Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

domingo, 4 de outubro de 2026

Depois dum domingo cinzento (2010)

 * Victor Nogueira

4 de outubro de 2010

Depois dum domingo cinzento, nublado e chuvosamente peganhento, uma segunda de céu com nuvens brancas como flocos de algodão em fundo azul e brilhante, pleno de claridade !

em Évora, assando sardinhas (2018)

 4 de outubro de 2018


foto celeste gato - Em évora, no quintal da casa na Quinta de Santa Catarina, assando sardinhas, cerca de 1975 / 76

em viana do castelo, 1973 ou 1975 (2020)

 4 de outubro de 2020

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foto jj cf em viana do castelo, 1973 ou 1975

Em Lisboa (Castelo de S. Jorge) ou em Sintra (Castelo dos Mouros) (2022)

 4 de outubro de 2022


Foto José Luís NS - Em Lisboa (Castelo de S. Jorge) ou em Sintra (Castelo dos Mouros)

Mindelo Trabalhos agrícolas (2023)

 * Victor Nogueira

4 de outubro de 2023


Foto victor nogueira  Mindelo Trabalhos agrícolas (2023 10 03 IMG_3408)

Hoje, 4 de outubro, terminaram os trabalhos agrícolas nos campos entre a Estrada Nacional e a linha do metro de superfície do Porto. No campo das traseiras já adubaram o solo com água choca, que empestou os ares e feriu as pituitárias, para gáudio das moscas sarnentas que se nos colam à pele e picam, como se fossemos gado. Bandos de pombos percorrem os ares, aterrando ciclicamente para debicarem os grãos de milho, enquanto pequenos pássaros saltitam no quintal, para cá do muro - rolas ou pardais.

A ceifeira debulhadora é atrelada a um tractor, seguido em paralelo com outro com reboque   que vai neste despejando o milho, através duma manga. Na peugada, segue outro tractor com reboque, para substitui-lo quando cheio. Três homens, cada um em seu tractor, fazem assim todo o trabalho, que outrora ocupava dezenas de trabalhadores.

sábado, 3 de outubro de 2026

O silêncio não tem nós (2010)

 * Victor Nogueira

3 de outubro de 2010

O silêncio não tem nós, é uma planície imensa, umas vezes seca, outras  verdejante, mas por vezes a garganta sente os ditos como nozes duras de ... roer ! 

Chove, faz frio (2010)

 * Victor Nogueira

3 de outubro de 2010

Chove, faz frio e o tempo está muito nublado.

Dia bom para estar à lareira que não tenho, a ver as chamas esvoaçarem, como em Goios (Barcelos), na aldeia do meu avô materno, quando lá íamos no inverno.

É noite e vou acabar de arrumar a secção de poesia (2010)

 * Victor Nogueira

3 de outubro de 2010

É noite e vou acabar de arrumar a secção de poesia da minha biblioteca ! Não vale a pena estar aqui à espera de Godot ou de Godota 🙂

Hans Hellmuth Kirst in "Os Lobos" (2011)

 3 de outubro de 2011

"Por mais que morram, o número de tolos é infinito, e os inteligentes não querem morrer. Mas a morte não poupaa ninguém." Hans Hellmuth Kirst in "Os Lobos"

Nada posso comentar a não ser que trago comigo o peso de todas as pessoas (2011)

 * Victor Nogueira

3 de outubro de 2011

Nada posso comentar a não ser que trago comigo o peso de todas as pessoas que tenho conhecido, sobretudo daquelas que na realidade e não apenas virtualmente corresponderam e me acompanharam em momentos mais ou menos breves da minha vida, de todas as terras, estradas e calçadas que tenho percorrido, das de quem, para além da escrita, conheço a voz única no meio de todas as outras, ou sentido a mão no ombro, a carícia no rosto ou nos cabelos, o ajeitar do meu kispo, o gesto físico de amizade, carinho, afecto e solidariedade verdadeiras. De quem não me cerrou portas e janelas. Tudo o resto são apenas palavras, poeira, ilusão e solidão ! Cada vez maiores !

