Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

.

Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

.

Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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domingo, 16 de fevereiro de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Fevereiro, 16, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

16 de fevereiro de 2013  · 

Já leram ?  ~  Epistolário 007 - Ordem para ... nadar. Então ou enfim, nada! ~~~ por Victor Nogueira a Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013 às 22:21 *** 

Estou intrigado, Ter-me-á o inFaceLock colocado de quarentena? Ter-me-ão vocês, amizades do meu coração que são, colocado a pão e água, apesar dos dias do sol que brilha em setúbal? É que partilhei esta nota mas parece-me que não surgiu nos murais eleitos. Vá lá, digam alguma coisa. COMENTEM E REDUZAM-mi A FANICOS, SEM dó, lá sol-fejem! Não fujam!

~~~~~~~~~~

 Graça Maria Teixeira Pinto

Victor Nogueira: Recebi a notificação da partilha há dias, mas só agora me apareceu a nota.E não é a 1ª vez q acontece.Tb c/ notas de outras pessoas 🙁

12 a

          Margarida Piloto Garcia

Descobri isto agora com outro método mas no meu mural não aparece. Já deixei comentário nas tuas notas.

......

Olha isto é mesmo digno de "007". Depois do tal desaparecimento e de tudo o que já escrevi, agora o post não pára de aparecer 🙂

12 a

Judite Faquinha

VICTOR NO MEU SURGIU, MAS SÓ AGORA DE TARDE.

12 a

Susana Garcia Ferreira
o face é doido e gosta de esconder ás vezes os posts não sei onde e de arrumar as coisas como quer nos perfis e de desaparecer com as coisas .bjs
12 a


Epistolário 007 - Ordem para ... nadar. Então ou enfim, nada!

... ... ...


Manuela Vieira da Silva
Tem de haver tempo para o romantismo. Tem de haver espaço para o coração. Mas como pode, se a vida clama ao mais duro sacrifício, à mais pesada luta pela sobrevivência, pelos filhos, pela liberdade? Perde-se a qualidade mais nobre do homem, o amor. É o amor que eleva e seduz os mais nobres valores que torna a sociedade mais bela e equilibrada. Como pode, se o dinheiro falta, o emprego falta, a alegria falta.... quanta injustiça camuflada de lindo anúncios, esperanças vãs e supérfluas que alimentam quem não precisa? É o desencanto do coração que deixa de bater, porque bate apenas numa direcção e se esgota... apenas.
12 a
Maria Márcia Marques
E as flores foram recebidas e as palavras tiveram vida....
12 a
Margarida Piloto Garcia
Bem, tive de vir aqui ao teu mural, às notas , para conseguir aceder a este epistolário 007. Eu bem disse que quando o postasses ele seri a tipo agente secreto e por tal razão o dito se esconde. A identificação apareceu-me e aceitei mas agora não a descubro MESMO. Surge-me também no facemobile mas aqui, como já disse, levou sumiço. Li e escutei tudo muito atentamente e fiquei com água na boca. Esse peixinho grelhado de Setúbal é uma delícia. De qualquer modo o apetite para te ler está sempre desperto e este romantismo um pouco triste tocou-me. Beijinhos e resto de um bom sábado.
12 a
Maria Célia Correia Coelho
Victor gostei do que li e adorei as belas canções românticas!  
12 a
Deolinda F. Mesquita
Excelente Victor. Como gostei.... de ler e ouvir... bom fim de semana, bjs.
12 a
Judite Faquinha
Adorei do que li, da musica que ouvi. Excelente trabalho VICTOR, musicas que guardo no ouvido, bastante româticas lindas, um bom resto fim de fim de semana.

16 de fevereiro de 2014  ·   · 

Foto Victor Nogueira - Rota dos 3 Castelos - Castelo de Palmela visto do Forte de S. Filipe (Setúbal) - o 3º castelo é o de Sesimbra.

O forte de S. Filipe foi construído durante o domínio de Castela, simultâneamente para proteger a barra e para defesa contra as revoltas do povo de Setúbal - deste modo, a "fachada" voltada para a povoação é inacessível e "ameaçadora". Após a restauração da independência, o povo de setúbal pediu ao novo rei que demolisse o forte, solicitação que não foi atendida devido `necessidade de defender a entrada de navios inimigos no estuário do Rio Sado.

Quanto ao Castelo de Palmela, que remonta à ocupação árabe, foi posteriormente sede da poderosa ordem militar de Santiago, que tinha vastos senhorios no Alentejo.

 Rogério V Pereira

«O forte de S. Filipe foi construído durante o domínio de Castela, (...) para defesa contra as revoltas do povo de Setúbal - deste modo, a "fachada" voltada para a povoação é inacessível e "ameaçadora".» Hoje, as "muralhas construídas" são mais poderosas, mas os ocupantes acabarão por sair, vencidos. Assim se revolte o povo todo!

11 a

Madalena Mendes

Seminal, o Forte de S. Filipe a namorar a Serra da Arrábida.

11 a    

16 de fevereiro de 2014 
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é um festival
o pantanal ... dos cifrões
é o maralhal
comprado por tostões
o lamaçal do laranjal
preciosa rosa
do centro casas adentro
são os portas de pernas tortas
os loureiros da banca rendeiros
os limas das pantomimas
os santanas de pantanas
os mendes que mal sentes
os cavacos por patacos
os coelhos de joelhos
os seguros perjuros
os pinóquios em solilóquios
a manela de janela
o victor do gamancio
o guta com erres
os mário-olás com ares
o marcelo a martelo
os sarmentos dos sacramentos
os durões furões
a tropa fandanga
com a chraranga
... e os patrões
dos milhões
e o povo ?
no ovo chocando a serpente
da ditadura
que perdura
na confusão
sem tostão
a burguesia
pequena ou média
que ria
do operário sem salário
simples percalço do pé descalço.
quem vence
e convence
no caldo da cultura:
a revolução ?
Paço Arcos 2014.02.16
~~~~~~~~~~
Maria João De Sousa
Sim, Victor Nogueira; do "caldo de cultura" brotará, cedo ou tarde, a revolução! Obrigada!
11 a
Judite Faquinha
Belo poema, da actualidade governamental e os seus 40 ladrões, com caldo ousem caldo venha a revolução, que já se faz tarde beijokinhas, boa noite amigo Victor,
11 a
Belaminda Silva
Boa noite camarada Victor. Venha ela a Revolução... beijinho 🙂
11 a
Judite Faquinha Victor gostei do quadro com o pinóquio, eu adorava essas histórias boa noite, com sonhos lindo.❤ 11 a Donzilia Conceiçao Alguém diria isto como tu Victor?, tocando nos canalhas todos, obrigada camarada, ❤ 11 a


