Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

domingo, 1 de novembro de 2026

Casas sim, Barracas, não! (2026)

 


Cartazes de 1974 / 1975

* Victor Nogueira

Com excepção da RTP2, raramente vejo os telejornais, Fico-me pela imprensa on line. Netes dias turbulentos, depois do Neves, aprochegou-se a Habitação, que são a 'distração' de turno. Os manifestantes jovens, são, segundo alguns analistas, comentadeiros e 'tecelãos', dscriyos como mais ou menos ganzados, 'sujos, porcos e maus', envoltos em subversivos 'keffiyeh', violadores  sistematicos da Lei, da Ordem e da Tranquilidade públicas. Havendo mesmo democratas de alto coturno que defendem que as forças da Ordem e da Segurança deveriam malhar forte e feio no lombo dos manfestantes ou  encostá-los à parede ou ao paredão-

Resolvi pois esta madrugada assistir às directas, fazendo zapping entre a SIC Notícias, a Now, a RTP Notícias e a CNN. Para além da ânsia sôfrega televisivas, em roda pés, nas pantalhas, sobre a 'generosidade' das Polícias que permitiriam o estacionamento, silencioso, dos manifestantes, desde que estes desarmassem as tendas. para que não se não colocassem ou se transformasem em 'fora da lei', os jovens pareceram-me bem vestidos, com bom aspecto, cordatos  e não me parecia que cheirassem a catinga. Nem me pareciam ganzados, tatuados dos pés à cabeça ou cobertos de piercings. 


Os manifestantes tripeiros estavam melhor prreparados para aguentarem as pedagógicas e salutares bastonadas na cabeça pois precaveram-se com capacetes, ao contrário dos alfacinhas, e em vez das vizeiras policiais protegiam o rosto com lenços ou máscaras cirúrgicas. Mas uns e outros mantinham os óculos postos em cima do nariz, o que me pareceu errado, porque daí poderiam resultar lesões oculares. quando as forças da Ordem iniciassem as bastonadas e varreduras.

Mas depois de hora e meia  com repórteres a encherem chouriços e de notas de rodapé produzidas nas redacções sobre quando é que a polícia actuaria, fui deitar-me e, de manhã. ao romper da bela aurora, logo tomei comnhecimento  de que uma vez mais tinha havido porradaria da grossa sobre os  'fora da lei', com os habituais feridos à mistura.

Portanto, o baile segue segundo a pauta aconchegada entre Montezero e o Benturoso, com a Lei das Rendas, o ramalhoso Código de Trabalho, o desmantelamento do SNS, as borlas para os mandatários que são os DDT, o aumento do custo de vida e outras coisas  igualmente piquenas'. Sem esquecer que Sócrates, Salgado, Ronaldo e o 'Spinumvírus' sumiram das pantalhas, para além de ter prescrito o processo dos arguidos no BPN do çaranjal e de se ter inicado o julgamento do Lima Laranja, acusado de ter assassinado a sua cliente Rosalina, viúva de Tomé Feteira, (que havia sido um dos DDT no tempo da outra senhora) aboletando-se o Lima Laranja com a farta herança daquela. Lá da estranja também desapareceram das patalhas o sequestro de Maduro, o caso Epstein, estando em banho-Maria a Palestina e a Ucrânia, as invassões de Cuba e do Irão, assim como a anexação do Canadá e da Gronelândia, para engorda da 'stars and strips' do amigo 'amaricano'

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Com auxílio da AI / IA estas são ilustrações dos tempos em que uns vegetam e utros vivem à grande e à francesa, nas suas sete quintas.







