Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Vade.mécum (01) - razão de ser desta série


* Victor Nogueira / Google Gemini

O meu primeiro vade-mécum neste blog fruto das minhas  pesquisas com recurso à Inteligência Artificial foi a Economia Doméstica. Mas, no meio de tantas leituras e notas, começaram a surgir outros temas. Assuntos variados, guias práticos, listas e pequenos memorandos que não se encaixavam nessa categoria, mas que eram demasiado úteis para ficarem guardados no meu computador. Nas 'nuvens', embora com os pés ben assentes na terra, torna-se-me mais fácil o seu armazenamento e consulta, desde que não falhe a ligação à `rede'.

Surgiu então o desafio: como organizar e dar um teto a estas publicações tão diversas, mantendo o blog arrumado e fácil de navegar?

Pensei em vários nomes. Cheguei a equacionar "Scriptorium", uma palavra belíssima que nos remete para as salas dos mosteiros medievais onde os monges escreviam e guardavam o conhecimento. No entanto, soava demasiado a um "gabinete de escrita" ou diário pessoal, afastando-se da utilidade prática que eu procurava. Pensei também em termos como "Sebenta", mas uma sebenta universitária serve para explicar teorias, e o que eu queria era algo mais direto.

A escolha final acabou por ser a mais perfeita: Vade-mécum.

Para quem não está familiarizado com a expressão, Vade-mécum vem do latim e significa, literalmente, "vem comigo". Historicamente, serve para designar aqueles manuais de bolso ou livros de referência que os profissionais (como médicos ou advogados) trazem sempre consigo para consultar uma informação exata no momento certo.

Neste blog, o Vade-mécum será exatamente isso: uma espécie de "pronto-a-consultar" ou uma caixa de ferramentas digital. Sob esta etiqueta, não vão encontrar textos longos de opinião ou reflexões filosóficas. Vão encontrar utilidade pura:

  • Guias práticos passo a passo;

  • Checklists para o dia a dia;

  • Memorandos e resumos explicativos sobre os mais variados assuntos;

  • Notas rápidas que facilitam a vida.

Vade-mécum parece um nome estrambólico para um arquivo armazenado nas núvens, não as siderais,  mas meramente virtuais. Embora esta seja a publicalão inicial, outras anteriores serão nela incluídas.

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Imagem gerada pelo Google Gemini

VER Economia doméstica (01) - razão de ser desta série

Economia doméstica (39) - Refeições rápidas, hidratantes e nutritivas

 


* Victor Nogueira / Google Gemini

Esta publicação é sequência a  Economia Doméstica (37) – Evitar e combater a prisão de ventre. sugerindo estratégias para uma refeição, ideal para quem precisa de algo substancial, rápido e focado no alívio da prisão de ventre antes de sair de casa:

Para preparar uma refeição rápida, altamente hidratante e nutritiva, a melhor estratégia é combinar a eficiência do forno elétrico com a rapidez do micro-ondas. Comece por colocar os nuggets de frango ou os panadinhos de peixe a cozinhar no forno elétrico, garantindo que ficam estaladiços de forma saudável e sem as gorduras da fritura, que pesariam na digestão.

Enquanto o forno trabalha, utilize o micro-ondas para preparar um acompanhamento rico em água e fibra, essencial para combater o intestino preso e amolecer as fezes duras. Num recipiente tapado próprio para micro-ondas, coloque pimento vermelho, tomate cereja, cenoura às rodelas finas e a mistura de alho francês com cebola, salpicando com duas colheres de sopa de água. Leve à potência máxima por três a quatro minutos para cozer os legumes a vapor, fazendo com que o tomate rebente e crie um molho natural e sumarento. De seguida, junte o grão-de-bico já cozido a esta mistura e aqueça no micro-ondas por mais um minuto para apurar os sabores.

No momento de servir, junte os panados saídos do forno ao preparado de grão e legumes e, como regra de ouro, regue tudo com um fio generoso de azeite cru, que funcionará como um lubrificante natural para o trânsito intestinal. Termine a refeição com um kiwi de sobremesa para ajudar na digestão e dar um estímulo extra ao intestino. Esta combinação garante uma digestão mais leve, reduz a formação de gases e fornece a energia e a hidratação necessárias para aguentar a tarde na rua sem desconforto.

