* Victor Nogueira
Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNsexta-feira, 13 de janeiro de 2023
Textos em janeiro 13 Parte II
terça-feira, 6 de dezembro de 2022
Textos em dezembro 06
* Victor Nogueira
2019 12 06 foto victor nogueira - Caldas da Rainha - Museu Rafael Bordalo Pinheiro - figuras por ele criadas, distinguindo-se o Zé Povinho e a Maria Paciência 2001.02.13)
VER
museu rafael bordalo pinheiro, nas caldas da rainha
2014 12 06 Foto victor nogueira - sei onde foi tirada esta foto, mas não me recordo do nome do local. Ou melhor, talvez tenha sido nos arredores de Vila Real, embora me pareça que não, mas sim durante uma visita a uma igreja ou convento românico perdido no meio de caminhos serranos, estreitos, vicinais e tortuosos. A igreja ficava cá no cimo, em sítio ermo ou muito isolado, e por detrás do fotógrafo. Para ter a certeza do local teria de ver a sequência de fotos no rolo ou rolos de que faz parte
domingo, 13 de fevereiro de 2022
(quase) diário da campanha 24 - o(s) dia(s) seguinte(s)
* Victor Nogueira
O Público é um dos órgãos de comunicação social pretensamente equidistantes, "imparciais", "pluralistas", balançando entre os bolos e o chicote, entre o sim, o não e o talvez, com o jornalista bonzão e o jornalista mauzão, conforme os olhares, mas pendendo no essencial para as "direitas"
Neste artigo Ana Sá Lopes, sem ir ao fundo da questão, "espanta-se" com a chinfrineira feita pela comunicação social em torno dum alegado "terrorista" e dum virtual "atentado", um "case study" que ela sugere seja objecto de abordagem nas escolas de jornalismo.
Mas, pelos caminhos da escrita, lá vai fazendo referência a um dos artigos do "incendiário" jornalista João Miguel Tavares. - muito poder e graças deve ele ter para ser citado pelos colegas com outras e adversárias visões.
Neste caso do alegado "terrorista" até concordo com parte da análise de JMT, mas não com as suas conclusões finais e na pretensa e angelical inocência do articulista.
Cum caraças. Não é que no seu artigo João Miguel Tavares afirma e conclui que a "argolada" da judiciária foi "apadrinhada" pelo governo do PS?
Com efeito no artigo JMT afirma: "com a ajuda do governo, a PJ está a tentar recuperar o protagonismo de há 20 anos. Ou muito me engano, ou a razão para a cara do joão estar espalhada por todo o lado é essa."
Isto na sequência dum bombástico título «esta histeria do “atentado” serviu para quê, exactamente?»
Escutemos pois como, como selectivo e de olhar vesgo, enviesado, afinando a bazuca, conclui JMT a sua peça jornalística, ao estilo "tiro e queda"?
«A PJ foi durante décadas a instituição-estrela da investigação em Portugal. A partir dos anos 2000, na sequência do caos que foi o processo Casa Pia e com a ascensão da criminalidade económica, perdeu terreno para o Ministério Público. Agora, com a ajuda do Governo, a PJ está a tentar recuperar o protagonismo de há 20 anos. Ou muito me engano, ou a razão para a cara do João estar espalhada por todo o lado é essa. E não é bonita de se ver.»
Nos entrefolhos já tina trazido á colação um outro João, outra pretensa vítima da “Judite”, um João de apelido .... Rendeiro, no desenvolvimento referido, a talhe de foice, por João Miguel Tavares, o 3º pastorinho.
Qual o benefício para o governo do PS, deste modo e no rítulo e no lead capciosamente referido por?
Com mil diabos e recorrendo a uma dica de Ana Sá Lopes, referindo a Fox Crime, de que também sou teleespectador (passe a publicidade). Qual o Qual o benefício para o governo do PS no alegado apadrinhamento desta saída da "Judiciária", a quem não estão cometidas as funções e responsabilidades de "espiões" nas "espionagens" e no "contraterrorismo".?
Considerando as barricadas em que se coloca e os acrisolados amores de JMT, a quem beneficia a pretensa "argolada" da "Judite"? Quem é na realidade o criminoso no caso do "terrorismo"? Quem do crime beneficia e procura tirar proveito, com a ajuda prestimosa da comunicação social?
O ps? Hum! Hum! Ch€g@-te ... P'raqui ou p'ráli? P'ra cá" ou P'ra lá? (Victor Nogueira)
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
(quase) diário da campanha 21 - o(s) dia(s) seguinte(s)
* Victor Nogueira
"Normalizar partidos radicais? Sim! Aprendi com Mário
Soares", afirma JMT ou - AS MISTIFICAÇÕES DE JOÃO MIGUEL TAVARES - MÁRIO
SOARES, O REVISIONISMO HISTÓRICO, O FASCISMO, O ANTICOMUNISMO MILITANTE E O
"$ÚCIA£I$MO" EM £IB€RDAD€.
