senha e contra senha. Umas vezes corria bem. Outras, nem por isso. Agora, nestes tempos, é mais fácil. É só querermos.
11 a 

28 de dezembro de 2014  · 

Idade da reforma sobe para os 66 anos e dois meses em 2016

Ler mais: 

28 de dezembro de 2015  · 

É deliciosa muita da poesia dos cancioneiros, pela temática e pela aparente simplicidade. Deixo-vos Anrique da Mota 

poesia de Anrique da Mota

Gram trabalho é viver

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Manuela Vieira da Silva

«mas porqu'isto qu'eu queria / nunca foi nem há de ser / gram trabalho é viver».

 É mesmo, Victor, é a vida de trabalho e de trabalhos. Obrigada pela partilha. Boas Festas,

9 a    

 Filipe Chinita

a simplicidade quando atingida só aparentemente é simples...

9 a

28 de dezembro de 2015  · 

foto victor nogueira  - HOJE  em Setúbal, no cimo da torre no alto duma encosta, entre o natal e o novo ano, chuva e vento forte para lá da vidraça. Nas terras tropicais do  ,Cruzeiro do Sul faz imenso calor e talvez haja tempestuosos vendavais ventosos e trovejantes relâmpagos relampejantes.  Esperando pelas águas de março, já a seguir, em


Águas de Março

Intérprete - Elis Regina

Compositor: Antonio Carlos Jobim (UBC)


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o Matita-Pereira

É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira

É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É uma cobra é um pau, é João é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

Pau, pedra, fim, caminho
Resto, toco, pouco, sozinho
Caco, vidro, vida, oh, noite, morte
Passo, anzol

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
~~~~~~~~~~
Manuela Vieira da Silva
A tempestade perdeu o seu tempo... é quando ela quer... vem com a chuva... quanta ela puder... enquanto durar o amor do relâmpago e do vendaval nas ondulações das nuvens... 🙂
9 a
Viriato F. Soares
Águas de Março, grande Elis Regina. Bom ano novo Victor!
9 a
José Manuel Candeias
"Água mole m pedra dura..." Votos de um excelente 2016, caro Victor!
9 a
Tavares Lou
Essa música, Águas de Março, é tão linda...
Aqui, em minha cidade, também chove. São as águas de dezembro rompendo o verão...
9 a


28 de dezembro de 2017  · 

Eh pá, isto das siglas é tramado. O que nos vale são as pesquisar na Internet. Ora deixa lá ver .. ICAR ? Ah. Será Igreja Católica Apostólica Romana ? Parece que sim. Então não seria mais eficaz e fácil dizer "Igreja Católica"? 

Eh, pá, mas ainda fica o Natal, a cronologia "depois de Cristo" (agora é "da Era Comum", o presépio, o menino jesus, os Reis Magos, o Pai Natal da Coca Cola ... UFFA

~~~~~~~~~~

 José Eliseu Pinto

Acho que não. Há que ser rigoroso no alvo, já que outras podem reivindicar para si os atributos de 'igreja' e 'católica' e, ainda assim, não quererem confundir-se com esta. Não porque sejam melhores mas por lhes dar jeito saírem do campo de mira.

No jargão ateísta, ICAR não é um simples acrónimo mas, antes, um significante dotado de significado próprio. Neste sentido, o cardeal patriarca de Lisboa e a sua alocução natalícia, pretextos da carta enviada à RTP, respondem exclusivamente perante aquela confissão religiosa. Das outras trataremos adiante, se e quando for caso disso.

Mas, em boa verdade, não sei porque me dou ao trabalho de explicar uma coisa que tu sabes tão bem como eu.

Bom ano, Victor. Para ti e para o teu feitiozinho serrazinoso que, pelos vistos, se encontram de perfeita saúde.

7 a

Victor  Nogueira

Zé, não conhecia o significado nem o termo ICAR, que descodifiquei agora como Igreja Católica Apostólica Romana, uma das várias Igrejas Apostólicas. E embora não tenha deuses nem deusas e seja duma família onde coexistem incréus e católicos, tb não conhecia a República e Laicidade, apesar de não haver monárquicos nos vários ramos familiares e sermos todos republicanos LOL. Eh pá, mas ... aprender até morrer. Grande abraço 😛

7 a

José Eliseu Pinto

Victor, a 'República e Laicidade' é uma associação cívica a que pertenço e que, apesar de muito discreta na sua acção, se tem pronunciado oportunamente sobre as situações de promiscuidade entre o Estado e a(s) igreja(s).

Paradoxalmente, os casos vêm ocorrendo com frequência crescente, facto a que não será alheia a proximidade equívoca do Presidente da República à Igreja Católica Apostólica Romana (como vês é muito comprido para escrever por extenso) que lhe terá animado a costumada vocação açambarcadora.

