Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
foto victor nogueira - O SÉCULO O JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO EM PORTUGAL - MODAS & BORDADOS - CINÉFILO - VENDEM-SE AQUI --- A placa da esquerda estava na loja duma colega da Celeste, quando deu aulas na Canha, ali perto de Vendas Novas.
Da Canha retenho duas histórias. Uma, a da velhota surda que inventava o enredo das telenovelas, comentando que não era pessoal da Canha, pois não os reconhecia. mas sim de Vendas Novas. Para ela o mundo acabava pouco adiante.
Tal como para os alunos da Celeste, no Monte da Arouca (posteriormente UCP Soldado Luís), perdido nas margens do Rio Sado, de arrozais e montado, de acesso difícil, que ficaram admirados a vez que com a professora foram a Alcácer do Sal, a poucos km, espantadissimos com o "monstro" que para eles foi o comboio visto pela 1ª vez.
A outra da Canha passou-se com o idoso latifundiário e médico do povoado, que ao ver as radiografias que mandara fazer à professora, comentou ao vê-las: "A senhora tem o estômago a desfazer-se", acrescentando "Mas o melhor é ir consultar outro médico que de radiografias nada percebo", deixando a doente muito apoquentada até à nova consulta, mas em Évora.
Da UCP Soldado Luís retenho a história dum trabalhador idoso, que estava eternamente reconhecido ao patrão Lince, o latifundiário, porque uma vez partira uma perna ao trabalhar e fora por este levado no jipe ao hospital na vila. Considerava isso um grande favor que lhe fora feito pois em seu entender o patrão não tinha essa obrigação..
As duas placas da direita foram por mim retiradas dum prédio em ruínas, ali em Paço de Arcos, perto dos "Queques da Linha", conjuntamente com um camião de madeira abandonado entre os destroços, que faz parte do meu Museu do Brinquedo
~~~~~~ooo0ooo~~~~~~
Judite Faquinha
O Século que conheci muito bem...e me incentivou a tirar o curso de modas e bordados...que adorei...dentista penso que ninguém gosta de dentista, que é uma exploração vergonhosa... gostei das histórias, principalmente, a da senhora das telenovelas com os actores em Vendas Novas, como sempre amigo Victor adorei, bejitos ❤
Perante a maré encarnada, o azul e branco dos "bermelhos" que são vermelhos
EM TEMPO Já era do "glorioso" em Angola, no tempo da outra senhora, quando os campeonatos eram normalmente ganhos pelos verdes lagartos e os encarnados que ainda não passaram a vermelhos.
Em 1956 ou 58 o Porto lá conseguiu um campeonato e foi uma eufórica enchente azul e branca a que invadiu as ruas de Luanda.
Em 1962/63 estive a estudar no Porto e sabia-se à 2ª feira nos eléctricos e nas ruas se o "glorioso" vencera ou não na véspera, conforme o povo apresentava um ar contente ou macambúzio.
Hino oficial do F.C. do Porto
Oh, meu Porto, onde a eterna mocidade
Diz à gente o que é ser nobre e leal.
Teu pendão leva o escudo da cidade
Que na história deu o nome a Portugal.
REFRÃO:
Oh, campeão, o teu passado
É um livro de honra de vitórias sem igual
O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto
Quando alguém se atrever a sufocar
O grito audaz da tua ardente voz
Oh, Oh, Porto, então verás vibrar
A multidão num grito só de todos nós
O hino oficial do Futebol Clube do Porto temletra de Heitor Campos Monteiro e música de António Figueiredo e Melo. A gravação mais emblemática e conhecida é interpretada pela cantora Maria Amélia Canossa .
1. - O inFaceLock é como a vida real, só que por aqui há mais máscaras e lantejoulas e menos freio para as inibições de muitos/as. E muitas e variadas narrativas, para (quase) todos os gostos, olhares e apetites.
2.- Aos efabuladores toda a magia dos gestos, dos dedos, do olhar , dos lábios e das palavras é permitida.
... o pior é se, levados nas asas da imaginação, no final encontram não um personagem de carne e osso mas apenas areia, pó, cinzas e chumbo em cadeia.
Setúbal Padaria na Avenida 22 de Dezembro (fotomontagem) (2016.04.27 GEDSC_135)
* Victor Nogueira
14 de maio de 2021
Há uns anos esta padaria encerrou e o prédio entretanto entrou em ruína, embora mantendo as figuras que representavam os estabelecimentos que neste figuravam: a padaria e o amola tesouras, este na Rua Fran Paxeco. Actualmente o edifício encontra-se em obras de recuperação.
