Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

domingo, 12 de julho de 2026

Economia Doméstica (37) – Evitar e combater a prisão de ventre


* Victor Nogueira ( Google Gemini

Aqui tem uma proposta de artigo estruturada para o seu blog, na categoria de Economia Doméstica. O foco é mostrar como resolver um problema de saúde comum (e desconfortável) usando apenas a despensa e o congelador, evitando gastar dinheiro desnecessariamente na farmácia.

SOS Intestino Preso no Verão: Como Resolver o Problema com o que Tem na Cozinha

O calor apertou nos últimos dias e, de repente, o corpo ressentiu-se. Sentir o intestino preso, fezes duras e aquela sensação de enfartamento é muito comum quando as temperaturas sobem. Com o suor, perdemos muito mais líquidos e, se não compensarmos, o intestino "rouba" a água das fezes, tornando a evacuação difícil e dolorosa.

Antes de correr para a farmácia para gastar dinheiro em laxantes — que muitas vezes são agressivos para o organismo a solução pode estar mesmo na nossa despensa e no congelador.

O bom funcionamento do nosso organismo é a base do nosso bem-estar e, surpreendentemente, da nossa carteira. Quando o intestino fica preso, a tendência imediata de muitas pessoas é correr para a farmácia e gastar dinheiro em laxantes químicos que, além de caros, podem ser agressivos e viciar o sistema digestivo.

A verdade é que, na grande maioria dos episódios pontuais de prisão de ventre (obstipação), a solução eficaz, natural e económica está mesmo na nossa cozinha. Sabendo combinar os alimentos certos que já temos na despensa e no congelador, conseguimos devolver o ritmo ao corpo sem gastar um único cêntimo extra.

Para resolver o problema, precisamos de ativar os três pilares fundamentais da saúde intestinal: Hidratação, Fibra e Lubrificação. Se o problema começou há pouco tempo (um ou dois dias), eis o plano de ação "Desperdício Zero".

1. O Menu "Desbloqueador" (Com o que tem em casa)

Pode montar um dia alimentar perfeito usando apenas básicos de cozinha para amolecer as fezes e estimular o trânsito:

  • O Despertar Elétrico: Comece o dia com um copo de água morna com sumo de limão. A temperatura morna relaxa os músculos intestinais e o ácido do limão estimula o movimento natural do intestino (peristaltismo).

  • O Snack de Kiwi: Se tem kiwis na fruteira, descasque e coma dois. O kiwi é riquíssimo em fibras e enzimas que ajudam a acelerar o processo. Se tiver frutos desidratados (como arandos ou cranties), não os coma secos; coloque-os de molho em água morna durante 15 minutos para que "inchem" e tragam água para o intestino, em vez de a roubarem.

  • As Leguminosas ao Almoço: Grão-de-bico ou feijão-frade são excelentes fontes de fibra. O grão-de-bico ganha por uma curta vantagem por ter mais fibra solúvel, que forma um gel e amolece as fezes duras. Regue com um fio generoso de azeite, que funciona como um lubrificante natural nas paredes do intestino.

  • A Janta "Limpa-Congelador": À noite, evite refeições pesadas e aposte numa sopa altamente hidratante.

Como montar a sopa perfeita (Direto do congelador):

  1. Ponha a água a aquecer na panela com cenouras cortadas (use poucas cenouras para não prender).

  2. Quando a água estiver a ferver, despeje os legumes que tiver esquecidos no congelador diretamente na panela, sem descongelar (preserva melhor as fibras). Use pimentos (ricos em água) e uma boa quantidade de ervilhas (uma verdadeira bomba de fibra).

  3. Ponha água suficiente para cobrir bem os legumes para garantir a hidratação.

  4. Deixe cozer, triture com a varinha mágica e, com o lume já apagado, adicione um fio generoso de azeite cru para lubrificar o bolo fecal durante a noite.

2. Três Regras de Ouro no dia a dia

  • Água à Temperatura Ambiente: Esqueça a água gelada. O choque térmico pode contrair o sistema digestivo. Beba água ao longo do dia à temperatura natural. Regra de ouro: se comer fibras (grão, feijão ou ervilhas), é obrigatório acompanhar com um ou dois copos de água, ou o efeito será o oposto e o intestino prenderá ainda mais.

