Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

sábado, 12 de agosto de 2017

um holocausto nuclear à vista ?


* Victor Nogueira

Se os poderes de Trump, Obama e antecessores não são ditatoriais, então o que são eles ? Pode mesmo Trump iniciar o holocausto nuclear, sem retorno e sem esperança para a Humanidade e para a vida na Terra ?

Em 6 e 9 de Agosto de 1945 os EUA destruíram Hiroshima e Nagaski usando bombas nucleares contra um Japão já derrotado. Num ápice arrasaram  ambas as cidades e morreram de imediato e nos dias seguintes de 150 mil a 200 mil pessoas, ascendo a largas dezenas de milhar as vítimas das sequelas ao longo dos anos subsequentes

Foi um Crime de Guerra e, muito mais que isso, um Crime contra a Humanidade, destinado a tentar amedrontar a União Soviética, até então aliada e vencedora na luta contra o nazi-fascismo. Até hoje nenhum outro país utilizou o arsenal nuclear, que foi crescendo nos países que os EUA consideram "aliados" do Império como Israel, mas não permitem noutros.


novas vitralices

* Victor Nogueira







sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Crime scene - do not cross


M - um filme de Fritz Lang (1931)




* Victor Nogueira

Ah, Gostei imenso da série Morse mas também da que narrava a sua entrada para a polícia, Endeavour, que é o seu malfadado nome próprio.Há outra sequela, o Lewis, em que o intelectual é o sargento James Hathaway, ex estudante de Teologia.
Há interessantes séries na FoxCrime, como os Mistérios do Dr Blake com a brilhante interpretação da sua governanta, a Jean Beazley

Mais divertidas ou mais sérias, por vezes salpicadas de humor, algumas destas séries são puro "entretenimento", como as baseadas nos romances de Agatha Christie ou Conan Doyle, mas outras abordam com pertinência questões e problemas sociais ou destacam-se pela extrema violência. Para além dos protagonistas principais outros secundários também se destacam, especialmente os que exercem medicina-legal.

Os cenários variam entre uma Oxford gótica e labiríntica e os espaços campestres e rurais abertos das séries Vera e Shetland, da Nova Iorque dos dias de hoje a Londres oitocentista, das cidades australianas (Miss  Fisher e Dr Blake) até aos bairros degradados de séries como Gomorra mas também em Candice Renoir. ou Gently. sem esquecer a "sofisticação" dos cenários em que se movem a british Miss Marple e o cosmopolita Poirot. Penedias sobre o litoral marítimo e portos são também um cenário recorrente nalgumas destas séries.


inspector chefe Endeavour Morse (John Thaw) e sargento-detective  Robert Lewis (Kevin Whately). Morse, humano.solitário, mas com feitio algo azedo e ácido, frequentou a Universidade de Oxford, faz parte dum grupo coral, aprecia opera e Wagner, com pouca sorte nas suas relações com as mulheres: não poucas vezes "encantando-se" pela que descobre ser a criminosa. Engana-se por vezes nas pistas que segue mas reconhece-lo. 


inspector chefe Fred Thursday (Roger Allam) e sargento-detective Endeavour Morse (Shaun Evans). Thursday combateu na 2ª Guerra Mundial e é um homem humano mas amargo, duma afectividade controlada e com uma vida familiar aparentemente satisfatória. Endeavour entra como polícia mas os seus dotes de observação e a sua cultura levam-no a colaborar com Thursday, apesar da obstinada oposição do comissário. A "protecção" do inspector acaba por vencer e convencer o comissário, e Morse passa a sargento-detective


inspector Robert Lewis (Kevin Whately)  e sargento-detective James Hathaway (Laurence Fox). Nesta série com humor o "intelectual" é o sargento e Lewis não poucas vezes lida com ele com uma sobranceria similar à de Morse para consigo. São recorrentes ao longo da série as bicadas entre os dois detectives Há um fio romanesco ao longo das temporadas, que se vai tecendo em torno de Lewis e da médica patologista,  Laura Hobson (Clare Holman). Entre estes personagens, incluindo a super-intendente-chefe Jean Innocent (Rebecca Front) existe maior cumplicidade e afectividade do que as existentes entre o mais distante e amargo embora afectivo  inspector Morse e quem o rodeava.


