Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

quinta-feira, 21 de maio de 2026

As grandes manobras do ps assis sócrates seguro! (2014)

 21 de maio de 2014

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As grandes manobras do ps assis sócrates seguro ! Apoiados por Carlos Brito, Joana Amaral Dias, Basílio Horta e António Capucho e outros do mesmo barco, o barco dos ex- (f/m)

• «Pode ser necessário (um governo de Bloco Centra), não o descarto.»  Entrevista de Ana Gomes ao SOL (28/03/2014)

• «Nesse sentido, sou tão anti-comunista como o Paulo Rangel» Francisco Assis (cabeça de lista PS ao Parlamento Europeu), na TVI24 - Prova dos 9, 30 Janeiro 2014

• «Será mais fácil dialogar com partidos situados mais à direita» Francisco Assis em entrevista a RR, 19 Fevereiro 2013

• «Sou contra a reestruturação da dívida, porque seria uma tragédia nacional. Portugal necessita de cumprir com os seus compromissos internacionais.» Entrevista de António José Seguro ao Jornal do PS - Acção Socialista - Junho de 2011

• «Não há década perdida nenhuma, houve áreas em que o país se robusteceu» Francisco Assis na SIC (20 Fevereiro 2014)

• «Creio que neste momento não devemos falar da renegociação da dívida, devemos antes falar da necessidade de cumprirmos integralmente aquilo que nos propusemos concretizar.» Entrevista de Francisco Assis ao Jornal do PS - Acção Socialista - Junho de 2011

• «Sou acusado de preferir entendimentos à direita. Eu não prefiro entendimentos à direita, não é uma questão de preferir, é uma constatação da realidade, apesar de tudo, nalgumas questões essenciais, tem sido até aqui mais exequível fazer alguns entendimentos com o PSD. Por exemplo, nas políticas europeias, nas políticas económicas» Francisco Assis à Antena 1, 10 de Outubro 2014

• «Eu não fico nada satisfeito, pelo contrário, profundamente preocupado, quando vejo o 1º ministro a ser sistematicamente apupado, porque acho isso mau.» Francisco Assis em entrevista a RR, 19 Fevereiro 2013

• «... , e estão os dois contra o referendo, e estão os dois pelo federalismo, e estiveram os dois nas administrações das empresas... PS e PSD vivem, no plano do estado, em união de facto.»  Paulo Portas em acção de campanha de 2009 (RTP, 31 Maio 2009)

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10202539139265106&set=a.1124829846327

Memórias de José Afonso (2016)

 