16 de fevereiro de 2015  · 

O Portugal dos anos '60 - VERDES ANOS, UM FILME DE PAULO ROCHA E MÚSICA DE CARLOS PAREDES (1963), UM MARCO DO CINEMA NOVO PORTUGUÊS


OS VERDES ANOS de Paulo Rocha (1963) – trailer americano, 2020


Carlos Paredes - Os Verdes Anos - As Primeiras Gravações a Solo [1962-1963]

16 de fevereiro de 2018  · 

Foto victor nogueira - Quem se lembra da casa da Mariquinhas ?

Quem se lembra das casas de penhores onde no tempo da miséria mais ou menos envergonhada ou da pobreza extrema se ia trocar o relógio, a aliança, as arrecadas de ouro, o candeeiro, o fato de ver a Deus, e outras "ninharias" por uns tostões, até que um eventual "resgate" permitisse reavê-las antes do leilão ?

Hoje as casas de penhores fiam mais fino: em-préstimos não se fiam, apenas confiam na Quimera do Ouro.

Para "finalizar" um filme de Charlot ou: Charlie Chaplin em The Pawnshop [1916]  

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16 de fevereiro de 2022  · 

Foto de  família - Luanda 1951 - Cadeira no quintal, artesanato da  Ilha da Madeira

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Manuel Dias

Penso que o Sr.de  bigode que aparece na foto já foi meu professor ?!!!

3 a

Victor  Nogueira

Manuel Dias Depois de1975 ele deu aulas na antiga Escola Indistrial de Setúbal

3 a 

Manuel Dias

Victor Nogueira corresponde foi exatamente assim,já passaram uns anos abraço V.N.