 Jean Beazley (Nadine Garner) e Lucien Blake (Craig McLachlan). Este é médico algo tímido que tem consultório clínico e exerce medicina legal em colaboração com a polícia local e situa-se nos anos a seguir à 2ª Guerra Mundial, em que participou. Saborosa e deliciosa a relação entre Blake e a desenvolta Jean, sua assistente e governanta.



sargento-detective John Bachus (Lee Ingleby)  e inspector George Gently  (Martin Shaw). Gently é um rude, amargo mas humano detective que se "refugia" numa cidade de província, coadjuvado por um sargento algo baldas e bastante preconceituoso.


 Reverendo Sidney Chambers (James Norton) e inspector  Geordie Keating (Robson Green). Há uma relação de cumplicidade e de amizade entre o vigário e o detective que se vai estreitando ao longo do tempo, com histórias paralelas aos crimes que procuram desvendar, como os mal resolvidos problemas afectivos entre Chambers e  Amanda Kendall  (Morven Christie).


a inspectora chefe Vera Stanhope (Brenda Blethyn) é workaholic e teve dois sargentos; Joe Ashworth (David Leon) e Aiden Healy (Kenny Doughty). Vera é uma solitária frequentemente irascível para com os seus coadjutores que sofrem tratos de polé com as suas exigências, pois não tem em contas as respectivas vidas e compromissos familiares..


inspector Jack Robinson (Nathan Page) e  Phryne Fisher  (Essie Davis). Nos loucos anos 20, Phryne é uma desenvolta, destemida e ociosa jovem australiana pobre que herdou uma fortuna, educada na Europa e que colabora com o Inspector da Polícia local no desvendar de crimes. Tal como em Blake aqui também há um enredo amoroso que se desenvolve entre Miss Fisher e o tímido e conservador Inspector JacK ou entre a recatada mas determinada Dot e Williams, o assistente do Inspector.


Joan Watson (Lucy Liu) e  Sherlock Holmes (Jonny Lee Miller). Sherlock e Watson mudam de Londres para Nova York e do século XIX para o XX, sendo consultores da NYPD. Watson é uma cirurgiã inicialmente contratada pelo pai de Sherlock para acompanhar a desintoxicação das drogas por Sherlock. Jan é asertiva, independente e não é passiva nem submissa como o fora John. Tirando o feitio irascível, o auto-convencimento e a falta de empatia aliados a um acurado poder de observação, os enredos dos episódios nada têm a ver com a obra original de Conan Doyle.


Dr. John H. Watson (Edward Hardwick) e Sherlock Holmes (Jeremy Brett)  - Granada Television


Hercule Poirot (David Suchet), o que melhor me parece "corresponder" ao convencido e por vezes irascível detective particular, apesar da sua capa de mundana simpatia.


a comandante Candice Renoir (Cécile Bois) tem como adjunto o capitão Antoine Dumas (Raphaël Lenglet). Candice é uma mãe divorciada, independente, com sucessivos amantes e quatro filhos traquinas a cargo, que apesar do seu ar de "loura" e da má vontade da comissária, consegue resolver intrincados casos com a ajuda da sua equipa.


inspectora.chefe Jane Tennison (Helen Mirren).  Assertiva,Tennison não procura cair nas boas graças da sua equipa, cuja estima consegue no entanto granjear, num mundo e num meio machistas, contra o qual luta para se impôr


a mulher polícia Jane Tennison, em início de carreira, coadjuva o inspector Stefanie Martini (Sam Reid) em Prime Suspect - Tennison


a detective Angelika "Angie" Flynn (Kristin Lehman) contracena com o sargento Oscar Vega (Louis Ferreira)


 inspector Jimmy Perez (Douglas Henshall)



Miss Marple, a velhinha de ar aparentemente inofensivo, teve várias intérpretes mas as actrizes que me pareceram mais "identificadas"  foram  Geraldine McEwan e Margaret Rutherford


o inspector-chefe Tom Barnaby teve inúmeros sargento-ajudantes ao longo da série


a série envolve a família Reagan cujo patriarca é o comissário Francis Xavier "Frank" Reagan (Tom Selleck) 


Em Portugal foi A Balada de Hill Street


o desajeitado mas perspicaz  tenente-detective Columbo (Peter Falk)