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

OS FILHOTES DE SALAZAR/CAETANO (2012)

 * Victor Nogueira

2 de outubro de 2012

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Mas que pobreza de argumentação. Com tal nível, os defensores de Salazar contra o 25 de Abril na sua universidade salazarista nem passariam do 1º semestre do 1º ano. Quanto muito seriam “licenciados” como polícias de giro e cacete. Daqueles que usavam fartos bigodes. E muitas vezes imponente barriga !

Como cogumelos depois da chuva aparecem os defensores de Salazar e do Paraíso. Transformado em  Inferno pela "traição" do 25 de Abril

Sim, antes do 25 de Abril era o Paraíso. Havia uma elite de iluminados e uma corja de milhões de analfabetos. Ou analfabrutos. Tão analfabrutos que largando o Jardim das Delícias à beira-mar plantado emigravam aos milhares de milhares para procurarem lá fora o pão e o mel que aqui não vislumbravam para além da fome e da miséria e dos bucólicos tugúrios campestres ou encantadores bairros de lata. Aos milhares de milhares. E só os brutos viam e sentiam o trabalho de sol a sol nos campos do Alentejo. E os dias não pagos quando fazia mau tempo. Dias não pagos na agricultura. . Na construção civil e obras públicas. Na indústria das conservas de peixe. E nas horas extraordinárias à borla. E trabalhadores despedidos se adoeciam. Sem assistência na doença. Nem eles nem as famílias. Trabalhadores e suas famílias sem qualquer apoio no desemprego. E trabalho sem direito a férias para a esmagadora maioria. 

E havia pedintes e crianças e aleijados - uma esmola “pelo amor de Deus”.Ou “pela sua rica saúde”. E pedintes e aleijados e crianças esmolando. Pelas ruas. Pelas esquinas. À porta das igrejas. E crianças trabalhando sem ir à escola. Vendendo jornais. Ou como marçanos levando as compras da mercearia às casas. E criadas de servir sem direitos e de que se serviam os patrões e seus filhotes. Despedidas – as desavergonhadas – se engravidavam. E maridos que matavam impunemente as mulheres para “lavarem a honra”. Machos lusitanos viris com amantes e ”espanholas” a quem montavam casa.

E mulheres dependentes da autoridade e arbítrio. do marido, senhor todo poderoso. E apenas “curiosas” para assistirem aos partos. E para fazerem abortos. E filhos, muitos filhos, arrastando-se pela miséria. Ranhosos, Esfarrapados, Famintos. Enfezados. . E as mães tendo de ir trabalhar logo a seguir ao parto. Para não serem despedidas !

E velhos que se enforcavam devido à miséria. Sem dinheiro. Sem saúde. Sem apoios sociais. E famílias a comerem o pai uma sardinha e os filhos côdeas de pão. E vinho, muito vinho e tabernas a cada esquina para “dar de comer a um milhão de portugueses”. E em muitas vilas e aldeias do Alentejo duas sociedades “recreativas” – a dos pobres e a dos ricos. E a pobreza envergonhada da pequena burguesia.

E os “criados” dos cafés e os motoristas de taxi e os engraxadores – velhos ou miúdos – vivendo apenas da gorjeta. Sem direitos.

E a Ponte sobre o Tejo ! Ah! A Ponte sobre o Tejo que não era de Salazar construída com o desalojamento forçado e com indemnizações de miséria aos habitantes e proprietários de Alcântara. E os bairros de lata. E os mortos nas cheias de 1967 em Lisboa porque Salazar não permitiu que as populações fossem alertadas das chuvadas torrenciais que se avizinhavam. E os milhares de camponeses mortos em Janeiro de 1961 na Baixa do Cassanje, em Angola, numa área maior que Portugal, em greve contra o regime de monocultura da Cotonang, metralhados e regados com napalm pelas Forças Armadas Portuguesas E tantos e tantos massacres com as almas voando para o Paraíso se inocentes de que os jornais não falavam. Antes dos massacres perpetrados pelos camponeses do Norte de Angola, enquadrados pela UPA com o apoio não da URSS mas dos EUA. Em 15 de Março de 1961..