3 a

16 de fevereiro de 2023  · 

Foto victor nogueira - Vila do Conde - antigo Cine Teatro Neiva (2021 09 07  IMG_6627)

A "magia" do cinema, espelhado em filmes como "Cinema Paraíso, de Giuseppe Tornatore (1988), ou um outro dum cineasta do Médio Oriente narrando a história de dois irmãos que percorriam o país numa carripana, exibindo numa tela ao ar livre os filmes. Por outro lado, os filmes já não são exibidos sobretudo  em enormes e magnificentes salas de estreia ou mais modestas de reposição, destronadas pela televisão e pelos serviços de streaming. Deste modo muitas salas de cinema ou foram convertidas para outros fins ou vítimas do camartelo, subsistindo algumas delas como resultado da sua municipalização e reconversão espacial. O antigo Cinema Neiva, em Vila do Conde, é um dos exemplos.

«O Teatro Municipal de Vila do Conde foi outrora denominado de Cine-Teatro Neiva, devido ao seu proprietário Joaquim de Oliveira Neiva.

Inaugurado em 1947, contemporâneo do declínio do Teatro Affonso Sanches, manteve-se em atividade até 1986. Posteriormente, o edifício foi adquirido pela Câmara Municipal, sendo recuperado por via de um acordo celebrado com o Ministério da Cultura e reaberto ao público em 27 de Junho de 2009. Tem agora duas salas, a principal com 567 lugares e uma secundária com 120 lugares.

É, desde a sua reabertura, o espaço central do Curtas Vila do Conde, festival cinematográfico internacional de curtas metragens», para além das sessões de cine-clubismo.  (Fonte - Site do Município de Vila do Conde)


 
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Mindelo 2019 11 06 auto-retrato monástico em tempo de Cinzas.
Fernando Pessoa - Do vale à montanha,
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados,
Por quinta e por fonte,
Caminhais aliados.
.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.
.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por plainos desertos
Sem ter horizontes,
Caminhais libertos.
.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por ínvios caminhos,
Por rios sem ponte,
Caminhais sozinhos.
.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.
24-10-1932
Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995).
- 146.

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Fevereiro, 08, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

                

8 de fevereiro de 2013  · 

Foto Victor Nogueira -. Oeiras (Lavre)

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Isabel Maria

O mesmo túnel duma foto atrás ...gosto mais desta talvez porque gosto da arquitétura da casa.

12 a

Deolinda F. Mesquita

Adoro estas casas.... mas não conseguia viver em nenhuma casa destas... fazem-me falta de ar...... Estou a falar a sério Victor é triste mas é real, beijos.

12 a

Manuela Vieira da Silva

Será casa de habitação ou outra coisa? Observo uma cruz ao centro em cima, tem comprimento mas não tem muita largura. Não sei o que é e gostava de saber, Victor. Bjos.🙂

12 a

Victor  Nogueira

Trata-se dum palacete, casa duma quinta, sendo as casas para lá do arco, que se avistam em foto anterior, a partir do passadiço presumidamente, habitações dos criados e caseiros. A cruz indicará que o palacete teria capela privativa e, se assim fosse, tratar-se-ia de gente abonada, de fidalguia de sangue ou de dinheiro (Foge, cão que te fazem barão ! P'ra onde, se me fazem visconde !?) piada aos títulos nobiliárquicos que o rei vendia ou dava aos brasileiros torna-viagem ou aos capitalistas, durante a monarquia constitucional. Bjos Manuela Silva

12 a

Margarida Piloto Garcia

Nestas casas dá-se largas à imaginação, pelo menos à minha.

12 a

Margarida Ourives

O ambiente é pobre, mas a foto está bem tirada. Bjs

12 a

Margarida Piloto Garcia

Como eu desconheço este nosso Portugal!

12 a

Manuela Vieira da Silva

É interessante ver a disposição das casas com as respectivas diferenças, em gradação. Teria havido um motivo especial para isso? O que haverá para lá do arco , uma descida íngreme?

12 a

Graça Maria Teixeira Pinto

Obrigada, Victor, pela partilha.(Será impressão minha ou tens um fraco pelas paisagens melancólicas, casas decadentes?) 🙂 Esta foto é de uma beleza triste.