Embora ainda existam padarias, desapareceram os amola-tesouras, que percorriam as ruas na sua bicicletas ou motorizadas com a pedra de esmeril accionada com o pé, anunciando-se com o pregão e uma flauta própria, oferecendo-se para consertar guarda-chuvas e sombrinhas, amolar faca e tesouras ou soldarem os buracos em tachos, frigideiras e panelas. O consumismo e a obsolescência programada para sustituição em vez de reparação levaram à extinção deste ofício.
Não serão propriamente murais as gravuras nestas paredes, que já surgiram em «Setúbal e Azeitão - Figuras de convite*
[https://kantophotomatico.blogspot.com/.../setubal-e...] aqui e agora de novo publicadas na Série Murais e Grafitos.
Fazendo parte do Projecto Setúbal Mais Bonita, situam-se num edifício da Rua 22 de Dezembro, nº 13, esquina com a Rua Fran Paxeco, onde havia uma padaria e um amola-tesouras, profissão esta praticamente desaparecida. Aqui vários guarda-chuvas foram por mim deixados a consertar. Teria sido executado em 2013 pela ARTISET - Associação de Artistas Plásticos de Setúbal.
Creio que teria alguma habilidade para a escultura mas não para desenho, muito menos naqueles tempos de alinhamento na escola segundo uma pretensa e niveladora "normalidade" em que a diferença era em princípio uma aberração.
Ainda na minha juventude pedi ao meu irmão caçula que me ensinasse as técnicas de modelação em argila, mas ele virou-me as costas e regressou pouco depois com a tralha instrumental, dizendo-me que tinha ali a ferramenta, indicando-me onde no quintal estava o monte de barro que ele utilizava para os seus trabalhos
Ao reler hoje o meu diário dos 12 / 13 anos constato com surpresa que já então escrevia muito bem, com propriedade e correctamente, embora sem "rodrigos". A única vez que escrevi dando asas à imaginação a professora decretou-me que o texto não fora por mim escrito. Só muitos anos depois ultrapassei a escrita objectiva, encadeada em alíneas e parágrafos, graças a duas amigas minhas: a Noémia, nos idos de 1968 em évoraburgomedieval, e a Joana Princesa, em Setúbal nos idos de 1989.
Nas aulas de canto coral, para além de aprender o solfejo, ficava sentado a um canto pois não tinha ouvido para a música. Quando disse ao meu pai que pretendia aprender a tocar viola ele perguntou-me se iria viver disso e como lhe respondesse que não, não me autorizou. Nem sei se seria capaz de escrever música apesar de me parecer que mentalmente a compunha, nunca aprendi a transcrever os sons para o papel nem tinha ouvido para trautear. Ficou apenas a aprendizagem de transcrever para o papel o meu pensamento.
Em casa lá em Luanda quando começava a cantar o "benjamim" atirava-me com os sapatos para que me calasse, num desrespeito pelo "mais velho". E desisti, depois duma vez durante a missa na Igreja de S. Joaquim, lá na Praia do Bispo, ter ficado ao lado do vizinho Sidónio que cantava com uma enorme e sentida devoção, enquanto desafinava ruidosamente.com a sua profunda voz de trovão.
2025 05 14 Foto victor nogueira - Portimão - proibido virar à esquerda, na Rua da Igreja (2000 04 F1140039) O insólito acontece, em Portimão, na Rua da Igreja: "proibido virar à esquerda".
Nas minhas arrumações descobri a minha caderneta escolar liceal na qual consta esta foto do artista aos 10 anos de idade, vestindo a fatiota com que fiz a 1ª comunhão (católica). Que me lembre foi uma das duas únicas vezes em que usei lacinho ao pescoço e esta teria sido a 1ª foto tipo passe que me foi tirada.nos dias da minha já relativamente longa vida.
Se este lacinho era branco, o outro, muito posterior, era vermelho.
foto victor nogueira - Setúbal - ruína duma fábrica de conservas de peixe, uma outrora importante actividade económica essencialmente baseada no trabalho super-explorado, precário e sem direitos, com a residência do proprietário anexa. Hoje é uma ruína aberta ao sol, à chuva e ao vento, com detritos e entulho, habitada por sem-abrigo, com restos de móveis catados aqui e além e duas ou três pastas pelo chão, incluindo uma com as folhas de ponto dos trabalhadores e correspondência com a Segurança Social.