Guião para ilustações geradas pelo Gemini e pelo chatGPT


Campo do Abade Pierre em Noisy-le-Grand - 1954 A PEQUENA MADONA DOS BAIRROS DE LATA
(Fotografia de Bloncourt)


Gera uma gravura colorida. à esquerda, a preto e brnaco, coloca esta foto. À direita, colorida, a multidão manifesta-se, homens, mulheres, crianças, jovens, idosos, de várias etnias (caucasianos, louros, morens, indostánicos, negros, ameríndios, palestinos) A multdão ostenta cartazes com dizeres 'Sim, à Constituição, Não à repressão', 'Casas, sim. Barracas, não' Liberdade com Trabalho, Saúde Educação' 'Direito à Habitação, Não à Exploração' A multidão tem uma ar determinado e combativo. Alguns manifestantes empunham cravos vermelhos' 

A tarde soalheira e de céu azul deu lugar a uma noite sem estrelas (2010)

 1 de novembro de 2010

A tarde soalheira e de céu azul deu lugar a uma noite sem estrelas, como são as da cidade. Apenas para lá da janela desta torre no cimo duma encosta  e em terra parece que elas pousaram. Mais prosaicamente, não são estrelas em terra que avisto até ao infinito longínquo, mas a iluminação pública nos povoados e caminhos até Lisboa, como se no castelo de Palmela estivesse.

Respigado - Também posso vestir a realidade com fatos alegres e música e folguedos e brisas cariciantes e olhares de veludo e sedutores e de pedrinhas saltitando pelo riacho com se aves cantando fossem. Com as palavras e a arte de usá-las se pode tornar mágico o que não é e soalheira a mais triste noite ou brilhante como se de mil sóis rendilhados falassem o que me cerca e com elas me libertando 🙂 Ou não ! Porque o mágico tem consciência dos truques para tornar mágicos os enganos !

Os Tambores de Bronze (2011)

 1 de novembro de 2011

Os mortos ficam onde estão e os vivos que se desenvencilhem. Os mortos partiram para  a aldeia onde o galo não canta, mas a nós é o galo que nos acorda todas as manhãs"  Os Tambores de Bronze - Jean Lartéguy

Estuário do Rio Tejo e Torre de Belém com pôr-do-sol (2012)

1 de novembro de 2012 ·


Foto Nogueira - Estuário do Rio Tejo e Torre de Belém com pôr-do-sol  ~~~~~~~~ Felizzente há mar ... e rio ou RI(s)O e aMAR

Setúbal, não de azul e verde mas de cinza outonal (2013)

 1 de novembro de 2013


Foto Victor Nogueira - Setúbal, o estuário do sado e a serra da arrábida vestidos  não de azul e verde mas de cinza outonal

Nas férias grandes em Pointe Noire (2018)

 1 de novembro de 2018

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* Victor Nogueira

Nas férias grandes em Pointe  Noire (antiga África Equatorial Francesa), na praia, com a Nicole, em 1958, Nos trópicos a sul do Equador as férias grandes coincidiam com a estação fria - o "cacimbo", em Angola - enquanto que a norte do Equador era Verão.

Foto João Gaspar Nas férias grandes em Pointe  Noire

O caos vai-se ordenando, com a ajuda dos vizinhos (2019)

 


* Victor Nogueira

1 de novembro de 2019

O caos vai-se ordenando, com a ajuda dos vizinhos: a D. Amélia e o Paulo, de acordo com as suas disponibilidades de tempo.. Não tão rapidamente como  a minha controlada impaciência o reclama. E o cansaço físico de km feitos em pequenos passos, aqui e ali, e mil gestos, vai-se acumulando sem que eu consiga parar. A impaciência contida aumenta e todo o corpo protesta, as juntas rangendo, os músculos tensos e contraídos a precisarem de massagem e bons tratos!

in pingos do mindelo 13.19 - como no chão em rodilha  

Um burro em Lisbia, nos idos de 1975 (2010)

 1 de novembro de 2020


foto victor nogueira - lisboa 1975.12

Outrora era muito comum ver nas estradas ou pelas ruas os jericos, mulas ou burros, normalmente puxando carroças que transportavam produtos ou pessoas, por vezes comendo placidamente a palha. Outras vezes transportavam no dorso alcofas ou pessoas, por vezes o nédio abade ou o João Semana, de As Pupilas do Senhor Reitor ou o anafado Sancho Pança, o fiel escudeiro e criado de D. Quixote. 

