Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

.

Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

.

Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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terça-feira, 17 de junho de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Junho, 17, (re)colhidas em 2025

* Victor Nogueira

17 de junho de 2012  ·

em évoraburgomedieval - fotos 1968 / 1975

Fotos de Victor Nogueira, Salvo indicação em contrário

Para ilustrar as memórias

 https://www.facebook.com/notes/10219933544394363/

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Thatalyscal Scaldelai

Belas fotos de lugares lindos!!!Obrigada! 😊

13 a

José Inácio Leão Varela

Caro Victor Nogueira...gosto mesmo desta tua ilustração.... recordações boas e menos boas vêm à memória...abraço.

13 a

Joao Garcia

Lindo! As calças... Fantásticas!

13 a

Victor Barroso Nogueira

Ora, também usavas iguais, Joao Garcia Não me lembro que vestisses como os agrários do Arcada ou os trabalhadores de Arraiolos, qd lá andámos a fazer inquéritos. Ainda me obrigas a digitalizar as fotos da malta da pesada (tu, o Camilo, o Carlos, a Lídia, o Tobias, e eu)

13 a

Joao Garcia

Ah claro que tinha, e faz favor de digitalizar tudo!

13 a

Joao Garcia

Those were the days, my friend

We thought they'd never end

We'd sing and dance forever and a day

We'd live the life we'd choose

We'd fight, we'd never lose

For we were young and sure to have our way

13 a

Ver tradução

Belaminda Silva

Não só gostei como adorei... obrigada amigo. Desejo-te um lindo dia de Domingo. Beijinhos ♥

13 a

Margarida Piloto Garcia

Adorei ver.Quem não teve umas calças à boca de sino e que moço não usou um revolucionário bigode? Fotos de encantamento, de tempos em que se sonha " que o mundo avança " e em que se tem " todo o tempo do mundo".Nunca deveríamos perder esse feeling Beijinhos Victor e obrigada.

13 a

Francisco Santos

Belas fotos Victor, trás-nos há memoria os nossos tempos na Cidade de Évora, não faltava as calcinhas há boca de sino..... um abraço.

13 a

Victor Barroso Nogueira  


Mary Hopkin - Those were the days (1968)

Victor Barroso Nogueira

Mas esta,Joao Garcia era mais ilustrativa do nosso estado de espírito em évoraburgomedieval, parece-me, embora não tivéssemos o ar de "betinhos" dos "Animals" - LOL

The House Of The Rising Sun - The Animals - Tradução

YOUTUBE.COM

13 a

Jose Manuel Faleiro Faleiro

Lindo.Gostei muito.

13 a

Filomena Pita Soares

Oh Victor! só mesmo tu para fazeres estas fantásticas memórias dum tempo que já nem me lembrava bem!

Um abraço!

13 a

Isabel Maria

É tão giro ver as nossas fotos dos anos 70!!! a moda era o máximo...e o que eu não dava para ter uma carrinha Volkswagem...e a música dos The Animals mais os bailaricos... saudades do tempo em que todos acreditávamos num mundo melhor...grata

13 a


 17 de junho de 2012 

Sobre uma pintura de Yolanda Botelho

As pinturas, especialmente as abstractas, são para se interpretarem - buscar a impossível ou difícil "realidade" que elas (não) representam ? Ou para "sentir" com a diversidade do olhar e da "história" de cada "espectador" ? Gosto da "foto" mas ela desperta em mim ambivalência - as cores quentes e cheias de vida contrastam com uma certa tristeza ou mesmo angústia pelo tecido como que esfiapado, como cortina que não esconde completamente a janela para lá da qual a serenidade possível, (estilhaçada ?) do azul, dum azul (do mar ou do céu) Bjos meus, Yolanda Botelho

13 a

17 de junho de 2012  · 

Foto Victor Nogueira - Aljezur (Praia)

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 Thatalyscal Scaldelai

Ah,que lindo!!!A natureza é mesmo muito bela!!! 😊

13 a

Yolanda Botelho

Que belo mar......

13 a

Ver tradução

António Vale de Gato

Fantástica panorâmica!...

13 a

Isabel Maria

O mar é sempre fascinante!adoro estas cores...