21 de maio de 2016

* Victor Nogueira
onteúdo partilhado com: Público* Victor Nogueira
1. - Ali no gravador canta o Zeca Afonso, que tinha uma voz muito bonita. E ao mesmo tempo fico triste com elas (canções), porque me fazem lembrar o tempo do fascismo, quando havia esperança de lutar e conseguir um mundo melhor, sem guerra,. nem miséria, nem fome, mas onde houvesse alegria, liberdade e paz. (SNS - 1987.04.26)
2. - Se me ficasse apenas pela aparência do que os meus olhos vêm, a neblina e o cinzento que envolvem a cidade prenunciariam um dia frio, de chuva miúdinha. Mas o suor goticular que permanece à flor da pele sem que se evapore indica que o resto do dia, para além de nublado, será quente e húmido. Uma boa chuvada seguramente que refrescaria o tempo e afastaria este pesado chumbo que me envolve, que em Luanda, na estação quente, prenunciaria grandes e violentas bátegas de água quando não relampejantes e ensurdecedoras trovoadas. Mas este é um país de brandos costumes, de pequenas tempestades, de meias águas e de meias tintas. (Setúbal, MMA - 1994.06.15)
3. - O Mesquita é um incompetente, não prepara as lições e mete água. Mas é o Mestre, Senhor todo poderoso enquanto os estudantes continuarem a falar pelos cafés, cada qual metido no seu individualismo, no seu morno egoísmo, na sua indiferença quotidiana! (MCG - 1972.10.18)
4. - Quando um dia for escrita a história do Instituto , verifica-se-à quão castradora foi a sua acção - e esterilizante - quão veementemente destruiu nas pessoas a espontaneidade, a solidariedade, a camaradagem. Não propriamente destruir, porque nesta maldita sociedade portuguesa feudalizada, cinco séculos de história contribuíram para nivelar as pessoas no temor, na mediocridade e na inautenticidade. A coragem, a hombridade, a lealdade, o entusiasmo inovador, eis o que falta ao castrado povo português! (NSM - 1971.01.14)
5. - Sou (sobretudo) aquilo que faço e não apenas aquilo que digo..(VN)
6. - Vejo hoje no Instituto o dr. Amílcar Mesquita, o Rola, o Director do Instituto e outros professores. Sobe por mim a contrariedade que me despertam: o arrivismo, a cretinice, o autoritarismo, a desumanidade dum país de que a escola é o reflexo pela política dos jesuítas. Sobe por mim o desejo de gritar NÃO a tudo isto que profundamente abomino e que tão dolorosamente suportei durante estes seis anos de luta para não me deixar negar. (MCG – 1974.04.27/28)
7.- Salut, camarada!
Se puede enganar
a todo el pueblo
parte del tiempo
Se puede enganar
a parte del pueblo
todo el tiempo
pero no se puede enganar
a todo el pueblo
todo el tiempo. (Lincoln)
Aqui está a minha esperança! Nós venceremos. Mesmo que eu seja derrotado ou me venda, outros tomarão o meu lugar, empunharão o estandarte. Algum dia venceremos! Algum dia! Salut, camarada! (MCG - 1972.08.13)
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* José Afonso
“Não me arrependo de nada do que fiz. Mais: eu sou aquilo que fiz. Embora com reservas acreditava o suficiente no que estava a fazer, e isso é que fica. Quando as pessoas param há como que um pacto implícito com o inimigo, tanto no campo político, como no campo estético e cultural. E, por vezes, o inimigo somos nós próprios, a nossa própria consciência e os alíbis de que nos servimos para justificar a modorra e o abandono dos campos de luta”. Em entrevista a Viriato Teles, in «O Jornal», 27/4/84.

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José Eliseu Pinto - Gosto. Muito. E procuro ajustar a minha vida a princípios como este, da mesma natureza, de idêntica inspiração filosófica e de igual valia ética. Mas devo confessar que me custa tanto vê-los ignorados como vê-los apregoados sem consequência.
10 a
Carlos Barradas - Convivi bastante com ele quando passávamos férias na casa da Ana do Ó na Fuzeta!! 10 a


A poesia em Maio 21 (2016)

 


 21 de maio de 2016

Conteúdo partilhado com: Público
Não quero nem posso
lutar por ti
pelos cantos
em quebranto
Mas sim acreditando
- em liberdade -
ou de ti desistir
adormecendo,
sem soluçar
Setúbal 2016 05 21
foto victor nogueira
setúbal - Comenda e Ribeira da Ajuda

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Maria João Luz - Sabes foi aí que começou o meu romance há 42 anos, só tenho boas recordações desse espaço lindo bjs. 10 a
Judite Faquinha-- Lindo poema camarada Victor, e a ribeira da da ajuda também e sua evolvente é linda pelo menos eu adorava...hoje não sei como está, mas este espaço nos dava de plena liberdade, obrigada amigo Victor beijokinhas ❤ 10 a
Manuela Vieira da Silva - O mar entra pela entrada mais fina da terra.... onde a pele se entrega rasgada e ferida. Beijinhos
Clara Roque Esteves - Vítor, esse poema dúbio, de uma simplicidade linda, é muito bonito. Grata pela partilha. Um abraço grande. 10 a

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Memórias do Monte da Arouca (2014)

 * Victor Nogueira

20 de maio de 2014


foto victor nogueira - monte da arouca (unidade colectiva de produção soldado luís)

O catrelas, como diz o zé pinto, em frente à casa do feitor  todas iguais, como a da professora e do "mais que tudo" (este nas férias ou aos fins-de-semana) como as dos restantes trabalhadores - telha vã, 3 "quartos" sem portas  interiores e paredes a pouco mais de meia-altura, com uma lareira/cozinha, moscas durante o dia e muitos mosquitos dos arrozais, hordas deles, ao cair da tarde. Lama por todo o lado no tempo das chuvas,nuvens de  pó nos restantes. Uma "santa" vida, água acartada em bilhas desde a fonte junto ao lavadouro público, um pouco mais adiante, iluminação a petróleo, banhos num enorme alguidar de zinco e necessidades satisfeitas ao ar livre. O avio provinha da aldeia defronte, duas travessias de bote, em cais de palafitas. Avio transportado à cabeça ou naa mão, para quem não tinha senão os pés. Eram os "bons" tempos do latifúndio.

