
Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNquarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
A roseira, no meio das avencas, dava umas flores brancas e pequeninas

sábado, 4 de janeiro de 2020
Hoje a Maria Emília celebraria o seu 1º centenário
sexta-feira, 18 de maio de 2018
Colunices
segunda-feira, 29 de maio de 2017
ECCE HOMO (1)
O Pituca morreu!
Encerrado em si
hirto no seu pijama azul
as mãos bonitas e o rosto frio
um vergão em torno do pescoço
o rosto violáceo
o ar sereno.
das nossas brigas
da nossa amizade
silenciosa
tímida
desajeitada.
a lembrança de ti
nas coisas que me deste
os livros os posters
os bibelots as estatuetas
africanas as tuas pinturas
a Marilyn e o Pato Donald
os discos e as cassetes.
nas palavras silenciadas
Meu irmão!
1987.Dezembro.22 (1989.Março.10) - Setúbal
silenciosamente
os nosso mortos
irmãos encerrados
encurralados
enquanto
para lá desta hora
a vida se renova
por entre
os bosques e
os regatos
sussurantes
do imaginar o son (h) o estilhaçado
por ele próprio e por muitos outros no tempo
que para ele terminou naquela tarde de
26 de Fevereiro de 1987 ............................. )
Ao meu filho José Luís
Teu destino não era este mundo.
Partiste e me deixaste nesta dôr
Tão profunda, Imensa, sem ter fim.
Tão jovem, tão talentoso, tão bom !
Sem compreender porque te finaste
E que felicidade procuraste.
Mas uma vida sem sombrias nuvens
Radiosa primavera desejara.
Afagar com carinho a minha face
Sentida prece por ti rezarei.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
in memoriam de Maria Emília
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Maria Emília - 1920-01-04 / 2013-04-17
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
elegia
terça-feira, 19 de novembro de 2013
uma foto e o baú das recordações

Foto de família - Luanda - 1954 - Zé Luís, Maria Emília, Victor Manuel
- António Barrenho, Carla Maria Padeiro Estêvão, Laura Rijoe 8 outras pessoas gostam disto.
- Victor Nogueira Graca Maria Antunes Sim dizem que eu era a cara chapada da minha mãe, salvo as orelhas de abano, e sempre risonho, como ela .
- Laura Rijo Gosto desta foto Victor. A tua mãe era efetivamente uma senhora muito bonita, e com ar de muito simpática. Tu estás com ar feliz, o mano, um pouco menos. Devia estar a pensar, "mas que chatice, tenho que estar tão quietinho".
- Victor Nogueira Laura Rijo Em criança e adolescente, nas fotos com os meus pais, o meu irmão está quase sempre sério, ao contrário de mim que - com os meus pais ou não estou - frequentemente a sorrir escancarademante. Depois da adolescência o Zé Luís torna-se mais sorridente, na vida real e nas fotos.
- Laura Rijo Mas digo-te que era uma criança muito engraçada, adianto mais, como hoje se diz, muito fofinho. Pois é Victor nem todas as pessoas gostam de sorrir para as fotos. Vamos lá saber porque?!!
- Victor Nogueira Laura Rijo O meu irmão era muito mais introvertido que eu e menos rebelde e contestatário. Esta foto a seguir "explica" pk aos 18 anos - semanas depois de me matricular na alínea f do 3º ciclo liceal - desisti de frequentar engenharia, como eu pret...Ver mais
Luanda - na churrasqueira Vilela ~ Manuel, Victor, Maria Emília e Zé Luís Não me lembro se era nas Estrada de Catete ou na do Cacuaco que havia uma série de restaurantes ao ar livre, com as mesas debaixo de caramanchões, onde se comia bacalhau assado e frango assado com piri-piri/gindungo/malaguetaPor: Victor Nogueira - Laura Rijo Como eu te entendo!! Para se conseguir a autonomia desejada, há que passar situações meio complicadas!!






























