Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

As manifestações junto à Assembleia da República em 1975 e as de agora (2012)

 * Victor Nogueira

Há uma pequena diferença relativamente a hoje. Os operários que cercaram a Assembleia Constituinte não consideravam todos os partidos e políticos iguais e houve deputados que saíram ovacionados pelos manifestantes, que defendiam a democracia e o socialismo. E sabiam que o inimigo é o capitalismo, os patrões.

Os organizadores "espontâneos" e não poucos manifestantes de agora são contra (todos) os partidos e contra os sindicatos e contra as ideologias, na maioria. E nem devem conhecer a "Internacional " 

Ao contrário destas manifestações "espontâneas" de agora, os manifestantes anteriores, tb jovens na altura, organizavam-se em sindicatos e em partidos políticos e participavam e organizavam-se contra o capitalismo e a favor do socialismo não só nos partidos políticos mas tb nas comissões de moradores, c. sindicais, comissões de moradores, assembleias populares. Não renegavam a luta de quem os havia precedido ao contrário de não poucos de agora, 

Tudo o que a Constituição de 1976 tem de progressista deve-se à luta das populações e dos trabalhadores e tb, entre outros, do PCP. Os actuais manifestantes na sua maioria nem sabem que existe uma Constituição da República que ainda é uma das mais progressistas dos países capitalistas, nunca a leram nem se mostram dispostos a defendê-la e a exigir dos governantes e ao ps-psd-cds que a cumpram e ao Cavaco que honre o seu compromisso e que a cumpra e faça cumprir

Grandes diferenças há entre os manifestantes de 1974/76 e os de agora.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

AS VOZ€$ DO DONO (2012)

 * Victor Nogueira

15 de setembro de 2012

1. - «VÍTOR CONSTÂNCIO, vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), disse este sábado que tanto as medidas como os objectivos inscritos no memorando de entendimento acordado entre o Governo e a troika terão de ser cumpridas de modo a que Portugal possa continuar a beneficiar da ajuda da zona euro e do FMI.»

2. - OLIVEIRA MARTINS - «O presidente do Tribunal de Contas defendeu hoje um “reforço” do consenso político subjacente ao memorando de entendimento e considerou “fundamental” o cumprimento do acordo “nos exactos termos” em que foi assumido.»

3. - ANTÓNIO BARRETO - «O ex-ministro afirma que não se vai "meter em política" , mas pede aos políticos que "não façam disparates" e encontrem um consenso. O sociólogo afirmou que se houver uma ruptura governamental, o país perderá “mais cinco ou seis anos”. E acrescentou que se tal acontecer “vamos voltar a perder o pouco que se fez e trabalhou”, segundo a “Rádio Renascença”.»

A luta e a resistência e a contra-ofensiva dos trabalhadores e dos explorados não são de hoje (2012)

 * Victor Nogueira

15 de setembro de 2012

Antes do 25 de Abril havia fome e lutas e repressão da PIDE e da GNR e prisões e mortes nos campos do Alentejo. Havia fome e emigração "clandestina" e prisões e perseguições pela PIDE nos campos de Portugal. 

Depois do 25 de Abri no governo de PS/Mário Soares havia fome na península de Setúbal.

Depois do 25 de Abril não se lutava apenas por "melhoria das condições de vida". Lutou-se, com violência -- porque violência não é apenas haver sangue - sobre patrões e agrários, pelo socialismo e pela democracia a todos os níveis e não apenas política.

Lutou-se nas comissões de trabalhadores, nas comissões de moradores, nos sindicatos, nalguns partidos políticos, em inúmeras organizações de base do poder popular. 

De 25 de Abril de 1974 a 25 de Novembro de 1975 o Povo teve o futuro nas mãos. Que em voto maioritário ou abstencionista deu de mão beijada em sucessivos processos eleitorais ao ps-psd-cds. Tudo a favor do retorno do capitalismo e do estado súcial em que todo o mundo tentam mergulhar a Humanidade.

A luta e a resistência e a contra-ofensiva dos trabalhadores e dos explorados não são de hoje, não são apenas de ontem, são desde sempre mesmo que silenciadas por "Públicos" , "Expressos", "Correios da Manhã", "Notícias" e similares ou pelas Televisões 

E há muito- há séculos - que existe o "holocausto social" na América Latina, em África, na Ásia ... E que já houve e regressa à Europa.

sábado, 11 de julho de 2026

Pimbalhadas de Pacheco Pereira (2026)

 


* Victor Nogueira

José Pacheco Pereira, na sua crónica de hoje, no Público, escreve sobre o que considera serem as virtudes da chamada música 'pimba', referindo alguns dos seus mais populares 'artistas', como Quim Barreiros, Rosinha, Ruizinho da Penacoca, Emanuel Moura ...


segunda-feira, 1 de junho de 2026

O PCP e a 'morte asistida' (2018)

 



1 de junho de 2018

Não se cansam de passar certidões de óbito ao PCP e é um dó de alma ver gente tão egocêntrica e que se diz "culta", de esquerda e solidária - mas quase sempre atenta aos holofotes e peanhas -  ser tão manipuladora e ter tão grande falta de honestidade intelectual, como se tem visto,  por exemplo, a propósito da "morte assistida". Gente tão democrata, tolerante e amante da liberdade de opinião e de consciência, que apenas aceita quem abane que sim ao que dizem, Gente que parece ter o PCP como inimigo público a abater, desvirtuando as posições dos comunistas, não poucos dos quais - entre estes - falam de ouvido desconhecendo minimamente os documentos do Partido de que se afirmam militantes. Entretanto, para lá das causas fracturantes, o centrão PS(d)CDS vai fazendo o seu caminho, com alguns cravos vermelhos ao peito e muletas de andarilho, como reza a valsa da burguesia. Como se a(s) Vida(s) fossem coisas de somenos, como se a(s) Vida(s) - ela(s) também -  não tivesse(m), direito a ser(em( vivida(s) com dignidade, numa terra sem amos, como se não fossemos filhos da madrugada

