* Victor Nogueira
15 de junho de 2012 ·
Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine)
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
.
Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
.
Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VN* Victor Nogueira
15 de junho de 2013
GOVERNO FAZ REQUISIÇÃO CIVIL DOS PROFESSORES ao arrepio da constituição E OBRIGA DIRECTORES DAS ESCOLAS A serem fura-greves e a SUBSTITUIREM OS trabalhadores GREVISTAS ? De degrau em degrau até à servidão final e total ?
O governo está completamente fora da lei e faz da Constituição da República um trapo ? É um vale-tudo, sem respeito pela "legalidade" democrática ? O Governo de pedro psd e paulo cds põe reiteradamente em causa o normal funcioamento das instituições.
E Cavaco, que leitura faz do seu juramento feito por sua honra de ""cumprir e fazer cumprir a Constituição" ? Seguro, seguro, é honrar o pagamento das dívidas impostas pela troika externa okupante e pela troika 5ª koluna interna, a do ps-psd-cds ? Pedropaulotózé-sócretinos de Vasconcelos, descendente(s) do Miguel serventuário da duquesa de mântua e de filipe de castela ? Cavaco não é palhaço, justiça lhe seja feita e honra seja feita a estes !
Pois, pois, por isso acabaram com o 1º de Dezembro (Restauração da Independência) e o 5 de Outubro (Implantação da República) . Na forja ... a estocada final ao que ainda resta do 25 de Abril ?
* Victor Nogueira
15 de junho de 2014 ·
Há quem considere as mulheres flores de estufa, seres delicados, a quem por gentileza se levam os sacos e os embrulhos das compras, a mala de viagem ...
Mas no Norte as mulheres do campo levam à cabeça, pousados numa rodilha como em Luanda, enormes carregos de lenha, de produtos agrícolas. como na foto se regista. Apenas os miúdos vão ao lado e não presos, escarranchados, às costas, em "suporte" de pano.
~~~~~~ooo0ooo~~~~~~
Judite Faquinha - Victor tens muita razão!!! Mas se conheces-te o Sul também as mulheres usavam a mesma técnica com o rolo de pano tudo levavam à cabeça sacos, lenha molhos de trigo e os cântaros da água, principalmente as alentejanas, que acabaram por ensinar as mulheres do Distrito de Setúbal!!! No campo era assim, as mulheres na lavoura acompanhavam os homens lado a lado com uma enxada na mão, fazendo todo o trabalho na terra. Beijokinhas, ❤
12 a
João Andrade da Silva - Todavia hoje o que há de norte a sul, mesmo no verde Minho são terras incultas, muitas e um milhão de desempregados.
12 a
Judite Faquinha - O desemprego, não é só no campo! É em todo o aparelho produtivo, no PAÍS inteiro!!! Ainda que no antes era debaixo de uma escravatura, e de uma exclusão social escandalosa...em nome da santa caridadezinha do SALAZARENTO!!!!!!!!!!!
12 a
* Victoe Nogueira
15 de junho de 2017 ·
Ver mais fotos em Troino - duas casas com história
Recuperação do Palácio Feu Guião no Largo da Fonte Nova
* Victor Nogueira
* Vuctor Nogueira
15 de junho de 2020
Esta capela da Senhora da Guia, da devoção dos marítimos, teve outrora duas outras funções: defesa da barra antes da construção do Forte de S. João Baptista, e como orientação para a entrada na mesma. Presumo que na construção encimada por uma cruz seria colocado o facho, antes da edificação do farolim que actualmente existe no molhe que daqui se avista.Nesta foto vê-se também uma das canhoneiras.
Uma visita virtual ao sítio encontra-se em Entre as Senhoras da Lapa e da Guia em Vila do Conde
* Victor Nogueira
15 de junho de 2021
Foto victor nogueira - Rua do Moinho, na Belavista, em Setúbal - Na parede exterior da Associação Cristã da Mocidade (Young Men's Christian Association) encontra-se um extenso e diversificado mural executado por diferentes artistas.
