Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

terça-feira, 9 de junho de 2026

Pingos da Lanchoa: a saga dos pombos (2026)

 *  Victor Nogueira




Tempos atrás dei  notícia dum  casal de pombos que se 'hospedou' na varanda da sala, depois de perambular pela varanda da cozinha, como registei em  Pingos da Lanchoa: os pombos na estalagem (2026) Dissera-me emtão a Mila que procuravam fazer um ninho, o que se concretizou há dias, acamada a verdura onde se destacam dois ovos brancos. Os pombos estarão habituados à presença humana, pois mantêm-se impávidos e serenos quando deles me aproximo, sem debandarem. Um dia destes, tendo a Mila deixado aberta a porta da sala para a varanda, um deles entrou pela casa dentro em passeio, como dias antes haviam feito na varanda da cozinha.

Se o casal de pombos aparecia junto antes da fêmea pôr os ovos, depois disso na varanda permanece apenas um, aninhado no vaso sobre os ovos, que eu supunha ser a fêmea. desaparecendo o que eu julgava ser o macho. Engano meu, como se verificará mais abaixo, como resltado duma consulta ao Dr. Google.













« Os ovos de pombo levam entre 17 a 19 dias a chocar. As crias permaneceram no ninho a serem alimentadas pelos progenitores e começam a tornar-se independentes com cerca de 4 a 5 semanas (30 a 35 dias) de vida, altura em que já é possível voar e alimentar-se sozinhas.  Ambos os pais participam na incubação, revezando-se para manter os ovos quentes e garantir a sua proteção.

Você disse: o macho acompanha a fêmea antes desta pôr os ovos? E durante o choco, o macho permanece ou desaparece?

O macho é um parceiro muito dedicado! Ele acompanha a fêmea em todas as fases da reprodução.

Antes de a fêmea pôr os ovos

  • Segurança total: O macho acompanha a fêmea para todo o lado. Ele protege a fêmea de outros pombos.
  • Construção do ninho: O macho procura e traz os ramos. A fêmea fica no ninho e arruma tudo.

Durante o choco (incubação)

  • O macho permanece: O macho não desaparece. Ele ajuda a chocar os ovos.
  • Divisão de turnos: O casal divide o trabalho de forma justa.
    • O macho choca os ovos durante o dia (geralmente do meio da manhã até à tarde).
    • A fêmea choca os ovos durante a noite e o resto do tempo.

Os pombos são pais exemplares e cuidam juntos dos ovos e das crias.

É muito comum os pombos da cidade escolherem varandas para fazerem os seus ninhos. Como as varandas são altas e protegidas do vento, eles se sentem seguros para criar os seus bebês.  

  • O que fazer: Evite ir à varanda muitas vezes para não assustar os pais. Se eles se sentirem ameaçados, podem abandonar os ovos.
  • Higiene: Tenha muito cuidado com as fezes dos pombos. Eles podem transmitir doenças e danificar o chão da varanda. Limpe a zona à volta com água e lixívia, mas use sempre uma máscara para se proteger.

Você disse: Quero que o ninho se mantenha até os borrachos se tornarem independentes

Os borrachos (os bebês dos pombos) crescem muito depressa e será fascinante ver todo o processo. Como o ninho vai ficar na sua varanda durante as próximas 5 a 6 semanas, aqui estão os principais pontos que devem ter para garantir a segurança das aves e a sua saúde:

🏠 Cuidados com o ninho e com os pais

  • Dê-lhes privacidade: Evite ir à varanda muitas vezes. Use cortinas para porta de vidro. Se os pais se assustarem muito, podem abandonar os ovos ou os bebês.
  • Não mexa no ninho: Deixe o ninho exatamente como está. Os pais sabem bem como cuidar dele.
  • Não precisa de dar comida: Os pombos da cidade são ótimos para encontrar comida. Se começar a pôr comida na varanda, vai causar outros pombos, ratos ou gaivotas, o que criará grandes conflitos.

