Ao (es)correr da pena e do olhar
Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine)
Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNquarta-feira, 4 de novembro de 2026
Évora Café Arcada em 2000.09.02 (2020)
terça-feira, 3 de novembro de 2026
Montezero e as concertações sem concerto e as concentrações sem consenso (2026)
* Victor Nogueira
As aberturas de Montezero, as sinecuras do Benturoso e as tapeturas do Carneiro. Tudo o resto é 'paisagem'. «Les les beaux esprits se rencontrent.»? Ou assistiremos ao milagre da misceginação homogénea do vinagre com o azeite?
Reza a notícia: «Luís Montenegro anunciou que irá receber os líderes do Chega e do PS para que a lei do arrendamento tenha “a concertação possível para ser aprovada” no Parlamento. Quanto aos restantes partidos, o primeiro-ministro delegou a tarefa de os ouvir em Miranda Sarmento e Pinto Luz.» (Esquerda net 3 de Novembro de 2026)
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«Os centristas travaram o debate de urgência sobre as cargas policiais na madrugada de domingo, requerido pelo PCP. Os restantes partidos que responderam a Aguiar-Branco - PS, Livre, PCP, Bloco, PAN e JPP - não se opuseram à marcação do debate, sendo que o PSD, o Chega e a IL nem responderam ao presidente da Assembleia da República, ao que apurou o Expresso. O silêncio também acaba por ser uma resposta e a decisão tinha que ser consensual.
“Três grupos parlamentares e três deputados únicos representantes de partidos se pronunciaram favoravelmente à alteração do calendário parlamentar, tendo um grupo parlamentar manifestado a sua oposição. Os restantes grupos parlamentares não apresentaram pronúncia no prazo estabelecido”, pode ler-se na resposta do gabinete do PAR enviada esta tarde aos partidos.» (Expresso 3 Novembro 2026)
Cenas do Largo - convivências (2024)
* Victor Nogueira
3 de novembro de 2024
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Não ficou nítida a foto, mas como empastelada.
,num dia cinzento, entristecido, dum frio cálido. No largo os vizinhos aglomeram-se em torno do banco de madeira, o único que resiste e se mantém, ao pé duma branca cadeira trazida de casa por algum deles, enquanto os miúdos jogam à bola, entre si.
Desconheço o que guardava este canídeo, de pata estendida (2020)
3 de novembro de 2020
Desconheço o que guardava este canídeo, de pata estendida, alapado em fofo colchão. Fica o registo.
Na Praia do Bispo, em Luanda (2018)
* Victor Nogueira
3 de novembro de 2018
foto de família (JJ Castro Ferreira) - Luanda - Quando fomos morar para a Praia do Bispo, em 1956, no areal havia ainda as carcaças de embarcações como a da foto, onde está o artista contemplativo e o irmão. Zé Luís, fugindo das ondas. Ao fundo, à esquerda, o Morro da Samba.
Chove chuva ensurdecedoramente trovejada (2017)
* Victor Nogueira
3 de novembro de 2017
Chove chuva ensurdecedoramente trovejada em Setúbal, não em catadupa mas morrinhenta, os relâmpagos escondidos por impenetrável céu cinzento, com astro e estro mudos, dulcineias em parte incerta e quixote em seu rocinante, mero saco de ossos.
Bloquices (2012)
AS DECLARAÇÕES DE F. LOUÇÃ na Carta aos ativistas e ao povo do Bloco
(in https://www.facebook.com/notes/francisco-lou%C3%A7%C3%A3/carta-aos-ativistas-e-ao-povo-do-bloco/10151040605878214)
Última edição 17 de agosto de 2012
“Decidi que na próxima Convenção, no termo do meu mandato como porta-voz do Bloco, não me recandidatarei a essa função..";
para em seguida, sugerir, majestaticamente:
"É tempo de uma renovação...e sugiro uma liderança bicéfala em que a nova representação do Bloco seja assegurada por um homem e uma mulher".