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Na morte de Carlos Brito (2026)

 


* Victor Nogueora

A morte do jornalismo na imprensa de 'reverência'


Em Portugal, ao contrário do que por exemplo sucede na Ucrânia, qualquer pessoa pode declarar ser 'comunista', ‘socialista’, ‘democrata-popular’, ’ popular-democrata’, ’social-democrata’ ou ‘liberal’ e, consequentemente, votar, simpatizar ou militar no partido com o qual se identifique. Uma única excepção constitucional: a proibição de organizações armados e para-militares e de partidos racistas ou que perfilhem a ideologia fascista. Os partidos têm uma ideologia, um programa, um modelo de sociedade. E têm estatutos, que para além disso definem a organização e os direitos e deveres dos seus militantes. O PCP, afirmando-se comunista, não foge à regra.

Ninguém é obrigado a militar no PCP ou a nele permanecer se discordar dos estatutos ou da linha política definida nos Congressos.

Carlos Brito, como outros que foram militantes do PCP, defendeu as posições que entendia mas que não foram aceites pelo colectivo. Os que não concordam com as decisões colectivas pretendendo que vinguem as suas são  livres de saírem ou são penalizados, de acordo com os estatutos do PCP, cuja pena máxima é a expulsão. 

Carlos Brito, a quem foi aplicada uma sanção de 10 meses de suspensão em 2002, não pediu a demissão. Resolveu ‘autossuspender-se’. Isto é, inventou criativamente a figura de ‘militante que não milita’, que não participa do ‘colectivo’. Entretanto em 2003, foi um dos fundadores da Associação Política Renovação Comunista de que foi dirigente e porta-voz.

Esta organização afirma defender convergências à esquerda e "contribuir para a renovação da identidade, do projecto e da intervenção comunista". Em actos eleitorais, apoiou candidaturas do Partido Socialista, como as candidaturas presidenciais de Manuel Alegre (2011) e de Ana Gomes (2021)  e as listas do PS nas eleições europeias de 2014, em detrimento das candidaturas apoiadas pelo PCP. Recentemente Carlos Brito em Alcoutim apoiou a candidatura autárquica do PS contra a coligação que integra o PCP e apoiou Seguro logo desde a 1ª volta, contrariando a orientação do PCP que obriga os seus militantes e apenas estes Mas no seu ecletismo Carlos Brito foi um dos impulsionadores da fundação do Livre, cujas candidaturas ao Parlamento Europeu apoiou em 2014 e 2019, uma  vez mais  contrariando as candidaturas propostas e apoiadas pelo PCP. Nem o Livtr nem o PS se reclamam como marxistas e muito menso como marxistas-leninistas ou comunistas.

Não se põe em causa que qualquer militante do PCP tenha a liberdade de sair por discordar da linha política, das  orientações e da prática do PCP. Ninguém põe em causa que qualquer pessoa possa afirmar-se como ‘comunista’ sem obrigação de militar ou votar no PCP.  E, não sendo militante do PCP, tem a liberdade inquestionável de militar ou apoiar qualquer outro partido.

Carlos Brito fez uma opção. Discordando do PCP, não prevalecendo neste o que defendia, não se demitiu. Autossuspendeu-se. É como se numa equipa de futebol um qualquer jogador, discordando do treinador e da Direcção do clube, entrasse em campo e ficasse encostado à baliza. Qualquer pessoa entende que um jogador pode discordar do treinador e da direcção do clube. Mas também me parece claro que não pode encostar-se a baliza, facilitando goleadas do adversário ou apelar à sua equipa para que marque golos na sua própria baliza. Portanto, parece claro que tal jogador ou sai ou é expulso.

Em todos os partidos os respectivos estatutos definem quem pode ser ‘militante’ ou ‘sócio’, bem como os direitos e deveres do ‘militante’ ou do ‘sócio’. E as sanções disciplinares aplicáveis a quem viole os estatutos.

Vai pois um frenesim nas redes sociais e nos órgãos de comunicação do patronato, onde as reivindicações e as lutas dos trabalhadores não são noticiadas, ao contrário do que por exemplo sucede no ‘Avante’ e na imprensa sindical. Órgãos de comunicação social escrita e televisionada, nas mãos do patronato, onde a ‘voz’ do PCP só tem cabimento através do seu silenciamento ou deturpação e falsificação.

Carlos Brito é apenas um pretexto para ‘denegrir’ o PCP. Como o foram os tempos do covid, nos quais tentaram impedir as celebrações do 25 de Abril, as manifestações do 1º de Maio, a realização da Festa Avante! Ou a posição mais que esclarecida de que a Federação Russa é um país capitalista, do qual o PCP discorda frontalmente, e que os conflitos devem ser resolvidos evitando a guerra.

Não espanta, pois, que em órgãos do patronato, no caso o Público e o Expresso, as parangonas sejam como as que encimam esta publicação. Ou que Daniel Oliveira, pela enésima vez, informe que militou na UJC dos 17 aos 20 anos, desvinculando-se então do PCP. E faz paródia com o título do artigo de que é autor. Ana Sá Lopes, por seu turno, faz insídia com trocadilhos no título da sua peça jornalística.

