Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

segunda-feira, 15 de junho de 2026

50 anos da Constituição de Abril (2026)

 

* Victor Nogueira

JST 133 | P6 | LINHA DO TEMPO – versão final 02

 

DO PROJECTO EMANCIPATÓRIO À PERIFERIA EUROPEIA

50 anos da Constituição de Abril

 

A CRP de 1976 consagrava a transição para o Socialismo, a apropriação colectiva dos meios de produção, o Poder Local Democrático, a Reforma Agrária e o controle operário. Mas as várias revisões introduziram-lhe graves retrocessos e a adesão à CEE levou ao desmantelamento progressivo deste projecto.

O retrocesso iniciou-se em 1982 com a eliminação do controlo de produção pelos trabalhadores, mas o verdadeiro ponto de viragem ocorreu na 2.ª Revisão (1989), que reverteu a irreversibilidade das nacionalizações. O poder político abriu caminho à privatização de sectores estratégicos (banca, energia, transportes e telecomunicações), alienando o património público e entregando monopólios lucrativos a consórcios privados e capitais estrangeiros, com alienação da soberania nacional.

A adesão à União Europeia (UE) foi ‘vendida’ como sinónimo de modernização e progresso. Na realidade Portugal aceitou quotas de produção que levaram ao desmantelamento da agricultura familiar, ao abate da frota pesqueira e à desindustrialização. No plano laboral e social Bruxelas foi um motor de desregulamentação.

A revisão de 1989 mercantilizou a saúde ao alterar o SNS de "gratuito" para "tendencialmente gratuito" e a revisão de 1992, com os critérios de Maastricht, submeteu os direitos sociais e os salários ao controlo obsessivo do défice, subordinando o Estado Social e os direitos laborais e das populações aos interesses do grande capital e às directrizes impostas e provenientes de Bruxelas. Os direitos à Habitação, à Educação e à Segurança Social foram esvaziados de conteúdo.

Nas frentes ambiental e cultural a CRP passou a reflectir a mesma subordinação ao mercado. Embora o art.º 66.º tenha acolhido conceitos como "utilização racional dos recursos" (1989) e "desenvolvimento sustentável" (1997), a prática ditada pelas directivas económicas europeias converteu a ecologia num activo financeiro.

Sob o pretexto do progresso financiado por fundos, assistiu-se à desertificação do interior do território, à destruição de ecossistemas pela monocultura intensiva e à privatização de monopólios naturais, como a gestão da água e resíduos. 

No plano cultural a promessa original de "democratização da cultura" e salvaguarda do património (reforçada em 1989) foi asfixiada pelo subfinanciamento crónico, tendo a cultura deixado de ser vista como um direito de emancipação para integrar as "indústrias criativas" voltadas para o consumo turístico.

O património histórico foi mercantilizado e alienado à especulação imobiliária, e conquistas como o reconhecimento da Língua Gestual Portuguesa (1997) ou a valorização do Mirandês (2004) surgem isoladas num panorama em que os criadores artísticos foram empurrados para a intermitência e para a precariedade absoluta.

ACTO DE RESISTÊNCIA E COMBATE

A inserção na UE fez com que o País transitasse dum projecto de democracia económica, política, social e cultural avançada para uma periferia dependente. O texto resultante de sucessivas revisões introduziu um crescente desequilíbrio entre o capital e o trabalho, subordinando os direitos, liberdades e garantias das populações e dos trabalhadores à financeirização da economia e do lucro máximo, a qualquer preço.

No 50.º aniversário da sua promulgação, a CRP ‘76 está sujeita a um violento ataque para que sofra um retrocesso ainda mais radical. Não obstante, mesmo amputada, ainda constitui um obstáculo para as forças antipopulares.

Comemorar os seus 50 anos é um acto de resistência e combate. Os direitos, liberdades e garantias fundamentais que nela persistem continuam a ser a trincheira das populações e dos trabalhadores contra a barbárie neoliberal.

Reerguer o projecto de uma sociedade justa, soberana, inclusiva e solidária, defensora da Paz e da solidariedade entre os povos, é uma tarefa inalienável. Defender a CRP hoje – contra as tentativas latentes de a desfigurarem ainda mais – exige trazer de volta a força colectiva das populações e dos trabalhadores, nas ruas e nos locais de trabalho.

