Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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terça-feira, 26 de maio de 2026

em évoraburgomedieval - Retratos (2012)

* Victor Nogueira

26 de maio de 2012

Eu bem sei que isto aqui nas redes sociais e na blogosfera é o mundo do fast write, fast read and discard. Eu bem sei porque mo dizem que escrevo muito, demasiadas linhas. E por isso talvez seja abuso meu partilhar o que talvez não interesse e não desperta grandes comentários nem partilhas de retorno nos comentários. Enfim, sejam ousados (m/f) ... usem o "não gosto", se for caso disso LOL

Uma boa vida

Ali duas velhotas discutem as vantagens de ser criada de servir: ganham bem, vestem os vestidos da senhora, não gastam nada. Uma vida de fidalgas. (MCG - 1974.12.10)

A miúda e a matrona 

(...) Era um jardim geometricamente desconfortável, artificial, No coreto a banda tocava. Além, caridosamente, alguém partilhava com os "jardineantes" as goelas do transístor escancaradas. No banco, ao meu lado, uma matrona e uma gaiata conversam banalmente: "Puxa a mala um bocadinho mais para baixo. Isso! Assim! Para que te não vejam as pernas". E eu sorrio-me por entre a sisudez duma "Introdução à Vida Política". Pobres e ridículas gaiatas! Pobres e ridículas matronas! (1)

O miúdo e o carrocel

No mesmo jardim, era um miúdo esfarrapado, sujo, de rosto envelhecido. Dele aproxima-se do guarda, para cobrar o bilhete da entrada, mas o dinheiro não chega. No entanto, o velho, que já terá sido criança, deixa-lo entrar. O miúdo envelhecido corre, para, hesita! Os olhos sorriem no rosto sujo: balancé? carrocel? escorrega? ... ou avião? Não poder ele desdobrar-se! E assim, corre, sobe, escorrega - o mundo é dele. Agarra-lo, sobe, desliza, corre, sobe, desliza, sobe, desliza, corre, sobe, desliza, contorce-se ...

De repente alguém exclama: "MÃE, OLHA ESTE MATULÃO SUJO! VAI-TE EMBORA!" Então, as avózinhas contorcem os lábios num rictus de desprezo, os meninos apedrejam com a língua e crucificam com os lábios. Ele hesita. Baloiça, baloiça, baloiça! Roda, roda, roda, sobe, desliza, corre, sobe, tropeça, sobe, desliza, corre! contorce-se, baloiça, roda ... Olhos brilhantes cheios de felicidade! Um velho num corpo de criança, pequena para a roupa suja, esfarrapada!

As avózinhas contorcem os lábios num rictus de desprezo, os meninos, esses apedrejam com a língua e crucificam com os lábios. Velhas envelhecidas. Garotos moribundos. E uma criança num pequeno corpo de velho! (POE - 1969.02.24) (2)

1 - Do poema Cenas do Jardim, escrito em Évora em 1969.02.24

2 - Ver nota anterior.

 Dia de S.Porco

Hoje, em Évoraburgomedieval é terça feira e, para além dos turistas habituais, a Praça do Giraldo e o Café Arcada encontram se cheios de forasteiros, solidamente especados, indiferentes a quem passa e no estorvo provocado. É dia de S. Porco, i.e., dia de mercado, em que os homens vêm à cidade para o negócio do gado, enfiados nos seus fatos escuros, de mau corte, botas enlameadas e chapéu na cabeça. Detesto a sua falta de maneiras, embora por vezes seja uma distracção observar as suas atitudes. O mais interessante neles é o modo como se escarrancham nas cadeiras, à mesa do café, solidamente instalados, o chapéu na cabeça atirado para trás.

Mas para além deles e quotidianamente há outras figuras curiosas no café, figuras de todos os dias nas mesmas posições. Todo um mundo parado, parecendo indiferente à passagem do tempo.  (MAF - 1971.10.09)

Évora é uma terça-mercado numa praça.

numa praça em terça-mercado um café.

de um café em praça numa terça-mercado.

de agrários cinzentos..

como cepos sem vida. (POE - (1)

Amanhã é 3ª feira, o meu dia negro, pois a cidade - e o café - enchem-se de alentejanos corpulentos, solidamente parados no meio do caminho, de chapéu na cabeça e fatos escuros, como se nada mais existisse no mundo senão as suas irritantes pessoas ! (NID - 1973 ?)

1 - Do poema Natureza Morta, escrito em Évora

Um homem na Lua

 Ontem um bêbado abordou-me quando via os livros na montra da Livraria dos Salesianos. Queria saber qual era a melhor história que ali estava. Ou a maior ? A de todo o mundo! De todos os tempos. Que todos aqueles livros eram mentiras. Para as pessoas comprarem pensando serem verdades. Era a máquina! Se eu acreditava que o homem tinha ido à Lua, se eu vira com os meus olhos. Que os jornais e os livros só diziam mentiras. Que nenhum homem pudera ter ido à Lua porque ele não vira. E que eu tinha sido enganado pelos jornais. Era mentira, talvez tivessem ido, mas tinham morrido todos. Que isso dos submarinos andarem debaixo de água era diferente: era a Terra.

Quanto pagaria eu para ele me contar uma história daquelas, vinda do fundo do coração? (E vai daí, faz um gesto como que proveniente das profundezas do mesmo mas, ou pela bebedeira, ou lá porque fosse, o gesto iniciou-se baixo demais e não pude deixar de comentar com a minha habitual ironia: "O seu coração está baixo demais!". )

 Quis saber o que eu fazia - se era escritor e já escrevera o meu livro - e não acreditava que eu vivesse do ar e do vento. Enfim, que se tivesse 25 anos como eu estava mas é em Lisboa, que isso sim! E lá se ia agitando desequilibradamente o velho (de 57 anos), num asilo, convidando-me (ou convidando-se) para um copo ali na taberna, beata ao canto da boca com um grande morrão e deitando perdigotos como nuvem rota em dia de inverno. Mas nem queiram saber a insistência com que ele duvidava da ida dos homens à Lua. (MCG - 1972.10.23)

Uma sessão cultural em Évora

Aqui, espalhados pela mesa, vários recortes de jornais, a maioria deles da Isabel da Nóbrega, que já conheço desde há seis anos pelos artigos que tem publicado no "Diário de Lisboa" e na "Vida Mundial". Actualmente já nem sempre aprecio tanto os seus artigos como outrora: porque ela teria mudado a sua maneira de escrever? Ou eu a minha maneira de ser?