Uma tabuleta na fachada desta ruína na Rua Camilo Castelo Branco anuncia que está à venda, para um destino idêntico ao de outros edifícios similares desta zona: construção de habitação.
12 de maio de 2012
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Esforça-se uma pessoa a escrever,melhor ou pior, e depois as pessoas na maioria buscam significados e "estórias" e "enguiam" em torno da "cabedela"
Pois é, nada podemos dar aos livros senão letras do nosso pensamento e os seus olhos e llábos são os olhos e lábios não de quem escreve mas sim de quem (tres)lê 🙂
Durante muitos anos supus que as Crónicas de António Lobo Antunes eram-no com base na vida dele. Mas depois concluí que não, que nem sempre é / será assim, porque ao escribador todos os malabarismos são permitidos para dar alguma cor (esta e não outra) à vida que vai encarreirando em signos na folha branca ou no monitor. (Victor Nogueira)
foto victor nogueira - a ribeira da ajuda e o complexo romano da Comenda -
A tarde está soalheira, o céu azul com núvens brancas mas a brisa é fria e desagradável. O objectivo é o sítio arqueológico da Comenda, nas margens da ribeira da Ajuda, com o palacete como marca de água em realce. É maré cheia, o leito da ribeira é um lençol de água barrenta que a força da maré enchente ou preia-mar faz refluir para montante. em ondas de espuma branca e rendilhada, de som fragoso. É impossível chegar às ruínas pela margem e sigo por um trilho mais acima e paralelo, pelo meio da vegetação luxuriante, ao longo do qual há as marcas de paseantes pouco cuidadosos: pedras onde acenderam fogueiras para cozinhar, garrafas de água ou cerveja, entre outros detritos. Numa das árvores uma corda terá servido de baloiço improvisado a crianças.
Nada mais encontro senão o que na margem vi e prossigo até à foz, com as águas galgando em espuma por cima do murete que protege o que resta das ruínas, praticamente desaparecidas com a acção erosiva das águas e a depredação humana. Este estabelecimento romano, revelara a existência de estruturas de um balneário e de tanques de salga de peixe (cetárias) datando dos sécs. I e V d. C.
Prossigo pois pelo trilho até ao sopé do promontório no cimo do qual se encontra o palacete de Raul Lino, sobranceiro ao areal e às águas do rio Sado, com a península de Troia no horizonte Naquele lugar solitário um casal jovem fotografa. Regresso por outro trilho, cruzo-me com jovens que vão até à praia, atravesso a ponte sobre a ribeira e um grupo de jovens armados de canas de pesca dirige-se para a praia,
O Parque de Merendas está deserto, algo degradado, a casa do Guarda é quase uma barraca de bairro de lata e apenas um café abarracado está aberto e sem freguesia nesta tarde primaveril.
Regresso a Setúbal em busca do Casal da Ajuda, vislumbro um cruzeiro para lá dos pilares dum portão, mas uma rede impede o acesso e já não estou em idade de acrobacias, especialmente cirandando sózinho. Tentarei aceder às ruínas da Igreja pela praia, quando a maré estiver baixa.
Em Portugal, ao contrário do que por exemplo sucede na Ucrânia, qualquer pessoa pode declarar ser 'comunista', ‘socialista’, ‘democrata-popular’, ’ popular-democrata’, ’social-democrata’ ou ‘liberal’ e, consequentemente, votar, simpatizar ou militar no partido com o qual se identifique. Uma única excepção constitucional: a proibição de organizações armados e para-militares e de partidos racistas ou que perfilhem a ideologia fascista. Os partidos têm uma ideologia, um programa, um modelo de sociedade. E têm estatutos, que para além disso definem a organização e os direitos e deveres dos seus militantes. O PCP, afirmando-se comunista, não foge à regra.
Ninguém é obrigado a militar no PCP ou a nele permanecer se
discordar dos estatutos ou da linha política definida nos Congressos.
Carlos Brito, como outros que foram militantes do PCP,
defendeu as posições que entendia mas que não foram aceites pelo colectivo. Os que não concordam com as decisões colectivas pretendendo que vinguem as suas são livres de saírem ou são penalizados, de acordo com os estatutos do PCP, cuja pena máxima é a expulsão.
Carlos Brito, a quem foi
aplicada uma sanção de 10 meses de suspensão em 2002, não pediu a demissão.