13 a

Isabel Maria

boa tarde bjs

13 a

Victor Barroso Nogueira

As praias de Vila Nova de Mil Fontes, apesar de frias, foram as únicas em Portugal que me cativaram, pois sabiam a sal, sol e areia, Isabel Reis E algumas delas na altura ainda livres de multidões

13 a

Isabel Maria

toda a costa alentejana tem praias muito bonitas mas como tu dizes o defeito é a água ser fria e as praias terem muito declive...o bom é serem mais sossegadas e terem escapado ao betão

13 a

Belaminda Silva

Bela praia camarada, quem me dera puder estar agora aí por perto para dar um mergulho nessas águas.

Beijinhos ♥

13 a             



The House of The Rising Sun - The Animals -

17 de junho de 2012  · 

Para além de "Those Were The Days",  um olhar de quem ainda preservou alguma crença na bondade e generosidade do ser humano apesar de ter perdido muita da inocência que muitos - jovens, já então envelhecidos e carcomidos, nunca tiveram (nem ingenuidade, nem generosidade) - esta é mais ilustrativa do estado de espírito da "malta do Arcada" em évoraburgomedieval, parece-me, embora não tivéssemos o ar de "betinhos" dos "Animals" - L

17 de junho de 2014  · 

a bandeira invertida ou amor é um fogo que arde sem se ver

ts ts Nesta guerra das imagens para quem não discute programas, esqueceram-se de costa de mãos dadas  com cavaco a hastearem a bandeira "invertida" da rendição em 5 de outubro de 2012, no Pátio da Galé, para onde costa transferiu as cerimónias para proteger cavaco das vaias republicanas do povo de Lisboa ?

A cena das mãos dadas está em numerosas fotos e vídeos na internet. 

Está-se mesmo a ver que costa e seus apoiantes cada vez que encontram o Presidente da Repúbluca lhe viram as costas, cuspindo previamente no chão, para as fotos e para câmaras de televisão. 

Só para  ver essa cena vale a pena que ganhe costa e se resguarde cavaco.  ts ts

http://resistir.info/portugal/inversao_da_espada.html

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 Nascimento Maria

isto teve grassa estavam todos tão felizes que não reparavam que a bandeira ia ao contrário !!

11 a

Clara Roque Esteves

Não sei se foi melhor " DES(FALECER)"....

11 a

Victor Barroso Nogueira

Clara Roque Esteves Isto é um comentário que deixei nest post de rasteirice, um blog que leio com interesse mas com argoladas confirmativas de que no melhor pano cai a nódoa com alguns comentaristas doo PS ao nível dum tablóide rasca 😛

http://corporacoes.blogspot.pt/.../amor-e-um-fogo-que...                       

17 de junho de 2014  · 

a ladainha do costa do alterne

Não sendo eu do PS e não tendo pela maioria dos seus dirigentes desde mil novecentos e sessenta e nove qualquer simpatia, a verdade é que a política de Seguro é idêntica à de Costa e seus apoiantes, aprovada em Congresso e posta em prática pelos órgãos dirigentes. E o PS Seguro até teve uma vitória nas autárquicas relativamente à direita, mas sem conseguir varrer o PCP como foi defendido na sua Convenção Autárquica por Zorrinho, João Ribeiro, Cisco Assis e muitos outros.

Com o novo desenho das freguesias em Lisboa Costa/PS consegui garantir a esmagadora maioria das freguesias, varrendo o PSD. E na área metropolitana de Lisboa, "apoiado" numa lei de Relvas e no PSD, subverteu a prática democrática e assenhorou-se do Poder. Subversões em que é perito, conluiado com o PSD, como sempre tem acontecido desde 1976 por todo o país e em Setúbal em 1985 ou em Loures e Setúbal em 2013, entre muitos outros exemplos.

A pergunta que faço é que razões levaram costa a abandonar o sossego de Lisboa a caminho de Belém post-cavaco e a trocá-lo pelo caldeirão do rato, transformando a relativa vitória no PS no contexto europeu numa ensarilhada, desviando as atenções da clamorosa derrota de Cavaco e do PSD-CDS, que assistem de bancada.