E a melhor forma de defender a Lei Fundamental é devolver ao Povo o direito de decidir o seu próprio destino e futuro, numa democracia avançada, política, económica, social e cultural. Cumprindo Abril em Maio.

domingo, 14 de junho de 2026

O Mundo nos séculos XV e XVI (2026)


* Victor Nogueira / AI
 

Que doenças foram introduzidas pelos europeus nos incas, maias e astecas, a que estes não seriam imunes? E os amerídios no norte do México e no Canadá tiveram mais resistência a essas doenças?

As civilizações Maia, Asteca e Inca foram ditas por doenças trazidas pelos colonizadores europeus, contra as quais não possuíam imunidade natural. [1]

Estas foram as principais doenças:

  • Varíola: A mais devastadora, responsável por dizimar situações inteiras.
  • Sarampo e Gripe (Influenza): Altamente contagiosas e letais para os nativos.
  • Tifo, Peste Bubónica e Coqueluche: Outras infecções introduzidas nas Américas.
  • Salmonela: Investigadores superficialmente que estirpes desta bactéria europeia causaram uma epidemia letal conhecida localmente como "cocoliztli" . [1, 2, 3, 4]

Os povos do Norte (EUA e Canadá) tiveram mais resistência?

Não. Os amerídios do norte do México e do Canadá não tiveram maior resistência biológica a estas doenças e sofreram o mesmo impacto devastador. []

A falta de imunidade ocorreu em todo o continente pelas seguintes razões:

  • Isolamento Biológico: Devido ao isolamento geográfico e à separação pelo Estreito de Bering, os povos originários das Américas não compartilharam das defesas evolutivas e da exposição histórica a bactérias e vírus desenvolvidos na Eurásia e África. [1, 2]
  • Vulnerabilidade Genética: Acredita-se que a menor diversidade genética do sistema imunológico nas populações ameríndias (frequentemente com prevalência do tipo sanguíneo O+) facilita o contágio e a letalidade rápida. [1]
  • Propagação Rápida: Na América do Norte, as doenças propagaram-se de tribo para tribo através de redes de comércio muito antes do contato direto com os colonos europeus. Estima-se que até 90% da população nativa norte-americana tenha desaparecido na sequência da chegada das infeções europeias. [1, 2

Você disse:Retomar tudo num texto mais curto, com o essencial

Os europeus trouxeram doenças que mataram a maioria dos nativos americanos. [1] Isso aconteceu porque os povos das Américas viveram isolados por milhares de anos. [2] Por isso, eles não tinham defesas naturais contra o vírus da Europa. [2] [1, 2]

Como principal

  • Varíola (a mais mortal) [1]
  • Sarampo [1]
  • Gripe [1]
  • Salmonela [1] [1]

O impacto no Norte (EUA e Canadá)

Os índios do norte não eram mais resistentes . [1] Eles sobreviveram da mesma forma e morreram até 90% da sua população. [1] As doenças espalharam-se rapidamente através das rotas de comércio, mesmo antes de muitos nativos verem um homem europeu. [1] [1, 2, 3, 4]  

Resumo essencial:

As civilizações Maia, Asteca e Inca foram devastadas por doenças trazidas pelos europeus, contra as quais não tinham imunidade. As principais foram a varíola (a mais mortal), o sarampo, a gripe, o tifo, a coqueluche e, possivelmente, uma epidemia de salmonela associada ao chamado cocoliztli.

Os povos indígenas do norte do México, dos atuais EUA e do Canadá não tinham maior resistência biológica a essas doenças. Tal como os povos da Mesoamérica e dos Andes, sofreram enormes perdas populacionais.

Essa vulnerabilidade deveu-se sobretudo ao longo isolamento das Américas em relação à Eurásia e África, que impediu a exposição prévia a muitos agentes infecciosos. Além disso, as doenças espalharam-se rapidamente através das redes de comércio e contacto entre comunidades, muitas vezes antes do encontro direto com os europeus. Estima-se que, em algumas regiões, as epidemias tenham provocado a morte de até 90% da população indígena.

Em contrapartida que doenças americanas foram transmitidas aos europeus?

Em sentido inverso, o número de doenças que passaram das Américas para a Europa parece ter sido muito menor. A principal candidata é a sífilis.

  • Sífilis: muitos historiadores e cientistas defendem a chamada "hipótese colombiana", segundo a qual a doença foi levada da América para a Europa pelos marinheiros que regressaram das viagens de Cristóvão Colombo. Poucos anos depois, surgiu na Europa uma grande epidemia de sífilis, no final do século XV. No entanto, alguns investigadores defendem que a doença já existia na Europa antes disso, embora sob formas diferentes. Por isso, a origem americana da sífilis continua a ser a explicação mais aceite, mas não é consensual.
  • Outras doenças: foram sugeridas hipóteses sobre a transmissão de certas infeções parasitárias ou variantes locais de doenças, mas não existe evidência sólida de que tenham tido impacto comparável ao das epidemias euro-afro-asiáticas nas Américas.