ELE não debate previamente no colkectivo, que aceitaria ou não as suas razões. ELE, o iluminado, diz ao colectivo e publicita para que não restem dúvidas que ... blá, blá
Eu não sei bem o que ideologicamente é o Bloco, com ex-trotskistas, ex-maoístas e ex-marxistas-leninistas, que antes de serem "ex-" teriam uma matriz comum - Marx/Engels., Mas leio, no jornal de reverência que é o Público, aquilo que Louçã teria escrito no FaceBook:
" Explicou que uma liderança bicéfala é mais indicativa do trabalho colectivo e, ao contemplar um homem e uma mulher, representa “a sociedade tal como ela é no século XXI”.
Qual luta de classes, qual dicotomia proprietários/não proprietários dos meios de produção, qual dicotomia exploradores/explorados. Contra a liderança majestática, a liderança colectiva ? Não.
A liderança bicéfala é a mais indicativa ... da colegialidade ou colectivismo. Uma nova teoria política - Homem+mulher. Não é uma solução fracturante, mas simpática, desde que a luta de classes não seja substituída pela ... guerra dos sexos ?
Indubitavelmente, sempre segundo o jornal de reverência, trata-se duma nova teoria política sem o ranço marxista, vade retro, com inquestionável cheiro de modernidade empolgante, sem ser ao som dos tambores a rufarem e as balas a silvarem ou da "Internacional", uma solução inovadora sem o "Avante, Camarada"!, como se deduziria do seguinte naco de luminosidade.
"Louçã estará assim, na opinião de alguns, a aproveitar a saída para “jogar o seu peso político, convencer indecisos e os que ainda não analisaram a questão”. Mas não só. Apostar numa solução inovadora de liderança, à semelhança do partido de esquerda alemão Die Link, é visto como um sinal de modernidade que entusiasma vários sectores. "
Será isto sinal dum neo despotismo iluminado ou a reincarnação do "Grande Timoneiro"?
E tudo isto para quê, ainda segundo o "Público" (passe a publicidade não paga) segundo Semedo, Pedro Soares e Marisa Monte ?
Para "Formar um Governo que corresponderia a “um mapa político reconfigurado, desde logo no campo do PS” e com a “disponibilidade unitária do PCP” e de “um novo protagonismo popular”. Como? Com a renegociação da dívida à cabeça, o Estado Social, um novo sistema fiscal e a nacionalização da banca."
Keynes em todo seu esplendor para tentar salvar o "capitalismo" com um novo protagonismo popular, não de rua, mas de rede social, que não cansa nem faz suar! Sem Avante mas com o Público de Belmiro.
E se o PCP esse fóssil marxista-leninista" não aceitar? Que se lixe o PCP mais os velhos "protagonismos populares" como os do Palácio de Inverno ou do Movimento dos Sem Terra ?
Victor Nogueira
Em tempo - Nos bancos da escola sempre ouvi dizer quye Portugal estava na Europa e os mapas mostravam-no. E confesso que fiquei algo confuso quando Só-Ares e esCavaco vieram dizer que apenas com eles é que Portugal entraria de facto na ...
Europa, connosco, diziam eles.
Teria sido até aí Portugal um naco da Atlântida? Não sei, mas o líder do Bloco baralhou-me de novo, se disse o que dizem que disse. Rememoremos:
" Explicou que uma liderança bicéfala é mais indicativa do trabalho colectivo e, ao contemplar um homem e uma mulher, representa “a sociedade tal como ela é no século XXI”."
Como seria a sociedade anterior ao século XXI? Assexuada? Angélica? Hermafrodita?
E voltando às propostas governamentais do Governo Syrizante. A única solução proposta é a da nacionalização da ... Banca. E depois ... teríamos outro BPN/BIC ? Descansem Amorins, Belmiros, Soares dos Santos e Família, a vós ninguém tocará salvo pela via da fiscalidade ? E Continuariam privados os sectores estratégicos da Economia Portuguesa ? Perguntar ofende ?
Uma tarde soalheira que não esconde o cinza no horizonte (2011)
{ Victor Nogueira
3 de novembro de 2011
Uma tarde soalheira que não esconde o cinza no horizonte apesar das núvens brancas como algodão, umas como se fiapos fossem, outras em "novelos", tendo como fundo um azul repousante
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Em Coimbra nos idos de '75 (2019)
2 de novembro de 2019
Igreja Católica jamais ordenará mulheres, reitera Papa (2018)
2 de novembro de 2016
Igreja Católica jamais ordenará mulheres, reitera Papa
PÚBLICO e REUTERS 01/11/2016 - 20:32
Depois de se associar às comemorações da Reforma Protestante, na Suécia, Francisco insistiu que se trata de uma posição definitiva.