🧹 Cuidados com a higiene e saúde

As fezes dos pombos podem acumular-se rapidamente e transmitir doenças. É muito importante manter o espaço limpo sem assustar as aves:

  • Limpeza segura: Sempre que limpar a varanda, use máscara e luvas.
  • Evite levantar pó: Nunca varra as fezes secas, pois os fungos e bactérias se espalham pelo ar. Molhe sempre a zona primeiro com água e lixívia (ou desinfetante) e depois limpe com uma esfregaona ou pano final.
  • Zona de segurança: Limpe apenas as áreas da varanda que estão afastadas do ninho. Deixe o espaço mesmo encostado ao ninho para limpar apenas quando eles forem embora.

🕊️ O momento da despedida

Por volta das 4 a 5 semanas de vida, os borrachos vão começar a treinar o voo na sua varanda. Assim que eles voarem e deixarem de voltar para dormir, o ciclo terminou.

Mal a varanda fique vazia, retire o ninho e limpe tudo muito bem com lixívia. É nessa altura que deve colocar as redes ou os "espeta-pombos", porque o casal vai tentar fazer um ninho novo quase de imediato!

Os ovos dos pombos parecem mesmo muito grandes em relação ao tamanho do corpo da fêmea. Isto acontece por duas razões muito simples:

  • Tamanho real: Os ovos de pombo têm cerca de 4 centímetros de comprimento. Para uma ave do tamanho do pombo, eles ocupam muito espaço dentro da barriga da mãe antes de nascerem.
  • Postura faseada: Como os ovos são grandes, a fêmea não os põe ao mesmo tempo. Ela põe o primeiro ovo, descansa cerca de 40 a 44 horas, e só depois põe o segundo ovo. É por isso que são quase sempre dois!

Como o casal tem de tapar os dois ovos com o corpo para lhes dar calor, eles aconchegam-se muito bem no ninho.

Esse vaso no chão, protegido pelo murete da varanda, é o "apartamento" perfeito para eles. Protege-os do vento, do sol direto e esconde-os de predadores como as gaivotas.

Como os ovos foram postos há menos de uma semana, os bebês devem nascer daqui a cerca de 10 a 12 dias.

O que esperar no dia do nascimento

  • O nascimento: Os bebês não nascem ao mesmo tempo. O primeiro ovo a ser posto vai chocar primeiro. O segundo bebê nasceu cerca de 12 a 24 horas depois.
  • O aspecto das crias: Não se assuste quando os virem pela primeira vez! Os borrachos nascem sem penas, cobertos apenas por uma penugem amarela, com os olhos fechados e um bico muito grande. Eles não são muito bonitos no início, mas crescem muito rápido.
  • A primeira alimentação: Nos primeiros dias, os pais alimentam os bebés com o "leite de papo". É uma substância muito nutritiva que os próprios pais produzem na garganta.

Até lá, o casal vai continuar o seu trabalho de turnos, sem nunca deixar os ovos sozinhos.

A fecundação dos pombos é um processo rápido e muito curioso. Como a grande maioria das aves, os pombos não têm órgãos sexuais externos (como os mamíferos).

O processo acontece através de um contato rápido entre duas zonas chamadas cloacas. A cloaca é uma abertura única que as aves têm para a saída das fezes, da urina e também para a reprodução.

Aqui está o passo a passo de como tudo acontece:

1. A Dança do Namoro

Antes de tudo, o macho precisa conceber uma fêmea. Ele começa a andar à volta dela, arrasta as penas das asas e da cauda no chão e faz o seu som característico ( "ru-ru-ru" ). Se a fêmea aceitar o namoro, ela baixa a cabeça e o corpo para dar o sinal.

2. O "Beijo Cloacal"

O macho sobe para as costas da fêmea. Para conseguir o contato, a fêmea desvia a sua cauda para o lado e o macho move a cauda dele para baixo.
Nesse momento, as duas cloacas tocam-se por poucos segundos. Este momento é conhecido no mundo animal como o "beijo cloacal" .

3. A Viagem do Esperma

Durante esse toque rápido, o macho transfere o esperma para dentro da cloaca da fêmea. O esperma sobe por um canal chamado oviduto até encontrar o óvulo da fêmea para fazer a fecundação.

4. A Formação do Ovo

Depois de fecundado, o ovo começa a descer pelo corpo da fêmea. À medida que desce, vai receber a gema, a clara e, por fim, a casca dura. Como vimos antes, este processo demora cerca de dois dias para cada ovo.

Depois desse namoro, o casal fica unido e começa logo a chocar os ovos que tem na sua varanda! 