A mentira do Portugal do Minho a Timor, onde nas colónias e apesar de 5 séculos de ocupação a esmagadora maioria das populações não falava português nem tinha direitos de cidadania. Apressadamente reconhecidos apenas depois do início das revoltas na Guiné, Angola, Moçambique, S. Tomé e Princípe  ... Isto é, depois de 1961. E  os brancos lá nascidos, durante muito tempo oficialmente considerados "brancos de 2ª. Colónias portuguesas cujos territórios em África apenas foram "ocupados" depois da Conferência de Berlim, em 1885. Após as campanhas militares de ocupação e "pacificação" contra a resistência dos africanos. Campanhas militares efetuadas no final da Monarquia e prosseguidas durante a I República !

E cargas policiais e da GNR e a PIDE para os “desordeiros” “Desordeiros” eram todos os que faziam greve. Ou reivindicavam melhores salários ! Ou melhores condições de vida e de trabalho ! Ou que se manifestavam fora do enquadramento do Governo. .

Gente tão bruta que precisava de ser vigiada para não se tresmalhar. Tão bruta que precisava de autorização para se manifestar. Ou associar. Ou reunir. Tão bruta que não podia votar para não escolher ... mal. Isto é, para não mijar fora do penico. Outros pensavam e decidiam pelos analfabrutos. Sempre vigiados no que escreviam ou diziam pelos coronéis da censura prévia do lápis azul o vigiados por dez mil olhos e cem mil orelhas.

E as colónias que até 1961 se não podiam industrializar nem desenvolver para se proteger a indústria de Portugal, na Europa. E a guerra colonial. Cada vez com mais desertores. Entre os soldados e os oficiais. Analfabrutos que não percebiam porque haviam de morrer ou ficar inválidos e abandonados. Ou traumatizados pelo stress da guerra. E que, “sem inteligência”, zarpavam e zarpavam e zarpavam … de Portugal.

Sim não eram portugueses de rija cepa e pegas de cernelha ou a rabejar. Eram todos estrangeiros. Milhões de estrangeiros. Que analfabrutos não vislumbravam o Paraíso mas apenas a fome, a miséria, a doença, a falta de trabalho. Sim milhões de estrangeiros, milhões de estrangeiros na Pátria que os viu nascer. Pátria madrasta onde, analfabrutos, muitos sem a 4ª classe, apenas viam a fome, a miséria, a doença, a falta de trabalho.

Sem inteligência para vislumbrarem o Paraíso do dia-a-dia espelhado nos jornais e na televisão de Salazar/Caetano E lembrado pelos filhotes de Salazar/Caetano. Eles sim, Portugueses de alto gabarito ! Mas, ao contrário de Salazar/Caetano, pouco dados ao estudo. E à reflexão. E ao contraditório. Porque estudar e argumentar sem frases feitas ou bafos de café-taberna custa e cansa. Na razão inversa da inteligência 

A RECORRENTE DERIVA TOTALITÁRIA DO PS (2015)

 * Victor Nogueira

2 de outubro de 2015

 1. - Este apelo à concentração de votos no PS para a vitória da "esquerda" é falacioso e resvala facilmente  para o totalitarismo e para o pensamento único. O que é estranho num partido que se reclama da democracia, da liberdade, da tolerância e do socialismo. 

Os assim menosprezados eleitores nos assim menosprezados "partidos pequenos", acintosamente qualificados de partidos de protesto, teriam de confiar o seu voto ao PS, abdicando da sua própria organizaçao, das suas propostas e perspectivas. E revela também e de facto uma enorme incapacidade do PS em dialogar com a oposição de esquerda. 