12 a

Isabel Maria

Ai!!!! esta foto foi para mostrares ao Isaltino,os buracos da estrada não?

12 a

Clara Roque Esteves

Tenho uma particular atracção por janelas, portas, arcos, céus e mares. Vá-se lá saber porquê. Gosto desta.

11 a



8 de fevereiro de 2014
  
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neste canto
em quebranto
canto
teu encanto
por nós suspiro
expiro
inspiro
e transpiro
busco
ao lusco-fusco
de verdade
a liberdade
do amor
sem dor
nem andor
mas
com fulgor
o beijo
em solfejo
é desejo
de abraço
sem laço
nem embaraço
Paço de Arcos 2014.02.08
Foto e texto de Victor Nogueira


8 de fevereiro de 2014  · 

diziam o ps(d)cds e a corja que qd fosse tudo privatizado e da "privada" seria o paraíso da excelência. Só não disseram para quem !

8 de fevereiro de 2016  · 

foto victor nogueira -  cargueiro no estuário do rio sado e porto fluvial de setúbal, numa tarde de inverno primaveril e soalheiro. - esta foto duma sequência "falhada" foi tirada às cegas, por ser em contraluz e a luminosidade não permitir ver no visor da máquineta  o que estava a ser focado. Mas não se pode expor apenas "perfeições". LOL


sábado, 11 de janeiro de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Janeiro, 10, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

10 de janeiro de 2014  · 


Sobre o 2º Sexo, de Simone de Beauvoir
Tinha 20 e poucos anos qd li em francês esta obra de Simone de Beauvoir e concluí que a vivência/percepção de si e do outro de homens e mulheres é diferente e a "comunhão" impossivel. Quanto muito seria possível um "aproximar" com um longínquo horizonte. Cada um/a é ele/a próprio/a e mais ninguém

10 de janeiro de 2014  ·   · 

Sobre a realidade, boa, óptima, má, péssima ou assim assim das pessoas no facebook a que chamo inFaceLock  e as consequentes (des)(ilusões) e (des)(encantos) ou (des)(encontros)

Isto é como na vida real e na vida real não damos a chave da nossa casa ao 1º que nos aparece ou dizemos onde a pode encontrar. Isto não  é a mesa do café ou o recanto da nossa casa, à lareira ou à mesa da cozinha. 