Carlos Brito, Zita Seabra, José Augusto Silva Marques, Manuel Alegre, Pina Moura, José Magalhães, Mário Soares, Barros Moura, Edgar Correia, Vital Moreira, João Amaral, Miguel Portas, Domingos Lopes, Mário Lino, Mário Sottomayor Cardia, Raimundo Narciso, Fernando Luso Soares, entre outros, com diferentes graus de militância, saíram do PCP, tal como os ‘renovadores’ ou a ‘intervenção comunista’, prosseguindo caminhos distintos, não poucas vezes antagónicos aos do PCP. No seu comunicado este reconhece o papel do Carlos Brito entre 1954 e 2002, enquanto seu militante, nao se pronunciando sobre o seu percurso depois desta última data.

Numa altura em que se avizinham tempos tenebrosos, para os povos e para os trabalhadores, os órgãos de informação nas mãos do patronato servem-se da indiscutível ‘militância’ de Carlos Brito entre 1954 e 2002, ano em que se ‘autossuspendeu’ do PCP.  E fazem-no por desamor aos ideais comunistas da paz entre os povos, da liberdade, da igualdade e da solidariedade, numa sociedade mais justa e fraterna. Aquela que Carlos Brito afirmava defender, abominada e combatida pelos donos da comunicação social e disto tudo, que deste modo querem moldar e alienar a consciência social e política das populações e dos trabalhadores. Dum lado, a Internacional e Grândola Vila Morena. Do outro, Os Vampiros.


Zeca Afonso - Grândola, Vila Morena (Ao vivo no Coliseu dos Recreios, 1983)

sábado, 9 de maio de 2026

Os bailinhos do Bloco e o PCP... (2026)


TITULA O EXPRESSO, EM PARANGONAS: 
Na morte de Carlos Brito, o PCP publicou uma nota "a pedido". Agora o Bloco leva o "pesar" a votos na AR

* Victor Nogueira

Os balinhos do Bloco, na sequência dos recorrente e entusiásticos aplausos parlamentares a Zelensky e a Stefanchuk, esses faróis da 'democracia' onde todos os partidos da oposição, comunista, socialistas, sociais democratas e liberais estão proibidos. E dizem eles que defendem a unidade das 'esquerdas' contra a 'direita populista' e contrarrevolucionária.

A talhe de foi-se - O Bloco foi na sua criação uma mistura de trotsquistas, marxistas-leninistas e maoísta, 'unidoss' contra a linha política do PCP. Uma mistira que se dilui e nem é água, nem azeite, apenas vinagre? Hoje é assumidamente e apenas .. social-democrata, 'evolucionista'. A revolução ficou na berma da estrada.

https://www.facebook.com/photo?fbid=35421637874148497&set=a.934028333336225

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Imagens geradas pelo Google Gemini e pelo ChatGPT a partir do texto

quinta-feira, 16 de abril de 2026

POLÍTICOS somos todos NÓS (2012)

 * Victor Nogueira

16 de abril de 2012

POLÍTICOS somos todos NÓS que a cada minuto fazemos POLÍTICA por accão ou por omissão, e não apenas os governantes que a maioria lá "BOTA", em baile mandado e com a maioria sempre para o mesmo. Não são todos os deputados e governantes filhos da mãe mas também e sobretudo do BOTO que os pariu e almenta; a dívida é dos banqueiros que com a ajuda de paus mandados privatizam os lucros e socializam os prejuízos para que especuladores e banqueiros continuem, a comer à tripa forra. COM O VOTO OU ABSTENÇÃO DA MAIORIA mas NÃO COM O MEU nem com o de algumas centenas de milhar

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O problema! (2012)

 * Victor Nogueira

1 de janeiro de 2012

O maior problema não são as reformas, altas ou baixas. O problema é a banca, apesar da crise, a ter 45 € de lucros por minuto e ser ela a causadora e beneficiária da crise. O problema é o governo proteger a banca e as grandes superfícies comerciais, beneficiárias da liquidação de milhares de pequenas e médias empresas e de milhares de postos de trabalho. O problema é que as alterações dos horários de trabalho rumo à escravatura beneficiarem as grandes superfícies comerciais, que de mão beijada e com custos inferiores vão aumentar lucros e liquida outros tantos milhares de postos de trabalho. O problema é destruir o serviço nacional de saúde com benefício das Misericórdias e outras Unidades Privadas de saúde, cujo único objectivo é maximizar o lucro. O problema é que há 27 anos que a maioria dos eleitores votam sempre cada vez pior pelos mesmos, em círculo masoquista e vicioso.O problema são as manobras de engenharia financeira e as fugas aos impostos dos milionários portugueses e das grandes empresas. O problema é os órgãos de comunicação social estarem nas mãos do grande Capital que "filtra" a realidade de acordo com os seus egoístas interesses. O problema são as televisões e seus noticiários e programas na maioria abjectos e cretinizantes. O problema é a maioria das pessoas distraírem-se com o acessório e deixarem passar o essencial, como convém a abutres, hienas, chacais, tubarões e polvos que se querem assenhorar-se do poder reduzindo a Humanidade à escravatura e descartabilidade


domingo, 19 de outubro de 2025

A música e o PCP, como bombo da festa

 


 *  Victor Nogueira

De novo e sem novidade, o PCP é o bombo da festa, onde com malícia ou ignorância atrevida plumitivos encartados, desde Pereira a Oliveira, até outros mais terra-a-terra malham. É nas zonas socialmente "deprimidas" que as "esquerdas"  em geral, e o PCP em particular perdem votos para a agremiação de Venturra. Dizem os maliciosos ou intelectualmente menos afortunados que é o castigo por causa do apoio a Putin   à invasão da Ucrânia. É pelo sectarismo ao não ter aceite a generosa oferta de A. Leitão para esta poder correr com o Moedas em Lisboa. É porque está esclerosado e não se adapta aos novos tempos. Uns, choram lagrimas de crocodilo. Outros, babam-se em rios transbordando de lágrimas de alegria.