  • Atenção ao Café: O café quente dá um estímulo inicial para ir à casa de banho, mas como é diurético, acaba por desidratar o organismo se abusar. Se tomar uma chávena, compense logo com um copo de água a seguir.

  • A Posição Correta (E a Gravidade): Quando for à casa de banho, nunca faça força excessiva (para evitar fissuras ou hemorroidas). Use um pequeno banco para apoiar os pés. Ao elevar os joelhos acima da linha da anca, o reto endireita-se e as fezes saem com muito menos esforço.


3. Estratégias de Prevenção a Longo Prazo

Para que este problema não se torne recorrente, a economia doméstica também passa por criar hábitos preventivos sólidos:

  • Modere a cafeína e o álcool: Ambas as substâncias são diuréticas. A desidratação que provocam reflete-se diretamente na dureza das fezes.

  • Pratique atividade física: Caminhadas regulares ou exercícios leves ajudam a estimular os movimentos mecânicos do intestino.

  • Crie uma rotina de horários: Tente educar o seu corpo a ir à casa de banho sempre na mesma altura do dia, de preferência após as refeições, aproveitando o reflexo natural do organismo.

  • Nunca ignore o sinal: Quando sentir vontade de evacuar, não adie. Segurar o estímulo faz com que o intestino continue a reabsorver a água daquelas fezes, tornando-as progressivamente mais duras e difíceis de expelir.

  • Aposte em Probióticos: Inclua alimentos como iogurte natural ou kefir na sua rotina semanal para manter a flora intestinal equilibrada e saudável.

Aplica-se apenas ao Verão?

O nosso intestino funciona exatamente da mesma forma em janeiro ou em agosto, pelo que estas regras são intemporais. No entanto, é nos meses de calor que devemos ter atenção redobrada por três fatores específicos:

  1. A Desidratação Silenciosa: Com o calor, perdemos muita água pelo suor sem dar por isso. Se mantivermos o mesmo consumo de água do inverno, o intestino prende de imediato.

  2. A Quebra de Rotinas: As férias e as viagens alteram os nossos horários, e o intestino ressente-se muito com a falta de rotina.

  3. Gestão do Desperdício: No verão, os legumes frescos estragam-se muito depressa na fruteira. Utilizar os legumes congelados para fazer sopas hidratantes poupa dinheiro e protege o ambiente.

⚠️ Nota de Saúde: Este plano é ideal para episódios pontuais. Se a prisão de ventre persistir por muitos dias, ou se for acompanhada de dor abdominal forte, febre ou sangue, consulte sempre um médico.

 

Gravuras geradas pelo Google Gemini 

sábado, 11 de julho de 2026

A Lupa do Gemini e os auto-retratos (2026)

 


* Victor  Nogueira / Google Gemini


ERROS MEUS, MÁ FORTUNA, AMOR ARDENTE
Nada tenho para te ofertar
Que saiba: joias, discoteca, dança;
No tempo busco vária temperança
que também vos dão bom estimar.
Um com outro bem quiz enredar,
Mas parece ser outra a contradança
Que muda a tua dor em festança,
Por aqui me deixando a vaguear.
Lembro a tua lábia, seio moreno,
Tua feição que muito me agradou;
A pele, doce ardor despertou
Que na barca me fez vogar, sereno,
Porém não está o meu coração pleno
De alegria, que por vós soou:
Nem grã Camões ou milionário sou
Para contigo navegar, no Reno.
Erros meus, má fortuna, amor ardente,
Não fazem da jornada bom soneto
Nem do navegante melhor "gineto"
Pois em ti está meu pensar, descontente'
Assim na Luísa Todi jazente,
Vogando entre o lume e o espeto,
Bem vivo, com meu bom ou mau "aspêto"
Buscando tua razão e paz, somente.
.
1989.Setembro.10 - Setúbal

