Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

sexta-feira, 13 de março de 2026

Economia doméstica (29) - Pilhas e baterias eléctricas

 As pilhas são classificadas principalmente pela sua capacidade de recarga (primárias ou secundárias) e pela sua composição química, que determina para que tipo de aparelho são mais indicados . 


1. Pilhas Primárias (Não Recarregáveis)

São de uso único e devem ser descartados após o download total. 

  • Zinco-Carbono (Comuns): São os mais baratos, indicados para aparelhos de baixo consumo, como comandos de TV e relógios de parede.
  • Alcalinas: Oferecem maior durabilidade e potência que as comuns. São ideais para brinquedos, comandos de console e dispositivos que desativam energia estável.
  • Lítio: Tem uma densidade de energia muito alta e longa vida útil, sendo comum em câmaras fotográficas ou equipamentos médicos.
  • Pilha de Botão: Pequenas e em formato de disco, usadas em relógios de pulso, calculadoras e aparelhos auditivos. 

2. Pilhas Secundárias (Recarregáveis)

Podem ser recarregadas centenas de vezes, o que se torna mais económico a longo prazo. 

  • Níquel-Hidreto Metálico (NiMH): O tipo mais comum de pilha doméstica (formatos AA e AAA). Tem boa capacidade e menos impacto ambiental que os antigos de NiCad.
  • Ião de Lítio (Li-ion): Usado em quase todos os dispositivos modernos (smartphones, portáteis) pela sua leveza e alta capacidade de carga.

3. Tamanhos Comuns

Além da química, as pilhas variam no formato físico: 

Blog Leroy MerlinBlog Leroy Merlin +1

  • AAA (Palito): Usado em comandos pequenos e sensores.
  • AA (Caneta): O tamanho mais versátil para brinquedos e lanternas.
  • 9V: Quadrada, comum em detectores de fumo e instrumentos musicais.  



Além das que referiu no texto (zinco-carbono, alcalinas, lítio, botão, NiMH e Li-ion), existem vários outros tipos de pilhas, definidos principalmente pela química interna. Algumas são mais antigas e outras são usadas em aplicações muito específicas.

1. Pilhas Primárias adicionais (não recarregáveis)

• Óxido de Prata

  • Muito usadas em relógios, calculadoras e instrumentos de precisão.
  • Têm tensão estável e maior duração que muitas pilhas de botão comuns.

• Zinco-Ar

  • Produzem energia através da reação com o oxigénio do ar.
  • Muito usadas em aparelhos auditivos.
  • Grande densidade de energia, mas vida útil limitada após abertura.

• Cloreto de Zinco

  • Versão melhorada das pilhas zinco-carbono.
  • Melhor desempenho em aparelhos de consumo médio.

• Lítio-Dióxido de Manganês (Li-MnO₂)

  • Tipo específico de pilha de lítio primária.
  • Usada em câmaras fotográficas, sensores e equipamentos militares.

• Lítio-Tionil Cloreto (Li-SOCl₂)

  • Muito usadas em sensores industriais, contadores inteligentes e sistemas IoT.
  • Podem durar 10 a 20 anos em dispositivos de baixo consumo.

2. Pilhas Secundárias adicionais (recarregáveis)

• Níquel-Cádmio (NiCd)

  • Antigamente muito comum em ferramentas e equipamentos portáteis.
  • Muito resistentes, mas o cádmio é tóxico, por isso foram quase substituídas pelas NiMH.

• Lítio-Polímero (Li-Po)

  • Variante das baterias de ião de lítio.
  • Muito usadas em drones, telemóveis finos e modelismo.
  • Permitem formatos flexíveis e muito leves.

• Lítio-Ferro-Fosfato (LiFePO₄)

  • Tipo de bateria de lítio mais segura e durável.
  • Muito usada em veículos elétricos, painéis solares e sistemas de armazenamento de energia.

• Chumbo-Ácido

  • Tecnologia antiga mas ainda muito utilizada.
  • Usada em baterias de automóveis, UPS e sistemas solares.
  • Pesada, mas robusta e barata.

