Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Arraiolos no horizonte (2019)

 * Victor Nogueira

2 de junho de 2019

foto victor nogueira - Arraiolos e as ruínas das muralhas e do castelo ou Paço do Alcaide da vila medieval, em 1975 - As muralhas da vila são insolitamente circulares e dentro dela sobressai, impositiva, a Igreja do Salvador A partir do século XVI, como em numerosas vilas, as populações abandonaram o cabeço e a vila amuralhada, espraiando-se pelo sopé da colina ou monte.

~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

Vitor Durão - A forma do castelo tem muito a ver com o monte cónico onde se implanta. Não sei em que época as casas de habitação que existiram no interior do castelo foram demolidas e assim ficamos com uma leitura incorrecta da utilização do seu interior nos seus tempos áureos.

7 a

Victor Barroso Nogueira - Sim, as muralhas da vila tomaram a forma da colina. Haverá no mundo poucos vilas com muralha circular

7 a

Vitor Durão - Há poucas. Na Bélgica havia várias cidades cercadas por muralhas circulares, como Bruxelas, demolidas, e as de Bruges, ainda existentes, entre outras, poucas, por aí.

Recordei-me do castelo de Montalegre que é de planta circular e é capaz de haver mais alguma excepção.

7 a

terça-feira, 3 de junho de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Junho, 03, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

3 de junho de 2011  · 

Apesar de tudo o mIRC era mais espontâneo e sincero e no FB, para além de antigos colegas, estão algumas pessoas que conheci no mIRC há mais de 10 anos e a quem posso sempre telefonar ou escrever, embora dalgumas destas conheça apenas a voz, a gentileza e a disponibilidade para comigo!

3 de junho de 2011  · 

Carpe Diem - Atrás do Tempo Tempo Vem ?

O pensamento é escravo da vida, e a vida é o bobo do tempo(Shakespeare)-Tudo se destrói, tudo perece, tudo passa; só o mundo é que fica. Só o tempo é que dura(Diderot)-Suprimir a distância é aumentar a duração do tempo.A partir de agora, não viveremos mais;viveremos apenas mais depressa(A.Dumas)-

3 de junho de 2012  · 

Foto Victor Nogueira - Braga (nocturno)

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Manuela Vieira da Silva

Tem arte. Só não consigo percerber o branco em sépia. Ou é luz natural?

13 a

Victor Barroso Nogueira

Manuela Silva É um nocturno, em pose, com iluminação dos candeeiros

13 a

Manuela Vieira da Silva

É claro que é luz dos candeeiros, a pose branca é que não percebo. Ou então, está tão bem apanhada e por isso a agarrou, por somente aquelas janelas estarem acesas, com um carro oculto a passar.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Não há qualquer carro a passar, àquela hora da madrugada. Algum que viesse, tê-lo-ia deixado passar antes da foto. A luz à esquerda deve ser do candeeiro, à direita.

13 a

Margarida Piloto Garcia

Para além da escrita também tens prazer na fotografia tal como eu. Não tenho é os conhecimentos técnicos nem disponho de equipamento para certos trabalhos.Gosto deste noturno

13 a

Isabel Maria

Tudo perfeito

13 a

Thatalyscal Scaldelai

Linda demais,inspira tranquilidade,aconchego! 😊

13 a

 3 de junho de 2012 

em évoraburgomedieval - 1971 - 1º semestre


 Isabel Maria

Gostei muito! tens algum livro publicado?bjs

13 a

Victor Barroso Nogueira

Não, Isabel Reis os meus textos literários e as minhas fotos não estão nem organizados nem publicados. Publicados e assinados, apenas artigos na imprensa. Publicados e assumidos pelos vários colectivos, comunicados ou estudos de carácter político ou social

13 a

Belaminda Silva

Bom dia amigo querido,,,lindíssimo!!! Obrigada por partilhares comigo. Gostei. Desejo-te um dia maravilhoso e uma maravilhosa semana. Beijinhos ♥

13 a

José Inácio Leão Varela

O meu amigo Victor Nogueira, soma e segue...e segue bem...mais uma vez o meu abraço pelo bem que escreves e descreves...