Aqui ficam mais três sugestões de receitas que seguem exatamente a mesma lógica (básicos de despensa/congelador, uso inteligente de eletrodomésticos, muita hidratação e fibra):

Sugestão de revitas rápidas

Opção 1: O "Salteado Térmico" no Forno (Mais substancial e prático)

Visto que vai ligar o forno elétrico para fazer os nuggets, aproveite o calor e o espaço no tabuleiro:

  1. Ponha os nuggets de um lado do tabuleiro.

  2. Do outro lado, deite uma boa porção de pimento vermelho, tomate cereja (inteiros ou cortados ao meio), as cenouras às rodelas e a mistura de alho francês e cebola.

  3. Regue tudo com um fio generoso de azeite e uma pitada de sal.

  4. Deixe assar tudo junto. O tomate e o pimento vão libertar um sumo maravilhoso que vai hidratar o grão-de-bico (que adiciona no final ou aquece à parte) e o azeite quente ajuda na lubrificação.

Opção 2: Um "Estufado Rápido" de Grão (Mais reconfortante)

Enquanto os nuggets estão no forno, faz um acompanhamento rico num tacho pequeno:

  1. Deite um fio de azeite no tacho e junte a mistura de alho francês e cebola com o pimento e as cenouras às rodelas.

  2. Deixe amolecer um pouco e junte os tomates cereja e um golo de água. Tape o tacho para o tomate libertar o suco e criar um molho muito hidratante.

  3. Quando a cenoura estiver tenra, junte o grão-de-bico já cozido para apurar e absorver estes sabores durante 2 ou 3 minutos.

Qualquer uma destas opções vai dar-lhe a energia necessária para a tarde, mantendo o intestino bem hidratado e lubrificado. Não se esqueça de beber o seu copo de água a acompanhar e de comer o kiwi no fim! 

Sugestão 1: O "Arroz" de Lentilhas e Pimentos Expresso

  • A Base Rápida: No micro-ondas, coloque uma boa porção de lentilhas cozidas (de conserva ou previamente cozidas), pimento vermelho em cubos e a mistura de alho-francês e cebola congelada com duas colheres de água. Coza a vapor por 4 minutos.

  • O "Substancial" no Forno: Enquanto os legumes e as lentilhas ganham humidade no micro-ondas, faça uns hambúrgueres de aves ou de vegetais no forno elétrico.

  • O Toque de Ouro: Misture as lentilhas com os legumes sumarentos, junte o hambúrguer fatiado e regue com azeite cru. As lentilhas são digestivas e excelentes para acelerar o trânsito.

Sugestão 2: O Omelete de Forno "Limpa-Frigorífico" com Feijão-Frade

  • A Base Rápida: No micro-ondas, deite o tomate cereja e os pimentos congelados durante 2 minutos apenas para libertarem o suco e murcharem ligeiramente.

  • Tudo no Forno: Numa caçarola pequena que possa ir ao forno, bata dois ovos com um golo de leite (ou água), junte feijão-frade cozido e os legumes que saíram do micro-ondas. Leve ao forno elétrico (pode colocar no mesmo tabuleiro se estiver a assar panados, por exemplo) até o ovo coalhar (cerca de 12-15 minutos).

  • O Toque de Ouro: O feijão-frade e o ovo dão imensa substância para a tarde, e o tomate garante que a receita não fica seca. Termine com o azeite cru por cima.

Sugestão 3: Salada Térmica de Atum, Grão e Tomate Suado

  • A Base Rápida: Se não quiser ligar o forno de todo, esta é a receita ideal. Coloque os pimentos, a cenoura ralada e o tomate cereja no micro-ondas por 3 minutos com uma colher de água para criar um molho morno e hidratante.

  • A Mistura Saciante: Numa taça, junte uma lata de atum ao natural (ou em azeite, escorrendo o excesso), grão-de-bico cozido e envolva tudo com os legumes quentes e o seu molho.

  • O Toque de Ouro: O calor dos legumes vai aquecer ligeiramente o atum e o grão. Finalize com um fio generoso de azeite e vinagre de sidra (que também ajuda na digestão).

Estas opções complementam perfeitamente o seu texto principal, oferecendo aos leitores do blog alternativas práticas para aqueles dias em que o tempo escasseia, mas a saúde intestinal não pode ser esquecida!