Resolveu ‘autossuspender-se’. Isto é, inventou criativamente a figura de
‘militante que não milita’, que não participa do ‘colectivo’. Entretanto em
2003, foi um dos fundadores da Associação Política Renovação Comunista de que
foi dirigente e porta-voz.
Esta organização afirma defender convergências à esquerda e
"contribuir para a renovação da identidade, do projecto e da intervenção
comunista". Em actos eleitorais, apoiou candidaturas do Partido
Socialista, como as candidaturas presidenciais de Manuel Alegre (2011) e de Ana Gomes (2021) e as listas do
PS nas eleições europeias de 2014, em detrimento das candidaturas apoiadas pelo PCP. Recentemente Carlos Brito em Alcoutim apoiou
a candidatura autárquica do PS contra a coligação que integra o PCP e apoiou
Seguro logo desde a 1ª volta, contrariando a orientação do PCP que obriga os
seus militantes e apenas estes Mas no seu ecletismo Carlos Brito foi um dos impulsionadores da fundação do Livre, cujas candidaturas ao Parlamento Europeu apoiou em 2014 e 2019, uma vez mais contrariando as candidaturas propostas e apoiadas pelo PCP. Nem o Livtr nem o PS se reclamam como marxistas e muito menso como marxistas-leninistas ou comunistas.
Não se põe em causa que qualquer militante do PCP tenha a
liberdade de sair por discordar da linha política, das orientações e da prática do PCP. Ninguém
põe em causa que qualquer pessoa possa afirmar-se como ‘comunista’ sem
obrigação de militar ou votar no PCP.E, não
sendo militante do PCP, tem a liberdade inquestionável de militar ou apoiar qualquer outro partido.
Carlos Brito fez uma opção. Discordando do PCP, não
prevalecendo neste o que defendia, não se demitiu. Autossuspendeu-se. É como se
numa equipa de futebol um qualquer jogador, discordando do treinador e da
Direcção do clube, entrasse em campo e ficasse encostado à baliza. Qualquer
pessoa entende que um jogador pode discordar do treinador e da direcção do
clube. Mas também me parece claro que não pode encostar-se a baliza,
facilitando goleadas do adversário ou apelar à sua equipa para que marque golos
na sua própria baliza. Portanto, parece claro que tal jogador ou sai ou é
expulso.
Em todos os partidos os respectivos estatutos definem quem
pode ser ‘militante’ ou ‘sócio’, bem como os direitos e deveres do ‘militante’
ou do ‘sócio’. E as sanções disciplinares aplicáveis a quem viole os estatutos.
Vai pois um frenesim nas redes sociais e nos órgãos de
comunicação do patronato, onde as reivindicações e as lutas dos trabalhadores
não são noticiadas, ao contrário do que por exemplo sucede no ‘Avante’ e na
imprensa sindical. Órgãos de comunicação social escrita e televisionada, nas
mãos do patronato, onde a ‘voz’ do PCP só tem cabimento através do seu
silenciamento ou deturpação e falsificação.
Carlos Brito é apenas um pretexto para ‘denegrir’ o PCP.
Como o foram os tempos do covid, nos quais tentaram impedir as celebrações do
25 de Abril, as manifestações do 1º de Maio, a realização da Festa Avante! Ou a
posição mais que esclarecida de que a Federação Russa é um país capitalista, do
qual o PCP discorda frontalmente, e que os conflitos devem ser resolvidos
evitando a guerra.
Não espanta, pois, que em órgãos do patronato, no caso o
Público e o Expresso, as parangonas sejam como as que encimam esta publicação. Ou que Daniel Oliveira, pela
enésima vez, informe que militou na UJC dos 17 aos 20 anos, desvinculando-se então do
PCP. E faz paródia com o título do artigo de que é autor. Ana Sá Lopes, por seu turno, faz insídia com trocadilhos no título da sua peça jornalística.
Carlos Brito, Zita Seabra, José Augusto Silva Marques, Manuel Alegre, Pina Moura, José Magalhães, Mário
Soares, Barros Moura, Edgar Correia, Vital Moreira, João Amaral, Miguel Portas, Domingos Lopes, Mário Lino, Mário Sottomayor Cardia, Raimundo Narciso, Fernando Luso Soares, entre outros, com diferentes graus de militância, saíram do PCP, tal
como os ‘renovadores’ ou a ‘intervenção comunista’, prosseguindo caminhos
distintos, não poucas vezes antagónicos aos do PCP. No seu comunicado este reconhece o papel do Carlos Brito entre 1954 e 2002, enquanto seu militante, nao se pronunciando sobre o seu percurso depois desta última data.
