Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Elegia(s) (2018)

 

* Victor Nogueira

8 de janeiro de 2018

Há um ano regressara eu do Norte, onde está parte da minha família, os Barroso, os Nogueira da Silva e os Castro Ferreira para além de muitas amizades algumas com décadas, .Na minha vida há outras famílias. algumas outras delas perdidas como os Martins e os Gomes Pereira.

Há um ano a minha tia Luísa era viva. Há um ano era viva a minha amiga e confidente de sempre, e que conheceu muitos dos meus amigos e amigas ou colegas de Luanda. de Económicas em Lisboa ou de Évora, que sempre mas recebeu em casa dela, e que se lembram dela como se lembram da minha mãe. que também conheceram. 

Há um ano as casas dos meus tios José João e Maria Luísa e da minha tia-avó Esperança eram mais do que a casa dos meus pais. 

Há um ano sem que o previsse que seria tão cedo faltavam 72 dias para que me tornasse o único sobrevivente. 

Há um ano e umas semanas iniciou-se - após meio século - o processo de Paço de Arcos deixar de ser a minha terra e porto de abrigo, depois de perder Luanda após a independência de Angola e o Porto.na sequência  da morte dos meus avós Luís e António.  

"Malhas que o Império tece / jaz morto e apodrece / o menino da sua mãe", na terra da gente dum país pequenino com muitas aldeias com teias, peias e tolhida generosidade e abertura. numa compartimentação não na Humanidade mas apenas e contabilísticamente num ultrapassado e sem retorno  estádio do clã e da tribo..,

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Maria Jorgete Teixeira

Neste preciso ano tens ainda os teus filhos e neto!

8 a

Victor Barroso Nogueira

Pois ...

8 a

Victor Barroso Nogueira

Malhas que o Império tece / jaz morto e apodrece / ...

8 a

Helena Sousa

o menino de sua mãe.

8 a

Rui Silva

Pois

8 a

Graça Maria Teixeira Pinto

Olhando p/ trás, quantos rostos a morte levou? Agarremo-nos ao presente, que também é futuro... 🙂

8 a

Clara Roque Esteves

Vitor, todos nós já perdemos Avós, Pais, Tios muito queridos. Grandes Amigos. Hoje, nas nossas idades, temos o privilégio de estarmos vivos, com saúde, com filhos e netos. Irmãos, sobrinhos.

Um abraço grande.

4 a

Victor Barroso Nogueira

Clara Roque Esteves e tutti quanti - Do que se fala neste meu texto de 2018 é dum modo de vida., de estar na vida. O texto foi escrito em 2018 e não vivo no passado, vivo no presente olhando o futuro, que se projecta tendo em consideração, em cada momento, o presente que, em cada tempo, existe. Tem piada que falam nos filhos, nos netos, e não nas amizades, nos amigos e amigas . Ao longo da vida tenho perdido famiiares mas também amigos e amigas, que já partiram para a terra do nunca. Sobre alguns deles tb tenho escrito em textos que ao longo dos anos aqui tenho partilhado.

Escrever sobre este tema de se reduzir a vida a uma "tribo" ou "clã" e não alargá-la e projectá-la na humanidade, não egoisticamente individualista mas colectivamente solidária, daria pano para mangas e para isso não serve o inFaceLocked 😛

4 a

Maria Amélia Marques Martins

Victor Barroso Nogueira mas Victor...do passado falas muito na família.....

4 a

Victor Barroso Nogueira

Opiniões. Mas isso não invalida o que escrevi. Fruto da terra em que nasci e fui criado, para mim a família são os amigos e nem todos nas famílias que se nos vão ajuntando ao longo da vida são amigos. Aliáas, no texto não refiro apenas a familia, mas também as amizades.

4 a

Clara Roque Esteves

Victor Barroso Nogueira , que bom termos amigos, para além do clã. E sorte a nossa quando existe paz dentro do clã.

4 a

sábado, 7 de junho de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Junho, 07, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

7 de junho de 2011  · 

"O essencial são a correspondência e a coerência entre as palavras e os actos, a supremacia do Ser sobre o ter. Sou, sobretudo, aquilo que faço e não apenas aquilo que digo ! Tudo o resto é treta ou ingénua ilusão ou fantasia ! "

7 de junho de 2012  · 

Foto Victor Nogueira - Vau (Caldas da Rainha)

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Carmen Rosário Montesino
Caldas da Rainha? E eu a pensar que era mais a Sul :))) Beijinhos!
13 a
Victor Barroso Nogueira
Carmen Montesino Os mouros tb andaram por aquelas bandas, como aliás se vê pela toponímia e nomes dos acidentes geográficos :-)*
13 a
Ana Albuquerque
Dando passagem ao fumo de um lume que nos aquece muitas vezes a alma... ❤
13 a
Isabel Maria
Abuso ? nada disso !!! antes um prazer partilhares as tuas fotos ...como disse a Carmen parece uma casa do sul ...mas tu já explicaste o porquê ...grata
13 a
De Castro Barros Orlanda
não,adorei vêr este telhado...ha tanto tempo que os não vejo...tbm eu pensei que era mais para sul!merci.
13 a
Maria Madalena Veredas
Amigo, esse telhado é uma casa, um acochego, obrigado....
13 a
Belaminda Silva
Obrigada camarada,,, linda foto!!! Beijinhos♥♥
13 a                              
                       

7 de junho de 2012 

Foto Victor Nogueira - Linda a Pastora - telhado com pequenas florestas galgando montes

SE FOR UM ABUSO DA MINHA PARTE ESTAR A partilhar fotos contigo, DIZ-MO, QUE DEIXAREI DE FAZÊ-LO SEM FICAR MELINDRADO.