O Polvo (10 temporadas) teve como principal protagonista o comissário Corrado Catanni (Michele Placido), "assassinado" pela Mafia no final da 4ª temporada, a que se seguiu Davide Licata (Vittorio Mezzogiorno), também "assassinado", na 6ª temporada


Nesta violenta série italiana retrata-se  vida e as traições dentro duma "famiglia" da Camorra -  os Savastano - com as manobras ambiciosas dum dos cappos, Ciro Di Marzio (Marco d'Amore) enfrentando a mulher do clã: Donna Imma - Immacolata Savastano - interpretada por Maria Pia Calzone


Raymond « Red » Reddington (James Spader) é um ex-agente secreto norte-americano que se ligou ao mundo do grande crime organizado, e se propõe colaborar com o FBI na entrega duma Lista Negra de criminosos e terroristas, alguns deles infiltrados até aos mais altos escalões no aparelho de Estado dos EUA, pondo como condição trabalhar em equipa com a agente federal Elizabeth Keen aka Masha Rostova (Megan Boone). Trata-se duma série com enormes voltas e reviravoltas, em que o que parece nem sempre é.



OUTRAS SÉRIES




O pastor amoroso ou ... Diz o “prestável e amoroso” inFaceLock

* Victor Nogueira

Diz o “prestável e amoroso” inFaceLock que há 4 anos escrevi e partilhei o texto de que estas linhas são antecedência. Eu já dele me não lembrava mas uma das minhas amigas "virtuais" recordou-mo.
Desde então, isto é, desde que o meu pensamento se plasmou numa carreirinha de letras sobre suporte branco, o sol e a lua ergueram-se e adormeceram no horizonte, umas vezes para cá, outras para lá, num eterno balancé como se fora o relógio de corda pessoano, num caleidoscópio de cores, sons, sabores, odores, fragrâncias e sentires, mais em dissonância do que em consonância.
Como um rio em contínuo movimento quando não represo, a vida flui mas, mesmo na represa, a brisa ou o vendaval podem agitar serena ou tempestuosamente as águas.
Com as Penélopes, as Princesas e restantes “inhas” recolhidas em suas conchas e afazeres, de Ítaca não surdem cartas, mas apenas solitários photoandares sem andores, sendo que para “ores” o dicionário de rimas fornece muitos termos, para escolha das freguesias. Mas o Kant_O, esse não é de Ulisses mas apenas photomatico ( https://kantophotomatico.blogspot.pt/)
Olhando para o horizonte para lá do cimo da torre no alto duma encosta onde me encontro, para lá do finito infinito ou do infinito finito que a minha vista alcança, não moram Caeiro nem o “pastor amoroso”.
Mas mesmo assim ou apesar disso, fiquem com a inspiração / suspiração de Alberto Caeiro em ….
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.

Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.”



10-7-1930
“O Pastor Amoroso”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993).
Ja agora, clicar mais abaixo em "Quem tu és, não sei !"

* Victor Nogueira

Quem tu és, não sei ! E saberás tu quem tu és ? Compassado, mais ou menos célere, uma série de batidas suaves entremeadas pelo baque seco da tecla de espaços. Um aperto no coração, mas ao escrevê-lo, minto, pois o coração é insensível embora nele se acolham ilusoriamente todas as emoções. Ou a ausência delas. É pois o coração insensível e imune à nossa vontade, anos e anos de mais ou menos regulares diástoles e sístoles, até que de vez a serenidadade do nada regresse: um traço contínuo no monitor.

Em si o coração não arde nem fica gélido; limita-se à combustão lenta das células, ao afluxo ou refluxo que empalidece ou cobre de vermelhão o rosto ou as mãos. As mãos com que escrevo, que alguém um dia apaixonadamente descreveu  como se fossem as dum maestro da escrita. Está pois um fim de tarde soalheiro, o corpo coberto de pequenas gotas de suor, o ventilador e a janela fechadas. Estou pois sentado aqui na sala e tu defronte de mim, na outra cadeira, a brisa agitando a folhagem e os espanta-espíritos e todo eu sou uma uma flor que se abre com o teu sorriso, no calor do teu olhar, na leveza e melodia dos teus dedos, no trinado da tua voz. Poderia estar sentado não defronte mas sim ao teu lado, a minha mão na tua, a tua na minha, mas não sei se o aceitarias.  