Isto é a Praça Pública, o Rossio da aldeia ou o terreiro do paço, o palco onde à vontade e longe da ribalta se podem representar todos os papéis e múltiplos personagens,  desde que para tal se tenha engenho e arte, sobretudo para espectadores benévolos ou ingénuos. Esquecê-lo é meio caminho andado para que o trigo se misture com o joio e a cizânia. Mas a vida continua ! Não haja ilusões: aqui é como na vida real e não é por isso que nela não deixamos de existir, de sonhar e de lutar. Contra ventos e marés ! Em busca de novos rumos !

~~~~~~~~~~

 Isabel Dias Alçada

Tantas verdades aqui escritas que até dói,mas a culpa é sempre de quem acredita, beijos amigo

11 a

Victor Nogueira

Isabel Dias Alçada Não se trata de culpa, mas sim de responsabilidade 🙂

11 a

Isabel Dias Alçada

Responsabilidade sim,e culpa também amigo, de se acreditar que tudo que se escreve ou se comenta é verdade, quando a realidade é totalmente diferente,a vida é feita de encontros e desencontros,e agora é feita também de virtualidades,talvez por desanimo das pessoas ou talvez por solidão existe sempre quem acredite..Beijos amigo

11 a

Laura Rijo

Gostei do que escreves-te Victor. É a pura realidade, o que todos os amigos também disseram aqui. É necessário não misturar, as Estações do Ano!!

11 a

Graça Maria Teixeira Pinto

Tanta verdade, no que escreves.Aqui tb se fazem e desfazem amizades.Se

 calhar, resguardo-me muito, mas prezo a tua amizade facebookiana ou não.Beijo, Victor.

11 a

Maria João De Sousa

Obrigada, Victor Nogueira! Vim para o Face enquanto poeta... jamais um poeta escreveu "escolhendo" um determinado público... escreve-se para todos os que falem a nossa língua...

11 a

Margarida Piloto Garcia

Muito se poderia escrever sobre este tema. A virtualidade em si nada tem de errado. São as pessoas que escolhem o bom ou o mau caminho. Este mundo virtual apenas facilitou a vida aos que gostam de enganar mas também deu uma mão aos outros. Sermos assim ou assado está dentro de nós. Felizmente muitos dos meus amigos virtuais já são reais , outros ainda não mas acho que há entre nós a cumplicidade, o respeito e carinho de muitos anos nestas andanças. Se assim não for mais vale passar à frente.

11 a

Helena Nobre

e assim a vida dos enganos e andanssas...?

11 a     

 Silvia Mendonça

"De fato, numa rede social, somos todos parvos e patéticos. Ou não estaríamos discutindo e balbuciando em uma rede social ressaltando as futilidades expelidas pelos outros. Aqui, estamos apenas exercitando nosso 'egoísmo' e narcisismo! Com exceção, claro, de que, vez ou outra, conhecemos aqui pessoas interessantes, cujas ajudam-nos a ‘matar o tempo’; trocamos alguns conhecimentos e, em raros casos, outros usam isso aqui para ajudar o próximo. Disse em raros casos? Melhor: quase nunca. Mas em suma é isso mesmo: aqui, somos todos uns parvos, patéticos, e mais, pessoinhas desprezíveis.

No início do texto eu havia prometido que seria breve. Agora, no termino do mesmo, não posso fazer senão pedir que desculpem-me por entediá-los com algo tão óbvio e vil.

PS: procurei, em toda a critica, enfatizar-me como parte essencial do grupo criticado e, por conseguinte, também como um parvo. Dizei-me: de que pode falar um homem honesto, com o máximo prazer senão de si mesmo?"

[F.Wiederwild]

11 a

Maria Célia Correia Coelho

Gosto de ler as diversas opiniões sobre as chamadas "redes sociais" e penso que em todas as exposições existe um pouco de verdade, como diz a Margarida o mundo virtual nada tem de errado, ele é constituído por pessoas reais que podem ser fantásticas ou não, há que tentar separar o trigo do joio e, com o tempo, é geralmente visível se escolhemos bem os nossos amigos virtuais....Bem, só gostaria de acrescentar que tenho aprendido e passado momentos mtº agradáveis com alguns destes amig@s virtuais , cuja simpatia me cativa, tal como os amigos reais.

11 a

Victor Nogueira

Silvia Mendonça Mesmo correndo o risco de parecer presunçoso, não me revejo na tua descrição e dela tb excluo muitas das pessoas que conheço da vida real e algumas outras virtuais LOL Mas cada um tem a lista de amigos que escolhe e espero que não desmereçamos estar eu na tua e tu na minha 😛 No caso concreto, o meu "like" significa que agradeço o comenário quex fizeste 🙂

11 a