* Victor Nogueira - É estranha esta misoginia, esta entranhada aversão a Eva, que ousou desafiar o conformismo e assim comer o fruto proibido com Adão. A "culpa", segundo Roma, não foi de Adão, mas de Eva que cedeu à tentação da serpente. Misoginia tanto mais estranha quanto Maria, a mãe de Cristo, é venerada quase como se Deusa fosse, em milhares de altares e templos, sob milhentas invocações.
Como se as mulheres não tivessem figurado entre as mais fiéis seguidoras e "pregadoras" de Cristo que, segundo os Evangelhos, acompanharam Jesus aos pés da Cruz, ao contrário de medrosos apóstolos.. Como se o Martirológio Romano não registasse desde o início inúmeras mulheres, sem contar com as que lá não figuram.e foram perseguidas e mortas. Como se Cristo nas suas prédicas alguma vez tivesse menosprezado as mulheres. Como se Roma não fosse a sede da "Santa" Madre Igreja.
Como se a Igreja Católica não apresentasse Maria como intercessora e porta-voz de Cristo e do divino "Pai". Porque não podem as mulheres pregar e administrar os Sacramentos ou celebrar a Missa ?
A poesia em 'Ondas do mar que levais' (2016)
* Victor Nogueira
2 de Novembro de 2026
Excelente dia o de hoje só para quem gostar desta chuva (2011)
* Victor Nogueira
2 de novembro de 2011
Excelente dia o de hoje só para quem gostar desta chuva que cai incessantemente desde a madrugada, com o ruído de trovões lá longe, a chuva parecendo neblina, a manhã ensombrada ... Não chuva molha tolos mas chuva de verdade, pois só esta se ouve tamborilar na placa de cobertura e escorrer pelas goteiras. Não é de nortada pois os vidros das janelas estão secos, protegidos pela platibanda. Nas outras situações, só me apercebo que chove(u) quando chego lá abaixo e encontro o piso molhado ou ela a cair.
Não apetece sair de casa, ficar encharcado apesar das botas caneleiras, única peça de vestuário - renovada - que me ficou da estadia em évoraburgomedieval durante 16 negros anos, um buraco na minha vida.
domingo, 1 de novembro de 2026
Casas sim, Barracas, não! (2026)
* Victor Nogueira
Com excepção da RTP2, raramente vejo os telejornais, Fico-me pela imprensa on line. Netes dias turbulentos, depois da névoa do Neves, aprochegou-se a Habitação, transformada em 'distração' de turno. Os manifestantes jovens, são, segundo alguns analistas, comentadeiros e 'tecelãos', descritos como mais ou menos ganzados, 'sujos, feios, porcos e maus', envoltos em subversivos 'keffiyeh', violadores sistematicos da Lei, da Ordem e da Tranquilidade públicas. Havendo mesmo democratas de alto coturno que defendem que as forças da Ordem e da Segurança deveriam malhar forte e feio no lombo dos díscolos e arruaceiros ou encostá-los à parede ou ao paredão.
Resolvi pois esta madrugada assistir às directas, fazendo zapping entre a SIC Notícias, a Now, a RTP Notícias, a CMTV e a CNN. Para além da ânsia sôfrega televisivas, em roda pés, nas pantalhas, sobre a 'generosidade' das Polícias que (agora já) permitiriam o estacionamento, silencioso, dos manifestantes, desde que desarmassem as tendas, para que as Polícias não tivessem de armar e dar barraca, para que não se não colocassem ou se transformasem em 'fora da lei', os jovens pareceram-me bem vestidos, com bom aspecto, cordatos e não me parecia que cheirassem a catinga. Nem me pareciam ganzados, tatuados dos pés à cabeça ou cobertos de piercings.