Para além do ódio e do divisionismo, para além de dizer tudo e o seu contrário, para além de bramar contra a corrupção, e a criminalidade cegos às traves no seu olhar, que medidas propõe o partido de Venturra para melhorar as condições de vida e de trabalho dos cada vez mais deserdados da fortuna? Há no PS quem se tenha adaptado aos ares do tempo, como demonstram folgados sucessos eleitorais como os do Leão de Loures a que se seguirão outros na mesma peugada, normalizados por Carneiro e sua companha?

Mas há uma pergunta que , ardilosamente, não fazem! Que políticas produzem cada vez mais "deserdados da fortuna" que desaguam no Chega de Venturra, contra os ideias de Abril? É o PCP  responsável por tais políticas? Ou tal resulta das opções de classe, da opção por quem mais tem, pode e ordena, de que PS, PSD, CDS, IL e Chega são fiéis executores, com mais ou menos arruaça, com mais ou menos mel, useiros e vezeiro em artimanhas?

Mas o bombo da festa é uma vez mais o PCP, onde em compita os músicos e músicas malham, até dizerem .... Chega! Talvez porque o PCP ainda mexe,   porque está por detrás de não poucas manifestações pela Paz e pelos direitos da Humanidade, mantendo-se fiel e defensor do ideias de Abril atraiçoados em Novembro?  Ideiais baseados na Liberdade, ma Paz entre oss povos, na Igualfade e na Solidariedade, consubstanciados em melhores condições de vida e de trabalho. Mas disso não falam ao maioria dos plumitivos encsrtados e os órgãos de “comunicassão súcial”, escrita e televisionada.

Como diz certas músicas com outras palavras; ode a Liberdade rima com Igualdade, nas vozs de José Afonso e Sérgio Godinho;


Grândola, vila morena, por José Afonso


Liberdade, porSérgio Godinho

 

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

O (des)governo do Mundo (2017)



 * Victor Nogueira

25 de agosto de 2017

Após a queda do Muro de Berlim, o "eixo do mal" escrutinado ao mm seria constituído apenas por Cuba, Coreia do Norte, Venezuela e Angola. No resto do mundo reina o Paraíso com seráficos querubins, serafins, anjos e arcanjos entoando dulcíssimos hinos de Paz, Concórdia e Amor entre e pela Humanidade.

Desde 1989 todos os muros foram derrubados e nenhum outro construído nas ocidentais democracias pois deles não se fala ( Schengen/UE, México/EUA, Cisjordânia/Palestina/Israel, Marrocos Espanhol, Chipre ...), as "democracias" monárquicas hereditárias desapareceram (Reino Unido, Suécia, Bélgica, Espanha, Noruega, Arábia Saudita, Países Baixos ... para além doutras como Mónaco, Liechtenstein e outros paradisíacos off-shores são agora repúblicas  igualitárias, sem corta-fitas ou pretensa nobreza de sangue) e fora do quarteto acima referido, tudo e todos vivem no melhor dos mundos com processos eleitorais à prova de bala, sem manobras de engenharia eleitoral e condicionamento da opinião pública ou manipulação da consciência social, numa perfeita e harmónica democracia política, económica e social. 

Quanto à UE trata-se dum exemplo exemplar de democracia extrema, com um Parlamento de fachada, uma Comissão Europeia não eleita, de burocratas plenipotenciários com o boicote de referendos que sejam desfavoráveis aos desígnios do Grande Capital transnacional e financeiro perante quem a CE responde de facto.


sexta-feira, 11 de abril de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 11, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira 


11 e3 Abril de 2014 

Nos comentários no post de PN alguém tras à baila os "crimes" do socialismo. A Comuna de Paris durou cerca de 1 mês e foi afogada em sangue, a da URSS durou cerca de 72 anos e as das restantes países socialistas muito menos e as suas economias estão agora na s mãos de redes mafiosas que compraram a preço de saldo as empresas estatais e conduziram os respectivos povos â miséria e degradação. Por via eleitoral a esquerda ganhou as eleições no Chile e na Espanha, mas foram derrubadas por golpes fascistas financiados pela CIA/EUA no 1º caso Recorde-se tb o que resultou da santa aliança anti-comunista de EUA, Austrália e Indonésia. onde o General Suharto liquidara 500.000-600.000 indonésios entre os quais pelo menos cerca de 100 mil comunistas http://pt-pt.facebook.com/note.php?note_id=184121778296007 O Capitalismo, autofágico e predador, desde o século XVII começou a expandir-se nos países nórdicos e nas repúblicas Italianas de Veneza, Génova e Florença, iniciando a sua expansão a partir da Revolução Industrial no Reino Unido mo século XIX. Desde os tempos pré capitalistas tem saqueado, pilhado e destruído povos inteiros em sangrentos genocídios, como a dos Ameríndios no território dos Estados Unidos e os aborígenes da Austrália, tem feiro repressões sangrentas em nome da "democracia" e apoiando tudo quanto é regime ditatorial que sirva os interesses do Capital e tentando derrubar tudo quanto pretenda pô-lo em causa. Os EUA em Dresden, no Japão e no Vietname levaram a cabo acções de genocídio ou praticaram crimes de guerra ou c ontra a Humanidade, recusando-se a aceitar a jurisdição do Tribunal Penal Internacional. E as almas sensíveis não responsabilizam nem culpabilizam o PS(D)CDS pelos crimes de guerra, contra a Humanidade, genocídio e violação dos Direitos Humanos e da Carta da ONU perpetrados pelo "amigo" americano e seus "livres" aliados, pk satélites da URSS eram os outros, que agora gozam da "liberdade" e dos benefícios da civilização cristã e ocidental, curiosamente todos a Leste do "amigo americano" Itonias da Geografia e do local onde se situam o centro e o farol da desHUMANIDADE

14 a

11 de abril de 2014  · 

A PROPÓSITO D'a narrativa comunista, segundo pedro silva pereira, do PS

Não há pachorra para tanta falta de memória e desonestidade intelectual. Que bom e paradisíaco seriam Portugal e o Mundo sem "comunistas", entregue apenas aos seráficos "socialistas". Pois não foi o PS que em 1974/75 encheu alamedas e avenidas em manifestações em defesa da "democracia" e do "Socialismo em Liberdade" e agora foge de eleições como o diabo da cruz, para além de nunca ter referendado a adesão à UE e os sucessivos tratados ou Pactos Orçamentais ?