Também estes pachorrentos animais, quando não escouceavam ou  teimosamente fincavam os cascos dali não arredando, ajudavam puxando os arados ou movendo as noras para delas se extrair a água, para uso doméstico ou irrigação dos campos..

Eram pois instrumento de trabalho e o meio de transporte da plebe, que a fidalguia andava a cavalo, como D. Quixote, no seu esquálido Rocinante. 

Mas presentemente e pelas ruas e pelas estradas raro se encontram equídeos, os jericos sendo uma espécie em vias de extinção, sem que a Humanidade com isso se preocupe, inebriada pelos cavalos mecânicos. 

Afinal hoje não há chuva, nem neblina ou nevoeiro (2021)

 * Victor Nogueira

1 de novembro de 2021 ·


Afinal hoje não há chuva, nem neblina ou nevoeiro, mais ou menos cerrado. O dia está limpído, de céu azul, não amenanente outonal, pois o Sol  - que tudo ilumina e alumia - não aquece, arrefece, como se invernal já fosse o tempo. E o troar que por vezes assola os ares não são trovões,  mas aviões, sobrevoando o "meu" espaço  aéreo e adjacências, partindo ou chegando dos sete cantos do mundo.

Hoje e dia de Todos os Santos, véspera de dia Finados (2022)

 * Victor Nogueira

1 de novembro de 2022


Foto victor nogueira &Cemitério) - Hoje e dia de Todos os Santos, véspera de dia Finados. Mas como o feriado é a 1 de Novembro, as pessoas antecipam e é no Dia de Todos os  Santos que são feitas as visitas aos cemitérios para colocar flores nas campas, jazigos e mausoléus. No 1º de Novembro, todos os finados são Santos, sejam anjos ou demónios, embora muitas vezes isto resulte apenas das diferentes perspectivas e olhares! 

A cavalo no Fiesta II no regresso da estação ferroviária de Campanhã, no Porto, rumo ao Mindelo apercebi-me que a igreja do Bonfim estava aberta. Ao lado, muitas pessoas entravam e saíam do cemitério, onde tirei esta foto. 

O dia de hoje, soalheiro com céu azul, contrastava com o de ontem, cinzentonho e chuviscoso.

A poesia em 'No dia de todos os santos' (2024)

 

 

* Victor Nogueira

1 de novembro de 2024 
Conteúdo partilhado com: Público
No dia de todos os santos,
véspera de finados,
em prantos,
chove chuva
aos molhos, em quebrantos?
Ainda não
mas ...
O dia esfria
cinzentesco,
sem alegria
a rima não rema
nem arrima
arrefece
enquanto
anoitece
na arena
o tempo esmorece!

2024 11 01

Está de cinza, tristonho, o dia de todos os santos. (2024)

 * Victor Nogueira

1 de novembro de 2024


Foto victor nogueira . dia cinzento, em Setúbal (2024 11 01 IMG_5269)

Está de cinza, tristonho, o dia de todos os santos. pluvioso e  frio, aqui, quase à beira-rio. No parque verde as folhas das árvores embrunecem, anunciando a vinda do tempo em que se desprenderão dos ramos para atapetar o solo, dum castanho dourado, embora sobre a relva, sempre verde. Lá  em baixo, no relvado, pousam demoradamente as gaivotas, quietas e sossegadas. 

Não é costume que assim seja. Não será alimento pois esse buscam-no nos contentores, a meio do largo. Espaçadamente, uma e outra, em voo  planado, cruza os ares. Não se vislumbram os pombos e tudo em redor e dentro de mim é silêncio! 

