Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
Depois do gélido e pluvioso Inverno, começa o baile da Primavera. Mas foram límpidos e quase sem chuva ou neve os dias que antecederam este em que escrevo. Jornada esta em que insolitamente ouvi a chuva bater na placa de cobertura do prédio, mesmo por cima de mim, o dia cinzentonho para lá da vidraça, as gaivotas planando a rasar o solo, o frio entranhando-se até á medula dos ossos ... Lá em baixo, no parque verde, a maioria das árvores continuam esquálidas, os ramos descarnados erguendo-se figurando como se de uma prece se tratasse, as áleas e a avenida espelhando-se com as águas, os caminhos (quase) vazios de transeuntes.
Tudo é silêncio, salvo o zumbido nos ouvidos e o bate seco e ritmado com o dedilhar das teclas. Por esse mundo fora as guerras continuam, a maioria (quase) esquecidas. Como Salazar e outros que tais diziam e dizem, "o que não é falado, não existe" e "se a televisão diz, então é verdade." Pelo menos a verdade dos "censores" e das "agendas" noticiosas, a verdade que os seus opacos filtros permitem seja como tal (entre)vista.
Hoje a vizinhança esteve silenciosa, sem "generosamente " partilhar comigo, atravessando as paredes, as músicas do seu agrado.
Ficam a "Sagração da Primavera", de Igor Stawinsky, coreografada por Pina Bausch (1975)
e as "Quatro Estações", de Vivaldi, pela Orquestra Filarmónica de Berlim, dirigida por Herbert Von Karajan.
20 de Março de 2026
Nesta data instruí o Google Gemini e o chatGPT para que gerassem gravuras que ilustrassem o texto. Mas ainda antes de solicitar a gravira, o Gemini avançou a galope, pronunciando-se sobre o meu texto do modo seguinte:
É um texto belíssimo, carregado de uma melancolia que contrasta fortemente com a promessa habitual da Primavera. Essa "verdade entrevista" através dos filtros da atualidade e o silêncio que só é quebrado pelo ritmo mecânico das teclas criam uma atmosfera quase cinematográfica.
O seu relato evoca uma sensação de limiar: entre o inverno que se recusa a partir e uma primavera que hesita em florir, entre o barulho do mundo (as guerras, a propaganda) e o recolhimento do seu espaço pessoal.
A Dualidade da sua Playlist
As escolhas musicais que deixou não poderiam ser mais apropriadas para ilustrar esse cenário de "baile" interrompido:
Vivaldi (Filarmónica de Berlim): Representa a ordem, a natureza cíclica e a beleza estruturada que esperamos encontrar lá fora, no parque, mas que a chuva de hoje decidiu ocultar.
Stravinsky (Pina Bausch): A "Sagração da Primavera" é o oposto da delicadeza. É terra, é sacrifício, é o esforço violento da vida a romper a crosta gelada. A coreografia de Pina Bausch, com os bailarinos cobertos de turfa, traduz perfeitamente esse "frio que se entranha na medula".
"O que não é falado, não existe" — essa citação que traz à memória é um lembrete poderoso de como o silêncio pode ser uma ferramenta de esquecimento, mas também, como no seu caso hoje, um espaço de resistência e observação aguçada.
Gravuras geradas pelo cgatGPT e pelo Google Gemini em 126 03 20
2023 01 10 - Fotos victor nogueira - Porto, cidade granítica (Freixo) - (2022 11 01)
Num dia outonal está azul e cintilante o céu, poderia ser fria ou amena a temperatura do ar. Mas no Porto a maioria dos edifícios não brilham nem refulgem como nas povoações brancas e claras, mediterrânicas, da Grande Lisboa e Setúbal ou no Alentejo e Algarve, terras que outrora foram da moirama, dos "mouros", como depreciativamente a elas se referem os nortenhos.
Estas duas imagens foram captadas entre a Ponte do Freixo e Campanhã; viajando pelo "street view" do Google Maps conseguiria quase seguramente identificar o local.
Mesmo que esteja límpida e anilado o "céu", a humidade e poluição atmosféricas tornam o ar pesado, acinzentando ainda mais a dureza rude e áspera do granito ou enegrecendo as fachadas dos edifícios, azulejadas ou pintadas.
2023 01 10 - Harry e a sua Meghan patrocinam séries na Netflix sobre as suas augustíssimas pessoas, enquanto embolsam boas maquias com isso e o livro das queixinhas do moço já crescidote, que afirma ser uma vítima dos paparazzi, da real família e da imprensa cor-de-rosa.