A grande diferença deve-se ao facto de a Eurásia e África terem convivido durante milénios com uma enorme variedade de animais domesticados (bovinos, suínos, cavalos, galinhas, entre outros), dos quais surgiram muitas doenças infecciosas humanas. Nas Américas havia menos espécies domesticadas e menos oportunidades para o aparecimento e disseminação de epidemias semelhantes.

Assim, enquanto as doenças europeias contribuíram para o colapso demográfico de muitos povos indígenas americanos, a sífilis é praticamente a única doença amplamente reconhecida como tendo feito o percurso inverso e causado um impacto significativo na Europa.

  Resume esta último texto

Resumo essencial:

Ao contrário do que aconteceu nas Américas, muito poucas doenças passaram das Américas para a Europa. A principal foi provavelmente a sífilis, que muitos investigadores acreditam ter sido levada para a Europa após as viagens de Cristóvão Colombo, embora a sua origem americana não seja totalmente consensual.

A diferença explica-se pelo facto de a Eurásia e África terem tido mais animais domesticados e, consequentemente, mais doenças transmissíveis aos humanos. Assim, o impacto das doenças americanas na Europa foi muito menor do que o das doenças europeias sobre os povos indígenas das Américas.


Gravuras geradas pelo chatGPT e pelo Google Gemini de acordo com o seguinte guião: sem palavras desnha uma gravura colorida que ilustre as consequências sanitárias das relações iniciais entre europeus e ameríndios

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O Theatrum Orbis Terrarum (Teatro do Mundo) é considerado o primeiro verdadeiro atlas moderno. Escrito por Abraham Ortelius e publicado originalmente em 1570, na Antuérpia, que consistiu de um conjunto de folhas uniformes e texto de sustentação ligados para formar um livro mapa, para o qual as chapas de impressão de cobre foram gravadas especificamente. O atlas continuou a ser utilizado até aproximadamente 1612. (https://www.magnusmundi.com/a-evolucao-do-mapa-mundi/)


Do ponto de vista do desenvolvimento científico, tecnológico e civilizacional, existiam diferenças importantes entre as várias sociedades indígenas das Américas antes da chegada dos europeus.

1. Civilizações andinas (Incas)

Foram, juntamente com os astecas, as sociedades mais complexas das Américas.

  • Criaram um vasto império centralizado, com administração eficiente.
  • Construíram uma extensa rede de estradas (cerca de 40 000 km).
  • Desenvolveram engenharia notável, com pontes suspensas e técnicas avançadas de construção em pedra.
  • Praticaram agricultura intensiva em socalcos e sistemas de irrigação.
  • Não possuíam escrita alfabética, mas utilizavam os quipus (cordões com nós) para contabilidade e registos administrativos.
  • Não conheciam a roda para transporte nem a metalurgia do ferro, embora trabalhassem ouro, prata, cobre e bronze.

Nível civilizacional: muito elevado em organização política, engenharia e agricultura.

2. Civilizações mexicanas (Maias e Astecas)

Maias

  • Desenvolveram a escrita mais sofisticada das Américas.
  • Destacaram-se na matemática, incluindo o uso do conceito do zero.
  • Possuíam conhecimentos avançados de astronomia e calendários muito precisos.
  • Construíram grandes cidades-Estado monumentais.

Astecas

  • Criaram um império militar e tributário altamente organizado.
  • Desenvolveram agricultura intensiva através das chinampas (ilhas artificiais cultivadas).
  • Tinham educação formal para parte da população.
  • Produziram obras de engenharia urbana impressionantes na capital, Tenochtitlán.

Nível civilizacional: muito elevado, especialmente em escrita, astronomia, urbanismo e organização política.

3. Povos caribenhos

Os principais grupos eram os Taínos e os Caribes.

  • Viviam sobretudo em aldeias organizadas sob chefias locais.
  • Praticavam agricultura de mandioca, pesca e navegação entre ilhas.
  • Construíam grandes canoas capazes de transportar dezenas de pessoas.
  • Produziam cerâmica e objetos decorativos elaborados.
  • Não desenvolveram grandes Estados centralizados nem cidades monumentais.

Nível civilizacional: intermédio; sociedades agrícolas relativamente complexas, mas sem impérios ou escrita desenvolvida.

4. Povos a norte do México (atuais EUA e Canadá)

Eram extremamente diversos.