O largo está vazio de gente, passando com destino ou sentadas nos bancos ou nos muretes, os jovens e as mulheres conversando ou contemplando quem passa, os homens por vezes jogando às cartas, a miudagem jogando à bola, por vezes rematando contra uma das paredes, grafitada, riscos nela gravados sem engenho e arte.


sábado, 31 de outubro de 2026

estendal e canto da lazeira (2014)

31 de  Outubro de 2014


 foto victor nogueira - Santiago do Cacém - estendal e canto da lazeira

A poesia em 31 de Outubro de 2011

 31 de outubro de 2013

 * Victor Nogueira
Conteúdo partilhado com: Público
É O FUNGÁGÁ # EM CIMA DO BANCO A BANCA orden(h)a

É O FUNGÁGÁ

"É o fungágá
fungágá da bicharada"
é a cantilena
da liberdade súcialista
na pista
da lista súcial
do Grande Capital
é o súcialismo na encosta
são só-ares à guitarra
e alegre em trovão
de portas com a garra
de passes sócretino
seguro no desvão
"É o fungágá
fungágá da bicharada"
é o ovo da serpente
do povo no laço
armadilha que brilha
a dos rufias em abraço
no estado súcial
do jardim das hienas
das raposas de crista
espora na faena
aos pardais dando alpista
"É o fungágá
fungágá da bicharada"
é a súcia da bancarrota
manta rota na bagunça
arrota escavaco
e não troca o tacho
flamejante o facho
da santa liberdade
da santíssima trindade
irmandade inquisitorial
espalhando mortandade
em nome do padrinho, do enteado e do espírito santo
na companhia que (a) firma
"É o fungágá
fungágá da bicharada"
É a bota que não vota
e na volta
vem o Estado Súcial
Onde a revolta
de revolução na mão,
pois então ?
Setúbal 2013.10.31

EM CIMA DO BANCO A BANCA orden(h)a

em cima do banco a banca ordenha
ordena a banca em cima do banco
e vai dando a contra-senha
acenando com o tamanco
é vivo o terno da usura
do lumpen-grã-capital
que lixa com lisura
e nos deixa sem bornal
é a troika do gamanço
bem estribada no poial
e assim no desenrascanço
vai destapando … o paiol
pois não há rima que resista
com ali bábá e seus ladrões
são mestres, sacrista,
em nos quererem .., anões.
Setúbal 2013.10.31

A manhã está nevoenta e parece ter chovido / A tarde esteve soalheira (2011)

 * Victor Nogueira

31 de outubro de 2011

A manhã está nevoenta e parece ter chovido. Ao alvorecer gaivotas em bandos esvoaçavam defronte à minha  casa, em voo elegante, ora batendo as asas com elegância, ora planando  graciosamente, demasiado rápidas para conseguir "fixar" o seu voo pela máquina fotográfica. A bola de fogo levantando-se no  horizonte estava encoberta pelas nuvens alaranjadas e o estuário do Rio Sado parecia um rio prateado serpenteando languidamente pela planície. Pura ilusão pois o estuário é como se fosse um lago. A manhã está desconfortavelmente plena de humidade, que se infiltra desagradavelmente pelo meu corpo. Neste alto da torre no cimo duma encosta mal se distinguem os ruídos na avenida, lá em baixo,  cheia de movimento do trânsito automóvel agora um autocarro depois uma motorizada ou um automóvel, com o ruído de fundo continuo do que parece ser um aparador de relva no Parque Verde. Parece mas não deve ser


31 de outubro de 2011

A tarde esteve soalheira mas com núvens brancas,  o estuário do sado refulgia como se um espelho levemente ondulado fosse e as gaivotas esvoaçavam em terra, sinal  de que - segundo a popular sabedoria - haverá tempestade no mar. Mas ... para cada situação, há (quase) sempre um provérbio que afirma o seu contrário ou contraditório. Pescando na Proverbial, convém estar sempre de bem com Deus e com o Diabo, não vá este tecê-las.

Aos morcegos e morcegas (2011)

 * Victor Nogueira

31 de outubro de 2011

Bem, morcegos e morcegas, sem outro destino nem companhia, vou para Vale de Lençóis ler, que os braços de Morfeia e Joana Pestana por mim esperam no alto desta silenciosa madrugada, silêncio apenas quebardo pelo zumbido nos ouvidos e pela baque seco e regular da tecla de espaços

A tarde está soalheira (2010)

* Victor Nogueira

31 de outubro de 2010
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A tarde está soalheira, o céu com nuvens cinza claro e azul acizentado e não chove. A constipação percorre-me o corpo ocupando todas as veias, artérias, poros e vasos capilares, querendo empurrar-me para debaixo dos cobertores. Mas resisto !