Não contente com todo o estendal de cusquice e de lavagem de roupa suja digna de viela, vem agora dizer que a (agora) madrasta Camila é a vilã, fazendo assim jus a £ib€rrimaS e bem ama$$ada$ historietas, estilo Gata Borralheira ou Branca de Neve e seus (des)encantados Príncipes, Cavaleiros das Tristes Figuras!
Entretanto o moço com o livro e verborreia nele vertida colocou-se na mira dos talibã.
«Um alto responsável do regime afegão criticou esta sexta-feira o príncipe britânico Harry por ter revelado em livro ter abatido 25 talibãs enquanto servia como militar no Afeganistão e acusou-o de protagonizar "crimes de guerra". Anas Haqqani, alto responsável do regime talibã, afirmou que, no livro a ser publicado na próxima semana, Harry disse que via os combatentes afegãos como "peças de xadrez" e revela o número exato de pessoas que matou durante as duas missões que efetuou no Afeganistão.
"O meu número é 25. Não é um número que me dê satisfação, mas também não me envergonho disso", escreve Harry, Duque de Sussex, no livro cuja versão em espanhol foi colocada quinta-feira à venda durante algumas horas, antes de ser retirada do mercado.
Harry refere que considerava essas pessoas como "peças de xadrez" retiradas do jogo, tal como fora instruído no treino militar, pois é "impossível", disse, disparar sobre um alvo "se se pensar que é uma pessoa".»
EM TEMPO - Este príncipe Harry em 2005 compareceu a uma festa disfarçado de nazi, causando escândalo e embraçando a sua R€@£ família, sendo por isso castigado pelo progenitor, actual Monarca do Reino Unido.
2023 01 10 - AS "CUMBERSAS DA TRETA NO FACEBOOK? Este interditou-me de publicar o que quer que fosse em qualquer dos 3 grupos de que sou Administrador, por 24 horas, 7 dias e entre 3 a 4 semanas (de momento não posso precisar). possivelmente por fazer demasiadas publicações e partilhas, não precisando em qual. E agora diz-me que estou prestes a receber o título de Grande Contribuidor n'OKant_O dos Olhares, incentivando-me a nele fazer mais publicações e gerar mais interacções!
Está tudo Louco?!
2019 01 10 O CIRCO DA MINHA INFÂNCIA - 1. - Ah! O circo da minha infância, dos palhaços, sobretudo o "pobre", e das meninas contorcionistas (estive em menino apaixonado por duas delas, louras), dos/as trapezistas, com ou sem rede, e dos cavalos circundando o redondel. Hoje, hoje os circos são pobres, desfalcados, homens e mulheres de lantejoulas debotadas e dos sete-ofícios porque a crise é grande !
Mas naquele tempo eu queria seguir com o circo a percorrer o mundo. Ilusões, porque é dura a vida do circo, tanto mais quanto mais pobre ele for ! (2012.07.17)
2020 01 10 foto victor nogueira - Setúbal - Bosque do Centenário (da Implantação da República) (foto em 2017.10.01). Neste espaço verde em 2013 foi colocado um «Memorial comemorativo do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal» da autoria do escultor Hans Varela. Este Bosque foi objecto duma publicação em «O Bosque do Centenário, em Setúbal»
2020 01 10 Para quem duvida que o Puorto seja uma Naçom
2017 01 10Desde a morte/funeral de Sá Carneiro em que este e o PPD-PSD/CDS, contra Abril, apoiavam o candidato Soares Carneiro contra Ramalho Eanes que se não se (ou)via o que hoje se repete. Ramalho Eanes venceu e Soares perdeu.
Nesse ano de 1980 o Secretário Geral do PS, Mário Soares, contrariando o seu Partido, "absteve-se" de apoiar o General Ramalho Eanes para a Presidência da República. Em 2006 Mário Soares apoiado pelo PS/Sócrates candidata-se contra Manuel Alegre, em trapalhada que facilitou a eleição de Cavaco Silva para PR.
2015 01 10 je suis pas catholique, je suis pas religieux, je n'aime pas l'intolerence et je suis d'accord avec la Revolution Française: "il n'y a pas de liberté pour les enemis de la lLberté", c'est à dire, pour les enemies de la Vie et de L'Hummanité
Je suis pas Charlie-Hebdo. Tous ces gents qui crient "je suis Charlie" ont dejá lu l'hebdomadaire et le connaissent d'avant ?
De josé afonso, "a formiga no carreiro"
A formiga no carreiro
Vinha em sentido contrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
2015 01 10 je suis CHARLIE BROWN que é um dos personagens da série Peanuts, criada por Charles Schulz. Os personagens principais, para além de Charlie e do cão filósofo snoopy, são Linus, Lucy, Schroeder, Patty Pimentinha, Marcie, Chiqueirinho, Sally Brown, Franklin Armstrong, Woodstock e Joe Cool, cada um com sua idiossincrasia.