O desta foto, executado em 2011, contém a frase "Não deixes que a pobreza se torne paisagem". Embora tenha fotografado o mural em 2018.01, voltei a fazê-lo em 2021 06 10 (Canon 193_06)
* Victor Nogueira
15 de junho de 2024
·
* Victor Nogueira
15 de junho de 2025
·
Assomo a uma das varandas e lá em baixo um trabalhador apara a relva, à soalheira. Pouco depois, por alguns instantes, alguém fica vendo o trabalho, especado à sombra da frondosa árvore. Havia outra árvore,, mas um dos moradores do prédio em frente não a deixou crescer, por lhe ensombrar o apartamento.
Mais para a esquerda, na zona calcetada, que faz a ligação ao parque verde persistem apenas duas, retorcidas, inclinadas para o solo pela acção constante da brisa mais ou menos ventosa mas nenhuma delas dá sombra ao banco onde as mulheres, os jovens e as crainças se sentam, à soalheira, para darem à língua ou aquecerem o corpo. Houve mais árvores, que foram arrancadas ou se partirm e nunca foram substituídas desde há longos anos.
Por vezes as mulheres trazem cadeiras de casa, que colocam defronte ao banco corrido. Também os homens por vezem trazem também cadeiras, abancando em torno duma mesa, para jogos de cahtas. As crianças, essas andam de bicicleta ou jogam à bola.
* Victor Nogueira
JST 133 | P6 | LINHA DO TEMPO – versão final 02
DO PROJECTO EMANCIPATÓRIO À PERIFERIA
EUROPEIA
50 anos da Constituição
de Abril
A CRP de 1976 consagrava a transição para o Socialismo, a
apropriação colectiva dos meios de produção, o Poder Local Democrático, a
Reforma Agrária e o controle operário. Mas as várias revisões introduziram-lhe
graves retrocessos e a adesão à CEE levou ao desmantelamento progressivo deste
projecto.
O retrocesso iniciou-se em 1982 com a eliminação do controlo de produção pelos trabalhadores, mas o verdadeiro ponto de viragem ocorreu na 2.ª Revisão (1989), que reverteu a irreversibilidade das nacionalizações. O poder político abriu caminho à privatização de sectores estratégicos (banca, energia, transportes e telecomunicações), alienando o património público e entregando monopólios lucrativos a consórcios privados e capitais estrangeiros, com alienação da soberania nacional.
A
adesão à União Europeia (UE) foi ‘vendida’ como sinónimo de modernização e
progresso. Na realidade Portugal aceitou quotas de produção que levaram ao
desmantelamento da agricultura familiar, ao abate da frota pesqueira e à
desindustrialização. No plano laboral e social Bruxelas foi um motor de
desregulamentação.
A revisão
de 1989 mercantilizou a saúde ao alterar o SNS de "gratuito" para
"tendencialmente gratuito" e a revisão de 1992, com os critérios de
Maastricht, submeteu os direitos sociais e os salários ao controlo obsessivo do
défice, subordinando o Estado Social e os direitos laborais e das populações
aos interesses do grande capital e às directrizes impostas e provenientes de Bruxelas. Os direitos à
Habitação, à Educação e à Segurança Social foram esvaziados de conteúdo.
Nas
frentes ambiental e cultural a CRP passou a reflectir a mesma subordinação ao
mercado. Embora o art.º 66.º tenha acolhido conceitos como "utilização
racional dos recursos" (1989) e "desenvolvimento sustentável"
(1997), a prática ditada pelas directivas económicas europeias converteu a
ecologia num activo financeiro.
Sob
o pretexto do progresso financiado por fundos, assistiu-se à desertificação do
interior do território, à destruição de ecossistemas pela monocultura intensiva
e à privatização de monopólios naturais, como a gestão da água e resíduos.