Porque admitindo que o PS é de esquerda, então o necessário seria que todos os partidos que se consideram de esquerda tivessem a maioria na Assembleia da República e não apenas o  PS. Ora o que se verifica é que é mais fácil ao PS compaginar o seu programa com os da direita, que diz combater em períodos eleitorais, embora depois se tenha mesmo coligado com o PSD e com o CDS e com estes acordado sucessivas revisões constitucionais e assinado Tratados da União à revelia de consulta popular que conduziram ao presente Estado Súcial.

2. - Extinguindo-se as coligações eleitorais com a publicação dos resultados, é evidente que o maior grupo parlamentar será o do PS, pois  o PáF fará Plóff e dará origem a dois pequenos grupos parlamentares, o do PPD/PSD e o do CDS/PP,  cuja constituição definitiva é determinada pelos resultados eleitorais, isto é, neste momento não se sabe quantos lugares serão atribuídos ao psd e quantos ao cds. 

O problema não são os povos (2016)

* Victor Nogueira

2 de outubro de 2016

O problema não são os povos mas sim o sistema socio-económico e a consciência social dos eleitores  Para além disso não são os trabalhadores que dirigem as empresas e a economia.

Em Coimbra, com o Guia de Portugal de Raúl Proença (2018)

 2 de outubro de 2018

 


Em Coimbra, com o Guia de Portugal de Raúl Proença - montagem sobre uma foto de Fátima Pereira

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

A poesia em 'Ao meu olhar' (2018)

? Victor Nogueira

 1 de outubro de 2018

Ao meu olhar
cintilou o mar
e nos teus dedos
brilhou o sol
em doce e ardente sinfonia
loucas gaivotas
em ti pousaram
julgando serem sábios
os lábios teus
Setúbal 2018.10.01
Cartas a Penélope - Série Faia Maria

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

'Olha, outro Victor!'

 30 de setembro de 2023


Auto-retrato no Mindelo em 2023 09 30, mirando  a cintilante luzinha verde da câmara do computador, em dia  outonal mas límpido, com as árvores e os  campos ainda verdejantes, ainda sem cores brúnias, salvo as do milho, que vai secando, de castanho também os terrenos em que já foi debulhado. Daqui a pouco, desbastada a barba, será outro o Victor. Com efeito, em criança, vendo-me a Susana sem barba, que eu havia acabado de cortar, exclamou: "Olha, outro Victor!"

Memórias fotográficas (2022)

 30 de setembro de 2022

 


Fotos victor nogueira e autor não identificado - Lisboa e Setúbal

entrando nos Jardins do Palácio dos Arcos (2020)

 30 de setembro de 2020


Foto victor nogueira - entrando nos Jardins do Palácio dos Arcos, hoje transformado em unidade hoteleira

pelourinho de setúbal, na praça marquês de pombal (2019)

 30 de setembro de 2019


foto victor nogueira - pelourinho de setúbal, na praça marquês de pombal, em setúbal - 2018.05.19

O COSTUME (2013)

* Victor Nogueira

 30 de setembro de 2013

O COSTUME

Os resultados eleitorais do PCP e suas coligações são apresentados ao longo da noite como escassos. Foi assim hoje, foi assim em eleições anteriores.

Há umas horas já a RTP noticiava a vitória da CDU em 3 municípios (Mora, Constância e outro)  e logo de seguida um quadro resumo dava uma larga maioria ao PS/PSD e apenas uma Câmara à CDU, enquanto Jeronimo de Sousa antes de lhe tirarem a palavra referia a reconquista de Evora, Beja ...

E era sobre os expressivos resultados do PS&Socrates e PSD&Morais Sarmento e reporteres no estudio que se desenvolviam as narrativas. Sobre a CDU / nem uma palavra quer da parte de socrates, quer de sarmento rodrigues. E assim a liberdade de informacao do PS&PSD que tudo dividem entre eles nas televisoes e nos jornais. 