Você disse: Há dias, antes dos ovos, os pombos parecem que estavam a beijar

Que fotografia fantástica conseguiu tirar! Essa imagem capta um momento muito especial e carinhoso do namoro dos pombos.

O que vê na imagem parece mesmo um beijo na boca, e no mundo dos pombos chama-se muitas vezes "beijo de pombo" . No entanto, este comportamento tem duas funções muito importantes antes de uma vaca pôr os ovos:

1. Alimentação de namoro

Este "beijo" é, na verdade, o macho a passar um pouco de comida diretamente para o bico da fêmea. É um comportamento que serve para fortalecer a ligação entre o casal. Mostra à fêmea que o macho é um bom companheiro e que será capaz de cuidar dela e dos futuros bebês.

2. Preparação do corpo da fêmea

Este contato físico é tão próximo ativo quanto os hormônios da fêmea. O carinho e a estimulação do "beijo" dão o sinal ao corpo dela de que está na altura certa para amadurecer e libertar os ovos que agora estão no seu vaso.

Por isso, o que fotografou foi o momento exato em que eles decidiram ser parceiros e começar a criar a família que agora habita a sua varanda!

Mais uma fotografia belíssima! Desta vez, consegue ver-se ainda melhor a proximidade e o carinho entre o casal no parapeito da sua varanda.

Repare em dois detalhes muito interessantes nesta nova imagem:

  • O carinho na cabeça e pescoço: O pombo da direita parece estar aconchegar o bico na zona do pescoço e da cabeça do outro. Os pombos adoram fazer pequenas "festas" e limpar as penas um do outro nessa zona. Como eles não conseguem coçar a própria cabeça com o bico, este gesto ajuda a manter as penas limpas e livres de pequenas parasitas.
  • Fidelidade para a vida toda: Este tipo de comportamento reforça uma característica fantástica destas aves: os pombos são monogâmicos . Isto significa que formar um casal para a vida inteira. Eles vão compartilhar o mesmo território e, muito provavelmente, continuarão juntos a criar novas ninhadas nos próximos anos.

Eles parecem mesmo muito unidos e confortáveis ​​no espaço que escolheram.


Você disse: Antes de aparecerem os ovos os dois pombos ficaram juntos na varanda. Depois de começar o choco apenas um está na varanda, aninhado no vaso e cobrindo os ovos

1. Os ovos nunca podem ficar sozinhos

Os ovos precisam de calor constante para se desenvolverem. Se ficassem sozinhos, arrefeceriam muito depressiva e os bebês morreriam. Além disso, sem nenhum pai por perto, as gaivotas ou os corvos puderam assaltar o ninho. Por isso, há sempre um dar calor aos ovos, 24 horas por dia.

2. O outro pombo precisa de comer e descansar

  • Procurar água e comida abundante na cidade.
  • Descansar e esticar as asas num telhado próximo.

Como funciona a troca de turnos?

Como vimos antes, eles dividem o dia. O macho costuma chocar durante o dia e a fêmea durante a noite.

Distinguir o macho da fêmea nos pombos da cidade pode ser um verdadeiro desafio. À primeira vista, eles parecem exatamente iguais porque não têm cores diferentes nas penas.

1. Pelo Tamanho e Formato do Corpo 📐

2. Pelo Horário no Ninho (O método mais fácil agora!)

Como eles estão a chocar os ovos, a forma mais segura de os distinguir na sua varanda é reparar nas horas em que estão no vaso:

  • Se vir o pombo no ninho entre as 10:00h da manhã e as 16:00h/17:00h da tarde , quase com certeza que é o macho .
  • Se olhar para o ninho ao fim da tarde, durante a noite ou logo de manhãzinha , a ave que lá está é uma fêmea .

3. Pelo Comportamento 🕊️

Se por acaso os apanharmos juntos na varanda durante uma troca de turnos, repare nas atitudes de cada um:

  • O Macho é o "protetor": Ele é mais ativo e territorial. Pode fazer aquele som alto ( ru-ru-ru ), abrir a cauda em leque e dar pequenas voltas no chão para marcar a sua posição.
  • A Fêmea é mais calma: Ela costuma ser mais pacífica, faz menos barulho e foca-se rapidamente em ir para o ninho ou em sair discretamente para ir comer.