Vai o PS de costa seguro sócrates cisco assis referendar os tratados da União Europeia, incluindo o memorando de entendimento e o pacto orçamental - todos assinados pelo PS(d)CDS ? Huuummmmm




17 de junho de 2014  · 

foto victor nogueira - Lisboa - Museu Nacional de Arte Antigha - Filipe Lobo (activo entre 1650 e 1673) - Vista Panorâmica do Mosteiro e Praia de Belém,1657 óleo sobre tela séc. XVII (pormenor)

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Graça Maria Teixeira Pinto
Belo quadro! Cenário tão bucólico! Obgad, Victor Nogueira.
11 a
Isa Alçada
O que eu aprendo consigo amigo, obrigada por estas partilhas feliz noite bjs
10 a    

 17 de junho de 2018  · 

foto victor nogueira - em Setúbal, campo com fardos de palha



17 de junho de 2019  · 

foto victor nogueira - setúbal, no parque urbano de albarquel, em 2019.06.11 - o regresso da praia

17 de junho de 2020  · 

fotos victor nogueira - Os farolins na Foz do Rio Ave, em Vila do  Conde

O farolim do molhe norte de Vila do Conde situa-se na foz do Rio Ave, a uma altitude de 9 metros e 7,8 metros de altura, tendo os seus feixes luminosos um alcance de 9 milhas náuticas. Na margem direita, na Avenida Júlio Graça,existe um outro farolim.

17 de junho de 2020  · 

foto victor nogueira - Santuário do Senhor dos Mártires, em Alcácer do Sal (anos '70 século XX). Do lado direito do templo fica a Capela do Tesouro (século XIII), com o pequeno santuário independente. 

É uma povoação que se desenvolveu ao longo do rio, subindo por ruas íngremes, por escadarias ou atravessando arcos. Duas ruas paralelas ao rio, na parte baixa, uma marginal, outra interior. No castelo arruinado, ninhos de cegonhas. 

Nos arredores, o Santuário medieval do Senhor dos Mártires, fundado nos séculos XIII ou XIV pelos Cavaleiros de S. Tiago. Na outra margem, no caminho para a Carrasqueira, Comporta e Tróia existem casas de colmo, com barras brancas transversais, características da região, idênticas às que também existem na Carrasqueira (porto de palafitas) e na Gâmbia. 

Alcácer é terra de arrozais e da grande propriedade agrícola, onde abundam enxames de mosquitos, ao entardecer, para contrabalançar o encanto dos campos verdejantes, de regadio, em redor. (Memórias de Viagem, 1997)

17 de junho de 2023  · 

Fotos victor nogueira - Cela - Monumento ao General Humberto Delgado, assassinado pela PIDE a 13 de Fevereiro de 1965.

Regresso à Cela Nova, cuja igreja dedicada a Santo André revejo pormenorizadamente, apercebendo me também do seu pelourinho e do edifício do antigo celeiro. Sigo por outros caminhos em busca de Cela Velha,A povoação tem um ar de abandono, mas a visão de Cela Velha é ainda mais deprimente, embora paradoxalmente pareça mais recente: situa-se no fundo duma descida aprazível mas interminável e, quase no seu termo, uma placa partida indica a existência dum monumento. Lá ao fundo um largo, alguns edifícios degradados, uma bomba de gasolina, a  estação do caminho de ferro e um segundo monumento, tal como o primeiro dedicado a Humberto Delgadoxe "personagens:Humberto Delgado". Estranho estes dois monumentos a Humberto Delgado: o primeiro avista-se perfeitamente do largo da estação, lá em cima, a meia encosta.

Na Cela Velha uma igreja nova e um coreto sem cobertura, perto dum edifício duma qualquer associação cuja finalidade não fixei, onde convivem vários homens, para além duma fonte centenária, de 1894.

Uma carrinha e uma caravana de automóveis atroam os ares em propaganda eleitoral, mas não consegui distinguir se eram da  CDU se do CDS/PP. Damos uma volta, mas tudo é desolado e em breve um operário ( ) despedido duma fábrica da região contar-nos-à a explicação do Humberto Delgado, que afinal tinha ali uma quinta, donde saíra na véspera a idosa viúva por causa do mau tempo. 

 O monumento resultou dum concurso público e do trabalho das populações sendo inaugurado em 22 Agosto 1976: uma série de gomos desagregam-se por acção dum ariete que me parece um cravo estilizado. Nos gomos destruídos palavras adjectivantes do fascismo: obscurantismo, mordaça, repressão, mentira, castração, medo, humilhação, violência, colonialismo, ódio, opressão, exploração. Lá em baixo na Praça, os dois blocos representam "o estilhaço impelido pela força indómita da liberdade."