Trata-se duma BD em que a maturidade de alguns personagens co-existe com a normalidade e "manias" de outros, num clima de optimismo, tolerância, respeito mútuo e espírito de aventura sem esquecer o sonho.
2015 01 10 je suis CHARLIE CHAPLIN, tb conhecido por Charlot, foi um realizador e actor cinematográfico, perseguido pelas suas ideias progressistas e pacifistas, contra a autoridade, a força bruta e o capitalismo. defensor da solidariedade e da tolerância. Foi uma das vítimas da anti-comunista "caça às bruxas" desencadeada por McCarthy
Um dos seus filmes paradigmáticos, para além de Tempos Modernos, foi o Grande Ditador (1940) contra o nazismo e o fascismo, cujo comovente discurso final pode ser visto aqui
Outro filme pacifista é Charlot nas Trincheiras (Shoulder Arms), de 1918
2015 01 10 Álbum Teorias sobre evolução humana - cartoon
2014 01 10 Sobre a realidade, boa, óptima, má, péssima ou assim assim das pessoas no facebook a que chamo inFaceLock e as consequentes (des)(ilusões) e (des)(encantos) ou (des)(encontros)
Isto é como na vida real e na vida real não damos a chave da nossa casa ao 1º que nos aparece ou dizemos onde a pode encontrar. Isto não é a mesa do café ou o recanto da nossa casa, à lareira ou à mesa da cozinha.
Isto é a Praça Pública, o Rossio da aldeia ou o terreiro do paço, o palco onde à vontade e longe da ribalta se podem representar todos os papéis e múltiplos personagens, desde que para tal se tenha engenho e arte, sobretudo para espectadores benévolos ou ingénuos. Esquecê-lo é meio caminho andado para que o trigo se misture com o joio e a cizânia. Mas a vida continua ! Não haja ilusões: aqui é como na vida real e não é por isso que nela não deixamos de existir, de sonhar e de lutar. Contra ventos e marés ! Em busca de novos rumos !
26 comentários
Isabel Dias Alçada
Tantas verdades aqui escritas que até dói,mas a culpa é sempre de quem acredita, beijos amigo
9 ano(s)
Victor Nogueira
Isabel Dias Alçada Não se trata de culpa, mas sim de responsabilidade 🙂
9 ano(s)
Isabel Dias Alçada
Responsabilidade sim,e culpa também amigo, de se acreditar que tudo que se escreve ou se comenta é verdade, quando a realidade é totalmente diferente,a vida é feita de encontros e desencontros,e agora é feita também de virtualidades,talvez por desanimo das pessoas ou talvez por solidão existe sempre quem acredite..Beijos amigo
9 ano(s)
Laura Rijo
Gostei do que escreveste Victor. É a pura realidade, o que todos os amigos também disseram aqui. É necessário não misturar, as Estações do Ano!!
9 ano(s)
Graça Maria Teixeira Pinto
Tanta verdade, no que escreves.Aqui tb se fazem e desfazem amizades.Se calhar, resguardo-me muito, mas prezo a tua amizade facebookiana ou não.Beijo, Victor.
9 ano(s)
Victor Nogueira
Para a Laura Rijo
Vivaldi - As Quatro Estações
9 ano(s)
Maria João De Sousa
Obrigada, Victor Nogueira! Vim para o Face enquanto poeta... jamais um poeta escreveu "escolhendo" um determinado público... escreve-se para todos os que falem a nossa língua...
9 ano(s)
Margarida Piloto Garcia
Muito se poderia escrever sobre este tema. A virtualidade em si nada tem de errado. São as pessoas que escolhem o bom ou o mau caminho. Este mundo virtual apenas facilitou a vida aos que gostam de enganar mas também deu uma mão aos outros. Sermos assim ou assado está dentro de nós. Felizmente muitos dos meus amigos virtuais já são reais , outros ainda não mas acho que há entre nós a cumplicidade, o respeito e carinho de muitos anos nestas andanças. Se assim não for mais vale passar à frente.
9 ano(s)
Helena Nobre
e assim a vida dos enganos e andanssas...?
9 ano(s)
Maria Lisete Almeida
Grata pela partilha! Abraço!