Os manifestantes tripeiros estavam melhor prreparados para aguentarem as pedagógicas e salutares bastonadas na cabeça pois precaveram-se com capacetes, ao contrário dos alfacinhas, e em vez das vizeiras policiais protegiam o rosto com lenços ou máscaras cirúrgicas. Mas uns e outros mantinham os óculos postos em cima do nariz, o que me pareceu errado, porque daí poderiam resultar lesões oculares. quando, pedagogicamente, as forças da Ordem sw aprochegassem para iniciarem a marcha das bastonadas e varreduras.
Mas depois de hora e meia com repórteres a encherem chouriços e de notas de rodapé produzidas nas redacções sobre quando é que a polícia actuaria, fui deitar-me e, de manhã. ao romper da bela aurora, logo tomei conhecimento de que uma vez mais tinha havido porradaria da grossa sobre os 'fora da lei', com os habituais feridos à mistura.
Portanto, o baile segue segundo a pauta aconchegada entre Montezero e o Benturoso, com a Lei dos Despejos Céleres, o ramalhoso Pacote Liberal, o desmantelamento do SNS, as borlas para os mandatários que são os DDT, o aumento do custo de vida e outras coisas igualmente piquenas'. Sem esquecer que Sócrates, Salgado, Ronaldo CR7 e o 'Spinumvírus' sumiram das pantalhas, para além de ter prescrito o processo dos arguidos no BPN do laranjal e de se ter inicado o julgamento do Lima Laranja, acusado de ter assassinado a sua cliente Rosalina, viúva de Tomé Feteira, (que havia sido um dos DDT no tempo da outra senhora) aboletando-se o Lima Laranja com a farta herança daquela. Lá da estranja também desapareceram das patalhas o sequestro de Maduro, o caso Epstein, estando em banho-maria a Palestina e a Ucrânia, as invassões de Cuba e do Irão, assim como a anexação do Canadá e da Gronelândia, para engorda da 'stars and strips' do amigo 'amaricano'.
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Com auxílio da AI / IA estas são ilustrações dos tempos em que uns vegetam e utros vivem à grande e à francesa, nas suas sete quintas.
A tarde soalheira e de céu azul deu lugar a uma noite sem estrelas (2010)
1 de novembro de 2010
A tarde soalheira e de céu azul deu lugar a uma noite sem estrelas, como são as da cidade. Apenas para lá da janela desta torre no cimo duma encosta e em terra parece que elas pousaram. Mais prosaicamente, não são estrelas em terra que avisto até ao infinito longínquo, mas a iluminação pública nos povoados e caminhos até Lisboa, como se no castelo de Palmela estivesse.
Respigado - Também posso vestir a realidade com fatos alegres e música e folguedos e brisas cariciantes e olhares de veludo e sedutores e de pedrinhas saltitando pelo riacho com se aves cantando fossem. Com as palavras e a arte de usá-las se pode tornar mágico o que não é e soalheira a mais triste noite ou brilhante como se de mil sóis rendilhados falassem o que me cerca e com elas me libertando 🙂 Ou não ! Porque o mágico tem consciência dos truques para tornar mágicos os enganos !
Jean Lartéguy e 'Os Tambores de Bronze' (2011)
1 de novembro de 2011
Os mortos ficam onde estão e os vivos que se desenvencilhem. Os mortos partiram para a aldeia onde o galo não canta, mas a nós é o galo que nos acorda todas as manhãs" Os Tambores de Bronze - Jean Lartéguy
Estuário do Rio Tejo e Torre de Belém com pôr-do-sol (2012)
Setúbal, não de azul e verde mas de cinza outonal (2013)
1 de novembro de 2013
Foto Victor Nogueira - Setúbal, o estuário do sado e a serra da arrábida vestidos não de azul e verde mas de cinza outonal
Nas férias grandes em Pointe Noire (2018)
1 de novembro de 2018
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* Victor Nogueira
Nas férias grandes em Pointe Noire (antiga África Equatorial Francesa), na praia, com a Nicole, em 1958, Nos trópicos a sul do Equador as férias grandes coincidiam com a estação fria - o "cacimbo", em Angola - enquanto que a norte do Equador era Verão.