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 Bárbara Santos

Vctor, gosto muito da foto e do miminho. Um abraço.

13 a

Manela Pinto

vitor ja nao tens idade para andares em cima dos telhados hahahahahhaah, abusa camarada., gosto destes miminhos, beijinhos doido

13 a

Victor Barroso Nogueira

Manela Pinto Linda a Pastora - que já nada tem do bucolismo de Cesário Verde - fica numa encosta (até ao Vale do Jamor), agora cortada pela Auto-Estrada e as ruas da povoação não se encontram todas ao mesmo nível mas sim como que se em socalcos LOL

13 a

Yolanda Botelho

Que bonito....este telhado.Bj

13 a

Lia Branco

Estás a ver, que bela foto ficou! Beijinhos 🙂

13 a

Ana Roque

Giríssima! Lembra-me os telhados das casas velhas da minha aldeia... obrigada pela partilha, bjs:)

13 a

José Inácio Leão Varela

Caro Victor entendo a tua partilha de fotos como uma prova de amizade...por isso, estás à vontade ...Um abraço

13 a

José Inácio Leão Varela

O que faço de vez em quando, Victor é, quando já são muitas não só as tuas como as de outros/as amigos/as, é "esconde-las" da cronologia e junta-las ao meu "álbum de fotos de mim". para mais tarde recordar...por isso, se não as vires na página já ficas a saber que estão, com outras, no dito álbum...assim, só tenho que te agradecer as tuas partilhas...força amigo...abraço e boa 6ª Fª.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Eu "guardo" nos meus blogs, cada um com a sua finalidade distinta, Varela José Inácio LOL Abraço 🙂

13 a

Carmen Rosário Montesino

Para ver a beleza basta olhar atentamente em volta!

13 a

Carlos Rodrigues

Teria sido semeada pelo Zé do Telhado, Vitor ? Curiosa selva, com telhado ao alcance da mão de qualquer baixinho ? Sendo assim vou lá vindimar. LOL.

13 a

Isabel Maria

Portugal no seu melhor!!! ainda bem que tiras-te foto porque o telhado já não deve existir...bjs

13 a

Belaminda Silva

Muito bela esta foto! Gosto muito,,, obrigada amigo querido. Que a tua noite seja maravilhosa. Beijinhos♥♥

13 a                        

7 de junho de 2012  · 

Boa, Carmen Montesino Os livros cada dia aqui em casa nascem como cogumelos e qualquer dia sou expulso por eles e passo a sem abrigo. Sim, menina,  boa Ideia  :-)*

7 de junho de 2012  · 

à frente deles deviam ir os verdadeiros patrões daqueles que não passam de submissos rafeiros que o voto e a abstenção da maioria alternadamente colocam como não representantes dos eleitores


7 de Junho de 2012

em évoraburgomedieval - 1971 (2º semestre)

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  Maria Jorgete Teixeira

Impossível comentar tanta coisa, amigo...Que dizer, então?

Da tua arte de dedilhar as palavras, na prosa ou na poesia, já sei há algum tempo...❤

13 a

Victor Barroso Nogueira

Deveria ter despersonalizado a minha última nota. Salvo a Jorgete, mais ninguém comentou, salvo alguns anódinos "Gosto".

As pessoas devem ter-se sentido embaraçadas ou violentadas com a (quase) nudez do escriba. Pelo que voltei atrás e suprimi todo o apêndice contextualizador escrito ontem e que figurava depois do último poema.

Podem pois voltar a ler sem sobressaltos por violação da intimidade. LOL

13 a

José Inácio Leão Varela

LOL....não há crise por isso amigo...continuo a gostar..abraço.

13 a

José Inácio Leão Varela

Só um registo, Victor...Em 1971 ISESE pronto...rumo: Coimbra....

13 a

Victor Barroso Nogueira

Foi a Direcção a seguir à nossa, em que foste Presidente e eu Vice-Presidenta. Na seguinte, foi Presidente o Viegas (com a coordenação), Vice-Presidente a Isabel Pimentel (com a Cultura) e eu Secretário (com a Junta dos Delegados de Curso)

13 a

Isabel Maria

Victor conseguiste ser professor? em 71 parece que gostavas dessa profissão..tb gostei dos teus poemas um abraço

13 a

Victor Barroso Nogueira

Não, não consegui nessa altura, Isabel Reis ; Fui professor depois de concluir o curso e como último recurso até que consegui dar o salto, não em Évora, que até nisso Évora para mim foi "madrasta" e nunca consegui lá trabalho que não fosse precário, talvez por ser demasiado independente e irreverente e pouco salamaleques e nada "de V. Exa atento, venerador e obrigado" LOL

Nunca gostei de ser professor, salvo na Escola do Magistério Primário de Évora e posteriormente dos operários trabalhadores estudantes da Setenave.