Alguns nomes ficaram, outros não criaram raízes no tronco carcomido que enfraquece as muralhas que nos cercam, num desagregar do canavial que somos. Que alguns de nós somos. Perguntas-me se desisti do fogo ? Como tudo na vida, o fogo, o vento, o mar, o sol, tanto podem ser fonte de vida como negação dela. Olho para ti e sigo com os lábios e os dedos o contorno de ti, em busca de nós, que tanto podemos ser nós como laços entre nós. Sempre esta ambiguidade das palavras neste jogo em que ora as estendo perante ti, como tapeçaria aveludada, ora as recolho e baralho de novo todo o jogo, com nova tessitura. Como tu, hora a hora, por vezes me parece fazes comigo

Escreveste palavras de amor, de enleio, umas seguramente para mim, outras porque assim pensei tivessem sido,  e deixei-me cativar e o mar e o por-do-sol ganharam outra cor, outra vida, e tu foste a paleta rendilhada em que me revi.  Mas partiste e ficaram apenas no areal as pegadas da raposinha, gaivota ou luciferaznha, um carreriro de formiguinhas. Partes sempre, de Setúbal para Coimbra, de Coimbra para Veneza, de Veneza para outro lugar qualquer. E eu fico aqui no cais, à beira da estrada, ouvindo as vozes dos marinheiros e, com flama,  nenhuma desassombradamente chama por mim. 

A macieza da tua pele, o brilho do teu olhar, o canto da tua voz, a música dos teus dedos em mim são apenas recordações e as recordações são um campo de flores esmaecidas. Ou foi apenas um desejo que mal manifestei. Nem tu nem eu encontrámos as palavras,  as palavras e os gestos que não sejam vereda tortuosa ou maré de enganos. 

Não, não desisti. Mas de enganos está a minha alma cada vez mais tecida. E tu, tu uma vezes brincas ao esconde-esconde, outras recolhes-te. Ou talvez tu não sejas quem eu penso ou gostaria que fosses. Ou veja em ti o reflexo do que não existe. 

... ... ... 

As horas e os minutos amontoam-se e o relógio defronte de mim diz-me que são 20 as que este dia somou até este momento. Horas de parar, de anotar o dia e o o local em que estes sinais foram lançados ao vento. Hora de, sem ti, preparar o  jantar e alimentar a máquina que somos. E sem ti passear à beira-rio.  Até quando quiseres. Sabes sempre onde me encontrar.  Quem tu és, não sei ! E tu, sabes ?


Setúbal 2013.08.11




no Mindelo - foto Susana Nogueira


em Setúbal, foto Rui Pedro


foto Victor Nogueira


pôr-do-sol em Setúbal - foto Victor Nogueira


pôr-do-sol em Cela (Coutos de Alcobaça) na herdade que foi do General Humberto Delgado - foto Victor Nogueira


pôr-do sol no Cabo Espichel - foto Victor Nogueira


15 comentários
Comentários
Maria Mamede Obrigada Amigo; gostei de te conhecer e das tuas fotografias. Bj.

Donzilia Conceiçao Gosto de tudo o que escreves e do que postas como fotos, tudo tem sentido, tudo é bolo e deixa-nos um amargo de boca termos um País tão belo e tão mal tratado. Eu sei quem tu és, és um ser admirável e sensível, beijo Victor.

Laura Rijo Gostei muito. Lindíssimo!!

Odete Maria Botelho Eu adorei estas fotos..eu acho que talvez ninguém saiba verdadeiramente quem é..vivemos num mundo que todos os dias nos pôe á prova..nos martiriza com coisas menos boas....dai

Odete Maria Botelho nunca sabermos exactamente quem somos...Obg. Victor...Beijo enorme da sempre amiga "Dragona"  

Manuela Miranda Bom trabalho e boas fotos obrigada beijinhos

Joaninha Duarte Muito boa leitura...!!! Gostei. Obrigada! 

Belaminda Silva Belas fotos camarada , a verdade é esta mesmo. Quem és tu ? Quem sou eu ? A verdade é que nem mesmo nós sabemos devido ao mundo em que vivemos.

Beijinhos 

Margarida Piloto Garcia O comentário segue dentro de momentos..........................

Ana Estrela é a conquista da nossa vida: muito perpicaz 

Luisa Neves Saberemos!!!! Abraço.   