  • Os Mississippianos construíram grandes centros urbanos, como Cahokia, com montículos monumentais.
  • A Confederação Iroquesa desenvolveu sistemas políticos sofisticados e alianças duradouras.
  • Os povos das Grandes Planícies eram sobretudo caçadores-coletores especializados.
  • Na costa do Pacífico existiam sociedades sedentárias complexas, com arte elaborada e hierarquias sociais definidas.
  • Em geral, não desenvolveram escrita nem grandes impérios centralizados.

Nível civilizacional: muito variável, desde sociedades de caçadores-coletores até confederações políticas e centros urbanos regionais.

Comparação geral

Região

Estados centralizados

Escrita

Astronomia/Matemática

Engenharia

Urbanismo

Andina (Incas)

Muito desenvolvidos

Não

Moderada

Muito elevada

Elevado

Mexicana (Maias/Astecas)

Muito desenvolvidos

Sim (Maias)

Muito elevada

Elevada

Muito elevado

Caribenha

Limitados

Não

Básica

Moderada

Reduzido

Norte do México e Canadá

Variável

Não

Básica

Variável

De reduzido a moderado

Em termos gerais, Maias, Astecas e Incas representavam o auge do desenvolvimento civilizacional pré-colombiano nas Américas, enquanto os povos caribenhos e muitos grupos do norte apresentavam formas de organização mais descentralizadas e adaptadas aos seus ambientes específicos, sem que isso signifique ausência de sofisticação cultural ou política.

Compare com a Europa, Ásia e África, na mesma altura

Se compararmos as Américas com a Europa, Ásia e África nos séculos XV e início do XVI, pouco antes da chegada dos europeus, verifica-se que o mundo não estava no mesmo nível de desenvolvimento, mas também não existia uma diferença uniforme. Havia sociedades muito avançadas em todos os continentes.

Europa

  • Estados relativamente centralizados e em processo de consolidação (Portugal, Castela, França, Inglaterra).
  • Escrita alfabética generalizada e universidades antigas.
  • Metalurgia avançada do ferro e do aço.
  • Uso generalizado da roda, arados pesados e moinhos.
  • Navegação oceânica sofisticada (caravelas, bússola, astrolábio).
  • Imprensa de tipos móveis, que acelerava a difusão do conhecimento.
  • Artilharia e armas de fogo em rápida evolução.

Vantagens sobre as civilizações americanas: escrita difundida, ferro e aço, navegação transoceânica, pólvora e imprensa.

Ásia

Era provavelmente a região mais avançada do mundo em muitos domínios.

China (Dinastia Ming)

  • Burocracia altamente sofisticada.
  • Produção em massa de porcelana e seda.
  • Impressão e uso antigo do papel.
  • Grandes obras de engenharia.
  • Conhecimento da pólvora, bússola e navegação avançada.

Mundo islâmico (Império Otomano, Pérsia)

  • Medicina e matemática desenvolvidas.
  • Centros de ensino e bibliotecas importantes.
  • Arquitetura monumental.
  • Artilharia moderna.

Índia

  • Grandes cidades e intenso comércio internacional.
  • Matemática e metalurgia avançadas.
  • Administração estatal complexa.

Vantagens sobre as Américas: escrita universal, tecnologias metálicas avançadas, pólvora, comércio intercontinental e tradição científica acumulada.

África

A situação era muito diversa.

África do Norte

  • Integrada no mundo islâmico.
  • Universidades, escrita e ciência desenvolvidas.

África Ocidental

  • Grandes reinos, como o Império do Mali e o Império Songhai.
  • Centros intelectuais como Timbuktu.
  • Comércio transaariano florescente.

África Austral

  • Estados organizados como Grande Zimbábue.
  • Excelente trabalho em ouro e pedra.

Comparação com as Américas: algumas regiões africanas eram tecnologicamente mais avançadas; outras tinham níveis semelhantes aos de sociedades americanas intermédias.

Américas

Incas

  • Excelentes administradores e engenheiros.
  • Agricultura altamente produtiva.
  • Sem escrita alfabética, ferro ou pólvora.

Maias

  • Escrita própria.
  • Matemática e astronomia muito avançadas.

Astecas

  • Urbanismo e agricultura intensiva impressionantes.
  • Império poderoso, mas sem metalurgia do ferro.

Povos do Norte e Caraíbas

  • Desenvolvimento muito desigual.
  • Algumas sociedades complexas; outras eram caçadoras-recoletoras.