Uma alternativa para acompanhamento

O

Economia doméstica (38) - Variedades de arroz

 


* Victor Nogueura / AI Google Assistant

O melhor arroz branco para ficar solto é o de grão longo, como o agulhinha (ou agulha) e o basmati. Outra excelente opção é o arroz parboilizado (ou vaporizado), que passa por um processo térmico e tem menos probabilidade de empapar. Para garantir o ponto soltinho, lave-o antes de cozinhar para remover o excesso de amido. [1, 2, 3, 4, 5]

O arroz agulha fica muito solto, enquanto o arroz carolino tende a ficar cremoso e colado. [1, 2]

Eles comportam-se de formas totalmente opostas na panela devido à sua estrutura genética e quantidade de amido: [1]

  • Arroz agulha: É um grão longo (variedade Índica) com baixo teor de amido. Ele fica solto e seco com muita facilidade, sendo o mais indicado para acompanhamentos simples do dia a dia. [1, 2]
  • Arroz carolino: É um grão curto e arredondado (variedade Japónica) rico em amido. Ele liberta muita goma durante a cozedura. Por isso, não fica solto; em vez disso, fica cremoso, aveludado e absorve muito caldo. É a escolha ideal para pratos tradicionais portugueses "malandros" ou caldosos, como arroz de tomate, de feijão ou de marisco. [1, 2, 3, 4, 5]

Se quer um arroz branco tradicional bem soltinho, opte sempre pelo agulha. Se usar o carolino com esse objetivo, o resultado será um bloco compacto de arroz. [1, 2]

O arroz basmati é o que fica mais solto de todos. [1]

Embora o arroz agulha e o arroz basmati sejam ambos de grão longo e fiquem soltinhos após a cozedura, existem diferenças importantes na textura e no sabor: [1, 2, 3]

  • Arroz basmati: Vence no quesito "soltinho". Os seus grãos são ainda mais longos e finos, expandem verticalmente durante a cozedura e têm o menor teor de amido. Ele não liberta quase goma nenhuma, o que faz com que os grãos fiquem totalmente separados, leves e secos. Além disso, é famoso pelo seu aroma natural intenso, que lembra nozes ou pipocas. [1, 2, 3, 4, 5]
  • Arroz agulha: Fica muito solto e firme, sendo o arroz tradicional do dia a dia em Portugal. Tem um sabor neutro que absorve bem o sal e o refogado. Contudo, se falhar na quantidade de água ou no tempo de cozedura, ainda corre o risco de colar ligeiramente, ao contrário do basmati que é muito mais tolerante. [1, 2, 3, 4, 5]

O arroz agulha é o melhor para o dia a dia porque é mais económico, tem sabor neutro e cozinha muito rápido.

Para não perder tempo e garantir que ele fica sempre solto sem precisar de o lavar, use o método de medição direta e a proporção de 1:2.

Como fazer em menos de 15 minutos

  1. Refogar: Aqueça um fio de azeite e um dente de alho esmagado diretamente tacho.
  2. Medir: Deite 1 caneca de arroz agulha (cru e seco) e frite-o no azeite por 1 minuto até os grãos ficarem brilhantes.
  3. Apurar: Junte 2 canecas de água a ferver (use a chaleira para ser mais rápido) e uma pitada de sal.
  4. Cozinhar: Tape o tacho, ponha o lume no mínimo e marque 10 a 12 minutos.
  5. Descansar: Desligue o lume, mantenha a tampa fechada por mais 2 minutos e depois solte os grãos com um garfo.

Se quiser acelerar ainda mais o processo, prefere saber como fazer este arroz no micro-ondas ou quer uma dica para o congelar em porções para a semana inteira?

No micro-ondas (pronto em 12 minutos)

O cozimento no micro-ondas é ideal para o dia a dia porque não precisa de vigiar o lume e não corre o risco de queimar o fundo.

  1. Misturar: Num recipiente próprio para micro-ondas e alto (o arroz vai espumar), deite 1 caneca de arroz agulha, 2 canecas de água quente, um fio de azeite, sal e alho em pó a gosto.
  2. Cozinhar: Leve ao micro-ondas, sem tampa, na potência máxima por 12 minutos.
  3. Abafar: Retire com cuidado, tape o recipiente com um prato e deixe descansar por 3 minutos antes de soltar com um garfo.

Como congelar e reaquecer (grãos soltos)

Congelar arroz é a melhor forma de poupar tempo. O segredo para ele não virar uma papa ao descongelar está no choque térmico e no armazenamento correto.