Deolinda Figueiredo Mesquita Muito bom....Alguém se conhece....Talvez um dia.... Muito obrigada Victor,

Maria Márcia Marques Sou aquela que ao entardecer anda perdida, mas que gosta de olhar as estrelas e fugir em sonhos na cauda de uma estrela cadente....

Comentários
Manuela Vieira da Silva Pensei partilhar esta memória, Victor Barroso Nogueira. Fizeste por mim  Ainda bem porque é um texto maravilhoso. Muito obrigada! Sempre com belas linhas no andor a bandeirar as minhas esquinas... para não rimar com o ...or. 


Manuela Vieira da Silva Bom fim de semana, amiguito. Beijinho.


Filomena Ramos ... lindo texto, Victor ! Obrigada e bom fim de semana !

Gosto116 h

Filipa Calado Obrigada Victor !

Maria Jorgete Teixeira É bonito o que escreves!

Gosto1  13 h

Luz Nunes Obrigada pela a partilha


Arminda Griff  beijinho

Gosto1 8 h

Deolinda Figueiredo Mesquita Excelente, Victor, bom fim de semana 
2 h
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20 comentários
Comentários
Filomena Pita Soares Giro! Victor pareces o António Gedeão!:)

Estou a ver que tens imensas lembranças escritas dos velhos tempos de Évora:)

Victor Barroso Nogueira Fo em 1969 que comecei a escrever alguma poesia, que abandonei em 1971. Só recomecei em 1985. Quanto às memórias são excertos das cartas que quase diáriamente escrevia à Celeste e antes à minha amiga que me despertou o interesse pela poesia. Mas t b escrevia regularmente para casa, em Luanda, e para a família, no Porto em Lisboa, e para muitos amigos e amigas, tendo conseguido reaver muita dessa correspondência 
5 de Fevereiro de 2012 às 22:52
Manela Pinto ja tu escrevias e eu ainda tao pequenina, coisa k agora nao se nota hehehhe. obg camarada é bom evadires a minha página com as tua belas alembraduras e actualizaçoes
Maria Lúcia Borrões Reparei na data e lembrei-me que neste dia houve um grande sismo durante a noite, se não me engano, 7,9 na escala de Richter. Foi um enorme susto para muita gente! Eu acordei com o barulho dos livros a caírem da estante e o tilintar de frascos de perfume, no meu quarto, mas fiquei «impávida e serena» (como era apanágio meu) à espera que os meus pais aparecessem... No outro dia era só do que se falava por todo o país.

Manuela Vieira da Silva A vida, afinal, nada vale: «.... diástole sístole// oitenta pulsações por minuto// dois litros de sangue// combustão lenta// um sorriso// duas lágrimas», no entanto ninguém vive sem ela.

Cremilde Barreiros O Victor que conheci era de Angola!

Victor Barroso Nogueira Então, Cremilde Barreiros, devo ser eu o Victor que conheceste em Económicas e na Universidade de Lisboa, na Cantina Velha. LOL Sejamos bem-reencontrados. Mas ainda não me disseste se a Luísa da Murta é a Luísa Seia que tb foi minha colega 


Cremilde Barreiros A Luísa do Murtal é médica ,psiquiatra chama-se Luísa Vicente e estudou em Santa Maria!


Cremilde Barreiros Eu pertencia ao núcleo fundador da Pró Associacâo de Letras.


Victor Barroso Nogueira Cremilde Barreiros Devo conhecer a Luísa Vicente, se não for a Luísa Seia, pois tinha então muitos colegas e amizades em Medicina

Cremilde Barreiros Nâo é Seia! Ela é loura de olhos verdes. Procura-a no Face!


Margarida Piloto Garcia Este eu gosto ...MUITO, embora traga sempre uma dose de amargura.

Judite Faquinha Assim a minha pulsação tive-se, 80 por minuto está ótima... a minha está 145 por minuto!!!

Maria Jorgete Teixeira A caligrafia dá-lhe um tom ainda mais nostálgico...

Belaminda Silva Gostei! Obrigada camarada. Beijinho 

Ana Albuquerque A vida é um contraponto entre o infinito de certos momentos e a banalidade de outros.

Alice Coelho Um sorriso que engrandece....duas lágrimas que escoam.... uma vida, num minuto!!!