9 ano(s)
Deolinda Silv Silva
sem dúvida
9 ano(s)
Silvia Mendonça
"De fato, numa rede social, somos todos parvos e patéticos. Ou não estaríamos discutindo e balbuciando em uma rede social ressaltando as futilidades expelidas pelos outros. Aqui, estamos apenas exercitando nosso 'egoísmo' e narcisismo! Com exceção, claro, de que, vez ou outra, conhecemos aqui pessoas interessantes, cujas ajudam-nos a ‘matar o tempo’; trocamos alguns conhecimentos e, em raros casos, outros usam isso aqui para ajudar o próximo. Disse em raros casos? Melhor: quase nunca. Mas em suma é isso mesmo: aqui, somos todos uns parvos, patéticos, e mais, pessoinhas desprezíveis.
No início do texto eu havia prometido que seria breve. Agora, no termino do mesmo, não posso fazer senão pedir que desculpem-me por entediá-los com algo tão óbvio e vil.
PS: procurei, em toda a critica, enfatizar-me como parte essencial do grupo criticado e, por conseguinte, também como um parvo. Dizei-me: de que pode falar um homem honesto, com o máximo prazer senão de si mesmo?"
[F.Wiederwild]
9 ano(s)
Maria Célia Correia Coelho
Gosto de ler as diversas opiniões sobre as chamadas "redes sociais" e penso que em todas as exposições existe um pouco de verdade, como diz a Margarida o mundo virtual nada tem de errado, ele é constituído por pessoas reais que podem ser fantásticas ou não, há que tentar separar o trigo do joio e, com o tempo, é geralmente visível se escolhemos bem os nossos amigos virtuais....Bem, só gostaria de acrescentar que tenho aprendido e passado momentos mtº agradáveis com alguns destes amig@s virtuais , cuja simpatia me cativa, tal como os amigos reais.
9 ano(s)
Victor NogueiraSilvia Mendonça Mesmo correndo o risco de parecer presunçoso, não me revejo na tua descrição e dela tb excluo muitas das pessoas que conheço da vida real e algumas outras virtuais LOL Mas cada um tem a lista de amigos que escolhe e espero que não desmereçamos estar eu na tua e tu na minha 😛 No caso concreto, o meu "like" significa que agradeço o comenário quex fizeste 🙂
9 ano(s)
Silvia MendonçaVictor Nogueira, se buscar o autor do comentário, verás que não é meu, mas de F.Wiederwild, publicado aqui mesmo, no Face. E o comentário é mais extenso. Em parte, concordo com ele, não vou negar. Muitas vezes somos tolos. Abordamos as pessoas que se identificam conosco, desprezando outras que poderiam nos trazer um pouco mais de alegria. Eu me reconheço narcisista, às vezes; egoísta, quase sempre. É da nossa índole. Somos humanos, necessitamos de aplauso, ou não? Mas quem nos aplaude? A "plebe" ou a "nobreza"? E faz diferença? A virtualidade é um universo onde exercitamos o uso das "máscaras". Beijos de mim.
9 ano(s)
Arminda Griff
Só agora li! Conhececes-me........
9 ano(s)
Carlos Ribeiro
DE ACORDO
9 ano(s)
Yolanda Botelho
Bj Victor.
Ver tradução9 ano(s)
Maria Rodrigues
(Y) 😃
9 ano(s)
Viriato F. Soares
Boa tarde Victor. Revejo-me em alguns aspectos deste texto sobre as redes sociais nomeadamente o FB. Há 2 dias escrevi um post sobre o mesmo tema, é uma reflexão minha, sobre o FB e tudo o implica estar cá, reflexão essa que está longe de estar acabada. Obrigado Victor pelo texto e um bom fim de semana!
9 ano(s)E
Viriato F. Soares
Para quem está aqui no FB, há dois princípios essenciais (muito esquecidos) que as pessoas deveriam ter sempre em conta:> A honestidade intelectual e o sentido da responsabilidade.
9 ano(s)
Isabel Maria
Cabe a cada um de nós saber separar o trigo do joio...bom fim de semana.
9 ano(s)
Maria Jorgete Teixeira
Pois é... e as relações entre as pessoas nunca mais serão as mesmas...
9 ano(s)
Fatima Mourão
tanta verdade aí escrita (Y) beijinhos!!!