Foto João Gaspar Nas férias grandes em Pointe Noire
O caos vai-se ordenando, com a ajuda dos vizinhos (2019)
* Victor Nogueira
1 de novembro de 2019
O caos vai-se ordenando, com a ajuda dos vizinhos: a D. Amélia e o Paulo, de acordo com as suas disponibilidades de tempo.. Não tão rapidamente como a minha controlada impaciência o reclama. E o cansaço físico de km feitos em pequenos passos, aqui e ali, e mil gestos, vai-se acumulando sem que eu consiga parar. A impaciência contida aumenta e todo o corpo protesta, as juntas rangendo, os músculos tensos e contraídos a precisarem de massagem e bons tratos!
in pingos do mindelo 13.19 - como no chão em rodilha
Um burro em Lisbia, nos idos de 1975 (2010)
1 de novembro de 2020
Outrora era muito comum ver nas estradas ou pelas ruas os jericos, mulas ou burros, normalmente puxando carroças que transportavam produtos ou pessoas, por vezes comendo placidamente a palha. Outras vezes transportavam no dorso alcofas ou pessoas, por vezes o nédio abade ou o João Semana, de As Pupilas do Senhor Reitor ou o anafado Sancho Pança, o fiel escudeiro e criado de D. Quixote.
Também estes pachorrentos animais, quando não escouceavam ou teimosamente fincavam os cascos dali não arredando, ajudavam puxando os arados ou movendo as noras para delas se extrair a água, para uso doméstico ou irrigação dos campos..
Eram pois instrumento de trabalho e o meio de transporte da plebe, que a fidalguia andava a cavalo, como D. Quixote, no seu esquálido Rocinante.
Mas presentemente e pelas ruas e pelas estradas raro se encontram equídeos, os jericos sendo uma espécie em vias de extinção, sem que a Humanidade com isso se preocupe, inebriada pelos cavalos mecânicos.
Afinal hoje não há chuva, nem neblina ou nevoeiro (2021)
* Victor Nogueira
1 de novembro de 2021 ·
Afinal hoje não há chuva, nem neblina ou nevoeiro, mais ou menos cerrado. O dia está limpído, de céu azul, não amenanente outonal, pois o Sol - que tudo ilumina e alumia - não aquece, arrefece, como se invernal já fosse o tempo. E o troar que por vezes assola os ares não são trovões, mas aviões, sobrevoando o "meu" espaço aéreo e adjacências, partindo ou chegando dos sete cantos do mundo.
Hoje e dia de Todos os Santos, véspera de dia Finados (2022)
* Victor Nogueira
1 de novembro de 2022
Foto victor nogueira &Cemitério) - Hoje e dia de Todos os Santos, véspera de dia Finados. Mas como o feriado é a 1 de Novembro, as pessoas antecipam e é no Dia de Todos os Santos que são feitas as visitas aos cemitérios para colocar flores nas campas, jazigos e mausoléus. No 1º de Novembro, todos os finados são Santos, sejam anjos ou demónios, embora muitas vezes isto resulte apenas das diferentes perspectivas e olhares!
A cavalo no Fiesta II no regresso da estação ferroviária de Campanhã, no Porto, rumo ao Mindelo apercebi-me que a igreja do Bonfim estava aberta. Ao lado, muitas pessoas entravam e saíam do cemitério, onde tirei esta foto.
O dia de hoje, soalheiro com céu azul, contrastava com o de ontem, cinzentonho e chuviscoso.
A poesia em 'No dia de todos os santos' (2024)
* Victor Nogueira
Está de cinza, tristonho, o dia de todos os santos. (2024)
* Victor Nogueira
1 de novembro de 2024
Está de cinza, tristonho, o dia de todos os santos. pluvioso e frio, aqui, quase à beira-rio. No parque verde as folhas das árvores embrunecem, anunciando a vinda do tempo em que se desprenderão dos ramos para atapetar o solo, dum castanho dourado, embora sobre a relva, sempre verde. Lá em baixo, no relvado, pousam demoradamente as gaivotas, quietas e sossegadas.
Não é costume que assim seja. Não será alimento pois esse buscam-no nos contentores, a meio do largo. Espaçadamente, uma e outra, em voo planado, cruza os ares. Não se vislumbram os pombos e tudo em redor e dentro de mim é silêncio!