  • Arrefecimento rápido: Nunca congele o arroz quente. Gosto de o espalhar num prato grande ou tabuleiro para arrefecer rapidamente à temperatura ambiente.
  • Porções individuais: Divida o arroz frio em caixas herméticas ou sacos de congelação nas doses exatas que vai consumir. Não calque o arroz na caixa; deixe-o solto. Ele dura até 3 meses no congelador.
  • Como reaquecer: Não precisa de descongelar previamente. Leve a porção congelada diretamente ao micro-ondas por 2 a 3 minutos com uma colher de chá de água por cima e uma tampa semi-aberta. A água vai criar vapor e devolver a humidade original ao grão, deixando-o como se tivesse sido feito na hora.

Para o dia a dia, o arroz agulha é a escolha ideal por ser económico, rápido e ter um sabor neutro que combina com tudo. Para garantir que fica sempre solto sem perder tempo a lavá-lo, basta usar a proporção de uma medida de arroz para duas de água a ferver, cozinhando em lume mínimo com o tacho tapado por doze minutos. Se quiser ainda mais praticidade, pode fazê-lo no micro-ondas colocando os ingredientes num recipiente alto sem tampa durante doze minutos na potência máxima, deixando-o abafado por mais três minutos antes de servir. Para poupar tempo na rotina, este arroz pode ser congelado por até três meses; basta deixá-lo arrefecer totalmente, guardá-lo em porções individuais sem o calcar e, na hora de consumir, levá-lo diretamente do congelador ao micro-ondas por três minutos com uma colher de chá de água para o vapor devolver o toque de fresco e soltinho.

Para o dia a dia, o arroz agulha é a escolha ideal por ser económico, rápido e de sabor neutro, enquanto o arroz basmati é o que fica mais solto e aromático devido ao seu grão longo e finíssimo; por outro lado, o arroz carolino é de grão curto e rico em amido, pelo que não fica solto e deve ser reservado para pratos cremosos e caldosos. Para cozinhar o agulha ou o basmati sempre soltos sem perder tempo, basta usar a proporção de uma medida de arroz para duas de água a ferver, cozinhando em lume mínimo com o tacho tapado por doze minutos. Se quiser ainda mais praticidade, pode fazê-lo no micro-ondas colocando os ingredientes num recipiente alto sem tampa durante doze minutos na potência máxima, deixando-o abafado por mais três minutos antes de servir. Para poupar tempo na rotina, este arroz pode ser congelado por até três meses; basta deixá-lo arrefecer totalmente, guardá-lo em porções individuais sem o calcar e, na hora de consumir, levá-lo diretamente do congelador ao micro-ondas por três minutos com uma colher de chá de água para o vapor devolver o toque de fresco e soltinho. Na hora de reaquecer, pode enriquecer o prato adicionando ingredientes práticos como ervilhas de lata, milho, passas, amêndoas laminadas, uma colher de pesto ou um ovo mexido feito rapidamente na hora. Para uma refeição completa e veloz, este arroz soltinho serve de acompanhamento perfeito para proteínas rápidas do quotidiano, como bifinhos de peru grelhados, latas de atum bem escorridas com cebola picada, douradinhos no forno, ovos estrelados com a gema líquida ou fatias de salmão fumado.

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Imagem gerada pelo chatGPT a partir deste meu guião:

Desenha uma gravura colorida que sirva para ilustrar um texto sobre qualidades e diferenças entre arroz basmati, carolino e agulha.

domingo, 12 de julho de 2026

Economia Doméstica (37) – Evitar e combater a prisão de ventre


* Victor Nogueira ( Google Gemini

Aqui tem uma proposta de artigo estruturada para o seu blog, na categoria de Economia Doméstica. O foco é mostrar como resolver um problema de saúde comum (e desconfortável) usando apenas a despensa e o congelador, evitando gastar dinheiro desnecessariamente na farmácia.

SOS Intestino Preso no Verão: Como Resolver o Problema com o que Tem na Cozinha

O calor apertou nos últimos dias e, de repente, o corpo ressentiu-se. Sentir o intestino preso, fezes duras e aquela sensação de enfartamento é muito comum quando as temperaturas sobem. Com o suor, perdemos muito mais líquidos e, se não compensarmos, o intestino "rouba" a água das fezes, tornando a evacuação difícil e dolorosa.