Vi a apenas uma vez (em Évora) há dois anos, num colóquio sobre poesia ( o Ary dos Santos - conhecido pelas letras da "Desfolhada" e de "Menina" - declamou - e bem - poemas seus ) A esse colóquio o Ary chegou muito atrasado e já "entornado" e com uma garrafa de brandy com que ia molhando as goelas ao longo da sessão.

Quem costuma andar lá pelas reuniões em Évora, como eu, conhece um certo número de autodidactas, o mais enfadonho dos quais é um tipo de bigode e óculos. Pois esses autodidactas - numa atitude compreensível mas inaceitável - aproveitam estas "manifestações " culturais para botar faladura a propósito e - sobretudo - a despropósito.

De modo que para o fim aquilo começou a aquecer - o Ary dos Santos, bêbado, a falar contra a situação, em português vernáculo (e o Presidente da Direcção da Sociedade Operária de Cultura e Recreio Joaquim António de Aguiar muito aflito, por causa da PIDE e dos castos ouvidos das senhoras presentes) os autodidactas discutindo com a assembleia e a mesa, o Victor Ângelo e outros alimentando a discussão (dessa vez não abri o bico, pois por mim falava o ... Ângelo). O José Saramago e a Isabel da Nóbrega procuravam, em vão, acalmar os ânimos. Apaixonei-me pelo rosto da Isabel. Se a vissem, aqueles olhos grandes, as suas mãos, a atenção e o cuidado para não ferir os autodidactas - vaiados pela assistência! Estou a vê la sentada, aflita à procura da palavra e do gesto, falando às pessoas, voltada para elas, aflita por não poder falar com os dois campos simultaneamente, um grande respeito pelas pessoas! Entrevi a depois à saída e fiquei algo desiludido: o seu corpo não me pareceu corresponder à nobreza do seu espírito. Pouco sei dela: que tem escrito alguns romances, que terá dois filhos da minha idade.(MCG - 1972.09.02)

A Bela e o Monstro

Falta falar do enxovalho (que não foi meu). Bem, eu conto. Hoje antes do almoço tive de telefonar (...) por causa de informações sobre o pretendido emprego na CP. Pois as pessoas que pretendiam telefonar eram mais que muitas na tabacaria do cimo da Rua [do Raimundo]. As cabines estavam todas ocupadas e alguns dos "aguardantes" impacientes e apressados. Eis senão quando ... Bem, mas ainda um esclarecimento. Um dos ocupantes duma das cabines era uma tal Bia, prostituta cá da praça. É gorda como um batoque e, para a minha vista, simplesmente asquerosa. (1)

Ora a Bia, quando eu entrei, esperava vez e, entretanto, chegado o momento, ocupara uma das cabines. Cinco pessoas a falarem, outras tantas cabines ocupadas. Eis senão quando a dona do posto abre a cabine nº 1, com a maior sem cerimónia, e diz lhe: "Vamos a sair depressa que há mais gente à espera." Ó céus, o que foste fazer! A mulherzinha, com toda a razão, diga se de passagem, disparatou - Que ela também tinha esperado e que os outros fizessem o mesmo. Muito cordatamente, como devem imaginar, a dona retorquiu-lhe "Vamos lá a fazer pouco barulho e a despachar", o que provocou nova onda de regateirice da outra (de resto estavam uma para a outra, só que a dona não tinha razão!).

Enfim .. a Bia julgava-se na praça, a vender peixe e vai daí a dona diz-lhe que ela até fazia bem se não pusesse ali os pés para telefonar. O que tu foste dizer!

Completamente entornado o caldo, a Bia respondeu que aquilo é um posto público, que podia telefonar o tempo que quisesse e que agora é que continuava; que chamassem a polícia se quisesse! A dona não teve outro remédio senão ir tomar ares para a porta, enquanto as empregadas conciliabulavam entre si e os clientes brilhavam pelo silêncio. Quando me vim embora, o "namoro" ao telefone continuava. A afirmação dos seus direitos não lhe deve ter ficado cara e talvez para a próxima a "burguesa" de cabelos brancos e pretensões (a não sei bem quê) pense duas vezes antes de estalar-lhe o verniz. (MCG - 1973.01.10)

1 - Em Évora, nesta altura, a prostituição estava acantonada na Rua do Terrique, que entroncava na Rua da Alagoa ou Cândido dos Reis. Quando se passava nesta, viam-se os homens naquela, com ar mais ou menos comprometido, em fila, à espera de vez para fazerem o serviço, defronte a várias portas dos prostíbulos.   


A fúria do Zé do Casarão 

Hoje à tarde o dono do Zé do Casarão estava furioso, telefonando quando por lá passei a comprar o "Comércio do Funchal"  (agora gastando páginas numa inútil polémica com a "República"; uma guerra de alecrim e manjerona!).

E o senhor desabafou comigo. Estava furioso com o chefe da PIDE.  Que mandou lá buscar o último fascículo da "Enciclopédia do Vilhena", que foi devolvido meia hora depois, por um contínuo, que disse: "O senhor chefe diz que pode vender!" Ah! Ah! Ah! Porque, dizia o Zé, isto é um abuso. Se queria ler, pedia-mo emprestado. Porque ele não tem competência para decidir ou não da apreensão de revistas e livros, sem autorização do Ministro do Interior." Ah! Ah! Ah! E acrescento-lhe eu: "E de qualquer modo não podia levá lo sem levantar um auto de apreensão" E lá deixei o Zé, furioso, telefonando não sei para quem." (1) (MCG - 1973.11.27)

1 - No final de 1998 voltei a Évora e onde era a tabacaria do Zé do Casarão havia outra que nada tem a ver com a desta história, atafulhada de papeis e jornais amontoados e impregnada do cheiro a mijo de gato e uma cabine telefónica não tão concorrida como as  que havia ao cimo da Rua do Raimundo. Na tabacaria do Zé do Casarão parava uma prostituta de grandes óculos e alguma timidez que, sem provocação, me saudava sempre que nos cruzávamos e a que faço referência no meu poema Obrigado.  