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

atenção ao jogo (2022)

 30 de outubro de 2022

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Foto victor nogueira - Em Setúbal, atenção ao jogo (1989)

cães e gatos. (2029)

 30 de outubro de 2020

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foto victor nogueira - cães e gatos.

Há uma expressão popular que é "dão-se como cães e gatos", isto é, dão-se mal, brigam entre si. 

Aparentemente os da foto estão em coexistência pacífica, tal como os qe havia em nossa casa no quintal, em Luanda, que cmpartilhavam o mesmo preto da comida.

Mudança da hora em 2016


* Victor Nogueira

30 de outubro de 2016

Esta madrugada, antes de deitar-me, mudo a hora nos relógios. Quando hoje entre no carro paa ir almoçar ao Porto, olho para o relógio e leio 12:40. Telefono à minha tia Teresa a dizer-lhe que vou chegar atrasado e ea responde-me coma sua habitual placidez sorridente:"Ainda vens muito a tempo, só são ainda 10:40. Não sabes que ontem mudou a hora ?" 

Bolas, andei eu na esgalha e afinal em vez de atrassr a hora adiantei-a. Enfim .. Talvez assim e no caminho ainda tenha tempo de fotografar a Igreja românica de Cedofeita.

Isto de chegar tarde é uma pecha de família. Para tentar evitá-lo a minha mãe tinha o relógio sempre adiantado 10 minutos e eu comentava-lhe que se eu tivesse o relógio adiantado 10minutos nem por isso chegaria a tempo pois sabia que ele estava .. adiantado e dava o desconto.

Ontem a imagem ao lado foi a minha foto de perfil mas, com as minhas "apressuras" e habituais leituras em diagonal, li que deveria adiantar a hora quando, reparando melhor, o Tintim às duas horas está não a puxar para diante o ponteiro das horas mas sim a empurrá-lo para trás.

A poeaia em 30 de Outubro de 2013

 30 de outubro de 2013

* Victor Nogueira

TOCCATA SEM FUGAS # - noite e dia - # Na pendência # em ti me fio

TOCCATA SEM FUGAS

a mente, simples e vera
- boa é a tua companhia -
alegria do beijo solfejo
- lanternacisterna -
a mão na vinha
adivinha
o pão
centeio e rosmaninho
a nau inebriante
com as velas pandas
malandras
rimando
Setúbal 2013.10.30

- noite e dia -
não sonho
com o teu silêncio
me deito e levanto
- sem espanto -
Setúbal 2013.10.30


Na pendência
da tua ausência
não sonho
risonho ou bisonho
Setúbal 2013.10.30


em ti me fio
e com fio
na fiança
com sapiência
me teces
e entreteces
Setúbal 2013.10.30

PS & PSD, os manos Dupond e Dupont (2913)

 * Victor Nogueira

30 de outubro de 2012

psd-cds e ps sempre desrespeitaram a Constituição. Na senda de Soares- Sampaio-Cavaco, que fará o ps-sócratres-seguro-sentado ? Dará a mão novamente contra os valores de Abril e a democracia ?

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Um Paralamento e um Governo fresquinhos e bem aviados com tremoços para a mesa do canto (2026)

 * Victor Nogueira 

Nem sei porque há ainda eleiçoes. Encçomendavam-se sondagens por smartphone a umas centenas de potenciais eleitores, realizadas por meia dúzia de empresas, porque à dúzia sai mais barato, fazia-se a média aritmética considerando indecisos, abstencionistas e 'recusantes' e pjmba, saíam um Paralamento e um Governo fresquinhos e bem aviados com tremoços para a mesa do canto.