A herdade da família Humberto Delgado - Quinta da Cela Velha - era uma granja, pertença dos monges de Alcobaça, situando-se a casa, recente, no cimo duma encosta, daí se avistando o fértil vale, outrora braço de mar, e as elevações em redor. Para lá dos portões, que franqueamos em visita. (NOTAS DE VIAGEM, 1997.06.28, 1997.07.08 E 1997.09.03)

17 de junho de 2024  · 

Foto victor nogueira - AI  - Carregado - Igreja de N. Sra de Fátima, no horizonte  (2024 02 25     IMG_4232 a)

A igreja matriz do Carregado, freguesia do concelho de Alenquer, consagrada a Nossa Senhora de Fátima. foi inaugurada no ano de 1956, como se lê na inscrição que se encontra sobre a porta principal: Anno Domini MCMLVI.



17 de junho de 2024  ·

Fotos victor nogueira Vista geral de Lamego e torre de menagem do castelo (1999 10 F1050035 F1050036)

No cimo da colina é minúsculo o castelo mas imponente a sua torre de menagem, fortificação à sombra da qual cresceu o povoado.. As fotos foram feitas a partir do morro fronteiro onde se localizam o Hotel do Parque, o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios e a respectiva Mata.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Fevereiro, 18, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

Yolanda Botelho adicionou uma foto nova

18 de fevereiro de 2011 

   Victor   Nogueira

Esta é uma nova fase. Gosto muito da leveza, alegria e movimento que os meus olhos nela encontram :-)*  A que não falta um toque de sensualidade, no vermelho discreto !

14 a

 18 de fevereiro de 2013  · 

Foto Victor Nogueira -- Mafra e a "revolução" conventual

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Carlos Rodrigues

Bela foto, apanhaste foi a bandeira enrolada.Vou ler o Memorial do Convento outra vez e confirmar. Obrigado. "Revolução Conventua"l não é a do Pão de Mafra ou dos doces, pois não ?...mas são tão bons. LOL.

12 a

Donzilia Conceiçao

Conheço bem o Convento de Mafra fui lá várias vezes e os jardins lindos como o parque das merendas onde se faz a feira, é lindo, lindo. obrigada Victor amigo.  

12 a

Victor Nogueira

Carlos Rodrigues e Donzilia Conceição Nas muitas vezes que estive em Mafra nunca cheguei a tempo de visitar o que quer que fosse do convento para além da igreja 🙁

12 a

Carlos Rodrigues

Estive lá dentro, esmagado pela imponência daquelas pedras e a pensar no trabalho escravo que tudo aquilo implicou, em nome da Fé ? Acho que muito mais da vaidade da Realeza.

12 a

Deolinda F. Mesquita

Fui duas ou três vezes ao Convento de Mafra é muito bonito, mas realmente quantas pessoas se perderam na construção daquele grande edificio .... mas se penso assim não gosto de nada.... Obrigada Victor.  

12 a

Manuela Vieira da Silva

E quanto dinheiro não se gastou, quando podia ter sido utilizado para as populações que morriam de fome e doenças.

11 a

18 de fevereiro de 2014  · 

Foto Victor Nogueira - Rota dos 3 castelos - vista da antiga vila muralhada de Palmela a partir da torre de menagem do castelo medieval. Na foto, a igreja gótica de Santiago e o antigo convento-sede da ordem militar do mesmo nome, hoje transformada em Pousada, como sucede com o Forte de S. Filipe, em Setúbal. Na foto podem ver-se 2 revelins dos séculos XVII/XVIII, junto ao arvoredo.

18 de fevereiro de 2023  · 

Foto victor nogueira - Azurara - Ermida de S  Sebastião e cruzeiro (2022 12 02 IMG_1182)

A Ermida ou Capela de S. Sebastião situa-se numa elevação rochosa de onde se avista a foz do Ave, ali a dois passos. Aqui  se reuniam os pescadores azurarenses para verificarem o estado do mar e decidirem se iniciariam ou não a faina piscatória.

Embora o traçado indicie ser românica, os dois pórticos são góticos, sem "enfeites", embora mais trabalhado o lateral. Durante muitos anos esteve em ruína e destelhada, mas emm 2021 o  edifício foi  objecto de obras de recuperação, promovidas pelo Município de Vila do Conde-

VER Templos religiosos (93) - Ermidas e capelas em Azurara

18 de fevereiro de 2024  · 

Foto victor nogueira em 2024 02 18 - Tangerinas do quintalejo, no Mindelo  IMG_4087  

O dia esteve solheiro, límpido, quente no exterior e na varanda. Tudo mudou com o entardecer; uma brisa leve mas friamente desagradável percorria o quintal, quando fui colher o que será o último "cabaz" de tangerinas,  Poucas, ainda em crescimento, ficaram na árvore, esperando a vez de serem colhidas.