AUTO RETRATO EM PASSATEMPO

Com nariz grande, olhar estrelado, Baixo, cabelo negro, ondulado, Magro, moreno, mui desajeitado, Nada ou p'la vida sempre perdoado. . Buscando amizade, mau achado, Agindo calma ou mui despeitado, O êxito logrou, mal torneado, Com persistência e pouco alegrado. . Tolerante, mas não libertário, Conduzindo, longe da multidão, Na vida procurando liberdade. Em tudo mal, buscando seu contrário, Com ar sério ou risonha feição, Mal sente, co'a razão, felicidade.

in "Retratos" - 1989.09.10 - Setúbal 

ANéMONA DO MAR
De um punhado
de branca areia salgada
fez-se
verde madeiro
.........................vogando
........................................ao sabor da corrente
na esteira de todos os sorrisos
De ilha em ilha
castelos no ar
que a chuva........gota .......a ........gota
...........................construiu
e o sol dispersou
Sousel 1969 Fevereiro

Pimbalhadas de Pacheco Pereira (2026)

 


* Victor Nogueira

José Pacheco Pereira, na sua crónica de hoje, no Público, escreve sobre o que considera serem as virtudes da chamada música 'pimba', referindo alguns dos seus mais populares 'artistas', como Quim Barreiros, Rosinha, Ruizinho da Penacoca, Emanuel Moura ...


auto.retrato em 2018.07.10 e 2 poemas (2018)

 


* Victor Nogueira

10 de julho de 2018 
Conteúdo partilhado com: Público
auto.retrato em 2018.07.10 e 2 poemas, um de Victor Nogueira e outro de Camões
ERROS MEUS, MÁ FORTUNA, AMOR ARDENTE
Nada tenho para te ofertar
Que saiba: joias, discoteca, dança;
No tempo busco vária temperança
que também vos dão bom estimar.
Um com outro bem quiz enredar,
Mas parece ser outra a contradança
Que muda a tua dor em festança,
Por aqui me deixando a vaguear.
Lembro a tua lábia, seio moreno,
Tua feição que muito me agradou;
A pele, doce ardor despertou
Que na barca me fez vogar, sereno,
Porém não está o meu coração pleno
De alegria, que por vós soou:
Nem grã Camões ou milionário sou
Para contigo navegar, no Reno.
Erros meus, má fortuna, amor ardente,
Não fazem da jornada bom soneto
Nem do navegante melhor "gineto"
Pois em ti está meu pensar, descontente'
Assim na Luísa Todi jazente,
Vogando entre o lume e o espeto,
Bem vivo, com meu bom ou mau "aspêto"
Buscando tua razão e paz, somente.
.
1989.Setembro.10 - Setúbal
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* Luís de Camões
.
Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente
.
.
Erros meus, má Fortuna, Amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a Fortuna sobejaram,
Que para mim bastava Amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que já as frequências suas me ensinaram
A desejos deixar de ser contente.
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa a que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De Amor não vi senão breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!
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Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

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Victor Barroso Nogueira - Elisa Fardilha, Rita Sequeira, Carlos Pereira - Uma simples operação a uma catarata, Mas uma seca este post-operatório pois qinda não consigo ler a não ser que use uma lupa ou as letras sejam garrafais. Mas estou a sorrir, repararam ? 😛
8 a
Victor Barroso Nogueira - Olá, maninha. Fui operado a uma catarata e segundo o médico está a correr tudo bem 🙂 8 a
Clara Cabral - Ah! Ainda bem que tudo está a correr bem. Beijinhos e boa continuação de melhoras.
8 a
Maria Amélia Marques Martins - as melhoras, beijinhos, o poema é lindo ainda melhor do que o de Camões 😉 8 a

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Em Évora, o terraço da bonecada (2019)

 


* Victor Nogueira

10 de julho de 2019

F oto victor nogueira - em évora, no terraço da casa na rua de serpa pinto ou de alconchel, com a igreja de santo antão ao fundo. Creio que a matrafona segura pela susana foi oferta da Lili. e de tudo subsistem a cabeça do palhaço e o cão mais pequeno, de peluche, similar a um que tive em bébé, que surge nalgumas fotos  e que lá ficou em Luanda com a maioria dos brinquedos e a minha biblioteca.

