* Victor Nogueira / Google Gemini
AUTO RETRATO EM PASSATEMPO
Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine)
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VN
* Victor Nogueira / Google Gemini
AUTO RETRATO EM PASSATEMPO
* Victor Nogueira
José Pacheco Pereira, na sua crónica de hoje, no Público, escreve sobre o que considera serem as virtudes da chamada música 'pimba', referindo alguns dos seus mais populares 'artistas', como Quim Barreiros, Rosinha, Ruizinho da Penacoca, Emanuel Moura ...
* Victor Nogueira
* Victor Nogueira
10 de julho de 2019
F oto victor nogueira - em évora, no terraço da casa na rua de serpa pinto ou de alconchel, com a igreja de santo antão ao fundo. Creio que a matrafona segura pela susana foi oferta da Lili. e de tudo subsistem a cabeça do palhaço e o cão mais pequeno, de peluche, similar a um que tive em bébé, que surge nalgumas fotos e que lá ficou em Luanda com a maioria dos brinquedos e a minha biblioteca.
* Victor Nogueira / chatGPT
A questão surgiu a propósito de um pacote de arroz basmati integral cuja data de «consumir de preferência antes de» tinha expirado há cerca de quatro anos. A dúvida levou a analisar o significado destas datas, as condições de conservação do arroz e as diferenças entre o arroz branco e o arroz integral.
A propósito de um pacote de arroz basmati integral Continente Equilíbrio, cuja embalagem original permanecia intacta e ostentava a indicação «Consumir de preferência antes do fim de 2022/05», colocou-se a questão de saber se ainda seria aconselhável consumi-lo.
O pacote esteve sempre guardado dentro de casa, num armário da cozinha, parcialmente protegido por outros produtos e sem qualquer dano na embalagem. A cozinha situa-se no último piso do edifício, circunstância que poderá ter originado temperaturas relativamente elevadas durante os meses de verão.
A indicação «Consumir de preferência antes de» corresponde a uma data de durabilidade mínima. Significa que, até essa data, o fabricante garante que o produto conserva as suas características de qualidade – sabor, aroma, textura e valor nutritivo –, desde que tenha sido corretamente armazenado. Ultrapassado esse prazo, o alimento não se torna automaticamente impróprio para consumo; simplesmente deixa de existir a garantia do fabricante quanto à manutenção dessas características.
Para um alimento seco como o arroz, um bom armazenamento implica conservá-lo em ambiente seco, ao abrigo da humidade, da luz solar direta e de temperaturas excessivas ou muito variáveis, na embalagem original intacta e selada, protegido de insetos, roedores e de produtos com odores intensos. No caso em apreço, estas condições foram, em termos gerais, respeitadas, embora a localização da cozinha sob a cobertura do edifício possa ter favorecido temperaturas mais elevadas durante o verão.
Importa, contudo, distinguir entre arroz branco e arroz integral. O arroz branco conserva-se durante muito mais tempo porque lhe foram removidos o farelo e o gérmen, ricos em gorduras. Já o arroz integral mantém essas camadas exteriores, que lhe conferem maior valor nutricional, mas também uma menor capacidade de conservação, uma vez que os seus óleos naturais oxidam progressivamente com o tempo, sobretudo quando sujeitos a temperaturas elevadas.
Ao abrir a embalagem verificou-se que os grãos permaneciam secos e soltos, sem sinais de humidade, bolor ou infestação por insetos. Todavia, apresentavam uma ligeira sensação oleosa ao tato e um discreto odor oleoso, características compatíveis com a oxidação das gorduras naturais do arroz integral. Embora estes sinais não indiciem necessariamente um risco microbiológico, revelam uma perda de qualidade organolética e nutricional.
Considerando que tinham decorrido cerca de quatro anos desde a data de durabilidade mínima e atendendo aos sinais observados, concluiu-se que não seria aconselhável consumir este arroz integral.
Se, nas mesmas condições de armazenamento, se tratasse de arroz branco, a avaliação seria diferente. Pela sua composição, o arroz branco mantém-se geralmente em boas condições durante períodos muito mais longos, desde que a embalagem permaneça intacta e o produto não apresente alterações de aspeto, cheiro ou textura.
A escolha do arroz integral tinha sido motivada pela convicção de que este ajudaria a prevenir a diabetes e a favorecer o trânsito intestinal. Essa convicção tem fundamento. O arroz integral contém mais fibra, vitaminas e minerais do que o arroz branco e, quando integrado numa alimentação equilibrada, associa-se a um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2 e a um melhor funcionamento intestinal.
Contudo, estes benefícios não dependem exclusivamente do consumo de arroz integral. A prevenção da diabetes e a promoção de um bom trânsito intestinal resultam sobretudo do padrão alimentar global e do estilo de vida. Uma alimentação rica em legumes, fruta, leguminosas, aveia, pão integral ou de mistura e outros cereais integrais fornece igualmente quantidades apreciáveis de fibra e contribui para os mesmos objetivos.
Assim, quem prefere arroz branco pode continuar a consumi-lo sem prejuízo para a saúde, desde que o faça com moderação e no contexto de refeições equilibradas, acompanhadas por legumes e por uma fonte de proteína, obtendo a fibra necessária através de outros alimentos.
Em conclusão, o arroz integral constitui uma excelente opção nutricional, mas não é a única forma de promover a saúde metabólica e o bom funcionamento intestinal. Mais importante do que privilegiar um único alimento é manter uma alimentação variada, equilibrada e rica em fontes naturais de fibra, associada a um estilo de vida ativo.