Tentei fazer uma tangerinada para o lanche, mas os gomos estavam secos e pouco sumo deles consegui extrair, ao contrário do que sucedera com o anterior cabaz.

Tenho andado surpreendido por nestes dias não dar com o troar dos aviões, mas hoje lá voltei a ter notícias deles.

Roncam desde a madrugada, percorrendo o dia e cruzando os ares até pela noite dentro, umas vezes aproximando-se, cada vez mais baixo, para aterrarem, outras, afastando-se, cada vez mais alto, quando alçam voo.

18 de fevereiro de 2024  · 

Foto victor nogueira - os jarros no jarro  (IMG_4079)

No quintal vicejam apenas jarros, brancos, com o estame amarelo,  e umas minúsculas flores em dois tipos  de arbustos, umas amarelas, outras violeta.

domingo, 8 de janeiro de 2023

Textos em janeiro 08

 * Victor Nogueira

2023 01 08 Fotos victor nogueira - Porto, Avenida Fernão de Magalhães, vendo-se a torre sineira da Igreja de Santo António das Antas (2022 11 01)
Tal como a Igreja do Bonfim, no século XIX, também a Igreja de Santo António das Antas, no século seguinte, foi edificada para fazer face ao crescimento urbano e aumento populacionsl de áreas até aí rurais.
A Igreja Paroquial de Santo António das Antas localiza-se na parte alta da freguesia do Bonfim, junto ao bairro das Antas. O templo apresenta um estilo clássico e evoca a influência italiana, renascentista, de que a torre é um exemplo.

   
2021 01 08 foto victor nogueira - «Palestina Vencerá» - grafito da JCP em setúbal, na esquina da Rua de S. Cristóvão com a Rua José António Januário da Silva (foto em 2020.12)

VER  

Murais em Setúbal 17 - Grafitos 01 - As Palavras



2020 01 08 foto victor nogueira - Centro Comercial Allegro, em Setúbal (2018.10.26)


2019 01 08 MAS O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO TEM O SENTIDO DAS CONVENIÊNCIAS? FOI DAR UMA MÃOZINHA AO BALSEMÃO SEU CORRELEGIONÁRIO DO PPD/PSD NA "GUERRA DAS AUDIÊNCIAS" ENTRE A SIC E A TVI?  MAS QUE TRISTEZA ESTA FALTA DE CONTENÇÃO E ESTA ÂNSIA PELOS HOLOFOTES A QUALQUER PREÇO? QUE FAZ CORRER MARCELO E QUAL A SUA VERDADEIRA AGENDA ?  

"Está? Daqui é Marcelo Rebelo de Sousa. Interrompi aqui uma reunião que tinha e espreitei para ver o seu primeiro programa e, como ao longo da vida, estive várias vezes consigo quando arrancou com novas fases da sua vida, queria desejar-lhe muitas felicidades e enviar-lhe um beijinho. " Marcelo Rebelo de Sousa 


2018 01 08 auto-retrato em Paço de Arcos (2017 01 08)

Há um ano regressara eu do Norte, onde está parte da minha família, os Barroso, os Nogueira da Silva e os Castro Ferreira para além de muitas amizades algumas com décadas, .Na minha vida há outras famílias. algumas outras delas perdidas como os Martins e os Gomes Pereira.

Há um ano a minha tia Luísa era viva. Há um ano era viva a minha amiga e confidente de sempre, e que conheceu muitos dos meus amigos e amigas ou colegas de Luanda. de Económicas em Lisboa ou de Évora, que sempre mas recebeu em casa dela, e que se lembram dela como se lembram da minha mãe. que também conheceram. 

Há um ano as casas dos meus tios José João e Maria Luísa e da minha tia-avó Esperança eram mais do que a casa dos meus pais. 

Há um ano sem que o previsse que seria tão cedo faltavam 72 dias para que me tornasse o único sobrevivente. 