A Setubalense (2024)

 


Foto victor nogueira - Azeitão EN 10 - rotunda com antiga camioneta da Setubalense, da empresa João Cândido Belo 'Os Belos' (2024 04  18   IMG_4538)

10 de julho de 2024A 
 
Nos idos de 1925 foi por João Cândido Belo fundada a empresa "A Transportadora Setubalense",  com sede em Vila Fresca de Azeitão, que fruto de aquisições doutras empresas foi crescendo tornando-se dominante em todo o Alentejo e nas ligações á Península de Setúbal, a Lisboa e ao Ribatejo, com ligações e operando também no Algarve. Um galgo era o símbolo da empresa, por mim utilzada nas viagens de e até Setúbal /  Lisboa ou pelo Alentejo nos idos de '60 e '70 do passado milénio.

Em 1975 a empresa foi nacionalizada e integrada na "Rodoviária Nacional". O auocarro da foto é um dos pioneiros.

Economia Doméstica (36) – Arroz: conservação e prazos para consumo (2026)

 


* Victor Nogueira / chatGPT

A questão surgiu a propósito de um pacote de arroz basmati integral cuja data de «consumir de preferência antes de» tinha expirado há cerca de quatro anos. A dúvida levou a analisar o significado destas datas, as condições de conservação do arroz e as diferenças entre o arroz branco e o arroz integral.


Arroz integral e arroz branco: validade, conservação e valor nutricional

A propósito de um pacote de arroz basmati integral Continente Equilíbrio, cuja embalagem original permanecia intacta e ostentava a indicação «Consumir de preferência antes do fim de 2022/05», colocou-se a questão de saber se ainda seria aconselhável consumi-lo.

O pacote esteve sempre guardado dentro de casa, num armário da cozinha, parcialmente protegido por outros produtos e sem qualquer dano na embalagem. A cozinha situa-se no último piso do edifício, circunstância que poderá ter originado temperaturas relativamente elevadas durante os meses de verão.

A indicação «Consumir de preferência antes de» corresponde a uma data de durabilidade mínima. Significa que, até essa data, o fabricante garante que o produto conserva as suas características de qualidade – sabor, aroma, textura e valor nutritivo –, desde que tenha sido corretamente armazenado. Ultrapassado esse prazo, o alimento não se torna automaticamente impróprio para consumo; simplesmente deixa de existir a garantia do fabricante quanto à manutenção dessas características.

Para um alimento seco como o arroz, um bom armazenamento implica conservá-lo em ambiente seco, ao abrigo da humidade, da luz solar direta e de temperaturas excessivas ou muito variáveis, na embalagem original intacta e selada, protegido de insetos, roedores e de produtos com odores intensos. No caso em apreço, estas condições foram, em termos gerais, respeitadas, embora a localização da cozinha sob a cobertura do edifício possa ter favorecido temperaturas mais elevadas durante o verão.

Importa, contudo, distinguir entre arroz branco e arroz integral. O arroz branco conserva-se durante muito mais tempo porque lhe foram removidos o farelo e o gérmen, ricos em gorduras. Já o arroz integral mantém essas camadas exteriores, que lhe conferem maior valor nutricional, mas também uma menor capacidade de conservação, uma vez que os seus óleos naturais oxidam progressivamente com o tempo, sobretudo quando sujeitos a temperaturas elevadas.

Ao abrir a embalagem verificou-se que os grãos permaneciam secos e soltos, sem sinais de humidade, bolor ou infestação por insetos. Todavia, apresentavam uma ligeira sensação oleosa ao tato e um discreto odor oleoso, características compatíveis com a oxidação das gorduras naturais do arroz integral. Embora estes sinais não indiciem necessariamente um risco microbiológico, revelam uma perda de qualidade organolética e nutricional.

Considerando que tinham decorrido cerca de quatro anos desde a data de durabilidade mínima e atendendo aos sinais observados, concluiu-se que não seria aconselhável consumir este arroz integral.