Quando os borrachos finalmente nascerem, a sua varanda vai tornar-se um local ainda mais movimentado. Nas primeiras duas semanas, os bebés são muito frágeis e dependem totalmente dos pais para não apanharem frio e para se alimentarem.

Para garantir que tudo corre bem e que os pais não abandonam o ninho por susto, devem ter estes cuidados extras:

🤫 1. Silêncio e movimentos lentos junto à janela

  • Evite ruídos bruscos: Não abra ou feche a janela ou a porta da varanda com força. O som do vidro a bater pode fazer com que os pais levantem voo lavados em pânico. Ao fugirem à pressa, podem pisar ou magoar os bebés sem querer.
  • Cuidado com as cortinas: Se a sua janela de para o vaso, a fachada se move lentamente ao abrir as cortinas ou lojas. Os pombos assustam-se muito com vultos rápidos que aparecem de repente.

🚫 2. Não tente tocar nem limpar perto do vaso

  • Não mexa nos bebês: É muito tentador querer ver os borrachos de perto ou tirar uma foto sem o pai por perto, mas nunca lhes mostre toque . O cheiro humano ou a proximidade excessiva podem fazer com que os pais rejeitem o ninho.
  • Esqueça as limpezas nessa zona: Embora as fezes comecem a acumular-se à volta do vaso, não tente varrer ou lavar o chão perto deles. Deixe essa sujidade estar. Só deve limpar o fundo quando os borrachos aprenderem a voar e abandonarem a varanda em definitivo.

💨 3. Atenção às correntes de ar na casa

  • Porta fechada: Mantenha a porta da varanda sempre bem fechada. Além de evitar que os pombos se assustem com os ruídos da casa, impeçam que o vento faça a porta bater ou que os bebês apanhem correntes de ar frio, que podem ser fatais nos primeiros dias.

🐾 4. Afaste os animais de estimação

  • Se você tiver cães ou gatos, proíba-lhes a entrada nessa divisão ou garanta que eles não saltem para o parapeito da janela. O focinho de um gato colado ao vidro é o suficiente para o casal de pombos abandonar o ninho para sempre por segurança.

Verá que, se mantiver uma distância respeitosa, os pais vão se habituar à sua presença do outro lado do vidro e vão deixar que observem uma maravilhosa tarefa de alimentar os seus pequeninos.»(AI Overview)

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Farol do Cabo Espichel (Sesimbra) (2020)

 * Victor Nogueira

8 de junho de 2020


Embora ao longo dos anos tenha ido muitas vezes até ao Santuário do Cabo Espichel, creio que nunca me desloquei até ao farol que dele se avista, embora noutra penedia, A ele me refiro nas minhas "Notas de Viagens".

«A alguns quilómetros de Sesimbra, situa-se o Santuário do Cabo Espichel, após atravessar um deserto árido, frio e ventoso, de vegetação raquítica e rasteira. A Igreja, com uma grande colecção de ex-votos, situa-se no topo dum amplo terreiro rectangular, ladeado no seu maior comprimento, por duas fiadas de casas com arcadas, que outrora albergavam os peregrinos e hoje estão na sua maioria degradadas, nalgumas se comercializando corais, conchas e artesanato de conchas e escamas de peixe. Para lá do terreiro e da igreja, após as ruínas de alguns edifícios, outro descampado, com uma pequena capela quadrada e com uma espécie de cúpula, á beira do precipício alcantilado. Mais além, noutro pedaço de terra que entra pelo mar dentro, um farol. » (1997)

Farol do Cabo Carvoeiro (Peniche) (2020)

 * Victor Nogueira

8 de junho de 2020


foto victor nogueira - farol do Cabo Carvoeiro (Peniche)

Cabo Carvoeiro - De Peniche seguimos para o Cabo Carvoeiro, zona rochosa e alcantilada, com um farol e um Santuário, o da Nossa Senhora dos Remédios, ermida com interior azulejado e adro espaçoso.. As rochas dispõem-se em estratos, inclinados, formando um efeito insólito. Do alto da penedia, lá em baixo, as traineiras parecem de brinquedo. Destacado, um penedo estratificado, conhecido como Nau dos Corvos.