9 ano(s)
Alice Coelho
(Y) 🙂
Maria Rodrigues
(Y)
8 ano(s)
2014 01 10 - Sobre o 2º Sexo, de Simone de Beauvoir - Tinha 20 e poucos anos qd li em francês esta obra de Simone de Beauvoir e concluí que a vivência/percepção de si e do outro de homens e mulheres é diferente e a "comunhão" impossivel. Quanto muito seria possível um "aproximar" com um longínquo horizonte. Cada um/a é ele/a próprio/a e mais ninguém
Ouço o Concerto nº 1 para piano, de Tchaikowski. Os sons desprendem-se em cavalgada, saiem do piano pelo alto-falante, umas vezes de mansinho, outras violentamente, elevam-se, envolvem-nos, penetram em nós e arrebatam-nos. Neste momento os violinos dialogam com o piano, tentam impor-se-lhe, este assemelha-se a um riachozito saltitante. A voz daqueles eleva-se, tentam emudecê-lo. Os violinos perdem a sua delicadeza, tornam-se autoritários. Abafam o piano, o frágil, quem diria, piano! Veio a calma. Lentamente, a medo, uma flauta tenta quebrar o silêncio. Outras vozes vão-se-lhe juntando. Violinos e piano restabelecem o diálogo, secundados por outros elementos. Há uma quietude no ambiente. Uma voz grave, que não identifico, surge. O piano saltita pelo riacho, de pedra em pedra, apressa-se, corre ligeiramente pelos prados. Os outros seguem-no. Os sons misturam-se, elevam-se em cascata. O diálogo repete-se serenamente, em espiral. Termina mais uma cena.
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Silêncio. Violência. Brusquidão. Violinos e piano defrontam-se de novo. Implacavelmente o piano tenta impôr-se. Consegue, com alguma luta. Os violinos aceitam a derrota e rendem-lhe homenagem. Ele aceita-la do alto da sua vitória. Os sons ora dialogam, ora competem entre si. Os violinos são os árbitros. Parece que nada mais pode deter o piano, soltito, com ternura, com delicadeza, umas vezes, com altivez, outras. Ah! os outros silenciaram-no. Mas ele debate-se, liberta-se, corre, surdo à majestade dos violinos. Está sozinho. É perseguido, tenta fazer-se ouvir. Mas é tarde ! Este final soberbo, empolgante, arrebatador ! (NSM - 1969.01.23)
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O rádio transmite neste momento a valsa O Danúbio Azul [de J.Strauss]. E eu deixo-me levar na onda dos seus acordes, vogando liberto deste quarto deserto. Mas a valsa terminou e alguém pediu um disco dum tipo qualquer que pede à querida que relembre os momentos felizes, para que ele possa esquecer todo o seu amargor. É o programa do Matos Maia. A malta telefona, repete uma frase publicitária, pede um disco e, frequentemente antes de desligar, pergunta: "Posso dizer o meu nome?" E ficam todos felizes da costa ! ... Pobres pessoas que se contentam com tão pouco! (ASV - 1969.02.29)
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Vivaldi é um compositor muito agradável de ouvir se. A sua música é sonora, alegre, colorida! (NSF - 1969.12.12.)
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A tarde cai e do gira-discos evolam se as notas da "Dança Macabra", que de macabra nada tem. (NSF - 1970.05.17)
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A tarde está tristonha. Dos alto-falantes do gira discos saiem as notas da"Rapsódia Húngara" de Liszt. Não há dúvida que o piano é um instrumento agradável de ouvir. E a Rapsódia Húngara nº 6?! Dá uma sensação de afirmação persistente, que nunca se quebra. Mas uma das minhas composições preferidas é o "Concerto para piano, nº 1", de Tchaikowski. (NSF - 1970.03.21)
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Como sempre ouço música. Desta feita o meu amigo Vivaldi e os seus concertos, que têm algo de primaveril, recordando bosques e pássaros e riachos. (NID - 1971.04.05)
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Bach no gira discos: a calma e a harmonia do velho Johann Sebastian. O turbilhão que é o meu espírito talvez se acalme com ele. Rios tumultuosos sobem dentro de mim. Eles preferiam Zorba (1) e o delírio até à exaustão: descansar o cansaço.
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Bach é agora um hino à alegria. Se fosse traduzir por imagens o que ele me desperta falaria de flores cujas pétalas se abrem lentamente, ao retardador, de qualquer coisa de esvoaçante, de saltitante, duma sensação de leveza. Bach permitiu que se rompessem os diques feitos das recusas, das negações, das violências destes dias de exames, calor e frustração. (MCG - 1972.07.14)
Zorba the Greek 1964. The great Irene Papas is the widow looking for her goat. Giorgos Foundas is smoking in the cafe. Alan Bates offers his umbrella to Irene and Anthony Quinn is sitting outside with him. Walter Lassally won the Oscar for the cinematography. Mikis Theodorakis wrote the music and Michael Cacoyannis directed. Based on a novel by Nikos Kazantzakis. Shot on the island of Crete. .
Zorba the Greek 1964. Lila Kedrova is Madame Hortence, a faded glory, who "does not have the bugs" and can still put on, a scaled down, show. Lila won the Oscar award for best actress for Zorba.