No
plano cultural a promessa original de "democratização da cultura" e
salvaguarda do património (reforçada em 1989) foi asfixiada pelo
subfinanciamento crónico, tendo a cultura deixado de ser vista como um direito
de emancipação para integrar as "indústrias criativas" voltadas para
o consumo turístico.
O património histórico foi mercantilizado e alienado à especulação imobiliária, e conquistas como o reconhecimento da Língua Gestual Portuguesa (1997) ou a valorização do Mirandês (2004) surgem isoladas num panorama em que os criadores artísticos foram empurrados para a intermitência e para a precariedade absoluta.
ACTO
DE RESISTÊNCIA E COMBATE
A
inserção na UE fez com que o País transitasse dum projecto de democracia
económica, política, social e cultural avançada para uma periferia dependente.
O texto resultante de sucessivas revisões introduziu um crescente desequilíbrio
entre o capital e o trabalho, subordinando os direitos, liberdades e garantias
das populações e dos trabalhadores à financeirização da economia e do lucro
máximo, a qualquer preço.
No
50.º aniversário da sua promulgação, a CRP ‘76 está sujeita a um violento
ataque para que sofra um retrocesso ainda mais radical. Não obstante, mesmo
amputada, ainda constitui um obstáculo para as forças antipopulares.
Comemorar
os seus 50 anos é um acto de resistência e combate. Os direitos, liberdades e
garantias fundamentais que nela persistem continuam a ser a trincheira das
populações e dos trabalhadores contra a barbárie neoliberal.
Reerguer
o projecto de uma sociedade justa, soberana, inclusiva e
solidária, defensora da Paz e da solidariedade entre os povos, é uma tarefa
inalienável. Defender a CRP hoje – contra as tentativas latentes de a
desfigurarem ainda mais – exige trazer de volta a força colectiva das populações e dos
trabalhadores, nas ruas e nos locais de trabalho.
E a melhor forma de defender a Lei Fundamental é devolver ao Povo o direito de decidir o seu próprio destino e futuro, numa democracia avançada, política, económica, social e cultural. Cumprindo Abril em Maio.
Que doenças foram introduzidas pelos europeus nos incas, maias e astecas, a que estes não seriam imunes? E os amerídios no norte do México e no Canadá tiveram mais resistência a essas doenças?
As civilizações Maia, Asteca e
Inca foram ditas por doenças trazidas pelos colonizadores europeus, contra as
quais não possuíam imunidade natural. [1]
Estas foram as principais
doenças:
Os povos do Norte (EUA e Canadá) tiveram mais resistência?
Não. Os amerídios do norte do México e do Canadá não tiveram maior
resistência biológica a estas doenças e sofreram o mesmo impacto
devastador. []
A falta de imunidade ocorreu em
todo o continente pelas seguintes razões:
Você disse:Retomar tudo num texto mais curto, com o essencial
Os europeus trouxeram doenças
que mataram a maioria dos nativos americanos. [1] Isso aconteceu porque os
povos das Américas viveram isolados por milhares de anos. [2] Por isso, eles
não tinham defesas naturais contra o vírus da Europa. [2] [1, 2]
Como principal
O impacto no Norte (EUA e
Canadá)
Os índios do norte não eram mais resistentes . [1] Eles sobreviveram da mesma forma e morreram até 90% da sua população. [1] As doenças espalharam-se rapidamente através das rotas de comércio, mesmo antes de muitos nativos verem um homem europeu. [1] [1, 2, 3, 4]
Resumo essencial:
As civilizações Maia, Asteca e
Inca foram devastadas por doenças trazidas pelos europeus, contra as quais
não tinham imunidade. As principais foram a varíola (a mais mortal), o sarampo,
a gripe, o tifo, a coqueluche e, possivelmente, uma
epidemia de salmonela associada ao chamado cocoliztli.