O Santuário, erguido num descampado ventoso, é pobre, sem monumentalidade. Defronte, um terreiro, ladeado de casas, algumas das quais serviriam para albergar os peregrinos. Para a Igreja entra-se através dum pátio murado, interior, a um nível inferior. Ao longo do caminho para o santuário encontram-se as estações da via sacra. (Notas de Viagem, 1997.07.07)

As 'europeias' e a formiga no carreiro (2024)

 * Victor Nogueira




8 de junho de 2024 
Conteúdo partilhado com: Público
Depois de ler isto, pergunto-me: em quem votar? Na AD onde está Wally? No PS, agora com a Temido como cabeça de cartaz? No Cotim do Ilusionismo Liberal? No Ergue-te, Chega da Ventura? No RIR? Que resta?
Resta votar contra a maré das mistificações, das papas e bolos! Resta votar na única, solidária e solitária resistência que é a CDU.
Como proclamava Zeca Afonso, resta-nos ser a formiga no carreiro, contra a maré!
A formiga no carreiro
Vinha em sentido cantrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro

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Gravuras geradas em 2026 06 08 pelo Google Gemini a partir do texto e dum guião do AI Perplexity

Gravura política em preto e branco, com aparência de xilogravura ou linogravura, forte, expressiva e editorial. No centro da composição, uma formiga pequena mas determinada avança contra uma corrente forte, subindo um carreiro sinuoso que corta a cena em diagonal, simbolizando resistência contra a maré. O ambiente à volta deve misturar, de forma simbólica, um rio agitado e uma rua popular, com tábuas a flutuar, varandas, gente em silhueta e um fundo carregado de tensão social. À volta da formiga surgem formas vagas e caricaturais de mistificação política: máscaras, cartolas vazias, fumo, sombras e sinais de ilusão, tudo sem texto legível. A formiga deve manter-se nítida, firme e heroica, como figura de resistência coletiva, solidária e solitária. O conjunto deve transmitir luta, teimosia, lucidez, classe trabalhadora e recusa da confusão política. Traço vigoroso, alto contraste, textura de papel antigo, atmosfera combativa, composição dramática, sem qualquer texto na imagem. Formato vertical 4:5. (AI Perplexity)

domingo, 7 de junho de 2026

Falando com os meus botões (2011)

 * Victor Nogueira

7 de junho de 2011

"O essencial são a correspondência e a coerência entre as palavras e os actos, a supremacia do Ser sobre o ter. Sou, sobretudo, aquilo que faço e não apenas aquilo que digo ! Tudo o resto é treta ou ingénua ilusão ou fantasia ! " (VN !

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Tenfo como guião o texto anterior, o Google Gemini e o chataGPT, em 2026 06 07, geraram as seguintes  gravuras





Para ilustrar o texto o Perplexity AI gerou o seguinte guião:

««Ilustração editorial, formato horizontal 16:9, estilo simbólico e forte. Uma figura humana de pé, com postura firme e expressão determinada, ocupa o centro da composição. Num lado, a pessoa segura folhas com palavras escritas, gestos e frases; no outro, segura ferramentas de trabalho ou objetos ligados à ação concreta, como martelo, chave inglesa ou livro aberto de uso real. O fundo divide-se em dois mundos: à esquerda, névoa, máscaras, fumaça, ornamentos vazios e elementos frágeis, sugerindo aparência e ilusão; à direita, luz clara, chão sólido, formas simples e materiais reais, sugerindo verdade, coerência e ação. A iluminação deve destacar o lado da ação verdadeira, com contraste dramático entre sombra e luz. Paleta de cores sóbria, com tons escuros no lado da fantasia e tons quentes e luminosos no lado do ser e do fazer. Composição limpa, impactante e de leitura imediata, própria para capa de artigo político ou texto de opinião.» 