13 a

Yolanda Botelho

Gosto de te ler....vou lendo,obrigada por tão boa escrita.Bj

13 a

Graca Maria Rito

Obrigada Victor ! Como sempre , gostei muito . Bom dia !! Bjs

13  a           

3 de junho de 2012  · 

Foto Victor Nogueira - Alcobaça - fachada lateral do Mosteiro (nocturno)

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 Carmen Rosário Montesino

Bela foto, Mestre!

13 a

Isabel Maria

Um olhar de Outono na Primavera!

13 a

Lia Branco

Maravilhosa foto... sépia. Beijinhos

13 a

Manela Pinto

outono, noite... o fotografo nao tem horas

13 a

Yolanda Botelho

linda,linda, linda, esta foto.....bjs amigos

13 a

Ana Sofia Pereira

foto muito bem conseguida 🙂

13 a

Margarida Piloto Garcia

lindíssima com um sabor intenso e antigo

13 a

Francelina Oliveira

Obrigado Vitor.

13 a

Maria Jorgete Teixeira

Nostálgica!

13 a

Alzira Henriques

Obrigado Vitor. Vejo que estiveste em Alcobaça... Podias ter dito alguma coisa... Bjo

13 a

Victor Barroso Nogueira

As fotos são antigas, Alzira Henriques Mas qd aí passar, digo-te :-)*

13 a

Belaminda Silva

Belíssima foto! Amei. Obrigada Victor. Tem uma linda noite , e uma boa semana. Beijinhos♥♥

13 a    


3 de Junho de 2013

por arraiolos 02 (1972/1973)

Sabugueiro # Torre de Coelheiros # Vimieiro


VER  por arraiolos 02 (1972/1973)

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 Cremilde De La Rosa

Textos que ajudam a conhecer um Portugal pouco conhecido. A carqueja também servia de tempero das sopas e da lebre. Obrigada.

12 a

Judite Faquinha

Victor! Texto mais maravilhoso, hoje quem possa ler,e pensar que és tu o criador... não conhecem a verdadeira labuta Alentejana, que espressas-te em premenor... associações os meus amigos Alentejanos, nunca falaram, mas sim, praças de jorna, onde os tabalhadores se juntavam... claro os mais fortes, é que tinham direito ao trabalho! Victor obrigada pela história verídica desta parte do Alentejo ARRAIOLOS. Bjs

12 a

Victor Barroso Nogueira

Judite Faquinha Estas Associações de Trabalhadores rurais existiam durante a I Repúblçica. Os sindicatos de assalariados rurais foram extintos pela ditadua fascista e substituídos pelas Casa do Povo, que congregavam estes com os agrarios,cuja presidênc… Ver mais

ARQUESOC.GEP.MSSS.GOV.PT

http://arquesoc.gep.msss.gov.pt/Associação%20de%20Classe%20dos%20Trabalhadores%20Rurais%20da%20Igrej

http://arquesoc.gep.msss.gov.pt/Associação%20de%20Classe%20dos%20Trabalhadores%20Rurais%20da%20Igrej

12 a

Victor Barroso Nogueira

Olha, Judite Faquinha tb acabei de descobrie isto http://colectivolibertarioevora.wordpress.com/.../poemas.../

Poemas sociais editados pela Associação dos Trabalhadores Rurais Escourelense (Escoural-Évora)...

COLECTIVOLIBERTARIOEVORA.WORDPRESS.COM

Poemas sociais editados pela Associação dos Trabalhadores Rurais Escourelense (Escoural-Évora)...

Poemas sociais editados pela Associação dos Trabalhadores Rurais Escourelense (Escoural-Évora)...

12 a

Judite Faquinha

Victor amigo, obrigada pela tua atenção de me esclareceres... e mostrares estes poemas, o pobre, está sempre arrumado... eu conheço o Escoural e Evora!!! Eu não conheci os reis mas a minha avó trabalhava o dia de sol a sol para ganhar 5 reis por semana, beijokinhas... Victor pela paciência que tens para comigo, do coração te agradeço boa noite sonhos felizes.