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PS lidera sondagem com 30%, Chega e AD empatados a quatro pontos dos socialistas

SONDAGEM

Com distribuição de indecisos, AD e Chega surgem empatados na sondagem do ICS/Iscte, graças à subida do partido de Ventura e ao ligeiro recuo da aliança entre sociais-democratas e centristas. (Público 2026 10 29 )

"lalanja, lalanja, ai ué" (2020)

* Victor Nogueira

29 de outubro de 2020 ·


foto victor nogueira - laranjas

"lalanja, lalanja, ai ué" era um dos pregões das quitandeiras que percorriam as ruas em Luanda na venda de produtos alimentares, a cesta na cabeça e por vezes o filho transportado às costas.

O Mistério na Serra da Arrábida (2019)

* `Victor Nogueira


 29 de outubro de 2019

foto Victor Nogueira - Eça e Ramalho escreveram «O Mistério da Estrada de Sintra»- Menos ambicioso, eu fotografo «O Mistério na Serra da Arrábida», onde não se sabe bem se a terra confina com o Mar-Oceano ou com o Sétimo Céu!

Álvaro de Campos - ESCRITO NUM LIVRO ABANDONADO EM VIAGEM

Venho dos lados de Beja.
Vou para o meio de Lisboa.
Não trago nada e não acharei nada.
Tenho o cansaço antecipado do que não acharei,
E a saudade que sinto não é nem no passado nem no futuro.
Deixo escrita neste livro a imagem do meu desígnio morto:
'Fui como ervas, e não me arrancaram'
Álvaro de Campos - Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,
Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,
Ao luar e ao sonho, na estrada deserta,
Sozinho guio, guio quase devagar, e um pouco
Me parece, ou me forço um pouco para que me pareça,
Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo,
Que sigo sem haver Lisboa deixada ou Sintra a que ir ter,
Que sigo, e que mais haverá em seguir senão não parar mas seguir?
Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa,
Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.
Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem consequência,
Sempre, sempre, sempre,
Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida...
Maleável aos meus movimentos subconscientes do volante,
Galga sob mim comigo o automóvel que me emprestaram.
Sorrio do símbolo, ao pensar nele, e ao virar à direita.
Em quantas coisas que me emprestaram guio como minhas!
Quanto me emprestaram, ai de mim!, eu próprio sou!
À esquerda o casebre — sim, o casebre — à beira da estrada.
À direita o campo aberto, com a lua ao longe.
O automóvel, que parecia há pouco dar-me liberdade,
É agora uma coisa onde estou fechado,
Que só posso conduzir se nele estiver fechado,
Que só domino se me incluir nele, se ele me incluir a mim.
À esquerda lá para trás o casebre modesto, mais que modesto.
A vida ali deve ser feliz, só porque não é a minha.
Se alguém me viu da janela do casebre, sonhará: Aquele é que é feliz.
Talvez à criança espreitando pelos vidros da janela do andar que está em cima
Fiquei (com o automóvel emprestado) como um sonho, uma fada real.
Talvez à rapariga que olhou, ouvindo o motor, pela janela da cozinha
No pavimento térreo,
Sou qualquer coisa do príncipe de todo o coração de rapariga,
E ela me olhará de esguelha, pelos vidros, até à curva em que me perdi.
Deixarei sonhos atrás de mim, ou é o automóvel que os deixa?
Eu, guiador do automóvel emprestado, ou o automóvel emprestado que eu guio?
Na estrada de Sintra ao luar, na tristeza, ante os campos e a noite,
Guiando o Chevrolet emprestado desconsoladamente,
Perco-me na estrada futura, sumo-me na distância que alcanço,
E, num desejo terrível, súbito, violento, inconcebível,
Acelero...
Mas o meu coração ficou no monte de pedras, de que me desviei ao vê-lo sem vê-lo,
À porta do casebre,
O meu coração vazio,
O meu coração insatisfeito,
O meu coração mais humano do que eu, mais exacto que a vida.
Na estrada de Sintra, perto da meia-noite, ao luar, ao volante,
Na estrada de Sintra, que cansaço da própria imaginação,
Na estrada de Sintra, cada vez mais perto de Sintra,
Na estrada de Sintra, cada vez menos perto de mim...

11-5-1928

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O mistério é de quem será a 'echarpe' vermelha que esvoaça à esquerda da foto?