Algumas das casas tinham um alpendre com videira, como as da foto, outras canteiros com flores, como a nossa. O resto eram aridez, ervas, estevas, sardinheiras e cactos, para além dos arrozais, de pinheiros mansos e de sobreiros. Na primavera ficava tudo de verde coberto, com pequenas flores campestres, umas brancas, outras amarelas, como as dos tremoceiros, ou vermelhas,das malvas.

O acesso de carro  - o R4 da professora ou o jipe dos agrários - fazia-se por um trilho desde a Barrosinha, paralelo à vala de irrigação, intransitável no inverno, ou através dum labirinto de trilhos não sinalizados a partir da estrada de alcácer do sal a montemor-o-novo.

O agrário, que morava na vila, tinha neste monte uma casa, com mais comodidades, mas fechada. Embora a mulher do agrário e a Celeste fossem ambas professoras e nos encontrássemos por vezes em Alcácer do Sal, só qd começaram as ocupações da Reforma Agrária se lembraram de no-la oferecer, o que nunca haviamos solicitado. A casa viria a ser ocupada por uma família mais numerosa que a nossa, na herdade.

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Meta Centro Al - Muitos, votando ou não, apelam a esses "bons" tempos do latifúndio... alguns, contra os seus próprios interesses e por pura inconsciência... outro... bem os outros defendem os seus interesses de classe, claro!

12 a

Jose Francisco M Candeias  - O cenário está idílico mas há que dar um melhor trato á íingua portuguesa para dar mais ênfase ao espaço

11 a

Victor Barroso Nogueira - Jose Francisco M Candeias O cenário não é idílico, para quem o viveu e nele viveu como eu e dele fala. Quanto à "necessidade de se dar melhor trato à língua portuguesa para dar mais ênfase ao espaço" ... Não percebo 🙂

11 a

Gloria Bfreixo - Como parece a Herdade da Laranjeira......!!

11 a



2 pesos, 2 medidas? Confiança no Mundo e na Justiça? (2026)

 

* Victor Nogueira

Há quem diga que alguns polícias e GNR's alegadamente envovidos em práticas de racismo e tortura são 'maçãs podres' que não reflectam a realidade da corporação.

A mesma atitude é usada relativamente ao Ministério Público e à Procuradoria Geral da República? No mesmo saco cabem todos os Procuradorres?

O processo Marquês tem vários arguidos e arrasta-se desde há longos anos. Dos restantes arguidos e dos eventuais corruptores pouco ou nada se conhece. Se há gente alegadamente corrupta, quem beneficiou da corrupção? O Processo Marquês aparentemente tem um único sujeito, José Sócrates. Sem contar com as 'fugas' ao 'segredo de justiça'. que podem ter origem em distintos 'agentes de jistiça', entre os quais poderão eventualmente estar advogados dos arguidos.

Mal ou bem, melhor ou pior, o Ministério Público e a Polícia Judciária estão envolvidos em milhares de processos judiciais, desde a pequena à grande criminalidade, envolvendo pessoas poderosas e pessoas que não têm meios de fortuna, nem palco na comumicação social, nem acesso a equipas de advogados. Desses milhares de processos, de maior ou menor complexidade, uns são arquivados, outros terminam com absolvições ou condenações. Sem esquecer os que prescrevem.

A quem interessa descredibilizar o Ministério Público no seu conjunto? Quem beneficia destas campanhas de descredibilização? Que interesses ou propósitos estão por detrás delas? Será em todos os casos um acrisolado amor à Justiça, na igualdade de tratamento e na equidade?

Quando há quem afirme que o Ministério Público é a nova PIDE. que se pretende, comparando o incomparávrel, ignorando (aparentemente?) contextos diferentes, um Estado policial, com investigações baseadas na tortura, nos Tribunais Plenários, nas medidas de seguança, na ausência de garantias, com um Estado de Direito democrático-burguês?