Silvia Mendonça

Victor Nogueira, se buscar o autor do comentário, verás que não é meu, mas de F.Wiederwild, publicado aqui mesmo, no Face. E o comentário é mais extenso. Em parte, concordo com ele, não vou negar. Muitas vezes somos tolos. Abordamos as pessoas que se identificam conosco, desprezando outras que poderiam nos trazer um pouco mais de alegria. Eu me reconheço narcisista, às vezes; egoísta, quase sempre. É da nossa índole. Somos humanos, necessitamos de aplauso, ou não? Mas quem nos aplaude? A "plebe" ou a "nobreza"? E faz diferença? A virtualidade é um universo onde exercitamos o uso das "máscaras". Beijos de mim.

11 a

Viriato F. Soares

Boa tarde Victor. Revejo-me em alguns aspectos deste texto sobre as redes sociais nomeadamente o FB. Há 2 dias escrevi um post sobre o mesmo tema, é uma reflexão minha, sobre o FB e tudo o implica estar cá, reflexão essa que está longe de estar acabada. Obrigado Victor pelo texto e um bom fim de semana!

Para quem está aqui no FB, há dois princípios essenciais (muito esquecidos) que as pessoas deveriam ter sempre em conta:> A honestidade intelectual e o sentido da responsabilidade.

11 a

Isabel Maria

Cabe a cada um de nós saber separar o trigo do joio...bom fim de semana.

11 a

Maria Jorgete Teixeira

Pois é... e as relações entre as pessoas nunca mais serão as mesmas...

11 a



10 de janeiro de 2015  ·   · 

je suis CHARLIE CHAPLIN, tb conhecido por Charlot, foi um realizador e actor cinematográfico, perseguido pelas suas ideias progressistas e pacifistas, contra a autoridade, a força bruta e o capitalismo. defensor da solidariedade e da tolerância. Foi uma das vítimas da  anti-comunista "caça às bruxas" desencadeada por McCarthy

Um dos seus filmes paradigmáticos, para além de Tempos Modernos, foi o Grande Ditador (1940) contra o nazismo e o fascismo, cujo comovente discurso final pode ser visto aqui 


  Outro filme pacifista foi Charlot nas Trincheiras, de 1918




10 de janeiro de 2015  · 

je suis CHARLIE BROWN que é um dos personagens da série Peanuts, criada por  Charles Schulz. Os personagens principais, para além de Charlie e do cão filósofo snoopy, são Linus, Lucy, Schroeder, Patty Pimentinha, Marcie, Chiqueirinho, Sally Brown, Franklin Armstrong, Woodstock e Joe Cool,  cada um com sua idiossincrasia. 

Trata-se duma BD em que a maturidade de alguns personagens co-existe com a normalidade e "manias" de outros, num clima de optimismo, tolerância, respeito mútuo e espírito de aventura sem esquecer o sonho.

José Eliseu Pinto
Gosto especialmente do Schröeder, que toca Beethoven num pianinho de brincadeira, enquanto é venerado por Sally, irmã de Charlie.
10 a

10 de janeiro de 2015  · 

je suis pas catholique, je suis pas religieux, je n'aime pas l'intolerence et je suis d'accord avec la Revolution Française: "il n'y a Pas de liberté pour les enemis de la liberté", c'est à dire, pour les enemies de la Vie et de L'Hummanité  

Je suis pas Charlie-Hebdo. Tous ces gents qui crient "je suis Charlie"  ont  dejá lu  l'hebdomadaire et le connaissent d'avant ?

De josé afonso, "a formiga no carreiro"  

10 de janeiro de 2017  · 

Desde a morte/funeral de Sá Carneiro em que este e o PPD-PSD/CDS, contra Abril, apoiavam o candidato Soares Carneiro contra Ramalho Eanes que se não se (ou)via o que hoje se repete. Ramalho Eanes venceu e Soares perdeu.

Nesse ano de 1980 o Secretário Geral do PS, Mário Soares, contrariando o seu Partido, "absteve-se" de apoiar o General Ramalho Eanes para a Presidência da República. Em 2006 Mário Soares apoiado pelo PS/Sócrates candidata-se contra Manuel Alegre, em trapalhada que facilitou a eleição de Cavaco Silva para PR.

10 de janeiro de 2020  · 

foto victor nogueira - setúbal - Bosque do Centenário (da Implantação da República) (foto em 2017.10.01). Neste espaço verde em 2013 foi colocado um «Memorial comemorativo do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal» da  autoria do escultor Hans Varela. Este Bosque foi objecto duma publicação em «O Bosque do Centenário, em Setúbal» 

  

10 de janeiro de 2020  · 

O CIRCO DA MINHA INFÂNCIA - 1. - Ah! O circo da minha infância, dos palhaços, sobretudo o "pobre", e das meninas contorcionistas (estive em menino apaixonado por duas delas, louras), dos/as trapezistas, com ou sem rede, e dos cavalos circundando o redondel. Hoje, hoje os circos são pobres, desfalcados, homens e mulheres de lantejoulas debotadas e dos sete-ofícios porque a crise é grande !