Se, nas mesmas condições de armazenamento, se tratasse de arroz branco, a avaliação seria diferente. Pela sua composição, o arroz branco mantém-se geralmente em boas condições durante períodos muito mais longos, desde que a embalagem permaneça intacta e o produto não apresente alterações de aspeto, cheiro ou textura.

A escolha do arroz integral tinha sido motivada pela convicção de que este ajudaria a prevenir a diabetes e a favorecer o trânsito intestinal. Essa convicção tem fundamento. O arroz integral contém mais fibra, vitaminas e minerais do que o arroz branco e, quando integrado numa alimentação equilibrada, associa-se a um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2 e a um melhor funcionamento intestinal.

Contudo, estes benefícios não dependem exclusivamente do consumo de arroz integral. A prevenção da diabetes e a promoção de um bom trânsito intestinal resultam sobretudo do padrão alimentar global e do estilo de vida. Uma alimentação rica em legumes, fruta, leguminosas, aveia, pão integral ou de mistura e outros cereais integrais fornece igualmente quantidades apreciáveis de fibra e contribui para os mesmos objetivos.

Assim, quem prefere arroz branco pode continuar a consumi-lo sem prejuízo para a saúde, desde que o faça com moderação e no contexto de refeições equilibradas, acompanhadas por legumes e por uma fonte de proteína, obtendo a fibra necessária através de outros alimentos.

Em conclusão, o arroz integral constitui uma excelente opção nutricional, mas não é a única forma de promover a saúde metabólica e o bom funcionamento intestinal. Mais importante do que privilegiar um único alimento é manter uma alimentação variada, equilibrada e rica em fontes naturais de fibra, associada a um estilo de vida ativo. 

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Gravuras geradas pelo chatGPT e pelo Google Gemini a partir deste meu guião: 

Gerar uma gravura que ilustre o que foi abordado nesta sessão 

Fotos Victor Nogueira - pessoas 2

 


Fotos Victor Nogueira - pessoas 2 (mosaico)

10 de julho de 2016

(in)Justiça? (2017)

 


* Victor Nogueira

10 de julho de 2017

Pode questionar-se se os juízes, enquanto representantes do "independente"  Poder Judicial, podem ou devem ser considerados "trabalhadores por conta de outrem" com direito ao exercício do direito à "greve", contra a entidade empregadora que seriam o Estado ou o Governo (Poder Executivo e Legislativo). Bem sabemos que a Justiça não é cega e que tem um cunho de classe, a dos verdadeiros detentores desse oculto Poder Económico. Mas comparar a Magistratura  e os Magistrados actuais com os do Fascismo ou os dos Tribunais Plenários é obra. Afirmar que os actuais não merecem crédito porque os do Fascismo  não se manifestaram contra faz lembrar a fábula do Lobo e do Cordeiro, misturando alhos com bugalhos

quinta-feira, 9 de julho de 2026

ANJOS OU DEMÓNIOS OU VICE VERSA? (2013)


* Victor Nogueira

 9 de julho de 2013

 1 - Bruno Bobone (Presidente da Associação Comercial de Lisboa): “Estes senhores têm que acabar, têm que desaparecer, têm que acabar com eles” (a propósito dos estivadores em greve, exigindo BB do Governo a flexibilização total do mercado de trabalho)

2. - João Ribeiro, o porta-voz nacional do PS e candidato à CM Setúbal "Sei bem que a situação nacional nos concentra num combate à direita ultra-liberal que nos governa. Mas eu quero ser franco convosco: o combate ao PCP é tão ou mais importante do que este combate à direita."