12 a

Manuela Vieira da Silva

Cultura é isto, as memórias de um povo que tu tão bem retratas e documentas. Bjos.🙂

12 a

Graça Maria Teixeira Pinto

Enquanto vou lendo as tuas crónicas, vou percebendo como um filho da burguesia se mudou para o outro lado da barricada.Fascinante, também essa parte...Pelo menos, para mim.Bj Victor.

12 a

Judite Faquinha

Victor, fiquei comuvida, que nem falei das fotos que adorei, de nosso Alentejo Inponente e grandiozo!!! Beijocas!!!

12 a

Belaminda Silva

Gostei dos textos e das fotos! Obrigada camarada Victor, pela partilha e por nos dares a conhecer estas Historias e documentos que tu tão bem retratas. Feliz tarde para ti amigo. Beijinhos 🙂

12 a

Isabel Dias Alçada

Feliz noite amigo narrador de histórias maravilhosas !

12 a

António Couvinha

Vimieiro; e não Vimeiro!

12 a

Victor Barroso Nogueira

Sorry, António Couvinha

12 a

António Couvinha

Tudo bem amigo. É que o meu pai e avô nasceram nessa terra: Vimieiro. Abraço e obrigado pelas recordações.

12 a

Victor Barroso Nogueira

Está rectificado, António Couvinha

12 a

Filomena Pita Soares

Grandes recordações Victor!

Tenho uma ideia desses inquéritos !

12 a

Victor Barroso Nogueira

Não me lembro se tu e o joão fizeram parte da equipa, Filomena Pita Soares Mas entre outros, estavam o Nunes da Ponte, a Domings e creio que o Emídio Guerreiro A equipa era toda de estudantes do isese

12 a

Filomena Pita Soares

Eu não fiz parte porque fui apenas nesse ano para Évora.

12 a

Luisa Neves

Obrigada por mais um brilhante texto. Abraço. 😉

12 a

Victor Barroso Nogueira

http://colectivolibertarioevora.wordpress.com/.../poemas.../

Poemas sociais editados pela Associação dos Trabalhadores Rurais Escourelense (Escoural-Évora)...

COLECTIVOLIBERTARIOEVORA.WORDPRESS.COM

Poemas sociais editados pela Associação dos Trabalhadores Rurais Escourelense (Escoural-Évora)...

Poemas sociais editados pela Associação dos Trabalhadores Rurais Escourelense (Escoural-Évora)...

12 a

José Manuel Candeias

Boas lembranças, Victor Nogueira! Abraço

12 a

Ana Maria Madail

Lindissimo texto.. Gostei.. Grata pela partilha.

12 a

Joana Espanca Bacelar

Que belas fotos e que bom recordar ao ler estes textos, obrigada Vitor.

12 a

Vânia Cairo

Que maravilha, amigo Victor Nogueira!!! Bjo

12 a




3 de junho de 2014  · 

A SAGA DE CARLOS E CARLOTA NO REINO DOS TRISTES E O zé povinho AGUILHOADO

Deve ser triste ser candidato/a a Rei/Rainha. Em crianças têm o destino marcado que é não poderem escolhê-lo e depois têm de esperar que o rei ou o herdeiro morram para que o destino se cumpra. Isto sem falar na profunda aberração que é mesmo na democracia burguesa da "igualdade" haver uma casta de sangue, a única com direito a governar e a mordomias pagas pelo pagode, cercada de outros "iluminados" de sangue nobilitados em guerras de saque e de extermínio ou pelo vil metal.

cartoon de Rafael Bordalo Pinheiro

3 de junho de 2019  · 

contraluz na serra da estrela, numa viagem com os alunos da Escola Industrial e Comercial de Évora, em  1975 02 26   

1. - A neve parece esferovite e de vez em quando um tipo enterra-se até aos joelhos. Antes do cume a serra é negra, salpicada de branco; no cimo é um manto branco, que o nevoeiro confundia, tornando fantasmagóricos os vultos. Estava frio, mas suportava-se. 