Vista érea de Évora em 1974 (2012)

 * Victor Nogueira 

30 de setembro de 2012

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Foto Victor Nogueira -Évora - num voo pilotado pelo Seruca Salgado em Dezembro de 1974 - Em 1º plano a Sé. e defronte um pedaço da Rua da Selaria, que vai dar à Praça  do Giraldo.  À esquerda das ruinas do Templo Romano o antigo  Palácio da Inquisição, onde funcionava o ISESE  A mancha verde para lá das ruinas romanas é o Jardim de Diana, sob a antiga muralha romana. Na correnteza à direita e após a Sé, sucessivamente o Museu, a Biblioteca Pública, o antigo Convento dos Loios (Pousada) e o Palácio dos Duques de Cadaval com a Torre das 5 Quinas. Para lá do jardim, a antiga Mouraria

Entre o vinho e a zurrapa (2010)

 30 de setembro de 2010

Aos poucos que interagem comigo, a expressão da minha simpatia! Isto é como o vinho, se for de boa qualidade o tempo torna-lo precioso e raro. Se não forem, é apenas zurrapa 🙂

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Mindelo - do botão à rosa aberta (2021)

 29 de setembro de 2021


Foto victor nogueira - Mindelo - do botão à rosa aberta

Incrível - O forte abraço de Paulo Véstias (2013)

 * Victor Nogueira

29 de setembro de 2013

Incrível - O forte abraço de Paulo Véstias cabeça de turco  e vencedor a Isaltino de Morais perante uma enorme ovação, A falta de vergonha e de escrúpulos  não tem limites. Um abraço de solidariedade calorosa a quem foi condenado na sequência dum processo judicial e está na cadeia !!!

parque urbano de albarquel, em setúbal (2019)

 29 de setembro de 2019

 


foto victor nogueira - parque urbano de albarquel, em setúbal - 2018.06.19

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

o meu irmão zé luís, o caçula, em lisboa

28 de setembro de 2019 


foto de família - o meu irmão zé luís, o caçula, em lisboa, nos idos de ''70 do passado milénio, quando estudante de medicina.

Letras perdidas (2012)

 * Victor Nogueira

Hoje esteve um dia bonito e fresco, durante o qual estiveste muitas vezes no meu pensamento. O vento ligeiro agita as antenas de TV no telhado, enquanto andorinhas chilreiam e cruzam o céu azul. É já ao entardecer. (1974.07.14)


Passa da meia noite: o tic-tac do relógio enche o quarto. Os sacos estão arrumados e o quarto também. A mesa, essa ainda não. Arranjo um espaço à minha frente. Estou triste e cansado. Desta vida de estudante, o que mais me custa é a partida para férias. Ou porque as férias não têm sentido – a seguir há os exames e a preocupação deles – ou porque [sem ti, ausente] não têm qualquer significado. Bah! isto são balelas.


o barulho do silêncio e uma tarde de sol (2010)

 28 de setembro de 2010

Estou a ouvir o barulho do silêncio imerso em ruído e lantejoulas!

28 de setembro de 2010

Uma tarde de sol é como se fora uma noite de breu e cinzas! LOL

Economia doméstica (59) - Dores Musculares, Cansaço e Qualidade de Vida

* Gemini 

1. Causas das Dores Musculares e do Cansaço

  • Estilo de vida e inatividade: A inatividade prolongada gera descondicionamento, fraqueza e rigidez muscular.

  • Fatores psicológicos: A depressão e o stresse crónico provocam manifestações físicas reais, como dores generalizadas e fadiga extrema.

  • Outras causas: Infeções virais, deficiências nutricionais ou condições crónicas (como fibromialgia e hipotireoidismo).

2. O Impacto da Inatividade e da Rigidez Matinal

  • Passar muito tempo inativo reduz a circulação, causando rigidez ao acordar que melhora progressivamente com o movimento.

  • Evitar o movimento cria um ciclo vicioso de fraqueza e maior dificuldade em caminhar.

Ermida de Paiva, uma incógnita resolvida (2020)

 28 de setembro de 2020

foto  victor nogueira - lembro-me do caminho para lá, da paisagem circundante, mas não o nome da terra ou do lugar, onde encontrei esta igreja e as ruínas do convento.