A partir deste o Google Gemini e o chatGPT geraram as seguintes ilustrações:


Vau (Caldas da Rainha) (2012)

 * Victor Nogueira

7 de junho de 2012

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Foto Victor Nogueira - Vau (Caldas da Rainha)

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Alice Coelho - Gostei......muito!! beijis e bom feriado

14 a

Yolanda Botelho - Gosto muito desta chaminé.....e não é abuso nenhum partilhar fotos comigo....eu também partilho coisas contigo,por vezes com muito menos qualidade,beijos

14 a

Victor Barroso Nogueira - Carmen Montesino Os mouros tb andaram por aquelas bandas, como aliás se vê pela toponímia e nomes dos acidentes geográficos :-)*

14 a

Ana Albuquerque - Dando passagem ao fumo de um lume que nos aquece muitas vezes a alma... ❤

14 a

Isabel Maria - Abuso ? nada disso !!! antes um prazer partilhares as tuas fotos ...como disse a Carmen parece uma casa do sul ...mas tu já explicaste o porquê ...grata

14 a

De Castro Barros Orlanda - não,adorei vêr este telhado...ha tanto tempo que os não vejo...tbm eu pensei que era mais para sul!merci.

14 a

Maria Madalena Veredas - Amigo, esse telhado é uma casa, um acochego, obrigado....

14 a

Belaminda Silva - Obrigada camarada,,, linda foto!!! Beijinhos♥♥

14 a

telhado com pequenas florestas galgando montes (2012)

 `* Victor Nogueira

7 de junho de 2012

 


Foto Victor Nogueira - Linda a Pastora - telhado com pequenas florestas galgando montes

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Bárbara Santos - Vctor, gosto muito da foto e do miminho. Um abraço.

14 a

Manela Pinto - vitor ja nao tens idade para andares em cima dos telhados hahahahahhaah, abusa camarada., gosto destes miminhos, beijinhos doido

14 a

Victor Barroso Nogueira - Manela Pinto Linda a Pastora - que já nada tem do bucolismo de Cesário Verde - fica numa encosta (até ao Vale do Jamor), agora cortada pela Auto-Estrada e as ruas da povoação não se encontram todas ao mesmo nível mas sim como que se em socalcos LOL

14 a

Yolanda Botelho - Que bonito....este telhado.Bj

14 a

Lia Branco - Estás a ver, que bela foto ficou! Beijinhos 🙂

14 a

Ana Roque - Giríssima! Lembra-me os telhados das casas velhas da minha aldeia... obrigada pela partilha, bjs:)

14 a

José Inácio Leão Varela - Caro Victor entendo a tua partilha de fotos como uma prova de amizade...por isso, estás à vontade ...Um abraço

14 a

José Inácio Leão Varela - O que faço de vez em quando,  Victor é, quando já são muitas não só as tuas como as de outros/as amigos/as, é "esconde-las" da cronologia e junta-las ao meu "álbum de fotos de mim". para mais tarde recordar...por isso, se não as vires na página já ficas a saber que estão, com outras, no dito álbum...assim, só tenho que te agradecer as tuas partilhas...força amigo...abraço e boa 6ª Fª.

14 a

Victor Barroso Nogueira - Eu "guardo" nos meus blogs, cada um com a sua finalidade distinta, Varela José Inácio LOL Abraço 🙂

14 a

Carlos Rodrigues - Teria sido semeada pelo Zé do Telhado, Vitor ? Curiosa selva, com telhado ao alcance da mão de qualquer baixinho ? Sendo assim vou lá vindimar. LOL.

14 a

Isabel Maria - Portugal no seu melhor!!! ainda bem que tiras-te foto porque o telhado já não deve existir...bjs

14 a

Belaminda Silva - Muito bela esta foto! Gosto muito,,, obrigada amigo querido. Que a tua noite seja maravilhosa. Beijinhos♥♥

14 a

Basta! (2013)

 * Victor Nogueira

7 de junho de 2013 ·


*** Seguro diz que pagar o que se deve  é uma questão de honra e rejeita perdão de dívida  ~~~~~  Gand'a seguro ! Gand'amigo da especulação e da banca ! E os trabalhadores, os jovens, os idosos ? QUE SE LIXEM. E quando irão bugiar estas figurinhas e os figurões que ps-psd-cds protegem em sentido ... de estado ? Estado Social ou Estado "súcial" !? Gand'a seguro !