Encontro-me num café da Covilhã, ( ) que parece um do Porto, enquanto as ruas lá para trás lembravam Sintra. Almoçámos no Fundão, na Escola Secundária, um prédio de habitação adaptado - onde as pessoas tinham um ar seráfico e beatífico, falando com um sotaque de seminaristas, padres ou de freiras de Santa. Zita; - será que a maioria deles são destas bandas? - As miúdas desta região têm um ar rude ou agreste - serrano? - 

Demos liberdade aos miúdos e até agora não tem havido problemas. Estou é maçado, pois a camioneta não é cómoda e por causa da reunião na Escola só me deitei às 3 da matina para levantar-me às 5 1/2. (MCG - 1975.02.26) 

2. - (...) Perguntas-me se gostei da Serra?  Digo-te: vira o postal, e diz-me se essas pedras negras e essa erva amarelecida têm alguma beleza ou alegram o espírito! Imagina esta paisagem embranquecida pela neve, por entre rochas negras! E vai daí compreenderás que tenha arrefecido um pouco o meu entusiasmo... pela Noruega. (MCG - 1975.03.05) 

3. - Terá sido em 1963 que vi nevar pela 1ª vez, como registo no meu diário de então: “Vi nevar pela 1ª vez, quando ia para casa do avô Luís, e à tarde, quando fomos ao café Astória”. (1963.01.13 - Diário III). 

Caíram uns flocozitos de neve que se liquefaziam antes de pousarem no solo. Em Luanda no Natal, coincidente com o pico do calor, na árvore e no presépio a neve era representada com flocos de algodão hidrófilo e, posteriormente, com um spray que solidificava ao contacto com o ar.

Esta minha ida à Serra da Estrela foi uma desilusão, pois o que encontrei nada tinha a ver com as fotos e filmes em que surge “bonitinha”. Na realidade parecia esferovite, com fealdade misturada na berma dos caminhos com a terra acastanhada. No verso duma das fotos anotei na altura “Serra da Estrela, Março 1975 – Numa excursão com alunos da Escola. Fiquei desiludido com a neve. Não há nada como as paisagens verdejantes do Minho. A neve é desoladora.”

3 de junho de 2022  · 

Foto Rui Pedro - Uma tarde destas, na estrada da Baixa de Palmela, pedi ao Rui Pedro que fotografasse o aqueduto, mas, viajando aquele no banco do pendura,  o condutor ficou no "apanhado"

  Carlos Barradas Teixeira

Corrigido e reenquadrado! 

3 a

Victor Barroso Nogueira

C Manuel B Teixeira Grato e abraço 🙂

3 a

            

3 de junho de 2024  · 

Foto  victor nogueira - Pôr do sol em Setúbal, como se fora o alvorecer  (2024 05 31   IMG_4717)

Estando voltado para NNE, do cimo da torre o normal é ver o nascer do sol, mais ou menos deslumbrante. Mas por vezes também é possível vislumbrar o pôr do sol, normalmente um debrum alaranjado na linha do horizonte, com Palmela ao fundo. Como nesta fotografia. A disposição topográfica deste prédio onde moro permite que cada  uma das quatro fachadas seja banhada pelos raios solares, sucessivamente, do nascer ao pôr do sol!

3 de junho de 2024  · 

Todos diferentes, todos iguais, uma só Humanidade - Paz e coexistência!


segunda-feira, 26 de maio de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Maio, 26, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

26 de Maio de 2012

em évoraburgomedieval - Retratos

Eu bem sei que isto aqui nas redes sociais e na blogosfera é o mundo do fast write, fast read and discard. Eu bem sei porque mo dizem que escrevo muito, demasiadas linhas. E por isso talvez seja abuso meu partilhar o que talvez não interesse e não desperta grandes comentários nem partilhas de retorno nos comentários. Enfim, sejam ousados (m/f) ... usem o "não gosto", se for caso disso LOL

Uma boa vida # A miúda e a matrona # O miúdo e o carrossel # Dia de S. Pedroç # Um homem na Lua #  Uma sessão cultural em Évora # A Bela e o Monstro #  A fúria do Zé do Casarão  #  Ai que mataram a Maria! #  O raio da tinta pega se à pele #  Daqui desta terra

