Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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terça-feira, 1 de abril de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 01, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

1 de abril de 2012 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
Salut, Camarada
nós venceremos
Mesmo que eu me venda ou traia
outros empunharão o estandarte
Esta é a minha esperança:
Nós venceremos, Camaradas!

1 de abril de 2013  · 

Foto jj castro ferreira (1962) - Rio Lucala - quedas então designadas do 'Duque de Bragança'  (Angola)

As Quedas de Calandula sutyam-se no rio Lucala, o mais importante afluente do rio Cuanza. Ficam a cerca de 80 km da cidade de Malanje, capital da província e a 420 km de Luanda, a capital do país. Com uma extensão de 410 metros e uma altura de 105, são as segundas maiores de África.  Até 1975 (no tempo colonial) eram denominadasdas como Quedas do Duque de Bragança.

quinta-feira, 14 de março de 2024

Escritos em 2009

 


Quando eu morrer e em vida vou vegetando, não voltarei.Carrego um pouco de outrens, deixando pegadas no solo e levando pó nos sapatos! 22. Nov, 2009

Cartaz do filme O Sétimo Selo (Det sjunde inseglet), de Ingmar Bergman,  um dos filmes e realizadores da minha vida ~~~~  Se quiser, pode ver o filme legendado em português em http://www.youtube.com/watch?v=nzJ1I-Bj3Dg


* Victor Nogueira

 Não fossem os registos e a memória perder-se-ia ou seria "retocada". Mas manter os escritos em suporte digital é torná-los mais frágeis e contingentes do que se o fizéssemos em papel, papiro ou pergaminho. Mas os textos que foram registados em  programas de processamento de texto  "comerciais" deixam de ser abertos e "lidos" por versões anteriores. Para  além de exigirem um "suporte" intermédio que facilite a sua "visão" - seja computador, notepad, ipad ou o que se lhe seguir. Alguém se lembra do spectrum ? Ou das disquetes de 5" 3/4 que armazenavam fabulosos 160/320 KB e dos pc's com extravagantes 50 MB de capacidade de armazenamento ? Que computadores lêem hoje as disquetes ou  as zip-drives de armazenamento com capacidade de 100 ou 750 MB ? "Monos", ali numa gaveta, como os filmes e programas registados em betamax ou em vhs !

Durante uns quinze anos mantive uma intensa correspondência com a família e amizades, de que recuperei apenas a que escrevi para casa, em Luanda,  ou  para o Porto e Lisboa, para além da que a Celeste me deixou - a minha para ela - após o divórcio.Outra de anos com uma amiga minha perdeu-se, pois há uns anos qd lhe perguntei se ainda a tinha e se ma emprestava tive como resposta que resolvera rasgar todos os papéis pessoais porque não queria que fossem lidos por outrem após a sua morte. E assim se perderam anos das minhas notas sobre évora, o instituto e a vida ! Mas disse-me que eu poderia publicar as que me escrevera, que guardei e considero, acima de tudo, textos duma enorme beleza literária. 

A única vantagem da digitalização da minhas biblioteca e dos meus escritos e dossiers seria ocuparem menos espaço: em vez de mais de duas centenas de metros que totalizam dezenas de prateleira cheias muitas em duas filas teria uma dúzia de DVD's.

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 2009.12.19

Sim, que escrever? Escrever porquê e para quem? Interessa escrever sem «feed-back»? Quem me lê, se eu já não tenho tempo para ler os blogs «amigos»? Na Contabilidade do deve-haver, o meu saldo é negativo e a moeda de troca é a mesma - nada! E como a caixa nunca pode ter saldo negativo, enchêmo-la de ... letras, melhor ou pior avalizadas

Escrever é «gastar» tempo e tempo é dinheiro, numa sociedade onde tudo é a contado para uns e a descontado para a maioria. Sem cobertura, contabilisticamente falando, a falência e o arresto são quase certos. Para que tal não suceda é preciso ter cobertura, sobretudo em paraísos fiscais e na hermética Suiça.

Sim, que isto da contabilidade tem que se diga: Por falta de preparação no Liceu, a malta em Economia tinha dois anos de Propedêutica Comercial e em Évora dois de Contabilidade Geral. Ao professor desta devia fazer-lhe espécie num curso superior estar a ensinar bê-à-bá da contabilidade de qualquer escola comercial, pelo que no 1º ano tínhamos de gramar em Contabilidade I a chatérrima teorização acerca da ... fiosofia da contabilidade ! Um pouco como o Direito Comercial, em que o 1º semestre era dado a discutir as várias interpretações do artº 2º, que definia o que era um acto comercial. Farto de tanta discussão e teoria, um dia perguntei ao Sertório, o professor, porque não revogava o Governo o tal artº 2º, escrevendo um outro de fácil interpretação. Santa ingenuidade a minha, que recebi como resposta que se assim não fosse de que viveriam os advogados e jurisconsultos?