Há um ano e umas semanas iniciou-se - após meio século - o processo de Paço de Arcos deixar de ser a minha terra e porto de abrigo, depois de perder Luanda após a independência de Angola e o Porto.na sequência  da morte dos meus avós Luís e António.  

"Malhas que o Império tece / jaz morto e apodrece / o menino da sua mãe", na terra da gente dum país pequenino com muitas aldeias com teias, peias e tolhida generosidade e abertura. numa compartimentação não na Humanidade mas apenas e contabilísticamente num ultrapassado e sem retorno  estádio do clã e da tribo.

2017 01 08 O inFaceLock permitiu que quase 200  pessoas me felicitassem pelo meu aniversário, permitiu-me hoje aceder às suas mensagens, mas não me permitiu agradecer individualmente. E bloqueou-me algumas funcionalidades -  por tempo indeterminado - pk fiz um a agradecimento colectivo, impedindo-me de agradecer a cerca de metade. É obra e não se pode discutir com uma "máquina". Tentarei noutra ocasião.


2017 01 08 Magritte A Condição Humana 

2017 01 08 Foram muitos/as que se lembraram de me visitar no dia do meu aniversário, de múltiplas e variadas formas, mais ou menos extensas. Quando hoje me preparava para manifestar o meu reconhecimento, o inFaceLock permite-me saber quem foi mas não me permite aceder individualmente a cada uma das mensagens. Assim, fica a expressão do meu reconhecimento colectivo:

"Obrigado, muito obrigado
obrigado por todos os presentes que hoje me ofereceste
obrigado por tudo quanto vi, escutei, recebi
(...)
obrigado pelo ramo de flores,
pela erva no telhado, pequenas florestas galgando montes
obrigado pelos dias luminosos
pela noite serena
pelo céu estrelado
pelo silêncio
obrigado pelo tempo que me deste ...
pela vida
por sentir tudo isto
obrigado por estares aqui
obrigado porque me escutas, me levas a sério. recebes em
tuas mãos o feixe dos meus dons para oferecê-los aos
outros
obrigado
muito obrigado."
Évora 1971.ABR.14) - (Setúbal 1989.MAR.01)
GRAVURA - Tito Salomoni - Buikding a Rainbow (Erguendo um Arco-Íris)


2017 01 08 foto victor nogueira - Vila do Conde - Centro de Memória, Jardim e Aqueduto de Santa Clara VER (pen)últimas em Vila do Conde in (pen)últimas em Vila do Conde



2011 01 08 - A VERDADE É UMA FOLHA QUE CAI...E GUARDAMOS PARA SEMPRE, NO LIVRO DA NOSSA VIDA.... (Yolanda Botelho)

Victor Barroso Nogueira
O nascer da inocência, entre o negro e o vermelho, com predomínio da síntese e a ausência da cor numa explosão rubra. Bjo, amiga Yolanda, com fundo musical 🙂


Somos Livres, por Ermelinda Duarte


13 ano(s)



sábado, 24 de dezembro de 2022

Textos em dezembro 24

 * Victor Nogueira


2022 12 23 - Foto victor nogueira - De Setúbal ao Mindelo, publicidade gratuita   á SONAE, em quase chegando, a 2022 10 31 (IMG_0488). Já noite cerrada,  a  partir de certa altura do percurso não houve fotos, salvo na travessia da Ponte da Arrábida e esta.


2022 12 23 -  Auto-retrato com patine na véspera dos presentes, presença não virtual. Será desta que para um incréu o anafadíssimo, ubíquo  e atarefadíssimo Saint Klaus, a cavalo num obsoleto trenó puxado por escravizadas renas, uberizado e ajoujado de  sacos, descerá por estreitérrima chaminé, dando  boleia a uma indómita e doce Penélope, que, do vale ou da montanha, neste século XXI, se assuma como veríssima e praticante  porta-estandarte do ideal "socialista" ou "comunista",  universalista, liberta das alienantes peias e amarras da tribo ou do clã? 

Ou …  no vão da porta, enregelado e suspirando, por ela em vão esperarei e suspirarei, ao soarem, repicando, as ba(da)ladas da meia noite?! Hummmm!