QUALQUER SEMELHANÇA SERÁ PURA COINCIDÊNCIA ?  Com o devido respeito e como cidadão  perguunto: Quem publicita e apoia a candidatura de João Ribeiro, porta-voz nacional do PS, quer derrotar a política da troika, cujo memorando foi assinado pelo ps-psd-cds e ao mesmo tempo eliminar os grevistas (hoje os estivadores, amanhã os professores, a seguir todos)? Quem luta contra a política neo-liberal considera o PCP o inimigo - a combater em primeiro lugar ? E depois que(m) será a seguir ? Porque motivo o combate ao PCP é tão ou MAIS IMPORTANTE  que o combate à direita que nos governa (seja ou não ultraa-liberal) ?

http://www.youtube.com/watch?v=jYJQeOYUOP8 

AI . ilustrando as colectâneas Cafés, pensões e restaurantes no Livro de Viagens (2026)

 * Victor Nogueira

Estas são as ilustrações geradas  pelo Google Gemini e chatGPT destinadas às referidas colectânes de textos meus. de acordo com guiões da minha autoria.

Cafés

 






 Pensões e restaurantes








Imagens geradas pelo Google  Gemini e pelo chatGPT a partir de guiões de minha autoria

1. - Desenho colorido do interior dum café, com o balcão, empregados transportando bandejas e clientes sentados em redor das mesas, homens e algumas mulheres. Nas mesas, os clientes conversam, comem e bebem, lêem, escrevem, olham em redor ...

2. - Desenho colorido mostrando a sala de refeições dum hotel, com as mesas, algumas com clientes, homens, mulheres e crianças, outras vazias. Um empregado transporta a comida numa bandeja. É tempo de verão e pela janela vêm-se pessoas numa praia.

3. - Na esplanada dum café à beira-mar, sentado a uma mesa, o avatar do chatGPT / Google Gemini , munido duma lupa, analisa uma resma de fotos e textos manuscritos. Noutras mesas e na paia estão homens, mulheres e crianças. Céu azul com nuvens brancas e gaivotas a voarem. É tempo de Verão.

4. - Na esplanada dum hotel à beira-rio, sentado a uma mesa, o avatar do  chatGPT / Google Gemini, munido duma lupa, analisa uma resma de fotos e textos manuscritos. Noutras mesas estão homens, mulheres e crianças. Céu azul com nuvens brancas e gaivotas a voarem. É tempo de Verão. Junto ao rio alguns chorões ou choupos e pescadores à linha.

VER  

Os cafés no Livro de Viagens (2026)

Pensões e restaurantes no Livro de Viagens (2026)

Pensões e restaurantes no Livro de Viagens - a lupa do chatGPT (2026)

 



* Victor Nogueira / chatGPT

Pensões e restaurantes Livro de Viagens - a lupa do Google Gemini (2026)

 


* Victor Nogueira / Google Gemini

A colectânea de textos de Victor Nogueira constitui um riquíssimo mosaico de memórias pessoais, diários, correspondência e notas de viagem que atravessam geografias e décadas cruciais — desde a Angola colonial dos anos 1950 e 1960 até ao Portugal metropolitano pré e pós-revolucionário, estendendo-se até registos mais contemporâneos.

Abaixo apresenta-se uma apreciação circunstanciada, literária e documental desta obra, destacando os seus aspetos positivos e negativos.

1. Apreciação Documental e Histórica

Do ponto de vista documental, a colectânea é um testemunho de valor inestimável. O autor funciona como um cronista do quotidiano, registando meticulosamente a transição de épocas e espaços.

  • O Retrato de Angola Colonial (Anos 50/60): Os textos oferecem uma cartografia afetiva e física de Angola (Luanda, Cambambe, Dondo, Lobito, Nova Lisboa). O leitor acompanha as viagens de autocarro a 2$50, a dureza das pensões, as idas à praia e a mítica Cervejaria "Mar e Sol" na Ilha de Luanda.

  • O Retrato de Portugal e a Província Alentejana: A vivência estudantil em Évora, hospedado na detalhada casa de hóspedes de Vitória Prates na Rua do Raimundo, serve como um espelho sociopolítico do final do Estado Novo. Há referências diretas à censura silenciosa, à omnipresença da PIDE na fronteira de Badajoz, às discussões políticas à mesa e à efervescência estudantil associativa da época.

  • A Transição Pós-25 de Abril: Documentam-se episódios fascinantes da transição democrática, como a acesa disputa ideológica numa cantina universitária de Lisboa entre militantes do MRPP e do PCP, disputando a venda do Luta Popular e do Avante.