Ai que mataram a Maria!

Dois colegas meus  foram a Arraiolos apreciar um órgão setecentista pelo qual um deles se apaixonou. Na Igreja entraram e ao coro subiram, para apreciá-lo, autorizados pelo pároco. E ao descerem. o insólito! Não foram presos por uma unha negra.

Contava uma velhota, que tinha estado à janela com o marido: "Ó "qualquer coisa", entraram dois homens para a Igreja, que não conheço!" Tiraram-se de cuidados e assomaram à porta do templo, chamando pela Maria (a mulher da limpeza) Mas da Maria nem voz nem presença.

"Ai que mataram a Maria!" "Ó homem, o melhor é chamar o Cabo da Guarda." (A Igreja fora assaltada na semana anterior). Mas, ou a Maria ou o prior apareceram entretanto. O que livrou um dos "estrangeiros"  do risco e do perigo de justificar (!) o tubo do órgão (uns 40 ou 50 cm) que, ao descer, trazia debaixo do casaco ... como recordação (sim, que um tubo dum órgão setecentista não são ... dois anéis num supermercado). Mesmo sendo diferentes a "lata" e o descaramento. (MCG - 1973.11.27) 

 O raio da tinta pega se à pele

 Olho para os dedos que estão cheios de tinta. Pareço um menino da instrução primária. Como o sistema de enchimento da caneta está estragado - e só em acessórios esta caneta já me gastou mais que uma nova - tenho de fazer uma grande ginástica para enchê-la. É sempre esta fita. E o raio da tinta pega se à pele! (MCG - 1973.01.31) (1)

1 - Anteriormente: "Esta caneta parece me que torna mais ilegível a minha gatafunhada. Mas na sequência de pequenos acidentes em que Janeiro tem sido pródigo, a minha velha "Pelikan" passou à reserva por se ter avariado o sistema de enchimento. Recorri á outra, que tem um aparo demasiado fino" (MCG - 1973.01.16)

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Carlos Rodrigues

Das guerras do alecrim e manjerona à saudade " do tempo que fomos juntos ", Diário vivo e bem conservado, Victor, donde o último parágrafo é mesmo o melhor do Texto. O resto agradavelmente irónico. Abraço, Victor.

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António Couvinha

O chefe da PIDE nesta altura era o chefe Melo.

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António Couvinha

Estive ontem com a Margarida Morgado num encontro Literário em Montemor o Novo. Pode vê-la numa foto abaixo.

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Victor Barroso Nogueira

Cadê a foto, António Couvinha ?:-)

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Victor Freebird

Há "milhares" de anos que nao tinha notícias da Margarida M...Que bom ve-la activa e cheia de ideias! V

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Maria Mamede

Olá Amigo...o que dizes, tem razão de ser...somente às vezes o tempo é curto ; pode parecer desculpa esfarrapada, mas não é! Bjs. M.M.

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Victor Barroso Nogueira

Maria Mamede - Não tens de pedir desculpa. Bjos meus :-)*

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Manuela Vieira da Silva

Com ironia se contam memórias e gentes, tempos que não se repetem, ou se acontecem, já não é bem o mesmo, embora as características de um povo não tenham grandes mudanças visíveis... só na aparência, há coisas que só quem as viveu as consegue escrever. Momentos que não fazem história mas fazem as gentes. Gostei de ler.🙂

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Joao Garcia

Por acaso fui de visita ao dito órgão em Arraiolos julgo que com o Carlos Nunes da Ponte que agora tem outro nome e com quem ia às vezes eu ouvir ele tocar num órgão algures pros lados do tribunal(?)

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Victor Barroso Nogueira

Joao Garcia Eu tb não sabia que o Carlos tinha outro apelido para além daqueles que conhecíamos. Sim, qualquer igreja que tivesse um órgão era aproveitada para os seus ensaios. Em casa da Margarida tocava piano

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Joao Garcia

Pode ter adoptado o apelido da mulher se foi caso disso !

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Victor Barroso Nogueira

Joao Garcia Ele não se casou. Estivemos um dia destes em casa dele- eu, o Aristides e o Viegas.

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Graca Maria Rito

Gostei , muito .... Obrigada amigo ....

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Maria Lúcia Borrões

Palavras para quê? É um artista português... ;-))

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Alice Coelho

Longo ou curto, não é isso que interessa, o verdadeiramente importante é o conteúdo e a maneira sucinta com que se escreve... e eu gosto do que escreves, Victor!!! obrigado e um beijinho

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Yolanda Botelho

Gosto do que escreves.....por vezes não leio logo tudo,vou lendo,só que com muito gosto.Tens histórias deliciosas,obrigada meu esquerdista preferido.

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José Inácio Leão Varela

Tb tive uma altura que me dava para escrever Notas e tb, para além de poucos/as as lerem (eram grandes rsrsr) me disseram que eram mais próprias para um blogue...não continuei apenas porque vi pouco interesse nelas. Mas qq dia volto a tentar...e tu amigo não desanimes e continua pois textos destes vale sempre a pena escreve-los e ler...abraço Victor Nogueira.

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Victor Freebird

Que memória! E que retrato de uma época! Muito bem! VA

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Victor Barroso Nogueira

Maria Emília Não há qe pedir desculpa. Afinal somos amigos "virtuais" desde há uma eternidade, desde o hi5 :-)*

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Victor Barroso Nogueira

Victor Freebird Sou ainda duma geração que, embora dominando a informática quase desde o inicio, ainda é do tempo do papel de carta e das canetas de tinta permanente e dos selos colados num envelope e do marco do correio e do alvoroço de receber e de enviar notícias em suporte não virtual.

Estas memórias são "recortes" de muitas dessas cartas, centenas delas recuperadas, ou rascunhos ou inacabadas, que escrevi, especialmente as destinadas à família em Luanda, Porto ou Lisboa, ou à mãe dos meus filhos ou a algumas das minhas amigas. As que foram escritas aos amigos, essas perderam-se para mim, definitivamente, num qualquer cesto dos papéis deles LOL

São um registo do quotidiano e não só. 🙂

"(…) Antigamente as pessoas escreviam muito e as cartas eram meio de transmitir notícias e muitas delas, com maior ou menor valor literário, tornaram-se testemunho dos factos, acontecimentos, ideias e sentimentos.