Teria talvez gostado de ser professor se tivesse dado aulas de Matemática, Estatística ou Contabilidade e se não tivesse andado sempre de escola em escola apanhando os restos retalhados dos horários que os professores do quadro não queriam

13 a

Isabel Maria

Pois!!não seres salamaleques prejudicou-te não tinhas cunhas... mas és livre

13 a

Victor Barroso Nogueira

Oh Isabel Reis Ninguém é verdadeiramente livre, muito menos com este governo e anteriores lá postos em alterne chunga pelo voto ou abstenção masoquista ou "inteligente" da maioria. Os senhores do dinheiro nem precisam já duma legião de escravos, apenas de alguns mais os rafeiros capatazes pois pensam que os computadores lhes farão tudo, até transformar o dinheiro invisível em caviar ou peitos de ganso

13 a

Isabel Maria

...que fazer com esta maioria que mesmo com o País no fundo as sondagens continuam a dar-lhe vantagem!!! mas tem calma um dia a vitória será nossa

13 a

Victor Barroso Nogueira

Isabel Reis

Salut, camarada!… Ver mais

13 a

Isabel Maria

Boa noite camarada ! até amanhã...

13 a                               

7 de junho de 2013  · 

*** Seguro diz que pagar o que se deve  é uma questão de honra e rejeita perdão de dívida  

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Gand'a seguro ! Gand'amigo da especulação e da banca ! E os trabalhadores, os jovens, os idosos ? QUE SE LIXEM. E quando irão bugiar estas figurinhas e os figurões que ps-psd-cds protegem em sentido ... de estado ? Estado Social ou Estado "súcial" !? Gand'a seguro !

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 *** Seguro diz que pagar o que se deve  é uma questão de honra e rejeita perdão de dívida

* Gaspar reconhece ter “amplo material para aprender” com os seus “próprios erros”

* Erros do FMI na Grécia abrem portas a suavização da austeridade

* FMI reconhece que cometeu erros “grosseiros” na ajuda à Grécia

* Maioria aprova diploma que adia para Novembro reposição total do subsídio de férias

* Valor do “cheque-dentista” baixa de 40 para 35 euros

* PR pede que alunos sejam poupados a greve dos professores

* Passos diz não ter medo do "julgamento dos portugueses" nas autárquicas e europeias

* A ronda de reuniões do PS com os partidos parlamentares foi "enriquecedora", mas também esclarecedora. À esquerda, o líder socialista deixou claro que a sua fronteira é o perdão da dívida. À direita, a recusa das políticas de austeridade

* PS quer maioria absoluta e alianças à direita e à esquerda, incluindo psd e, sobretudo, com o cds


7 de junho de 2015  · 

Foto Victor Nogueira - Manuel - 1921.09.04 Porto - 2013.06.06 Setúbal 

Tudo passa e tudo se extingue, (sobre) vivendo apenas enquanto estamos vivos, em gravação na nossa consciência e na nossa memória. Até ao esquecimento definitivo, ao eterno silêncio, ou a um parágrafo num qualquer livro ou nota de rodapé, ao serem lidos, se lidos.

Do passado e da vida ficam uns escritos e as memórias, as memórias do que de bom e alegre houve, os escritos (re)lembrando que também houve maus momentos, quezílias, desencontros ...

Fiquem as boas memórias !

O MUNDO É COMPOSTO DE FAZENDA E MUDANÇA (Victor Nogueira)

 Com desconcerto, há na vida tempo (Victor Nogueira)

Dança de Balcão, pelos Virgem Suta 

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   Manuela Vieira da Silva

Tudo passa, nem a cinza da brasa. O tempo leva a vida e a graça e a memória canta a ausência a quem passa. Gostei de ler, Victor Barroso Nogueira. ❤ 🙂

10 a               

7 de junho de 2016  · 

foto victor nogueira - 98.09.11 - Pateira de Fermentelos (lagoa) - Povoação (vila) de Fermentelos que parece clandestina, com ruas estreitas e tortuosas. Monumento ao emigrante e busto de Sá Carneiro, este com alguma qualidade, perto da estalagem em jardim aprazível à beira lagoa.

Nesta apanha-se ainda o moliço, mas sem as brigas de outrora entre os habitantes das várias povoações que a bordejam. A Laguna, situada antes da confluência do Rio Cértima com o Rio Águeda, tem muitas espécies ornitológicas e nela se localiza a estalagem. A Lagoa natural, a maior da Península Ibérica, é bela, por vezes coberta de neblina, com as margens verdejantes e águas ricas em peixe. De noite ouve-se o coaxar das rãs, Mas para lá disso, as povoações não têm beleza, mais parecendo bairros clandestinos.

Na margem defronte da estalagem situa-se o Museu Etnográfico da Freguesia de Requeixó: em casa de campo cedida pelo proprietário - polícia ("o senhor comissário") recriando casa de outrora - quartos de dormir, sala de jantar (para as visitas), cozinha, pátio interior com arrumos para alfaias e gado. As raparigas dormiam em quarto interior com acesso pelo dos pais e os rapazes no exterior, em estrado no palheiro.