O largo está vazio de gente, passando com destino ou sentadas nos bancos ou nos muretes, os jovens e as mulheres conversando ou contemplando quem passa, os homens por vezes jogando às cartas, a miudagem jogando à bola, por vezes rematando contra uma das paredes, grafitada, riscos nela gravados sem engenho e arte.
sábado, 31 de outubro de 2026
A poesia em 31 de Outubro de 2011
A manhã está nevoenta e parece ter chovido / A tarde esteve soalheira (2011)
* Victor Nogueira
31 de outubro de 2011
A manhã está nevoenta e parece ter chovido. Ao alvorecer gaivotas em bandos esvoaçavam defronte à minha casa, em voo elegante, ora batendo as asas com elegância, ora planando graciosamente, demasiado rápidas para conseguir "fixar" o seu voo pela máquina fotográfica. A bola de fogo levantando-se no horizonte estava encoberta pelas nuvens alaranjadas e o estuário do Rio Sado parecia um rio prateado serpenteando languidamente pela planície. Pura ilusão pois o estuário é como se fosse um lago. A manhã está desconfortavelmente plena de humidade, que se infiltra desagradavelmente pelo meu corpo. Neste alto da torre no cimo duma encosta mal se distinguem os ruídos na avenida, lá em baixo, cheia de movimento do trânsito automóvel agora um autocarro depois uma motorizada ou um automóvel, com o ruído de fundo continuo do que parece ser um aparador de relva no Parque Verde. Parece mas não deve ser
31 de outubro de 2011
A tarde esteve soalheira mas com núvens brancas, o estuário do sado refulgia como se um espelho levemente ondulado fosse e as gaivotas esvoaçavam em terra, sinal de que - segundo a popular sabedoria - haverá tempestade no mar. Mas ... para cada situação, há (quase) sempre um provérbio que afirma o seu contrário ou contraditório. Pescando na Proverbial, convém estar sempre de bem com Deus e com o Diabo, não vá este tecê-las.
Aos morcegos e morcegas (2011)
* Victor Nogueira
31 de outubro de 2011
Bem, morcegos e morcegas, sem outro destino nem companhia, vou para Vale de Lençóis ler, que os braços de Morfeia e Joana Pestana por mim esperam no alto desta silenciosa madrugada, silêncio apenas quebardo pelo zumbido nos ouvidos e pela baque seco e regular da tecla de espaços
A tarde está soalheira (2010)
Bruxas, bruxedos e bruxarias (2019)
`
* Victor Nogueira
31 de outubro de 2019
O separador do Google Chrome hoje afinfa-nos com o Halloween ou Dia das Bruxas. Escreveu outrora Cervantes, pela voz de D. Quixote, que não acreditava em bruxas, mas que as havia, havia. Eu cá não acredito na sua existência, nem em bruxedos, bruxarias e maus-olhados ou assombrações, embora a crença popular na sua existência tenha ao longo dos milénios levado à morte de muitas mulheres, queimadas em fogueiras, ateadas pela fúria popular, em "divertidos" folguedos, ou pela "Santa Inquisição"
Célebres ficaram as chamadas "bruxas de Salém" (The Crucible), tema duma peça de teatro de Arthur Miller, denunciando o anticomunismo do que ficou conhecido como "macarthismo".
Noutro registo há as bruxas boas ou más criadas por Walt Disney, muitas vezes baseadas em "contos de fadas" de origem popular, por vezes tenebrosos.
Mas as "bruxas" revivem espalhando-se pelas sete partidas do mundo, como mais um negócio consumista para encher a bolsa do capital.
Contudo, em tempos de igualdade do género, haverá alguém que defenda a criação do "Dia dos Bruxos" ou. no ramo da doçaria, o "doce do avô" ou os "papos de anjolas"?!
O tempo continua cinzentonho, mas não de chuva quase contínua ou não fosse a meteorologia apenas previsional, Nada de novo se passa no quintal, salvo o restolho ter sido coberto por um oleado para que se decomponha para utilização posterior como adubo natural. Rolas de negro "penadas" e saltitantes pardais, como se fossem gaivotas em terra, esvoaçam pelo campo ou pousam com brevidade no muro do quintal.
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