Mas hoje, hoje as pessoas telefonam ou encontram-se, devido à facilidade e rapidez dos transportes e das comunicações, e o tempo é pouco, paradoxalmente, devido à sobrecarga do que se gasta em transportes, sentado frente à TV ou em tarefas domésticas [ou a teclar horas seguidas, infindas, nas salas de conversação].

O mesmo sucede com o convívio e a conversação: por vários motivos os cafés e as tertúlias desaparecem, só se conhece o vizinho da frente ou do lado, quando se conhece, e as pessoas metem-se na sua concha, casulo, carapaça ou buraco. Muita gente junta, ao alcance da mão ou da voz, não significa que estejamos mais acompanhados e humanizados. (…)"

(Victor Nogueira à «Maria do Mar», 18.08.1993).

14 a

Margarida Piloto Garcia

Olha Victor, eu gosto imenso de te ler.É extenso o que escreves e tem muito para assimilar, mas o ritmo é rápido e atractivo. Tal como diz o poeta, " primeiro estranha-se e depois entranha-se ".Sabe bem ler todas estas vivências de extrema riqueza.Eu agradeço imenso a partilha do teu espólio de vida.

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Elena Viqueira

Me alegra haber descubierto una gran experiencia, gracias por poder leer sus escritos

14 a

Ver tradução

Maria Lúcia Borrões

Qual é o problema de ser extenso? (Qualificativo que é bastante subjectivo, diga-se em abono da verdade). Ler-te é um prazer, por isso quanto mais extenso, melhor!

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Graça Maria Teixeira Pinto

Obrigada pela partilha.Gosto destas memórias !

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Victor Barroso Nogueira

Varela José Inácio Qd quiseres criar um blog fala comigo. Já vou no 11º, 10 dos quais um pouco abandonados devido ao último que criei este mês LOL

http://kantodointegral.blogspot.pt/

Kant_O_dos_Integrais

KANTODOINTEGRAL.BLOGSPOT.COM

Kant_O_dos_Integrais

Kant_O_dos_Integrais

14 a

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Victor Barroso Nogueira

LÚcia - se naquele tempo já houvesse o facebook e similares nunca teriam sido publicados de Camões Os Lusíadas ou Guerra e Paz de Tolstoi ou A Comédia Humana, de Balzac, ou o Memorial do Convento ou Levantados do Chão, de Saramago, ou os Irmãos Karamazov, de Dostoiévski, ou do mesmo, Crime e Castigo ou de James Joyce - Ulisses, ou ... ou ... Têm muitas linhas e não se entendem num golpe de vista. NOTA BEM - não me estou a comparar a estes escritores LOL Bjos meus, Maria Lúcia Borrões que não complementa as minhas memórias Bi-LOL

Cadê "O Dia Seguinte" ? Tri - LOL

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Maria Lúcia Borrões

1ª parte- Não estás a comparar-te mas podias... 2ª parte-Sorry, sorry, sorry... 😢. 3ª parte-Bjinhos

14 a

Victor Barroso Nogueira

Lúcia - eu sou um simples cronista do quotidiano, de sketches, talvez com linguagem cinematográfica. Muito melhor a efabular e a escrever novelas é o meu filho Rui Pedro LOL

14 a

Maria Lúcia Borrões

Concordo que os teus escritos são altamente cinematográficos. Eu gosto! Adoro estar a ler um livro e estar a vê-lo adaptado ao cinema. Muitos dos meus escritores preferidos têm essa característica.

14 a

quinta-feira, 1 de maio de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Maio, 01, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira



A Internacional, versão punk dos 'Garotos Podres'

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Victor Barroso Nogueira

Em memória do espírito da malta do Arcada, para Jose Eliseu Pinto e Maria Lúcia Borrões 🙂

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José Eliseu Pinto

Mantenhamos o espírito, já que o Arcada (embora não saiba) morreu.

13 a

Victor Barroso Nogueira

Somos outros, com o peso das (des)ILUSÕES e já perdemos a inocência mas não a ingenuidade, nem a juventude do espírito, espero, Zé 🙂

13 a

Vitor CorreiaVictor Barroso Nogueira

1 de maio de 2014  · 

Amigo Vitor, leio mais do que pensas .Embora muitas vezes não comente, sempre que me aparece nas notificações,tenho o grato prazer de ir ler os teus textos.Um forte abraço para ti,velho amigo e camarada

1 de maio de 2014  · 

foto Victor Nogueira -1974/75 - cartazes e murais de abril 06 - Moita (1983)

1 de maio de 2014  · 

foto Victor Nogueira - 1º de Maio de 2014 em Setúbal 

Uma tarde de calor e soalheira, uma manifestação concorrida tendo em conta que a maioria do pessoal normalmente vai engrossar a de Lisboa, menos jovens que em anos anteriores, muitas faixas e cartazes, 3 ou 4 carros engalanados com minimalismo, um deles, o do STAL, com o inefável coelho.

Muitos  cafés abertos e alguns minimercados. Longe vai o tempo em que no 1º de Maio e no 25 de Abril tudo fechava. Agora, o Governo de Pedro e Paulo sustentado pelo TóZé, o Seguro escavaco, pretende arejar dias e noites permitindo que o comércio esteja diariamente aberto, noite e dia, a semana inteira, sem pausas. 

Em Setúbal, outrora, num 2º andar no 1º de Maio, um casal idoso numa das avenidas sorria aos manifestantes acenando com um cravo vermelho. Mas o ano passado tal já não sucedeu e este ano não os vi.

Já de seguida o SONETO DO TRABALHO, de Ary dos Sanos

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 Naciolinda Candido

estava mais gente este ano!

11 a

 


Abel Moinho

o ano passado o casal esteve na janela este ano é que não esteve os camaradas BELMOTES já teêm muita idade

11 a

     Donzilia Conceiçao

Obrigada Victor pela partilha. e pelo que escreves sempre. Beijinhos

11 a

Elsa Cardoso Vicente

Excelente partilha

11 a

Viriato F. Soares

O 1º Maio acontece nas ruas, não no no sofá como certos papagaios que conheço. A luta continua!

11 a

Ana Wiesenberger

Grata pela partilha. Gostei muito.