7 a


28 de dezembro de 2017  · 

O antecessor  não lia jornais e era especialista em silenciosos tabus ou em bolo rei que tivesse à mão de semear para se não embaraçar com as palavras. O sucessor, doutra colheita, não se baralha com as palavras, está em todas sem precisar de bolo rei. Mas entre um e outro, uma semelhança: consideram-se os "garantes" não da Constituição mas do moço da gávea, fazendo avisos à navegação, que são os mesmos que ambos defendem: um com ar sério, outro com ar afectuoso e beijoqueiro. A farinha, essa é do mesmo saco.

28 de dezembro de 2019  · 

foto victor nogueira - setúbal, gaivotas em terra 25 de dezembro, um dia ameno e límpido, sem tempestades no ar.

28 de dezembro de 2020  · 

foto victor nogueira - Estuário do Rio Sado, com  a Serra da Arrábida e o Forte de Santiago do Outão ao fundo, este e outrora em defesa da barra, com o pôr do sol no dia de natal, não o meu, mas de alguém, com€rcia£m€nt€ venerado e acalentado pelos ciftõ€$, personagem de mistério e de cuja existência e data de nascimento não há certeza, mas tem apropriado acompanhamento musical, com o Fado do Embuçado.

Agora reparo que a foto parece  ou dum peixe-espada ou da cabeça e tromba dum elefante. 😉

 
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Foto victor nogueira - Atravessando o Rio Douro pela Ponte do Freixo (2022 11 01 IMG_0559 Ponte do Freixo)
Ordenadas ppela data de inauguração, estas são as seis popntes que ligam as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia:
1866 – Ponte D. Luís I, obra de Gustave Eiffel e Seyring
1877 - Ponte Maria Pia: obra de Gustave Eiffel
1963 - Ponte da Arrábida, projecto do Engº Edgar Cardoso
1991 – Ponte de S. João, projecto do Engº Edgar Cardoso
1995 - Ponte do Freixo, projecto do Prof. António Reis e Engº Daniel de Sousa
2003 - Ponte Infante D. Henrique, projecto dos Engºs António Adão da Fonseca e Francisco Millanes Mato
Anteriormente houve a Ponte das Barcas, projectada por Carlos Amarante e inaugurada a 15 de Agosto de 1806. Era constituída por vinte barcas ligadas por cabos de aço e que podia abrir em duas partes para dar passagem ao tráfego fluvial. Esta ponte abateu em 29 de Março de 1809 com o peso dos fugitivos face à 2ª invasão francesa, provocando milhares de mortos. Deste facto existe um memorial. Reconstruída, a Ponte das Barcas acabaria por ser substituída definitivamente pela Ponte Pênsil em 1843, de efémera existência.
Ver «As Pontes do Porto», por Manuel de Azeredo in https://web.fe.up.pt/~azr/pontes/

28 de dezembro de 2022 


HOTEL VITÓRIA: DE HOTEL DE NAZIS A CENTRO DE TRABALHO DE COMUNISTAS
Edifício de seis pisos e terraço, com o seu design inovador, instalado na majestosa Avenida … Ver mais

28 de dezembro de 2022  · 

Ao ler o título pensei: "Olha, mais um com a falaciosa cantilena de que o "fascismo e o comunismo são irmãos gémeos, duas caras da mesma moeda"!

Mas resolvi continuar a ler para lá das parangonas do título garrafal e verifico que não é assim!

Mas, para a maioria dos que se ficam pelos títulos, o que interiorizarão é que "fascismo=comunismo", mesmo que o  texto subsequente o desminta e/ou não confirme! Mesmo que o título se baseia no "markting" 

28 de dezembro de 2022  · 

ALTO AÍ E UMA PAUSA NO ORQUESTRADO BAILE-MANDADO 

Mas, porém, todavia, contudo ....à  cabeça da lista devem ser devolvidos os lucros estratosféricos e obscenos do complexo militar industrial, das empresas de energia e combustíveis, das milionárias ajudas à banca da usura, que é o seu ADN, das grandes empresas de compra e distribuição de bens alimentares e de 1ª necessidade, das compensações rentistas de papo para o ar das alegadas parcerias público privadas, da saúde das privadas mantidas à custa do  Estado, dos nossos impostos e degradação do SNS, de que os Governos do PS(d)CDS, com as suas políticas avalizadas pelo eleitorado, terão hipoteticamente sido meros manajeiros, melhor ou pior (re)compensados.

Nestes bailes, há os encobertos e os descobertos, há os (ocultos) mandantes beneficiários e os descartáveis "facilitadores"

Há que pôr o guiso ao gato e dar nome aos bois!