2013 12 23 / 2021 12 24 - Para ti, para todos nós, um 2014 / 2022 que seja tempo de Luta, tempo de Vida e tempo de Esperança e de Solidariedade na construção duma sociedade e dum mundo novo em que a Natureza e a Humanidade sejam o princípio e a finalidade da economia e da política, sem senhores nem seus capatazes ou manageiros, homens e mulheres de mão, simples testas de ferro ou mandaretes e moços/as de recados.
Um aceno especial para quem aceitou sair e conviver comigo ou me convidou para sair, para quem aceitou ser recebido/a em minha casa ou me convidou para a sua, para quem me telefonou retribuindo os meus telefonemas, para quem me escreveu, partilhou ou comentou, apesar de por vezes eu ter ficado silencioso., ou falou comigo no chat. Para quem me estima e cuja estima retribuo, em cada dia e em todos os dias dos tempos que (es)correm.
FOTO Victor Nogueira
Sentir
............. o veludo
........................... da voz
............. o calor
........................... do sorriso
............. a fragrância
........................... do olhar
.............o encanto.
...........................da alegria
Libertar
.............os gestos
.............o silêncio
..............o riso
.............as lágrimas
Dizer
.............amor
.............camarada
..............amiga
..............companheiro
Setúbal 1985
Victor Nogueira

2020 12 24 foto JLCF - Porto, Natal de 1949, na Travessa da Carvalhosa, a 1ª vez que estive em Portugal

VER 1949 / 50 - em Portugal


2020 12 24 - Porto - Natal de 1969, na Rua Fernandes Tomás

Isabel Magalhães
Neste Natal talvez 68/69 morávamos em Rio Tinto. A fotógrafa sim, era a Lili.
Bom Natal.
2 ano(s)
Victor Barroso Nogueira
Isabel Magalhães Tens razão. em 1963 é que era na Santos Pousada 🙂
2 ano(s)
Isabel Magalhães
Victor Barroso Nogueira fomos para Fernandes Tomás em 1970.
2 ano(s)
Elisa Fardilha
Feliz e Doce Natal, Victor.
Beijinhos. 😘❤️🎄
2 ano(s)



2020 1 24 Foto jjcf - Natal em Paço de Arcos - Rui Pedro, João Filipe, Celeste, Teresa, Susana, Zé Luís, Carlos.
 

2019 12 24 NOTA PRÉVIA - Nos Trópicos ou no Equador, não há neve, mas há outras crianças vítimas da fome, da guerra, da doença ..... (vn)

De Augusto Gil, em Luar de Janeiro

Balada da Neve

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração.

2014 12 24 Foto victor nogueira - Mindelo - não, não é uma avioneta mas um tractor com reboque aspergindo o campo relvado onde daqui a umas semanas brotará o milho no milheiral. O renque de árvores ao fundo - a cerca duns 500 m - foi cortado depois do passado Verão deixando à vista os edifícios da área de serviço da estação de gasolina e do minicentro comercial na chamada recta do Mindelo, que vai até Vila do Conde, cerca de 5 km a Norte.. Enquanto não urbanizarem e retalharem o terreno, permanecem a vista e a paisagem desafogadas.


Manuela Miranda

Victor Amigo estamos a primeira vez a falar. Viva!! Eu nunca fui a Mindelo ou se fui, fui uma ou duas vezes de passagem e fica perto daqui. A Imagem é bela e o que escreves também. Victor queria dizer-te outra coisa e não queria que me levasses a mal, já és meu Amigo desde o hi5 . Olha eu deixei os grupos porque não entendia nada daquilo. Não é uma questão política, não entendo política primeiro, e depois não tenho paciência para ler textos grandes e para dizer que li e não li nada, Não Sou Hipócrrita. Mas Gosto daquilo que publicas publica na minha página é mais fácil. E depois tenho duas redes o face e o Google+ é muita areia. Beijinhos da nela Sê Feliz Manda Sempre. Fiquei contente de ver isto na minha página. A sério!! Abraço.

8 ano(s)



2014 12 24 Jorge de Sena (poema) e Portinari (quadro)

Natal de 1971

Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Dos que não são cristãos?
Ou de quem traz às costas
as cinzas de milhões?
Natal de paz agora
nesta terra de sangue?
Natal de liberdade
num mundo de oprimidos?
Natal de uma justiça
roubada sempre a todos?
Natal de ser-se igual
em ser-se concebido,
em de um ventre nascer-se,
em por de amor sofrer-se,
em de morte morrer-se,
e de ser-se esquecido?
Natal de caridade,
quando a fome ainda mata?
Natal de qual esperança
num mundo todo bombas?
Natal de honesta fé,
com gente que é traição,
vil ódio, mesquinhez,
e até Natal de amor?
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm,
ou dos que olhando ao longe
sonham de humana vida
um mundo que não há?
Ou dos que se torturam
e torturados são
na crença de que os homens
devem estender-se a mão?