O Museu abriu com atraso mas lá apareceu a funcionária, empurrando carrinho com bébé, muito simpática e faladora. (1998.09.15)

7 de junho de 2017

Foto Victor nogueira . Setúbal - Café do Desassossego na Travessa da Anunciada (Bairro do Troino)

Fernando Pessoa

Sê plural como o universo!

s.d. Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação. Fernando Pessoa. (Textos estabelecidos e prefaciados por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1966.  - 94.

“Sê plural como o universo” surge escrito no topo de uma folha branca de papel, máxima-título de texto por escrever ou tantas vezes escrito, cujas continuidades se adivinham e concretizam em toda a obra que hoje conhecemos de Fernando Pessoa. 

7 de junho de 2020  · 

Foto victor nogueira -  Maiorga (Coutos de Alcobaça) - - à esquerda da antiga Igreja da Misericórdia, a Sede da Sociedade Filarmónica Maiorguense e, em 1º plano, o Pelourinho

MAIORGA - - Um minúsculo largo é o centro desta antiga vila, onde se encontram o pelourinho (que lhe dá o nome), a antiga igreja da Misericórdia ou do Espírito Santo, com o seu portal manuelino, hoje desactivada e que foi entretanto escola de música (Orquestra Típica de Maiorga), mesmo ao lado da sede do clube da terra (Sociedade Filarmónica de Maiorga) e do edifício da nova igreja, de S. Lourenço, com o seu adro arborizado, templo despretensioso, com um relógio de sol na fachada principal e um altar barroco. 

Neste mesmo largo um fontanário com azulejo de Santo António tem a inscrição de que se trata duma Obra da Ditadura (1933), como aliás consta dum outro mais pobre existente noutro largo, isto sem falar num cruzeiro dedicado Ao Portugal Eterno e num memorial aos combatentes do Ultramar (1993), este no Largo dos Combatentes. Não obstante estes testemunhos, a rua principal denomina-se do 25 de Abril e nela existe uma casa em cuja fachada figura um painel de azulejos representado o aviso Afonso de Albuquerque, talvez o que foi afundado na chamada Índia Portuguesa quando da invasão pela União Indiana.

A povoação possui muitos cafés e três ruas com nomes de maestros locais. No termo da povoação situa-se o degradado Solar do Outeiro, com escadaria exterior, varanda alpendrada e brasão de armas, que terá belas pinturas nas salas, condenado à demolição de acordo com notícia lida num jornal.  Numa papelaria compro dois postais ilustrados da povoação, facto insólito porquanto é a primeira vez que encontro vista das vilas dos coutos de Alcobaça. (1999.92.22)

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Em «Maiorga, a minha aldeia», Fernando Pedro refere-se à Filarmónica de Maiorga: « …a casinha dos meus avós, pelo impossível que pareça, ainda existe, foi nela que no ano de Cristo de 1947 eu nasci e, vivi uns oito anos, ainda me lembro, que eu deitado na cama, acordava ao ouvir melodias maravilhosas, das marchas que a minha Filarmónica tocava rua baixo até ao centro da minha aldeia, quando haviam festevídades ou qualquer outro tipo de eventos, nunca podendo esquecer o “Hino da Restauração“, que se tocava na madrugada do dia primeiro de Dezembro, dia da Restauração. Inicia-se neste dia a 4ª Dinastia, cujo primeiro Rei foi D. João IV !. Naquele tempo, era por “amor à camisola“, pois os músicos na minha aldeia nesse dia, começavam a tocar mais ou menos por volta das 6 da manhã, porque os músicos tinham de ir para os seus trabalhos às 8 horas e, muitos deles trabalhavam na saudosa Companhia Fiação e Tecidos de Alcobaça, que com os tempos e vivendo várias crises, acabou por encerrar a sua actividade, o que muito abalou a nossa freguesia !.

(...) ….esta foto de 1972, mostra a Banda de Música em frente da antiga sede, bem como dos músicos que na altura faziam parte da Filarmónica, assinalados com dois circulos, estou eu e o meu filho Hélio!. Esta sede foi demolida, porquê e para quê, não sei e também não comento, o que posso dizer, é que foi aqui, que eu e tantos antes de mim e, alguns depois de mim, aprendemos alguma música, a necessária para podermos entrar na nossa Filarmónica, porque o aperfeiçoamento e conhecimentos mais profundos sobre musica, adquiriamos no “conservatório do tempo”, e assim levávamos o nome da Maiorga e da Filarmónica Maiorguense por essas terras de Portugal!.» in https://fppedro47.com/.../maiorga-a-minha-aldeia-capitulo-i

7 de junho de 2020  · 

auto-retrato em 2020.06.07  - Em tempos de pantomina, a bolsa ou a vida?

7 de junho de 2020  · 

foto victor nogueira - Farol do Cabo da Roca (Sintra)

Visitei este farol pelo menos duas vezes, na 1ª das quais me deram um "certificado" da  minha visita, que entretanto e nas minhas andanças se extraviou. 

Em 1999.01.18 registo nas minhas "Notas de Viagens": «No cimo de penedias escalvadas e uma escarpa de 100 metros, apresenta um ar despojado, não permitindo a topografia que nos demos conta da sua imponência. Trata-se do ponto mais ocidental da Europa, onde aos visitantes se passa documento da sua passagem. »


9 de junho de 2022  · 

Foto victor nogueira - Macieira da Maia - tabuleiro da ponte D. Zameiro, sobre o Rio Ave (GEDC0351), vendo-se ma margem uma das azenhas do local.