Pelo que registo que ontem choveu e o dia esteve cinzento, enquanto hoje esteve cheio de sol com céu azul e brilhante.

Das minhas apreciações políticas darei contas no Mu(n)do Phonographo.

 

E «prontus», a escrita está em dia! Daqui a pouco será um novo dia, o dia do Senhor!.

E graças à Judite, termino com um ar de erudição:

Amicus certus in re incerta cernitur (.Latim)

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2009.12.16

Para não variar começo falando do tempo: de 6ª a 2ª feiras estiveram dias de sol, luminosos. 6ª fui às compras com o Rui, ao Jumbo, que estava praticamente vazio, sem as enchentes de outros anos em época natalícia. Bem pode o Governo dizer que estamos em deflacção, com malabarismos estatísticos, que as bolsas dementem-no e a prenda para muitos é o desemprego.

Já é noite de novo. Ando deprimido e sem vontade de sair ou de estar com as pessoas. Passei o fim de semana a dormir ou a ler, quer papel, quer no monitor. Ou a dormir, agora que desde 2ª feira veio uma onda de frio. tendo já chovido hoje.

Cada vez se utilizam mais palavras em inglês por causa da informática. Muitos programas têm nomes ridículos mas em português parecem sonantes:

software=programas de informática mouse=rato link=hiper-ligação drive=compartimento windows=janelas access=acesso works=palavras paint shop = loja de pintura paint brush= pincel de pintura file=ficheiro note pad = bloco de notas ou de apontamentos browser=navegador firewall = Barreira/muro de fogo spam = lixo electrónico e-mail = correio electrónico firefox = raposa de fogo etc

Ao jantar era para cozinhar entrecosto de porco estufado com massa, ervilhas e pimentos, mas como já tinha costeletas descongeladas estas substituíram aquelas no domingo, fritas e com ovos estrelados. Como não me apetecia cozinhar, na 2ª à noite trouxe do pronto-a-comer empadão de carne e carne de porco à portuguesa.  

De noite noite arrefece muito e tenho de na cama substituir a colcha por um edredão. Hoje o dia esteve frio e tempo de chuva, cinzento. As gaivotas esvoaçam para lá da janela. Há um ditado/provérbio português que diz "Gaivotas em terra, tempestade no mar».

Também ontem passei pela livraria Culsete, para comprar o livro do Medeiros, que o autografou, e nos intervalos cavaqueámos, ficando a saber onde ainda existem ninhos de andorinhas em Setúbal, donde praticamente desapareceram desde há anos com o seu chilrear na Primavera. O Medeiros é uma figura típica, sempre com o chapéu que nunca tira e o cachecol ao pescoço.

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2009.12.21

Mais um Domingo, menos um dia na jornada! Mais um dia de inutilidade. Outrora teria saído, agora não. E bem sei que a justificação é apenas isso, uma justificação: o tempo cinzento, frio, chuvoso. Está nortada e sei porque a chuva bate nas vidraças deixando pequenas gotículas que mal escorrem. E porque na varanda da cozinha, onde não pus vidros duplos, o ar que entra pelos interstícios das janelas de correr é uma lâmina gelidamente cortante.

Às 16:00 a estação meteorológica caseira indicava 15º C dentro de casa. Lá fora, para lá da janela, as gaivotas esvoaçavam ou planavam graciosamente, mas não me apeteceu tentar fotografá-las. Quanto às nossas irmãs plantas, aquelas que necessitam de cuidados especiais, estão moribundas: o bonzai, a hera ... Bem, esta terá recobrado quando a coloquei na varanda do lado onde o sol não bate directamente e resguardada por um vaso maior. Quanto ao feto, rejuvenesceu, quando o tirei da sala e o coloquei na varanda, ao abrigo do vento! Quanto ao resto, são plantas xerófilas. Mas nada que chegue às dezenas de variedades de cactos e de malvas ou sardinheiras que tínhamos em Évora no amplo terraço como se fora um quintal num 2º andar adjacente à cozinha.