Guião

Gera uma gravura que ilustre o texto, incluindo equipas de investigação de crimes, sacos de dinheiro, machados, cacetes, um ladrão com mascarilha, uma sala de tribunal, com os juízes, os réus, os defensores e os acusadores. Como título

1.  'Justiça a 2 velocidades'  2. Confiança no Mundo e na Justiça

Os labirintos em torno do Pacote 'Liberal' (2026)

 


* Victor Nogueira

PS+UGT+PR no labirinto, sob a batuta de Montezero Palma Ramalho. Das Kapital uber alles, 'Tudo pela Kapital, ada contra o Kapital'  e que se lixe o mexilhão, quanto mais esmifrado, melhor.

Diz a imprensa que a «Ministra do Trabalho atira a Seguro por falta de acordo na concertação social: "Empoderou a UGT" e "legitimou-a para nao celebrar acordo"»

E eu a pensar que a legitimação, a legitimidade e a força duma Central Sindical reside na defesa intransigente dos trabalhadores e não na de capacho para representação dos interesses do Patronato.

Imagem gerada pelo chatGPT

Gera uma gravura que ilustre o texto de acordo com o seguinte guião PS+UGT+PR no labirinto, sob a batuta de Montezero Palma Ramalho. Das Kapital uber alles, 'Tudo pela Kapital, ada contra o Kapital' e que se lixe o mexilhão, quanto mais esmifrado, melhor. No ar esvoaçam vampiros e milhafres. Desenha  um labirinto com 3 pessoas perdidas e cuja saída, apontada por uma mulher, é um edifício em cuja fachada se lê 'Das Kapital uber alles' No ar esvoaçam vampiros e milhafres 

A poesia em Maio 20 (2012)

 * Victor Nogueira

20 de maio de 2012 
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Na concha do teu nome que alinhavo,
um rio de sons,
suave lucerna
bailando.

versão 2
Na concha do teu nome que alinhavo, um rio de sons, suave lucerna, bailando flamejante

2012 05 20

sábado, 16 de maio de 2026

Memórias e curiosidades (2016)

 


* Victor Nogueira

16 de maio de 2016

foto victor nogueira - O SÉCULO O JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO EM PORTUGAL - MODAS & BORDADOS - CINÉFILO - VENDEM-SE AQUI --- A placa da esquerda estava na loja duma colega da Celeste, quando deu aulas na Canha, ali perto de Vendas Novas. 

Da Canha retenho duas histórias. Uma, a da velhota surda que inventava o enredo das telenovelas, comentando que não era pessoal da Canha, pois não os reconhecia. mas sim de Vendas Novas. Para ela o mundo acabava pouco adiante. 

Tal como para os alunos da Celeste, no Monte da Arouca (posteriormente UCP Soldado Luís), perdido nas margens do Rio  Sado, de arrozais e montado, de acesso difícil, que ficaram admirados a vez que com a professora  foram a Alcácer do Sal, a poucos km, espantadissimos com o "monstro" que para eles foi o comboio visto pela 1ª vez.

A outra da Canha passou-se com o idoso latifundiário e  médico do povoado, que ao ver as radiografias que mandara fazer à professora, comentou ao vê-las: "A senhora tem o estômago a desfazer-se", acrescentando "Mas o melhor é ir consultar outro médico que de radiografias nada percebo", deixando a doente muito apoquentada até à nova consulta, mas em Évora.

Da UCP Soldado Luís retenho a história dum trabalhador idoso, que estava eternamente reconhecido ao patrão Lince, o latifundiário, porque uma vez partira uma perna ao trabalhar e fora por este levado no jipe ao hospital na vila. Considerava isso um grande favor que lhe fora feito pois em seu entender o patrão não tinha essa obrigação..