Os povos indígenas do norte do
México, dos atuais EUA e do Canadá não tinham maior resistência biológica
a essas doenças. Tal como os povos da Mesoamérica e dos Andes, sofreram enormes
perdas populacionais.
Essa vulnerabilidade deveu-se
sobretudo ao longo isolamento das Américas em relação à Eurásia e África,
que impediu a exposição prévia a muitos agentes infecciosos. Além disso, as
doenças espalharam-se rapidamente através das redes de comércio e contacto
entre comunidades, muitas vezes antes do encontro direto com os europeus.
Estima-se que, em algumas regiões, as epidemias tenham provocado a morte de até
90% da população indígena.
Em contrapartida que doenças
americanas foram transmitidas aos europeus?
Em sentido inverso, o número de
doenças que passaram das Américas para a Europa parece ter sido muito menor. A
principal candidata é a sífilis.
A grande diferença deve-se ao
facto de a Eurásia e África terem convivido durante milénios com uma enorme
variedade de animais domesticados (bovinos, suínos, cavalos, galinhas,
entre outros), dos quais surgiram muitas doenças infecciosas humanas. Nas
Américas havia menos espécies domesticadas e menos oportunidades para o
aparecimento e disseminação de epidemias semelhantes.
Assim, enquanto as doenças
europeias contribuíram para o colapso demográfico de muitos povos indígenas
americanos, a sífilis é praticamente a única doença amplamente reconhecida
como tendo feito o percurso inverso e causado um impacto significativo na
Europa.
Resume esta último texto
Resumo essencial:
Ao contrário do que aconteceu nas
Américas, muito poucas doenças passaram das Américas para a Europa. A principal
foi provavelmente a sífilis, que muitos investigadores acreditam ter
sido levada para a Europa após as viagens de Cristóvão Colombo, embora a sua
origem americana não seja totalmente consensual.
A diferença explica-se pelo facto
de a Eurásia e África terem tido mais animais domesticados e, consequentemente,
mais doenças transmissíveis aos humanos. Assim, o impacto das doenças
americanas na Europa foi muito menor do que o das doenças europeias sobre os
povos indígenas das Américas.
Gravuras geradas pelo chatGPT e pelo Google Gemini de acordo com o seguinte guião: sem palavras desnha uma gravura colorida que ilustre as consequências sanitárias das relações iniciais entre europeus e ameríndios
~~~~~~ooo0ooo~~~~~~
O Theatrum Orbis Terrarum (Teatro do Mundo) é considerado o primeiro verdadeiro atlas moderno. Escrito por Abraham Ortelius e publicado originalmente em 1570, na Antuérpia, que consistiu de um conjunto de folhas uniformes e texto de sustentação ligados para formar um livro mapa, para o qual as chapas de impressão de cobre foram gravadas especificamente. O atlas continuou a ser utilizado até aproximadamente 1612. (https://www.magnusmundi.com/a-evolucao-do-mapa-mundi/)
Do ponto de vista do desenvolvimento
científico, tecnológico e civilizacional, existiam diferenças importantes
entre as várias sociedades indígenas das Américas antes da chegada dos
europeus.
1. Civilizações andinas
(Incas)
Foram, juntamente com os astecas,
as sociedades mais complexas das Américas.
Nível civilizacional:
muito elevado em organização política, engenharia e agricultura.
2. Civilizações mexicanas
(Maias e Astecas)
Maias
Astecas
Nível civilizacional:
muito elevado, especialmente em escrita, astronomia, urbanismo e organização
política.
3. Povos caribenhos
Os principais grupos eram os Taínos
e os Caribes.
Nível civilizacional:
intermédio; sociedades agrícolas relativamente complexas, mas sem impérios ou
escrita desenvolvida.
4. Povos a norte do México
(atuais EUA e Canadá)
Eram extremamente diversos.
Nível civilizacional:
muito variável, desde sociedades de caçadores-coletores até confederações
políticas e centros urbanos regionais.