Gosto de jardinagem, de animais e de aquários. Mas os dois primeiros não dão para espairecer em minúscula varanda e quanto aos aquários, dão muito trabalho, embora seja repousante ver as evoluções dos peixes. E animais só em casa com quintal.

Continuo as minhas leituras - agora de António Brito «O céu não pode esperar» um romance histórico. Continuei na faina de alimentar os meus blogs e hoje dediquei-me a pesquisar por Manfred Gregor, descobrindo vídeos sobre o filme «A Ponte», realizado por Bernhard Wicki (1959) Também re-descobri Mário Castrim e Alice Vieira e pesquisei por outro Mário, o Crespo e suas crónicas

E com esta termino estas linhas.

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 A ponte -o filme e o livro




http://content.time.com/time/magazine/article/0,9171,939797,00.html

 

sobre Alice Vieira

http://www.publico.pt/temas/jornal/so-gosto-da-minha-vida--a-partir-dos-20-e-tal-anos-18421991

sobre Mário Castrim

http://daliedaqui.blogspot.pt/2009/12/mario-castrim-1920-2002.html

 Maria Rodrigues

Obrigado Victor pela partilha,gostei muito,lindo é um grande escritor (Y)
10 ano(s)
Luisa Neves
Boa tarde Amigo Victor! Gostei imenso. Abraço e um sorridente fim de semana. 😉 😘
10 ano(s)
Laura Rijo
Boa noite Victor, obrigada pela partilha. Bom fim de semana. Beijinho
10 ano(s)
Carlos Rodrigues
Grandes clássicos, Vitor, cinema a sério ( não falando dos teus Diários, claro, outra preciosidade. Obrigado, um abraço.
10 ano(s)
Belaminda Silva
Boa noite camarada Victor. Gostei muito mesmo!!! Obrigada pela partilha e sempre carinho...Desejo-te uma noite bem serena e um excelente fim de semana. Beijinho ❤
10 ano(s)
Maria João De Sousa
🙂 Cá estou a tentar ler-te através da minha "raposa de fogo" 🙂 Em termos contabilísticos, também o meu saldo é altamente negativo... tem alguns prós e muitos contras, esta coisa de escrevermos online, sem dúvida! Quanto ao Sétimo Selo, não o vi, infelizmente... abraço!
10 ano(s)


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Cavaqueira e memórias em torno do Carnaval

 

12 de fevereiro de 2013  · 


Público

auto-retrato em Cascais ~~~ Mais uma máscara, neste Carnaval de 2013 que em setúbal pregou a partida à meteorologia não despejando catadupas de água,

Nunca apreciei o Carnaval que era tema de redações do estilo O Carnaval, A Primavera ou "Que queres ser quando fores grande" Não me recordo de alguma vez ter-me mascarado, quanto muito apenas uma caraça. Nas redações lá vinha a inevitável referência "à carne a vala", da folia que antecedia a quaresma das cinzas até à 6ª Feira Santa - em que se não podia ouvir música, antes meditar na Paixão e Morte de Cristo, Nosso Senhor que ressuscitaria em grande no Domingo de Páscoa, aquele em que pelo menos uma vez no ano se devia comungar.

Mas retornando ao Carnaval, sempre me causou uma certa perplexidade que em Portugal, sociedade machista de pegas, toiros, engates e mulheres submissas ao estilo faduncho do "!Não Venhas Tarde", de Carlos Ramos, homens pretensamente másculos se disfarçassem de mulher. Do que recordo do Carnaval são as criancinhas mascaradas e das brincadeiras estúpidas e de mau-gosto, como atirar farinha, ovos ou urina para cima dos transeuntes. Farinha que em Luanda tb se lançava na rua ou para dentro dos automóveis, obrigando-nos a fecha os vidros e trancar as portas Em Luanda havia tb corsos carnavalescos indígenas, animados e multicolores, que foram proibidos após o início da guerra colonial em 1961.

Não me lembro de haver corsos carnavalescos em Portugal antes do 25 de Abril como hoje existem, uma caricata e tola imitação do Brasil, onde nesta altura está sol e faz calor - como em Luanda, enquanto que em Portugal está frio e muitas vezes chove, obrigando as "corsantes" quase despidas a tiritarem e baterem os dentes.

E "prontus", amanhã tiro as máscaras e volto às fotos de perfil habituais. LOL

O poema que se segue foi escrito em Sousel e não em Évora.