As duas placas da direita foram por mim retiradas dum prédio em ruínas, ali em Paço de Arcos, perto dos "Queques da Linha", conjuntamente com um camião de madeira  abandonado entre os destroços, que faz parte do meu Museu do Brinquedo

~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

Judite Faquinha

O Século que conheci muito bem...e me incentivou a tirar o curso de modas e bordados...que adorei...dentista penso que ninguém gosta de dentista, que é uma exploração vergonhosa... gostei das histórias, principalmente, a da senhora das telenovelas com os actores em Vendas Novas, como sempre amigo Victor adorei, bejitos ❤

10 a

sexta-feira, 15 de maio de 2026

A poesia em Maio 15 (2012)

 * Victor Nogueira

15 de maio de 2012 
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O silêncio
O silêncio tem a dimensão
a dimensão do uni-verso
bianco, nero,
ou da paleta
com treta
.
o silêncio é
tudo e nada com rima
ou
sem ela
.
O silêncio
não tem voz
escrevendo
o silêncio é
a nata do nada

2012 05 15

quinta-feira, 14 de maio de 2026

O Porto é uma naçóm! (2017)

 


* Victor Nogueira

14 de maio de 2017 
Conteúdo partilhado com: Público
Perante a maré encarnada, o azul e branco dos "bermelhos" que são vermelhos
EM TEMPO Já era do "glorioso" em Angola, no tempo da outra senhora, quando os campeonatos eram normalmente ganhos pelos verdes lagartos e os encarnados que ainda não passaram a vermelhos.
Em 1956 ou 58 o Porto lá conseguiu um campeonato e foi uma eufórica enchente azul e branca a que invadiu as ruas de Luanda.
Em 1962/63 estive a estudar no Porto e sabia-se à 2ª feira nos eléctricos e nas ruas se o "glorioso" vencera ou não na véspera, conforme o povo apresentava um ar contente ou macambúzio.


Hino oficial do F.C. do Porto

Oh, meu Porto, onde a eterna mocidade
Diz à gente o que é ser nobre e leal.
Teu pendão leva o escudo da cidade
Que na história deu o nome a Portugal.
REFRÃO:
Oh, campeão, o teu passado
É um livro de honra de vitórias sem igual
O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto
Quando alguém se atrever a sufocar
O grito audaz da tua ardente voz
Oh, Oh, Porto, então verás vibrar
A multidão num grito só de todos nós

O hino oficial do Futebol Clube do Porto temletra de Heitor Campos Monteiro e música de António Figueiredo e Melo. A gravação mais emblemática e conhecida é interpretada pela cantora Maria Amélia Canossa .

e-fabulações (2014)

 

* Victor Nogueira

14 de maio de 2014

1. -  O inFaceLock é como a vida real, só que por aqui há mais máscaras e lantejoulas e menos freio para as inibições de muitos/as. E muitas e variadas narrativas, para (quase) todos os gostos, olhares e apetites.

2.- Aos efabuladores toda a magia dos gestos, dos dedos, do olhar , dos lábios e das palavras é permitida.

... o pior é se, levados nas asas da imaginação, no final encontram não um personagem de carne e osso mas apenas areia, pó, cinzas e chumbo em cadeia.

Intervalo e pausa (2019)


14 de maio de 2019
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foto victor nogueira - Intervalo e pausa.

Padaria na Avenida 22 de Dezembro, em Setúbal (2021)

 


Setúbal Padaria na Avenida 22 de Dezembro (fotomontagem) (2016.04.27 GEDSC_135)

* Victor Nogueira

14 de maio de 2021

Há uns anos esta padaria encerrou e o prédio entretanto entrou em ruína, embora mantendo as figuras que representavam os estabelecimentos que neste figuravam: a padaria e o amola tesouras, este na Rua Fran Paxeco. Actualmente o edifício encontra-se em obras de  recuperação.

Embora ainda existam padarias, desapareceram os amola-tesouras, que percorriam as ruas na sua bicicletas ou motorizadas com a pedra de esmeril accionada com o pé, anunciando-se com o pregão e uma flauta própria, oferecendo-se para consertar guarda-chuvas e sombrinhas, amolar faca e tesouras ou soldarem os buracos em tachos, frigideiras e panelas. O consumismo e a obsolescência programada para sustituição em vez de reparação levaram à extinção deste ofício.

Não serão propriamente murais as gravuras nestas paredes, que já surgiram em «Setúbal e Azeitão - Figuras de convite* 

 [https://kantophotomatico.blogspot.com/.../setubal-e...]  aqui e agora de novo publicadas na Série Murais e Grafitos. 