11 a

         

O 1º de maio em 1974 e em 1962

 Manela Pinto

tens um arquivo historico enorme (Y)

10 a

Carlos Rodrigues

Há muito tempo que não ouvia os termos elogiosos de " díscolo e desordeiro ", Vitor. 1º de Maio sempre ! Obrigado.

10 a

Milu Vizinho

Camarada Victor obrigado pela partilha...VIVA O 1º DE MAIO o povo unido já mais será vencido (y)

10 a

Manuela Miranda

Eu estou quase como uma Senhora ontem disse na Sic 1º de Maio há sempre claro, mas em vez de ser dia do trabalhador havia de ser dia do desempregado. Cada vez tiram mais direitos e regalias a quem trabalha. O País está péssimo e o Mundo também. A Riqueza está mal dividida. Só há Ricos e Pobres Classe Média quase desaparece. Hospitais psiq enchem Suicidios aumentam.. Já Sabes Victor eu gosto daquilo que publicas tem sentido É o que vivemos. E é o País que temos. Beijinhos Amigo     

10 a      


«As Portas que Abril Abriu», de José Carlos Ary dos Santos, escrito em Julho e Agosto de 1975.

1 de maio de 2015  · 

QUE O PRÓXIMO 25 DE ABRIL SEJA EM OUTUBRO !

 


 1 de maio de 2017  · 

  Cartoon Parabéns Trabalhador


1 de maio de 2017  · 

foto victor nogueira - setúbal - sombra do campanário da antiga Casa da Confraria do Corpo Santo, actual Museu do Barroco. Ver na caixa de comentários o referido campanário.

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 1 de maio de 2018  · 

foto victor nogueira - à beira-tejo, em lisboa, com a ponte 25 de  abril e  o cristo-rei  (em almada) como pano de fundo, em 2017.04.27


1 de maio de 2020  · 

foto de autor não identificado - o 1º de Maio de 1974, no Porto


 1 de maio de 2020  · 

1º de maio 2020, em Lisboa  

Nuno Vinha -  CGTP rejeita "bazuca" de apoios vinda da Europa e quer que Portugal abandone o euro

Já na fase de arrumação das celebrações do 1 de Maio, em Lisboa, a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, concretizou – em declarações à Rádio Observador – a que empresas se referia quando disse, no seu discurso, que há entidades que estão a receber apoios do Estado que não precisam de apoio nenhum. E que até deviam estar a contribuir para apoiar a economia.

“Os trabalhadores é que estão a pagar esta fatura e ainda são violadas os seus direito. (…) Eu posso nomear, elas são públicas. Então requereram lay-off empresas como o Grupo Pestana [Hotelaria], a Bosch, a FNAC, a Renault, a Visteon, várias empresas de têxteis de grande porte e que não estão em situação difícil. Tudo empresas com milhões e milhões de euros de lucros que entraram em lay-off, em que a Segurança Social, que é dos trabalhadores, a oagar 70% dos dois terços do salário dos trabalhadores”, disse Isabel Camarinha

CONTINUA EM 1º de maio 2020, em Lisboa

1 de maio de 2021  · 

1º Maio 2021 - Cartaz CGTP - Lutar pelos Direitos. Combater a exploração!

1 de maio de 2021  · 

'Primeiro de Maio', tela de Yuri Kugach (1952, óleo sobre tela, col. particular)

1 de maio de 2022  · 

Entre Abril e Maio de 1974, na imprensa portuguesa

1 de maio de 2024  · 

Foto victor nogueira - Nocturno em Setúbal -- Igreja do Convento de Jesus (2024 04 19 IMG_4519)

Classificado como monumento nacional, o Convento de Jesus é a primeira obra do chamado estilo manuelino, com risco de mestre Diogo Boitaca, autor de outras obras relevantes da arquitectura portuguesa, como a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos, ambos em Lisboa, a Sé da Guarda, as Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha, a renovação da Igreja de Santa Cruz, em Coimbra, entre outras. O templo é o primeiro ensaio de “igreja-salão”. Após a extinção das Ordens Religiosas o edifício do convento foi entregue à Santa Casa da Misericórdia de Setúbal, que nele instalou o seu Hospital até 1959, albergando desde então o Museu de Setúbal / Convento de Jesus, que possui um notável conjunto de pinturas dos chamados "primitivos portugueses", que ornamentavam a capela-mor da Igreja.


1 de Maio de 2025 

 O 1º de Maio de 1974 na imprensa portuguesa.

O Povo unido jamais será vencido, por Luís Cilia

VER O 1º de Maio de 1974 - relatos na na imprensa portuguesa, mas não apenas


1 de Maio de 2025

Viva o 1º de Maio! Respeita quem trabalha e produz! Não faças compras no 1º de Maio

No 1º de Maio de 1974 e no 25 de Abril de 1975 e anos subsequentes o comércio encerrava, tal como aos sábados e domingos. Depois, com as políticas do PS, PSD & CDS esta conquista foi revertida, sobretudo em benefício das grandes superfícies comerciais.

Fica, de Ary dos Santos, o "Soneto do Trabalho"







1 de Maio de 2025

As tretas da caranguejola da AD onde não está Wally, mais uma das misticações de Luzito Montezero e das "direitas" pelo PPD encabeçadas! Diz o site do Governo:

«"São Bento em Família” convida todos os cidadãos a participar numa manhã de celebração, num espaço de encontro com a cultura portuguesa. Esta é uma iniciativa conjunta de comemoração do 25 de abril e do 1º de maio.»

Mas é treta, pois por alegadas razões de segurança a entrada é por convite reservado apenas a duas mil pessoas, ao contrario de anos anterioes, com entrada livre.

Longe do desfile do 1º de Maio em Lisboa, Montezero faz celebrações a parte, dois em um, 25 de Abril e 1 de Maio, convidando o pagode «para uma manhã diferente, a partir das 9h, com atuações de cante alentejano e pauliteiros de Miranda, assim como uma atuação de Tony Carreira.»

Um grande momento cóltural com a benção e apadeinhamento de S. Bento, à Lapa!

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 28, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

2012 04 28    Os últimos nos sonhos poderão ser os primeiros porque nos sonhos toda a imaginação incontida é permitida aos mortais.  