Nas suas "narrativas" ou charlas em família já sócrates esclareceu que foi traído no PEC IV por Passes de Coelho, cujo PSD aprovara os anteriores, tal como as revisões constitucionais, ao contrário do PCP, que votou contra os mesmos  PEC's. E eu a pensar que havia sido a banca a retirar o apoio ao ps/sócrates, estando por explicar aquele diferendo entre Sócrates e Teixeira dos Santos. A verdade é que o PS desde Abril foi a ponta de lança para que se mudassem apenas as moscas, como Marcelo e Spínola pretendiam. Estando as moscas de novo a varejar e em força, considerarão elas o PS descartável e dispensável ?  O episódio segue dentro de momentos ! Com outros actores, alguns reciclados e outros na sombra.

Sempre forçado pelos "mauzões" dos comunistas, tadinhos dos PS's, em lágrimas e contrariados, o coração sangrando, sempre aliados e de facto com o apoio declarado ou encoberto do psd/cds, mesmo nas autarquias, coligando-se entre si para nas autarquias "varrerem" com o PCP. 

Não há pachorra para tanta falta de memória e desonestidade intelectual. Tal como nos tempos do fascismo, assim em "democracia" e pela mão do PS se vê a força do PC, que em França ou na Alemanha obrigam a social-democracia a guinar à direita, depois de em Portugal terem obrigado o Mário a arrumar o socialismo na gaveta, tão bem aferrolhado que desde então o PS não conseguiu encontrar a chave do blindado armário dos esqueletos ?

http://corporacoes.blogspot.pt/.../a-narrativa-comunista...

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   Nascimento Maria

Eu não sou muito entendida em politica Apesar de me revoltar Em muitas situaçôes ~Mas admiro o seu desempenho a percistência na política acho bem que haja pessoas assim .obrigada por lutar pelos mais desfavorecidos Bem haja Victor Nogueira

11 a

Clara Roque Esteves

Que exagero, homem....Nem tanto ao mar....nem tanto ao ar...

11 a

Victor Barroso Nogueira

ora menina Clarinha, aka Clara Roque Esteves sugiro que a mocinha vá ler este post e os comentários ao mesmo. E depois falamos LOL

11 a 

José Espada

“Vós que lá do vosso império
Prometeis um mundo novo,
Calai-vos, que pode o povo
Qu'rer um mundo novo a sério.”

(António Aleixo)
11 a

11 de abril de 2014  · 

foto victor nogueira - setúbal

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quarta-feira, 9 de abril de 2025

Acta da Rendição - João Carlos Lopes Pereira (2014)



texto de João Carlos Lopes Pereira

25 de Abril de 2014 

O Fundo Monetário Internacional, representado por Christine Madeleine Odette Lagarde, o Banco Central Europeu, representado por Mário Draghi, a Comissão Europeia, representada por José Manuel Durão Barroso, instituições estas que, por sua vez, representam as estruturas económicas e financeiras responsáveis pela consolidação e desenvolvimento da economia neoliberal, comumente designada por Capitalismo, e o Estado Português, representado por Aníbal Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, reunidos nesta data, em Lisboa, para análise da conjuntura social, política e económica e financeira que conduziu o país a uma situação de pré-insolvência e à consequente implementação de importantes medidas de regeneração, consubstanciadas num Plano de Resgate que foi aplicado com inegável sucesso, concordaram em estabelecer as normas de política económica, financeira, social e de governação que irão reger o país, com vista a consolidar as contas públicas e, principalmente, visando obviar futuras situações de descalabro orçamental. Deste modo, foi considerado, por unanimidade, que: 

1 – Dos Fundamentos 1.1 – A origem do desequilíbrio orçamental e o consequente défice excessivo radicaram no facto de a riqueza produzida ter sido distribuída de forma inadequada, não só através dos altos ordenados e pensões das chamadas classes trabalhadoras, incompatíveis com a realidade nacional, como através de prestações sociais desajustadas com essa mesma realidade, ou seja: os trabalhadores portugueses viveram acima das suas possibilidades, capacidades e méritos, filosofia e práticas estas que se estenderam para a fase de aposentação e seus critérios, tal como para a área chamada social, com a introdução de direitos perfeitamente exorbitantes; 1.2 - Para além disso, no funcionalismo público não foram acautelados rácios razoáveis, pelo que o excesso de funcionários e a sua baixa produtividade agravaram dramaticamente as contas do Estado; 1.3 – Acresce, ainda, que as leis laborais, mesmo depois de sucessivos aperfeiçoamentos, ainda se revelaram castradoras do investimento, tal o conjunto de mordomias que passaram a ser consideradas, pelos trabalhadores, de forma perfeitamente abusiva, como direitos inalienáveis; 1.4 – Tudo isto se ficou a dever a uma lamentável iniciativa de alguns grupos minoritários, tanto civis, como militares, ocorrida há precisamente 40 anos, que induziu a maioria dos portugueses a acreditar que as referidas classes laborais e, de uma maneira geral, toda a população, deveriam ser a grande – e, eventualmente, a única – preocupação dos governantes, e que o processo económico deveria estar, exclusivamente, ao seu serviço; 1.5 – Resultou daqui que grande parte da sociedade portuguesa se convenceu que os seres humanos, designadamente os que estão na base da pirâmide social, deveriam ter o conjunto da Economia ao seu serviço, em vez de serem os seres humanos, de acordo com a ordem natural das coisas – de que a Economia de Mercado é um simples reflexo – a estarem ao serviço da Economia; 1.6 – Reconhece-se, contudo, que a liberdade de expressão e o direito ao voto, nessa altura repostos, foram factos positivos, que deverão manter-se enquanto devidamente acautelados os interesses e direitos dos agentes do Investimento – ou seja: enquanto não puserem em causa o conceito de propriedade privada naquilo que ela tem de mais sagrado e regenerador: a capacidade de acumular riqueza e garantir, sem quaisquer impedimentos, a maximização dos lucros; 1.7 – Assim sendo, os subscritores consideraram essencial estabelecer as seguintes normas e definições, a que o poder legislativo deve dar força de Lei, alterando-se, em função dessas exigência, a Constituição da República em vigor nos preceitos que a tal se opuser; 