VER Ermida de Paiva, uma incógnita resolvida

Via sacra no adro da igreja de S. Pedro, em Fajozes (2021)

 28 de setembro de 2021


Foto victor nogueira - Via sacra no adro da igreja de S. Pedro, em Fajozes (Via do Conde)  

Vou em busca de fotos por mim tiradas neste ano de 2021 e constato que poucas interessantes tenho para publicação, pois a maioria são faróis ou templos religiosos, murais e grafitos,  estas últimas sem possibilidade de grandes preocupações estéticas.  Há que mudar de paradigma. e alargar o meu foco.

domingo, 27 de setembro de 2026

Igreja da Misericórdia, em Monsaraz (2020)

 27 de setembro de 2020


Foto victor nogueira - Igreja da Misericórdia, em Monsaraz. 1975.01 -  O Carlos Nunes da Ponte esteve em Évora, este fim‑de‑semana. Fomos até Monsaraz. (...) Tirei umas fotos. (MCG - 1975.01.20)

Desta varanda da Capela de S. José era celebrada a missa para os presos na cadeia defronte.

VER  Monsaraz

Capela do Socorro, em Vila do Conde -

 * Victor Nogueira

27 de setembro de 2018


foto victor nogueira - Capela do Socorro, em Vila do Conde  -  Sobranceira à Vila autónoma do Convento, em elevação mais baixa que este mas proeminente, dominando o burgo mercantil este templo sincrético foi mandado erguer por um piloto de naus da Carreira da Índia, nele estando sepultados os seus fundadores. tal como sucede com os nobres fundadores do Convento de Santa Clara, sepultados na respectiva Igreja.

A Capela de N. Sra do Socorro "foi erguida em 1559 por iniciativa de Gaspar Manuel, "piloto-mor da carreira da Índia, China e Japão que custeou as obras", possívelmente em cumprimento de um voto a Nossa Senhora do Socorro. De pequenas dimensões, é singular pelo seu formato e cobertura, semelhante à de templos orientais por onde estanciou o seu patrono.Esta capelinha é de planta circular e elíptica, formada por dois corpos,dos quais, o mais pequeno está orientado para Meca.".(wikipedia). Por se encontrar encerrada não me é possível apreciar a decoração interior de belíssimos azulejos do século XVIII, representativos da vida de Cristo, bem como o retábulo de estilo rococó. 

Nos dois muretes que ladeiam a escadaria de acesso existem três lápides, uma delas reproduzindo uma quadra de José Régio.

E o sol desmaia na cal 

da capela a branquejar

da Senhora do Socorro

onde sonhei me ir casar

Como atrás se referiu o templo, onde jazem os fundadores e que  era também da invocação de N. Sra da Boa Viagem, situa.se no cimo dum pequeno maciço rochoso, constitui  um miradouro do qual se avista o Rio Ave de montante até à foz e, na margem direita, desde o Convento de Santa Clara até ao Cais dos Assentos. No rio deslizam velozmente dois pequenos kayak.

A poedsia em 'Águas que do monte vindes' (2016)

 


* Victor Nogueira

Águas que do monte vindes
lá do alto nas nuvens
que novas trazeides ?
Águas que do monte vindes
em rumoroso turbilhão
que novas trazeides ?
Águas que do monte vindes
em esperançosa mansidão
que novas trazeides ?
Águas que do monte vindes
espraiando no areal
que novas trazeides ?
Águas que do monte vindes
em ondas se mudando
que novas trazeides ?
Águas que do monte vindes
no silêncio das (n)aves
que novas trazeides ?
Aiuê! Aiuê!
São de mágoas vossas águas
aquelas que trazeides e levaides ?
Aiuê! Aiuê!
Mindelo 2016.09.27

sábado, 26 de setembro de 2026

mós de moinhos de vento na Serra de S. Filipe,em Setúbal (2025)