Antes de correr para a farmácia para gastar dinheiro em laxantes — que muitas vezes são agressivos para o organismo a solução pode estar mesmo na nossa despensa e no congelador.

O bom funcionamento do nosso organismo é a base do nosso bem-estar e, surpreendentemente, da nossa carteira. Quando o intestino fica preso, a tendência imediata de muitas pessoas é correr para a farmácia e gastar dinheiro em laxantes químicos que, além de caros, podem ser agressivos e viciar o sistema digestivo.

A verdade é que, na grande maioria dos episódios pontuais de prisão de ventre (obstipação), a solução eficaz, natural e económica está mesmo na nossa cozinha. Sabendo combinar os alimentos certos que já temos na despensa e no congelador, conseguimos devolver o ritmo ao corpo sem gastar um único cêntimo extra.

Para resolver o problema, precisamos de ativar os três pilares fundamentais da saúde intestinal: Hidratação, Fibra e Lubrificação. Se o problema começou há pouco tempo (um ou dois dias), eis o plano de ação "Desperdício Zero".

1. O Menu "Desbloqueador" (Com o que tem em casa)

Pode montar um dia alimentar perfeito usando apenas básicos de cozinha para amolecer as fezes e estimular o trânsito:

  • O Despertar Elétrico: Comece o dia com um copo de água morna com sumo de limão. A temperatura morna relaxa os músculos intestinais e o ácido do limão estimula o movimento natural do intestino (peristaltismo).

  • O Snack de Kiwi: Se tem kiwis na fruteira, descasque e coma dois. O kiwi é riquíssimo em fibras e enzimas que ajudam a acelerar o processo. Se tiver frutos desidratados (como arandos ou cranties), não os coma secos; coloque-os de molho em água morna durante 15 minutos para que "inchem" e tragam água para o intestino, em vez de a roubarem.

  • As Leguminosas ao Almoço: Grão-de-bico ou feijão-frade são excelentes fontes de fibra. O grão-de-bico ganha por uma curta vantagem por ter mais fibra solúvel, que forma um gel e amolece as fezes duras. Regue com um fio generoso de azeite, que funciona como um lubrificante natural nas paredes do intestino.

  • A Janta "Limpa-Congelador": À noite, evite refeições pesadas e aposte numa sopa altamente hidratante.

Como montar a sopa perfeita (Direto do congelador):

  1. Ponha a água a aquecer na panela com cenouras cortadas (use poucas cenouras para não prender).

  2. Quando a água estiver a ferver, despeje os legumes que tiver esquecidos no congelador diretamente na panela, sem descongelar (preserva melhor as fibras). Use pimentos (ricos em água) e uma boa quantidade de ervilhas (uma verdadeira bomba de fibra).

  3. Ponha água suficiente para cobrir bem os legumes para garantir a hidratação.

  4. Deixe cozer, triture com a varinha mágica e, com o lume já apagado, adicione um fio generoso de azeite cru para lubrificar o bolo fecal durante a noite.

2. Três Regras de Ouro no dia a dia

  • Água à Temperatura Ambiente: Esqueça a água gelada. O choque térmico pode contrair o sistema digestivo. Beba água ao longo do dia à temperatura natural. Regra de ouro: se comer fibras (grão, feijão ou ervilhas), é obrigatório acompanhar com um ou dois copos de água, ou o efeito será o oposto e o intestino prenderá ainda mais.

  • Atenção ao Café: O café quente dá um estímulo inicial para ir à casa de banho, mas como é diurético, acaba por desidratar o organismo se abusar. Se tomar uma chávena, compense logo com um copo de água a seguir.

  • A Posição Correta (E a Gravidade): Quando for à casa de banho, nunca faça força excessiva (para evitar fissuras ou hemorroidas). Use um pequeno banco para apoiar os pés. Ao elevar os joelhos acima da linha da anca, o reto endireita-se e as fezes saem com muito menos esforço.


3. Estratégias de Prevenção a Longo Prazo

Para que este problema não se torne recorrente, a economia doméstica também passa por criar hábitos preventivos sólidos:

  • Modere a cafeína e o álcool: Ambas as substâncias são diuréticas. A desidratação que provocam reflete-se diretamente na dureza das fezes.

  • Pratique atividade física: Caminhadas regulares ou exercícios leves ajudam a estimular os movimentos mecânicos do intestino.