A Ponte D. Zameiro, actualmente apenas pedonal, situa-se num dos itinerários dos peregrinos a Santiago de Compostela, fazia a ligação da estrada romana conhecida por Via Veteris, que do Porto se dirigia a Barcelos e Esposende. A actual estrutura data da Idade Média, sendo referida no testamento de D. Fernando Martins (1185).

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Junho, 06, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

6 de junho de 2012  · 

Foto Victor Nogueira - Abrantes (castelo) Nocturno

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    Maria Jorgete Teixeira

Luz e sombra...belíssima foto! :)))

13 a

Alice Coelho

Lindissimo!!! bjs

13 a

Victor Barroso Nogueira

Tinha chovido e aproveitei o reflexo do castelo na poça de água junto ao passeio

13 a

Thatalyscal Scaldelai

Muito linda,adoro fotos de lugares!Obrigada! 😊

13 a

Margarida Piloto Garcia

Belíssima

13 a

Carmen Rosário Montesino

Um beijo, Victor! Bom feriado 🙂

13 a

Isabel Maria

Abençoada chuva! e a oportunidade do fotógrafo que assim registou mais uma bela foto

13 a

José Inácio Leão Varela

Caro Victor (Victor Nogueira) mais uma bela foto, aproveitaste bem o reflexo. Abrantes....pois é... lembro-me, saído de Mafra fui colocado aí de onde parti para África, depois de passar por Santa Margarida....estás sempre a acertar...abraço.

13 a

Maria Mamede

Olá Victor...ilustraria magnificamente um conto de fadas e princesas! Belíssima !! Parabéns! Bj. M.M.

13 a

Maria Guilhermina Rosa Abreu

Bjinhos, cota!

13 a                     

6 de junho de 2013  

1926 a 1974 - 48 anos sem direitos

  Manela Pinto

outros tempos ou tempos actuais?

12 a

Luisa Neves

Muito actual!!! Abraço. 😉 🙂

12 a

Maria Márcia Marques

Todos fazemos muitos e querer é poder, vamos mudar a realidade....

12 a

Maria Mamede

actualíssimo, infelizmente!Bj.

12 a

Maria Mamede

...e a saga continua;

12 a

Ver tradução

Isabel Dias Alçada

Feliz sexta feira amigo, infelizmente actualíssimo... abraços

12 a

Cremilde De La Rosa

Infelizmente actual! Até quando vamos apercebermos destas cangas?

12 a

Maria Lisete Almeida

Grata Amigo! Neste momento vivemos uma realidade com grandes semelhanças à que vigorou no Estado Novo. No entanto em todos os "caminhos que Abril abriu" estão já fechados ... Há que desbravá-los. Abraço.

12 a                      

6 de Junho de 2013

Foto Victor Nogueira - Manuel - 1921.09.04 Porto - 2013.06.06 Setúbal
Tudo passa e tudo se extingue, (sobre) vivendo apenas enquanto estamos vivos, em gravação na nossa consciência e na nossa memória. Até ao esquecimento definito, ao eterno silêncio, ou a um parágrafo num qualquer livro ou nota de rodapé, ao serem lidos, se lidos.
Do passado e da vida ficam uns escritos e as memórias, as memórias do que de bom e alegre houve, os escritos (re)lembrando que também houve maus momentos, quezílias, desencontros ...
Fiquem as boas memórias !
O MUNDO É COMPOSTO DE FAZENDA E MUDANÇA
Cada um de nós é só ele próprio
E a sua boa ou má circunstância,
Procurando em tudo uma substância,
Com arte ou não, o alfa milenário.
Há na terra quem faça santuário
Do sentir ou razão, em abundãncia;
Mas é do cacau terna a fragância
Do fado ter um bom ou mau solário.
O tempo bem diz que é tudo ilusão;
O amor, doçura, felicidade,
Em lixo ou pó substanciando.
Honra, beleza, sentir, no caixão;
Erramos, pelo campo ou na cidade,
No mundo, bem ou mal, vagueando.
Pinhal Novo 1989.09.10
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Com desconcerto, há na vida tempo
P'ra estar sózinho ou na companhia,
Em paz ou na guerra do dia-a-dia
Com grã siso ou sem qualquer assento.
Devagar na viagem correndo,
Çom má tristeza ou boa alegria,
Os pés em terra ou na fantasia,
Palrando ou nada mesmo dizendo;
A casa com ou sem comodidade,
Com comida em fartura ou faltosa,
Com amor, ódio, carinho ou secura.
Vivendo ou não, onde a felicidade,
Na vida, destemida ou receosa,
Perdida ou na doce candura?!
Setúbal 1989.09.10
E para terminar, em vez de ópera, de flamenco, de coros alentejanos ou do Exército Vermelho ou de fados de coimbra ou orquestras de música ligeira, que ouviste e cujo gosto me foi transmitido, sem esquecer a música de dança como o tango ou a valsa, aquela que me parece retrata uma vida:
Dança de Balcão, pelos Virgem Suta

foto victor nogueira - Manuel - Porto (1921.09.04) - Setúbal (2013.06.06)

E, por ideia da Susana com apoio do Rui Pedro
"Brinde aos avós; que se houver céu não estão lá sós"