VER em évoraburgomedieval - Retratos e comentários

26 de Maio de 2013

Torres Vedras e Sobral de Monte Agraço

Torres Vedras # Bombarral # Sobral de Monte Agraço # Sapataria

VER Torres Vedras e Sobral de Monte Agraço

Maria Mamede

Um coreto iluminado
naquela praça vazia
na noite negra, de breu;
a luz fraca alumiando
as arcadas de ninguém
e tudo o que lá havia
era a história passando
n’alma viva de alguém;
e não mais que de repente
sem uma estrela no céu
da minha mão que tremia
o instantâneo nasceu!...

Maria Mamede



foto victor nogueira - Pôr do Sol no Estuário do Rio Sado


Foto victor nogueira - Alentejo


Foto victor nogueira -  Mindelo - teia de aranha


Foto victor nogueira - Oeiras - Ribeira da Laje

26 de maio de 2014  

entre eros e afrodite 10 - camoneanas de antanho, entre erros e feros ferros

SOSPIROS, CUYDADOS, PAYXOES DE QUERER,

SE TORNAM DOBRADOS, MEU BEM SEM VOS VER (Garcia de Resende)

Sem feitio nem jeito # ERROS MEUS, MÁ FORTUNA, AMOR ARDENTE #  

26 de maio de 2014 
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Público
entre eros e fero ferro
vai vogando, conde niño,
é mal, é vero e não erro
no ermo, sem guarida, sózinho.
não há mal nem bem que resista
nem sol.luar no horizonte
são como pardais sem alpista
mar sem ribeira que se afronte
setúbal 2014.05.26

26 de maio de 2015  · 

foto victor nogueira - Sintra - São 3 as janelas gradeadas com vista soalheira e verdejante, num amplo salão, que me dizem ter sido a cadeia de Sintra, talvez em tempos medievos, atendendo a um arco ogival cuja vetustez não garanto, perto das Escadinhas de Lord Byron (o poeta romântico), e do hotel Lawrence (fundado em 1764) - não o das Arábias e dos "Sete Pilares da Sabedoria", livro cuja leitura vivamente aconselho, onde o deserto surge cheio de vida e diversidade paisagística, nada tendo a ver com o do célebre filme de David Lean interpretado por Peter O´Toole.  

Hoje o que teria sido a cadeia é um local coberto e mal amanhado para estacionamento não de cavalgaduras mas sim de automóveis, através dum estreito acesso, em ruas sinuosas e de calçada irregular, polida pelos passeantes. Se cadeia  foi e se as vistas de então fossem semelhantes às de hoje, não teria o ar soturno e sombrio de outras enxovias, como as do Limoeiro, em Lisboa, ou daquela no Porto em que estiveram  presos Camilo Castelo Branco e Ana Plácido, estes cada um para sua banda porque  para escãndalo já chegavam os seus adúlteros amores e as tragédias do "Amor de Perdição".

Há muitas décadas que não ia a Sintra de comboio e a estação cheia de barreiras para controle de  blhetes dos passageiros já não é o que era. Mas adelante. 

Pela vila e na encosta do Castelo dos Mouros acima  -  que me faz lembrar Coimbra em torno da Sé Velha e da Calçada do Quebra-Costas - pelas estreitas ruas ou pelo amplo largo do Palácio da Vila, acotovelam-se turistas, incluindo brasileiros com seu falar cantante. Num banco um jovem alegre e risonho, colorido nas suas vestes e pele como se fosse uma estátua de bronze, toca viola e amealha uns cobres deixando-se fotografar junto às turistas.

Entramos na Igreja de S. Martinho, templo medieval completamente derrubado pelo terramoto de 1755 e muito descaracterizado. Insólito: pelos bancos algumas pessoas sentadas e duas delas  embrenhadas em ver talvez vídeos em tablets ou smartphones.  Uma placa publicita um Museu de Arte Sacra que não vislumbramos nem nos afadigamos a procurá-lo.