  • Crie uma rotina de horários: Tente educar o seu corpo a ir à casa de banho sempre na mesma altura do dia, de preferência após as refeições, aproveitando o reflexo natural do organismo.

  • Nunca ignore o sinal: Quando sentir vontade de evacuar, não adie. Segurar o estímulo faz com que o intestino continue a reabsorver a água daquelas fezes, tornando-as progressivamente mais duras e difíceis de expelir.

  • Aposte em Probióticos: Inclua alimentos como iogurte natural ou kefir na sua rotina semanal para manter a flora intestinal equilibrada e saudável.

Aplica-se apenas ao Verão?

O nosso intestino funciona exatamente da mesma forma em janeiro ou em agosto, pelo que estas regras são intemporais. No entanto, é nos meses de calor que devemos ter atenção redobrada por três fatores específicos:

  1. A Desidratação Silenciosa: Com o calor, perdemos muita água pelo suor sem dar por isso. Se mantivermos o mesmo consumo de água do inverno, o intestino prende de imediato.

  2. A Quebra de Rotinas: As férias e as viagens alteram os nossos horários, e o intestino ressente-se muito com a falta de rotina.

  3. Gestão do Desperdício: No verão, os legumes frescos estragam-se muito depressa na fruteira. Utilizar os legumes congelados para fazer sopas hidratantes poupa dinheiro e protege o ambiente.

⚠️ Nota de Saúde: Este plano é ideal para episódios pontuais. Se a prisão de ventre persistir por muitos dias, ou se for acompanhada de dor abdominal forte, febre ou sangue, consulte sempre um médico.

 Gravuras geradas pelo Google Gemini 

VER Economia doméstica (39) - Refeições rápidas, hidratantes e nutritivas

sábado, 11 de julho de 2026

A Lupa do Gemini e os auto-retratos (2026)

 


* Victor  Nogueira / Google Gemini


ERROS MEUS, MÁ FORTUNA, AMOR ARDENTE
Nada tenho para te ofertar
Que saiba: joias, discoteca, dança;
No tempo busco vária temperança
que também vos dão bom estimar.
Um com outro bem quiz enredar,
Mas parece ser outra a contradança
Que muda a tua dor em festança,
Por aqui me deixando a vaguear.
Lembro a tua lábia, seio moreno,
Tua feição que muito me agradou;
A pele, doce ardor despertou
Que na barca me fez vogar, sereno,
Porém não está o meu coração pleno
De alegria, que por vós soou:
Nem grã Camões ou milionário sou
Para contigo navegar, no Reno.
Erros meus, má fortuna, amor ardente,
Não fazem da jornada bom soneto
Nem do navegante melhor "gineto"
Pois em ti está meu pensar, descontente'
Assim na Luísa Todi jazente,
Vogando entre o lume e o espeto,
Bem vivo, com meu bom ou mau "aspêto"
Buscando tua razão e paz, somente.
.
1989.Setembro.10 - Setúbal

AUTO RETRATO EM PASSATEMPO

Com nariz grande, olhar estrelado, Baixo, cabelo negro, ondulado, Magro, moreno, mui desajeitado, Nada ou p'la vida sempre perdoado. . Buscando amizade, mau achado, Agindo calma ou mui despeitado, O êxito logrou, mal torneado, Com persistência e pouco alegrado. . Tolerante, mas não libertário, Conduzindo, longe da multidão, Na vida procurando liberdade. Em tudo mal, buscando seu contrário, Com ar sério ou risonha feição, Mal sente, co'a razão, felicidade.

in "Retratos" - 1989.09.10 - Setúbal 

ANéMONA DO MAR
De um punhado
de branca areia salgada
fez-se
verde madeiro
.........................vogando
........................................ao sabor da corrente
na esteira de todos os sorrisos
De ilha em ilha
castelos no ar
que a chuva........gota .......a ........gota
...........................construiu
e o sol dispersou
Sousel 1969 Fevereiro

Pimbalhadas de Pacheco Pereira (2026)

 


* Victor Nogueira

José Pacheco Pereira, na sua crónica de hoje, no Público, escreve sobre o que considera serem as virtudes da chamada música 'pimba', referindo alguns dos seus mais populares 'artistas', como Quim Barreiros, Rosinha, Ruizinho da Penacoca, Emanuel Moura ...


auto.retrato em 2018.07.10 e 2 poemas (2018)

 