Comparação global

Aspeto

Europa

Ásia

África

Américas

Escrita difundida

Sim

Sim

Parcialmente

Apenas Maias

Ferro e aço

Sim

Sim

Sim

Não

Pólvora

Sim

Sim

Algumas regiões

Não

Imprensa

Sim

Sim (China)

Limitada

Não

Navegação oceânica

Muito avançada

Avançada

Regional

Não

Grandes cidades

Sim

Sim

Sim

Sim

Matemática/Astronomia

Elevadas

Muito elevadas

Variáveis

Elevadas (Maias)

Estados centralizados

Sim

Sim

Sim

Incas e Astecas

Engenharia monumental

Sim

Sim

Sim

Sim

Conclusão

No final do século XV, Maias, Astecas e Incas estavam entre as civilizações mais desenvolvidas do mundo em urbanismo, agricultura e organização política, mas encontravam-se atrás da Europa e de grande parte da Ásia em tecnologias-chave como o ferro, a pólvora, a escrita generalizada, a imprensa e a navegação oceânica. Em relação à África, a comparação é mais equilibrada: algumas regiões africanas estavam mais avançadas, enquanto outras apresentavam níveis de complexidade semelhantes aos das sociedades americanas.

Assim, a conquista europeia não ocorreu porque os povos americanos fossem "primitivos", mas porque os europeus reuniam um conjunto específico de vantagens tecnológicas, militares, epidemiológicas e marítimas que, naquele momento histórico, lhes conferiam uma enorme superioridade estratégica.

Teria havido uma esquadra chinesa que pretendeu fazer o caminho invers ao de Vasco da Gama, chegando talvez à Europa se não tivesse regressado à Europa e a China se não tivese fechado em si. É verdade? Porque foi mandada regressr e porque a China se fechou ao exterior?

Sim, é verdade em parte, mas convém separar os factos comprovados das especulações.

As viagens de Zheng He

Entre 1405 e 1433, cerca de 60 anos antes de Vasco da Gama chegar à Índia (1498), o almirante chinês Zheng He comandou sete grandes expedições navais ao serviço da Dinastia Ming.

As suas frotas eram gigantescas:

  • Algumas fontes falam em mais de 200 navios e cerca de 20 000 a 30 000 homens.
  • Navegaram pelo Sudeste Asiático, Índia, Golfo Pérsico e costa oriental de África.
  • Estabeleceram relações diplomáticas, recolheram tributos e promoveram o comércio chinês.

Pretendiam chegar à Europa?

Não há provas históricas de que Zheng He tivesse como objetivo alcançar a Europa.

As expedições chegaram seguramente até à atual:

  • Índia;
  • Sri Lanka;
  • Irão (através do Golfo Pérsico);
  • Iémen;
  • e à costa da África Oriental, incluindo zonas dos atuais Quénia e Somália.

A ideia de que poderiam ter chegado à Europa ou à América baseia-se sobretudo no livro 1421: The Year China Discovered the World, publicado por Gavin Menzies. Contudo, esta teoria é rejeitada pela esmagadora maioria dos historiadores por falta de evidências sólidas.

Porque regressaram?

Após a morte do imperador que patrocinava as viagens, a política chinesa mudou.

As principais razões foram:

1. Custos elevados

As expedições eram extremamente caras e consumiam enormes recursos do Estado.

2. Ameaça no norte

A China enfrentava a pressão crescente dos povos das estepes, especialmente os mongóis. Muitos dirigentes consideravam mais importante investir na defesa terrestre do que em viagens marítimas.

3. Conflito político interno

Os eunucos da corte apoiavam as expedições. Em contrapartida, muitos funcionários confucionistas viam-nas como luxos desnecessários que beneficiavam pouco a economia agrícola chinesa.

4. Visão do mundo chinesa

A elite Ming considerava a China o centro da civilização e acreditava que os povos estrangeiros deveriam vir prestar homenagem, em vez de a China procurar novos mercados.

A China "fechou-se" ao exterior?

Sim, mas não completamente.

  • As grandes expedições oceânicas foram interrompidas.
  • A construção de enormes navios foi restringida.
  • O comércio externo passou a ser mais controlado pelo Estado.
  • A prioridade tornou-se a estabilidade interna e a defesa das fronteiras.

Contudo, a China nunca ficou totalmente isolada. Continuou a comerciar com outros países asiáticos e, mais tarde, recebeu missionários e comerciantes europeus.

O que poderia ter acontecido?