2015 04 28  - 70º Aniversário do Fim da vitória sobre o nazi-fascismo Cartaz PCP

2019 04 28 foto Victor Nogueira -1974/75 - cartazes e murais de abril 05 - Lisboa - calçada da ajuda - 

Durante os anos de 1974/1976 foram muitas as acusações e denúncias de ingerência da NATO e da CIA em Portugal

Naquele tempo distinguiam-se pela sua qualidade artística muitos dos murais do PCP, a UDP e outras organizações que se reclamavam do marxismo-leninismo e as do MRPP. As dos restantes partidos na sua esmagadora maioria não tinha qualidade artística.


2016 04 28 cartoon de joão abel manta - o 1º de maio de 1974
..
O 1º de Maio é um dia dos trabalhadores comemorado em muito países desde 1889, por vezes em festa mas quase sempre em luta por melhores condições de vida e de trabalho. O mesmo sucedeu em Portugal na longa noite fascista, apesar de repressão e da negação de direitos elementares, como os de associação, manifestação e reunião.         



2020 04 28 / 26 8 HORAS DE TRABALHO, 8 HORAS DE DESCANSO 8 HORAS DE LAZER - La jornada de ocho horas hace referencia a la reivindicación del movimiento obrero por la reducción de la jornada laboral y el establecimiento de las ocho horas de trabajo diarias o 48 horas a la semana, también conocido como el movimiento por la jornada reducida, que tuvo su origen en las penosas condiciones de trabajo de la Revolución Industrial en Gran Bretaña a mediados del siglo XVIII. (Wikipedia)

2022 04 28 As mulheres apoiam os sindicatos. Salário igual para trabalho igual, sem distinção de género, raça, religião ou orientação sexual. O sindicalismo constrói isto! (Cartaz dos anos '20 do século XX)
 

2022 04 28 Foto Victor Nogueira - Pinhal Novo - Inaugurado em 14 de Setembro de 1952, este chafariz localizado defronte da antiga estação ferroviária, no Largo José Maria dos Santos, ostenta na frontaria um painel de azulejos representando uma cena vinícola e passeantes ouvido a banda de música tocando no coreto. Na traseira existe um outro painel de azulejos, floreado, por cima do bebedouro para animais. (Foto em 2022 04 21)

Este chafariz é similar a um outro existente no Largo da Estação, defronte da antiga estação ferroviária de Palmela, aqui publicado em https://www.facebook.com/photo/?fbid=10222901203183978&set=a.2617967293830

«Feito em alvenaria, bastante ornamentado. Apresenta 4 bicas e duas bacias receptoras de água. Exibe uma tabela em mármore com a seguinte inscrição: 14.9.1952 CMP. É constituída também por dois painéis de azulejo, datados da década de 90, decorados com o brasão da freguesia e o do concelho, bem como com reprodução de fotografias de Manuel Giraldes da Silva sobre cenas locais.» in https://www.cm-palmela.pt/.../226/museu_suplemento.pdf

2023 04 28 / 2012 04 28 Cesp Portugal - 23 de abril de 2012  · Respeita os trabalhadores. NÃO FAÇAS COMPRAS NO 1º DE MAIO! 


SONETO DO TRABALHO, de Ary dos Santos

Das prensas dos martelos das bigornas
das foices dos arados das charruas
das alfaias dos cascos das dornas
é que nasce a canção que anda nas ruas.

Um povo não é livre em águas mornas
não se abre a liberdade com gazuas
à força do teu braço é que transformas
as fábricas e as terras que são tuas

Abre os olhos e vê. Sê vigilante
a reacção não passará diante
do teu punho fechado contra o medo.