Comparação geral
|
Região |
Estados centralizados |
Escrita |
Astronomia/Matemática |
Engenharia |
Urbanismo |
|
Andina (Incas) |
Muito desenvolvidos |
Não |
Moderada |
Muito elevada |
Elevado |
|
Mexicana (Maias/Astecas) |
Muito desenvolvidos |
Sim (Maias) |
Muito elevada |
Elevada |
Muito elevado |
|
Caribenha |
Limitados |
Não |
Básica |
Moderada |
Reduzido |
|
Norte do México e Canadá |
Variável |
Não |
Básica |
Variável |
De reduzido a moderado |
Em termos gerais, Maias,
Astecas e Incas representavam o auge do desenvolvimento civilizacional
pré-colombiano nas Américas, enquanto os povos caribenhos e muitos grupos
do norte apresentavam formas de organização mais descentralizadas e adaptadas
aos seus ambientes específicos, sem que isso signifique ausência de
sofisticação cultural ou política.
Compare com a Europa, Ásia e
África, na mesma altura
Se compararmos as Américas com a Europa,
Ásia e África nos séculos XV e início do XVI, pouco antes da chegada dos
europeus, verifica-se que o mundo não estava no mesmo nível de desenvolvimento,
mas também não existia uma diferença uniforme. Havia sociedades muito avançadas
em todos os continentes.
Europa
Vantagens sobre as
civilizações americanas: escrita difundida, ferro e aço, navegação
transoceânica, pólvora e imprensa.
Ásia
Era provavelmente a região mais
avançada do mundo em muitos domínios.
China (Dinastia Ming)
Mundo islâmico (Império
Otomano, Pérsia)
Índia
Vantagens sobre as Américas:
escrita universal, tecnologias metálicas avançadas, pólvora, comércio
intercontinental e tradição científica acumulada.
África
A situação era muito diversa.
África do Norte
África Ocidental
África Austral
Comparação com as Américas:
algumas regiões africanas eram tecnologicamente mais avançadas; outras tinham
níveis semelhantes aos de sociedades americanas intermédias.
Américas
Incas
Maias
Astecas
Povos do Norte e Caraíbas
Comparação global
|
Aspeto |
Europa |
Ásia |
África |
Américas |
|
Escrita difundida |
Sim |
Sim |
Parcialmente |
Apenas Maias |
|
Ferro e aço |
Sim |
Sim |
Sim |
Não |
|
Pólvora |
Sim |
Sim |
Algumas regiões |
Não |
|
Imprensa |
Sim |
Sim (China) |
Limitada |
Não |
|
Navegação oceânica |
Muito avançada |
Avançada |
Regional |
Não |
|
Grandes cidades |
Sim |
Sim |
Sim |
Sim |
|
Matemática/Astronomia |
Elevadas |
Muito elevadas |
Variáveis |
Elevadas (Maias) |
|
Estados centralizados |
Sim |
Sim |
Sim |
Incas e Astecas |
|
Engenharia monumental |
Sim |
Sim |
Sim |
Sim |
Conclusão
No final do século XV, Maias,
Astecas e Incas estavam entre as civilizações mais desenvolvidas do mundo em
urbanismo, agricultura e organização política, mas encontravam-se atrás da
Europa e de grande parte da Ásia em tecnologias-chave como o ferro, a
pólvora, a escrita generalizada, a imprensa e a navegação oceânica. Em
relação à África, a comparação é mais equilibrada: algumas regiões africanas
estavam mais avançadas, enquanto outras apresentavam níveis de complexidade
semelhantes aos das sociedades americanas.
Assim, a conquista europeia não
ocorreu porque os povos americanos fossem "primitivos", mas porque os
europeus reuniam um conjunto específico de vantagens tecnológicas, militares,
epidemiológicas e marítimas que, naquele momento histórico, lhes conferiam uma
enorme superioridade estratégica.