Jorge de Sena

~~~~~~~~
Cândido Portinari (1903-1962), Retirantes, 1944, óleo sobre tela, 190 x 180 cm, Coleção Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand São Paulo, Brasil. 

2013 12 24 Feliz Natal, Amigos, por Ana Wiesenberger

Feliz Natal, amigos!
Que a paz e a harmonia
Derramem uma luz suave
Sobre a vossa mesa

Que os rostos se alumiem
Em júbilo e calor
Pela dádiva da partilha e da união
Que vos faz felizes lado a lado
Na consoada e na vida

Feliz Natal, amigos!
Que todos os sorrisos e os risos em redor
Sejam feitos de verdade e não de hipocrisia
Que o tempo seja de amor
E todos os ressentimentos sejam perdoados

Feliz Natal!
O Natal que desejámos viver
Em cada minuto
Promessa de raízes, sal e sangue que sustém
A alma frágil num itinerário comum

Feliz Natal!
Libertai o amor universal
Calai o ódio
Realizai Fraternidade

Ana Wiesenberger
24-12-2013

2013 12 24 Obviamente que este não era o natal dos pobres em Portugal nem da maioria dos angolanos ou dos povos das outras colónias, mas o duma minoria, hoje em extinção acelerada na Europa ! Naquele tempo era o Natal em que as casas de penhores aceitavam tudo - objectos do quotidiano - em troca dum empréstimo eventualmente resgatável e não - como hoje - apenas metais preciosos para derreter, definitivamente perdidos ! (Gravura - Volpedo - O 4º Estado)

Adolfo Quaresma Branco
-----" O Natal tinha passado a ser uma data no calendário – uma festa com coisas agradáveis, com prendas a dar e receber, com uns jantares especiais e com as pessoas a tentar ser mais simpáticas do que de costume, mas apenas uma data. Depois da qual todos voltaríamos a ser iguais ao que éramos antes, depois da qual o mundo voltaria a ser o que era antes, sem que a festa tivesse operado qualquer magia duradoura." Mas é Natal....
10 ano(s)
Manuela Miranda
Victor A pobreza continua ainda e mais se calhar escondida, por alguma Razão jesus nasceu pobre, Ricos a pedires, pessoas a morrerem a fome, pessoas doentes, mortes, o Natal não é só menino Jesus é Mais Comercio. Eu sou do tempo do menino Jesus aí Sim. Um Bom Natal Victor bjs
10 ano(s)
Manuela Vieira da Silva
Totalmente de acordo com o teu escrito, Victor Nogueira. O Natal só é mágico para quem sente a magia no coração. As consciências abrem-se na proporção do conhecimento e do roubo às suas carteiras. Bom Natal para ti e para os teus. Beijinhos ❤
10 ano(s)
Manela Pinto
apenas uma data no calendario porque ja nao tenho idade da inocencia
10 ano(s)




2011 12 24 Natal, por Yolanda Botelho

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Ary dos Santos . Meu Camarada e Amigo

Revejo tudo e redigo
meu camarada e amigo.
Meu irmão suando pão
sem casa mas com razão.
Revejo e redigo
meu camarada e amigo

As canções que trago prenhas
de ternura pelos outros
saem das minhas entranhas
como um rebanho de potros.
Tudo vai roendo a erva
daninha que me entrelaça:
canção não pode ser serva
homem não pode ser caça
e a poesia tem de ser
como um cavalo que passa.

É por dentro desta selva
desta raiva   deste grito
desta toada que vem
dos pulmões do infinito
que em todos vejo ninguém
revejo tudo e redigo:
Meu camarada e amigo.

Sei bem as mós que moendo
pouco a pouco trituraram
os ossos que estão doendo
àqueles que não falaram.

Calculo até os moinhos
puxados a ódio e sal
que a par dos monstros marinhos
vão movendo Portugal
— mas um poeta só fala
por sofrimento total!

Por isso calo e sobejo
eu que só tenho o que fiz
dando tudo mas à toa:
Amigos no Alentejo
alguns que estão em Paris
muitos que são de Lisboa.
Aonde me não revejo
é que eu sofro o meu  país.

in "Resumo"