O LUGAR DA CASA (Eugénio de Andrade)
Uma casa que fosse um areal
deserto; que nem casa fosse;
só um lugar
onde o lume foi aceso, e à sua roda
se sentou a alegria; e aqueceu
as mãos; e partiu porque tinha
um destino; coisa simples
e pouca, mas destino
crescer como árvore, resistir
ao vento, ao rigor da invernia,
e certa manhã sentir os passos
de abril
ou, quem sabe?, a floração
dos ramos, que pareciam
secos, e de novo estremecem
com o repentino canto da cotovia
~~~~~~~~
DANÇA DE BALCÃO - Virgem Suta
Teima, a preguiça a tomar posse
Este corpo já pesado,
Belo vinho meu ele fosse,
Não estaria aqui plantado.
Mas já leva minha conta
Que tabernas, agradece
Mais dinheiro eu tivesse
E ficaria, ficaria todo cá.
REFRÃO:
Brinde a nós,
Brinde aos avós.
Que se houver céu não estão lá sós.
Brinde a vós,
E já sem voz.
Brinde a quem aí vier.
Teima, a preguiça a ser maior
E a vontade de abalar
Mais um copo abaladiço
E outro p'ra recomeçar
Esta dança de balcão,
Que à parte os abraços
Nada deixa, nada fica
Nas histórias, nas histórias
P'ra contar.
REFRÃO:
Brinde a nós,
Brinde aos avós,
Que se houver céu não estão lá sós.
Brinde a vós,
E já sem voz.
Brinde a quem aí vier. (Bis 2x)
Só.

6 de junho de 2018  · 

foto de família - Em Luanda, os Nogueira da Silva na Rua Frederico Welwitsch, em 1951, no Bairro do Maculusso O jipe na foto, ao fundo, foi construído pelo meu pai no quintal, aproveitando o chassis e o motor dum outro veículo.. Hoje é o 5 º aniversário da morte.do Manuel - Porto (1921.09.04) - Setúbal (2013.06.06)

Em Luanda as pessoas eram englobadas numa "família": os Nogueira da Silva, os Coimbra, os Wolfgang, os Andrade Ferreira, os Ferreira de Almeida, os Van der Kellen, os Sequeira, os Birrento, os Antunes, os ;Mesquita da Silva ...

6 de junho de 2020  · 

Évora - Sede da Sociedade Harmonia Eborense (foto Google Maps)

Desta Sociedade e na sua juventude foi o meu avô Luís membro duma Direcção, nela o meu pai descobrindo nos anos '70 do passado milénio, afixado numa parede, um documento por ele subscrito.

A ideia que eu tinha é que a sede era do lado da Igreja de Santo Antão, mas estaria equivocado, pois situa-se no outro extremo, junto à antiga sede do Banco de Portugal. A 1ª  artéria à esquerda é a Rua do Raimundo, em cujo nº 44, enquanto estudante, vivi numa casa de hóspedes durante o meu exílio em évoraburgomedieval.

6 de junho de 2020  · 

foto Victor Nogueira - Vila Fresca de Azeitão - Rua da Sociedade Filarmónica Providência  - azulejo toponímia  

Existem presentemente na área do município a Sociedade Musical Capricho Setubalense (1867), a Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense (1899), a Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense (Vila Nogueira de Azeitão), Sociedade Filarmónica Providência (1880 - Vila Fresca de Azeitão) e a Sociedade Musical de Brejos de Azeitão.

6 de junho de 2023  · 

Foto victor nogueira - Setúbal - conjunto escultórico na Peaça da Independência (2023 05 16 IMG_2202)

Doada à cidade pela Fundação Buehler-Brockhaus, o conjunto denominado “Zéfiro" simboliza, de acordo com a mitologia grega, o vento de oeste. Inaugurada em 2014,  a escultura, com vários elementos em ferro, é da autoria do escultor plástico Sérgio Vicente.

6 de junho de 2023  · 

Foto victor nogueira (rolo 137 10) -  Paço de Arcos - Há 10 anos faleceram a Maria Emília e o Manuel, respectivamente em Abril, no dia dos anos do Francisco, e em Junho, no dia 6.

Esta foto é anterior e as placas toponímicas já não existem, pois entretanto foi encerrada a passagem de nível, fazendo-se a ligação entre o sul e o norte da vila através dum viaduto na Avenida do Senhor Jesus dos Navegantes.

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Maio, 29, (re)colhidas em 2025

 * Victor Noguei


29 de maio de 2014  · 
 
Não descobri o autor, mas parece-me muito apropriado para ilustrar a chamada Uniâo Europeia e a base social de sustentação da troika PS(d)CDS

cartoon in 
http://www.chuvaacida.info/2013_07_01_archive.html

29 de maio de 2014  · 

o psd/cds cerra fileiras e o ps no fragor da batalha encena novas prima-donas sem mudar o programa. Muda apenas as lantejoulas. E no meio da encenação que durará pelo menos até se diluir o efeito da moção de censura do PCP, não se falará nem discutirá nada mais que o enredo do califa que quer ser califa no lugar do califazinho

Uma vista de olhos aos apoiantes perfilados com o califa que deu à costa é suficiente para ver que se trata de mudança de mosquinhas por moscardos. Ah! como sempre, o mau da fita é o pcp, pelo menos desde as sócretinas narrativas de cisco assis zorrinho ana gomes, "estadistas" de alto coturno estático.

EM TEMPO - drone (zangão, em inglês), é todo e qualquer tipo de aeronave que não necessita de pilotos embarcados para ser guiada. Esses aviões são controlados a distância por meios eletrônicos e por computador.

29 de maio de 2014  · 

esteja de costas folgadas, seguro e atento, ao desenrolar dos próximos episódios da pantomina "OS DIAS E AS NOITES DE FACA E ALGUIDAR", já a seguir, nos reality show televisivos e na imPRENSA de ma$$aS


29 de maio de 2014  · 

Enquanto no psd/cds folgam as costas com os passes de coelho por lebre, no ps seguro lacosta contam-se as armas para o pífio duelo intestinal entre mosquinhas e moscardos. Quanto ao mexilhão ...  ginjas com elas ?

29 de maio de 2014  · 

o ensarilhar das armas ou o duelo entre big lacoste e cisco seguro

cartoon in http://www.gothamgazette.com/.../1967-suing-for-gun-control

29 de maio de 2014  · 

Se as moções de censura fossem tão inócuas nunca  cisco assis teria falado delas não como censuras ao governo psd-cds mas como tentativas de dividir ... o ps de seguro costa cisco assis, dando origem a "estrondosas" abstenções qd da crise entre pedro e  paulo de gasparinho.   

E se fossem assim tão inócuas o ps seguro costa não estaria ensarilhado e em guerra intestinal entre mosquinhas e moscardos. Seguro sem conhecer o texto da moção, apesar do "frete", declarou que  o ps a votaria favoravelmente. Fosse La costa o líder, que faria ele  ? Teria avançado com outra moção de censura ? 

Seguro foi ingénuo ou sabendo do que a casa gasta, perdido por cem, perdido por mil, armadilhou o caminho do inteligente costa ? Que leva costa a sair do conforto de lisboa e dum futuro cadeirão em belém, que seria o seu projecto, e "queimar-se" no caldeirão como salvador da pátria  ? E que faz sócrates, aparentemente na sombra ? Que está para lá das aparências ?

Entretanto, o psd-cds deixam que o ps se esfrangalhe ? Separar-se-ão as águas no mar morto apesar de ou por causa do maremoto ?



29 de maio de 2014  · 

escrevem no "expresso"

«Anda tudo a ver o que distingue Costa de Seguro

Mais a forma do que o conteúdo separam Seguro e Costa, argumentam diversos editorialistas e comentadores na imprensa desta quinta-feira, perspetivando já o combate político nas legislativas.

29 de Maio de 2013

O "Reizinho", de Otto Soglow

h! pá ! Já me esquecera deste personagem de BD, de Otto Soglow (1900 - 1975), que lia em miúdo num gibi brasileiro em Luanda e tb publicado aos domingos no Primeiro de Janeiro, do Porto, nos anos 60 do passado milénio.

Era um rei anafado e "estranho", pouco convencional, ingénuo, simples, um pouco poeta, nada afectado, que procurava confundir-se com os seus súbditos. Cometia gaffes, brincava como uma criança. O seu reino também não era deste mundo...

Nas "tiras" de Soglow era um personagem silencioso e imperturbável. Numa corte de ministros, lacaios, guardas e rainha, o único que destoava era ele próprio, excêntrico e metido em situações embaraçosas.

