* Vicroer Nogueira
11 de março de 2013 ·
Foto Victor Nogueira - Mértola (castelo em contra-luz)
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VN* Victor Nogueira
2020 03 10
1, - À boleia do Corona vírus, mais outra campanha aterrorizante, insidiosa.
Isto é uma completa insanidade, alimentada em benefício de quem? Ou é um novo ensaio geral para que paulatinamente as massas aceitem restrições à liberdade e aos seus direitos?
Os órgãos de comunicação social criam o alarme, ansiedade e terror que justificam que os Governos de boa vontade ou constrangidos pela pressão comunicacional restrinjam direitos e a liberdade de circulação e se acantonem em guetos populações inteiras e se paralise a actividade económica.
Quem está por detrás disto tudo são aprendizes de feitiçaria ou gente muito sapiente que sabe muito bem o que pretende alcançar? É a preparação paulatina para a declaração dum "estado de sítio" permanente?
A primeira, eficaz medida, seria proibir o alarmismo na comunicação social, que deveria ter um papel pedagógico e preventivo? Ou não?1.
2. - A PROPÓSITO DO EVENTUAL CANCELAMENTO DE MANIFESTAÇÕES PÚBLICAS COMO A PROGRAMADA PARA 20 MARÇO.
Dividem-se os manifestantes em grupos de 4 500 pessoas, separados pelo intervalo sanitário de segurança. A imaginação ao poder.
A mim este insidioso clima de alarmismo parece-me que é mais um e novo ensaio geral para fins "inconfessáveis" que levem a aceitar como banal e normal a efectiva declaração dum "estado de sítio" generalizado e mais ou menos permanente no chamado mundo "livre". e das amplas "liberdades" 🙁
2014 03 10 Tudo passa, tudo esquece, tudo é triturado pela voragem do Tempo
Apenas eu fico, estéril, como se não houvesse passado nem futuro e tudo fosse um eterno Presente. Ah! esta memória perene dos caminhos que percorri, das pedras que pisei, das cores que vislumbrei, das pessoas que «conheci» ! Grande é o deserto, coalhado de cinzas o olhar, incerto o andar sem andor [nem ardor]!
Publicada por Victor Nogueira à(s) sábado, Maio 15, 2010
2021 03 09 O TIC-TOC TIC-TAC RECORRENTE DE CAVACO. HOUVE UMA VEZ UMA CERIMÓNIA DE QUE SAÍU MAIS CEDO PORQUE TINHA UMA FESTAROLA COM OS NETOS. DESTA FEITA SAÍU MAIS CEDO PORQUE TINHA DE REGRESSAR A CASA.
2021 03 09 O direito à propriedade privada é uma mistificação.
Porque não havendo planificação da produção de acordo com as reais necessidades individuais e sociais, porque não sendo colectiva a propriedade dos meios de produção nos sectores estratégicos, os trabalhadores (m/f) são esbulhados do seu direito ao trabalho e sustento e se o salário ou a pensão forem insuficientes serão esbulhados dos direitos à saúde, à habitação, ao lazer, à livre circulação, entre muitos outros, ou não adquirindo bens ou perdendo os bens por arresto e dívidas.
Portanto o direito à propriedade privada é apenas o direito dos tubarões mamando à conta dos "inocentes" mexilhões na pseudo-democracia burguesa, limitada a encenações eleitorais, descurando outras vertentes como por exemplo os direitos sociais, culturais e ambientais.
De que nos serve a liberdade, se não podemos viver uma vida plena, com dignidade? Que liberdade têm os mexilhões, os sem terra, os ventres ao sol, os descamisados, os sans-cullote, os desempregados ou com remunerações insuficientes, que são milhões de milhões manietados pelos tubarões dos cifrões e seus capatazes e manajeiros? (vn dixit)
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OPINIÃO - Vacinas: passaporte ou coragem? O lucro ou a liberdade? - Daniel Oliveira 9 MARÇO 2021 7:49
2013 03 09 O 25 de Abril foi uma época única, irrepetível, para quem viveu e lutou contra o fascismo e contra a guerra colonial. Fazendo parte da história dos trabalhadores e do povo português, será outra a próxima etapa na estrada que permita reabrir as portas que Outubro (1917) e Abril em Maio (1974) abriram.
O Movimento é, não pode deixar de ser, dos Trabalhadores e do Povo, nunca hoje em dia das forças armadas (portuguesas) que derrotaram o 25 de Abril em 25 de Novembro de 1975, por mais que hoje chorem lágrimas de crocodilo ou lancem bravatas para os ares !
A resistência e a luta organizadas dos Trabalhadores e dos Povos contra o Capitalismo é o fantasma por detrás das mistificações e revisões históricas das instituições e dos estados "burgueses", que sem disfarce fomentam e pactuam com a guerra, a opressão e a ditadura "burguesas" e do Grã-Kapital, sem rosto nem pátria.