Fazendo parte do Projecto Setúbal Mais Bonita, situam-se num edifício da Rua 22 de Dezembro, nº 13, esquina com a Rua Fran Paxeco, onde havia uma padaria e  um amola-tesouras, profissão esta praticamente desaparecida. Aqui vários guarda-chuvas foram por mim deixados a consertar. Teria sido executado em 2013 pela ARTISET - Associação de Artistas Plásticos de Setúbal.


o prisioneiro, rabisco de 1958 (2017)

 


* Victor Nogueira

14 de maio de 2017

o prisioneiro, rabisco de 1958

Creio que teria alguma habilidade para a escultura mas não para desenho, muito menos naqueles tempos de alinhamento na escola segundo uma pretensa e niveladora "normalidade" em que a diferença era em princípio uma aberração. 

Ainda na minha juventude pedi ao meu irmão caçula que me ensinasse as técnicas de modelação em argila, mas ele virou-me as costas e regressou pouco depois com a tralha instrumental, dizendo-me que tinha ali a ferramenta, indicando-me onde no quintal estava o monte de barro que ele utilizava para os seus trabalhos 

Ao reler hoje o meu diário dos 12 / 13 anos constato com surpresa que já então escrevia muito bem, com propriedade e correctamente, embora sem "rodrigos". A única vez que escrevi dando asas à imaginação a professora decretou-me que o texto não fora por mim escrito. Só muitos anos depois ultrapassei a escrita objectiva, encadeada em alíneas e parágrafos, graças a duas amigas minhas: a Noémia, nos idos de 1968 em évoraburgomedieval, e a Joana Princesa, em Setúbal nos idos de 1989.

Nas aulas de canto coral, para além de aprender o solfejo, ficava sentado a um canto pois não tinha ouvido para a música. Quando disse ao meu pai que pretendia aprender a tocar viola ele perguntou-me se iria viver disso e como lhe respondesse que não, não me autorizou. Nem sei se seria capaz de escrever música apesar de me parecer que mentalmente a compunha, nunca aprendi a transcrever os sons para o papel nem tinha ouvido para trautear. Ficou apenas a aprendizagem de transcrever para o papel o meu pensamento.

Em casa lá em Luanda quando começava a cantar o "benjamim" atirava-me com os sapatos para que me calasse, num desrespeito pelo "mais velho". E desisti, depois duma vez durante a missa na Igreja de S. Joaquim, lá na Praia do Bispo, ter ficado ao lado do vizinho Sidónio que cantava com uma enorme e sentida  devoção, enquanto desafinava ruidosamente.com a sua profunda voz de trovão.

: "proibido virar à esquerda". (2025)

 


* Victor Nogueira

14 de maio de 2025

2025 05 14 Foto victor nogueira - Portimão - proibido virar à esquerda, na Rua da Igreja (2000 04 F1140039)  O insólito acontece, em Portimão, na Rua da Igreja: "proibido virar à esquerda".

quarta-feira, 13 de maio de 2026

O laço (2018)



* Victor Nogueira

13 de maio de 2018

Nas minhas arrumações descobri a minha caderneta escolar liceal na qual consta esta foto do artista  aos 10 anos de idade, vestindo a fatiota com que fiz a 1ª comunhão (católica). Que me lembre foi uma das duas únicas vezes em que usei lacinho ao pescoço e esta teria sido a 1ª foto tipo passe que me foi tirada.nos dias da minha já relativamente longa vida.

Se este lacinho era branco, o outro, muito posterior, era vermelho.

Indústria conserveira - sic transit gloria mundi (2018)

 


ª Victor Nogueira






12 de maio de 2018

foto victor nogueira - Setúbal - ruína duma fábrica de conservas de peixe, uma outrora importante actividade económica essencialmente baseada no trabalho super-explorado, precário e sem direitos, com a residência do proprietário anexa. Hoje é uma ruína aberta ao sol, à chuva e ao vento, com detritos e entulho, habitada por sem-abrigo, com restos de móveis catados aqui e além e duas ou três pastas pelo chão, incluindo uma com as folhas de ponto dos trabalhadores e correspondência com a Segurança Social. 

Uma tabuleta na fachada desta ruína na Rua Camilo Castelo Branco  anuncia que está à venda, para um destino idêntico ao de outros edifícios similares desta zona: construção de habitação.