* Victor Nogueira

10 de julho de 2018 
Conteúdo partilhado com: Público
auto.retrato em 2018.07.10 e 2 poemas, um de Victor Nogueira e outro de Camões
ERROS MEUS, MÁ FORTUNA, AMOR ARDENTE
Nada tenho para te ofertar
Que saiba: joias, discoteca, dança;
No tempo busco vária temperança
que também vos dão bom estimar.
Um com outro bem quiz enredar,
Mas parece ser outra a contradança
Que muda a tua dor em festança,
Por aqui me deixando a vaguear.
Lembro a tua lábia, seio moreno,
Tua feição que muito me agradou;
A pele, doce ardor despertou
Que na barca me fez vogar, sereno,
Porém não está o meu coração pleno
De alegria, que por vós soou:
Nem grã Camões ou milionário sou
Para contigo navegar, no Reno.
Erros meus, má fortuna, amor ardente,
Não fazem da jornada bom soneto
Nem do navegante melhor "gineto"
Pois em ti está meu pensar, descontente'
Assim na Luísa Todi jazente,
Vogando entre o lume e o espeto,
Bem vivo, com meu bom ou mau "aspêto"
Buscando tua razão e paz, somente.
.
1989.Setembro.10 - Setúbal
----------------------------------------------------
* Luís de Camões
.
Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente
.
.
Erros meus, má Fortuna, Amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a Fortuna sobejaram,
Que para mim bastava Amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que já as frequências suas me ensinaram
A desejos deixar de ser contente.
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa a que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De Amor não vi senão breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!
.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

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Victor Barroso Nogueira - Elisa Fardilha, Rita Sequeira, Carlos Pereira - Uma simples operação a uma catarata, Mas uma seca este post-operatório pois qinda não consigo ler a não ser que use uma lupa ou as letras sejam garrafais. Mas estou a sorrir, repararam ? 😛
8 a
Victor Barroso Nogueira - Olá, maninha. Fui operado a uma catarata e segundo o médico está a correr tudo bem 🙂 8 a
Clara Cabral - Ah! Ainda bem que tudo está a correr bem. Beijinhos e boa continuação de melhoras.
8 a
Maria Amélia Marques Martins - as melhoras, beijinhos, o poema é lindo ainda melhor do que o de Camões 😉 8 a

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Em Évora, o terraço da bonecada (2019)

 


* Victor Nogueira

10 de julho de 2019

F oto victor nogueira - em évora, no terraço da casa na rua de serpa pinto ou de alconchel, com a igreja de santo antão ao fundo. Creio que a matrafona segura pela susana foi oferta da Lili. e de tudo subsistem a cabeça do palhaço e o cão mais pequeno, de peluche, similar a um que tive em bébé, que surge nalgumas fotos  e que lá ficou em Luanda com a maioria dos brinquedos e a minha biblioteca.

A Setubalense (2024)

 


Foto victor nogueira - Azeitão EN 10 - rotunda com antiga camioneta da Setubalense, da empresa João Cândido Belo 'Os Belos' (2024 04  18   IMG_4538)

10 de julho de 2024A 
 
Nos idos de 1925 foi por João Cândido Belo fundada a empresa "A Transportadora Setubalense",  com sede em Vila Fresca de Azeitão, que fruto de aquisições doutras empresas foi crescendo tornando-se dominante em todo o Alentejo e nas ligações á Península de Setúbal, a Lisboa e ao Ribatejo, com ligações e operando também no Algarve. Um galgo era o símbolo da empresa, por mim utilzada nas viagens de e até Setúbal /  Lisboa ou pelo Alentejo nos idos de '60 e '70 do passado milénio.

Em 1975 a empresa foi nacionalizada e integrada na "Rodoviária Nacional". O auocarro da foto é um dos pioneiros.

Economia Doméstica (36) – Arroz: conservação e prazos para consumo (2026)

 


* Victor Nogueira / chatGPT

A questão surgiu a propósito de um pacote de arroz basmati integral cuja data de «consumir de preferência antes de» tinha expirado há cerca de quatro anos. A dúvida levou a analisar o significado destas datas, as condições de conservação do arroz e as diferenças entre o arroz branco e o arroz integral.


Arroz integral e arroz branco: validade, conservação e valor nutricional

A propósito de um pacote de arroz basmati integral Continente Equilíbrio, cuja embalagem original permanecia intacta e ostentava a indicação «Consumir de preferência antes do fim de 2022/05», colocou-se a questão de saber se ainda seria aconselhável consumi-lo.