Levanta-te meu povo. Não é tarde.
Agora é que o mar canta é que o sol arde
pois quando o povo acorda é sempre cedo.

~~~~~~oo0oo~~~~~~

2023 04 28  A cantiga, saga ou cantilena, do(s) que(m) sobe(m) e do(s) que desce(m), bolsando na bolsa com  a maioria no bolso. 

domingo, 1 de dezembro de 2024

Letras empilhadas, ano após ano, em Dezembro, 01, (re)colhidas em 2024

 * Victor Nogueira




1 de dezembro de 2011

As troikas e baldroicas

Há uma semana realizou-se aquela que teria sido a maior Greve Geral desde sempre realizada em Portugal. Verdade seja dita que os órgãos de informação o disseram e documentaram, para logo lançarem a notícia para cantos esconsos dos insondáveis e  libertérrimos "critéros jornalísticos", indo buscar qual fumaça mistificadora a "manfiestação" nas escadarias de S. Bento mais o alemão "perigoso agitador apesar da juventude",  vítima da sanha caceteadora das forças policiais, lastimando-se um porta voz governamental que ... ninguém se referir ao polícia agredido na cabeça e forçado a receber tratameno hospitalar !

Mas ... as troikas e baldroicas prosseguem.

Este Governo, onde a % de analfabetos por m2 deve ser a mais elevada desde os últimos 30 anos, navega à bolina e junto à costa pois para mais não lhe dá a pesporrenta arrogância. Salamaleques à voz do dono, deslumbram-se com o saque ...  à vista. Sim, que a sua política não é o "defixite" mas o saque, a descoberto para a banda da usura e profundo para quem dentro em pouco nada mais terá para ser sacaneado senão a pele e osso. Olham para o imediato e depois para cobrir a asneirola lá sai outro saque mal tirado.

Ora vamos lá ver a sacanagem. SCUTS com portagens? Porreiro, pá. Vamos lá encher os bolsos. Mas .. afinal a receita escapa-se pois as pessoas passam a usar as estradas normais, o turismo entra em crise (designadamente no Algarve), as empresas abrem falência, o desemprego aumenta, as receitas do Estado diminuem ...Pois para tudo há remédio -  muda-se o alvo - corta-se no Serviço Nacional de Saúde, premeiam-se os médicos que mais prescindirem de meios auxiliares de diagnóstico, aumentam-se ou descomparticipam-se os medicamentos aos doentes crónicos, aumenta a despesa por outras vias e a mortalidade,   até que alguma "inteligência" opte pelas directas ao cemitério para gáudio dos transnacionais cangalheiros, como "A Servilusa a maior e mais moderna empresa funerária do país", passe a publicidade.

Mas as troikas e baldroicas continuam. As empresas abrem falência, o desemprego e a miséria aumentam ... ?  Ora, que interessa. E vai daí os rafeiros comentadores e analistas políticos puxam das núvens de fumaça e    ... desancam na greve. Foi inútil, é dos comunas, foi só da Adminsitração Pública, o que é preciso é trabalhar e não "grevar" porque os mercados o exigem. Contentérrimos com Cavaco, cip/cao/ccp  vá de escavacar também o sector privado porque ou há justiça ou a imoralidade é para todos, incluindo alforrecas, polvos, hienas e tubarões. E o mexilhão ? Ora, que se lixe o mexilhão. 

Aproveitando a boleia do aumento do IVA a "restauração" lança mais poeira - nas facturas deixar bem claro que o aumento de 13 % no IVA é saque do Governo pois a restauração é pura e nem vai aumentar os preços, apesar das falências previsíveis com mais despedimentos e diminuição das receitas do Estado e do aumento dos custos com a energia e matérias primas. Entretanto continua a farsa da recolha de excedentes e sobras alimentares e do Banco Alimentar. 

Ah Os bem cheirosos e melhor penteados e vestidos - os encanecidos donos da banca usurária - responsável e beneficiária da crise que nos fazem pagar - bojarda que ... uma eventual "nacionalização" da banca é inconstitucional por violar o direito à propriedade privada. Gand'as luminárias - e   qd a banca penhora as casas e leva as empresas à falência, não está a violar outros direitos constitucionalmente garantidos, para além da propriedade privada ? Pois ... os direitos à habitação, ao trabalho, a uma vida condigna são secundários e descartáveis ... face ao Lucro sem peias nem meias?

Fechar, Saca(nea)r - quanto mais rápido melhor -  é a palavra de ordem para instaurar a mais extrerma e volenta desordem. Até que o povo se decida e saque mais rápido e   coloque a malandragem, as troikas e seus mandaretes a cavarem batatas e a britar as pedras de calçada!

1 de dezembro de 2013  · 

o arado com que lavras
e cavas, não parado,
é rasteiro ou soalheiro ?
paço de arcos 2013 12 01

Ricardo Jorge Mateus Pina é rastro. e não lavra, destorroa. m. giagometti dixit. claro que percebo a metáfora. victor.
11 a

Victor Nogueira - Ricardo Jorge Mateus Pina De rastos, sem rastros, ratejantes ou rastejantes, deslavados, nos quer enterrar em vegetatividade o grã-lumpen capital 🙂
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1 de dezembro de 2013  · 

De rastos, sem rastros, ratejantes ou rastejantes, deslavados, nos quer enterrar em vegetatividade o grã-lumpen capital

Paço de Arcos 2013 12 01

Manuela Vieira da Silva - Quer... mas ainda há muita luta. Aproveitemos os ratos e rastejos e sulquemos bem fundo.

11 a

1 de dezembro de 2013  · 

Foto Victor Nogueira - a sombra em auto-retrato - Setúbal - esteiros do Rio Sado, junto ao moinho de maré da Mourisca

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 Maria João De Sousa  Gosto desta ideia de sugerir uma identidade às sombras... gosto mesmo! Obrigada, Victor Nogueira!

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Judite Faquinha - VICTOR está bem imaginado! E a foto está muito linda com os esteiros do Sado, com as sombras dá-lhe uma identidade nova gostei!!! bjs.

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Manela Pinto - tens umas pernas gigantes eheheh

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Viriato F. Soares - Foto bem original," fotografar-se a si mesmo" toma outra dimensão!

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Maria Célia Correia Coelho - A sombra que se agiganta!!! Giro!!

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1 de dezembro de 2014  · 

foto victor nogueira - lisboa  (belém) - monumento aos descobrimentos e ponte 25 de abril sobre o rio tejo, vistos do centro cultural de belém .

Da Exposição dos Centenários ou do Mundo Português, em 1940, de construções efémeras, subsistiram o Padrão dos Descobrimentos e o edifício onde está instalado o Museu de Arte Popular.

Esta é uma zona com uma grande oferta museológica: Museu da Marinha, Museu Berardo de Arte Contemporânea, Museu da Electricidade, Museu de Cera (encerrado em 2004), Museu de Etnologia, Museu de Arqueologia, Museu dos Coches, Museu do Combatente, Museu da Presidência da República, para além do Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém e o Planetário. Zona "ajardinada", com vários jardins e vastos relvados, nela se encontra o Jardim-Museu Agrícola Tropical.