É uma das grandes perguntas da história. Se a China tivesse mantido uma política marítima expansionista, poderia ter:

  • estabelecido rotas regulares até África e talvez mais além;
  • criado uma rede comercial marítima comparável à europeia;
  • desempenhado um papel dominante na exploração oceânica mundial.

No entanto, isso é apenas uma hipótese. O que sabemos com segurança é que, no início do século XV, a China possuía os recursos e a capacidade técnica para liderar grandes expedições marítimas, mas escolheu deliberadamente não continuar esse caminho, enquanto a Europa fez exatamente a opção contrária. (chatGPT)

Rua da Esperança, em Beja (2012)

 * Victor Nogueira

 14 de junho de 2012 


Foto Victor Nogueira . Beja (Rua da Esperança)

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Manuela Vieira da Silva - Pára na esperança. Não avançar mais. hehehehe

8 a

Escolas Conde Ferreira (2025)

 * Victor Nogueira

14 de junho de 2025


2025 06 14 Foto victor nogueira - Setúbal - antiga escola do Conde Ferreira (2025 06 11 IMG_5796)

Um português torna viagem, enobrecido com o título de Conde,  que enriqueceu com o tráfico negreiro, em testamento destinou a sua enorme fortuna a obras de benemerência, entre as quais a edificação em todo o Portugal duma rede de escolas do ensino primário destinada a ensinar as primeiras leytas a crianças dos dois sexos.

Na foto o edifício construído em Setúbal, nos terrenos outrora ocupados pelo Convento do Carmo, destruído pelo violento terramoto de 1755, que nesta vila teve também calamitosas consequências,

À direita o que resta do antigo Convento, que hoje alberga uma esquadra da PSP, uma capela e um Lar da 3ª idade.  À esquerda as ruínas do Casino Setubalense, uma sala de cinema de qualidade na altura da sua inauguração (1908), que ingloriamente terminou os seus dias a exibir filmes pornográficos,  

Foi nesta fase que, certamente  por lapso, exibiu o filme “Por favor não me morda o pescoço” (The fearless vampire killers), realizado em 1987  por  Roman Polanski. Tal lapso, por mim aproveitado, permitiu-me ver a referida  película cinematográfica.  

VER  Escolas Conde Ferreira

Pingos da Lanchoa nos finais da Primavera (2026)

* V ictor Nogueira

Despede-se a Primavera como se fosse Ver\ão, no Trópico do Sul, a barba áspera, o corpo coberto de pegajosas goículas de suor, um travo amargo na boca, uma ânsia de mergulhar em água tépida. Na varanda o casal de pombos revezasse no ninho para chocar os osvos donde ainda não surdiram os borrachos.

Acabei de ver o 1º episódio duma série norte.aamericana sobre as civilizações pré-colombianas (América, a História não contada dos Latinos) e o genocídio e violência das hordas espanolas, no estermínio, auxiliadas por doenças que os europeus introduziram e para a qual os indígenas não tinham defesas. Aparentemente os amerindos dos EUA e do Canadá teriam defesas orgânicas  que os teriam protegido das doenças introduzidas pelos europeus. 

VER  O Mundo nos séculos XV e XVI (2026)

Dentre as séries televisivas que tenho estado a ver: Madlock, Os Mistérios de Pearl, Os Crimes de Sommerdahl, Accused, Testemunha silenciosa,Dark Winds,  Sheriff  Country, Memory of a killer e O método Wagner, há uma turca: Bahar, em ambiente hospitalar, como outra que vi em tempos, The town doctor.

Ambas misturam drama e comicidade, mas The town doctor tem um enredo mais consistente e melhores actores, A seguir a minha conversa com o AI Overview.

Comparar as séries turcas 'The town doctor e 'Bahar'

Tanto "Bahar" quanto "The Town Doctor" (em turco: Kasaba Doktoru) são excelentes séries turcas com temas médicos, mas focam em fases da vida, toneladas e inspirações completamente diferentes. [1, 2, 3, 4]


Abaixo, apresento um comparativo direto para o ajudar a escolher o que ver a seguir.