Resumo simplificado das principais famílias

Tipo

Recarregável

Uso comum

Zinco-carbono

Não

comandos, relógios

Alcalina

Não

brinquedos, lanternas

Lítio (primária)

Não

câmaras, sensores

Óxido de prata

Não

relógios

Zinco-ar

Não

aparelhos auditivos

NiMH

Sim

pilhas AA/AAA recarregáveis

NiCd

Sim

ferramentas antigas

Li-ion

Sim

telemóveis, portáteis

Li-Po

Sim

drones, dispositivos finos

Chumbo-ácido

Sim

automóveis

✔️ Em termos práticos, no dia-a-dia doméstico os tipos mais comuns continuam a ser:

  • Alcalinas
  • NiMH recarregáveis
  • Li-ion (em dispositivos eletrónicos)
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 Texto Google Gemini e chatGPT

Gravuras: chatGPT

quarta-feira, 11 de março de 2026

Coleccionismo - cotação dos postais ilustrados


Visão geral da IA

Em geral, documentos ilustradosOs circulados (que foram enviados pelo correio) tendem a ter uma cotação superior aos não circulados, especialmente quando apresentam carimbos antigos, selos raros ou mensagens interessantes. No entanto, o estado de conservação é o factor mais determinante para o valor final.

Aqui está uma análise detalhada dos fatores que influenciam o valor:

Postais Circulados (Enviados)

Mais valorizados quando: O carimbo da época (especialmente pré-1950) e o selo aumentam significativamente o valor, sendo considerados parte da história postal.

Valor histórico: O texto, o carimbo e os dados fornecem contexto histórico, o que atrai colecionadores de "história postal".

Máximos Postais: Se o selo e o carimbo coincidirem com a imagem do postal (concordância), o valor aumenta muito. 

Postais Não Circulados (Novos/Mint)

Valorizados pela "Perfeição": Se o objetivo é a avaliação da imagem (topográfica), um postal mint (como novo), sem dobras, manchas ou escrita, é mais procurado.

Risco de desvalorização: Se o correio não circulado tiver cantos gastos, manchas de umidade ou vincos, sua cotação cai drasticamente. 

Fatores de Cotação

Estado de conservação: "Mint" (perfeito) vs. "Usado" (comido/escrito).

Raridade do tema: Cidades pequenas, temas raros, desastres ou edições limitadas valem mais, independentemente de terem circulado ou não.

Idade: Geralmente, postais anteriores a 1920 (época áurea) são mais valiosos. 

Conclusão: Um postal circulado e em excelente estado é geralmente o mais valioso, pois combina a raridade da imagem com o valor histórico do selo e carimbo. tcardclub.com


Imagens geradas pelo chatGPT e pelo Google Gemini para ilustrar o texto anterior

sexta-feira, 6 de março de 2026

Economia doméstca (28) - Adubagem com borras de café e folhas secas de chá



As borras de cafe podem servir como adudo? E as folhas secas de chá? E as saquetas de chá? E se forem saquetas doutras plantas usadas para infusões?

* AI Overview

Sim, tanto as Borras de café como as folhas secas de chá podem servir como adubo, sendo excelentes formas orgânicas de nutrir as plantas e enriquecer o solo. Ambas são consideradas matéria orgânica que, após a exceção, fornece nutrientes essenciais.