Vânia Cairo

Boa foto, querido

11 ano(s)

Ana Maria Madail

Obrigada Victor pela partilha!!! Bela foto. 🙂

11 ano(s)

Thatalyscal Scaldelai

Bela foto amigo! 🙂

11 ano(s)

Ver tradução

Ana Albuquerque

Apesar de não ser apreciadora da época carnavalesca, sempre te digo que nos anos 60, o Carnaval do Estoril era muito badalado e tinha carros bem mais produzidos do que alguns que agora desfilam. As vedetas convidadas eram quase sempre actrizes francesas ou italianas.


Lisboa anos 60, Carnaval do Estoril _1964

11 ano(s)

Deolinda F. Mesquita

Foto muito boa. Não gosto da época do carnaval 🙂

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Olá, Ana Albuquerque Um Carnaval aos pulinhos, esse de 1964, como os filmes mudos Bjos 🙂

11 ano(s)

Clara Roque Esteves

Olá amigo. Eu também nunca fui fã do Carnaval. Recordo, na juventude, os meus bailes de garagem com os amigos do MEU GRUPO. ( sempre vivi muito em grupo...). Fazíamos uns disparates banais, dançávamos e nada que não fizéssemos em outras circunstâncias. Dos tempo de África nem memórias tenho do Carnaval. Depois...sorte porque as minhas filhas também nunca foram fãs. Portanto, o Carnaval era uma oportunidade de sair de Lisboa e passar esses dias fora. O fotógrafo não está mal. Obrigada pela partilha. Ah, este Carnaval foi igual aos outros, apenas um encontro de família, conversa e conversa...

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Clara Roque Esteves e Ana Albuquerque Pesquisando na net nada encontrei - nem fotos nem filmes sobre o carnaval em Luanda antes da independência. Devo ter por aí fotos do Turismo de Angola da altura, mas não dá para procurar agora. Encontrei apenas este curto filme sobre o Carnaval na Ilha de Moçambique, nos anos 60 do passado milénio

Ah! Tb encontrei filmes sobre o Carnaval de Ovar, da mesma época.


Ilha de Moçambique, anos 60, Carnaval no Macuti

11 ano(s)

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Clara Roque Esteves

Amigo, por acaso visitei a Ilha de Moçambique nos anos sessenta, fora da época carnavalesca. Honestamente não registei memórias de Carnaval em África e vim de Moçambique entre os 17 e os 18 anos, como já te disse. Frequentava desde os 15 discotecas ou bailes de garagem. Por cá, o mesmo programa. O Carnaval foi sempre pretexto para férias. Obrigada pelo video, vou abri-lo agora. Beijinho.

11 ano(s)

Clara Roque Esteves

Esta treta não me deixou abrir o video...

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Na minha infância e juventude, Carnaval era a véspera da Quaresma, que aí vinham 40 dias de silêncio, orações e terços, jejuns às sextas, e carne quase nenhuma durante esses 40 dias. E pronto. Carnaval era o dia em que se podia exagerar em tudo, carne, vinho (para os adultos, claro), chegando mesmo a cometer o pecado da gula com prazer redobrado, pensando nas carências que aí vinham. Apenas assisti uma vez a um desfile fora de Portugal.

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Nem música se podia ouvir durante a Quaresma, imaginem!

11 ano(s)

Clara Roque Esteves

Manuela Silva, em Coimbra estive alojada num lar de freiras. Mas já estava na faculdade e elas não tinham hipótese de nos controlar... Vitor Victor Nogueira, já consegui ver o video da Ilha de Moçambique. Uma delícia enquanto recordação. Carnaval "à branco"...rásparta!

11 ano(s)

Judite Faquinha

Eu nunca liguei ao carnaval, é uma bricadeira que não me diz nada...dentro dos meus trinta anos cheguei a mascarar-me para seis jovens poderem sair e aos bailaricos, eu ia e as mães deichavam-nas ir porque iam comigo e o meu marido!!! O filme da ilha de Moçambique na caça sub/ aquática, está linda adoro ver!!! tenho uma amiga de Moçambique!!! Eu hoje fui ver o carnaval a Setubal, e ao Pinhal Novo mas, não me diz nada os foliões não lhe acho qualquer graça bjs

11 ano(s)

Margarida Ourives

Gostei. Bjs

11 ano(s)

Maria Mamede

Olá Amigo Victor Nogueira, boa tarde. Ainda não estou em condições de ler, com a devida atenção, o que me enviaste. Comecei a convalescença...daqui a alguns dias, creio estar capaz de voltar. Bj.