~~~~~~~~~~

  Miguel Sampaio

Lembro-me muito bem! Todos os domingos no 1º de Janeiro... Havia tb outras tiras... o Gato Félix, salvo erro... long time gone... eheh

11 a

Silvia Mendonça

Eu me lembro bem desse personagem. E me lembro também que foi inspirado nesse personagem que o humorista brasileiro Jô Soares criou o seu "reizinho" em seu programa pelos idos de 1990. Grata por compartilhar. Beijos de mim.

11 a

Carlos Rodrigues

Sois Rei, sois Rei, sois Rei ?...🙂. Obrigado Vitor, é mesmo dos anos 60.

11 a

Joana Espanca Bacelar

Muito bom! Victor Nogueira, será que as crianças de hoje apreciam esta BD dos anos 60 e outras mais antigas?

11 a

Miguel Sampaio

Lembrei-me de outra que rb aparecia no 1º de Janeiro, O Príncipe Valente! Estão recordados?

11 a

Miguel Sampaio

Baú das memórias, eheh.

11 a

Milu Vizinho

(Y)

11 a

Maria João De Sousa

Nunca, nunca mais me lembraria se me não acontecesse ver estas imagens!!! Obrigada, Victor Nogueira!

11 a

Fatima Mourão

(Y)

11 a

Arminda Griff

Adoro BD...mas,desta não lembro de todo!!! Era mais ,Cebolinha,Xico Bento,Tio Patinhas e família ...... depois veio a Mafalda,Charlie Brown. E mais "adulta" lia ,dos meus manos,Michel Vaillant, (não sei se escrevo bem o nome) Fórmula 1....