Aqui está como utilizá-los corretamente:
1. Borras de Café como Adubo
A borra de café é rica em nitrogénio (azoto), fósforo e potássio.
  • Como usar:
    • Diretamente na terra: Misture pequenos detalhes (uma colher de chá a uma de sopa, dependendo do tamanho do vaso) na terra da superfície, não deixando acumular uma camada grossa que possa se mover.
    • Compostagem (Recomendado): Adicione uma borra à composteira (é considerado material "verde" ou úmido). Ela ajuda a acelerar a experiência e atrair minhocas.
    • Adubo Líquido: Misture cerca de 3 a 5 colheres de sopa de borra em 1 litro de água, deixe descansar por alguns dias e regue as plantas.
  • Cuidados: Evite usar em excesso, pois pode acidificar ou apenas e impedir a oxigenação se for colocado em grandes itens sem reserva. Não é recomendado para orquídeas epífitas.
  • Vantagens adicionais: Afasta lesmas, caracóis e gatos.
2. Folhas Secas de Chá como Adubo
As folhas de chá (especialmente as de saquinhos) são ótimas para o solo.
  • Como usar:
    • Rasgar o saquinho: Abra o saquinho de chá (assegure-se de que não tem agrafos metálicos) e espalhe as folhas diretamente na terra ou mistura-as no substrato.
    • Compostagem: Tal como o café, as folhas de chá são excelentes para a composteira.
  • Benefícios: Aumentam a matéria orgânica, retêm umidade e melhoram a estrutura do solo, tornando-o mais fofo.
Resumo de Uso
  • Use com moderação: Ambos os materiais funcionam melhor quando misturados à terra ou compostados, em vez de jogados em grandes detalhes na superfície.
  • Evite açúcar: Se o café ou o chá foram adoçados, a borra pode atrair formigas, por isso é preferível usar apenas sobras sem açúcar.
A utilização destes resíduos é uma forma de "adubo de graça" que devolve nutrientes à terra.
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Sim, as saquetas de chá usadas (assim como o seu conteúdo) podem servir de adubo ou composto, sendo um fertilizante orgânico rico em nutrientes, especialmente nitrogénio. No entanto, é importante ter alguns cuidados com o material da saqueta para evitar poluição por plásticos no solo.
Aqui está o que precisa saber sobre a utilização de saquetas de chá e infusões no jardim:
1. Podem as saquetas de chá servir de adubo?
Sim, com condições. O conteúdo (as ervas/chá) é um material rico em matéria orgânica que ajuda no desenvolvimento das plantas e melhora o solo.
  • Conteúdo: O chá, seja verde, preto ou branco, é excelente para o composto, ajudando na decomposição e fornecendo nutrientes essenciais.
  • A Saqueta (Papel vs Plástico): Muitas saquetas industriais contêm pequenas quantidades de polipropileno (plástico) para se manterem fechadas na água quente.
    • Ideal: Usar saquetas de papel sem grampos, saquetas biocompostáveis ou, idealmente, retirar as ervas da saqueta e descartar a embalagem exterior.
    • Cuidado: Se a saqueta parecer brilhante ou for de plástico/rede, não a coloque na compostagem, pois não se decompõe.
  • Como usar:
    • Diretamente: Enterre as saquetas usadas (sem o rótulo de papel e sem o grampo metálico) diretamente no vaso, perto das raízes.
    • Compostagem: Adicione-as à composteira doméstica.
    • Afastar pragas: O cheiro do chá pode afastar alguns insetos.
2. Saquetas de outras plantas (infusões) funcionam?
Sim, perfeitamente. Pode usar saquetas de chá de ervas, camomila, erva-doce, cidreira, hortelã, capim-limão, etc..
  • O princípio é o mesmo: a matéria orgânica das ervas fornece nutrientes ao solo à medida que se decompõe.
  • Tal como as saquetas de chá, prefira retirar o conteúdo da saqueta se esta parecer conter plástico ou nylon.
Vantagens e Cuidados
  • Benefícios: Adiciona nutrientes (azoto/nitrogénio), mantém a humidade no solo e pode ajudar a baixar ligeiramente o pH (bom para plantas que gostam de ácidos).
  • Cuidado: Evite saquetas com açúcar ou leite adicionado, pois podem atrair formigas e pragas indesejadas.
Resumo: O melhor método é cortar as saquetas usadas e colocar apenas as ervas no composto ou diretamente na terra, garantindo que não adiciona plásticos ao seu solo.
*** Imagem gerada pelo Google Gemini