11 ano(s)

Manela Pinto

o fotografo e a maquina desta vez foram eles os fotografados ehehheheh ( benfeta pra ti, esta é à alentejana)

10 ano(s)

Carlos Rodrigues

Bom o enterro do Carnaval já foi no dia 12 e só hoje vi a tua postal fotografado fotografado em flagrante delito. Já Pessoa, com ou sem Carnaval, foi muitas vezes apanhado no Martinho da Arcada em " flagrante de Litro "...O Poeta tem ferramentas que nem a ferramenta sabe. A propósito nem todos os Carnavais Portugueses são Brasileiros, em Torres Vedras terra de boas cepas ainda se bebe do puro, quer dizer com matrafonas, caricaturas, Rei e Raínha Nacionais e esse Carnaval já vem do tempo da outra Senhora, é anterior ao 25 de Abril, a crítica social e os Corsos não vem de agora. Obrigado e diverte-te, o Carnaval continua...

10 ano(s)

Maria Rodrigues

(Y)

10 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Arminda Griff Há uns 15 anos LOL

10 ano(s)

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Pingos do Mindelo em 2023 outubro 06

 


Foto victor nogueira - Mindelo, pôr do sol à beira-mar, no passeio público (2023 10 07 file1188) 


Foto victor nogueira - Les arroseurs arrosés - Mindelo Pôr do sol na Praia da Gafa com fotógrafos sendo fotografados (2023 10 06)


VER "L'Arroseur arrosé" (1895) dos irmãos Lumiére, in

 

 

quinta-feira, 9 de março de 2023

Textos em Março 09

 * Victor Nogueira

2023 03 09 AS GORDAS E OS MUNDOS PARALELOS, no Dia Internacional da Mulher: "emponderar" e "capitalizar o potencial das mulheres", pois no aproveitanço é que está o gan(c)ho das "novas oportunidades"!

O aproveitanço das "novas oportunidades" foi defendido numa tertúlia promovida pelo DN constituída por lídimas mulheres, tudo gente fina, gestoras empresariais de alto coturno e maior gabarito no mundo das "privadas":

A tertúlia moderada por Rosália Amorim, diretora do DN, contou com a participação de Célia Reis (responsável pelos centros de engenharia da Capgemini Engineering), Inês Oom de Sousa (presidente da Fundação Santander Portugal), Luísa Pestana (administradora da Vodafone Portugal), Maria Celeste Hagatong (presidente do Banco Português de Fomento), Viktoria Kaufmann-Rieger (administradora da SIVA-Porsche Holding) e Isabel Guerreiro (membro da comissão executiva do Santander Portugal) e Gonçalo Saraiva Matias (presidente do conselho de administração e da comissão executiva da Fundação Francisco Manuel dos Santos).

2023 03 09 O PS e seus acólitos têm de apresentar serviço e assinar o ponto, fazendo figas com as fisgas! Os helicópteros Kamanov para apagar incêndios florestais estavam engripados num qualquer armazém e os Leopard cobertos de poeira num qualquer buraco. Vá lá, não se terem lembrado de despachar umas Chaimite com algumas embalagens de G-3, tudo bem embrulhado com papel celofane, em pacotes atados  com laçarotes!


2023 03 09 As varinhas mágicas e os coelhos na cartola de Isaltino, autarca dito de "excelência" que foi pelo PSD,  o tal que "faz obra", não importa como. Que defende Isaltino?: Que na Reserva Agrícola Nacional o Governo do PS desafecte terrenos  para construção de habitação social pública, em vez de agriculturar! Faz-me lembrar aquele deputado municipal do PS, que na Assembleia Municipal de Setúbal se insurgia por não se poder construir na Reserva Natural do Estuário do Sado. Segundo a iluminária, chegava-se um pouco mais para lá a linha de demarcação e "héllas", já  se podia construir à fartazana




2023 04 09 Dizem eles que a culpa é da 'GUERRA'. Dizem eles que são a guerra e o Putin os responsáveis pela escalada de preços nas grandes superfícies, nas petrolíferas, nas empresas de telecomunicações e de energia eléctrica sem esquecer as gasosas. 

Estas, "coitadinhas", não queriam este butim, mas a culpa é do Putin, que lhes aponta uma fisga à cabeça exigindo que ponham os preços a níveis estratosféricos senão ... pimba na cachimónia. Ou talvez não, talvez estas empresas sejam agentes encobertos ao serviço de Putin, para rebentarem com a economia da aiUÉ!