2 – Enquadramento Geral – Ficam definitivamente revogados conceitos e expressões como Estado Social, Direitos Laborais, Horário de Trabalho, Férias, Feriados, Dias de Descanso, Folga, Remuneração, Salário, Subsídio, Indemnização, Serviço Público e outros de conotações afins; 

3 - Do Trabalho e da sua Organização 3.1 – O vulgarmente chamado Direito ao Trabalho, dada a ideia positiva que, do ponto de vista social e económico lhe está subjacente, não só será uma excepção ao referido no ponto anterior, como será levado à sua mais extrema consequência, passando a ser designado por Trabalho Obrigatório; 3.2 – Com esta disposição, de cariz verdadeiramente social, terão obrigatoriamente acesso ao trabalho todos os portugueses, maiores de 12 anos, sendo a idade de reforma estabelecida, caso a caso, por uma Junta Médica gratuita, constituída pela sua entidade patronal, e da qual não haverá recurso; 3.3 – Enquanto perduraram vestígios do período conturbado que conduziu Portugal ao estado de descalabro financeiro – e, também, por os subscritores serem sensíveis às críticas que referem algumas situações de desigualdades sociais – todos os trabalhadores por conta de outrem passarão a beneficiar, em substituição dos salários díspares actualmente praticados, apenas de uma ajuda monetária, próxima do Salário Mínimo Nacional em vigor, sempre que a situação da empresa o permita. Nos casos em que tal não seja possível, a entidade patronal providenciará uma refeição gratuita por cada período de 6 horas de trabalho, eliminando-se, assim a esmagadora maioria das referidas desigualdades; 3.4 – Os trabalhadores estarão diariamente disponíveis para a sua entidade patronal, no período compreendido entre as zero e as vinte e quatro horas, 365 dias por ano, salvo nos anos bissextos, em que serão 366. A nenhum trabalhador pode ser imposto, salvo em casos excepcionais devidamente justificados, um período laboral que exceda as 18 horas diárias; 

4 - Da Organização do Estado 4.1 – Será constituído, por iniciativa e sob responsabilidade do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia (a actual Troika) um Grupo de Grandes Investidores, que orientará e supervisionará, nos termos a seguir indicados, todos os aspectos relacionados com a governação de Portugal; 4.2 – Todos os serviços e departamentos do Estado, tanto da Administração Central, como da Administração Local, serão privatizados, sem qualquer excepção. Por uma questão de transparência, dando, assim, forma legal ao que, de facto, já acontece, os órgãos que resultarem das eleições legislativas e autárquicas, incluirão, por indicação da Troika, representantes nacionais e regionais do Grupo de Grandes Investidores, elementos que corresponderão a 51% do total de membros de cada órgão; 4.3 – A máquina tributária continuará a cobrar impostos aos cidadãos, que reverterão, directa e integralmente, para o Grupo de Grandes Investidores, competindo-lhes decidir da forma como serão aplicados; 

5 - Do Privado e da sua Natureza 5.1 – Não é possível dissociar o conceito de Liberdade do conceito de Propriedade. A propriedade privada é a base das sociedades modernas e da própria prosperidade. O que é público, acaba por não ser de ninguém. Assim, da água, aos solos e ao subsolo; dos rios, às praias e ao mar; das serras, às planícies; das estradas e dos caminhos e azinhagas, às pontes e viadutos; das maternidades, aos cemitérios; dos hospitais, às escolas e aos tribunais; das esquadras, aos quartéis; do sol, às sombras; e dos jardins, às estátuas, tudo o que possa ser objecto de negócio e exploração e, consequentemente, passível de gerar lucros, deve ser imediatamente privatizado, princípio extensível as todas as riquezas e recursos naturais, incluindo, naturalmente, o ar, mal se consiga processo eficaz de o captar, armazenar e comercializar, para além de quaisquer empresas públicas que ainda não tiverem passado, à data, para a posse dos investidores competentes; 5.2 – Assim, tudo o que foi privatizado, ou venha a ser objecto de privatização, e que se enquadre no âmbito do enumerado no número anterior, é considerado património, ou propriedade inalienável dos seus legítimos detentores, independentemente do processo que levou à sua obtenção. Em consequência, e em obediência aos princípios da mais elementar justiça e dos valores da Liberdade, a propriedade, ou património de pessoas e empresas é considerado bem inviolável, sendo crime grave atentar, por palavras ou actos, contra os direitos e princípios aqui reconhecidos; 5.3 – É excepção ao disposto no número anterior, pelo que não se considera propriedade ou património de natureza privada, mesmo que exista, ou tenha existido, em determinado momento, prova de aquisição desse bem, os bens ou rendimentos de qualquer natureza, móveis ou imóveis, adquiridos por trabalhadores por contra de outrem, podendo ser, a qualquer momento – e sem recurso a qualquer iniciativa de natureza judicial – confiscados, penhorados ou usados, por outro processo qualquer, tendo em vista salvaguardar a estabilidade das instituições financeiras e de toda e qualquer empresa de relevância nacional ou regional; 5.4 – São especialmente passíveis de confisco as ajudas monetárias atribuídas pela prestação de trabalho, não deixando, contudo, de estarem sujeitas ao imposto sobre rendimentos que lhes corresponder; 