Numa altura em que se avizinham tempos tenebrosos, para os
povos e para os trabalhadores, os órgãos de informação nas mãos do patronato servem-se
da indiscutível ‘militância’ de Carlos Brito entre 1954 e 2002, ano em que se
‘autossuspendeu’ do PCP. E fazem-no por
desamor aos ideais comunistas da paz entre os povos, da liberdade, da igualdade
e da solidariedade, numa sociedade mais justa e fraterna. Aquela que Carlos
Brito afirmava defender, abominada e combatida pelos donos da comunicação social e disto
tudo, que deste modo querem moldar e alienar a consciência social e política das populações e dos
trabalhadores. Dum lado, a Internacional e Grândola Vila Morena. Do outro, Os
Vampiros.
Zeca Afonso - Grândola, Vila Morena (Ao vivo no Coliseu dos Recreios, 1983)
Assinala-se hoje o 77.º aniversário do Dia da Vitória sobre o nazi-fascismo e o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em que pereceram mais de 60 milhões de pessoas, na sua maioria civis, e acima de 20 milhões de soviéticos. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), onde se integrava a Ucrânia, o povo soviético e o Exército Vermelho deram o decisivo contributo para a derrota do nazi-fascismo protagonizado por Hitler e Mussolini.
Salazar dias antes decretara dois dias de luto nacional pela morte de Hitler, o que não impediu que a vitória dos Aliados fosse entusiasticamente comemorada nas ruas, designadamente em Lisboa.
"De acordo com testemunhos prestados por quem viveu este acontecimento, o povo de Lisboa saiu à rua gritando vivas aos vencedores deste conflito, hasteando bandeiras dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e do Benfica (ou um pau sem bandeira). Sim, do Benfica, já que a bandeira vermelha da União Soviética – um dos vencedores da guerra na Europa - não era permitida pela PIDE,", um dos sustentáculos do regime fascista português, um regime visceralmente anticomunista
VER “As bandeiras da vitória” in https://duas-ou-tres.blogspot.com/.../a-bandeiras-da... . .
Note-se que os Aliados, designadamente os EUA, apesar dos insistentes pedidos da URSS, só decidiram o desembarque na Normandia (Junho de 1944) depois das vitórias do Exército Vermelho em Estalinegrado (Agosto de 1942 a Fevereiro de 1943) e Kursk (Julho de 1942 a Fevereiro de 1943), iniciando este um avanço como rolo compressor até Berlim e possivelmente até ás praias atlânticas em Portugal.
Em 1944, face ao falhanço da Operação Barbarossa, líderes e chefes militares nazis (como o Almirante Canaris, o General Rommel ou o Coronel Stauffenberg, entre outros) pretenderam afastar Hitler e fazer uma paz separada com a França, EUA e Reino Unido, que lhes permitisse concentrar todas as forças na frente Leste, o que não foi aceite. Falhado o atentado contra Hitler, em 20 de Julho de 1944, os conspiradores foram condenados á morte ou forçados ao suicídio.
Em 1945, após o suicídio de Hitler com Berlim ocupada pelo Exército Vermelho, o Governo nazi alemão, pretendendo prosseguir a guerra conta a URSS, deu instruções para que a rendição fosse feita em Reims, apenas perante os representantes da França, EUA e Reino Unido, com exclusão dos soviéticos, o que sucedeu. Face a isto, a URSS exigiu que a rendição incondicional fosse assinada em Berlim, o que aconteceu no final do dia 8, quando em Moscovo, devido á diferença horária, já era o dia 9.
Na sequência do fim da Guerra na Europa e de acordo com os restantes Aliados a URSS declarou guerra ao Japão, a que se seguiria a sua invasão pelo Exército Vermelho.
Antecipando-se, sobre um Japão irremediavelmente derrotado, os EUA, como manobra intimidatória, lançaram duas bombas atómicas sobre cidades sem interesse militar, como Hiroxima e Nagasáqui, nunca tendo sido julgados e condenados por estes dois crimes contra a humanidade, que arrasou as cidades e mataram de imediato ou nos meses seguintes entre 150 mil a 240 mil civis, fora as sequelas nos anos seguintes e por várias gerações.