11 a

             


29 de maio de 2014 
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Público
medra a procissão no adro
para que medrando
rime
e no agitar das ondas
sem rima remando
em catadupas
se esconda o pivete.
baralham
e no
baralho
viciado
embaralham-se
ensarilham-se
na salgalhada
estóico
alapado
pensam acorrentar
o mexilhão
à lapa
e
ao
rato ?
e a floresta
dos
animais
negra de enganos
é entrar
é entrar
meninos e meninas
é a valsa da burguesia
o baile dos tais
fatais
nos
sinais
da canga
lobos com hienas
lacraus e víboras
moscas e moscardos
em contínuo zum-zum
tubarões e sardinhas
polvos e aventesmas
no saco das farinhas
macacos e macaquinhos
avestruzes e pavões
em sacudidos safanões
aranhas e aranhiços
patranhas e enguiços
com melros e catatuas
pegas e papagaios
rosados ratinhos
e de cinza as ratazanas
o salalé roendo o miolo
e o cupim com estupim
crocodilos e piranhas
em alegre chilreada
palrando
as araras e os abutres
em babilónica sintonia
aos saltitos
ensarilhada salgalhada
cabras e ovelhas
nas parelhas
galos e galinhas às pintinhas
e galifões saltitões
caimões
carapaus com paus
e
os cordeiros com orelhas
velhas
de gato por lebre
e a febre
de
perúas e pardalitos
avestruzes catrapuzes
na teia
aranhas e aranhiços
com patranhas
e sumiços
com figurinhas e figurões
vai ensurdecedora a zoadeira na feira ?
e nós
azémolas
cavalgaduras
na pendura
de camelos e dromedários !?
setúbal 2014.05.29
Manela Pinto
muito bem (Y)
11 a
Carlos Rodrigues
Pois é, um Jardim Zoológico autêntico. Obrigado, um abraço, Vitor.
11 a
Victor Barroso Nogueira
eu diria mais que é um pantanal no meio do lamaçal, Carlos Rodrigues LOL
11 a
Editado
Carlos Rodrigues
Pantanal da Bicharada, não era um programa da TV ou uma canção infantil ? 🙂
11 a
Victor Barroso Nogueira
Carlos Rodrigues Esse era o Fungagá da Bicharada, salvo errro do Barata Moura 🙂
11 a
Victor Barroso Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=qaOyUxTVqrM&feature=kp
José Barata Moura - A Mudança do Macaco Zacarias
YOUTUBE.COM
José Barata Moura - A Mudança do Macaco Zacarias
José Barata Moura - A Mudança do Macaco Zacarias
11 a
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Victor Barroso Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=2iQJZ0_xPIA
O Galo Badalo, a Galinha Balbina, o Pinto Jacinto e o Perú Glu-Glu.
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O Galo Badalo, a Galinha Balbina, o Pinto Jacinto e o Perú Glu-Glu.
O Galo Badalo, a Galinha Balbina, o Pinto Jacinto e o Perú Glu-Glu.
11 a
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Carlos Rodrigues
Pois era, o Fungagá da bicharada, até era divertido para as crianças, mas os do Pantanal são aparentemente adultos e já tinham idade para terem juízo...🙂
11 a
Victor Barroso Nogueira
Eh! pá, estão como baratas tontas por causa do pote LOL
11 a
~~~~~~~~~
0

29 de maio de 2015  · 

foto de família - Luanda (Bairro do Maculsso) - zé luís 1951.05.29 - 1987.02.26

29 de maio de 2017  · 

foto de família - hoje o Pituca festejaria 66 anos - foto em Luanda, em 1951, na Rua Frederico Welwitsch. Na minha memória a última imagem dele é sorridente e com 36 anos. Ficam 3 poemas

ECCE HOMO (1)

29 de maio de 2018  · 

foto de família, em Luanda, na Praia do Bispo - Se o Pituca fosse vivo faria hoje 67 anos de idade.

29 de maio de 2024 
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Fotos de família - Zé Luís (Luanda 1951.05.29 - Paço de Arcos 1987 02 26)
ECCE HOMO
Era o dia 26 de Fevereiro
O Pituca morreu!
Encerrado em si
hirto no seu pijama azul
as mãos bonitas e o rosto frio
um vergão em torno do pescoço
o rosto violáceo
o ar sereno.
Longe vai o tempo da minha alegria
das nossas brigas
da nossa amizade
…………………silenciosa
…………………tímida
…………………desajeitada.
Fica-me no pensamento
a lembrança de ti
nas coisas que me deste
……………….…,os livros os posters
……………..…...os bibelots as estatuetas
………………… africanas as tuas pinturas
………………… a Marilyn e o Pato Donald
………………… os discos e as cassetes.
Memória da infância perdida
nas palavras silenciadas
Meu irmão!
Setúbal 1987.12
.
É TEMPO DE CHORAR
É tempo de chorar
silenciosamente
os nossos mortos
irmãos encerrados
…………….encurralados
É tempo de chorar
enquanto
para lá desta hora
a vida se renova
por entre
……………. os bosques e
……………. os regatos
…………….……………. ….sussurantes
……………. do imaginar o son (h) o estilhaçado
É tempo de chorar o tempo que voa!
(IN MEMORIAM do meu irmão Zé Luis, morto de morte matada
…………….……………. por ele próprio e por muitos outros no tempo
…………….……………. que para ele terminou naquela tarde de
…………….……………. 26 de Fevereiro de 1987 ............................. )
Setúbal, 1989.02.03