Nas proximidades da afamada Casa dos Pastéis de Belém, sempre cheia  e a abarrotar de clientela, meio escondido, o Largo do Chão Salgado, onde se encontra um padrão evocativo da completa demolição do Palácio dos Duques de Aveiro, representante duma das poderosas casas senhoriais que, conjuntamente com a dos Marqueses de Távora, se opunham à centralização do Poder Real e à ascensão da burguesia. A execução dos implicados na conjura e tentativa de assassinato de D. José I foi realizada sob o ministério do Marquês de Pombal. As armas destas Casas Nobres foram picadas, como sucedeu por exemplo no Paácio que os Duquues de Aveiro detinham na zona de setúbal, em Vila Nogueira de Azeitão. Acusada de implicação na conjura, a  então poderosa Companhia de Jesus, vulgo Jesuítas,foi expulsa de Portugal e extinta a Universidade que detinha na cidade de Évora, conjuntamente com o encerrameno dos seus colégios em várias cidades e vilas de Portugal, como em Setúbal.

Mapa da Exposição do Mundo Português em 1940, que implicou a demolição de múltiplos edifícios e a completa renovação urbanística da zona, embora sem os efeitos especulativos que se verificaram no Parque das Nações, após a requalificação urbana da zona oriental prévia à realização da Expo 98.


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Maria João De Sousa - Desculpa-me, Victor Nogueira... a ligação tem andado péssima e eu não estou melhor do que ela... as palmeiras de Belém ainda não foram degoladas? As do meu lindo bairro já foram, quase todas... desculpa, mas ainda me não consegui conformar com a morte das minhas lindas palmeiras... abraço!
10 a

Victor Nogueira - Maria João de Sousa Estas palmeiras na "esplanada" do CCB ainda lá estavam domingo passado, qd lá estive a visitar o Museu Berardo 🙂
10 a

Maria João De Sousa - ... as minhas/nossas, do Passeio Vitorino Nemésio, em Oeiras, estão quase todas degoladas... 🙁 Poderá ser um investimento algo onerosos, mas o Rhynchophorus ferrugineus só é uma sentença de morte quando o tratamento não é atempada e correctamente aplicado! 🙁 Matá-las ou deixá-las morrer, leva à descaracterização de um bairro inteiro... estamos habituados? Não! Felizmente não estamos todos habituados/resignados... eu quero as minhas palmeiras de volta ao Passeio Vitorino Nemésio!!!
10 a

1 de dezembro de 2016  · 

foto victor nogueira - Mindelo - roseira com espinhos em fundo verde fotografada com teleobjectiva

Adriano Correia de Oliveira : Capa negra, rosa negra Música: António Portugal; Adriano Correia de Oliveira Letra: Manuel Alegre

Capa negra, rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te bem nos meus ombros
Como o vento numa bandeira.
Abre-te bem nos meus ombros
Vira costas à saudade
Capa negra, rosa negra
Bandeira de liberdade.
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar.


Com um convite à dança - Rosas do Sul, uma valsa de Strauss - eu assisto apenas pois não sou bailarino emérito como eram os meus pais e a mãe dos meus filhos, clicando em ... música, maestrina!


Johann Strauss II [1825 - 1899] - Valsa Rosas do Sul Op. 388 | Maestro Martin André - Concerto Comemorativo do 58º Aniversário da Orquestra Clássica da Madeira 2022 01 19

Manuela Vieira da Silva - Uma roseira com espinhos promete um linda e formosa rosa bem cheirosa. Gostei da foto pelo suave contraste verde, Victor. Beijinho.
8 a


1 de dezembro de 2016  · 

1 de dezembro de 2016  · 


foto victor nogueira - Rosa Vermelha no Mindelo e um poema de Ary dos Santos 

Rosa Vermelha

Trago uma rosa vermelha
aberta dentro do peito
e já não sei se é comigo
se é contigo que me deito.
A minha rosa vermelha
mais parece uma romã
pois quando aberta de noite
não se fecha de manhã.
Trago uma rosa vermelha
na minha boca encarnada
quem me dera ser abelha
de tua boca fechada.
Trago uma rosa vermelha
não preciso de mais nada.
Pus uma rosa vermelha
na fogueira do teu rosto
mereço ser condenada
por crime de fogo posto.
Trago uma rosa vermelha
que é minha condenação
condenada a vida Inteira
à fogueira da paixão
Tenho uma rosa vermelha
atrevida e perfumada
é uma rosa vaidosa
a minha rosa encarnada.
Trago uma rosa vermelha
não preciso de mais nada.

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Manuela Vieira da Silva - Tenho uma roseira igual. É pequena mas é linda na cor. ❤
8 a

1 de dezembro de 2019  · 

Snoopy, personagem dos "Peanuts", criação de Charles Schulz


 Mafalda, criação de Quino

1 de dezembro de 2022  · 

Foto victor nogueira - Outlet em Vila Chã (Vila do Conde) - Aqui já estiveram um supermercado de bricolage e  decoração, um supermercado El Corte Inglês e, presentemente, um supermercado Continente Bom Dia e outro da Radio Popular, como lojas-âncora.  Apesar da crise energética não faltam miríades de luzeiros natalícios decorativos, tal como nas ruas em Vila do Conde.

Ao lado há um outro edifício com maior variedade de estabelecimentos comerciais, incluindo  restauração.



1 de dezembro de 2023  · 

Foto victor nogueira  - Outono no Mindelo (2023 12 01 IMG_3624)

Ao contrário de ontem, o dia hoje começou ameno, com céu azul, embora se avistassem   informes nuvens cinzentonhas que, avançando,  em breve cobriram o espaço aéreo em torno desta casa. Após o entardecer o tempo tornou-se gelidamente gélido, o que me levou a ligar o  aquecedor para amenizar a temperatura portas adentro.

Não choveu e no quintal  coloram-se crescentemente de amarelo os limões, enormes, enquanto na tangerineira já amadurecem as tangerinas, de tamanhos variados, cobrindo-se de laranja,  alguns insolitamente minúsculos, o que não sucedeu em anos anteriores. 

Nos canteiros lá estão mais ou menos viçosos renques de salsa, coentros e orégãos. Resolvi transplantar para um vaso trevos, esperando que apareçam alguns de quatro folhas.

As couves, essas vão fenecendo, tendo aproveitado algumas das folhas ainda viçosas para fazer mais um caldo verde, que ficou saboroso.

Pensara sair deste meu retiro, para ir photoandarilhar por Vila do Conde, mas atrasei-me com o almoços - bifanas com puré e ovo estrelado, com kiwis de sobremesa; a mudança do tempo tornou a tarde sombria, gorando-me os planos.

Terminei a leitura dos dois  primeiros álbuns da BD intitulada "O assaassino", que já lera em tempos  mas de que me não recordava. Com o avançar da idade  esqueço-me frequentemente dos enredos dos filmes, das séries televisivas e dos livros, mesmo que só tenham decorrido poucos meses. Assim, é como se fossem constantes e renovadas novidades os milhares de livros da minha biblioteca setubalense.

O "assassino" é um longo monólogo dum cínico, com uma vida dupla, que vai filosofando sobre a vida, entre a execução das "encomendas", nem sempre conseguindo evitar os chamados "danos colaterais.", vitimando "inocentes". 

Não há pingo de humor para amenizar, a novela ao contrário do humor negro que perpassa nas histórias dum outro assassino, Luca Torelli, o "Torpedo", este passado nos anos 30 do século  XX, enquanto aquele de quem não se revela o verdadeiro nome se desenrola no século XX!, despachando serviço e encomendas um pouco por todo o mundo!

1 de dezembro de 2024

Vassalagem e simetrias, em Kiev, no 1º de Dezembro, o dos Miguéis de Vasconcelos e das Duquesas de Mântua

A Talhe de Foi-se, segundo o Expresso:

António Costa passa em Kiev o seu primeiro dia na presidência do Conselho Europeu

António Costa recorda Restauração da Independência em "início simbólico" em Kiev