6 – Da Organização Social – A estrutura social de Portugal será, em termos ideais, aquela que for representada por uma pirâmide composta por Cave, Rés-do-chão, Primeiro andar e Topo. Na Cave, caberão os trabalhadores por conta de outrem, inválidos severos e seus familiares em idade não produtiva. O Rés-do-chão será uma zona tampão, destinada a impedir contaminações de qualquer natureza. No Primeiro andar estarão os governantes, seus séquitos e respectivos familiares. No Topo, terão lugar os Investidores, a sua corte e familiares; 

7 – Do PIB e da Dívida Pública 7.1 – Portugal manterá uma economia equilibradamente dependente de terceiros, adequando todos os seus itens produtivos – o seu PIB – aos interesses da comunidade internacional onde está integrado, de molde a poder continuar a endividar-se. Dessa forma, contribuirá para manter activos e saudáveis os Mercados, tendo em vista a eles poder recorrer e ser devidamente atendido; 7.2 – Considera-se crime grave entrar em situação de incumprimento face aos Investidores, e crime muito grave perseguir medidas de qualquer natureza que possam conduzir a uma não dependência dos Mercados, designadamente – e a mais grave de todas – prescindir de ajuda financeira; 

8 - Da Segurança Nacional 8.1 – A segurança de Portugal, tendo em vista evitar dispêndios que a sua situação económica e financeira não suportaria, fica a cargo da NATO, que agirá, de forma graciosa, sempre que ameaças externas ou internas o justifiquem; 8-2 – São consideradas ameaças internas especialmente graves, todas aquelas que adquirem a forma de manifestações, tumultos, desobediência civil, greves ou outras movimentações anti-sociais; 

9 – Da Independência Nacional – Acordou-se na sua extinção formal, já que, de facto, tal extinção já ocorreu; 

10 – Disposição Final – Considerando o amorfismo catatónico da esmagadora maioria do povo português, estas decisões podem ser divulgadas sem quaisquer restrições, tanto mais que muitas delas já estão a ser, na prática, implementadas. 

Por ser verdade o aqui relatado, foi por mim lavrada esta acta, que, depois de lida e aprovada por todos os intervenientes, vai ser por eles assinada. 


O Secretário Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas (Doutor)

Esta acta encontra-se em http://resistir.info/ 

http://resistir.info/portugal/acta_de_rendicao.html

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Manela Pinto

ora bem aqui isto é um capitalismo neoliberal fascizante esclavagista que nos faz caminhar para a idade da pedra que é como está a ficar o cerebro desta gente embrutecida que cegou quando "viveu acima das suas possibilidades" e apoiou oportunistas mentirosos e sociopatas ávidos de poder gozando com a sua ignorancia tb gananciosa onde eu e outros nao cegos fomos empurrados por alertar da ganancia destes crapulas horripilentos, mas como cego só é quem quer a nossa luta continua para que a sociedade que ainda nao foi construída chegue e nos liberte destes cangalheiros que só conhecem a morte e façamos do tempo de vida que é curta um momento de bem estar para todos nós. a luta continua!
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Milu Vizinho
A luta continua e vai continuar ainda com mais força...Desistir nunca...O povo unido já mais será vencido (Y)
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Maria João De Sousa
Que excelente texto , este, do João Carlos L. Pereira!!! Obrigada pela partilha desta Acta da Rendição, Victor Nogueira!
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Belaminda Silva
Excelente texto !!! Obrigada camarada. Beijinho Victor 🙂
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Luisa Neves
Belíssimo texto. 😉
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Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 09, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira


9 de abril de 2013 
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Público
TANTA GENTE, MARIANA, TANTA GENTE
Tanta gente a enaltecer Margareth Tatcher (e vilipendiando Angela Merckl), tanta gente desejando-lhe que repouse em Paz (RIP). Tanta gente, Mariana, da mesma gente que se condoeu com Pinochet ou Krupp, senis e, por razões "humanitárias" da classe dominante, não levados a julgamento. Tantos mortos, milhões de mortos, provocados pelos EUA e por Hitler, com o apoio do Grande Capital, cujos interesses defendiam, que não chegaram a velhos, fuzilados, torturados, gaseados, assassinados, sem que Pinochet, Hitler ou Tatcher com isso se preocupassem.
Porque se haviam de preocupar, se era gente desqualificada, tal como hoje somos - agora - em Portugal e por essa "europa connosco" fora ? Gente indubitavelmente desqualificada: operários, camponeses, comunistas, opositores políticos, sindicalistas, socialistas, eslavos, negros, vietnamitas, "mouros", árabes, palestinianos, ciganos, ameríndios, judeus, homens, mulheres, crianças, jovens, velhos ...
Tanta mulher, Mariana, tanta mulher a chorar ou a orgulhar-se de Tatcher, cuja política conduz(iu) à subalternização da mulher, explorada, mais que os homens, no local de trabalho, vítimas do assédio sexual - para arranjarem ou manterem o posto de trabalho, precário
Tanta mulher, Mariana, tanta mulher de que a Humanidade se pode orgulhar, enquanto choram Margareth e vilipendiam Angela.
Como podem a escola e os órgãos de informação da classe dominante condicionar a percepção da realidade. Antes de Margareth, cuja política neoliberal subalterniza necessariamente a mulher, tantas mulheres de muito mais valor, para além daquelas cujos nomes a história não registou.
Isabel I, de Inglaterra (equivalente a Tatcher). Beatriz de Luna, a Senhora. Beatriz de Portugal, que dirigiu a Ordem de Cristo e foi a verdadeira impulsionadora dos Descobrimentos e não o retrógrado senhor feudal que foi Henrique, o Navegador. Lurdes Pintassilgo, em Portugal, Marie Curie. a rainha Ginga, em Angola. a comunista Rosa Luxemburgo, assassinada com Karl Liebknecht Olympe de Gourges, que foi guilhotinada, autora da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. Clara Zetkin, Ana Garibaldi, companheira de Garibaldi, Dorothea Lange, Simone de Beauvoir, Simone Weill, Ana Comnena, Christine de Pizan, Mary Wollstonecraft, Dolores Ibarruri, Georges Sand, "Leni" Riefenstahl (fosse homem e talvez não tivesse sido ostracizada devido à sua ligação ao nacional-socialismo)