Voltando à "prisão" cuja janela ilustra este post, lembro-me do casarão duma amiga numa vila alentejana (Sousel), remontando aos tempos do senhor D. Manuel I, embora as janelas deste não tivessem grades mas sim uns banquinhos de pedra de cada lado, adossados à parede,  para as damas outrora apreciarem o movimento da ruas, talvez bordando e cavaqueando entre si, resguardada Inclua  s embora e possivelmente por detrás das janelas com adufas, como  aquelas que ainda existem no Algarve, sobretudo em Tavira, e que foram preservadas nos balcões duma das ruas do centro histórico de Braga.

E se pachorra houver para ler, aqui se fala duma outra cadeia, a de Arraiolos, nos idos de 1973. Na cadeia e no tribunal de Arraiolos    e dum outro passeio a Sintra  Photoandando por Sintra

~~~~~~~~~~

  Maria João De Sousa

Fui ver da cadeia de Arraiolos, mas não posso comentar - por motivos técnicos - nada da Blogspot... esta, de Sintra, assim, abandonada, é quase bela ... obrigada, Victor Barroso Nogueira! Abraço!

10 a           

  Manuela Vieira da Silva

As grades estão melhor conservadas que as paredes que as contêm. Talvez prisão perpétua por crimes passionais, porque há paixões eternas. 🙂

9 a

Isabel Maria

Fabulosa discrição,bjs

9 a    

26 de maio de 2015

 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
GALERIAS E CONVITE DO PHOTOANDARILHO - para a visita clicar nas respectivas hiperligações
1. - ao meu olhar, Porto sentido no antigamente

~~~~~~~~~
                  
Mia Pires Griff
Tá vou ler o Porto,mais tarde.Bjinhos e aproveita o feriado.Bisous.❤.Até logo 😉
9 a
Isabel Maria
A não perder!
Bj
9 a
Viriato F. Soares
Boa tarde Victor, muito interessante a tua partilha fotográfica, obrigado!
9 a
Milu Vizinho
Boa tarde camarada Victor...Obrigada pela partilha
9  a
Madalena Mendes
Excelente reportagem! Adorei as fotos!
9 a
Fatima Mourão
Adorei ❤
9  a
Mia Pires Griff
Já revi,Victor... e sabes que gosto. Vou ficar com a claraboia... ❤ Muaskkkk
9 a
Manuela Vieira da Silva
Perco-me sempre neste blog kantophotomatico, Victor. Tão cheio de cultura e do tudo no olhar para Portugal e das suas riquezas históricas e naturais. Obrigada pela partilha.
9 a
Deolinda F. Mesquita
Victor, só hoje li tudo, excelente! agradeço 🙂
8 a
Luisa Neves
ADOREI. Abraço. 😉
8 a

26 de maio de 2020  · 

foto victor nogueira - Setúbal - coreto na Avenida Luísa Todi

Os coretos surgiram ligados ao florescimento das bandas filarmónicas locais, integrando o movimento nacional de descentralização cultural da música instrumental do século XIX. Nos séculos XIX e XX a Avenida Luísa Todi, antiga Rua da Praia, era um dos passeios públicos de Setúbal. O coreto nele existente, propriedade da Sociedade Musical Capricho Setubalense, foi inaugurado em 1899, substituindo um outro que se erguia no Jardim do Bonfim desde 1880, o então chamado "coreto velho", que, entretanto, foi deitado abaixo, o que ocorreu durante o mandato camarário de António José Baptista.

Existem presentemente  na área do município a Sociedade Musical Capricho Setubalense, a Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense e a Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, esta em Vila Nogueira de Azeitão.


26 de maio de 2021  · 

foto victor nogueira - Mural na Rua António José Baptista, em Setúbal (2017.11.18 Canon 149_11)

Este mural  da AJA - Associação José Afonso na Rua António José Baptista, com as palavras Liberdade / Utopia,  homenageava José Afonso, tendo sido substituído em 2019 por um doutra temática, este executado pelo Colectivo Explicit Citizens  

VER        Murais em Setúbal 24 - José Afonso e Bocage