 26 de setembro de 2025


Foto victor nogueira - Setúbal  - mós de moinhos de vento na Serra de S. Filipe, com a cidade e o estuário do Rio Sado no horizonte. Divisam-se as duas esguias e altaneiras  chaminés da central termo-eléctrica de Setúbal, entretanto demolidas há uns anos.  (Rolo 112 12)

Setúbal - Parque Urbano da Várzea (2021)

 * Victor Nogueira

26 de setembro de 2021


Foto victor nogueira - Setúbal - Parque Urbano da Várzea e Ribeira do Livramento - Há muito as quintas e os laranjais desapareceram da várzea de Setúbal, a partir dos anos '60 do século XX paulatinamente ocupada com loteamentos urbanos, de asfalto e betão. Contudo a gestão CDU travou esse processo, dando início à construção do Parque Urbano da Várzea, a juntar-se ao de Vanicelos e ao de Albarquel. 

Na foto, troço da Ribeira do Livramento e um dos antigos edifícios agrícolas, que não sei se serão mantidos, tal como escapou da demolição, sendo preservado, o mirante da Quinta da Azeda, em Setúbal uma das primeiras edificações em betão armado.

VER 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Bom Jesus de Braga, em 1963 (2022)

 * Victor Nogueira

25 de setembro de 2022


Fotografo ambulante e MENS - Bom Jesus de Braga (1963) e Goios, Barcelos (1973)
Com o meu avô António Barroso, tio José e primos Adelino e Laurinda

aeronave sobevoando o Mindelo (2021)

 

* Victor Nogueira

25 de setembro de 2021



Foto victor nogueira - aeronave sobevoando o Mindelo - Diariamente, com maior ou menor intensidade, intermitência ou regularidade, troam os aviões sobre o município de Vila do Conde, descolando ou aterrando  no aeroporto de Pedras Rubras, cerca de duas dezenas de km mais a sul. É um continuum a que já me habituei, por vezes como trovoada,  que incomodaria o meu avô António que  há cerca de meio século escolheu esta zona então sossegada e silenciosa, a dois passos da estação ferroviária da freguesia e a cinco da praia, para construir esta casa onde estou, que tentei e pensei continuasse a ser a casa da família, mas tal não sucede. "Malhas que o Império tece ...."


Em Aljezur, sol e sombra (2020)

 * Victor Nogueira

25 de setembro de 2020


foto victor nogueira  - Em Aljezur, sol e sombra (2000.04.21)  

Aljezur foi fundada pelos árabes no século X, aqui permanecendo cerca de 300 anos. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Alva, também conhecida como Igreja Nova de Aljezur`, edificada no século XVIII, situa-se na planície, na qual a partir do terramoto de 1755 se desenvolveu a Vila, até então alcandorada na íngreme colina defronte.

Em 2000.04.21 as minhas Notas de Viagem registam: «De Marmelete a Aljezur existem muitos eucaliptos e o cheiro penetra nos pulmões. Perto daquela povoação há muitos cabeços e vales, com vewrde vegetação rasteira. Não se vê uma única casa, que começam a aparecer, isoladas,  perto de Aljezur. 

ALJEZUR - Fotos: de longe ao castelo, a chaminé, ao Castelo, ao cão e vista geral. Museus de Arte Sacra e Francisco Pardal. A povoação está separada pela Estrada Nacional, à beira mar a parte antiga, para leste a nova.».

Esta foto regista alguns pormenores interessantes: o aparente alheamento e separação entre as pessoas, o contraste entre sol, dominante e sombra, a separação entre homens e mulheres.

Outono, dos contrastes (2016)

 


* Victor Nogueira

25 de setembro de 2016

Outono, dos contrastes: dias cálidos ou frígidos, soalheiros ou pluvientos, risonhos ou cinzentonhos, dos poentes tingidos de vermelho ou laranja e as árvores, despindo-se em tons de amarelo, atapetando ruas e jardins de melancólicas folhas secas, esquálidos e despidos ramos erguendo-se por aqui e por ali, com a noite crescendo à custa da diurna claridade minguando.