Mas naquele tempo eu queria seguir com o circo a percorrer o mundo. Ilusões, porque é dura a vida do circo, tanto mais quanto mais pobre ele for ! (2012.07.17)

2. - Depois, bem, depois a Feira de S. João, como a Santiago, deixaram de ter o encanto de outrora, tal como o circo, maravilha, delícia e alegria sempre renovada da infância. Hoje, do circo, gosto dos palhaços e dos ilusionistas, (embora nem sempre), ao contrário do que sucede nos programas que a TV por vezes transmite. (MMA - 1986.07.28).


ADENDA Outros registos

1963

1. - Em 23 [02.1963] fomos ao Palácio de Cristal. [no Porto] ver o circo no Pavilhão dos Desportos. Gostei de alguns números, mas outros não valiam um real.

2. - Sempre apreciei os espectáculos de circo e quando era mais miúdo desejava ser proprietário de um, para poder correr mundo, pois seduzia‑me a vida ao ar livre. Em Luanda é raro haver espectáculos destes. Mas sempre que os havia, lá estava eu. Mesmo agora não desprezaria uma digressão com uma dessas companhias. O circo atrai todos, jovens e velhos. (Diário III – 1963 pag. 151) 

1972

3. - Nas minhas deambulações de hoje encontrei a Lídia e o Jorge. Este andava á procura de dez tostões para o cinema - eu fiz que não percebi a indirecta; informou‑me que esteve em Beja a trabalhar no circo e á minha observação sobre a sua magreza retorquiu "É da fome que passo." (e que não está em mim remediar) (MCG - 1972.02.23)cccc

1975

4. Hoje será a noite de S. João (Évora), de festa para os eborenses, que passearão lá pela Feira. Este ano há dois circos; o resto é como nos anos anteriores, com a novidade de haver barracas dos partidos políticos, onde comprei umas publicaçõezitas. (1975.06.24)               

1976

5. - Hoje é o último dia oficial da Feira de S. João em Évora. A Feira estava em decadência, cada ano que passava. Mas desta feita, para além de muitas tendas de comerciantes (vestuário, calçado, plásticos, louças, mobiliário), havia as tradicionais de comes e bebes bem como os divertimentos. Não vi o poço da morte - creio ser o 1º ano que não vem - mas em contrapartida havia 3 pistas de carros eléctricos e nada mais nada menos que 3 circos, acontecimento inédito: o Billy Smart, o Royal e o Mariano. A Celeste foi ao 1º e diz que é igual ao que vimos em Lisboa, no Coliseu. (NSF - 1976.07.05)

2015

6. - De regresso o Mindelo e deixando Labruge para outra ocasião, junto a um campo de milho, encontro acampado um circo pobre, o Circo da Allegria, duas ou três roulottes e algumas carrinhas. Como não vejo a tenda, devem estar aqui para banhos. Ou num intervalo entre romarias e feiras que nesta época se realizam pelo Norte acima.

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Isabel Magalhães
Antigamente no Natal, nunca falhavamos uma ida ao circo no Coliseu. Era ponto de honra e eu gostava daquele mundo de ilusões. Não gostava dos ilusionistas, porque eu não entendia como se faziam os truques e ficava irritada.🙂
5 a
Victor  Nogueira
Isabel Magalhães O meu Diário III regista "em 23 [02.1963] fomos ao Palácio de Cristal. [no Porto] ver o circo no Pavilhão dos Desportos. Gostei de alguns números, mas outros não valiam um real.". Creio que era Carnaval e há uma foto contigo e a Teresa dr mãos dadas com um palhaço, creio que no Coliseu do Porto. 🙂 Nesse Diário há muitas expressões do Porto, como "não valer um real" e outras, que entretanto deixei de usar.
5 a
Isabel Magalhães
Victor Barroso Nogueira sim tenho essa foto com o palhaço tirada no Carnaval no Coliseu. Nessa altura os melhores circos iam para o Coliseu. 🙂
5 a     

10 de janeiro de 2021  · 

foto victor nogueira- pôr do sol à beira-rio (beira-mar. dizem os setubalenses, como se o enorme estuário do Rio Sado fosse já o mar-oceano)

  

10 de janeiro de 2023  · 

Fotos victor nogueira - Porto, cidade granítica (Freixo) - (2022 11 01)

Num dia outonal está azul e cintilante o céu, poderia ser fria ou amena a temperatura do ar.  Mas no Porto a maioria dos edifícios não brilham nem refulgem como nas povoações brancas e claras, mediterrânicas , da Grande Lisboa e Setúbal ou no Alentejo e Algarve, terras que outrora foram da moirama, dos "mouros", como depreciativamente a elas se referem os nortenhos.