Teria havido uma esquadra chinesa
que pretendeu fazer o caminho invers ao de Vasco da Gama, chegando talvez à
Europa se não tivesse regressado à Europa e a China se não tivese fechado em
si. É verdade? Porque foi mandada regressr e porque a China se fechou ao
exterior?
Sim, é verdade em parte,
mas convém separar os factos comprovados das especulações.
As viagens de Zheng He
Entre 1405 e 1433, cerca
de 60 anos antes de Vasco da Gama chegar à Índia (1498), o almirante chinês
Zheng He comandou sete grandes expedições navais ao serviço da Dinastia Ming.
As suas frotas eram gigantescas:
Pretendiam chegar à Europa?
Não há provas históricas de
que Zheng He tivesse como objetivo alcançar a Europa.
As expedições chegaram
seguramente até à atual:
A ideia de que poderiam ter
chegado à Europa ou à América baseia-se sobretudo no livro 1421: The Year
China Discovered the World, publicado por Gavin Menzies. Contudo, esta
teoria é rejeitada pela esmagadora maioria dos historiadores por falta de
evidências sólidas.
Porque regressaram?
Após a morte do imperador que
patrocinava as viagens, a política chinesa mudou.
As principais razões foram:
1. Custos elevados
As expedições eram extremamente
caras e consumiam enormes recursos do Estado.
2. Ameaça no norte
A China enfrentava a pressão
crescente dos povos das estepes, especialmente os mongóis. Muitos dirigentes
consideravam mais importante investir na defesa terrestre do que em viagens
marítimas.
3. Conflito político interno
Os eunucos da corte apoiavam as
expedições. Em contrapartida, muitos funcionários confucionistas viam-nas como
luxos desnecessários que beneficiavam pouco a economia agrícola chinesa.
4. Visão do mundo chinesa
A elite Ming considerava a China
o centro da civilização e acreditava que os povos estrangeiros deveriam vir
prestar homenagem, em vez de a China procurar novos mercados.
A China "fechou-se"
ao exterior?
Sim, mas não completamente.
Contudo, a China nunca ficou
totalmente isolada. Continuou a comerciar com outros países asiáticos e,
mais tarde, recebeu missionários e comerciantes europeus.
O que poderia ter acontecido?
É uma das grandes perguntas da
história. Se a China tivesse mantido uma política marítima expansionista,
poderia ter:
No entanto, isso é apenas uma hipótese. O que sabemos com segurança é que, no início do século XV, a China possuía os recursos e a capacidade técnica para liderar grandes expedições marítimas, mas escolheu deliberadamente não continuar esse caminho, enquanto a Europa fez exatamente a opção contrária. (chatGPT)
* Victor Nogueira
14 de junho de 2012
Manuela Vieira da Silva - Pára na esperança. Não avançar mais. hehehehe
8 a
* Victor Nogueira
14 de junho de 2025
Um português torna viagem, enobrecido com o título de Conde, que enriqueceu com o tráfico negreiro, em testamento destinou a sua enorme fortuna a obras de benemerência, entre as quais a edificação em todo o Portugal duma rede de escolas do ensino primário destinada a ensinar as primeiras leytas a crianças dos dois sexos.
Na foto o edifício construído em Setúbal, nos terrenos outrora ocupados pelo Convento do Carmo, destruído pelo violento terramoto de 1755, que nesta vila teve também calamitosas consequências,
À direita o que resta do antigo Convento, que hoje alberga uma esquadra da PSP, uma capela e um Lar da 3ª idade. À esquerda as ruínas do Casino Setubalense, uma sala de cinema de qualidade na altura da sua inauguração (1908), que ingloriamente terminou os seus dias a exibir filmes pornográficos,
Foi nesta fase que, certamente por lapso, exibiu o filme “Por favor não me morda o pescoço” (The fearless vampire killers), realizado em 1987 por Roman Polanski. Tal lapso, por mim aproveitado, permitiu-me ver a referida película cinematográfica.