Foto victor nogueira - pôr do sol em Cela (Coutos de Alcobaça)

VER  outono na poesia e nas canções

censuras du inFaceLocked (2013)

 * Victor Nogueira

25 de setembro de 2013

Escapei à justa de ser castigado/silenciado  pelo FACEBOOK - Motivo - estar a partilhar demasiadas fotografias. A mim não me parece que assim fosse, mas como respondi certo às perguntas escapei a um castigo de 14 dias LOL

Eu não acredito em bruxas/os mas que as /os há, há, já dizia d. quixote, o cavaleiro da triste figura

Na cronologia e na capa tenho partilhado de 2 em 2 ou 3 dias.  ,Mas, HOJE, de seguida, 3 ou 4 contra os malfeitores e apelando ao voto. apenas no meu mural, sem identificações

Vade-mécum (15) - Notas de arquivo e arquiteturas digitais: salvaguardar a memória

 


* Gemini

Quem cultiva o hábito de escrever, fotografar e acumular instantes ao longo dos anos sabe que um blog deixa de ser um mero espaço na internet para se transformar numa extensão da própria memória. No entanto, gerir arquivos digitais — especialmente quando envolvem projetos fotográficos de autoria própria ou séries onde a gravura serve de matriz e ponto de partida para o texto — traz um desafio prático: como salvaguardar a íntegra de tudo isto sem cair na armadilha do trabalho puramente manual, moroso e sujeito a falhas?

Na conversa que mantivemos recentemente, debruçámo-nos exatamente sobre este dilema, procurando cruzar a segurança do arquivo com a preservação estética e narrativa das publicações.

O labirinto dos backups tradicionais

De nada serve descarregar um blog inteiro se o formato obtido se resumir a linhas de código XML intransmissíveis ou a ficheiros soltos que perdem a ordem cronológica. O Blogger oferece ferramentas nativas de exportação, mas estas pecam pela rigidez: guardam a estrutura e os links das imagens nos servidores da Google, mas invertem a ordem natural de leitura — atirando sempre o mais recente para o topo —, o que quebra o ritmo de séries concebidas para ser lidas do princípio ao fim.

Copiar e colar publicação a publicação para um documento de texto tradicional (.docx), garantindo que o tipo de letra, a formatação e as imagens de autoria ficam intactas, revelou-se um esforço titânico e inviável para quem acumula dezenas ou centenas de textos.

A ponte inteligente: O WordPress como ferramenta de conversão

Para contornar o problema de forma limpa e automatizada, explorámos uma solução intermédia: utilizar o WordPress (através de uma instalação local e privada no computador via ferramentas como o LocalWP, sem custos ou necessidade de alojamento web) como um motor de conversão.

O processo desenha-se em três passos lógicos:

  1. A Importação Limpa: O ficheiro de backup do Blogspot é absorvido pelo WordPress, que traduz automaticamente as antigas etiquetas (como 'arte urbana', 'economia doméstica', 'photomaton', ou os evocativos 'pingos do Mindelo' e 'pingos da Lanchoa') em categorias e etiquetas funcionais.

  2. A Gestão Cirúrgica de Séries: Em vez de tratar o blog como um bloco cego, o sistema permite isolar instantaneamente cada série temática com apenas um par de cliques.

  3. A Correção Cronológica e Gráfica: Ao contrário da ordenação decrescente habitual, o ambiente permite reordenar os textos do mais antigo para o mais recente, assegurando que o documento final em formato Word (.docx ou PDF) respeita escrupulosamente a sequência narrativa original, mantendo as fotografias e as gravuras firmemente ancoradas ao texto correspondente.

Um arquivo pronto para o futuro

Salvaguardar o passado digital não tem de ser um exercício de exaustão mecânica. Quando a tecnologia serve de ponte e não de obstáculo, ganha-se o sossego de ter o arquivo protegido no disco rígido e a certeza de que cada série — ao escorrer da pena e do olhar — continuará a fazer sentido para quem a lê hoje e para quem a há de folhear amanhã.