O pacote esteve sempre guardado dentro de casa, num armário da cozinha, parcialmente protegido por outros produtos e sem qualquer dano na embalagem. A cozinha situa-se no último piso do edifício, circunstância que poderá ter originado temperaturas relativamente elevadas durante os meses de verão.

A indicação «Consumir de preferência antes de» corresponde a uma data de durabilidade mínima. Significa que, até essa data, o fabricante garante que o produto conserva as suas características de qualidade – sabor, aroma, textura e valor nutritivo –, desde que tenha sido corretamente armazenado. Ultrapassado esse prazo, o alimento não se torna automaticamente impróprio para consumo; simplesmente deixa de existir a garantia do fabricante quanto à manutenção dessas características.

Para um alimento seco como o arroz, um bom armazenamento implica conservá-lo em ambiente seco, ao abrigo da humidade, da luz solar direta e de temperaturas excessivas ou muito variáveis, na embalagem original intacta e selada, protegido de insetos, roedores e de produtos com odores intensos. No caso em apreço, estas condições foram, em termos gerais, respeitadas, embora a localização da cozinha sob a cobertura do edifício possa ter favorecido temperaturas mais elevadas durante o verão.

Importa, contudo, distinguir entre arroz branco e arroz integral. O arroz branco conserva-se durante muito mais tempo porque lhe foram removidos o farelo e o gérmen, ricos em gorduras. Já o arroz integral mantém essas camadas exteriores, que lhe conferem maior valor nutricional, mas também uma menor capacidade de conservação, uma vez que os seus óleos naturais oxidam progressivamente com o tempo, sobretudo quando sujeitos a temperaturas elevadas.

Ao abrir a embalagem verificou-se que os grãos permaneciam secos e soltos, sem sinais de humidade, bolor ou infestação por insetos. Todavia, apresentavam uma ligeira sensação oleosa ao tato e um discreto odor oleoso, características compatíveis com a oxidação das gorduras naturais do arroz integral. Embora estes sinais não indiciem necessariamente um risco microbiológico, revelam uma perda de qualidade organolética e nutricional.

Considerando que tinham decorrido cerca de quatro anos desde a data de durabilidade mínima e atendendo aos sinais observados, concluiu-se que não seria aconselhável consumir este arroz integral.

Se, nas mesmas condições de armazenamento, se tratasse de arroz branco, a avaliação seria diferente. Pela sua composição, o arroz branco mantém-se geralmente em boas condições durante períodos muito mais longos, desde que a embalagem permaneça intacta e o produto não apresente alterações de aspeto, cheiro ou textura.

A escolha do arroz integral tinha sido motivada pela convicção de que este ajudaria a prevenir a diabetes e a favorecer o trânsito intestinal. Essa convicção tem fundamento. O arroz integral contém mais fibra, vitaminas e minerais do que o arroz branco e, quando integrado numa alimentação equilibrada, associa-se a um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2 e a um melhor funcionamento intestinal.

Contudo, estes benefícios não dependem exclusivamente do consumo de arroz integral. A prevenção da diabetes e a promoção de um bom trânsito intestinal resultam sobretudo do padrão alimentar global e do estilo de vida. Uma alimentação rica em legumes, fruta, leguminosas, aveia, pão integral ou de mistura e outros cereais integrais fornece igualmente quantidades apreciáveis de fibra e contribui para os mesmos objetivos.

Assim, quem prefere arroz branco pode continuar a consumi-lo sem prejuízo para a saúde, desde que o faça com moderação e no contexto de refeições equilibradas, acompanhadas por legumes e por uma fonte de proteína, obtendo a fibra necessária através de outros alimentos.

Em conclusão, o arroz integral constitui uma excelente opção nutricional, mas não é a única forma de promover a saúde metabólica e o bom funcionamento intestinal. Mais importante do que privilegiar um único alimento é manter uma alimentação variada, equilibrada e rica em fontes naturais de fibra, associada a um estilo de vida ativo. 

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Gravuras geradas pelo chatGPT e pelo Google Gemini a partir deste meu guião: 

Gerar uma gravura que ilustre o que foi abordado nesta sessão 

Fotos Victor Nogueira - pessoas 2

 


Fotos Victor Nogueira - pessoas 2 (mosaico)

10 de julho de 2016