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Gravuras geradas pelo chatGPT e pelo Google Gemini a partir deste meu guião:
Gerar uma gravura que ilustre o que foi abordado nesta sessão
* Victor Nogueira
10 de julho de 2017
Pode questionar-se se os juízes, enquanto representantes do "independente" Poder Judicial, podem ou devem ser considerados "trabalhadores por conta de outrem" com direito ao exercício do direito à "greve", contra a entidade empregadora que seriam o Estado ou o Governo (Poder Executivo e Legislativo). Bem sabemos que a Justiça não é cega e que tem um cunho de classe, a dos verdadeiros detentores desse oculto Poder Económico. Mas comparar a Magistratura e os Magistrados actuais com os do Fascismo ou os dos Tribunais Plenários é obra. Afirmar que os actuais não merecem crédito porque os do Fascismo não se manifestaram contra faz lembrar a fábula do Lobo e do Cordeiro, misturando alhos com bugalhos
* Victor Nogueira
9 de julho de 2013
1 - Bruno Bobone (Presidente da Associação Comercial de Lisboa): “Estes senhores têm que acabar, têm que desaparecer, têm que acabar com eles” (a propósito dos estivadores em greve, exigindo BB do Governo a flexibilização total do mercado de trabalho)
2. - João Ribeiro, o porta-voz nacional do PS e candidato à CM Setúbal "Sei bem que a situação nacional nos concentra num combate à direita ultra-liberal que nos governa. Mas eu quero ser franco convosco: o combate ao PCP é tão ou mais importante do que este combate à direita."
QUALQUER SEMELHANÇA SERÁ PURA COINCIDÊNCIA ? Com o devido respeito e como cidadão perguunto: Quem publicita e apoia a candidatura de João Ribeiro, porta-voz nacional do PS, quer derrotar a política da troika, cujo memorando foi assinado pelo ps-psd-cds e ao mesmo tempo eliminar os grevistas (hoje os estivadores, amanhã os professores, a seguir todos)? Quem luta contra a política neo-liberal considera o PCP o inimigo - a combater em primeiro lugar ? E depois que(m) será a seguir ? Porque motivo o combate ao PCP é tão ou MAIS IMPORTANTE que o combate à direita que nos governa (seja ou não ultraa-liberal) ?
http://www.youtube.com/watch?v=jYJQeOYUOP8
* Victor Nogueira
Estas são as ilustrações geradas pelo Google Gemini e chatGPT destinadas às referidas colectânes de textos meus. de acordo com guiões da minha autoria.
Cafés
* Victor Nogueira / chatGPT
A colectânea Pensões e Restaurantes no Livro de Viagens, de Victor Nogueira, é muito mais do que uma reunião de referências gastronómicas ou hoteleiras. O tema declarado – pensões, hotéis, cafés e restaurantes – constitui apenas o fio condutor de uma obra memorialística que atravessa cerca de seis décadas, desde finais dos anos 1950 até aos anos 2020, reunindo diários, cartas, notas de viagem, memórias posteriores e comentários de enquadramento.
O principal interesse literário da colectânea reside na coexistência de vários registos de escrita:
Essa diversidade impede qualquer monotonia e permite acompanhar simultaneamente a evolução do escritor e da própria escrita.
Os textos mais antigos possuem uma espontaneidade muito própria. O jovem Victor Nogueira escreve para registar aquilo que viu, comeu, percorreu ou sentiu, sem preocupação literária consciente. Precisamente por isso adquirem autenticidade.
Mais tarde surge uma escrita claramente mais elaborada, onde a memória dialoga constantemente com o presente.
* Victor Nogueira / Google Gemini
A colectânea de textos de Victor Nogueira constitui um riquíssimo mosaico de memórias pessoais, diários, correspondência e notas de viagem que atravessam geografias e décadas cruciais — desde a Angola colonial dos anos 1950 e 1960 até ao Portugal metropolitano pré e pós-revolucionário, estendendo-se até registos mais contemporâneos
Abaixo apresenta-se uma apreciação circunstanciada, literária e documental desta obra, destacando os seus aspetos positivos e negativos.
Do ponto de vista documental, a colectânea é um testemunho de valor inestimável. O autor funciona como um cronista do quotidiano, registando meticulosamente a transição de épocas e espaços
O Retrato de Angola Colonial (Anos 50/60): Os textos oferecem uma cartografia afetiva e física de Angola (Luanda, Cambambe, Dondo, Lobito, Nova Lisboa)
O Retrato de Portugal e a Província Alentejana: A vivência estudantil em Évora, hospedado na detalhada casa de hóspedes de Vitória Prates na Rua do Raimundo, serve como um espelho sociopolítico do final do Estado Novo
A Transição Pós-25 de Abril: Documentam-se episódios fascinantes da transição democrática, como a acesa disputa ideológica numa cantina universitária de Lisboa entre militantes do MRPP e do PCP, disputando a venda do Luta Popular e do Avante
* Victor Nogueira / chatGPT
A colectânea Os cafés no Livro de Viagens constitui um dos núcleos mais sólidos e coerentes do conjunto memorialístico de Victor Nogueira. Embora organizada em torno de um tema aparentemente modesto – cafés, pastelarias, tabernas, restaurantes e esplanadas –, acaba por ultrapassar largamente esse enquadramento, transformando estes lugares em observatórios privilegiados da sociedade portuguesa (e, em menor medida, da Angola colonial), ao longo de mais de meio século de escritos, aproximadamente entre finais da década de 1960 e 2022. O café deixa de ser um simples estabelecimento comercial para assumir a função de espaço de memória, sociabilidade, observação etnográfica, reflexão política e autobiografia.