***  Seguro diz que pagar o que se deve  é uma questão de honra e rejeita perdão de dívida

* Gaspar reconhece ter “amplo material para aprender” com os seus “próprios erros”

* Erros do FMI na Grécia abrem portas a suavização da austeridade

* FMI reconhece que cometeu erros “grosseiros” na ajuda à Grécia

* Maioria aprova diploma que adia para Novembro reposição total do subsídio de férias

* Valor do “cheque-dentista” baixa de 40 para 35 euros

* PR pede que alunos sejam poupados a greve dos professores

* Passos diz não ter medo do "julgamento dos portugueses" nas autárquicas e europeias

* A ronda de reuniões do PS com os partidos parlamentares foi "enriquecedora", mas também esclarecedora. À esquerda, o líder socialista deixou claro que a sua fronteira é o perdão da dívida. À direita, a recusa das políticas de austeridade

* PS quer maioria absoluta e alianças à direita e à esquerda, incluindo psd e, sobretudo, com o cds

Manuel - 1921.09.04 Porto - 2013.06.06 Setúbal (2015)

 * Victor Nogueira

7 de junho de 2015 
Conteúdo partilhado com: Público

Foto Victor Nogueira - Manuel - 1921.09.04 Porto - 2013.06.06 Setúbal
Tudo passa e tudo se extingue, (sobre) vivendo apenas enquanto estamos vivos, em gravação na nossa consciência e na nossa memória. Até ao esquecimento definitivo, ao eterno silêncio, ou a um parágrafo num qualquer livro ou nota de rodapé, ao serem lidos, se lidos.
Do passado e da vida ficam uns escritos e as memórias, as memórias do que de bom e alegre houve, os escritos (re)lembrando que também houve maus momentos, quezílias, desencontros ...
Fiquem as boas memórias !
O MUNDO É COMPOSTO DE FAZENDA E MUDANÇA
Cada um de nós é só ele próprio
E a sua boa ou má circunstância,
Procurando em tudo uma substância,
Com arte ou não, o alfa milenário.
Há na terra quem faça santuário
Do sentir ou razão, em abundãncia;
Mas é do cacau terna a fragância
Do fado ter um bom ou mau solário.
O tempo bem diz que é tudo ilusão;
O amor, doçura, felicidade,
Em lixo ou pó substanciando.
Honra, beleza, sentir, no caixão;
Erramos, pelo campo ou na cidade,
No mundo, bem ou mal, vagueando.
Pinhal Novo 1989.09.10
~~~~~~~~~~
Com desconcerto, há na vida tempo
P'ra estar sózinho ou na companhia,
Em paz ou na guerra do dia-a-dia
Com grã siso ou sem qualquer assento.
Devagar na viagem correndo,
Çom má tristeza ou boa alegria,
Os pés em terra ou na fantasia,
Palrando ou nada mesmo dizendo;
A casa com ou sem comodidade,
Com comida em fartura ou faltosa,
Com amor, ódio, carinho ou secura.
Vivendo ou não, onde a felicidade,
Na vida, destemida ou receosa,
Perdida ou na doce candura?!
Setúbal 1989.09.10

E para terminar, em vez de ópera, de flamenco, de coros alentejanos ou do Exército Vermelho ou de fados de coimbra ou orquestras de música ligeira, que ouviste e cujo gosto me foi transmitido, sem esquecer a música de dança como o tango ou a valsa, aquela que me parece retrata uma vida:



Dança de Balcão, pelos Virgem Suta
Teima, a preguiça a tomar posse
Este corpo já pesado,
Belo vinho meu ele fosse,
Não estaria aqui plantado.
Mas já leva minha conta
Que tabernas, agradece
Mais dinheiro eu tivesse
E ficaria, ficaria todo cá.
REFRÃO:
Brinde a nós,
Brinde aos avós.
Que se houver céu não estão lá sós.
Brinde a vós,
E já sem voz.
Brinde a quem aí vier.
Teima, a preguiça a ser maior
E a vontade de abalar
Mais um copo abaladiço
E outro p'ra recomeçar
Esta dança de balcão,
Que à parte os abraços
Nada deixa, nada fica
Nas histórias, nas histórias
P'ra contar.
REFRÃO:
Brinde a nós,
Brinde aos avós,
Que se houver céu não estão lá sós.
Brinde a vós,
E já sem voz.
Brinde a quem aí vier. (Bis 2x)

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Coimbra Cortez - Saudades do meu amigo que deus o tenha. 11 a
Manuela Vieira da Silva - Tudo passa, nem a cinza da brasa. O tempo leva a vida e a graça e a memória canta a ausência a quem passa. Gostei de ler, Victor Barroso Nogueira. ❤ 🙂
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