1. Sinopse e Premissa

  • Bahar: Conta a história de uma mulher que desistiu da carreira médica para cuidar da família e do marido. Após sofrer uma doença grave que a confronta com a morte, ela decide “renascer” e retomar sua residência médica aos 40 anos, descobrindo traições e enfrentando desafios de auto-estima pelo caminho. É uma adaptação do aclamado dorama sul-coreano Doctor Cha . [1, 2, 3]
  • The Town Doctor: A trama foca no jovem e promissor médico Ömer, que decide seguir a medicina após a morte trágica do pai. Ele vai trabalhar num hospital rural afastado e cruza caminho com o lendário e misterioso passeio Hakan, que dedica a vida para salvar pacientes. É uma adaptação da série coreana Dr. Romantic (também conhecido como Romantic Doctor, Teacher Kim ),[1, 2]

2. Tom e Género

  • Bahar: Mistura comédia e drama Foca fortemente na superação feminina, nas dinâmicas familiares tóxicas e no recomeço pessoal de uma mulher de meia-idade. [1, 2, 3]
  • The Town Doctor: É um drama médico e romântico focado em casos de urgência, ética profissional e dedicação. Tem um tom mais heróico e inspirador, com os médicos que lutam contra o sistema para salvar vidas em condições precárias. [1]

3. Protagonistas e Dinâmica

  • Bahar: Protagonizado por Demet Evgar, cujo carisma eleva a série. A dinâmica principal gira em torno do triângulo amoroso e dos confrontos entre Bahar, seu marido infiel Timur (Mehmet Yılmaz Ak) e sua colega Evren (Buğra Gülsoy). [1, 2, 3]
  • O Médico da Cidade: Conta com Ozan Akbaba no papel do lendário Dr. Hakan e Deniz Can Aktaş como o impetuoso Dr. Ömer Öze A dinâmica central é a relação de mentor e aprendiz, cheia de respeito mútuo, mas também de choques de personalidade. [1]
  • O grande vilão e rival da história é o Dr. Yalçın Aygün (interpretado pelo ator Sinan Albayrak).Ele é o Chefe de Medicina do grande Hospital Gümüşok . Yalçın é um homem ganancioso, manipulador e arrogante que coloca o poder, o dinheiro e a prestígio política acima da ética médica e do bem-estar dos pacientes .Ele tem uma rivalidade antiga e profunda com o Dr. Hakan (o protagonista mais velho) . Yalçın passa grande parte da série a tentar sabotar o trabalho do Hospital Uluçınar e criar armadilhas legais e profissionais para destruir a carreira de Hakan . 
  • As atrizes que dão vida a cada das principais personagens femininas são:
    • Mine Yıldız é interpretada pela atriz Vildan Atasever .
    • Neslihan Gümüşok é interpretada pela atriz Didem İnselel .
    • Nazlı é interpretada pela atriz Buse Orcan
    • Meu Yıldız
      • Qualidades : É uma mulher extremamente forte, justa, calorosa e profissional. Ela protege toda a equipe e tem uma autoridade natural que impõe respeito a todos no hospital
      • Neslihan Gümüşok
      • Qualidades : É inteligente, independente, muito elegante e sabe como liderar grandes negócios.
      • Defeitos : É fria, gananciosa e manipuladora. Ela coloca o lucro financeiro e a prestígio social acima da saúde e da vida dos pacientes.
      • Objetivos : Seu grande plano é controlar o hospital e aumentar sua fortuna e poder, sem se importar com quem tem de magoar ou destruir pelo caminho.
      Nazlı
      • Qualidades : É uma jovem doce, muito sincera, cheia de compaixão e sempre pronta a ajudar quem precisa. Ela traz leveza e esperança para o hospital.
      • Defeitos : É um pouco ingênuo por causa de sua falta de experiência. Às vezes, deixa-se levar pelas emoções em momentos de crise.
      • Objetivos : Ela quer crescer como médica e aprender a profissão da forma certa. Seu outro grande foco é apoiar Berk e ajudá-lo a evitar o caminho da corrupção.
    4. Formato e Progresso
  • Bahar: É uma produção mais recente (2024–2025) e foi transmitida pela Show TV, sendo estruturada quase como uma novela, com longos episódios e um total de 64 episódios. [1]
  • The Town Doctor: É uma série fechada e mais curta, lançada pelo canal TRT 1 entre 2022 e 2023, com um total de 107 episódios de curta duração (formato tradicional turco dividido em 2 temporadas). [1]

  • Você disse: O enredo de Bagar parece-me incongruente. Aparentemente é uma família rica, mas que para aquela mansão tem apenas uma empregada doméstica, caindo nos ombros de Bahar todo o trabalho doméstico, com uma sogra que nada faz. Parece impossível  que Bahar não saiba que o sogro lhe deixou a fortuna e a mansão, por testamento, vivendo ela desde a morte dele como se fosse uma criada escravizada e sem dinheiro. Por outro lado não é crível que durante 20 anos no hospital ninguém a conhecesse como esposa dum médico famoso, forreta e manipulador. O marido dela, Timur, é um indivíduo invertebrado e a relação dele com uma amante também não me parece muito credível

[1]

1. A Mansão Rica com Apenas uma Empregada

2. O Segredo do Testamento do Sogro

3. Ninguém no Hospital Conhece a Esposa do Médico

O fato de Timur ser um cirurgião famoso e ninguém associar Bahar a ele durante duas décadas desafia o bom senso.