Em 1926, ano do golpe militar fascista, em Portugal, para além das organizações anarquistas, havia dois partidos anticapitalistas, todos de base operária, que defendiam o "socialismo": o Partido Socialista Português, fundado em 1875 (mil oitocentos e setenta e cinco) e o Partido Comunista Português, fundado em 1921, na sequência da dissolução da II Internacional, verificada em 1916.
O golpe fascista de 1926 teve como finalidade a instauração duma ditadura que perdurou até 1974, que suprimiu liberdades, direitos e garantias, incluindo a proibição de partidos políticos, salvo a "União Nacional" de "Deus, Pátria, Família," Tudo pela Nação / Nada contra a Nação".
Em consequência disso, o Partido Comunista Português passou á clandestinidade, sendo objecto duma violenta repressão durante décadas, enquanto o Partido Socialista Português autodissolveu-se em 1933 (mil novecentos e trinta e três). O que foi fundado por Mário Soares em 1973, sem base nem tradição operárias, nada tem a ver com o seu antecessor.
Deste modo, durante o fascismo em Portugal houve apenas dois partidos: a "União Nacional" / "Acção Nacional Popular", de Salazar e Caetano, e "O Partido", proibido, forçado á luta na clandestinidade, perseguido e violentamente reprimido, mas que todo o mundo sabia qual era.
Até 1974 sabia lá a generalidade do povo português quem era Mário Soares e muito menos sabia lá da existência do chamado Partido Socialista, fundado em 1973 (mil novecentos e setenta e três) na Alemanha Federal com os dinheiros da social-democracia europeia!
Em 1933, conjuntamente com a Constituição fascista, foi promulgado o Estatuto do Trabalho Nacional que, para além de proibir o direito á greve (artº 9º), estipulava que “A direcção das empresas, com todas as suas responsabilidades, pertence de direito aos donos do capital social ou aos seus representantes. Só por livre concessão deles o trabalhador pode participar na sua gerência, fiscalização ou lucros das empresas” (artº 15º) e que “O direito de conservação ou amortização do capital das empresas e o do seu justo rendimento são condicionados pela natureza das cousas, não podendo prevalecer contra ele os interesses ou os direito do trabalho” (artº 16º). Resumindo: "Tudo pelo Kapital, Nada contra o Kapital":
E porque no 25 de Abril de 1974 houve uma ruptura com o fascismo e a guerra colonial (colonialismo aparentemente defendido por JMT) a ala spínolista no MFA foi derrotada nos sucessivos golpes contra-revolucionários e nas eleições para a Assembleia Constituinte e subsequentes para a Assembleia da República, os partidos e movimentos fascistas, incluindo o MDLP/ELP, liderado por Spínola, ficariam impedidos de concorrer.
Em 1974 e 1975, na sequência do 25 de Abril, cresceu e
radicalizaram-se os movimentos das populações e dos trabalhadores,
designadamente na Cintura Industrial de Lisboa e em Setúbal, onde se
localizavam as unidades industriais com centenas ou milhares de operários, e no
Alentejo e parte do Ribatejo, onde se concentrava o proletariado rural, que
dera início á Reforma Agrária com a ocupação dos latifúndios. Por outro lado, na sequência do malogro do golpe contra-revolucionário de 11 de Março de 1975, o Conselho da Revolução havia procedido á nacionalização da banca e de outros sectores estratégicos da economia.
Face a esta realidade, Mário Soares, assumindo encobertamente a liderança da contra- revolução, tudo fez para tentar impedir a promulgação da Constituição em 1976, incluindo o apelo á intervenção militar estrangeira para "esmagar" o que Soares dizia ser "a comuna de Lisboa" (e de Setúbal). Esse seu propósito malogrou-se, pois não teve o apoio do General Costa Gomes, Presidente da República designado pelo MFA como sucessor do General Spínola, que se havia demitido na sequência do golpe contra-revolucionário de 28 de Setembro de 1974.
A contra-revolução, no entanto, ganhara uma força determinante, a partir do 25 de Novembro de 1975, embora a componente fascista nas Forças Armadas tivesse sido travada pela ala social-democrata do MFA, que a impediu de levar por diante o seu propósito de liquidação física dos comunistas, dos sindicalistas e seus aliados, a que nem socialistas e sociais-democratas teriam conseguido escapar.
Até que em 1987 Mário Soares, na qualidade de Presidente da República, deu início á normalização do fascismo (travestido de “ditadura”, tout court) ao homenagear, reabilitar e condecorar o General Spínola, apresentando como fundamento os «feitos de heroísmo militar e cívico e por ter sido símbolo da Revolução de Abril e o primeiro Presidente da República após a ditadura», ...
... heroísmo militar e cívico, exuberantemente demonstrados
na guerra colonial e como líder contra-revolucionário.
Logo após as eleições de 1975 Mário Soares meteu o socialismo na gaveta, tão bem aferrolhado que o Partido Socialista se perdeu.