Por este andar, com estas subidas estratosféricas de bens essenciais, para o pagode ficará mais em conta beber champagne do verdadeiro e comer ostras e caviar, carne wagyu, trufas brancas e foie-gras de alto gabarito, deixando para os ricos os tomates, as cenouras, os repolhos, as pencas, as sardinhas, os carapaus, o mexilhão, as côdeas e o vinho a martelo acompanhado com whisky  de Sacavém!


2016 03 09 Foto de família - na Fazenda Tentativa (Caxito), em 1946,  onde o meu avô paterno era químico-analista


2014 03 09 Foto victor nogueira - 1983 - vista geral de santo amador, na margem esquerda do rio guadiana. Nno meio da imensidão da planície, verde na primavera, castanha de secura no verão do calor opressivo e depois das águas do gélido e trespassante inverno, a brancura da aldeia, telhada de vermelho sob o céu azul ou de cinza.

VER 

Santo Amador - Margem Esquerda do Guadiana


Foto - Movimento dos sem terra - Brasil

2013 03 09 O 25 de Abril foi uma época única, irrepetível, para quem viveu e lutou contra o fascismo e contra a guerra colonial. Fazendo  parte da história dos trabalhadores e do povo português, será outra a próxima etapa na estrada que permita reabrir as portas que Outubro (1917) e Abril em Maio (1974) abriram. 

O Movimento é, não pode deixar de ser, dos Trabalhadores e do Povo, nunca hoje em dia das forças armadas (portuguesas) que derrotaram o 25 de Abril em 25 de Novembro de 1975, por mais que hoje chorem lágrimas de crocodilo ou  lancem bravatas para os ares !


25 de Abril de 1974 / 2010 - 36º Aniversário da Revolução dos Cravos  - 


terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Textos em janeiro 24

 * Victor Nogueira




2021 01 24 Na Escola do 1º de Maio as filas eram pequenas, os eleitores usavam máscara e cumpriam a distância de segurança. Na mesa onde votei não havia fila, foi entrar, identificar-me, receber o boletim, sacar da caneta, fazer a cruzinha bem dentro do quadrado, entregar o boletim, receber o cartão de cidadão e ala a despachar  saindo por outro percurso, devidamente assinalado. Como fui de carro, pois já me custa fazer grandes distâncias a pé, verifiquei que os super e minimercados estavam abertos, sem filas à porta. 


O dia tem estado soalheiro, de temperatura amena, com céu azul e límpido.  Se estivesse a chover teria sido um impedimento para muitos/as eleitoras/as aguardarem à chuva. Na hora em que votei, embora houvesse muitas pessoas idosas, a maioria eram jovens.

Na zona onde moro revoadas de pombos enchem os ares, enquanto as gaivotas planam com elegância. em voos rápidos ou batendo asas ou descansam nos beirais dos prédios.

Prontus, este é o meu testemunho  🙂




2015 01 24 A violência doméstica é transversal a todas as classes e camadas sociais e graus de instrução. Nuns casos essa violência é física, da que deixa marcas, noutras é psíquica, insidiosa, mas não menos virulenta e destrutiva. E tanto a sofrem homens como mulheres, pais, filhos, avós e netos ... (m/f)

Mas a violência doméstica não é a única forma de violência nesta sociedade. Há outras não menos graves. Que é perpetuada no dia-a-dia, com a negação dos direitos e da liberdade.

2011 01 24 - Até quando, senhor Silva, teremos de vos suportar e à vossa companha?

Ganharm ainda desta vez a calmaria e a paz. A paz dos cemitérios. A paz de nos comerem até ao tutano dos ossos. Até que a maioria se reveja e aja como o operário em construção de Vinícius de Morais


António Jacinto - Monangambé, por Rui Mingas



Cartoon - Zé de Oliveira

VER Na recta final das ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS por Victor Nogueira

Ana Albuquerque

Calma! Este é o seu último mandato. E não será pacífico. Quem diz que, "foi a vitória da verdade sobre a calúnia" ou que, "a honra venceu a infâmia", acabará mesmo por ter de se explicar!...

12 ano(s)

Clara Roque Esteves

Subscrevo a Ana. Não me adianta manter uma atitude diferente, né?

Abraço para todos. Vão-se portando bem! Bjos.

12 ano(s)

Lia Branco

Talvez eu esteja enganada, oxalá que sim, mas vai ser sim um mandato pacífico. Porque são todos farinha do mesmo saco. Mete lá o Passos Coelho e governam na sua santa paz.... para nosso inferno. Beijos, Amigo Victor 🙂

12 ano(s)