Estas duas imagens foram captadas entre a Ponte do Freixo e Campanhã; viajando pelo "street view" do Google Maps conseguiria quase seguramente identificar o local.

Mesmo que esteja límpida e anilado o "céu", a humidade e poluição atmosféricas tornam o ar pesado, acinzentando ainda mais a dureza rude e áspera do granito ou enegrecendo as fachadas dos edifícios, azulejadas ou pintadas.


10 de janeiro de 2024  · 

“SAKIDILA” -  Não me esqueci das cerca de duas centenas de amizades virtuais ou de carne e osso que me felicitaram por ocasião do meu 79º aniversário, por escrito ou de viva voz. Para essas pessoas que de mim não se esqueceram fica o meu

Obrigado, Muchas gracias
Merci Bien, tudo é Kanimambo
Danka schône, Grazia Tanta
Muito obrigado, tudo é Kanimambo

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* Victor Nogueira

Obrigado, muito obrigado
obrigado por todos os presentes que hoje me ofereceste
obrigado por tudo quanto vi, escutei, recebi
obrigado pela luz que me despertou
obrigado pela roupa que me veste, pelas cores que ela
...............tem e pelo corte que a faz bela
obrigado pelo jornal, pelas histórias do Tintin, sorriso semanal, pelas reuniões
...............austeras, pela justiça que se fez, pela partida ganha
obrigado pelo camião do lixo e pelos homens que o acompanham,
...............pelos gritos que soltam de manhã, pelos ruídos da rua que acorda
obrigado pelo metal, entre os dedos apertado, pelo longo lamento que
...............ele solta sob o aço que o morde, pelo olhar satisfeito do contramestre,
...............pelo carinho cheio das peças terminadas
obrigado pelo Camilo e pelo Carlos que se sentaram à minha mesa, pela simplicidade
...............do Rocha, pela mão do director no meu ombro, pelo
...............sorriso - sempre é sorriso - do Rola, pela malta de Económicas
...............que me reconheceu, pela amizade do Artur e do Luís Filipe
obrigado pela rua acolhedora que recebeu os meus passos, pelas
...............montras das lojas, pelos automóveis, pelos transeuntes, por
...............toda a vida que escorria lenta, entre as paredes das casas,
...............manchadas de sol
obrigado pela comida que me sustentou, pelo copo de café com
...............leite que há pouco me matou a sede
obrigado pelo autocarro que facilmente me levou onde eu queria
...............pela gasolina que o fez funcionar, pelo vento que
...............me afagou o rosto, pelas árvores que me saudavam quando
...............eu ia a passar
obrigado pelas miúdas que encontrei hoje
...............pela graça marota da Isabel, seu sorriso-riso sonoro
...............que alegra a gente
...............pelo ar sereno da Noémia
...............pelo sorriso da garota do Chiado, aquela que tinha uma
...............covinha no queixo,
...............pelas travessuras da Microbianas
...............pelo olá da puta que se cruza comigo diariamente
obrigado pela alegria do Jorge perante os brinquedos que comprara
obrigado pelos bons dias que me desejaram
...............pelos apertos de mão que reparti
...............pelos sorrisos com que me brindaram
obrigado pela mãe que em casa me acolhe, pela sua presença
obrigado pela amizade do pai, apesar do seu silêncio
obrigado pela amizade desajeitada do Zé Luís
obrigado pelo tecto que me abriga, pela luz que me ilumina,
...............pela música que ouço
obrigado pelo Zeca Afonso, pelo Vivaldi
obrigado pelos livros, pelo Steinbeck pelo Jorge Amado,
...............pelo Manuel Alegre e pelo António Reis
obrigado por tantos eles
obrigado pelo ramo de flores,
...............pela erva no telhado, pequenas florestas galgando montes

obrigado pelos dias luminosos
...............pela noite serena
...............pelo céu estrelado
...............pelo silêncio

obrigado pelo tempo que me deste ...
...............pela vida
...............por sentir tudo isto
obrigado por estares aqui
obrigado porque me escutas, me levas a sério. recebes em
...............tuas mãos o feixe dos meus dons para oferecê-los aos
...............outros
obrigado
muito obrigado


Michel Quoist
(adaptado - Évora 1971.ABR.14)
(Setúbal 1989.MAR.01)
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Cartoon - André Carrilho