Com efeito, na sua entrevista a Maria João Avilez, recolhida
em três alentados volumes (1996/1997), Mário Soares confessa que defendera o
"socialismo" apenas porque se o não tivesse feito não teria tido
votos. (Victor Nogueira)
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«(...) Não preciso de gostar de André Ventura para defender os seus direitos políticos. Basta que o Chega cumpra dois requisitos básicos: abster-se do recurso à violência e respeitar o processo democrático.
(...) Aquilo que defendo que seja feito ao Chega nos dias de hoje é aquilo que Mário Soares defendeu que fosse feito ao PCP na segunda metade da década de 70. E resultou. Sei que as pessoas à esquerda ficam muito chocados quando as pessoas à direita comparam o Chega com o PCP ou com o Bloco, porque acreditam que não há amor platónico a Cuba, à Venezuela ou à Coreia do Norte que possa ser equiparado às tiradas xenófobas a propósito dos ciganos. Dou isso de barato. Mas reparem: nos anos 70 o amor não era só platónico.
(...) E, no entanto, o que é que fizeram Mário Soares, o PS e os moderados do MFA após o 25 de Novembro? Isto: esforçaram-se ao máximo para manter o PCP dentro do regime, quando toda a direita militar exigia a sua ilegalização. Melo Antunes, logo no dia 26, afirmou que não havia forma de construir a democracia sem o PCP – e tinha toda a razão. Os comunistas haviam somado 700 mil votos nas eleições para a Constituinte. É claro que não se podiam deixar 700 mil pessoas à porta da democracia em 1975. E também não se podem deixar 385 mil [eleitores do Chega] à porta da democracia em 2022.
Normalizar o Chega – no sentido de reconhecer ao partido os mesmos direitos políticos dos outros – não significa deixar de combater as suas péssimas ideias, ou a forma como explora os piores sentimentos das pessoas. (...) »
E blá blá blá., com o apoio da generalidade da comunicação social, com a sua "liberdadeparainformar" "pensebempensepublico" DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA E TRABALHO (sem direitos, liberdades e garantias)."
2022 02 10
domingo, 6 de fevereiro de 2022
(quase) diário da campanha 18 - o(s) dia(s) seguinte(s)
* Victor Nogueira
Entretanto, no Público, João Miguel Tavares é um dos que defende estrenuamente que a "democracia" impõe" que seja eleito um deputado do Ch€g@ como Vice Presidente da Assembleia da República. Não um qualquer deputado mas um "ideólogo" que militou activamente e com provas dadas na direita contra-revolucionária e bombista, de 1975 a 1977, insurgindo-se contra "A insuportável superioridade moral em relação ao Ch€g@."
João Miguel Tavares não é um Zé Ninguém, João Miguel Tavares é aquele personagem que há uns anos, em 2019, Marcelo Rebelo de Sousa, na qualidade de Presidente da República, escolheu para presidir ás Comemorações do Dia da Raça, rectifico, ´presidir à Comissão das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. (https://www.presidencia.pt/.../presidente-da-republica.../
), realçando do seu curriculo o facto de "tendo colaborado no Diário de Notícias e no Correio da Manhã e foi subdiretor da Time Out, colaborando atualmente com o Público, o Observador, a TSF e a TVI.»
Enquanto no Público São José Almeida afirma que "O PSD tem de se modernizar organicamente, mas também no discurso político e na atitude com que se apresenta ao eleitorado" de modo a não perder o "comboio da refundação da direita" que está em marcha, Ana Sá Lopes, no mesmo Público, carpe mágoas, resultantes da quebra eleitoral do Bloco e do estado comatoso do PSD por não se ter demarcado do Ch€g@,
Simultaneamente JMT "defende" que a não eleição dum Vice-Presidente pelo Ch€g@, representa "um corte com a tradição parlamentar desde 1975", acrescentando do alto do seu pedestal que
"Há gente com uma ideia muito errada do que é a democracia. A democracia não existe para limitar o pensamento. Existe para que grupos de cidadãos com opiniões políticas divergentes possam discordar sem o recurso à violência (...) É para que tanto as ideias que consideramos aceitáveis, como aquelas que consideramos inaceitáveis, possam entrar em conflito de forma pacífica, de acordo com as regras regimentais. Se tudo correr bem, as melhores ideias impõem-se e as piores ideias são descartadas. Se tudo correr mal, ganham as más ideias, mas a cada quatro anos é-nos oferecida uma nova oportunidade de lutar para que as boas ideias (que são sempre as nossas, e nunca as dos outros) vençam. (...)
Idiotas são aqueles que não entendem a regra mais básica dos regimes democráticos: respeitar o voto, respeitar os adversários, e nunca, mas nunca, falar com eles de cima para baixo."
Do alto do seu pedestal no jornal Público, patrocinado pela Sonae, / Modelo Continente Nosso Super / NOS TV, João Miguel Tavares, ex-comissário e jornalista, DIXIT E ...
"honni soit qui mal y pense" (MALDITO SEJA QUEM NISTO VIR MALDADE"
2022 02 06