8 de maio de 2025
No estertor final o Governo Alemão tentou uma paz separada com os EUA; Reino Unido e França, para prosseguir a luta contra a URSS. Tendo falhado este propósito, em 9 de maio de 1945, às 0h43, foi assinado o Acto de Rendição Incondicional da Alemanha nazi, que pôs fim à Grande Guerra Patriótica e à Segunda Guerra Mundial na Europa.
Liberta da frente europeia, em consonância com o acordado, a URSS invadiu a Manchúria em 8 de Agosto, numa campanha vitoriosa e rápida contra o Exército Imperial, um passo essencial para forçar a rendição do Governo do Japãp, em articulação com os EUA e o Reino Unido, conforme decisão conjunta acordada em Ialta (4 e 11 de Fevereiro de 1945).
Contudo e entretanto os EUA decidiram lançar duas bomnbas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki, um crime contra a Humanidade perpretado em 6 e 9 de Agosto de 1945, forçando a rendição do Japão a 2 de Setembro desse mesmo ano, marcando o fim da 2ª Guerra Mundial com a derrota do nazi-fascismo.
Enquanto que na Europa a rendição da Alemanha nazi às Forças Aliadas foi incondicional, a rendição do Japão aos Aliados não teve essas características, permitindo que o Imperador Hirohito continuasse em funções.
O Governo de Salazar havia decretado 3 dias de luto nacional por ocasião do suicídio de Hitler, ocorrido a 30 de Abril. Não obstante, em Portugal, multidões eufóricas sairam à rua para festejar o dia da Vitória, com bandeiras dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e… do Benfica, ou paus sem bandeira, como substitutas das da União Soviética, proibidas pelo regime fascista português.
Contudo o fascismo havia de manter-se em Portugal até ser derrubado em 25 de Abril de 1974. Apesar de ser uma ditadura fascista, Portugal esteve entre os fundadores da NATO, uma organização anticomunista, pretensamente democrática, sob a égide dos EUA,, tendo como alvo a URSS e o Bloco Socialista Europeu
A Évora, a turbo-aspiradora, segue-me por toda a casa, muitas vezes com a cama e o cobertor, num misto de Snoopy e Linus, personagens dos Peanuts. Vou para o escritório, para a a sala, à casa de banho ou à cozinha e se me demoro quase sempre dou por ela ao meu lado, deitada na sua cama ou cobertor, enroscada sobre si mesma, quando não encosta a cabeça ao meu colo a pedir-me festas e cafuné quase ronronando e lambendo-me as mãos com o seu olhar de corça ou bambi, como a que em Luanda tínhamos no quintal.. É um animal deveras inteligente, já com o pelo a embranquecer apesar da genica.
Foto rui pedro em 2018.05.08 Tratamento de imagem VN -
foto victor nogueira - serra da arrábida .convento (novo) de N Sra da Arrábida, construído no século XVI e que foi pertença dos Franciscanos.
Parece uma aldeia de brinquedo ou de bonecas, tão pequenas são as casas. Nem parece um convento, se pensarmos que eles deveriam ter claustro(s). Naquele tempo neste sítio agreste muito difícil deveria ser o acesso, por aquelas penedias escalavradas, com o azul das águas lá em baixo. Poderia ser na Grécia, mas fica em Portugal, com vegetação mediterrânica única e preservada, o "maquis"
O filme "O Convento", de Manoel de Ol iveira, baseado numa novela de Agustina Bessa Luís, foi rodado neste Convento da Arrábida, em 1995,
Na morte de Carlos Brito, o PCP publicou uma nota "a pedido". Agora o Bloco leva o "pesar" a votos na AR
* Victor Nogueira
Os balinhos do Bloco, na sequência dos recorrente e entusiásticos aplausos parlamentares a Zelensky e a Stefanchuk, esses faróis da 'democracia' onde todos os partidos da oposição, comunista, socialistas, sociais democratas e liberais estão proibidos. E dizem eles que defendem a unidade das 'esquerdas' contra a 'direita populista' e contrarrevolucionária.
A talhe de foi-se - O Bloco foi na sua criação uma mistura de trotsquistas, marxistas-leninistas e maoísta, 'unidoss' contra a linha política do PCP. Uma mistira que se dilui e nem é água, nem azeite, apenas vinagre? Hoje é assumidamente e apenas .. social-democrata, 'evolucionista'. A revolução ficou na berma da estrada.