Tanta mulher, Mariana, tanta mulher, Mariana Torres, companheiro que sou da tua barricada, operária conserveira assassinada em Setúbal, em greve, morta pelas balas da GNR em 1911, que defendiam os patrões da indústria. Assassinada conjuntamente com um operário. Tal como pela GNR foi assassinada a assalariada rural Palmira da Graça, a mesma GNR que no tempo do fascismo assasinou outra grevistas, Catarina Eufémia.
Como vês, Mariana, há muito por onde escolher, mesmo para quem despreze as que, como tu, se distinguiram por motivos radicalmente contrários aos da Dama de Ferro, serventuária do grande Capital e do Patronato,

9 de abril de 2016  · 

luanda liceu salvador correia - almoço do 6º ano 1965 06 09 retiro da conduta - os representantes da turma B

Afonso Monteiro Torres (macro-torres) (1), Correia da Silva (5 ), Carlos Abranches de Figueiredo (😎, Jorge Cadete (4), Carlos Aguiar (3), Victor Nogueira (2) , Jacques Pena (7) senhor Sampaio, (contínuo) (6), Carlos Spínola (10)

9 de abril de 2018  · 

O LEÃO MOSTRA A SUA "RASSA" -  Não sendo lagarto, constato que o chamado Presidente dos "Leões" não tem estaleca como dirigente e gestor, parecendo estar influenciado pelos "twists" do Trump, arriscando-se a ser o coveiro do Clube que deveria "dirigir" com mais maturidade. E enquanto o pau bate nas costas do Sporting e do BdC, folgam as do Malfica, como se nada mais importante houvesse para noticiar.

9 de abril de 2020  · 

Foto Victor Nogueira - Serra d'El Rei - 1998.02.22 (rolo 231)

Serra d'El Rey  -  De inverno o dia escurece rapidamente e as últimas fotografias em Serra d’El Rey são já feitas ao anoitecer. Retenho a igreja de S. Sebastião, com um vitral deste orago por cima da porta principal; no interior a sua vida contada em paineis de azulejos. Na torre sineira dois relógios rivalizam entre si, um deles mecânico que ao escurecer leva a melhor sobre o outro, que não é senão um relógio de sol. 

Dambulamos pelas ruas até depararmos com uma série de janelas manuelinas: trata-se do Paço Real, por onde pass(e)aram D.Pedro e D.Inês, que fotografo no regresso, já noite cerrada. Lateralmente as paredes estão em pedra, com as janelas góticas emparedadas. 

A este Paço, conhecido por palácio da serra a par de Atouguia, os reis vinham para montarias e pescarias e para satisfazê-los lá estavam os agricultores e pescadores. 

Por exemplo, os pescadores de Salir do Porto, nas terras da Rainha, estavam obrigados a manter um determinado número de caravelas para pescaria e a fornecer ao rei 1/3 do pescado, para que este e sua comitiva pudessem sobreviver durante as estadias por estas paragens ou por Monte Real.

O adiantado do escurecer impede-nos de apreciar as belas paisagens em redor, tendo como limite o mar e o horizonte longínquo.

(...) Pelos arredores alguns moinhos, um dos quais fotografo já com o sol a pôr-se para lá dele, num retrato pouco conseguido. 

Nos arredores, perdido no meio do campo, a igreja de N. Senhora do Amparo, brilhando na sua alvura, cercada por um muro alto que se franqueia através dum portão lateral. (Notas de Viagem, 1997.12.05 e 1998.02.23)

9 de abril de 2020  · 

Não falando do Estado de sítio na área da Região Miltitar de Lisboa para impedir a resistência ao golpe contra-revolucionário de 25 de Novembro de 1975, que vemos hoje, à boleia do Covid-19?

Pela 1º vez desde 25 de Abril de 1974 são proibidos  e criminalizados os ajuntamentos de mais de cinco pessoas nos espaços públicos.

Pela 1º vez desde 1974 estão de facto proibidas e criminalizadas quaisquer tentativas de comemoração da  chamada "Revolução dos Cravos".

Pela 1ª vez desde 25 de Abril de 1974 e tal como no tempo do fascismo é proibida de facto e criminalizada a comemoração do 1º de Maio.

Tal como no tempo do fascismo e pela 1ª vez desde o 25 de Abril de 1974 estão de facto proibidos o exercício dos direitos de resistência, de greve, de acção sindical, de audição e participação das organizações dos trabalhadores na Legislação Laboral, de reunião, de manifestação.

Pela 1ª vez desde o 25 de Abril de 1974 é proibida a livre circulação das pessoas em território nacional

Quanto à liberdade de imprensa, à boleia do Covid 19, , ela traduz-se numa infame campanha de manipulação insidiosa das consciências que assume aspectos verdadeiramente intimidatórios e  terroristas.