  • A "justificação" da série: Timur tinha vergonha de Bahar porque a via apenas como uma dona de casa "comum" e sem ambição. Por isso, ele mantém uma vida familiar totalmente separada da profissional e proibia Bahar de aparecer em eventos do hospital.
  • Onde a falha lógica: Num hospital moderno, os setores de Recursos Humanos e os colegas necessariamente saberiam o estado civil de um médico de topo. A série força esta situação para que Bahar entre no hospital como uma “desconhecida”, gerando mais impacto quando a verdade é revelada.

4. O Marido Invertebrado e o Amante

O seu julgamento sobre o marido está totalmente correto. Timur é desenhado para ser um homem fraco, egoísta e mimado pela mãe.

  • A relação com a amante (Rengin): Rengin também é médica no hospital. A relação deles dura há anos nas sombras, baseada no fato de Timur nunca ter coragem de pedir em casamento, dicorciando-se por medo de perder o estatuto e de enfrentar a mãe. O divóycio revelara que Bagar era a herdeira da furtuna di sogro edona da mansã A relação entre Timur e Rengin baseoa-se numa dinâmica tóxica onde ambos se manipulam mutuamente.

O veredito sobre o enredo

"Bahar" funciona muito bem como uma metáfora sobre o renascimento de uma mulher , mas falha na evidência com lógica jurídica, financeira ou cotidiana. A série sacrifica o realismo para carregar nas tintas do drama e da comédia. [1]

Você disse:É possível que todo o trabalho durante 20 anos recai sobre os ombros de Bahar? E como ela poderia desconhecer o teor do testamento do sogro? A trama em The Town Doctor é mais congruente. Bahar aparece apenas como uma mulher tonta

Tem toda a razão na sua análise.


1. É possível Bahar fazer todo o trabalho sozinho durante 20 anos?

Não, não é realista.

2. Como ela poderia desconhecer o testamento do sogro?

Na lei real, isto é impossível.


A Congruência de "The Town Doctor"

Como bem notou, “The Town Doctor” (Kasaba Doktoru) joga noutra liga em termos de coerência.

Conclusão: Bahar é uma "Fábula", não um Retrato Real

"Bahar" funciona apenas à vista como uma espécie de conto de fadas moderno (como a Cinderela, onde a madrasta é a sogra e o príncipe afinal é o vilão). Se você procura uma narrativa inteligente, com lógica e respeito pela inteligência do espectador, “Bahar” vai continuar a frustrá-la.

Você disse:Já vi The Town doctor. Tinha algumas incongruências. O médico vilão que no fim é desmascarado e o médico herói, que muda de nome sem que se saiba quem na realidade é. Para exercer teria de mostrar o diploma. É como na série Madock, em que uma idosa advogada vai trabalhar com nome falso numa sociedade de advogados prestigiada sem que lhe seja pedido o diploma


Tem toda a razão e a sua comparação com a nova série " Matlock " (2024) da CBS é simplesmente brilhante! Tocou no coração do maior problema da ficção televisiva: a necessidade de criar grandes reviravoltas à custa do realismo burocrático e legal do mundo real. [1, 2]

1. O Mistério do Nome em "The Town Doctor"

2. O Caso “Matlock” (2024) com Kathy Bates

A sua analogia com " Matlock " é perfeita e o debate público exatamente a mesma incongruência que afeta! [1]

  • O que acontece na série: A idosa Madeline "Matty" Matlock consegue um emprego numa firma de advogados prestigiada usando um nome falso . Na verdade, ela é a milionária Madeline Kingston , uma advogada reformada que quer vingar a morte da filha . [1, 2, 3]
  • [1]
  • [1, 2]

Por que razão os argumentadores fazem isso?

Tanto em "The Town Doctor" como em "Matlock", os autores focam-se no conflito moral e no suspense do que nas leis laborais. Eles assumem que o público prefere ver o drama do "herói escondido que salva o dia" ou da "mãe em busca de justiça" do que um episódio realista sobre preenchimento de papelada e validação de diplomas em Recursos Humanos. [1, 2]

[1, 2, 3]

Gravura gerada pelo chatGPT

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 Acordo com a casa ainda envolta na escuridão ... (2024)  

Tudo ao molhe ..